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24 - Tosse ok

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INTRODUÇÃO: 
A tosse é a principal queixa na procura por 
assistência médica. 
Para os quadros agudospor 4 ou mais episódios de 
rinossinusite aguda por ano, cada um 
com duração menor que 12 semanas, e 
sempre retornando totalmente à linha de 
base 
 
Estima-se que adultos sofram de 2 a 5 
resfriados por ano 
Crianças em idade escolar podem sofrer 7 a 
10 resfriados 
Rinovírus (24%) e influenza (11%) foram os 
agentes isolados mais comuns 
A ação do vírus na mucosa nasossinusal 
causa destruição epitelial, edema, aumento 
da produção de muco e liberação de 
mediadores inflamatórios. Isto causa os 
típicos sintomas de obstrução nasal, dor local 
e rinorreia 
RINOSSINUSITE AGUDA BACTERIANA: 
É muito difícil a diferenciação da rinossinusite 
viral do resfriado comum, e nenhum sintoma 
específico ou exame de imagem consegue 
fazê-la. 
Eventualmente, a rinosinussite pode perdurar 
por mais tempo. 
Mesmo sem a presença de superinfecção 
bacteriana, a rinossinusite aguda pós-viral 
apresenta sintomas mais brandos e se 
mantêm por mais que 7-10 dias. 
Em cerca de 0,5-2% dos casos, o edema 
causando obstrução dos óstios de drenagem 
sinusal, associados ao aumento da produção 
de muco, propiciam a proliferação bacteriana 
Isso se traduz com um recrudescimento dos 
sintomas, mais localizados, com dor e 
rinorreia purulenta. 
 
 
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As bactérias mais comuns são o 
Streptococcus pneumoniae, Haemophilus 
influenzae e Moraxella catarrhalis 
Outras espécies de estreptococos, bactérias 
anaeróbias e Staphylococcus aureus causam 
uma pequena porcentagem de casos 
DIAGNÓSTICO: 
É clínico e deve ser considerado quando o 
paciente apresenta dois ou mais dos 
seguintes sintomas obrigatoriamente: 
• Bloqueio/obstrução/congestão nasal. 
• Descarga nasal (gotejamento nasal 
anterior/posterior). 
• Pressão/dor facial. 
• Redução ou perda do olfato 
Também podemos confirmar o diagnóstico 
com alterações endoscópicas 
• Presença de pólipos e/ou rinorreia 
mucopurulenta, principalmente no meato 
médio 
• Edema/obstrução de mucosa, também no 
meato médio 
Alterações de tomografia computadorizada 
dentro do complexo ostiomeatal e/ou seios 
paranasais 
• Não deve ser pedida de rotina 
• Avaliar complicações 
• Se falha terapêutica 
• Suspeita de lesões tumorais 
Início com sintomas persistentes ou sinais 
compatíveis com rinossinusite aguda com 
duração de ≥ 10 dias sem qualquer evidência 
de melhora clínica 
Início com sintomas graves ou sinais de febre 
alta (≥ 39oC) e secreção nasal purulenta ou 
dor facial com duração de pelo menos 3-4 
dias consecutivos no início da doença 
Recaída (dupla piora) de sintomas ou sinais 
caracterizados por novo aparecimento de 
febre, cefaleia ou aumento da secreção nasal 
após uma infecção viral respiratória superior 
típica com duração de cerca de 5-6 dias e 
que já havia melhorado inicialmente. 
Associados a pelo menos 3 dos critérios a 
seguir: 
• Qualquer tipo de secreção com 
predominância unilateral ou francamente 
purulenta no cavum. 
• Dor intensa localizada/unilateral 
• Febre > 38oC 
• Elevação de VHS ou PCR 
 
TRATAMENTO: 
• Lavagem nasal com solução salina 9,9% - 
pode ser usado solução hipertônica se 
muito edema (2%, 3%) 
• Descongestionantes tópicos 
(oximetazolina): usar com cautela, risco 
de efeito rebote 
• Anti-histamínicos (2a geração): reduz os 
sintomas de coriza e espirros 
• Analgésicos simples 
• Pelagorium siloides 
• Corticoides 
 Tópicos nasais – RSA pós-viral 
 Orais – Sintomas álgicos e obstrutivos 
importantes 
Antibioticoterapia: 
• Amoxacilina: nos quais não há suspeita 
de resistência bacteriana nos últimos 30 
dias; pode ser usada dose dobrada 
quando suspeita infecção por 
pneumococo resistente 
• Amoxacilina + clavulanato: controversias 
sobre uso com primeira escolha devido ao 
aumento de resistência pelo Haemophilus 
influenza 
 
 
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• Acetilcefuroxima e ceftriaxona: espectro 
semelhante a amoxa+clav; pode ser 
usado em caso de alergia as penicilinas; 
esquemas intrahospitalares com 
ceftriaxone (IV) podem ser seguidos 
acetilcefuroxima no domicílio (VO) 
EXACERBAÇÃO DE DOENÇA PRÉ-
EXISTENTE: 
EXACERBAÇÕES DA DPOC: 
Piora da dispneia, mudança do aspecto do 
escarro para purulento e aumento do volume 
da expectoração 
Pacientes em bom estado geral - 
Haemophilus influenzae, Streptococcus 
pneumoniae e Moraxella catarrhalis. 
Pacientes graves, com comorbidades - 
Gramnegativos entéricos, pseudomonas e S. 
pneumoniae resistente a penicilina 
EXPOSIÇÃO A FATORES IRRITANTES OU 
ALÉRGICOS: 
O afastamento da exposição, quando não 
houver doença respiratória pré-existente 
(asma, rinite) 
MEDICAMENTOS CAPAZES DE 
CAUSAR TOSSE: 
• Inibidores da enzima conversora da 
angiotensina IECA - 20-30% dos 
pacientes antes de 3 semanas de uso 
• Beta-bloqueadores - piorar a obstrução 
das vias aéreas 
TOSSE SUBAGUDA: 
Tosse com duração >3 eou “quintas" com “guinchos" 
seguidos de expectoração mucóide, 
várias vezes ao dia, espasmódica, 
principalmente à noite, associados a 
sudorese abundante, exaustão, 
congestão das conjuntivas, turgência dos 
vasos do pescoço, sufocação e perda da 
consciência (crianças maiores) suspeitar 
• Conhecida como “tosse dos cem dias” 
• Apresentando aumento de incidência 
desde os anos 1980 em todas as faixas 
etárias, pelo declínio imunológico da 
vacinação 
BRONQUIECTASIAS / DISCINESIA CILIAR 
PRIMÁRIA / FIBROSE CÍSTICA: 
O radiograma de tórax e a tomografia 
computadorizada do tórax e dos seios da 
face confirmam as hipóteses diagnósticas 
dessas causas, pela presença de: dilatação e 
espessamento brônquicos, cistos, nódulos, 
varicosidades, “sinal do trilho", e anel de 
“sinete" 
DRGE: 
• RGE representa uma das causas mais 
comuns de tosse crônica em adultos 
• Tosse e RGE são bastante comuns na 
população e essas queixas podem estar 
associadas sem necessariamente haver 
relação de causa e efeito entre elas 
• As manifestações clínicas consideradas 
típicas da DRGE são pirose e 
regurgitação 
• Dor torácica não coronariana, sensação 
de globus faríngeo, manifestações extra-
esofágicas respiratórias 
(fundamentalmente tosse e asma 
brônquica) e otorrinolaringológicas 
 
 
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(basicamente disfonia e pigarro) também 
fazem parte do quadro 
• Ausência de manifestações típicas do 
refluxo (pirose e regurgitação) não exclui 
o diagnóstico de DRGE 
SUSPEITA: 
• Ausência de exposição a agentes 
irritantes 
• Não ser fumante na atualidade 
• Não estar em tratamento com drogas 
inibidoras da enzima de conversão da 
angiotensina 
• Radiografia de tórax normal ou com 
alterações inespecíficas 
• Participação de asma descartada: 
 A tosse não melhora com o tratamento 
da asma 
 Teste negativo de provocação com 
metacolina 
• Participação de sinusites descartada

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