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Introdução à Análise de Processos Contextualização A gestão de processos em uma organização envolve não apenas a condução das atividades, mas também a realização de análises estruturadas, apoiadas na metodologia pensar, agir e aprender. Aspectos Introdutórios Para alcançar resultados positivos, é essencial analisar cada etapa do processo, observando as atividades desenvolvidas e monitorando todas as fases, sempre com foco na melhoria contínua e na produção com qualidade. Para que as organizações alcancem suas metas e objetivos, é fundamental analisar os processos de empreendedorismo, aplicando instrumentos básicos de gestão, como conhecimento, funcionalidade, avaliação e controle. A busca contínua pela melhoria de produtos e serviços fortalece a estrutura organizacional, aumentando a eficácia e a eficiência do modelo Contextualização Aspectos Introdutórios Breve Histórico O que são Processos Como Gerenciar Processos Gestão de Processos A Importância da Gestão de Processos Atividades na Análise de Processos Tarefas Definidas como: Pensar, Agir E Aprender Processo Organizacional Conceito, Definição e Estrutura Introdução à Análise de Processos 1 de gestão. Com isso, torna-se possível identificar e minimizar riscos, além de potencializar oportunidades de desenvolvimento dos negócios. Diante das pressões enfrentadas pelas organizações — como globalização, concorrência, avanços tecnológicos, dinâmica de oferta e demanda, satisfação de clientes, necessidade de inovação, impactos ambientais, responsabilidade social e exigências governamentais — torna-se essencial analisar cada processo, gerenciando suas etapas e alinhando a estratégia operacional ao sucesso da gestão organizacional. Breve Histórico Em 1922, foram desenvolvidas ferramentas para mensurar as funções desempenhadas pelas pessoas nas empresas. Entre elas destaca-se a Graphic Rating Scale (escala de classificação gráfica), que aumentou a precisão do processo de avaliação do desempenho, utilizando como parâmetros verbos, números ou ambos. Depois de 30 anos (1950-1960), a mensuração do desempenho evoluiu, passando a avaliar o resultado do trabalho e o comportamento das pessoas. as organizações encarassem o Introdução à Análise de Processos 2 desempenho como uma consequência e não como algo que deveria ser controlado continuamente. Entre as décadas de 1950 e 1960, a mensuração do desempenho evoluiu, passando a considerar não apenas os resultados do trabalho, mas também o comportamento das pessoas. Nesse período, as organizações passaram a encarar o desempenho como uma consequência natural, e não como algo a ser controlado de forma contínua. Essa abordagem de avaliação foi mantida e aprimorada com a criação do Behaviorally Anchored Rating Scales (BARS) — Escalas de Classificação com Ancoragem Comportamental. Esse modelo incorporou a participação de líderes, funcionários e clientes no processo avaliativo, permitindo analisar não apenas o desempenho, mas também as particularidades da relação entre cada gestor e seus colaboradores, de acordo com as funções exercidas. O que são Processos Os processos estão presentes em tudo o que fazemos, percebemos ou que ocorre no planeta Terra. Por exemplo, ao extrair madeira de uma árvore, o homem pode transformá-la em uma mesa ou cadeira, tornando-a útil para seu consumo. Essa sequência de transformações da matéria-prima (madeira) até o produto final (mesa) é o que se denomina processo. A partir do conceito de processo, é possível estabelecer a seguinte relação fundamental: 💡 Entrada (Insumos) → Transformação → Produto (Resultados) Introdução à Análise de Processos 3 Outro exemplo de processo é ‘escovar os dentes’, no qual a necessidade geradora do processo é manter os dentes saudáveis. Em cada processo, é possível identificar a presença de três agentes fundamentais: Entrada: Refere-se à matéria-prima ou insumo que será transformado. Transformação: Corresponde ao conjunto de atividades que agregam valor ao insumo. Resultado: É o produto ou saída gerado pela transformação. De acordo com a Norma NBR ISO 9000 (2000), processo é um conjunto de atividades inter-relacionadas ou interativas que transforma insumos (entradas) em produtos (saídas). Essa definição pode ser detalhada em dois aspectos principais: 1. Conjunto de atividades estruturadas e mensuráveis: Destinadas a gerar um produto específico para um cliente ou mercado determinado. 2. Ordenação específica das atividades de trabalho: Distribuídas no tempo e no espaço, com início, meio e fim Introdução à Análise de Processos 4 bem definidos, e com entradas e saídas claramente identificadas. Processo é uma sequência de etapas planejadas para produzir um produto ou prestar um serviço. Como Gerenciar Processos Os processos podem seguir duas direções opostas, dependendo diretamente da atuação do gestor e da equipe envolvida: você pode controlar o processo ou, caso contrário, ser controlado por ele. O primeiro passo é analisar o ambiente de trabalho, conhecendo a rede de processos da organização, suas etapas, interações e os resultados alcançados, sejam eles positivos ou negativos. É necessário avaliar o caminho que a organização pretende seguir, no qual os resultados dependem do controle efetivo e positivo do processo. O processo envolve relações planejadas de causa e efeito, em que o domínio e o controle da situação permitem alcançar os resultados esperados. Por exemplo, no processo de produção de veículos em uma montadora de automóveis, considera-se a qualidade, a quantidade e os prazos planejados. Nesse contexto, a disciplina e o cumprimento das relações de causa e efeito estabelecem uma ordem previsível e estável. Esse cenário representa a previsibilidade, ou seja, a ‘normalidade’ esperada do processo. A figura representa um processo sob controle, no qual o resultado ocorre conforme o esperado, ou seja, de forma positiva: Introdução à Análise de Processos 5 Vamos analisar a segunda direção, que ocorre quando o resultado de um processo não corresponde ao esperado. Quando o resultado de um processo não corresponde ao esperado, significa que não há controle sobre ele. Nessa situação, não existe domínio da atividade e torna-se impossível determinar ou prever os resultados, já que os agentes de entrada e transformação estão fora do nosso controle. Exemplo: Um exemplo de processo desestruturado pode ser observado em um setor de emergência hospitalar, no qual pacientes politraumatizados, ao chegarem, podem ou não receber atendimento adequado. O cenário é agravado pela insuficiência de recursos, pela falta de treinamento da equipe, pelo desinteresse dos profissionais e pela ausência de rotinas padronizadas de atendimento médico, como os protocolos. A figura a seguir representa essa imprevisibilidade, caracterizada como a ‘anormalidade’ do processo: Introdução à Análise de Processos 6 A questão central é saber se governamos a situação — com processos sob controle — ou se somos governados pelos acontecimentos — com processos fora de controle. Toda organização precisa manter seus processos sob controle, pois deles depende o sucesso do negócio. A aplicação adequada do gerenciamento de processos é essencial para o desenvolvimento organizacional, promovendo maior eficiência e melhor qualidade no trabalho produzido. Introdução à Análise de Processos 7 O gerenciamento de processos envolve cinco etapas que devem ser analisadas, executadas e monitoradas continuamente, a fim de garantir o bom desempenho e o desenvolvimento da organização. 1. Identificar e documentar os processos: Mapear, modelar e inter-relacionar os processos da organização. 2. Integrar o gerenciamento dos processos da organização: Alinhar estrategicamente os processos, criar links para documentos e aplicações, e estruturar o portal web de gerenciamentode processos. 3. Criar representação gráfica dos processos: Desenvolver mapas e fluxos de processos, instruções de trabalho e o Introdução à Análise de Processos 8 portal web de gerenciamento de processos. 4. Monitoramento, análise e melhoria dos processos: Medir o desempenho, realizar análises, simulações e otimizações, além de gerenciar riscos. 5. Engajamento das pessoas nos processos: Definir claramente papéis e responsabilidades, personalizar informações, promover interatividade, fornecer feedback e estabelecer planos de ação. O gerenciamento de processos de negócio é responsável pelas atividades voltadas ao objetivo principal da organização: entregar produtos ou serviços aos clientes com qualidade, segurança e garantia. Gestão de Processos Podemos relacionar a gestão em dois sentidos: o primeiro está ligado ao gestor (líder) e o segundo ao tempo (período). A gestão envolve liderança e a dimensão temporal. Mas o que exatamente deve ser gerido, administrado ou monitorado? Na prática, são os processos — séries de etapas planejadas para produzir um serviço ou um produto. Para isso, é necessário conhecer o produto que será produzido. Após adquirir informações sobre ele, a gestão poderá atuar com maior segurança e confiança no processo organizacional. A gestão de processos é responsável por planejar, monitorar, avaliar e revisar os processos da organização, sempre com foco na melhoria contínua e no alcance de objetivos e metas. A eficácia dessa gestão depende diretamente da atuação do gestor. Imagine os diversos setores de uma fábrica ou empresa. Como exercer uma gestão eficaz nesse contexto? A resposta está no tempo dedicado para conhecer a organização: seu ramo de atuação, os produtos desenvolvidos, o mercado em que opera, os Introdução à Análise de Processos 9 colaboradores envolvidos e os processos organizacionais, incluindo os recursos utilizados. Somente após esse conhecimento é possível exercer a gestão de forma efetiva como líder. Vale lembrar que um verdadeiro líder também forma outros líderes. A gestão de processos consiste em integrar duas áreas essenciais de uma empresa: a gestão de negócios e a tecnologia da informação, com o objetivo de otimizar os resultados organizacionais, aprimorando seus processos de negócio. Sua aplicação tornou-se uma necessidade para as organizações. Além disso, a gestão de processos permite: Concentrar esforços no foco do trabalho; Desenvolver abordagens e aplicações inovadoras; Utilizar indicadores de desempenho de forma simples; Elaborar e implementar estratégias organizacionais; Facilitar a gestão do conhecimento, da tecnologia e das informações; Planejar e tomar decisões com base em resultados esperados. A Importância da Gestão de Processos Por meio da gestão de processos, o gestor não apenas planeja, executa e monitora cada etapa do processo, como também projeta, acompanha e analisa o desempenho de cada profissional envolvido. O gestor de processos promove a interação entre os colaboradores, motivando-os a gerar resultados significativos para a empresa e agregando valor aos produtos e serviços oferecidos aos clientes por meio de processos bem estruturados. A gestão de processos possui diversos objetivos, entre os quais se destacam: Conhecer e mapear os processos organizacionais; Promover a padronização e uniformidade dos processos; Introdução à Análise de Processos 10 Fornecer informações por meio de procedimentos e manuais de gestão; Implantar melhorias contínuas nos processos, visando maior eficiência e eficácia; Desenvolver novas metodologias para alcançar melhores práticas na gestão de processos; Disponibilizar mecanismos de monitoramento, análise, controle e avaliação do desempenho dos processos. É de extrema importância saber utilizar o fluxograma na gestão de processos: Podemos observar a integração das habilidades que os líderes devem aplicar em cada etapa do processo, relacionando as áreas funcionais à comunicação das informações geradas. Isso permite a harmonização das atividades e o estabelecimento de diretrizes, fundamentando o gerenciamento do trabalho em equipe. Introdução à Análise de Processos 11 Outro ponto importante refere-se aos objetivos da organização, que devem ser claramente divulgados e compreendidos por todos os colaboradores e partes interessadas. Quando a gestão de processos está alinhada a esses objetivos, o alcance da missão organizacional torna-se mais viável. Por isso, é fundamental determinar os objetivos e metas dos processos, garantindo que estejam alinhados com os objetivos gerais da organização. Os colaboradores envolvidos nos processos devem ser capazes de compreender como a conclusão de seus objetivos impacta os resultados finais dos produtos e serviços da organização. O desafio do gerenciamento das atividades diárias é fazer com que o cliente perceba os benefícios gerados por processos bem definidos e devidamente mapeados. Na gestão de processos é fundamental conhecer as necessidades do cliente, para se evitar desperdícios nos processos, retrabalhos e principalmente insatisfação do cliente. Atividades na Análise de Processos Existem alguns conceitos de gestão de processos que integram a análise de processos organizacionais, organizados em cinco etapas: Introdução à Análise de Processos 12 Vejamos o papel de cada uma dessas etapas, conforme a figura anterior: Mapeamento: consiste na pesquisa de informações e levantamento de dados sobre todos os processos. É fundamental realizar entrevistas com todos os envolvidos. Modelagem: envolve o desenho do fluxo dos processos, podendo ser realizado em diferentes ferramentas e notações. Representa o caminho que as matérias-primas (informações ou materiais) percorrem até se tornarem produtos ou serviços finais da organização. Oportunidade de melhoria: surge a partir das etapas anteriores, considerando a análise e identificação de gargalos, com o objetivo de aplicar melhorias contínuas. Implantação/padronização: cada tarefa do processo é descrita detalhadamente. A padronização é essencial, permitindo que qualquer colaborador com as competências necessárias possa executar o processo. O POP (Procedimento Operacional Padrão) é amplamente utilizado para esse fim. Monitoramento: o desempenho do processo deve ser acompanhado continuamente, utilizando indicadores de desempenho para medir o alcance dos resultados esperados. Introdução à Análise de Processos 13 Entre as vantagens da gestão de processos, destacam-se: agilidade na execução, multiplicação do conhecimento, padronização da produção, maior eficácia da gestão, eficiência nos processos e melhoria contínua da qualidade de produtos e serviços. Ao aplicar as atividades de análise e gestão por processos, obtêm-se os seguintes benefícios: Maior facilidade e agilidade na execução dos processos; Melhor eficácia e eficiência; Implementação de melhorias contínuas; Visão corporativa integrada; Produtos e serviços com garantia e qualidade. Algumas vantagens da modelagem na análise de processos incluem: Conformidade: O responsável pelo resultado é quem realiza a descrição; Qualidade: Todos podem detalhar e aprofundar suas descrições; Comprometimento: Todos participam da modelagem dos processos, e não apenas um grupo restrito; Velocidade: Os resultados do trabalho são descritos simultaneamente por todos os envolvidos. Tarefas Definidas como: Pensar, Agir E Aprender A modelagem de um processo envolve atividades desenvolvidas com o objetivo de entregar um produto ou serviço ao cliente. Para que essas atividades sejam executadas de forma eficaz, é necessário que sejam previamente prescritas, visando à melhoria na sua execução. Introdução à Análise de Processos 14 As tarefas para gerenciar os processos no dia a dia envolvem viabilizar a execução, realizar os processos, acompanhare controlar seu desempenho, ajustando ou modificando o processo em curto prazo. Nesse contexto, aplicaremos a metodologia das tarefas definidas como pensar, agir e aprender. Pensar É fundamental possuir conhecimento sobre o ambiente interno e externo da organização, bem como sua estratégia, estabelecendo métricas ou indicadores para acompanhar o desempenho dos processos, subprocessos e atividades alocados aos diferentes níveis e unidades organizacionais. Além disso, todos os envolvidos no processo devem compreender sua definição e funcionamento. Somente assim as tarefas de entendimento, seleção e priorização de processos poderão ser executadas com êxito, garantindo resultados consistentes tanto no ambiente interno quanto externo da organização. Alguns elementos são utilizados na seleção de processos, como a análise competitiva, a análise da cadeia de valor, os fatores críticos de sucesso, os objetivos e metas da organização e os indicadores de desempenho. Esses elementos reforçam a conexão entre essa tarefa e a análise dos ambientes interno e externo. Em segundo lugar, é necessário compreender, selecionar e priorizar ferramentas de modelagem, fortemente associadas à gestão de processos. Também é essencial aplicar técnicas de melhoria, além de desenvolver e capacitar equipes para a gestão de processos. O redesenho de um processo resulta nas melhorias implantadas pela organização, estabelecendo um novo método padronizado para a execução dos processos aprimorados. Introdução à Análise de Processos 15 Agir Gerir processos diariamente significa conduzir o trabalho para que ocorra conforme o planejado. Essa gestão é progressiva e contínua, sempre orientada ao alcance dos resultados esperados; por isso a sequência lógica das tarefas deve ser estruturada passo a passo. Depois de pensar, vem agir — executar segundo o planejado — e isso requer prescrever claramente as etapas, de modo que quem for executar obtenha êxito. Essa ação envolve a implementação de novos processos, promovendo sua efetiva realização. Inclui planejamento, programação e alocação de recursos, acompanhando não apenas a execução e o controle, mas também a realização de mudanças de curto prazo. A implementação de novos processos e mudanças, geralmente no início da execução, é chamada de ‘operação assistida’. Nessa fase, é essencial acompanhar e monitorar a execução para identificar a trajetória de desempenho, permitindo o controle do processo, a formação de um histórico e a comparação futura dos resultados. Controlar um processo significa, além de monitorar, analisar e diagnosticar desvios para tomar decisões de ações corretivas ou preventivas. No gráfico (a), observa-se uma intervenção preventiva, pois o processo apresenta tendência de sair dos limites de controle conforme a plotagem dos dados. Já no gráfico (b), os limites superior e inferior foram ultrapassados, exigindo uma intervenção corretiva imediata. Introdução à Análise de Processos 16 O objetivo dos gráficos de controle é promover melhorias no processo, assegurando que seu desempenho permaneça dentro dos limites estabelecidos. Outros métodos de melhoria também podem ser aplicados. Um exemplo é o Seis Sigma, um conjunto de práticas voltadas a maximizar o desempenho dos processos, eliminando defeitos e não conformidades segundo as especificações da empresa. Outro é o Controle Estatístico de Processos (CEP), ferramenta de análise de dados que utiliza técnicas estatísticas para avaliar o comportamento do processo, identificar tendências e mensurar possíveis falhas. Ao aplicar o CEP na gestão de processos, é possível avaliar o desempenho, oferecendo suporte à correção de falhas. O CEP atua na prevenção de perdas de qualidade, com foco na melhoria contínua do processo. Introdução à Análise de Processos 17 Aprender A gestão de processos agrega valor tanto ao conhecimento teórico quanto prático, promovendo o aprendizado sobre os processos. Atualmente, contamos com diversos recursos tecnológicos que auxiliam não apenas no controle dos processos, mas, sobretudo, na obtenção de resultados satisfatórios, conforme o esperado. É possível registrar o desempenho dos processos ao longo do tempo através da recursos computacionais. Esses registros são armazenados em um banco de dados de desempenho, podendo ser acessados sempre que necessário. O registro do desempenho do processo é utilizado em técnicas de controle, permitindo analisar os processos organizacionais e compará-los com as melhores práticas. Isso possibilita identificar problemas de desempenho e suas causas. É fundamental também registrar e controlar os desvios mais significativos, o que integra a terceira tarefa da metodologia de aprendizado. É indispensável manter registrado o conhecimento gerado sobre os processos. Esse registro constitui a gestão de processos organizacionais. Exemplo: Quando uma empresa contrata um novo funcionário para atuar em um processo, é necessário treiná-lo. Para isso, basta acessar o banco de desempenho do processo e repassar as informações ao colaborador. Com o tempo, ele será capaz de gerir o processo, graças ao conhecimento gerado e armazenado, que descreve detalhadamente todas as etapas a serem executadas. Processo Organizacional Introdução à Análise de Processos 18 A expressão ‘processo organizacional’ refere-se a um conjunto de atividades inter-relacionadas, envolvendo pessoas, equipamentos, procedimentos e informações. Quando executadas, essas atividades transformam entradas (insumos) em saídas (produtos ou serviços), atendendo às necessidades dos clientes. O processo organizacional é gerenciado por gestores que utilizam sistemas de informação como ferramenta para armazenar, manipular, aplicar e transferir informações aos demais setores da empresa envolvidos no processo. Como ferramenta de apoio, o Gerenciamento de Processos de Negócios (BPM) é uma abordagem de gestão adaptável, voltada a sistematizar e facilitar os processos organizacionais, tanto dentro quanto fora das empresas. Introdução à Análise de Processos 19 Como gestor de processos organizacionais, você poderá desenvolver seis etapas fundamentais: projeto, modelagem, simulação, execução, monitoramento e melhoria. Aplicando cada uma na prática, temos: 1. Projeto: Etapa inicial em que se planeja como o processo será realizado, identificando problemas e formas de solucioná-los. 2. Modelagem: Etapa de mapeamento e execução das atividades, considerando cuidadosamente as necessidades do cliente. 3. Simulação: O processo é testado com base em medidas de desempenho, permitindo sua execução quando os resultados estiverem conforme o esperado. 4. Execução: Implantação do processo após o planejamento, podendo envolver mudanças na estrutura organizacional, treinamento e adaptações. 5. Monitoramento: Acompanhamento do processo por meio de indicadores de desempenho, identificando desvios e adotando ações corretivas quando necessário. 6. Melhoria: Avaliação contínua do processo, levantando oportunidades de melhoria para aperfeiçoar futuras modelagens. Conceito, Definição e Estrutura O conceito de processos organizacionais envolve três elementos principais: a entrada de matéria-prima (insumos), a agregação de valor (transformação) e o resultado final (saída), que corresponde aos produtos ou serviços destinados aos consumidores. Um processo organizacional pode ser definido como um conjunto de atividades ou tarefas estruturadas que, ao se relacionarem, produzem um serviço ou produto específico destinado aos clientes. Para definir um processo, a organização precisa analisar duas situações inter-relacionadas: o produto e o processo. Introdução à Análise de Processos 20 Analisar o produto envolve obter conhecimento sobre diversos aspectos, como o tipo de matéria-prima utilizada, o fornecedor(local ou externo), a vida útil do produto, o mercado de consumo e as normas de qualidade aplicáveis, entre outros. Em seguida, é necessário compreender o processo, ou seja, a metodologia utilizada para desenvolver o produto e os recursos envolvidos, incluindo máquinas e ferramentas, tecnologias, sistemas, procedimentos metodológicos e mão de obra especializada. O PDCA pode ser aplicado em qualquer processo organizacional para controlá-lo e aprimorá-lo, garantindo que os objetivos e metas definidos pela empresa sejam alcançados. O PDCA baseia- se em quatro princípios: Plan (Planejar), Do (Fazer), Check (Checar) e Act (Agir): Introdução à Análise de Processos 21