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Unidade 3
Música E Deficiência
Aula 1
Música e Deficiências Sensoriais
Música e deficiências sensoriais
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Dica para você
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aprendizagem ainda mais completa.
Nesta videoaula, você vai entender como a música pode ser um recurso pedagógico na
educação de pessoas com deficiências sensoriais, especialmente deficiência visual , deficiência
auditiva e surdocegueira. Veremos como a música ultrapassa barreiras sensoriais e se adapta
para garantir expressão, comunicação e desenvolvimento humano. Você aprenderá a utilizar
estratégias acessíveis, recursos tecnológicos assistivos e metodologias inclusivas para
promover a participação ativa de todos os alunos em contextos educacionais especiais.
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Bem-vindo à Aula 9 – Música e Deficiências Sensoriais, que faz parte da Unidade 3: Música e
Deficiência. Nesta unidade, exploraremos como a música pode ser um recurso poderoso na
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
educação de pessoas com deficiências sensoriais, especialmente deficiência visual, deficiência
auditiva e surdocegueira.
Nesta aula específica, vamos abordar os seguintes temas fundamentais:
Como adaptar práticas musicais para alunos com deficiência visual, garantindo acesso à
música por meio de partituras táteis, instrumentos acessíveis e estratégias criativas.
Estratégias pedagógicas para ensinar música a alunos com deficiência auditiva, utilizando
recursos como vibrações corporais, tecnologia assistiva e atividades multimodais.
Considerações especiais para a inclusão de alunos com deficiência múltipla ou
surdocegueira, em que é necessário combinar diferentes abordagens sensoriais e
metodológicas.
Problematização
Imagine que você é professor(a) de arte em uma escola municipal que atende alunos com
diversas necessidades educacionais específicas. Sua turma inclui:
Maria: aluna com deficiência visual leve, que utiliza aparelhos auditivos e precisa de materiais
adaptados para participar das aulas de música.
João: aluno com deficiência auditiva severa, que responde melhor aos padrões rítmicos
previsíveis e atividades visuais.
Ana: aluna com surdocegueira, que depende de estímulos táteis e linguagem de sinais para se
comunicar e se expressar.
Durante uma reunião com os pais, eles questionaram como você planeja garantir que seus filhos
possam participar plenamente das aulas de música. Alguns pais expressam preocupação:
“Como Maria vai tocar um instrumento sem ver?”, “João não consegue ouvir bem — ele realmente
pode participar?” e “Ana não vê nem ouve — será que ela pode criar música?"
Essas perguntas levantam questões importantes sobre acessibilidade musical e inclusão real.
Como você responderia aos pais? Quais estratégias você usaria para garantir que todos os
alunos tenham oportunidade de se expressar musicalmente?
Convite ao estudante
Essas reflexões são apenas o começo. Ao longo desta aula, você aprenderá conceitos teóricos e
práticos que ajudarão a responder essas questões e muitas outras. Prepare-se para explorar
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INCLUSIVA
soluções inclusivas que transformam a música em uma ferramenta de comunicação, expressão
e desenvolvimento humano para todos os alunos.
Resolução da Problematização (Apresentada no final da aula)
Ao longo da aula, você entenderá que:
Para alunos com deficiência visual, é possível usar partituras táteis, instrumentos modificados e
atividades sonoras que estimulem a audição e a sensibilidade tátil.
Para alunos com deficiência auditiva, estratégias como vibrações corporais, softwares como o
Soundbeam e atividades visuais facilitam a participação.
Para alunos com surdocegueira, é necessário combinar estímulos táteis, linguagem de sinais e
adaptações multimodais, permitindo que eles se expressem musicalmente de maneira
autônoma.
Vamos Começar!
A música é uma linguagem universal que transcende barreiras culturais, sociais e sensoriais. No
contexto da educação especial, ela desempenha um papel fundamental na promoção da
inclusão, comunicação e desenvolvimento humano. Segundo Belther (2018), a educação musical
inclusiva exige planejamento pedagógico consciente, adaptação de recursos e sensibilidade à
diversidade. Nesta aula, exploraremos como adaptar práticas musicais para atender às
necessidades específicas de alunos com deficiências sensoriais, especialmente deficiência
visual, deficiência auditiva e surdocegueira.
Definições e contexto teórico
Deficiência visual: limitação significativa na visão, que pode variar de baixa visão até cegueira
total.
Deficiência auditiva: redução ou ausência da capacidade auditiva, que pode ser parcial ou total.
Surdocegueira: combinação de deficiência visual e auditiva, solicitação de abordagens
multimodais e táteis.
DÓRIA et al. (2013) destacam a importância de metodologias flexíveis e acessíveis no ensino das
artes.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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Importância e características
A música tem o poder de banir limitações sensoriais por meio de estratégias criativas e
tecnologias assistivas. Para alunos com deficiência visual, partituras táteis e instrumentos
modificados permitem acesso à expressão musical. Já para aulas com deficiência auditiva,
atividades profundas em vibrações corporais e softwares como o Soundbeam facilitam a
interação sonora. No caso de surdocegueira, combinação de estímulos táteis, linguagem de
sinais e atividades multimodais garantem participação efetiva.
Ferramentas e classificações
Partituras táteis: utilizadas para alunos com deficiência visual, permitindo leitura musical por
meio de relevância. Você pode saber mais sobre esse recurso lendo o material de Dória et al.
(2013).
Instrumentos adaptados: como teclados eletrônicos sensíveis ao toque e tambores grandes,
essenciais para alunos com deficiência motora ou auditiva. Budel e Meier (2012) falam mais
sobre esse tema.
Softwares assistivos: como o Soundbeam, que convertem movimentos corporais em sons,
possibilitando a criação musical para aulas com especificações físicas. Para aprofundar seu
conhecimento leia mais em Louro (2021).
Correlação teoria e prática
Para garantir a aplicabilidade prática, sugerimos alguns exemplos:
Exemplo para alunos com deficiência visual:
Atividade: percussão Cabo Guiada.
Descrição: os alunos batem palmas, pés ou mãos nas pernas seguindo padrões rítmicos dados
pelo professor. Isso ajuda a desenvolver desenvolvimento motor e ritmo, mesmo sem visão.
Recursos: partituras táteis e instrumentos táteis (como tambores grandes).
Exemplo para alunos com deficiência auditiva:
Atividade: vibrações musicais.
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Descrição: usar superfícies vibratórias ou objetos sonoros para criar padrões rítmicos. Essa
abordagem permite que alunos com dificuldades auditivas participem ativamente.
Recursos: instrumentos vibratórios e softwares como o Soundbeam.
Exemplo para alunos com surdocegueira:
Atividade: dança rítmica multimodal.
Descrição: combinação de movimentos corporais, estímulos táteis e linguagem de sinais para
criar narrativas musicais.
Recursos: instrumentos táteis, linguagem de sinais e atividades colaborativas.
Desenvolvimento de competências e habilidades
Essas atividades promovem não apenas habilidades musicais, mas também soft skills como
cooperação, escuta ativa e autoexpressão. Além disso, elas fortalecem conexões neurológicas
associadas à memória, linguagem e emoção, conforme destaca Louro (2021).
Siga em Frente...
I. Adaptações pedagógicas para alunos com deficiência visual
O ensino musical para alunos com deficiência visual deve ser recompensado para que o acesso
à música seja eficaz e significativo. Partituras táteis, instrumentos musicais adaptados e
atividades sonorascomo estratégia inclusiva
A interdisciplinaridade é um dos pilares dos projetos musicais inclusivos. Segundo Dória et al.
(2013), "a arte-educação só se torna realmente significativa quando ultrapassa os limites da
técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos".
Isso significa dizer que integrar música com outras linguagens artísticas é essencial para ampliar
o impacto pedagógico e promover o desenvolvimento humano global. Exemplos incluem:
Música + dança: favorece a expressão corporal e fortalece a percepção rítmica.
Música + artes visuais: permite que os alunos com TEA ou deficiência visual expressem-se
criativamente.
Música + teatro: fortalece a expressão emocional e a escuta ativa.
Essas práticas promovem comunicação, expressão e desenvolvimento cognitivo e social,
fundamentais para turmas multihabilidades.
III. Parcerias com profissionais especializados
Para que um projeto musical seja realmente inclusivo, é essencial a mediação pedagógica
constante e a integração com outros profissionais da educação especial.
Belther (2018) reforça que a educação inclusiva exige formação crítica e trabalho em equipe.
Isso inclui parcerias com:
Fonoaudiólogos: apoio na comunicação e expressão vocal.
Terapeutas ocupacionais: adaptação de instrumentos e recursos para melhor manipulação.
Psicólogos escolares: mediação emocional e apoio ao desenvolvimento pessoal.
Professores de Libras: para alunos com deficiência auditiva.
Profissionais de musicoterapia: para entender melhores os efeitos da música em
contextos.
Louro (2021) destaca que a música potencializa circuitos neuropsicológicos associados à
emoção e à linguagem, mas seu uso em projetos educacionais deve ser pautado na formação
crítica e ética profissional, sem extrapolação de função.
4. Adaptações metodológicas e recursos pedagógicos
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O ensino da música em projetos inclusivos deve considerar as diferentes formas de aprender e
expressar-se. Para isso, é necessário utilizar:
Partituras pictográficas e táteis.
Instrumentos adaptados (teclados com sensores, flautas com válvulas leves, tambores
grandes).
Tecnologia assistiva (Soundbeam, Musical Echo, softwares de leitura visual e sonora).
Ambiente estruturado e organizado, com marcações visuais e rotinas previsíveis.
Budel e Meier (2012) destacam que a mediação pedagógica é essencial para que o aluno com
TEA ou deficiência intelectual participe das aulas de música, garantindo engajamento real e
desenvolvimento humano.
V. Avaliação formativa e contínua
A avaliação em projetos musicais inclusivos deve ir além da técnica e capturar o envolvimento, a
expressão e o desenvolvimento global de cada aluno. Sugestões de estratégias avaliativas
incluem:
Observação sistemática: registrar atenção, interação e evolução durante as aulas.
Portfólio de aprendizagem: reunir gravação, desenhos musicais e fotos das atividades
vivenciadas.
Autoavaliação pictográfica: usar ícones ou núcleos para expressar sentimentos sobre a
música.
Coavaliação entre pares: promover empatia e escuta colaborativa.
Doria et al. (2013) reforçam que a avaliação formativa permite ajustar práticas e considerar
avanços pessoais, sendo um instrumento essencial no contexto da educação especial. 
VI. Exemplo prático: projeto “Ritmos que Conectam”
Objetivo: promover o desenvolvimento humano global por meio da música, com integração com
dança e artes visuais.
Público-alvo: alunos com deficiência visual, auditiva, TEA e deficiência intelectual leve.
Duração: 12 semanas, com atividades semanais de 50 minutos.
Estrutura:
Aulas com percussão corporal e padrões rítmicos repetitivos.
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Uso de partituras pictográficas e táteis.
Atividades coletivas em círculo para promover escuta colaborativa.
Avaliação contínua por meio de portfólio e autoavaliação visual.
Esse projeto reflete os princípios da educação inclusiva, promovendo o acesso, a participação e
a expressão criativa de todos os alunos.
VII. Desenvolvimento humano e social
Além do acesso à música, projetos musicais inclusivos promovem o fortalecimento de soft skills
importantes para a formação humana, como:
Criatividade e inovação.
Trabalho em equipe e escuta colaborativa.
Planejamento e organização de atividades.
Regulação emocional e aumento da autoconfiança.
Flexibilidade e adaptação a diferentes contextos.
Belther (2018) destaca que “cada aluno tem um caminho único e merece reconhecimento pelo
que é capaz de aprender e expressar”, o que reforça a importância de projetos pedagógicos que
valorizem o processo mais do que o produto final.
Siga em Frente...
I. Estratégias pedagógicas para projetos musicais inclusivos
Elaborar um projeto musical inclusivo requer sensibilidade pedagógica, planejamento consciente
e adaptação de recursos para garantir o acesso à música por todos os alunos, especialmente
aqueles com deficiência sensorial, intelectual ou múltipla.
Segundo Belther (2018), a educação inclusiva exige formação crítica e mediação constante, pois
cada aluno traz consigo um perfil único de aprendizagem. Isso significa dizer que projetos
musicais devem ser estruturados com base nas necessidades individuais, possibilidades de
expressão e desenvolvimento global.
Sugestões de estratégias:
Percussão corporal guiada: atividade acessível para alunos com TEA, deficiência visual ou
motora.
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Partituras táteis e pictográficas: facilitam a leitura musical sem depender da linguagem
verbal.
Uso de tecnologia assistiva: softwares como Soundbeam e Musical Echo permitem criar
sons por gestos ou voz.
Organização espacial e temporal: marcações visuais no chão e rotinas previsíveis ajudam
os alunos com TEA a se sentirem mais seguros.
II. Integração com outras linguagens artísticas
A interdisciplinaridade é um dos pilares de projetos musicais inclusivos. Segundo Dória et al.
(2013), “a arte-educação só se torna verdadeiramente significativa quando ultrapassa os limites
da técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos”. Isso reforça a importância de integrar
música com outras linguagens artísticas.
Exemplos de integração:
Música + dança: promovendo a expressão corporal e o desenvolvimento rítmico.
Música + teatro: amplia a expressão emocional e a escuta ativa.
Música + artes visuais: permite que alunos com TEA ou deficiência visual expressem-se
criativamente.
Essas integrações promovem o desenvolvimento humano global, envolvendo memória, atenção,
expressão pessoal e interação social. Além disso, tornamos as aulas mais dinâmicas e
engajadoras.
III. Parcerias com profissionais especializados
Para que um projeto musical seja realmente inclusivo, é essencial envolver outros profissionais
da educação especial. Isso amplia a qualidade do ensino e fortalece a mediação pedagógica.
Belther (2018) destaca que a educação inclusiva exige trabalho em equipe e sensibilidade às
diferenças individuais. Por isso, recomendamos estabelecer parcerias com:
Fonoaudiólogos: apoio na comunicação e expressão vocal.
Terapeutas ocupacionais: adaptação de instrumentos e recursos para melhor manipulação.
Psicólogos escolares: mediação emocional e apoio ao desenvolvimento pessoal.
Professores de Libras: integração com alunos com deficiência auditiva.
Profissionais de Musicoterapia: compreensão dos efeitos da música em contextos clínicos
e educacionais.
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Essas parcerias garantem que o projeto seja multidisciplinar, contextualizado e centrado no
aluno.
IV. Avaliação formativa e contínua no projeto musical
A avaliação em projetos musicais inclusivos deve ir além da técnica e capturar o envolvimento, a
expressão e o desenvolvimento global de cada aluno. Louro (2021) destaca que a música
potencializa circuitos neurológicos associados à emoção e à linguagem, mas só se torna
realmente transformadora com uma avaliação que reconheça o processo individual.
Sugestões de estratégias avaliativas:
Observação sistemática:registro de atenção, interação e evolução durante as aulas.
Portfólio de aprendizagem: reunião gravada, desenhos musicais e fotos das atividades
vivenciadas.
Autoavaliação pictográfica: uso de ícones ou núcleos para expressar sentimentos sobre a
música.
Coavaliação entre pares: promover empatia e escuta colaborativa entre os alunos.
Diário de bordo do projeto: registro contínuo feito pelo professor, com reflexões sobre as
práticas pedagógicas.
Essas estratégias permitem reconhecer o percurso individual e valorizar a expressão criativa,
mesmo em contextos de deficiência sensorial ou intelectual.
V. Exemplo prático: projeto “Ritmos que Conectam”
Objetivo: promover o desenvolvimento humano global por meio da música, com integração com
dança e artes visuais.
Público-alvo: alunos com deficiência visual, auditiva, TEA e deficiência intelectual leve.
Duração: 12 semanas, com aulas semanais de 50 minutos.
Estrutura geral:
Aulas com padrões rítmicos repetitivos e previsíveis.
Uso de partituras pictográficas e táteis.
Atividades coletivas em círculo para escuta colaborativa.
Avaliação contínua por meio de portfólio e autoavaliação visual.
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Esse projeto reflete os princípios da educação inclusiva, promovendo o acesso, a participação e
a expressão criativa de todos os alunos, conforme descrito por Dória et al. (2013).
VI. Desenvolvimento humano e social no projeto musical
Projetos musicais inclusivos promovem o fortalecimento de soft skills importantes para a
formação humana, tais como:
Criatividade e inovação.
Trabalho em equipe e escuta colaborativa.
Planejamento e organização de atividades.
Regulação emocional e aumento da autoconfiança.
Flexibilidade e adaptação a diferentes contextos.
Essas habilidades são fundamentais tanto para o aluno quanto para o professor, pois promovem
a inclusão real e o desenvolvimento humano. Segundo Belther (2018), a inclusão ocorre quando o
aluno é sujeito do processo educativo — e não apenas presença física na sala de aula.
Vamos Exercitar?
Retomando a problematização
Você é professor(a) de arte em uma escola municipal que atende alunos com diferentes
necessidades educacionais específicas, entre elas:
Alunos com deficiência visual.
Alunos com deficiência auditiva.
Alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Alunos com deficiência intelectual leve.
Foi solicitado que você desenvolva um projeto musical inclusivo com duração de um semestre,
integrando música, dança e artes visuais. Ao apresentar o projeto ao coordenador pedagógico,
você foi questionado:
"Como você vai envolver todos os alunos, mesmo aqueles com perfis sensoriais e cognitivos
diferentes?"
"Quais profissionais da escola você vai envolver no projeto?"
"Como você vai mensurar os impactos pedagógicos desse projeto?"
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Com base nos conteúdos teóricos e práticos envolvidos na aula, vamos responder a essas
questões.
Como garantir o acesso à música por todos os alunos?
Para garantir que todos os alunos participem ativamente do projeto musical, é necessário
planejar com base nas diferenças individuais e utilizar recursos adaptados.
Segundo Belther (2018), a inclusão escolar só ocorre quando o aluno é sujeito ao processo
educativo — ou seja, não basta estar fisicamente na sala de aula; é preciso engajamento real.
Estratégias de acesso musical:
Para alunos com deficiência visual: uso de partituras táteis, instrumentos modificados e
percussão corporal.
Para alunos com deficiência auditiva: atividades com vibrações corporais, comunicação
visual e softwares como o Soundbeam.
Para alunos com TEA: padrões rítmicos repetitivos, ambiente estruturado e organização
espacial em círculo.
Para alunos com deficiência intelectual nível: atividades com pausas regulares, canções
simples e avaliação pictográfica.
Louro (2021) reforça que a música potencializa circuitos neuropsicológicos mesmo em
contextos de deficiência, desde que bem ajustado e adaptado.
Quais parcerias estabelecem no projeto?
Projetos musicais inclusivos exigem trabalho em equipe e mediação constante, especialmente
com alunos que possuem diferentes perfis sensoriais e comunicativos.
Belther (2018) destaca que a educação inclusiva exige formação crítica e sensibilidade
pedagógica, o que reforça a importância de envolver profissionais especializados.
Profissionais recomendados para o projeto:
Fonoaudiólogos: apoio na comunicação e expressão vocal.
Terapeutas ocupacionais: adaptação de instrumentos e recursos para melhor manipulação.
Professores de Libras: integração com alunos surdos ou com TEA que utilizam
comunicação visual.
Psicólogos escolares: mediação emocional e apoio ao desenvolvimento pessoal.
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Profissionais de musicoterapia: para compreender os efeitos da música em contextos e
educação.
Doria et al. (2013) complementam que a arte-educação só se torna significativa quando
ultrapassa a técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos. Isso é extremamente favorecido
com parcerias interdisciplinares.
Como avaliar os impactos pedagógicos do projeto?
A avaliação de projetos musicais inclusivos deve ir além da técnica, capturando o envolvimento,
a expressão e o desenvolvimento global de cada aluno.
Louro (2021) destaca que a música potencializa circuitos neurológicos associados à emoção e à
linguagem, mas só se torna realmente transformadora com uma avaliação formativa e contínua.
Estratégias avaliativas:
Observação sistemática: registro contínuo de atenção, interação e progresso individual.
Portfólio de aprendizagem: coleções gravadas, desenhos musicais, fotos e partituras
simbólicas sobre as aulas e ajustes realizados.
Essas estratégias permitem reconhecer o percurso individual e valorizar a expressão criativa,
mesmo em contextos de deficiência sensorial ou intelectual.
Exemplo prático: projeto “Ritmos que Conectam”
Objetivo: promover o desenvolvimento humano global por meio da música, com integração com
dança e artes visuais.
Público-alvo: alunos com deficiência visual, auditiva, TEA e deficiência intelectual leve.
Duração: 12 semanas, com aulas semanais de 50 minutos.
Estrutura geral:
Aulas com percussão corporal guiada.
Uso de partituras pictográficas e táteis.
Atividades coletivas em círculo para escuta colaborativa.
Parcerias com fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.
Avaliação contínua por meio de portfólio e autoavaliação visual.
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Esse projeto reflete os princípios da educação inclusiva, promovendo o acesso, a participação e
a expressão criativa de todos os alunos.
Conclusão
Ao final desta aula, você compreendeu:
Que a música é um direito cultural de todos os alunos, independentemente de suas
condições sensoriais ou cognitivas.
Que seu ensino exige sensibilidade pedagógica, adaptação de recursos e mediação
constante.
Que a interdisciplinaridade e as parcerias ampliam o impacto pedagógico do projeto.
E que a avaliação formativa valoriza o processo individual e o envolvimento coletivo.
Portanto, o projeto musical inclusivo deve ser planejado com base nas diferenças individuais,
integrado a outras linguagens artísticas e avaliado de forma contínua e qualitativa, garantindo
que todos os alunos tenham condições reais de participação e aprendizagem.
Saiba mais
O conteúdo explorado nesta aula reforça que a música é uma linguagem universal e um direito
cultural de todos os alunos, especialmente aqueles com deficiência sensorial, intelectual ou
múltipla. Para ampliar sua reflexão sobre os direitos legais no contexto da educação especial,
indicamos a leitura da Seção Única – Do Atendimento Prioritário.
Esse capítulo traz diretrizes importantes sobre o direito ao atendimento prioritário em diferentes
contextos, incluindo educação, saúde e serviços públicos. Ele reforça o compromisso do Estado
com a equidade, acesso e inclusão das pessoas com deficiência.
Por que ler essa seção?
A Seção Única – Do Atendimento Prioritáriotraz importantes fundamentos legais, como:
Artigo 118: garantir atendimento prioritário às pessoas com deficiência em repartições
públicas, bancos, escolas e outros serviços essenciais.
Artigo 119: incentivo à adaptação de ambientes e serviços para garantir acessibilidade e
equidade.
Artigo 120: direito à prioridade em filas, agendamentos e acesso a informações.
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Esses direitos são diretamente aplicáveis ao contexto educacional. Eles respaldam o acesso a
recursos adaptados, aulas com mediação constante e avaliação formativa, garantindo que
alunos com deficiência tenham condições reais de participar das atividades musicais e
artísticas.
Louro (2021) complementa dizendo que “a música potencializa circuitos neuropsicológicos
associados à emoção, linguagem e memória”, mas só se torna realmente inclusiva com apoio
legal e estrutural — como o garantido por esse Estatuto.
Sugestão de leitura ativa
Ao ler esta seção, reflita sobre:
Como o atendimento prioritário se aplica ao contexto escolar?
Quais são os deveres da escola pública e privada no acesso à arte-educação?
De que forma a legislação apoia o professor(a) no planejamento de projetos musicais
inclusivos?
Esse material complementa de forma significativa o conteúdo teórico desta aula, ampliando sua
visão sobre como planejar aulas de música com fundamentação legal, compromisso com a
diversidade e sensibilidade pedagógica.
Referências
BANDEIRA, Denise. Ensino das Artes Visuais em diferentes contextos: experiências educativas,
culturais e formativas . Curitiba: InterSaberes, 2017.
BELTHER, Josilda Maria. Educação Especial. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018.
BUDEL, Gislaine Coimbra; MEIER, Marcos. Mediação de Aprendizagem na Educação Especial.
Curitiba: InterSaberes, 2012.
BRASIL. Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008. Altera a Lei nº 9.394/1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a música como parte integrante da arte no
currículo da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 ago. 2008. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm. Acesso em: 5 jun.
2025.
BRASIL. Estatuto da Pessoa com Deficiência. Brasília: Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa
com Deficiência, 2015. Disponível em: https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-
Disciplina
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm
https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf
1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf.
Acesso em: 19 jul. 2025.
DÓRIA, Lílian Freury; ONUKI, Gisele; DIAZ, Marília; ZAGONEL, Bernadete (Org.). Metodologia do
ensino de arte. Curitiba: InterSaberes, 2013.
LOURO, Viviane dos Santos. Educação musical, autismo e neurociências. Curitiba, PR: Appris,
2021.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva. Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2008.
Aula 5
Encerramento da Unidade
Videoaula de Encerramento
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
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Olá, estudante!
Nesta videoaula de encerramento, vamos revisitar os principais conceitos da Unidade 3 – Música
e Deficiência, integrando os conteúdos das aulas:
Aula 9: Música e deficiências sensoriais.
Aula 10: Música e deficiência intelectual.
Aula 11: Música e TEA
Aula 12: Projetos musicais inclusivos.
Disciplina
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https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf
Você compreenderá como a música pode ser uma ferramenta pedagógica e transformadora,
promovendo o desenvolvimento humano global e a inclusão escolar para alunos com diferentes
necessidades educacionais específicas.
Ponto de Chegada
Ao longo da Unidade 3 – Música e Deficiência, você descobriu como a música pode ser utilizada
como recurso pedagógico inclusivo para alunos com deficiências sensoriais, intelectuais e
Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também aprendemos a elaborar projetos musicais
inclusivos, com base em metodologias diferenciadas, recursos tecnológicos assistivos e
avaliação formativa.
A competência da unidade está diretamente controlada ao seu desenvolvimento como professor
de arte comprometido com a educação especial na perspectiva inclusiva. Segundo Belther
(2018), a educação inclusiva só ocorre quando o aluno é sujeito ao processo educativo e não
apenas presença física na sala de aula. Isso reforça a importância de atividades planejadas
musicais que garantam acesso, participação e expressão criativa de todos os alunos,
especialmente aqueles com necessidades educacionais específicas.
Integração dos conteúdos das aulas 9 a 12
Aula 9 – Música e deficiências sensoriais
Você compreendeu como a música pode ser ensinada a alunos com deficiência visual, auditiva e
surdocegueira, utilizando partituras táteis, vibrações corporais e recursos multimodais. Essas
estratégias são fundamentais para garantir que a música ultrapasse barreiras sensoriais e se
torne acessível a todos os alunos.
Aula 10 – Música e deficiências intelectuais
Você aprendeu que a música é um estímulo potente ao desenvolvimento cognitivo, emocional e
social, mesmo em contextos de deficiência intelectual leve ou síndrome de Down. Por meio de
padrões rítmicos repetitivos, atividades estruturadas e portfólio de aprendizagem, é possível
promover engajamento real e expressão criativa.
Aula 11 – Música e TEA
Você compreendeu como a música pode ser um canal privilegiado de comunicação não verbal e
regulação emocional para alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). O uso de rotinas
previsíveis, ambientes estruturados e softwares assistivos (como o Soundbeam) permite que
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
esses alunos participem ativamente das aulas de música, mesmo com dificuldades de interação
social direta.
Aula 12 – Projetos musicais inclusivos
Você aplicou os conceitos teóricos em projetos educacionais reais, entendendo a importância da
interdisciplinaridade, parcerias com profissionais especializados e avaliação contínua e
formativa. Essas práticas permitem que a música seja ensinada como componente curricular
obrigatório, com base em planejamento consciente e mediação pedagógica constante.
Desenvolvimento das competências
Ao final desta unidade, você desenvolveu habilidades importantes para sua formação, tais como:
Compreensão do papel da música como direito cultural e componente curricular
obrigatório.
Adaptação de recursos pedagógicos para alunos com diferentes perfis sensoriais e
cognitivos.
Mediação constante e formação crítica para a educação especial.
Avaliação formativa e contínua, com base em portfólio e observação sistemática.
Elaboração de projetos musicais inclusivos, com integração interdisciplinar e parcerias com
profissionais.
Segundo Dória et al. (2013), “a arte-educação só se torna verdadeiramente significativa
quando ultrapassa os limites da técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos”. Esta
unidade foi construída com base nesse princípio, promovendo um ensino musical que vai
além da técnica, conectando-se à realidade vivida pelos alunos com deficiência.
Reflexão final
A música é mais do que uma prática recreativa ou técnica — ela é linguagem universal, capaz de
promover a comunicação, a expressão e o desenvolvimento humano global. Ao finalizar esta
unidade, você confirma que a verdadeira inclusão escolar não ocorre com a simples presença
dos alunos na sala de aula, mas com participaçãoativa, acesso equitativo e engajamento real.
Como destacado por Louro (2021) , a música potencializa circuitos neuropsicológicos
associados à emoção, linguagem e memória, sendo um recurso poderoso mesmo em contextos
de deficiência. E, conforme o Estatuto da Pessoa com Deficiência (BRASIL, 2015), o aluno com
deficiência tem direito ao acesso pleno à educação, o que inclui o ensino das artes e da música.
É Hora de Praticar!
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
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Agora que você estudou as estratégias para o ensino musical em contextos de deficiência
sensorial, intelectual e Transtorno do Espectro Autista (TEA), chegou o momento de aplicar esses
conhecimentos na prática.
Você foi convidado(a) a elaborar um projeto musical inclusivo para uma escola municipal que
atende alunos com deficiência visual, deficiência auditiva, TEA nível 1 e deficiência intelectual
nível. O projeto deve ter duração de 12 semanas, com aulas semanais de 50 minutos, e integrar a
música com outras linguagens artísticas.
Como professor(a) de arte, você precisa responder a perguntas como:
Como garantir o acesso à música para todos os alunos?
Quais recursos adaptados ou tecnologia assistiva utilizar?
Como avaliar o envolvimento musical de forma formativa?
Quais parcerias estabelecidas com profissionais da escola?
Situação-problema
Você apresenta o projeto ao coordenador pedagógico e aos pais dos alunos. Durante a
apresentação, é questionado:
 
Além disso, o coordenador pede que você:
Explique como integrar a música com outras linguagens artísticas.
Indique quais profissionais especializados serão envolvidos no projeto.
Demonstre como avaliar o processo musical de forma contínua e qualitativa.
Para responder a essas perguntas, você deve fundamentar suas escolhas com base em nossos
autores estudados:
Belther (2018) reforça que a educação inclusiva só ocorre quando o aluno é sujeito ao
processo educativo e não apenas presença física na sala.
Doria et al. (2013) destacam que a arte-educação é significativa quando ultrapassa a
técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos.
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INCLUSIVA
Louro (2021) reforça o papel da música na potencialização de circuitos neuropsicológicos,
mesmo em contextos de deficiência.
O Estatuto da Pessoa com Deficiência (2015) garante o direito à educação e à cultura,
incluindo o ensino da música como componente curricular.
Exemplo de resposta prática
Como garantir o acesso à música para todos os alunos?
Para alunos com deficiência visual, use partituras táteis, instrumentos adaptados e
atividades sonoras guiadas por padrões rítmicos e comunicação verbal.
Para alunos com deficiência auditiva, utilizam vibrações corporais, superfícies sonoras,
atividades visuais e gestuais, e softwares assistivos como o Soundbeam.
Para alunos com TEA, planeje rotinas previsíveis, ambiente estruturado e padrões rítmicos
repetitivos.
Para alunos com deficiência intelectual leve, priorize canções simples, atividades corporais
e autoavaliação pictográfica.
Integração com outras linguagens artísticas
O projeto deve integrar a música com outras linguagens artísticas, como:
Música + dança: promove o desenvolvimento motor e expressão corporal.
Música + teatro: fortalece a expressão emocional e a escuta ativa.
Música + artes visuais: favorece a comunicação não verbal e a expressão criativa.
Segundo Dória et al. (2013), a interdisciplinaridade é o que torna a arte-educação realmente
transformadora. Integrar essas linguagens amplia o impacto pedagógico e promove o
desenvolvimento humano global.
Parcerias com profissionais especializados
Para que o projeto seja realmente inclusivo, você deve estabelecer parcerias com:
Fonoaudiólogos: apoio na comunicação e expressão vocal.
Terapeutas ocupacionais: adaptação de instrumentos e recursos.
Professores de Libras: mediação para alunos com deficiência auditiva.
Psicólogos escolares: apoio emocional e desenvolvimento pessoal.
Profissionais de musicoterapia: para compreender os efeitos da música em contextos
clínicos e educacionais.
Belther (2018) destaca que a educação inclusiva exige formação crítica e trabalho em equipe,
reforçando a importância dessas parcerias no contexto escolar.
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Avaliação formativa e contínua
A avaliação do projeto deve ir além da técnica e capturar o envolvimento, a expressão e o
desenvolvimento global dos alunos. Sugestões de estratégias avaliativas:
Observação sistemática – registro contínuo das atitudes, interação e interação dos alunos
durante as aulas.
Portfólio de aprendizagem – gravações, partituras pictográficas, desenhos musicais e
registros fotográficos das atividades realizadas.
Autoavaliação pictográfica – permite que os alunos expressem como se sentiram durante
as atividades por meio de cores, ícones ou desenhos.
Coavaliação entre pares – promove escuta colaborativa e empatia, com apoio do professor.
Diário de bordo do projeto – registro feito pelo professor com reflexões sobre o andamento
do projeto e os ajustes necessários. 
Louro (2021) reforça que a música potencializa circuitos neuropsicológicos, mas só se torna
inclusiva com uma avaliação formativa e consciente.
Desenvolvimento de competências
Ao aplicar esses conceitos em um contexto real, você desenvolve habilidades essenciais para
sua formação:
Pensamento crítico e criativo.
Trabalho em equipe e parcerias interdisciplinares.
Planejamento e organização de projetos educacionais.
Avaliação contínua e inclusiva.
Sensibilidade à diversidade e mediação pedagógica.
Conclusão
Este é o momento de integrar os conhecimentos teóricos à prática pedagógica. A música não é
apenas um conteúdo técnico — ela é uma linguagem transformadora, capaz de promover
comunicação, expressão e inclusão real.
Use o que aprendeu nas aulas 9 a 12 para criar um projeto que respeite as diferenças individuais,
valorize o processo de aprendizagem e promova o desenvolvimento humano global.
A música é para todos — basta planejar com criatividade, sensibilidade pedagógica e formação
crítica.
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INCLUSIVA
BANDEIRA, Denise. Ensino das Artes Visuais em diferentes contextos: experiências educativas,
culturais e formativas. Curitiba: InterSaberes, 2017.
BELTHER, Josilda Maria. Educação Especial. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018.
BUDEL, Gislaine Coimbra; MEIER, Marcos. Mediação de Aprendizagem na Educação Especial.
Curitiba: InterSaberes, 2012.
BRASIL. Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008 . Altera a Lei nº 9.394/1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a música como parte integrante da arte no
currículo da educação básica. Diário Oficial da União , Brasília, DF, 18 ago. 2008. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm .
DÓRIA, Lílian Freury; ONUKI, Gisele; DIAZ, Marília; ZAGONEL, Bernadete (Org.). Metodologia do
ensino de arte. Curitiba: InterSaberes, 2013.
Disciplina
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm
LOURO, Viviane dos Santos. Educação musical, autismo e neurociências. Curitiba, PR: Appris,
2021.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva. Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2008.
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INCLUSIVAsão ferramentas fundamentais nesse processo.
Segundo Belther (2018), a inclusão escolar só ocorre quando os alunos se tornam sujeitos ativos
no processo educativo — ou seja, não basta estar fisicamente na sala de aula; é preciso garantir a
participação real. Para isso, os professores podem utilizar:
Partituras táteis: com relevo e símbolos visuais que representam notas e pausas, ou ainda,
usando notação em braile.
Instrumentos musicais modificados: como teclados eletrônicos com sensores de
movimento e tambores maiores, que facilitam a manipulação.
Estratégias sonoras e corporais: uso de sons naturais, objetos cotidianos e percussão
corporal guiada.
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Essas práticas promovem autonomia e autoconfiança, permitindo que alunos com deficiência
visual aprendam música de forma criativa e colaborativa.
II. Abordagem para alunos com deficiência auditiva
Para explorar alunos com deficiência auditiva, o professor precisa de outras formas de
percepção musical. Nesse caso, o uso de vibrações corporais e recursos visuais substitui a
escuta convencional.
Como destaca Louro (2021), a música pode ser sentida por meio de estímulos táteis e visuais,
mesmo sem audição plena. Sugestões de estratégias incluem:
Vibração corporal: uso de superfícies vibratórias ou baquetas que transmitem padrões
rítmicos pelo tato.
Comunicação visual: sinais gestuais, linguagem de sinais e partituras simbólicas ou
pictográficas.
Tecnologia assistiva: softwares como o Soundbeam , que transforma movimentos em sons,
e o Musical Echo , que permite composições musicais por voz.
Além disso, Budel e Meier (2012) destacam a importância de ambientes previsíveis e
organizados para alunos com TEA e deficiência auditiva. Isso ajuda a reduzir a ansiedade e
favorece a concentração.
III. Considerações especiais para alunos com surdocegueira
No caso de alunos com surdocegueira, o desafio é ainda maior. Como eles possuem limitações
simultâneas na visão e na audição, é necessário recorrer a recursos multimodais e táteis.
Segundo Dória et al. (2013) , a música pode ser vivenciada por esses alunos por meio de:
Estímulos táteis: utilização de superfícies vibratórias e objetos sonoros manipuláveis.
Linguagem de sinais tátil: comunicação por toque direto, onde o aluno percebe ritmos e
padrões através do corpo.
Interação corporal guiada: danças rítmicas e improvisações motoras realizadas com apoio
físico de professores ou colegas.
Essas práticas exigem planejamento cuidadoso e mediação constante, mas permitem que o
aluno participe ativamente das aulas de música, desenvolvendo habilidades sensoriais,
emocionais e sociais.
IV. Recursos tecnológicos assistivos
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As tecnologias assistivas têm papel fundamental no ensino musical inclusivo. Elas ampliam as
possibilidades de expressão e interação, especialmente para alunos com deficiências sensoriais.
Soundbeam: converte movimentos corporais em sons, sendo ideal para alunos com
deficiência motora ou auditiva.
Eco musical: permite a criação musical por reprodução vocal, incentivando a expressão
pessoal e a escuta ativa.
Partituras visuais e táteis: facilitam a leitura musical para alunos com deficiência visual ou
nível intelectual.
Conforme Belther (2018), essas tecnologias devem ser usadas de forma crítica e consciente,
integradas às metodologias pedagógicas e aos objetivos de aprendizagem.
V. Desenvolvimento humano e social
Mais do que uma prática técnica, a música é um canal de desenvolvimento humano global. Ao
longo desta aula, você compreenderá como ela pode promover:
Desenvolvimento cognitivo: fortalecimento da memória, atenção e coordenação motora
fina e grossa.
Desenvolvimento emocional: regulação afetiva, aumento da autoestima e expressão de
sentimentos.
Desenvolvimento social: cooperação, cooperação colaborativa e respeito ao próximo.
Louro (2021) reforça que a música potencializa circuitos neurológicos associados à emoção e à
linguagem, mesmo em contextos de deficiência sensorial ou múltipla.
Vamos Exercitar?
No início desta aula, você foi desafiado(a) com a seguinte situação:
Você é professor(a) de arte em uma escola municipal que atende alunos com diferentes
necessidades educacionais específicas. Sua turma inclui:
Maria, com deficiência visual leve.
João, com deficiência auditiva grave.
Ana, com surdo-cegueira.
Os pais perguntaram:
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“Como Maria vai tocar um instrumento sem ver?”
“João não consegue ouvir bem — ele realmente pode participar?”
“Ana não vê nem ouve — será que ela pode criar música?”
Vamos responder essas perguntas com base no conteúdo teórico-prático desenvolvido ao longo
da aula.
Como garantir acesso à música para alunos com deficiência
visual?
Para garantir a participação musical de alunos com deficiência visual, como Maria, é necessário
repensar os recursos visuais tradicionais e oferecer alternativas táteis e sonoras.
Segundo Belther (2018), a inclusão só se efetiva quando o aluno é sujeito do processo educativo
e não apenas objeto de análise. No caso de alunos com baixa visão ou cegueira, recomendamos:
Partituras táteis: representações musicais em relevância, permitindo que o aluno leia
ritmos e melodias por meio do tato.
Instrumentos adaptados: como tambores grandes, teclados com sensores de movimento e
objetos sonoros manipuláveis.
Percussão corporal guiada: atividades que utilizam palmas, batidas nas pernas e sons
naturais como forma de expressão musical.
Essas estratégias promovem autonomia e autoconfiança, garantindo que Maria possa participar
ativamente das aulas de música.
Como ensinar música a alunos com deficiência auditiva severa?
O ensino da música para alunos com deficiência auditiva, como João, deve ultrapassar a barreira
do som e explorar outros sentidos, especialmente o tato e a visão.
De acordo com Louro (2021), a música pode ser sentida mesmo na ausência de audição plena.
Recomenda-se:
Superfícies vibratórias: tapetes ou tambores que permitem sentir as vibrações dos sons
pelo corpo.
Tecnologia assistiva: softwares como o Soundbeam , que transforma gestos em sons, e o
uso de partituras pictográficas ou simbólicas.
Padrões rítmicos repetitivos: facilitam a memorização e o engajamento de alunos autistas
ou com TEA.
Comunicação visual e gestual: reforçando a interação por meio de sinais e imagens.
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Dessa forma, João pode participar ativamente das aulas, pois a música vai além do ouvir — ela
também se sente, se vê e se vive.
É possível ensinar música a alunos com surdocegueira?
Ensinar música a alunos com surdocegueira, como Ana, exige criatividade, sensibilidade
pedagógica e uso de abordagens multimodais.
Conforme Budel e Meier (2012), a educação especial na perspectiva inclusiva envolve mediação
constante e adaptações metodológicas. Para Ana, sugere-se:
Estímulos táteis intensificados: uso de superfícies vibratórias e objetos sonoros
manipuláveis.
Linguagem de sinais tátil: comunicação realizada por contato físico direto, ideal para
alunos com surdocegueira.
Atividades colaborativas e sensoriais: danças guiadas pelo toque, exploração de objetos
com diferentes texturas e padrões rítmicos transmitidos por meio do corpo.
Doria et al. (2013) ressaltam que a arte-educação deve ser pensada para todos os perfis de
alunos. Assim, Ana pode vivenciar a música de maneira profunda e significativa, mesmo sem
visão ou audição plena.
Estratégias pedagógicas inclusivas utilizadas
Para responder aos questionamentos dos pais, foram aplicadas estratégias pedagógicas
baseadas em três pilares principais:
Adaptação de recursos: uso de partituras táteis, instrumentos modificados e tecnologia
assistiva.
Planejamento diferenciado: organização do tempo e espaço da sala de aula com foco na
acessibilidade.
Avaliação formativa: registro contínuo do progresso individual por meio de observação e
portfólio de aprendizagem.
Além disso, Belther (2018) destaca que averdadeira inclusão ocorre quando o aluno é sujeito do
processo educativo, e não apenas presença física na sala de aula.
Conclusão
Portanto, é possível ensinar música a todos os alunos, independentemente de suas condições
sensoriais. Basta planejar com base nas diferenças individuais, utilizar recursos acessíveis e
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manter o compromisso com a educação inclusiva.
Maria, com deficiência visual, pode aprender música por meio de partituras táteis e
instrumentos adaptados.
João, com deficiência auditiva, pode sentir a música pelas vibrações e participar por meio
de tecnologia assistiva.
Ana, com surdocegueira, pode vivenciar a música por meio de estímulos táteis e linguagem
de sinais tátil.
Ao final, a música revela-se como uma linguagem universal, capaz de promover a comunicação, a
expressão e o desenvolvimento humano em qualquer contexto educacional
Saiba mais
O conteúdo explorado nesta aula reforça que a música é uma linguagem universal capaz de
promover a comunicação, a expressão e o desenvolvimento humano, especialmente em
contextos de educação especial. No entanto, para que práticas pedagógicas inclusivas sejam
efetivamente aplicadas, é essencial compreender os direitos garantidos por legislações como o
Estatuto da Pessoa com Deficiência, cujo Capítulo IV – Do Direito à Educação apresenta
fundamentos importantes para embasar sua atuação como professor em ambientes
multihabilidades.
Por que ler esse capítulo?
O Capítulo IV – Do Direito à Educação, do Estatuto da Pessoa com Deficiência, traz orientações
claras sobre o acesso à educação em igualdade de condições com outras pessoas, incluindo:
Garantia de ensino regular em instituições públicas e privadas.
Promoção de educação bilíngue para pessoas surdas ou surdocegas.
Inclusão de recursos e estratégias pedagógicas adaptadas.
Valorização da autonomia e participação plena das pessoas com deficiência no processo
educativo.
Esses princípios são fundamentais para entender como você, professor(a), deve planejar suas
aulas de música com base nos direitos legais à educação inclusiva, garantindo que todos os
alunos tenham acesso equitativo às atividades artísticas e musicais.
Louro (2021) complementa dizendo que “métodos criativos e recursos tecnológicos podem
potencializar o desenvolvimento neuropsicológico mesmo em contextos de deficiência
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https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf
sensorial”, o que reforça a importância de integrar legislação e prática pedagógica na educação
musical inclusiva.
Sugestão de leitura ativa
Ao ler este capítulo, reflita sobre as seguintes questões:
Como o ensino musical pode ser adaptado para cumprir o princípio legal da educação
bilíngue?
Quais são os direitos dos alunos com surdocegueira no contexto escolar?
De que forma a legislação apoia seu trabalho como professor(a) de arte e música na
educação especial?
Esse material complementa de forma significativa o conteúdo teórico da aula, ampliando sua
visão sobre os direitos educacionais das pessoas com deficiência e como eles se aplicam ao
ensino musical inclusivo.
Referências
BANDEIRA, Denise. Ensino das Artes Visuais em diferentes contextos: experiências educativas,
culturais e formativas . Curitiba: InterSaberes, 2017.
BELTHER, Josilda Maria. Educação Especial. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018.
BUDEL, Gislaine Coimbra; MEIER, Marcos. Mediação de Aprendizagem na Educação Especial.
Curitiba: InterSaberes, 2012.
BRASIL. Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008. Altera a Lei nº 9.394/1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a música como parte integrante da arte no
currículo da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 ago. 2008. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm. Acesso em: 5 jun.
2025.
BRASIL. Estatuto da Pessoa com Deficiência. Brasília, DF: Secretaria Nacional dos Direitos da
Pessoa com Deficiência, 2015. Disponível em: https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-
east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf.
Acesso em: 5 jul. 2025.
DÓRIA, Lílian Freury; ONUKI, Gisele; DIAZ, Marília; ZAGONEL, Bernadete (Org.). Metodologia do
ensino de arte. Curitiba: InterSabers, 2013.
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm
https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf%20
https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf%20
LOURO, Viviane dos Santos. Educação musical, autismo e neurociências. Curitiba, PR: Appris,
2021.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva. Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2008.
Aula 2
Música e Deficiências Intelectuais
Música e deficiências intelectuais
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Nesta aula, você entenderá como a música pode ser utilizada como ferramenta pedagógica e
emocional no ensino musical para alunos com deficiência intelectual. Veremos estratégias que
promovem expressão, desenvolvimento cognitivo e inclusão real, garantindo que todos os alunos
tenham acesso ao componente curricular da música por meio de recursos adaptados,
metodologias diferenciadas e sensibilidade pedagógica.
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Bem-vindo à Aula 10 – Música e Deficiência Intelectuais, que faz parte da Unidade 3 – Música e
Deficiência. Nesta etapa, você irá compreender como a música pode ser usada como ferramenta
pedagógica e emocional no ensino musical para alunos com deficiência intelectual, incluindo
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aquelas apresentadas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições cognitivas
específicas.
Você aprenderá:
Como a música promove o desenvolvimento cognitivo mesmo em contextos de deficiência
intelectual.
Estratégias inclusivas para garantir o acesso ao componente curricular da música.
Como adaptar práticas pedagógicas para atender às diferenças individuais dos alunos.
Como avaliar o envolvimento musical de forma formativa e contínua.
Prepare-se para ampliar sua visão sobre a música como linguagem universal, capaz de
transcender limitações cognitivas e promover expressão pessoal e socialização.
Situação-problema
Você é professor(a) de arte em uma escola municipal e foi convidado(a) para ministrar uma aula
de música para uma turma de multihabilidades. Entre os alunos está Lucas , que tem síndrome
de Down, e Gabriel, aluno com deficiência intelectual leve e TEA, que se sobressai por sua
sensibilidade rítmica, mas apresenta dificuldade de interação social direta.
Durante a última atividade realizada, você descobriu que Lucas se envolveu com a música
somente quando ela era corporal — batendo palmas e pés no chão — enquanto Gabriel ficou
isolado, repetindo sons ou movimentos sem participar das atividades coletivas.
Alguns pais perguntaram:
“Meu filho realmente tem condições reais de participar?”
"Como posso saber se ele está aprendendo algo significativo?"
Com isso, surge a seguinte questão:
Como planejar atividades musicais que promovam o desenvolvimento cognitivo, social e
emocional desses alunos, respeitando suas especificidades?
Essa será a principal problematização desta aula.
Para responder a essa situação-problema, vamos apoiar nossos conceitos teóricos de autores
como:
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ARTEE MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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Belther (2018), que destaca a importância de práticas pedagógicas conscientes e recursos
acessíveis.
Doria et al. (2013), que defende metodologias diferenciadas no ensino das artes.
Louro (2021), que discute a interface entre música, autismo e neurociências.
Budel e Meier (2012), que enfatizam a mediação constante como base da educação
especial.
Esses autores reforçam que o professor deve compensar metodologias tradicionais e criar
ambientes educativos que favoreçam o acesso, a participação e a expressão criativa de todos os
alunos, especialmente aqueles com deficiência intelectual.
Convite ao estudo
Ao longo desta aula, você compreenderá:
Como a música pode ser uma ferramenta pedagógica essencial para alunos com
deficiência intelectual.
Quais estratégias são mais indicadas para promover engajamento e aprendizado real.
O papel da música no fortalecimento da memória, emoção e dinâmica motora.
Como avaliar o processo musical de forma qualitativa e inclusiva.
A música não é apenas um conteúdo técnico — ela é uma linguagem que mobiliza o corpo, a
mente e a emoção. E isso torna um recurso poderoso no contexto da educação especial.
Vamos Começar!
A música vai além da arte — ela é uma ferramenta pedagógica poderosa, especialmente no
contexto da educação especial. Para alunos com deficiência intelectual, a música pode atuar
como mediadora sensorial, emocional e cognitiva, promovendo o desenvolvimento humano
integral.
Segundo Belther (2018), a educação inclusiva exige sensibilidade pedagógica e formação crítica,
pois cada aluno traz consigo um perfil único de aprendizagem. Os professores devem estar
preparados para compensar práticas tradicionais e utilizar recursos acessíveis que garantam o
acesso à música para todos os estudantes.
Louro (2021), ao discutir a interface entre música, autismo e neurociências, destaca que “a
música potencializa circuitos neurológicos associados à emoção, linguagem e memória”, mesmo
em contextos de deficiência intelectual ou TEA.
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Acesso à música no contexto da deficiência intelectual
O ensino musical para alunos com deficiência intelectual deve considerar:
Diferentes níveis de atenção e compreensão.
Formas alternativas de expressão e comunicação.
Necessidade de rotinas previsíveis e atividades estruturadas.
De acordo com Budel e Meier (2012), a mediação pedagógica é essencial para que o aluno seja
sujeito ao processo educativo. Isso significa dizer que não basta ter acesso físico à sala de aula
— é preciso engajamento real e participação ativa em atividades musicais.
No caso de alunos com deficiência intelectual leve ou moderada, estratégias como padrões
rítmicos repetitivos, uso de objetos sonoros e percussão corporal são fundamentais para facilitar
o envolvimento com a música.
Recursos e metodologias adaptadas
Para garantir que todos os alunos possam participar das aulas de música, recomendamos o uso
de:
Partituras visuais e simbólicas: representações gráficas ou pictográficas de ritmos e
melodias.
Instrumentos adaptados: tambores grandes, teclados eletrônicos com sensores de
movimento, flautas com válvulas leves.
Tecnologia assistiva: softwares como Soundbeam e Musical Echo, que permitem criar
música por meio de gestos ou voz.
Esses recursos ampliam o acesso à música e favorecem a expressão criativa dos alunos,
conforme descrito por Louro (2021).
Desenvolvimento cognitivo e emocional pelo meio da música
A música tem papel fundamental no fortalecimento de habilidades cognitivas e emocionais. Ela
estimula:
Memória e atenção – por meio de canções repetitivas e estruturadas.
Expressão pessoal – por meio de improvisação e escuta colaborativa.
Interação social – por meio de jogos musicais e atividades coletivas.
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Regulação afetiva – por meio de sons relaxantes e padrões rítmicos previsíveis.
Como destacado por Dória et al. (2013), "a arte-educação só se torna realmente significativa
quando ultrapassa os limites da técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos". Isso é
especialmente relevante no trabalho com pessoas com deficiência intelectual.
Exemplo prático: atividade musical inclusiva
Situação: turma multihabilidades com Lucas (síndrome de Down) e Gabriel (deficiência
intelectual leve + TEA).
Objetivo: promover a cooperação motora fina e grossa, interação social e regulação emocional.
Metodologia: percussão corporal guiada com variações rítmicas e pausas regulares.
Resultados esperados:
Maior atenção e concentração.
Fortalecimento da escuta colaborativa.
Expressão corporal e desenvolvimento motor.
Regulação emocional e aumento da autoconfiança.
Avaliação formativa e contínua
A avaliação no contexto da educação musical especial deve ser contínua, qualitativa e
contextualizada, capturando avanços que vão além da técnica. Sugestões de estratégias
avaliativas:
Observação sistemática: registro de comportamentos durante as atividades musicais.
Portfólio de aprendizagem: entrevistas, desenhos, partituras simbólicas e registros
fotográficos.
Autoavaliação pictográfica: uso de ícones ou núcleos para que o aluno expresse
sentimentos sobre a atividade.
Belther (2018) reforça que “cada aluno tem um caminho único e merece reconhecimento pelo
que é capaz de aprender e expressar”. Portanto, a avaliação formativa é essencial.
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A Música como estímulo cognitivo
A música atua diretamente no desenvolvimento cognitivo dos alunos com deficiência intelectual.
Isso ocorre porque ela envolve memória, atenção seletiva, percepção auditiva e coordenação
motora fina e grossa. Segundo Louro (2021), estudos neurocientíficos mostram que a exposição
à música favorece a formação de circuitos específicos associados à linguagem, emoção e ritmo,
mesmo em contextos de limitações cognitivas.
Isso significa que, por meio de padrões rítmicos repetitivos e canções estruturadas, é possível:
Fortalecer a capacidade de memorização.
Melhorar o foco e a concentração.
Facilitar a compreensão de sequências lógicas.
Incentivar a escuta ativa e o reconhecimento de padrões sonoros.
Promoção do desenvolvimento emocional
Além do aspecto cognitivo, a música tem um papel fundamental na regulação emocional de
alunos com deficiência intelectual. Ela pode rir, motivar, expressar sentimentos e aumentar a
confiança.
Segundo Belther (2018), “a educação inclusiva exige sensibilidade pedagógica e formação
crítica”, especialmente quando se trabalha com alunos que possuem TEA ou outras condições
associadas à deficiência intelectual. A música oferece uma via não verbal para expressão
emocional, essencial para aqueles que têm dificuldade de comunicação verbal.
Estratégias recomendadas:
Uso de músicas com tons suaves para promover relaxamento.
Canções com letras simples e repetitivas para fortalecer a conexão entre som e significado.
Atividades musicais guiadas por movimentos corporais, ajudando na identificação de
emoções.
Desenvolvimento social e comunicação colaborativa
A música também é uma ferramenta poderosa para promover interação social. Mesmo em
turmas multihabilidades, com alunos apresentados com síndrome de Down, deficiência
intelectual leve ou Transtorno do Espectro Autista (TEA), atividades coletivas podem ser
adaptadas para garantir o engajamento de todos.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
Autores como Dória et al. (2013) destacam que “a arte-educação só se torna verdadeiramente
significativa quando ultrapassa os limites da técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos”.
Essa ideia é central no ensino musical especial, onde a música deve ser usada como canal de
comunicação e socialização.
Exemplos de práticas inclusivas:
Círculo musical: alunos se sentam em roda e passam instrumentos enquanto cantam
juntos.
Improvisação colaborativa: cada aluno contribui com um algo diferente, criando uma
composição coletiva.
Jogos musicais com regras claras e repetitivas,ideais para alunos com TEA.
Essas estratégias promovem a cooperação, espera pela vez e respeito ao próximo, fundamentais
para a construção de relações sociais saudáveis.
Adaptação de recursos e metodologias
Para que a música seja realmente acessível a todos os alunos, é necessário compensar os
recursos e as metodologias tradicionais.
Segundo Budel e Meier (2012), a mediação pedagógica é o centro da educação especial. Isso
implica planejar uma sala de aula com base nas necessidades individuais, utilizando:
Partituras visuais e pictográficas: representações gráficas de ritmos e melodias, mais simples de
compreender.
Instrumentos adaptados: como teclados eletrônicos com sensores de movimento e flautas com
válvulas leves.
Tecnologia assistiva: softwares como o Soundbeam e Musical Echo, que permitem criar sons por
gestos ou voz.
Esses recursos são fundamentais para incluir alunos com diferentes habilidades e garantir que
todos tenham a oportunidade de participar ativamente das aulas de música.
Avaliação formativa e qualitativa
No contexto da educação especial, a avaliação do processo musical deve ir além da técnica e
capturar o envolvimento, a expressão e o progresso individual de cada aluno.
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
Recomenda-se usar estratégias avaliativas como:
Observação sistemática: registrar atenção, participação e evolução ao longo das aulas.
Portfólio de aprendizagem: registro gravado, desenhos musicais e registros fotográficos das
atividades.
Autoavaliação pictográfica: usar ícones ou núcleos para que os alunos expressem como se
sentiram durante a aula.
Belther (2018) reforça que “cada aluno tem um caminho único e merece reconhecimento pelo
que é capaz de aprender e expressar”. Portanto, a avaliação formativa valoriza o processo mais
do que o produto final.
Exemplo prático: percussão corporal guiada
Situação: turma multihabilidades com Lucas (síndrome de Down) e Gabriel (deficiência
intelectual leve + TEA).
Objetivo: promover a coordenação motora, a escuta colaborativa e a expressão corporal.
Metodologia: os alunos batem palmas, pés ou mãos nas pernas seguindo padrões rítmicos
dados pelo professor.
Lucas responde bem aos padrões corporais e visuais, sendo incentivado a manter o ritmo por
meio de movimentos repetitivos.
Gabriel demonstra maior envolvimento com padrões rítmicos previsíveis, e sua interação é
facilitada por meio de sinais gestuais e pausas regulares.
Esse tipo de prática permite que ambos os alunos avancem em suas áreas específicas — Lucas
na socialização e Gabriel na regulação sensorial e emocional.
Vamos Exercitar?
Recapitulação da problematização:
Você é professor(a) de arte em uma escola municipal que atende alunos com diferentes
necessidades educacionais específicas. Entre eles estão:
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
Lucas, aluno com síndrome de Down, que responde melhor às atividades corporais e
visuais.
Gabriel, aluno com deficiência intelectual leve e TEA, altamente sensível a padrões rítmicos,
mas com dificuldade de interação social direta.
Durante a última atividade musical realizada, você percebeu que Lucas se envolveu somente
quando havia movimento corporal envolvido, enquanto Gabriel permaneceu isolado, repetindo
sons ou movimentos sem participar das atividades coletivas. Os pais perguntaram:
"Meu filho realmente tem condições reais de participar?"
"Como posso saber se ele está aprendendo algo significativo?"
Com base nos conteúdos teóricos abordados na aula, vamos responder a essas questões.
Como garantir acesso à música para alunos com deficiência
intelectual?
O acesso à música por alunos com deficiência intelectual não depende apenas da presença
física na sala de aula, mas sim da adaptação pedagógica das estratégias metodológicas
utilizadas. Belther (2018) destaca que a inclusão só ocorre quando o aluno é sujeito do processo
e não apenas objeto de análise. Isso significa dizer que é necessário compensar práticas
tradicionais e utilizar recursos adaptados para garantir a participação real.
Para Lucas, com síndrome de Down, a música pode ser ensinada por meio de:
Percussão corporal guiada: uso de palmas, batidas nas pernas e sons naturais que
promovem progresso motora e memória auditiva.
Atividades visuais e gestuais: uso de partituras pictográficas e sinais visuais para auxiliar
na compreensão de ritmos e melodias.
Repetições sonoras e motoras: Lucas costuma aprender bem com padrões repetitivos e
atividades estruturadas.
Já para Gabriel, com deficiência intelectual leve e TEA:
Padrões rítmicos repetitivos: são ideais para sua concentração e engajamento.
Ambiente previsível e organizado: com marcas visuais no chão e rotinas bem definidas.
Uso de tecnologia assistiva: softwares como o Soundbeam permitem que ele crie música
por gestos, mesmo sem interação verbal direta.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
Louro (2021), ao discutir a interface entre música, autismo e neurociências, afirma que “a música
potencializa circuitos neuropsicológicos associados à emoção, linguagem e memória”, sendo um
recurso valioso para alunos com TEA e outras deficiências intelectuais.
É possível promover o desenvolvimento cognitivo, social e
emocional?
Sim! A música não deve ser reduzida a uma prática recreativa — ela é uma ferramenta poderosa
de desenvolvimento humano global.
Segundo Budel e Meier (2012), a mediação pedagógica é essencial para que o aluno seja sujeito
do processo educativo. Isso inclui aulas planejadas com objetivos claros e acessíveis, e avaliar o
progresso individual com base em critérios qualitativos e contínuos.
Desenvolvimento cognitivo:
A música estimula memória, atenção e reconhecimento de padrões lógicos.
Canções com estrutura simples e repetitiva ajudam na fixação de informações.
Percussão corporal e instrumentos adaptados favorecendo o desenvolvimento motora fino
e grosso.
Desenvolvimento emocional:
Sons relaxantes e atividades musicais previsíveis ajudam na regulação afetiva.
A autoexpressão musical permite que os alunos compartilhem sentimentos de forma
segura.
A escuta colaborativa e as atividades em grupo promovem conexão emocional e
segurança.
Desenvolvimento social:
Atividades musicais coletivas incentivam à cooperação e escuta ativa.
Jogos musicais com revezamento e roda de canções fortalecem o trabalho em equipe.
A interação não verbal através da música é especialmente importante para alunos com
TEA.
Como avaliar o envolvimento musical desses alunos?
A avaliação formativa no contexto da educação especial deve ir além da técnica e capturar o
envolvimento, a expressão e o desenvolvimento global do aluno.
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ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
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Belther (2018) reforça que “cada aluno tem um caminho único e merece reconhecimento pelo
que é capaz de aprender e expressar”. Portanto, sugestões de estratégias avaliativas incluem:
Observação sistemática: registra atenção, interação e evolução durante as aulas.
Portfólio de aprendizagem: reunião de gravações, desenhos musicais e fotos das
atividades vivenciadas.
Autoavaliação pictográfica: use ícones ou núcleos para que os alunos expressem como se
sentiram durante a aula.
Registros fotográficos e sonoros: documentam o percurso individual e podem ser usados 
como evidências de progresso.
Doria et al. (2013) destacam que “a arte-educação só se torna realmente significativa quando
ultrapassa os limites da técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos”, reforçando a
importância de uma avaliação personalizada e contextualizada.
Conclusão
Ao final desta aula, você entende que:
A música é um direito cultural e componente curricular obrigatório que deve ser acessível a
todos os alunos.
O ensino musical especial exige conhecimento sobre os alunos, adaptação de recursos e
formação crítica.
Recursos como partituras táteis, instrumentos modificados e tecnologia assistiva ampliam
o acesso à música.
A avaliação formativa valoriza o processo individual e o engajamento real dos alunos.
Portanto, tantoLucas quanto Gabriel podem participar efetivamente das aulas de música, desde
que o professor utilize estratégias pedagógicas diferenciadas, recursos acessíveis e
sensibilidade à diversidade.
Saiba mais
O conteúdo explorado nesta aula reforça que a música é uma ferramenta pedagógica para
alunos com deficiência intelectual, especialmente quando aliada a recursos tecnológicos e
metodologias inclusivas. Para ampliar sua reflexão sobre os direitos legais ao acesso por meio
de recursos adaptados, indicamos a leitura do Capítulo III – Da Tecnologia Assistiva.
Esse capítulo aborda os fundamentos legais que garantem o acesso à educação e à
comunicação por meio de tecnologias assistivas, reafirmando o compromisso do Estado com a
acessibilidade e a inclusão digital e pedagógica.
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Por que ler esse capítulo?
O Capítulo III – Da Tecnologia Assistiva traz um conjunto de diretrizes legais que apoiam o uso
de recursos tecnológicos como meios essenciais para promover a autonomia, a comunicação e
a participação social das pessoas com deficiência — incluindo aquelas com deficiência
intelectual.
Alguns pontos importantes destacados no capítulo incluem:
Artigo 9º: garante às pessoas com deficiência acesso a tecnologias assistivas e serviços
de apoio que possibilitem maior independência, qualidade de vida e inclusão social.
Artigo 10º: incentiva o desenvolvimento e a adaptação de tecnologias assistivas
específicas para diferentes tipos de deficiência.
Artigo 11º: destaca a responsabilidade do Estado na promoção de políticas públicas
voltadas à aquisição e difusão de tecnologias assistivas.
Essas diretrizes são diretamente aplicáveis ao contexto educacional. Elas respaldam o uso de
softwares como o Soundbeam e o Musical Echo, bem como partituras visuais e táteis, como
instrumentos válidos para promover o acesso à música por todos os alunos, conforme
estudamos nesta aula.
Sugestão de leitura ativa
Ao ler este capítulo, reflita sobre as seguintes questões:
Como a legislação apoia o uso de tecnologia assistiva no ensino musical?
Quais são os deveres do Estado e da escola pública frente ao acesso a recursos
adaptados?
De que forma a tecnologia assistiva pode ser integrada ao currículo escolar de arte e
música?
Essas reflexões ajudarão você a compreender melhor o papel da lei na promoção da educação
inclusiva e da acessibilidade nos contextos escolares multihabilidades.
Referências
BANDEIRA, Denise. Ensino das Artes Visuais em diferentes contextos: experiências educativas,
culturais e formativas. Curitiba: InterSaberes, 2017.
BELTHER, Josilda Maria. Educação Especial. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018.
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BUDEL, Gislaine Coimbra; MEIER, Marcos. Mediação de Aprendizagem na Educação Especial.
Curitiba: InterSaberes, 2012.
BRASIL. Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008. Altera a Lei nº 9.394/1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a música como parte integrante da arte no
currículo da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 ago. 2008. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm. Acesso em: 5 jun.
2025.
BRASIL. Estatuto da Pessoa com Deficiência. Brasília: Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa
com Deficiência, 2015. Disponível em: https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-
1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf.
Acesso em: 6 jul. 2025.
DÓRIA, Lílian Freury; ONUKI, Gisele; DIAZ, Marília; ZAGONEL, Bernadete (Org.). Metodologia do
ensino de arte. Curitiba: InterSabers, 2013.
LOURO, Viviane dos Santos. Educação musical, autismo e neurociências. Curitiba, PR: Appris,
2021.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva. Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2008.
Aula 3
Música e Autismo
Música e Autismo
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http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm
https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf%20
https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf%20
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Nesta aula, você irá compreender como a música pode ser uma ferramenta pedagógica  para
aulas apresentadas às crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Veremos como a
música promove a sociabilidade, favorecendo o engajamento emocional e pode ser adaptada
metodologicamente para atender às necessidades específicas desses alunos. Você aprenderá
atividades musicais planejadas que consideram rotina, previsibilidade e organização sensorial,
elementos fundamentais para o trabalho inclusivo com crianças autistas.
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Bem-vindo à Aula 11 – Música e o TEA (Transtorno do Espectro Autista), que faz parte da
Unidade 3 – Música e Deficiência. Nesta etapa, você irá compreender como a música pode ser
usada como ferramenta pedagógica inclusiva no ensino de alunos com TEA, promovendo o
desenvolvimento humano global por meio de estratégias musicais adaptadas, técnicas de
engajamento e atividades sensorialmente equilibradas.
Você aprenderá:
Como a música atua no fortalecimento da sociabilidade e regulação afetiva.
Estratégias para ensinar música de forma previsível e acolhedora para alunos autistas.
Como planejar atividades musicais com base nas características individuais.
Como avaliar o envolvimento musical de forma contínua e qualitativa.
Situação-problema
Você é professor(a) de arte em uma escola municipal que atende alunos com diferentes
necessidades educacionais específicas. Entre os estudantes está Lucas, aluno investigado com
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TEA de nível 1, que apresenta alta sensibilidade rítmica, mas tem dificuldade de interação social
direta e se sobressai em atividades estruturadas e repetitivas.
Durante uma reunião com os pais, eles perguntaram:
“Lucas realmente participa das aulas ou apenas observa?”
“Ele se beneficia da música ou ela não traz impacto real no seu desenvolvimento?”
Com isso, surge a seguinte questão:
Como planejar atividades musicais que promovam o desenvolvimento cognitivo, social e
emocional dos alunos com TEA, respeitando suas especificidades sensoriais e
comunicativas?
Essa problematização será retomada ao final da aula, quando respondermos com base nos
conteúdos teóricos e práticos interativos.
Contexto teórico
Para responder a essas perguntas, vamos explorar conceitos fundamentais sobre:
A importância da música na educação especial, especialmente para alunos com TEA.
Diferenças entre ensino musical e musicoterapia.
Adaptação de instrumentos e recursos pedagógicos para garantir o acesso à música.
Avaliação formativa e contínua no contexto inclusivo.
Segundo Belther (2018), a educação inclusiva exige sensibilidade pedagógica e formação crítica,
pois cada aluno traz consigo um perfil único de aprendizagem. Essa reflexão é essencial para
compensar metodologias tradicionais e criar ambientes musicais acessíveis e significativos.
Doria et al. (2013) destacam que “a arte-educação só se torna verdadeiramente significativa
quando ultrapassa os limites da técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos”. Isso é
particularmente relevante no trabalho com alunos autistas, cujo envolvimento com a música
deve ser pensado cuidadosamente, com base em rotinas previsíveis e estímulos organizados.
Louro (2021) complementa dizendo que a música potencializa circuitos neurológicosassociados
à emoção, linguagem e memória, mesmo em contextos de deficiência intelectual ou TEA. Por
isso, é fundamental entender como ela pode ser usada como ferramenta de mediação
pedagógica.
Vamos Começar!
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I. Conceitualização
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é caracterizado por diferenças no desenvolvimento
neurológico que afetam a comunicação, a interação social e o comportamento repetitivo. No
entanto, isso não significa que esses alunos sejam deficientes de expressão emocional ou
musical. Segundo Belther (2018), a educação inclusiva exige sensibilidade pedagógica e
formação crítica, pois cada aluno traz consigo um perfil único de aprendizagem.
No contexto da educação especial, a música surge como uma ferramenta de mediação
pedagógica, capaz de transcender barreiras comunicacionais e sensoriais. Louro (2021), ao
discutir a interface entre música, autismo e neurociências, destaca que “a música potencializa
circuitos neuropsicológicos associados à emoção, linguagem e memória”, sendo um recurso
valioso mesmo em contextos de deficiência intelectual ou TEA.
II. Compreensão
A música como estímulo à sociabilidade
Alunos com TEA frequentemente apresentam dificuldades de interação social direta, mas podem
responder positivamente a estímulos estruturados e previsíveis — como padrões rítmicos e
melodiosos repetitivos.
De acordo com Dória et al. (2013), "a arte-educação só se torna verdadeiramente significativa
quando ultrapassa os limites da técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos". No caso de
alunos autistas, isso significa planejar atividades musicais que:
Sejam previsíveis e organizados.
Utilize sinais visuais e gestuais para orientação.
Incentivo à escuta colaborativa e à improvisação guiada.
Promovam engajamento individual e coletivo.
Essas práticas ajudam a reduzir a ansiedade, promover a autoconfiança e ampliar as
possibilidades de interação social.
Recursos e adaptações metodológicas
Para que a música seja acessível e significativa para alunos com TEA, é necessário utilizar
recursos adaptados e estratégias metodológicas conscientes:
Partituras pictográficas: representações visuais de ritmos e melodias, facilitando a
compreensão sem dependência total da linguagem verbal.
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Instrumentos musicais modificados: como teclados eletrônicos com sensores de
movimento, flautas com válvulas leves e tambores grandes.
Tecnologia assistiva: softwares como o Soundbeam e Musical Echo, que permitem criar
sons por meio de gestos ou voz.
Organização espacial e temporal: disposição em círculo, uso de marcações no chão e
rotinas bem definidas.
Budel e Meier (2012) destacam que a mediação pedagógica é essencial para que o aluno do TEA
participe das aulas de música, garantindo que ele não esteja apenas presente fisicamente, mas
envolvido no processo educativo.
III. Aplicação
Técnicas musicais para engajamento
Ensinar música para alunos com TEA exige compensar as práticas tradicionais e privilegiar
técnicas que favoreçam a concentração, regulação sensorial e expressão criativa. Sugestões de
atividades incluem:
Percussão cabo-guiada: os alunos batem palmas, pés ou mãos nas pernas seguindo
padrões rítmicos dados pelo professor. Isso favorece o progresso motor e a escuta
colaborativa.
Círculo musical: alunos se sentam em círculo e passam um instrumento enquanto cantam
juntos. Essa prática fortalece a interação e o respeito à alternância.
Improvisação com sons ambientais: alunos reproduzem sons do ambiente usando vozes,
objetos ou instrumentos. Essa estratégia incentiva a sensibilização sonora e a expressão
pessoal.
Essas técnicas são respaldadas por autores como Louro (2021), que reforçam a importância de
adaptações metodológicas e uso de padrões sonoros e visuais para favorecer o envolvimento
dos alunos com TEA.
Exemplo prático: atividade de escuta colaborativa
Situação: turma multihabilidades com Lucas, aluno com TEA nível 1, altamente sensível a
padrões rítmicos, mas com pouca interação social direta.
Objetivo: promover escuta colaborativa e interação social.
Metodologia: os alunos se sentam em círculo e recebem pequenos instrumentos. O professor
inicia um ritmo simples e cada aluno o repete, criando uma sequência musical coletiva.
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Lucas responde bem ao exercício porque tem alta capacidade de memorização rítmica. Ele
se envolve ao perceber a previsibilidade da atividade e pode participar sem contato visual
direto.
Esse tipo de prática reflete os princípios da educação inclusiva e da mediação constante,
conforme descrito por Belther (2018).
4. Avaliação formativa e contínua
A avaliação no ensino musical especial deve ser contínua, qualitativa e centrada no aluno. Para
alunos com TEA, sugere-se:
Observação sistemática: registre atenção, participação e evolução durante as aulas.
Portfólio de aprendizagem: faça uma reunião de gravações, desenhos musicais e fotos das
atividades vivenciadas.
Autoavaliação pictográfica: use ícones ou núcleos para que os alunos expressem como se
sentiriam durante uma atividade.
Como explica Dória et al. (2013), a avaliação formativa permite capturar avanços pessoais e
ajustar práticas pedagógicas para melhor atender às necessidades individuais.
Siga em Frente...
I. Adaptação de atividades musicais para alunos com TEA
Alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) frequentemente têm maior receptividade a
atividades estruturadas, rotinas previsíveis e padrões rítmicos repetitivos. Por isso, o ensino
musical deve ser planejado com base nesses elementos, garantindo que o aluno não esteja
apenas presente fisicamente na sala, mas envolvido no processo educativo.
Segundo Belther (2018), a educação inclusiva exige sensibilidade pedagógica e formação crítica,
pois cada aluno traz consigo um perfil único de aprendizagem. Isso é especialmente relevante no
trabalho com alunos autistas, cujo envolvimento com a música deve ser pensado
cuidadosamente com base em suas características sensoriais e comunicativas.
Louro (2021), ao discutir a interface entre música, autismo e neurociências, destaca que “a
música potencializa circuitos neuropsicológicos associados à emoção, linguagem e memória”,
mesmo em contextos de TEA. Isso reforça seu papel como ferramenta pedagógica inclusiva.
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II. Recursos tecnológicos e pedagógicos para alunos com TEA
Para que a música seja acessível e significativa para alunos com TEA, é essencial o uso de
recursos tecnológicos e pedagógicos adaptados. Essas ferramentas ajudam a diminuir a
ansiedade, promover a autoconfiança e permitir que o aluno participe das aulas de arte e música.
Sugestões de recursos:
Soundbeam: converte movimentos corporais em sons, ideal para alunos com TEA e
limitações motoras.
Eco musical: permite a composição musical por meio da voz, incentivando a escuta ativa e
a expressão pessoal.
Partituras pictográficas: representações visuais de ritmos e melodias, que facilitam a
compreensão sem dependência da linguagem verbal.
Instrumentos adaptados: teclados eletrônicos com sensores de movimento, flautas com
válvulas leves e tambores grandes, que favorecem a manipulação.
Budel e Meier (2012) destacam que a mediação pedagógica é essencial para que o aluno do TEA
participe das aulas de música, garantindo que ele esteja envolvido no processo e não apenas
fisicamente presente.
III. Desenvolvimento cognitivo, social e emocional pelo meio da
música
A música não é apenas uma prática recreativa ou técnica — ela tem papel fundamental no
fortalecimento de habilidades cognitivas, sociais e emocionais em alunos com TEA.
Alguns benefícios da música nesse contexto:
Fortalecimento da memória auditiva e visual.
Aprimoramento da atenção e do foco.
Incentivo à interação social por meio de jogos musicais e atividades coletivas.
Regulação emocional e aumento da autoestima.
Doria et al. (2013) reforçam que “a arte-educação só se tornaverdadeiramente significativa
quando ultrapassa os limites da técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos”. Isso é
especialmente relevante no trabalho com alunos autistas, cujo envolvimento com a música pode
ser uma via privilegiada de comunicação e expressão.
4. Estratégias de avaliação formativa para alunos com TEA
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A avaliação no contexto da educação especial deve ir além da técnica e capturar o envolvimento,
a expressão e o desenvolvimento global do aluno. Para alunos com TEA, isso significa utilizar
estratégias que considerem suas formas de comunicação não verbais e seu modo particular de
interagir com o mundo.
Sugestões de estratégias avaliativas:
Observação sistemática: registra atenção, interação e evolução durante as aulas de
música.
Portfólio de aprendizagem: reunião gravada, desenhos musicais e registros fotográficos de
atividades vivenciadas.
Autoavaliação pictográfica: uso de ícones ou núcleos para que os alunos expressem como
se sentiram durante uma atividade.
Coavaliação entre pares: com apoio do professor, estimulando a empatia e a reflexão sobre
a participação coletiva.
Belther (2018) reforça que “cada aluno tem um caminho único e merece reconhecimento pelo
que é capaz de aprender e expressar”, o que reforça a importância de uma avaliação
personalizada e contínua.
V. Exemplo prático: atividade de percussão corporal guiada
Situação: turma multihabilidades com Lucas , aluno com TEA nível 1, altamente sensível a
padrões rítmicos, mas com dificuldade de interação social direta.
Objetivo: promover a coordenação motora, a escuta colaborativa e a expressão corporal.
Metodologia: os alunos batem palmas, pés ou mãos nas pernas seguindo padrões rítmicos
dados pelo professor, com pausas regulares e marcações visuais no chão.
Lucas responde bem ao exercício, pois se beneficia de atividades estruturadas e repetitivas.
Ele se envolve sem contato visual direto e se sente mais seguro em um ambiente musical
previsível.
Essa prática reflete os princípios da educação inclusiva e da mediação constante, conforme
descrito por Dória et al. (2013).
Vamos Exercitar?
Retomando a problematização
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INCLUSIVA
Você é professor(a) de arte em uma escola municipal que atende alunos com diferentes
necessidades educacionais específicas. Entre os estudantes está Lucas, aluno com TEA nível 1,
altamente sensível a padrões rítmicos, mas com dificuldade de interação social direta.
Durante a última atividade realizada, você percebeu que Lucas se engajou somente quando havia
movimento corporal envolvido — batia palmas, pés ou mãos nas pernas seguindo um ritmo dado
pelo professor — enquanto demonstrava resistência às atividades coletivas e improvisações
vocais.
Os pais perguntaram:
"Lucas realmente participa das aulas ou apenas observa?" “Ele se beneficia da música ou ela não
traz impacto real no seu desenvolvimento?”
Com base nos conceitos teóricos explorados nesta aula, vamos responder essas questões.
Como garantir o acesso à música por meio de estratégias adaptadas?
Sim, Lucas participa e se beneficia profundamente da música, desde que ela seja trabalhada com
estratégias pedagógicas conscientes e adaptadas às suas especificidades sensoriais e
comunicativas.
Segundo Belther (2018), a educação inclusiva exige sensibilidade pedagógica e formação crítica,
pois cada aluno traz consigo um perfil único de aprendizagem. No caso de Lucas, isso significa
planejar atividades musicais com:
Padrões rítmicos repetitivos: ajudam a reduzir a ansiedade e aumentar o foco.
Ambiente estruturado e previsível: marcas visuais no chão e rotinas claras que favorecem
sua segurança emocional.
Participação sem contato visual direto: ele pode se expressar musicalmente mesmo sem
interação cara a cara.
Uso de percussão corporal guiada: permite que ele explore sons por meio do corpo,
fortalecendo a memória auditiva e a coordenação motora.Louro (2021), ao discutir a
interface entre música, autismo e neurociências, destaca que “a música potencializa
circuitos neuropsicológicos associados à emoção e à linguagem”, sendo um recurso
valioso para alunos com TEA, especialmente quando bem planejado.
É possível promover desenvolvimento cognitivo, social e emocional?
Sim, a música promove o desenvolvimento humano global, mesmo em contextos de deficiência
intelectual ou TEA. Ela estimula:
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Desenvolvimento cognitivo – melhora atenção, memória e reconhecimento de sequências
lógicas.
Desenvolvimento social – incentivo à cooperação e escuta colaborativa em jogos musicais.
Desenvolvimento emocional – ajuda na regulação afetiva e aumento da autoestima.
Doria et al. (2013) destacam que “a arte-educação só se torna verdadeiramente significativa
quando ultrapassa os limites da técnica e se conecta ao mundo vívido pelos alunos”. Isso é
especialmente relevante no trabalho com alunos autistas, cujo envolvimento com a música deve
ser pensado cuidadosamente com base em suas rotinas e estímulos organizados.
Como avaliar o envolvimento musical de Lucas?
A avaliação no contexto da educação especial deve ir além da técnica e capturar o envolvimento,
a expressão e o progresso individual. Sugestões de estratégias avaliativas incluem:
Observação sistemática: registrar atenção, participação e evolução durante as aulas.
Portfólio de aprendizagem: reunir gravações, desenhos musicais e fotos das atividades
vivenciadas.
Autoavaliação pictográfica: usar ícones ou núcleos para que os alunos expressem como se
sentiram durante a aula.
Belther (2018) reforça que “cada aluno tem um caminho único e merece reconhecimento pelo
que é capaz de aprender e expressar”. Portanto, a avaliação formativa valoriza o processo mais
do que o produto final.
Conclusão
Ao final desta aula, você entende que:
A música é um direito cultural e componente curricular obrigatório que deve ser acessível a
todos os alunos.
Seu ensino exige sensibilidade pedagógica, adaptação de recursos e mediação constante.
Atividades musicais coletivas podem ser ajustadas para promover escuta colaborativa e
socialização.
A avaliação formativa permite considerar o percurso individual e valorizar a expressão
criativa.
Portanto, Lucas participa ativamente das aulas de música e se beneficia dela, desde que o
professor utilize práticas metodológicas diferenciadas e recursos adaptados. A música não é
apenas técnica — é comunicação, expressão e conexão humana. E, com planejamento adequado,
ela se torna uma ferramenta poderosa de inclusão escolar.
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Saiba mais
O conteúdo explorado nesta aula reforça que a música é uma linguagem universal capaz de
promover a comunicação, a expressão e o desenvolvimento humano. No entanto, para que essa
inclusão seja eficaz, é essencial compreender os direitos legais das pessoas com deficiência,
especialmente no contexto educacional.
Para isso, indicamos a leitura do Capítulo II – Da Igualdade e da Não Discriminação.
Esse capítulo aborda as bases legais que garantem acesso equitativo à educação, trabalho,
cultura, esporte e lazer para todas as pessoas com deficiência — incluindo aquelas com
Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Por que ler esse capítulo?
O Capítulo II – Da Igualdade e da Não Discriminação traz fundamentos importantes sobre os
direitos das pessoas com deficiência, destacando:
Artigo 4º: garante o direito à igualdade de oportunidades e proibir qualquer forma de
discriminação. Isso inclui acesso à educação artística e musical.
Artigo 5º: refere-se ao princípio da acessibilidade em todos os espaços e serviços voltados
à sociedade, incluindo ambientes escolares e culturais.
Artigo 6º: assegura o direito ao reconhecimento e exercício equitativo dos direitos humanos
e liberdades fundamentais por parte das pessoas com deficiência.
Artigo 7º: trata da não discriminação múltipla ou interseccional, reforçando a importância
de considerar as diversas formas de vulnerabilidade.Essas diretrizes são fundamentais para entender como você, professor(a), deve planejar suas
aulas de música com base nos princípios legais de não discriminação, igualdade de
oportunidades e acessibilidade pedagógica, especialmente quando trabalham com alunos
autistas.
Louro (2021) complementa dizendo que “a música potencializa circuitos neuropsicológicos
associados à emoção, linguagem e memória”, mas só se torna realmente inclusiva quando
orientada por princípios éticos e legais, como os descritos neste capítulo.
Sugestão de leitura ativa
Ao ler este capítulo, reflita sobre as seguintes questões:
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
Como os princípios de igualdade e não discriminação se aplicam ao ensino da música na
educação especial?
Quais são os deveres da escola frente ao aluno com TEA no que diz respeito ao acesso à
arte-educação?
De que forma o professor pode adaptar suas práticas musicais para garantir a participação
real de todos os alunos?
Esse material complementa de forma significativa o conteúdo teórico desta aula, ampliando sua
visão sobre como planejado aulas de música com fundamentação legal, compromisso com a
diversidade e sensibilidade pedagógica.
Referências
BANDEIRA, Denise. Ensino das Artes Visuais em diferentes contextos: experiências educativas,
culturais e formativas. Curitiba: InterSaberes, 2017.
BELTHER, Josilda Maria. Educação Especial. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2018.
BUDEL, Gislaine Coimbra; MEIER, Marcos. Mediação de Aprendizagem na Educação Especial.
Curitiba: InterSaberes, 2012.
BRASIL. Lei nº 11.769, de 18 de agosto de 2008. Altera a Lei nº 9.394/1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional, para incluir a música como parte integrante da arte no
currículo da educação básica. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 18 ago. 2008. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm. Acesso em: 5 jun.
2025.
BRASIL. Estatuto da Pessoa com Deficiência . Brasília: Secretaria Nacional dos Direitos da
Pessoa com Deficiência, 2015. Disponível em: https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-
east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf.
Acesso em: 6 jul. 2025.
DÓRIA, Lílian Freury; ONUKI, Gisele; DIAZ, Marília; ZAGONEL, Bernadete (Org.). Metodologia do
ensino de arte. Curitiba: InterSabers, 2013.
LOURO, Viviane dos Santos. Educação musical, autismo e neurociências. Curitiba, PR: Appris,
2021.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO (MEC). Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da
Educação Inclusiva. Brasília: Secretaria de Educação Especial, 2008.
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11769.htm
https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf
https://biblioteca-virtual-cms-serverless-prd.s3.us-east-1.amazonaws.com/ebook/estatuto_da_pessoa_com_deficiencia_4ed-1628605208636.pdf
Aula 4
Projetos Musicais Inclusivos
Projetos musicais inclusivos
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Dica para você
Aproveite o acesso para baixar os slides do vídeo, isso pode deixar sua
aprendizagem ainda mais completa.
Nesta aula, você vai entender como elaborar projetos musicais inclusivos que promovam o
acesso, a participação e o desenvolvimento humano de todos os alunos, especialmente aqueles
com deficiência sensorial, intelectual ou múltipla. Você aprenderá a planejar projetos
interdisciplinares, estabelecer parcerias com profissionais especializados e avaliar os impactos
pedagógicos dessas ações no contexto da educação especial.
Ponto de Partida
Olá, estudante!
Bem-vindo à Aula 12 – Projetos Musicais Inclusivos, que encerra a Unidade 3 – Música e
Deficiência. Nesta etapa, você irá compreender como a música pode ser estruturada em projetos
pedagógicos que promovam a inclusão, a interdisciplinaridade e o desenvolvimento humano
global.
Você aprenderá:
Como elaborar projetos musicais inclusivos com base nas necessidades individuais dos alunos.
Como estabelecer parcerias com profissionais especializados (fonoaudiólogos, terapeutas
ocupacionais, musicoterapeutas).
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
Como avaliar os resultados pedagógicos desses projetos, por meio de observação sistemática e
portfólio de aprendizagem.
Esta aula é especialmente importante para a sua formação, pois unirá os conceitos teóricos das
aulas anteriores a práticas concretas de planejamento e avaliação.
Situação-problema
Você é professor(a) de arte em uma escola municipal que atende alunos com diferentes
necessidades educacionais específicas, incluindo alunos com deficiência visual, deficiência
auditiva, TEA e deficiência intelectual de nível.
Foi solicitado que você desenvolva um projeto musical inclusivo com duração de um semestre,
integrando música, dança e artes visuais. Você elaborou o projeto com base nas aulas anteriores,
mas, ao apresentar ao coordenador pedagógico, foi questionado:
Como você vai envolver todos os alunos, mesmo aqueles com diferentes perfis sensoriais e
cognitivos?"
Quais profissionais da escola você vai envolver no projeto?"
Como você vai mensurar os impactos pedagógicos desse projeto?"
Com isso, surge a seguinte questão:
Como elaborar um projeto musical inclusivo que articule interdisciplinaridade, parcerias e
avaliação contínua, promovendo o desenvolvimento humano global para todos os alunos?
Essa será a principal problematização desta aula.
Contexto teórico
Para responder a essa situação, você entrará em contato com o suporte de autores já abordados
ao longo da unidade:
Belther (2018), que destaca a importância de práticas pedagógicas conscientes e recursos
acessíveis para a educação especial.
Doria et al. (2013), que discutem a metodologia do ensino de arte com base na
interdisciplinaridade e no mundo vívido pelo aluno.
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
Louro (2021), que reforça o papel da música na potencialização de circuitos neuropsicológicos
mesmo em contextos de deficiência.
BRASIL (2015), por meio do Estatuto da Pessoa com Deficiência, que respalda legalmente o
acesso à música como direito cultural.
Esses autores reforçam que a música não é apenas um componente curricular obrigatório, ela é
uma ferramenta transformadora de desenvolvimento humano, especialmente quando integrada a
projetos pedagógicos bem estruturados.
Convite ao estudo
Ao longo desta aula, você compreenderá:
Como estruturar projetos musicais com base em metodologias inclusivas.
A importância da interdisciplinaridade com dança, teatro e artes visuais.
Como envolver profissionais especializados (fonoaudiólogos, terapeutas, psicólogos) no
projeto.
Como avaliar o impacto pedagógico do projeto por meio de observação, portfólio e
autoavaliação.
A música, quando bem planejada e integrada a outros saberes, pode se tornar um projeto de vida,
promovendo comunicação, expressão e desenvolvimento humano em qualquer contexto
educacional.
Vamos Começar!
I. Conceitualização: o que é um projeto musical inclusivo?
Um projeto musical inclusivo é uma ação pedagógica estruturada e contínua, cujo objetivo é
promover o acesso à música por todos os alunos, independentemente de suas condições
sensoriais, cognitivas ou motoras. Segundo Belther (2018), a inclusão escolar só ocorre quando
o aluno é sujeito do processo educativo e não apenas objeto de análise.
Diferentemente de atividades isoladas, os projetos musicais:
Têm objetivos claros e mensuráveis.
São planejados em longo prazo.
Incentivam a interdisciplinaridade com dança, teatro e artes visuais.
Incluem parcerias com profissionais especializados.
Disciplina
ARTE E MÚSICA NA EDUCAÇÃO
INCLUSIVA
Utilizam avaliação formativa e contínua.
II. Interdisciplinaridade

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