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Recursos Terapêuticos Manuais 
(RTM) 
Professora Esp. Diana Carolina Salcedo Garay 
Reitor 
Prof. Ms. Gilmar de Oliveira
Diretor de Ensino
Prof. Ms. Daniel de Lima
Diretor Financeiro
Prof. Eduardo Luiz
Campano Santini
Diretor Administrativo
Prof. Ms. Renato Valença Correia
Secretário Acadêmico
Tiago Pereira da Silva
Coord. de Ensino, Pesquisa e
Extensão - CONPEX
Prof. Dr. Hudson Sérgio de Souza
Coordenação Adjunta de Ensino
Profa. Dra. Nelma Sgarbosa Roman 
de Araújo
Coordenação Adjunta de Pesquisa
Prof. Dr. Flávio Ricardo Guilherme
Coordenação Adjunta de Extensão
Prof. Esp. Heider Jeferson Gonçalves
Coordenador NEAD - Núcleo de 
Educação à Distância
Prof. Me. Jorge Luiz Garcia Van Dal
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Revisão Textual
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Caroline da Silva Marques
Carolayne Beatriz da Silva Cavalcante
Geovane Vinícius da Broi Maciel
Jéssica Eugênio Azevedo
Kauê Berto
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Diagramação
André Dudatt
Carlos Firmino de Oliveira
2022 by Editora Edufatecie
Copyright do Texto C 2022 Os autores
Copyright C Edição 2022 Editora Edufatecie
O conteúdo dos artigos e seus dados em sua forma, correçao e confiabilidade são de responsabilidade 
exclusiva dos autores e não representam necessariamente a posição oficial da Editora Edufatecie. Per-
mitido o download da obra e o compartilhamento desde que sejam atribuídos créditos aos autores, mas 
sem a possibilidade de alterá-la de nenhuma forma ou utilizá-la para fins comerciais.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação - CIP 
G212r Garay, Diana Carolina Salcedo 
 Recursos terapêuticos manuais (RTM) / Diana 
Carolina Salcedo Garay. Paranavaí: EduFatecie, 2022. 73 
p. : il. Color. 
1. Fisioterapia 2. Medicina esportiva. 3. Lesões esportivas - 
 Tratamento. I. Centro Universitário Unifatecie. II. Núcleo de
Educação a Distância. III. Título. 
 CDD: 23 ed. 616.079 
 Catalogação na publicação: Zineide Pereira dos Santos – CRB 9/1577 
UNIFATECIE Unidade 1 
Rua Getúlio Vargas, 333
Centro, Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
UNIFATECIE Unidade 2 
Rua Cândido Bertier 
Fortes, 2178, Centro, 
Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
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102, nº 1000 - Chácara 
Jaraguá , Paranavaí, PR
(44) 3045-9898
www.unifatecie.edu.br/site
As imagens utilizadas neste
livro foram obtidas a partir 
do site Shutterstock.
AUTORA
Professora Especialista Diana Carolina Salcedo Garay
● 2019 – 2021 Mestranda Gestão, Tecnologia e Inovação em Urgência e Emergência.
● 2013 - 2014 Especialização em Fisioterapia Hospitalar. Instituto Paranaense de
Ensino, Instituto, Brasil.
● 2013 - 2014 Especialização em Fisioterapia em Terapia Intensiva adulto.
● Instituto Paranaense de Ensino, Instituto, Brasil.
● 2018 - 2018 Aperfeiçoamento em Protocolo Pediasuit. (Carga Horária: 40h).
PediaSuit Brasil, PEDIASUIT, Brasil.
● 2008 - 2011 Graduação em fisioterapia. Universidade Estadual de Londrina, UEL,
Brasil.
Ampla experiência como coordenador na área da atenção à saúde e equipe 
multidisciplinar, gestão, planejamento, assistência em fisioterapia e áreas multidisciplinares 
(enfermagem, fonoaudiologia, médico etc.) Responsável técnico pelo serviço de fisioterapia 
de uma Cooperativa médica. Conhecimento abrangente em fisioterapia clínica e hospitalar.
Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/3464320040153852 
http://lattes.cnpq.br/3464320040153852
APRESENTAÇÃO DO MATERIAL
Seja muito bem-vindo(a)! 
Prezado(a) aluno(a), se você se interessou pelo assunto desta disciplina, isso já é o 
início de uma grande jornada que vamos trilhar juntos a partir de agora. Proponho, junto com 
você construir nosso conhecimento sobre os conceitos dos recursos terapêuticos manuais, 
definições, objetivos, efeitos, as classificações. Além de conhecimentos teóricos iremos 
contribuir com seu conhecimento na prática, com aplicações de técnicas, manuseios, e 
condutas a serem aplicadas no atendimento fisioterapêutico clássico. 
Na unidade I, começaremos a nossa jornada pelo histórico, definições e conceitos 
básicos dos recursos terapêuticos manuais, bem como os efeitos e condições básicas. Esta 
noção é necessária para que possamos trabalhar a segunda unidade.
Sendo a unidade II, uma ampliação de conhecimento sobre o assunto, e descrição 
dos movimentos realizados, assim como a sequência de massagem geral. Para isso, vamos 
detalhar cada uma das etapas da terapia manual, para que possamos aplicar de forma 
correta na prática.
Com tudo, nas unidades III e IV, vamos tratar das mobilizações passivas, articulares, 
fáscias e músculos envolvidos, assim como o princípio terapêutico de Cyriax uma 
massagem profunda e com manipulações especificas. Assim também ampliaremos o vosso 
conhecimento e intervenções terapêuticas com diferentes técnicas de massagem clássica, 
em diferentes áreas de atuação e casos clínicos que poderão auxiliar na assistência manual.
Aproveito para reforçar o convite a você, para junto conosco percorrer esta jornada 
de conhecimento e multiplicar os conhecimentos sobre tantos assuntos abordados em 
nosso material. Esperamos contribuir para seu crescimento pessoal e profissional. 
Muito obrigado e bom estudo!
SUMÁRIO
UNIDADE I ...................................................................................................... 3
Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
UNIDADE II ................................................................................................... 24
Recursos Terapêuticos Manuais
UNIDADE III .................................................................................................. 43
Recursos Terapêuticos Manuais
UNIDADE IV .................................................................................................. 56
Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
3
Plano de Estudo:
● Definições e condições básicas - toque terapêutico;
● Efeitos fisiológicos da terapia manual;
● Recursos terapêuticos manuais; definição;
● Terapia Manual Clássica global.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar as definições dos 
recursos terapêuticos manuais utilizados;
● Compreender os tipos, classificação e efeitos 
fisiológicos das terapias manuais;
● Estabelecer a importância da do toque terapêutico
 como intervenção manual. 
UNIDADE I
Conceitos Básicos de Recursos 
Terapêuticos Manuais
Professora Esp. Diana Carolina Salcedo Garay 
4UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
INTRODUÇÃO
Caros (as) Alunos (as) 
Estamos começando com mais uma etapa de extrema importância. Nesta 
Unidade, iremos abordar a matéria relacionada aos recursos terapêuticos manuais que 
utilizamos como uma ferramenta essencial para nossa área de atuação, pois 
utilizamos vários recursos manuais no dia a dia como auxilio e complementação nas 
condutas de reabilitação. 
Este conteúdo tem como objetivo proporcionar ao aluno aprendizagem, capacitação 
de aplicar conhecimentos teóricos e práticos em diversas áreas de atuação como: hospitais, 
clínicas, consultórios, domicílios e empresas, para auxiliar no tratamento ou reabilitação dos 
seus pacientes. Auxiliando na prevenção de doenças crônicas, e também orientar os pacientes.
Enfatizar a importância das técnicas de recursos terapêuticos manuais abordadas 
na Unidade I para a atuação profissional futura e a importância da sua utilidade e aplicação 
como conduta fisioterapêutica. 
Assim, julgamos que este material se torne um subsídio valioso na facilitação da 
caminhada a ser percorrida por você para resultar em um profissional fisioterapeuta de sucesso. 
Aproveite o conteúdo.
5UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
1. DEFINIÇÕES E CONDIÇÕES BÁSICAS - TOQUE TERAPÊUTICO
Uma das áreas de atuação mais utilizada é o conjunto de recursos terapêuticos
manuais no tratamento de pacientes, enfatizada especificamente na terapia manual, por 
abranger conhecimentos de uma visão global do organismo. 
Sendo assim, as técnicasdores, desconfortos e outros desequilíbrios fisiológicos. (SIMÃO, 2019)
Dutton (2010) define a acupressão como uma técnica de mobilização dos tecidos 
moles oriunda da shiatsu e da acupuntura e consiste em aplicar pressão manual sobre os 
pontos da acupuntura para melhorar o fluxo de energia do corpo.
FIGURA 3: ACUPRESSÃO
51UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
3.1 Pompage:
Para Bienfait (1999), a pompage consiste em uma manobra de mobilização fascial 
que promove a melhora da circulação local e a nutrição dos tecidos, reduzindo a dor. 
Essa técnica pode ser utilizada em dores lombares e cervicais, lesões e tensões 
musculares e de tecidos moles.
Esta é uma manobra capaz de tensionar lenta, regular e progressivamente 
um seguimento corporal. Isso coloca sobtensão todo e qualquer tecido 
elástico aí contido. O tecido conjuntivo de revestimento é o elemento 
elástico por excelência do corpo humano. Portanto, este procedimento agirá 
especialmente sobre estas estruturas, restabelecendo seu comprimento 
ideal, estimulando a circulação de líquidos nelas contidos, abrindo as 
interlinhas articulares ao longo do seguimento facilitando a nutrição da 
cartilagem articular (BIENFAIT, 1999, p. 35)
Assim, ação articular age sobre a limitação e rigidez, facilitando as mobilizações 
articulares na recuperação funcional, recuperação da frouxidão fisiológica, permitindo que 
a fisiologia ligamentar facilite o ganho de amplitude de movimentos em todos os planos. 
A ação calmante e relaxante é importante, essencialmente para dores de tensão 
permanentes do dia a dia, que podem se tornar agudas e até mesmo insuportáveis.
52UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
4. ENERGIA MUSCULAR; TERAPIA DE LIBERAÇÃO POSICIONAL 
(TENSÃO — CONTRATENSÃO)
 
A técnica de energia	 muscular trata-se de uma mobilização passiva com uma 
efetividade, segurança e especificidade das terapias de reeducação e de exercícios terapêuticos. 
São indicadas nas fases agudas e subagudas de processos de cicatrização, e 
podem ser utilizadas para mobilizar articulações, fortalecer músculos e alongar fáscias 
e músculos encurtados. Os alongamentos podem ser passivos e ativos, a facilitação 
neuromuscular proprioceptiva (FNP), a reeducação postural global (RPG), alongamentos, 
e spray de gelo para auxiliar.
As técnicas neste contexto podem ser utilizadas em várias disfunções cinético-
funcionais, assim como: dor lombar crônica, dor cervical, escoliose, hiper cifose, lesões 
musculares, pós-operatórios, lesões de tendões e outras situações que geraram 
encurtamentos musculares ou que precisem melhorar o alongamento muscular (DUTTON, 
2010; DONNELLY et al., 2020).
Os objetivos podem ter várias ações sobre a circulação, ação sobre a musculatura, 
ação na articulação e ação relaxante. A ação na circulação realiza a liberação dos bloqueios 
provocadas por um bloqueio ou ausência de movimento fascial. 
A ação na musculatura é devido ao tensionamento passivo do músculo o qual 
provoca o deslizamento dos mios filamentos e actina para fora, promovendo o relaxamento 
muscular e assim prepara a musculatura para um alongamento posterior quando eles estão 
sobre a ação de uma retração, com o objetivo de desaparecer com a dor quando for leve.
53UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
SAIBA MAIS
As técnicas de energia muscular exigem a participação ativa do paciente, portanto, são 
consideradas técnicas de mobilização que utilizam facilitação e inibição muscular. 
Fonte: Dutton (2010, p. 381)
4.1 Terapia de liberação posicional (tensão — contratensão)
Esta técnica pode ser considerada uma técnica manual indireta, pois se trata de um 
procedimento de posição passiva, onde o corpo é posicionado em maior conforto, aliviando 
a dor devido á diminuição e por parar a atividade proprioceptiva inadequada que estava 
levando a uma disfunção somática. 
Em casos de dores crônicas, coluna, no quadril, no ombro ou em outra articulação, 
pode ser observado que o paciente adota posturas antálgicas como proteção da dor, o que, 
a longo prazo, também traz consequências e deverá ser corrigida.
Acredita-se que as técnicas de tensão-contratensão melhorem o fluxo sanguíneo 
para a área por meio de uma desobstrução circulatória de tecidos anteriormente 
isquêmicos. (DUTTON, 2010)
REFLITA 
A habilidade e o sucesso das técnicas de tensão-contratensão baseiam-se na capacidade 
de o fisioterapeuta encontrar o ponto doloroso e posicionar ou mover o paciente de 
maneira que posa liberar a tensão muscular, bem como aliviar a dor.
Fonte: Dutton (2010, p. 383)
54UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Para ser realizado uma massagem adequada, o corpo pode se beneficiar de várias 
maneiras, assim como a de relaxar músculos tensos, melhorar e aumentar a amplitude de 
movimento das articulações, melhorar a circulação ou oferecer alívio de uma dor momentânea. 
O benefício que a massagem propicia para algumas disfunções dos tecidos moles 
como lesões ou tensões musculares e pontos gatilhos que promovam alivio de dores e 
relaxamento do musculo afeta.
Com os recursos apresentados acima, é possível escolhermos uma técnica que 
melhor se enquadre ao nosso paciente, desta forma proporcionaremos conforto e alivio dos 
sintomas apresentados.
Com tudo, consideramos que a terapia manual tal como as descritas acima 
deverá ser aplicada de maneira eficaz pelo profissional e possa contribuir com a melhora 
do cliente ou paciente.
55UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
LEITURA COMPLEMENTAR
Fisioterapia Ortopédica
Este livro apresenta uma ampla e acessível cobertura da fisioterapia ortopédica, 
trazendo toda a informação necessária para fornecer um cuidado de alto nível aos pacientes, 
constituindo-se em fonte única para a avaliação biomecânica e a elaboração de planos de 
tratamento específicos.
Fonte: DUTTON, M. Fisioterapia Ortopédica. Porto Alegre. Grupo A, 
2010. 9788536323718. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/
books/9788536323718/. Acesso em: 26 jul. 2022.
56UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Fisioterapia Ortopédica
Autor: Mark Dutton.
Editora: Artmed.
Sinopse: Uma ampla e acessível cobertura da fisioterapia orto-
pédica, trazendo toda a informação necessária para fornecer um 
cuidado de alto nível aos pacientes, constituindo-se em fonte única 
para a avaliação biomecânica e a elaboração de planos de trata-
mento específicos.
FILME/VÍDEO
Título: Intocáveis
Ano: 2012.
Sinopse: Após sofrer um acidente, Philippe, um aristocrata fran-
cês, fica quadriplégico. Devido à sua nova condição, ele precisa 
contratar um assistente para ajudá-lo a navegar por essa realidade, 
e o escolhido acaba sendo Driss, um jovem com um passado (e 
presente) complicado e nenhuma experiência e/ou formação em 
cuidar de pessoas. O filme mostra o nascimento e a construção 
de uma amizade entre duas pessoas extremamente diferentes, 
mas que, por circunstâncias da vida, acabam se aproximando e se 
afeiçoando um ao outro.
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=XMJvcgVdIKI 
57
Plano de Estudo:
● Mobilização das articulações periféricas;
● Terapias de Pontos Gatilhos;
● Massagem de Drenagem Linfática.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar as definições de mobilização articular, pontos gatilhos, 
massagem linfática, e outros recursos terapêuticos disponíveis;
● Compreender e conhecer as fases da massagem linfática, pontos gatilhos;
● Estabelecer e iniciar os movimentos necessários e 
corretos para as técnicas descritas acima.
UNIDADE IV
Técnicas de Mobilização e 
Manipulação Articular
Professora Esp. Diana Carolina Salcedo Garay 
58UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
INTRODUÇÃO
Caros (as) Alunos (as)
Nesta Unidade, iremos abordar a matéria relacionada aos tipos técnicas: mobiliza-
ção articular, drenagem linfática, pontos gatilhos e outros recursos possíveis que utilizamoscomo uma ferramenta para nossa atuação, pois utilizamos vários recursos manuais no dia 
a dia como auxilio e complementação nas condutas de reabilitação. 
Este conteúdo tem como objetivo proporcionar ao aluno aprendizagem, capaci-
tação de aplicar conhecimentos teóricos e práticos em diversas áreas de atuação como: 
hospitais, clínicas, consultórios, domicílios e empresas, para auxiliar no tratamento ou rea-
bilitação dos seus pacientes. Auxiliando na restauração e prevenção de doenças crônicas, 
e também orientar os pacientes.
Assim, este material se torna um auxilio valioso na facilitação dos estudos a serem 
contínuos e evidenciados.
59UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
1. MOBILIZAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES PERIFÉRICAS
 
A mobilização articular: está técnica envolve um aspecto maior, movimentos 
passivos globais que são realizados em vários planos como cardinais fisiológicos em várias 
amplitudes de movimento, podendo ser movimentos articulares acessórios chamados de 
artrocinemática específicos e não especifico de deslizamentos ou distração articular, sendo 
iniciado em uma posição com espaço articular.
Essas técnicas são a base de alguns programas de reabilitação, em que é realizado 
movimentos passivos de baixa e alta velocidade dentro da amplitude articular, ou até seu limite, 
para recuperar perdas de movimentos articulares acessórios, que são decorrentes após lesões. 
Mendel (1964), descreve que as mobilizações articulares são aplicadas em direções 
paralelas ou perpendiculares ao plano de tratamento, para restaurar a relação articular 
fisiológica dentro de uma articulação e diminuir a dor. 
Podemos citar alguns benefícios atribuídos às mobilizações articulares como a 
diminuição da defesa muscular, alongamentos dos tecidos ao redor de uma articulação, 
influências neuromusculares do tônus muscular e aumento da propriocepção. 
Os 3 níveis de mobilização reconhecidas e com atuação do fisioterapeuta e 
paciente são: 
a) Ativo: quando o paciente realiza a força;
b) Passivo: quando o fisioterapeuta realiza a força;
c) Combinado: ambos os participantes trabalham em conjunto.
60UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
Para realização das mobilizações articulares são utilizados componentes de várias 
maneiras de acordo o método escolhido sendo estes:
a) Método direto: caracterizado por um acoplamento contra a barreira, e em vários 
planos;
b) Método indireto: “o conceito de movimento indolor e oposto”, onde ocorre um 
desacoplamento em relação as barreiras na busca do equilíbrio da tensão ligamentar;
c) Método combinado: O desacoplamento é seguido por retração direta do 
movimento.
FIGURA 1: MOBILIZAÇÃO ARTICULAR (OMBRO)
 
Fonte: https://www.shutterstock.com/pt/image-photo/manual-therapist-doing-adjustment-on-patients-1733890862
Existem técnicas especificas descritas por autores e utilizadas com um recurso e 
técnica manual. 
1.1 Técnicas de Kaltenborn:
Este se refere à quantidade de jogo articular em uma só articulação como lassidão. 
Cada articulação tem uma interface e um plano de movimento.
De acordo com Kaltenborn, todas as mobilizações articulares, quando realizadas 
de maneira correta, devem ser paralelas ou em ângulos retos em relação a esse plano de 
movimento.
A técnica descrita utiliza a uma combinação de tração e mobilização para diminuir 
a dor e mobilizar as articulações hipermóveis. E podemos descrever 3 graus de trações: 
Grau I – piccolo (solto): envolve uma força de tração que neutraliza a pressão nas 
articulações, e não produz separação real das superfícies articulares. É utilizada 
para reduzir as forças compressivas sobre as superfícies articulares, tanto na 
sessão de intervenção inicial como em todos os graus de mobilização.
61UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
Grau II – lassidão (tirar a lassidão). Esse grau separa as superfícies articulares e 
elimina o jogo nas cápsulas articulares.
Grau III – alongamento. Esta tração alonga, ocorre que a cápsula articular e os 
tecidos moles que circundam a articulação, e assim aumentar a mobilidade. É 
usada junto com os deslizamentos de mobilização, de acordo com as regras do 
côncavo-convexos, no tratamento da hipomobilidade articular durante o estágio de 
remodelagem da cicatrização.
1.2 Técnica australiana:
De acordo a Maitland (1991), com base nesta técnica, refere as amplitudes de 
movimento disponíveis, e não como as amplitudes totais, sendo em geral usadas em uma 
única direção. 
Considerando que cada articulação possui um limite anatômico, determinado pela 
configuração das superfícies articulares e pelos tecidos moles circundantes. O ponto de 
limitação é o ponto na amplitude que não possui limite anatômico, o qual é reduzido pela 
dor ou pela resistência do tecido. 
62UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
2. TERAPIAS DE PONTOS GATILHOS
 
Pontos-gatilhos pontos de hipersensibilidade no interior do músculo esquelético, 
obtém resposta com dor ao toque com uma pressão moderada. Estes pontos do tecido 
muscular apresentam-se contraídos, rígidos, densos e grossos. Como exemplo tradicional: 
um ponto de tensão comum é na região do pescoço.
Os movimentos realizados suavemente e com uma mobilidade livre indicam 
relaxamento, porém ritmos considerados acelerados indicam estresse e desta forma 
comprometem os músculos considerados acessórios, como os escalenos, favorecendo 
sobrecarga na região cervical e ombros.
Esses pontos são como nós no musculo e causam essa dor intensa que podem 
irradiar para em outras partes do corpo. Podemos definir assim que os músculos sadios são 
maleáveis e quentes, já os que apresentam lesão são hipertônicos e podem ser resistentes, 
rígidos, e sem elasticidade.
Devido a essas dores, a pressão ou toque na massagem devem ser adequadas, 
individualizadas para evitar desconfortos e promover alivio e bem-estar. (PEREZ; LEVIN, 2014)
63UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
SAIBA MAIS
É muito comum que os padrões respiratórios alterados causem sobrecarga na 
articulação dos ombros e na região cervical, e ocasionem uma cefaleia tensional. Na 
literatura, há várias técnicas e dicas para controle da respiração, e que trata como uma 
questão de saúde. Os exercícios respiratórios podem fazer parte do autocuidado do 
seu cliente, basta orientá-lo. 
Fonte: ARAÚJO, J. Pranayamas – a respiração do Yoga. Espaço Holístico, 2022. Disponível em: http://
www.espacoholistico.com.br/artigos-e-praticas/artigos/juliana-araujo-krishna-priyah-pranayamas-a-respi-
racao-do-yoga.html Acesso em: 10 jul. 2022.
http://www.espacoholistico.com.br/artigos-e-praticas/artigos/juliana-araujo-krishna-priyah-pranayamas-a-respiracao-do-yoga.html
http://www.espacoholistico.com.br/artigos-e-praticas/artigos/juliana-araujo-krishna-priyah-pranayamas-a-respiracao-do-yoga.html
http://www.espacoholistico.com.br/artigos-e-praticas/artigos/juliana-araujo-krishna-priyah-pranayamas-a-respiracao-do-yoga.html
64UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
3. MASSAGEM DE DRENAGEM LINFÁTICA
 
a) Fisiologia do sistema linfático: 
O sistema linfático apresenta algumas funções tais como: 
Transportar liquido intersticial dos tecidos de volta para os vasos sanguíneos, 
transportar a gordura absorvida do intestino delgado para o sangue e para as células 
chamados linfócitos, que auxiliam a produzir as defesas.
O sistema linfático é rico em linfócitos T, que são as células responsáveis pela 
imunidade.
É possível compararmos o sistema sanguíneo com o linfático, pois eles possuem 
vasos e capilares em que a linfa passa. No entanto, o sistema linfático não tem um órgão 
que faz o bombear o sangue para todo o corpo como o coração.
A função de impulsionar o liquido no sistema linfático é a linfa dentro dos vasos, 
que dependem dos movimentos do organismo. Como por exemplo, a pulsação arterial e 
venal do sistema sanguíneo,os movimentos musculares do diafragma realizado durante 
a respiração, os músculos quando realizamos alguma atividade física, ou movimentos dos 
órgãos viscerais que são involuntários.
65UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
3.1 Capilares e vasos linfáticos:
Capilares linfáticos são os menores vasos do sistema linfático, são originados no tecido 
conjuntivo, são microscópicos vasos de fundo cego, eles se unem, formando vasos maiores.
Os capilares linfáticos coletam a linfa dos tecidos e a encaminham para o vaso 
linfático, que, por sua vez, irá encaminhá-la para os linfonodos em que ela será filtrada, 
como você verá adiante.
Isso acontece porque as paredes dos capilares linfáticos são formadas por células 
que se sobrepõem como se fossem telhas ou escamas móveis. Elas conseguem se abrir 
para que o líquido e as partículas nele existentes entrem no vaso. Essas partículas são de 
tamanho grande e, através das aberturas, entram no vaso linfático. 
Os vasos linfáticos conduzem a linfa de volta aos vasos sanguíneos, onde ela é 
novamente incorporada ao sangue. Vamos entender como este fenômeno ocorre. A linfa, 
na verdade, é a parte líquida do sangue, é o plasma, um liquido rico em proteínas, que 
extravasou dos vasos sanguíneos para o meio intercelular e não consegue retornar aos 
vasos sanguíneos, porque a parede desses vasos não tem as aberturas que encontramos 
nas paredes dos vasos linfáticos. Então, esse líquido fica acumulado nos tecidos e se não 
for removido vai provocar o edema, popularmente conhecido como “inchaço”. 
FIGURA 2: DRENAGEM LINFÁTICA
 
A drenagem linfática manual considerada uma técnica com função de eliminar o 
excesso de líquidos do espaço intersticial, para que ocorra a diminuição do edema. 
A drenagem linfática manual não é considerada uma técnica de massagem, devido 
a que está técnica não realiza mobilização de tecidos.
66UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
Segundo Tacani e Cervera (2004), a drenagem linfática é diferenciada de outras 
técnicas de massagem, principalmente a massagem clássica, por não produzir vasodilatação 
arteriolar superficial que podemos denominar hiperemia (vermelhidão).
A origem do termo drenagem, é germânica “draught”, a terminologia foi adaptada 
para anglo-saxônica e logo se tornou “draught and dry”. O termo original se refere a 
hidrologia, que é utilizado como definição de processo de evacuação do excesso de água 
de um pântano por meio de canaletas que desembocam em um coletor de maior calibre, 
que, por sua vez, deságua em um poço ou curso de água.
Belczack e Godoy (2005) fizeram essa analogia. A drenagem apenas mobiliza uma 
corrente de líquidos que percorre os vasos linfáticos e tecidos superficiais que se localizam 
entre a pele e a aponeurose (tecido tendinoso que recobre o músculo).
Segundo Foldi (2012), na fase de bombeamento trabalha-se exercendo um suave 
estímulo de alongamento circular sobre a pele, e na fase de relaxamento o contato cutâneo 
é mantido apenas para que os vasos possam se encher novamente.
Desta forma, com auxilio das definições acima de cada autor, podemos entender 
que o fluxo das linfas ocorre, de maneira lenta e que o nosso organismo chega a transportar 
2 a 3 litros de linfa por dia. 
Sabemos também que os capilares linfáticos são estruturas microscópicas e 
delicadas, e que as paredes podem se abrir para captar os líquidos do meio intersticial. 
Por estes motivos, as manobras da drenagem linfática manual devem ser aplicadas 
de maneira lenta e suave, com acompanhando do ritmo fisiológico do organismo.
Os movimentos a serem realizados são 2 básicos:
● Evacuação: são os movimentos de bombeamento.
● Captação: que são os movimentos de encaminhamento da linfa.
Os movimentos devem ter uma duração de um segundo e devem ser executados 
de cinco a sete vezes, sendo este no mesmo local.
Existem vários estudos e métodos praticados e sequências de manobras para a 
drenagem linfática manual, porém é preciso respeitar a fisiologia do trajeto linfático.
Para a realização eficiente de uma drenagem linfática manual deve se considerar 3 
aspectos fundamentais (PEREZ, LEVIN, 2014):
● Pressão: deve ser suave, aproximadamente de 40 mmHg.
● Ritmo (velocidade): lento, respeitando a velocidade com que a linfa realiza; 
● Sentido: a linfa deve ser realiza no sentido dos linfonodos.
67UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
TABELA 1: LISTA DE ASPECTOS IMPORTANTES PARA REALIZAR UMA DRENAGEM 
LINFÁTICA MANUAL CORRETA
Fonte: Adaptado de Perez, Levin (2014, p. 157)
TABELA 2: INDICAÇÕES E CONTRAINDICAÇÕES DA DRENAGEM LINFÁTICA
Fonte: Adaptado de Perez, Levin (2014, p. 157)
REFLITA
Estudos em animais mostram que à medida que os animais ganham peso e ficam com obesidade 
ocorre alteração no “bombeamento” linfático, alterações na permeabilidade capilar, processo 
inflamatório e outros mecanismos. Em humanos, observamos alterações importantes nos 
líquidos corporais. Identificamos à medida que o tempo passa e com aumento do peso, ocorre à 
evolução para o linfedema diagnosticado pela bioimpedância e pela clínica.
Esse novo tipo de linfedema tem características importantes por envolver todo corpo e quanto maior 
é a obesidade maior a probabilidade de desenvolver o edema. Uma serie de pesquisa estão em 
andamento e em breve teremos novas informações acerca desse edema.
Quanto ao tratamento no momento não há nada definido, porém a perda de peso parece ser 
fundamental e os exercícios, estudos em animais, parecem trazer benefícios.
Fonte: LINFEDEMA Sistêmico Subclínico: um novo tipo de linfedema associado à obesidade. Clinic 
Godoy & Godoy, 2022. Disponível em: https://bit.ly/3C8ppl0 Acesso em: 10 jul. 2022.
Conhecer a divisão do sistema linfático em quadrantes e a localização dos linfonodos.
Realizar as manobras sempre da região proximal para distal.
As manobras devem ser realizadas paralelamente à pele, sem que haja fricção ou mobilização dos tecidos. 
Devem respeitar a elasticidade do tecido.
As manobras devem ser suaves, repetidas e com pressão de 40 mmHg. Não devem produzir eritemas.
O profissional deve dedicar maior tempo às áreas edemaciadas.
As manobras devem conter três fases: apoio das mãos, encaminhamento do fluido e repouso.
INDICAÇÕES CONTRAINDICAÇÕES (devem ser analisadas indivi-
dualmente e com acompanhamento médico/clinico)
Redução de tecidos coCm edema. Neoplasias (câncer)
Edemas na gestação ou puerpério Insuficiência renal
Pré e pós operatório de plásticas Insuficiência cardíaca
Fibroedema gelóide – celulite Processos infecciosos
Retorno sanguíneo comprometido
Tromboses
Hipo e hipertensão descompensada
https://bit.ly/3C8ppl0
68UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A terapia manual voltada para mobilizações articulares nos direciona ao processo 
de remodelamento tecidual, para reduzir a fibrose tecidual.
As mobilizações articulares são recursos que obtiveram evidencias cientificas, podendo 
auxiliar na dor, todo trabalho e atendimento deve ser realizado de maneira eficaz podendo incluir 
várias técnicas de terapia manual a qualquer pessoa, devemos lembrar das contraindicações 
para que este atendimento seja individualizado e com abordagem prática adequada.
Desta maneira obter resultados positivos em casos agudos e crônicos. Após a 
prática continua o desenvolvimento das habilidades continuaram surgindo, para que haja 
eficácia em qualquer abordagem realizada.
69UNIDADE IV Técnicas de Mobilização e Manipulação Articular
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Técnicas de aplicação de óleos essenciais
Autor: Fernando Amaral.
Editora: Cengage Learning.
Sinopse: O universo dos óleos essenciais é maravilhoso e 
sábio. Desde 1995, agora com mais de 20 anos de experiência, 
Fernando Amaral pretende desvendar esse uni- verso para 
todos os profissionais ligados às áreas de saúde e beleza e em 
técnicas que promovam a qualidadede vida e a saúde da pessoa, 
de sua pele, dos cabelos aos pés, em uma filosofia de vida para 
a manutenção do corpo saudável. A obra está distribuída em 
capítulos que abordam questões como: O que é óleo essencial? 
As bases do uso de óleos essenciais em técnica de aromaterapia, 
Óleos vegetais, Técnicas de aplicação, Protocolos de saúde e 
beleza com óleos essenciais, além de indicações terapêuticas.
 
FILME/ VÍDEO
Título: Drenagem Linfática
Ano: 2012.
Sinopse: A retenção de líquidos pode ser causada por diversos 
fatores. Uma dieta rica em sal e gordura, alterações hormonais, 
problemas circulatórios, processos inflamatórios e roupas 
apertadas, enfim o corpo fica sobrecarregado por um excesso de 
liquido que não consegue reabsorver. É pelo sistema linfático que 
corre a linfa, um líquido incolor e transparente, responsável pelo 
transporte do excesso de líquidos e toxinas. Quando a circulação 
linfática não vai bem, essas impurezas podem se acumular em 
determinados pontos do corpo, causando inchaço e aumento da 
celulite. A Drenagem Linfática auxilia o processo de circulação da 
linfa acumulada ajudando a eliminar líquidos acumulados e toxinas.
70
REFERÊNCIAS
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com.br/#/books/9786556900100/ Acesso em: 25 jul. 2022.
74
CONCLUSÃO GERAL
Prezado(a) aluno(a),
Diante do que foi exposto no nesta matéria, percebemos que as técnicas e 
procedimentos ministrados nas aulas de RTM é considerado muito importante para a 
nossa atuação profissional, são técnicas e manobras que são amplamente aplicadas em 
vários momentos da profissão dentre estes é possível citar a utilização na prevenção e no 
tratamento de enfermidades, seja onde o atendimento for realizado. A educação, respeito 
e consideração do paciente ou cliente é extremamente importante para que nosso trabalho 
seja benéfico e agradávelpara este. A postura profissional também é de grande valia para 
o fisioterapeuta, massoterapeuta, mas para os cuidadores e demais profissionais de saúde. 
Os recursos terapêuticos manuais têm por objetivo harmonizar leis naturais e ritmos 
para desencadear os estímulos que o corpo inteiro reaja. O Terapeuta manual relaciona o 
corpo todo, ou seja, o ser humano é considerado como um ser único, com todas as funções.
Com isso, finalizamos o curso, se obteve conhecimentos que irão utilizar e poderão 
aproveitar suas habilidades após as práticas aplicadas.
Até uma próxima oportunidade. Muito Obrigado!
+55 (44) 3045 9898
Rua Getúlio Vargas, 333 - Centro
CEP 87.702-200 - Paranavaí - PR
www.unifatecie.edu.br
	UNIDADE I
	Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
	UNIDADE II
	Recursos Terapêuticos Manuais
	UNIDADE III
	Recursos Terapêuticos Manuais
	UNIDADE IV
	Técnicas de Mobilização e Manipulação Articulare ou recursos manuais podem ser utilizadas, tanto 
como um recurso de diagnósticos e também como terapêuticos, para um benefício em 
comum do paciente.
A terapia manual tornou-se uma importante intervenção para as doenças ortopédicas 
e neurológicas, logo mais, nos dias de hoje é considerada uma área de especialização da 
fisioterapia.
Os primeiros documentos sobre terapia com as mãos foram encontrados na China 
Antiga e também em escritos que constam em paredes do Egito que tem cerca de 15 mil 
anos e serviram de base para o desenvolvimento da grande maioria das técnicas atuais. 
Várias abordagens ou técnicas de terapia manual evoluíram com o passar dos anos e são 
comumente aplicadas, a técnicas de Cyriax, de Mennell e as osteopáticas foram criadas 
por médicos, enquanto as abordagens de Maitland, de Kaltenborn e de Mckenzie foram 
desenvolvidas por fisioterapeutas. Entre essas filosofias básicas, surgiu uma grande 
quantidade de subconjuntos como a liberação miofascial, a técnica de liberação posicional, 
técnica de mobilização neuro dinâmica, mobilização e manipulação articular, exercícios de 
resistência manual, facilitação neuromuscular proprioceptiva (DUTTON, 2010). 
6UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
Segundo Barbosa et al (2008), as técnicas de terapia manual usadas no tratamento 
de algumas tendinopatias, podemos assinalar que a massagem profunda transversa 
e mobilização de tecidos superficiais por massagem são as mais comuns, e obtiveram 
resultados positivos no alívio de dor. Porém, a mobilização articular nos movimentos 
acessórios tem efeitos fisiológicos que podem ser benéficos nessas disfunções.
Foram identificados três fatores que permitem a utilização da manipulação, com 
técnicas rítmicas ou oscilatórias, para auxiliar na reorganização do tecido: facilitar o 
processo de reparo, influenciar a estrutura e comportamento mecânico de tecidos, e afetar 
a dinâmica dos fluidos (BARBOSA et al, 2008). 
Smith Jr (2007) descreveu que atualmente, a terapia manual é utilizada no 
tratamento de várias patologias, incluindo disfunção da extremidade articular, disfunção 
vertebral, distúrbios da articulação temporomandibular, dores de cabeça, fibrose cística, 
compressões nervosas, imobilização, entre outras (SMITH JR, 2007). 
Um diagnóstico definitivo não é possível em 80% de dor lombar, a terapia manual 
é considerada elemento-chave nas recentes diretrizes internacionais para o tratamento da 
dor lombar (KENT, 2010). 
Dor no pescoço é uma das queixas mais comuns do sistema musculoesquelético, 
aproximadamente, dois terços da população, em algum momento de sua vida vão sentir 
essa dor, a terapia manual tem o mesmo resultado na maioria dessas dores se compa-
rados com outras terapias, por exemplo, a medicamentosa, porém por um menor custo 
(GROENEWEG, 2010). 
Uma das técnicas de mobilização aplicada realizado em um programa de cuidados 
envolvendo a coluna torácica em pacientes com osteoporose, a aplicação do centro de 
força póstero-anterior para processos espinhosos torácicos causa extensão dos segmentos 
torácicos movidos, levando a melhor amplitude de movimento em extensão localmente e 
em segmentos adjacentes de movimento o que pode melhorar a amplitude de extensão 
ativa e reduzir a dor relacionada com a rigidez intervertebral (BENNELL et al, 2010).
A terapia manual se trata de manipulações, alongamentos, mobilizações e exercícios 
para estimular a propriocepção, assim obter elasticidade para as fibras que estão aderidas, 
estimular o liquido sinovial e promover a diminuição de dor ou desconforto muscular. Com a 
terapia manual, o profissional examina a causa dos sintomas da dor, que pode ser reversível 
e desta maneira definir uma solução.
7UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
Os recursos terapêuticos manuais são técnicas diversas podendo ser escolhida de 
acordo a plano ou tratamento proposto que complementem a necessidade dos pacientes 
aliviando dores, melhorando os movimentos, liberações musculares, entre outras. 
1.1 Toque terapêutico 
Segundo os autores Heidt (1981) e Le May (1986), o toque tem sido descrito como 
uma das mais importantes formas de comunicação humana. Além de transmitir sentimentos, 
pode contribuir para reduzir o medo e a ansiedade do outro, proporcionando bem estar 
físico e psicológico.
Sendo classificados em:
● Toque instrumental: que se define como um contato físico deliberado, sendo 
necessário para que seja executado uma tarefa especifica, como exemplo: o 
administrar uma medicação ou realizar um curativo.
● Toque afetivo ou expressivo: trata-se do contato espontâneo, não sendo 
relacionado a uma tarefa física, que possa transmitir sentimentos conscientes ou não.
● Toque terapêutico: baseado no princípio fundamental de que há uma energia 
universal, que é vital e que mantém todos os organismos vivos. 
Sem desvalorizar os estudos referente ao toque instrumental e afetivo, estes são 
toques desenvolvidos como trabalho e restrição na descrição do toque terapêutico, para 
ações voltadas a saúde de baixo custo, que podem ser utilizados por profissionais que 
estejam treinados para proporcionar o bem estar do paciente.
Podemos dizer que as ações podem se basear na compreensão das manifestações 
das doenças, que são resultados da interação do corpo, da mente e do meio ambiente.
Como contraindicação desta terapia é possível dividi-las em relativas e absolutas. 
As contraindicações relativas: efusão ou inflamação articular, artrite reumatoide, 
sinais neurológicos, osteoporose, hipermobilidade, gravidez (técnicas na coluna), tontura e 
terapia com esteroides ou anticoagulantes. 
Já, segundo Dutton (2010), as contraindicações absolutas incluem infecção 
bacteriana, infecção sistêmica localizada, malignidade, suturas ou feridas abertas no 
local a ser tratado, fratura recente, celulite, estado febril, hematoma, condição circulatória 
aguda, osteomielite, diabetes avançada, hipersensibilidade da pele, sensação de final de 
movimento inadequada (espasmódica, vazia, óssea), dor grave e constante, irradiação 
extensiva da dor, dor que não melhora com repouso e irritação grave. 
8UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
A escolha da técnica de terapia manual, deve ser considerado alguns princípios 
para aplicação como realizar a técnica da terapia manual.
De acordo com Campos et al. (2009) e Dutton (2010), esses princípios são os 
seguintes: conhecer a forma das superfícies articulares (côncavo e convexo) para a 
realização dos deslizamentos, comportamento dos sintomas (duração, tipo e irritabilidade), 
posicionamento tanto do paciente quanto do profissional, posicionamento da articulação, 
direção e quantidade da força, especificidade, posicionamento preciso das mãos (toques 
leves e seguros para auxiliar nas manobras) e reforço dos ganhos (estratégias que aumentem 
a duração das manobras, seja por repetição da técnica ou por exercícios direcionados para 
a articulação acometida).
Todo e qualquer atendimento realizado que envolva o ser humano, deve ser realizado 
as devidas abordagens com uma anamnese completa, as vantagens e desvantagens bem 
explicados para o paciente, pois o profissional fisioterapeuta deverá observar os sinais 
apresentado pelo paciente durante todo o processo, devido a se tratar de uma invasão do 
espaço pessoal com o toque.
SAIBA MAIS
A massagem terapêutica vem sendo alvo do estudo de cientistas, que querem descobrir 
o que acontece com o organismo de quem recebe esse tipo de toque ou massagem e 
assim pesquisar se isso pode auxiliar a tratar certas doenças.
Porém, esses estudos ainda são escassos e muitos apresentam resultados contraditórios. 
Além disso, quase tudo o que existe na área é realizado em outros países e no Brasil, 
são poucos estudos na área.
Os pontos positivos da massagem encontrados nos estudos, a diretora do instituto, 
Tiffany Field, destaca o aumento de pesoem bebês prematuros, a melhoria da atenção, 
o alívio de sintomas depressivos, a redução da dor e dos hormônios estressores e a 
melhoria da função imune. 
Fonte: TOQUE Terapêutico. Conselho Regional de Medicina do Estado do Paraná – CRM PR, 2007. 
Disponível em: https://www.crmpr.org.br/Toque-terapeutico-11-1443.shtml Acesso em: 15 jul. 2022.
https://www.crmpr.org.br/Toque-terapeutico-11-1443.shtml
9UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
2. EFEITOS FISIOLÓGICOS DA TERAPIA MANUAL
A nossa pele é responsável por um dos nossos sentidos do tato e tem um papel muito 
importante entre a relação dos seres humanos; com a pele, o toque traz sensações sendo 
elas agradavam ou desagradáveis podendo interferir na forma de como certas situações são 
percebidas a nossa volta. Em função disso, o toque é a proximidade física que devem ser 
vistos como modos potenciais de se estabelecer com o paciente, sendo está uma forma de 
comunicação que transmita afeto, envolvimento e segurança, e uma valorização do outro.
Conforme Montagu (1988), essa relação entre a pele, o tato e a sua repercussão 
para todo o sistema humano se devem à origem dos tecidos, visto que os sistemas epitelial 
e nervoso são diferenciações do ectoderma. Os elementos sensoriais envolvidos no toque 
provocam emoções e sensações na pessoa tocada devido às alterações glandulares, 
neurais, musculares e mentais (MONTAGU, 1988; SILVA, 2002).
As técnicas de terapia manual, quando bem aplicadas podem trazer inúmeros 
benefícios ao paciente, pois o toque exerce uma função muito importante tanto na vida 
das pessoas quanto nos seus processos de cura. E desta maneira, que por meio do toque 
se pode promover a união entre os sujeitos e a percepção do outro. No entanto, deve-se 
salientar que, apesar do seu potencial terapêutico, o toque pode causar distanciamentos 
entre as pessoas, gerar desconfortos e abalar a confiança, sobretudo quando não forem 
respeitados os limites de uma das partes (MONTAGU, 1988; SILVA, 2002). 
10UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
Existem inúmeras técnicas de terapia manual disponíveis para a utilização 
durante os atendimentos fisioterapêuticos; sendo assim, cabe ao profissional buscar o 
aperfeiçoamento e o conhecimento sobre cada uma delas e optar por aquela, ou aquelas, 
que trará mais benefícios aos seus pacientes (BIENFAIT, 1997).
Com tudo, com as técnicas de terapia manual o que é esperado é o alivio da 
dor, melhora da circulação arterial e venosa, o relaxamento muscular, a melhora da vis-
cosidade entre as fáscias, estimulação da atividade metabólica e circulatória, produção 
de endorfina, melhora a mobilização articular, estimula o peristaltismo, alonga e quebra 
contraturas/retrações e encurtamentos realizando a restauração dos tecidos musculares. 
(BIENFAIT, 1997; KALAMIR et al., 2007; NOGUEIRA, 2008; BRINGEL; SOUZA; NESSI, 
2015; CAGNIE et al., 2015).
Conforme a definição dos objetivos do recurso terapêutico a ser utilizado, é 
possível utilizar diferentes técnicas que podem apresentar certas particularidades nos 
efeitos fisiológicos. 
Como exemplo, temos as técnicas de manipulação e mobilização articular, muito 
utilizado pelos fisioterapeutas, estes apresentam os seguintes efeitos: hipoalgesia, inibição do 
espasmo muscular por influência na excitabilidade do moto neurônio, melhora do controle motor 
e repercussões no sistema nervoso autônomo, estímulo à propriocepção e ao líquido sinovial 
e produção de elasticidade a fibras aderidas (NOGUEIRA, 2008). Já as técnicas de manobras 
miofasciais: como massagem, liberação miofascial, pompagem, e outras podem trazem 
relaxamento muscular; eliminação de catabólicos; melhora da viscosidade entre as fáscias; 
melhora da circulação arterial e venosa; estimulação da atividade metabólica intersticial; aumento 
do vigoridade da pele, melhorando o brilho; aceleração do fluxo do retorno linfático; estimulação 
do peristaltismo; favorecimento de um melhor alongamento da musculatura; possibilidade de 
maior movimento articular; contribuição na produção de endorfinas; e diminuição da espessura 
do tecido conjuntivo (BRINGEL; SOUZA; NESSI, 2015; CAGNIE et al., 2015).
Entre estes receptores nervosos, existem receptores mecânicos para detectar 
vibração (palestésicos: sensibilidade a dor), para detectar movimento (cinestésicos), e para 
detectar posição articular (proprioceptivos). O receptor mecânico sinestésico e palestésico 
são facilmente estimulados e transmitem impulso rapidamente. Existem também receptores 
de dor ou nociceptores que quando são comparados com os receptores mecânicos citados 
acima, eles são mais difíceis de serem estimulados e transmitem impulsos mais lentamente.
11UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
Devido a rapidez e a facilidade a de estimulação cinestésicos e palestésico sobre 
impulsos nociceptivos, estes primeiros podem inibir a transmissão de dor para o SNC (teoria 
da comporta de dor).
FIGURA 01: TEORIA DAS COMPORTAS DA DOR.
 
Quando o SNC recebe estímulos aferentes rápidos e lentos, a transmissão de 
impulso rápido tem procedência sobre impulsos lentos, e assim a percepção dos últimos pode 
ser diminuída. Portanto, a estimulação de receptores mecânicos através de movimentos 
articulares pode interferir com a transmissão nervosa de impulsos nociceptivos para o SNP. 
Desta forma podemos afirmar que, movimentos passivos articulares e oscilação rítmicas 
podem ser utilizados para ativar receptores mecânicos de vibração e movimento para inibir 
a transmissão de dor para o SNC. 
A terapia manual também pode ser utilizada para relaxar tensão muscular através 
de um processo neurológico parecido ao que foi citado no parágrafo anterior. A oscilação 
rítmica gentilmente aplicada numa articulação com tensão
muscular gera impulsos aferentes que resultam num “feedback” inibitório de 
contração muscular. Este relaxamento da tensão muscular também pode ser obtido por um 
alongamento prolongado que fadiga os músculos contraídos responsáveis pela tensão. O 
relaxamento de fibras musculares tensionadas permite uma melhor vascularização local e 
reduz a dor causada por hipóxia muscular (LADEIRA, 2009).
12UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
SAIBA MAIS
Conforme uma escola chinesa, a Quick Massage é uma massagem rápida, com duração 
de 15 a 30 minutos, que pode ser aplicada em diversos ambientes, sem necessidade de 
roupas adequadas e nem óleos. A técnica enfatiza o relaxamento muscular das regiões 
cervical, dorsal e membros superiores, desbloqueio das tensões musculares, melhora a 
postura e o fluxo energético do corpo. 
Fonte: KUBA, G. Quick Massage: Qualificação e Empregabilidade. Itio – Instituto de Terapia Integrada e 
Oriental, São Paulo, 2020. Disponível em: https://itiomassagem.com.br/quick-massage/quick-massage-
-qualificacao-e-empregabilidade Acesso em: 15 jul. 2022.
https://itiomassagem.com.br/quick-massage/quick-massage-qualificacao-e-empregabilidade
https://itiomassagem.com.br/quick-massage/quick-massage-qualificacao-e-empregabilidade
13UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
3. RECURSOS TERAPÊUTICOS MANUAIS; DEFINIÇÃO
Existem algumas abordagens terapêuticas manipulativas, que tem embasamento 
dos princípios biomecânicos para identificação da disfunção articular e na escolha do 
tratamento. As técnicas de avaliação, às vezes bem elaboradas, têm sido utilizadas para 
determinar disfunções teciduais específicas responsáveis pela dor do paciente de acordo 
com cada técnica escolhida. A escolha de qual técnica utilizar depende da instituição ou 
escola da preferência do terapeuta, e assim a aplicabilidade desta na prática.
A terapia manual pode ser definida como técnicas manuais específicas para diag-
nosticar e tratar as estruturas de tecidos moles e articulares com o propósito de modular 
a dor e melhorar a função (American Academy of OrthopaedicManual Physical Theraists 
(1999); American Physical Therapy Association (2001)).
Embora quase sempre seja igualada as técnicas de manipulação/mobilização, a 
terapia manual pode incluir uma variedade enorme de técnicas que, em princípio, se direcionam 
especificamente aos sistemas articular, muscular e neural (BIALOSKY et al, 2009).
A terapia manual pode ser definida como: 
[...] uma abordagem clínica que utiliza técnicas práticas especializadas e 
específicas, incluindo, mas não se limitando, a mobilização de tecidos moles, 
manipulação/mobilização, usada por profissionais de saúde especialistas, a 
fim de diagnosticar e tratar estruturas de tecidos moles e articulares com 
o objetivo de modular a dor, aumentar a amplitude de movimento, reduzir 
ou eliminar a inflamação dos tecidos moles, induzir relaxamento, melhorar o 
reparo tecidual contrátil e não contrátil, a extensibilidade e/ou estabilidade, 
facilitando o movimento e melhorando a função (PARIS, 2013, p. 70).
14UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
Para os tratamentos de algumas tendinopatias, são utilizadas as técnicas de terapia 
manual usadas no tratamento, sendo as mais comuns: a massagem profunda transversa 
e mobilização de tecidos superficiais por massagem, com resultados positivos no alívio de 
dor. Porém, a mobilização articular nos movimentos acessórios tem efeitos fisiológicos que 
podem ser benéficos nessas disfunções.
Segundo Barbosa et al (2008), foram identificados três fatores que permitem a 
utilização da manipulação, com técnicas rítmicas ou oscilatórias, para auxiliar na reorganização 
do tecido: facilitar o processo de reparo, influenciar a estrutura e comportamento mecânico 
de tecidos, e afetar a dinâmica dos fluidos. (BARBOSA et al, 2008).
Desta forma, também é possível descrever conforme Andrade (2008) que as 
técnicas de terapia manual são manipulações, mobilizações e exercícios específicos com 
objetivo de estimular a propriocepção, produzir elasticidade a fibras aderidas, estimular o 
líquido sinovial e promover a redução da dor. Suprimindo todos os seus bloqueios podendo 
melhorar assim a dor. 
Portanto, o fisioterapeuta que realiza a terapia manual tem como objetivo de buscar 
a causa da sintomatologia do paciente, e no encontro deste, promover uma solução ou 
alivio imediato.
15UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
4. TERAPIA MANUAL CLÁSSICA GLOBAL
A terapia manual clássica global é utilizada frequentemente pelos fisioterapeutas; 
sendo está prática comum realizadas em clinicas ou consultórios em pacientes que poderiam 
se beneficiar com o tratamento.
Como Dutton (2010), define que a massagem geral são deslizamentos sistemáticos, 
terapêuticos e funcionais no corpo, que objetivam aumentar a circulação e a temperatura 
da pele na área massageada, como resultado da dilatação dos capilares. Geralmente, 
a massagem é utilizada para disfunções dos tecidos moles, como lesões ou tensões 
musculares, pontos gatilhos, síndromes dolorosas em que o relaxamento muscular 
é necessário e traz bem- -estar ao paciente, dores lombares crônicas inespecíficas. “A 
massagem pode ser diferenciada em effleurage, deslizamentos, petrissage e dedilhamento” 
(DUTTON, 2010; DONNELLY et al., 2020, p. 19).
Na mobilidade articular, podemos observar dois termos utilizados, a artrocinemática 
e osteocinemática que devem ser diferenciados. A movimentação artrocinemática refere-se 
aos movimentos das superfícies articulares de rolamento, rotação, giro e deslizamento. E o 
componente necessário da movimentação osteocinemática, se refere ao movimento do osso 
descrito em planos como a flexão e extensão que ocorrem no plano sagital, abdução e adução 
no plano coronal, entre outros. A mobilidade pode ser afetada por alterações na movimentação 
artrocinemática, na movimentação osteocinemática, ou em ambas (HALL, 2007).
16UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
Ao realizar a mobilização articular, o movimento estimula a atividade biológica do 
líquido sinovial, trazendo nutrientes para a cartilagem articular avascular das superfícies 
articulares e para a fibrocartilagem intra-articular dos meniscos. A extensibilidade e a força 
tensiva dos tecidos articulares e periarticulares são mantidas com o movimento articular. 
Impulsos nervosos aferentes dos receptores articulares transmitem informações para o 
sistema nervoso central e, portanto, fornecem a percepção de posição e movimento. Os 
movimentos de oscilação e separação de pequena amplitude são usados para estimular os 
mecanorreceptores que podem inibir a transmissão de estímulos nociceptivos no nível de 
medula espinhal ou tronco encefálico (KISNER, 2017). 
Desta forma temos as seguintes maneiras de manipulação articular e massagem 
terapêutica (VASCONCELOS; MANSOUR; MAGALHÃES, 2021, p. 20):
● A effleurage se baseia em movimentos aplicados aos músculos e aos 
tecidos moles em direção centrípeta (distal para proximal), para melhorar o 
relaxamento e aumentar a drenagem venosa e linfática. O fisioterapeuta deve 
fazer contato firme com a palma da mão e, ao final do movimento, retirar as 
mãos da pele do paciente, de modo que ela volte à posição inicial.
● O deslizamento é uma opção de massagem aplicada levemente ao longo 
do comprimento das superfícies a fim de promover relaxamento. 
FIGURA 02: TÉCNICA DE PETRISSAGE.
 
A petrissage “é um grupo de técnicas que envolvem a compressão das estruturas dos 
tecidos moles, incluindo apertar, pressionar, rolar e pegar. O objetivo dessa técnica é liberar 
áreas de fibrose muscular. “(VASCONCELOS; MANSOUR; MAGALHÃES, 2021, p. 20).
17UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
FIGURA 03: TÉCNICA DE DEDILHAMENTO
 
O dedilhamento “é a aplicação de deformações rítmicas e repetidas sobre o músculo, 
visando ao relaxamento. “(VASCONCELOS; MANSOUR; MAGALHÃES, 2021, p. 20).
FIGURA 04: TÉCNICA DE ACUPRESSÃO
 
A acupressão é uma técnica de mobilização dos tecidos moles oriunda da shiatsu 
e da acupuntura e consiste em aplicar pressão manual sobre os pontos da acupuntura para 
melhorar o fluxo de energia do corpo (DUTTON, 2010).
18UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
FIGURA 05: TÉCNICA DE POMPAGE
 
A pompage consiste em uma manobra de mobilização fascial que melhora a 
circulação local e a nutrição dos tecidos, reduzindo a dor. Essa técnica pode ser utilizada 
em dores lombares e cervicais, lesões e tensões musculares e de tecidos moles (BIENFAIT, 
1999 apud VASCONCELOS, 2021). 
As técnicas de energia muscular combinam a precisão da mobilização passiva 
com a efetividade, a segurança e a especificidade das terapias de reeducação e dos 
exercícios terapêuticos. Mais indicadas nas fases agudas e subagudas do processo de 
cicatrização, essas técnicas podem ser usadas para mobilizar articulações, fortalecer 
músculos fracos e alongar músculos e fáscias encurtadas. Entre elas, podem-se citar 
os alongamentos passivos e ativos, a facilitação neuromuscular proprioceptiva (FNP), 
a reeducação postural global (RPG), spray de gelo e o alongamento, entre outros. 
(VASCONCELOS; MANSOUR; MAGALHÃES, 2021).
As técnicas de energia muscular podem ser utilizadas em muitas disfunções 
cinético-funcionais, tais como: dor lombar crônica, dor cervical, escoliose, hipercifose, 
pós-operatórios, lesões musculares, lesões tendíneas e demais situações que tenham 
sido geradas por encurtamentos musculares ou que precisem melhorar o alongamento 
muscular. (DUTTON, 2010; DONNELLY et al., 2020)
19UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
4.1 Técnicas de mobilização e manipulação articular
A mobilização articular pode ser caracterizada como uma técnica de terapia manual 
que abrange movimentos passivos qualificados para um complexo articular que são aplicados 
em uma velocidade e amplitude variável com a intenção de restaurar o movimento ideal, a 
função físicae reduzir a dor. 
Já a manipulação pode ser considerada um impulso passivo, de alta velocidade 
e de baixa amplitude, aplicado a um complexo articular dentro de seu limite anatômico, 
apresentando os mesmos objetivos da mobilização — incluindo, ainda, o reposicionamento 
articular. Como exemplos das técnicas de mobilização e manipulação articular, podem-se citar 
Kaltenborn, Maitland, Mulligan, osteopatia e quiropraxia. Essas técnicas são muito utilizadas 
em situações de restrição de amplitude de movimento ou posicionamento inadequado das 
articulações, como em dores na coluna, pós-operatórios, síndrome do ombro congelado, 
torcicolos, entorses ligamentares, entre outros (DUTTON, 2010; DONNELLY et al., 2020)
4.2 Mobilização neural
O objetivo da mobilização neural são: a funcionalidade da mecânica do sistema 
nervoso (elasticidade, movimento, condução, fluxo axoplasmático) que podem gerar 
disfunções próprias do sistema nervoso ou nas estruturas musculoesqueléticas por ele 
inervadas, e quando houver a recuperação da biomecânica e fisiologia adequada, permita 
a restauração e extensibilidade da função normal desse sistema, bem como melhora da 
condução do impulso nervoso. 
A técnica consiste em impor ao sistema nervoso maior tensão e ou movimento, 
mediante determinadas posturas para que, em seguida, sejam aplicados movimentos lentos 
e rítmicos direcionados aos nervos periféricos e à medula espinhal. (VASCONCELOS, 2011; 
MACHADO, 2010; VÉRAS, 2011)
Esta mobilização do sistema tem sido abordada nos últimos anos com objetivo 
terapêutico, especificamente para manutenção, aumento da amplitude de movimento e alivio 
da dor. Recentemente, a técnica tem sido utilizada também com o objetivo de diagnóstico, 
avaliando diversas patologias que acometem as raízes nervosas. Devido a que está técnica 
de mobilização neural promove facilidade na realização do movimento e a elasticidade 
do sistema nervoso, gerando e aperfeiçoando suas funções normais, com consequente 
aumento da amplitude. Essa modalidade de intervenção parte do pressuposto de que se 
houver uma alteração da mecânica ou fisiologia do sistema neural, pode ocorrer disfunção 
no próprio sistema nervoso ou em estruturas (LOPES, 2010).
20UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
FIGURA 06: TERAPIA FISIOLÓGICA 
 
SAIBA MAIS
A fim de enriquecer seus estudos, você pode ler o artigo Fascite plantar: a terapia 
manual como método de tratamento (CARVALHO et al.). O artigo traz informações 
sobre os efeitos da terapia na reabilitação física de pacientes com fascite plantar. Além 
disso, para que os objetivos terapêuticos sejam alcançados e o paciente tenha uma 
reabilitação física plena, cabe ao profissional treinar bastante as manobras e respeitar 
os limiares de dor e sensibilidade de cada paciente.
Fonte: MARQUES, J. F. C; SOUZA, S. M; BACELLAR, S. M. A; CARVALHO, C.C. Fascite Plantar: a terapia 
manual como método de tratamento. Revista de trabalhos acadêmicos Universo Recife, v. 5, n.2, 2018. Dis-
ponível em: https://bit.ly/3PvwyhX Acesso em: 15 jul. 2022.
REFLITA
Para Dutton (2010), a utilização das técnicas de terapia manual depende da condição do 
paciente, e a intensidade da força aplicada é baseada no estágio da cicatrização.
É importante explicar ao paciente que a dor gerada pelas técnicas deve ser mantida 
dentro do limite de tolerância.
Fonte: Dutton (2010).
http://revista.universo.edu.br/index.php?journal=1UNICARECIFE2&page=article&op=view&path%5B%5D=6640&path%5B%5D=3731 
21UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Podemos definir este conteúdo como o início da unidade de recursos terapêuticos 
manuais este sendo a técnica mais utilizadas pelos profissionais da área, com objetivo de 
contato com paciente para alivio de dores, diminuição das tensões do dia a dia, melhora da 
amplitude de movimento, reflexos para eu o corpo sinalize os estímulos.
Com isso o terapeuta manual relaciona todas as partes do corpo, com suas funções, 
obtendo um resultado satisfatório com paciente sempre e quando respeitado os limites de 
cada paciente.
22UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
LEITURA COMPLEMENTAR
LEITURA 1: Manual de Recursos Terapêuticos Manuais
A terapia manual é uma área na qual utiliza um conjunto de recursos terapêuticos 
manuais no tratamento de pacientes, diante de uma visão global do organismo. Estas 
técnicas podem ser utilizadas tanto como recursos diagnósticos quanto terapêuticos, em 
benefício do paciente. Dentre o conjunto de técnicas manuais, destacam-se a 
massoterapia, a pompagem, a mobilização articular e tração, a mobilização neural e as 
técnicas de quiropraxia e osteopatia, baseando-se nos conhecimentos da anatomia 
palpatória, biomecânica e cinesiologia.
Grande parte dos distúrbios no sistema musculoesquelético é caracterizada por 
alterações biomecânicas assintomáticas em um estágio inicial que podem ser tratadas 
manualmente antes do aparecimento dos sintomas. As técnicas baseadas em princípios 
da artrocinemática, que utiliza de movimentos acessórios (micromovimentos), influenciam 
diretamente na prevenção de processos degenerativos e inflamatórios.
Fonte: PEREIRA JÚNIOR, N. S; ALMEIDA, R. M. Manual de Recursos Terapêuticos 
Manuais. Editora UFPB, João Pessoa, 2016. Disponível em: http://www.editora.ufpb.br/
sistema/press5/index.php/UFPB/catalog/view/97/23/434-1 Acesso em: 20 mai. 2022.
LEITURA 2: Shantala uma arte tradicional: Massagem para Bebês
Shantala tornou-se um livro famoso em todo o mundo. Além do aspecto científico, o 
autor conciliou poeticamente as explicações da técnica de massagem com a sabedoria milenar 
de seu uso. A 8ª edição de SHANTALA traz acréscimos importantes às edições anteriores: 
revisão atualizada, nova diagramação, capa com 4 cores, orelhas com textos introdutórios.
Fonte: LEBOYER, F. Shantala uma arte tradicional: Massagem para Bebês. São 
Paulo. Editora Ground, 8ª Ed, 1995. Disponível em: https://doceru.com/doc/ncvnv Acesso 
em: 20 mai. 2022.
23UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Manual de Massagem terapêutica.
Autor: Mario-Paul Cassar.
Editora: Editora Manole; 1ª edição (17 janeiro 2001).
Sinopse: Manual de Massagem Terapêutica pretende estimular e 
instruir todos os profissionais e estudantes que praticam as várias 
disciplinas da fisioterapia, oferecendo uma introdução abrangente 
à massagem terapêutica e apresentando informações teóricas 
baseadas na experiência clínica e em materiais de pesquisas.
FILME/VÍDEO
Título: Sessão de massoterapia para relaxar
Ano: 2020.
Sinopse: Queroquiro (sessão de massagem para acabar com os 
desconfortos em seu corpo e relaxar as tensões)
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=-_nI4RdX0Tg 
24
Plano de Estudo:
● Massagem transversa ficcional (Cyriax);
● Liberação miofascial;
● Mobilização articular, tração e movimentos passivos;
● Pressão sustentada, compressão isquêmica.
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar as definições dos 
recursos terapêuticos manuais utilizados;
● Compreender e conhecer as fases de uma
massagem transversa ficcional (Cyriax);
● Estabelecer e iniciar os movimentos necessários
 e corretos em uma terapia manual.
UNIDADE II
Recursos Terapêuticos Manuais
Professora Esp. Diana Carolina Salcedo Garay 
25UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 25UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
INTRODUÇÃO
Caros (as) Alunos (as) 
Nesta Unidade, iremos abordar a matéria relacionada aos tipos de massagem 
terapêuticas manuais que utilizamos como uma ferramenta essencial para nossa área de 
atuação, pois utilizamos vários recursos manuais no dia a dia como auxilio e complementação 
nas condutas de reabilitação. 
Este conteúdo tem como objetivo proporcionar ao aluno aprendizagem, capacitação 
de aplicar conhecimentos teóricos e práticos em diversas áreas de atuaçãocomo: hospitais, 
clínicas, consultórios, domicílios e empresas, para auxiliar no tratamento ou reabilitação dos 
seus pacientes. Auxiliando na restauração e prevenção de doenças crônicas, e também 
orientar os pacientes.
 Enfatizar a importância das técnicas e sua boa prática para que este seja uma das 
técnicas eficazes no tratamento ou reabilitação de seu paciente.
Assim, este material se torna um auxilio valioso na facilitação dos estudos a serem 
contínuos e evidenciados.
26UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 26UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
1. MASSAGEM TRANSVERSA FICCIONAL (CYRIAX)
James Cyriax, por 12 anos, dedicou sua vida para melhorar e obter maiores 
conhecimentos para fundamentar e justificar seu método. E então, em 1942, obteve uma 
ferramenta para um diagnostico consistente e efetiva para os transtornos dos tecidos moles, 
surgindo após uma compressão repentina realizada.
O médico então escreveu a seguinte frase em um pedaço de papel:
“Movimentos ativos: testam articulações e músculos; movimentos passivos: testam 
apenas as articulações; movimentos resistidos: testam somente os músculos”.
Desta forma podemos definir que a massagem transversa profunda de Cyriax é 
uma técnica de manipulação este utilizado em tratamentos dos distúrbios relacionados aos 
tendões, sendo conhecida pelas reduções das aderências fibrosas, comumente utilizada 
para prevenir lesões futuras.
A massagem transversa profunda é uma terapia manual que age atuando no tecido 
fibroso dos tendões, músculos e ligamentos. Atuando assim no aumento da circulação 
sanguínea, na reestruturação do tecido e uma analgesia imediata e temporária.
1.1 Massagem profunda transversa:
Podemos definir como uma compreensão das camadas do corpo e a habilidade de 
trabalhar com o tecido dessas camadas para relaxar, alongar e liberar padrões de tensão, de 
forma mais eficaz, utilizando a energia do modo mais eficiente possível. (ART RIGGS, 1988).
27UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 27UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
Há algumas formas quantificadas para caracterizar a massagem profunda, como a 
profundidade da pressão, a velocidade com que as manobras são realizadas ou o uso dos 
cotovelos e algumas articulações dos dedos.
O modo de execução pode variar, isto dependendo do terapeuta, do momento e 
principalmente do beneficiário ou cliente. 
Os locais em que são utilizados esta técnica poderá influenciar na sua aplicação 
e definição como exemplo em spa ou em um consultório fisioterapêutico. Sendo eles 
aplicados relativamente suaves utilizando as outras articulações como mencionados 
cotovelos antebraços para um resultado mais eficaz. Outros podem utilizar o método de 
maneira relaxantes para os tecidos se este for a necessidade. 
Devemos lembrar que a massagem profunda tem como objetivo principal as 
alterações das estruturas moles e restrições musculares e não uma ênfase no prazer. Com 
isso não significa que a técnica deva proporcionar dor e seja desagradável.
Nunca exagere na força: trabalhar de modo profundo é diferente de trabalhar 
com força.
Após o conhecimento sobre a massagem profunda pelos usuários desta técnica 
para promover o relaxamento, o alívio das dores e reestruturação dos tecidos, estes dão 
continuidade ao tratamento com o terapeuta e assim proporciona sucesso no atendimento 
e trabalho do terapeuta.
FIGURA 1: MASSAGEM PROFUNDA DE FRICÇÃO
 
Fonte: Starkey (2017, p. 356)
28UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 28UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
TABELA 1: TÉCNICAS CLINICAS DE MASSAGEM PROFUNDA DE FRICÇÃO
Fonte: Starkey (2017, p. 356)
SAIBA MAIS
Em pacientes com o diagnóstico de síndrome do túnel do carpo, a reabilitação e 
tratamento de pontos-gatilho realizados no braço por meio de compressão isquêmica, 
evidenciou que reduziu os sintomas como dor, formigamento e analgesia.
Fonte: SÍNDROME do Túnel do Carpo. Blog Cure – Clínica Unificada de Reabilitação, 2022. Disponível 
em: https://curefisioterapia.com.br/sindrome-tunel-carpo-fisioterapia/ Acesso em: 10 jul. 2022.
INDICAÇÕES TÉCNICA E TOQUE CONTRAINDICAÇÃO
Realinhamento do tecido 
cicatricial.
O local pode ser pré-aquecida 
utilizando algum aparelho de calor 
como infravermelho ou ultrassom.
Esta técnica deve ser evitada 
quando os tecidos subjacentes 
possam se lesionar com a 
pressão, as lesões agudas que 
possam proporcionar uma infla-
mação acelerada como resposta.
Aderências musculotendínea
Posicionamento correto do 
paciente onde o músculo esteja 
relaxado.
Tendinopatia crônica
Utilizar o polegar como “pinça” e 
pinçar o tecido e localizar a dor e/
ou as aderências.
Terapia de ponto-gatilho
Iniciar o movimento de forma leve 
e gradativamente progredir para 
um toque mais firme e profundo.
https://curefisioterapia.com.br/sindrome-tunel-carpo-fisioterapia/
29UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 29UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
2. LIBERAÇÃO MIOFASCIAL
Para iniciarmos às definições desta técnica é necessário obtermos algumas 
definições, como:
Fascia: trata-se de um tecido conjuntivo fibroso, sendo ele continuo e tridimensional 
este reveste os grupos musculares e envolve todo o corpo humano.
Músculo: tecido responsável pelos movimentos, as fibras musculares possuem a 
função de contração.
A liberação miofascial é uma técnica utilizada para diminuição da dor muscular 
causado por uma lesão ou tensão musculoesquelética.
A realização inicia com uma combinação de deslizamento tradicional, massagem 
de fricção, amassamento e alongamento dos músculos e da fáscia assim relaxar os tecidos 
tensionados ou aderidos, restaurando a mobilidade do tecido.
A liberação miofascial permite que haja uma eficácia no movimento nas estruturas 
que estão restritas. Não há uma deformação na fáscia quando há uma força rápida e de alta 
intensidade. Porém, a fáscia se alonga quando uma força lenta e de moderada intensidade 
se aplicada a ela, um efeito definido como fluência.
O alongamento muscular deve ser utilizado, após a realização das técnicas 
miofasciais. Deste modo, a técnica não segue um protocolo padrão, sendo observado pelo 
terapeuta a clínica do paciente ou reações deste a aplicação.
30UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 30UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
As técnicas básicas envolvem o tracionamento dos tecidos em uma direção oposta, 
a estabilização da posição superior ou proximal com uma das mãos utilizada durante a 
aplicação de um alongamento com a mão oposta ou o peso corporal do paciente para 
estabilizar o membro enquanto uma tensão longitudinal é aplicada.
Seguem assim alguns toques fundamentais a serem aplicados para uma boa realização:
a) Toque em J: utilizado para mobilizar as restrições fáscias superficiais
 
Fonte: Starkey (2017, p. 358)
b) O rolamento da pele: diminui aderências miofasciais superficiais. Dependendo da 
quantidade e da profundidade da pressão aplicada, o alongamento localizado pode liberar 
tanto as restrições faciais superficiais como as profundas. 
Fonte: Starkey (2017, p. 359)
c) A tração de membros superiores, a tração de membros inferiores e a liberação 
diagonal: alongam às áreas de fáscia nas extremidades e no tronco.
 
Fonte: Starkey (2017, p. 359)
31UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 31UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
TABELA 2: TÉCNICAS CLÍNICAS DE LIBERAÇÃO MIOFASCIAL
Fonte: Starkey (2017, p. 360)
INDICAÇÕES TÉCNICA E TOQUE CONTRAINDICAÇÃO
Tratamento desalinhamento 
crônico de tecidos moles.
Uma das mãos mobiliza 
a pele para colocar a 
aderência em alongamento.
Esta técnica deve ser 
evitada para pacientes em 
uso de anticoagulantes, 
diabetes não tratados, 
regiões com inflamação, 
feridas abertas, 
infeções, hematomas, 
hipersensibilidade na pele.
Dor cervical/lombar crônica 
e aderências de tecido 
cicatricial.Utilizado o segundo e o 
terceiro dedo da outra mão, 
massagear em sentido oposto 
da força, finalizando em uma 
curva, formando um J.
Manter por 90 a 120 
segundos, até a restrição 
ser liberada, sendo possível 
sentir um calor ou a 
sensação pulsada do dedo;
Repetir até quando todas 
as aderências tenham 
diminuído.
32UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 32UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
3. MOBILIZAÇÃO ARTICULAR, TRAÇÃO E MOVIMENTOS PASSIVOS
De modo geral, as lesões articulares são inflamações que geram uma dor, perda 
de movimentos, edema, hipercoloração e finalmente alteração na função desta articulação.
E a indicação das técnicas de mobilização articular, tração ou movimentos passivos 
são recursos para o tratamento de alterações osteomioarticulares.
A biomecânica das articulações apresenta movimentos tais como: o fisiológico e 
o acessório. Sendo o movimento fisiológico contrações musculares ativas concêntricas e 
excêntricas que movimentam o osso ou a articulação, também chamado de movimento 
osteocinemático.
O movimento acessório caracteriza-se pela maneira que a superfície articular se 
movimenta em relação a outra, classificado também como movimento artrocinemático.
Estes movimentos incluem o rolamento, giro, deslizamento e são classificados em:
Hiper-móvel ou hipermobilidade: movimento ou se estende além da anatomia, 
devido a frouxidão ligamentar ou das estruturas, e deve ser tratado com estabilizações 
e fortalecimentos.
Hipo-móvel ou hipomobilidade: refere-se a um movimento que para em um ponto 
de barreira patológica, provocando dor, resistências nos tecidos e espasmos.
Articulação normal: movimentos articulares sem alterações.
33UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 33UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
Os objetivos destas técnicas é de restaurar os movimentos passivos articulares, 
reposiciona e realinhar as articulações, recuperar a amplitude de movimento ativamente, 
distribuir as forças nas articulações e diminuir a dor do paciente.
Indicado para os seguintes casos:
● Hipomobilidade articular;
● Dor articular;
● Rigidez;
● Limitação de amplitude de movimento.
Em quanto as contraindicações, podemos citar as artrites reumatoides, doenças e 
acometimento neurológico, deformidades e fraturas ósseas.
3.1 Mobilização articular nos membros superiores
Falanges: estabilizar uma falange e mobilizar a outra. Podendo ser utilizada a 
tração junto com a mobilização.
Uma vez que seja possível a separação das estruturas no plano perpendicular. 
Na tração ocorre a separação das superfícies articulares e manutenção por alguns 
segundos, retornando a sua posição inicial.
E durante a mobilização articular, deve afastar e aproximar-se as estruturas 
repetidamente, no plano longitudinal destas estruturas.
FIGURA 2: FALANGES
 
Metacarpos: o terapeuta deve utilizar a região tenar e os polegares das mãos, ao 
longo das estruturas posicionam-se na região a iniciar a mobilização na mão do paciente. 
Uma das mãos mobiliza o metacarpo e o outro estabilizam, sendo que neste caso, não se 
realiza tração, pois não há uma separação das estruturas.
34UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 34UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
FIGURA 3: METACARPOS
 
Radio ulnar distal e radio cárpica: nesta articulação, há diversas maneiras de 
mobilização articular. É utilizada pelo terapeuta com a estabilização da região distal do rádio 
e a ulna e movimentando a região do carpo, no sentido ântero-posterior. Sendo possível a 
associar a tração realizando a separação das estruturas.
Outro movimento possível é a realizada no formato de ‘8’, sendo posicionado na 
região tenar e dos polegares a estabilização do punho do paciente e inicia o movimento da 
articulação desenhando assim um oito com uma amplitude maior.
 
Radio ulnar proximal: o terapeuta deve posicionar as duas mãos na região tenar 
e dos polegares, para mobilizar o Rádio e a Ulna do paciente, este deve com o antebraço 
apoiado e com os cotovelos semi-fletido.
Ombro: Deslizamento da cápsula inferior – esta técnica se refere em imobilizar o 
braço do paciente, posicionando seu antebraço entre o braço e o corpo do terapeuta. O 
terapeuta fica com a mão caudal na região próxima ao cotovelo do paciente, enquanto a 
mão cefálica estabilizará a Escápula, realizando a mobilização da cabeça do úmero.
Esta técnica é utilizada em algum comprometimento no plano sagital da articulação 
(flexão e abdução de ombro).
35UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 35UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
FIGURA 4: MASSAGEM NO OMBRO
 
Fonte: https://bit.ly/3QqYEMR
Escápula: posicionamento do paciente em decúbito lateral. O terapeuta posiciona sua 
mão caudal sob o ângulo inferior da Escápula do paciente e a mão cefálica é apoiada na região 
superior da articulação do ombro. Nesta posição, são realizadas mobilizações da Escápula.
FIGURA 5: MASSAGEM NA ESCÁPULA
 
3.2 Mobilização Articular de membros Inferiores
Falanges: este segue a mesma técnica de mobilizações das falanges dos membros 
superiores.
Metatarsos: este segue a mesma técnica de mobilizações das falanges dos 
membros superiores.
Tíbio-tarsica o paciente deve ser posicionado em decúbito dorsal, flexão de quadril, 
flexão de joelhos e dorsiflexão, com o calcâneo apoiando-se sobre a maca. O 
terapeuta estabiliza uma das suas mãos na região dos ossos do tarso do paciente 
e a outra mão deve posicionar na região anterior da Tíbia e Fíbula distal e assim 
realizará a mobilização no sentido ântero-posterior.
36UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 36UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
Joelho: Paciente em decúbito dorsal, flexão de quadril, flexão de joelhos e o pé 
apoiado sobre a maca. Deve ser estabilizado o pé do paciente com o joelho do 
terapeuta ou sentar sobre ele. Posicionar às mãos envolvendo a articulação do 
joelho e realiza-se a mobilização semelhantes à movimentos de gaveta (anterior ou 
posterior). A estabilização pode ocorrer também estabilizando um dos ossos (Tíbia 
ou Fíbula) e mobilizar o outro, realizando movimentos com o osso em questão.
Quadril: Deslizamento inferior – Paciente em decúbito dorsal com flexão coxofemoral 
e a perna apoiada no ombro do terapeuta. A mobilização articular é realizada com 
o bordo cubital das mãos do terapeuta, que estarão apoiadas sobre articulação 
coxofemoral e o terapeuta puxando o Fêmur em sentido caudal. Esta técnica é 
utilizada para melhorar os movimentos de flexão e abdução de quadril.
3.3 Coluna Vertebral
Mobilização de Processos Espinhosos: com a mão não dominante do terapeuta 
ele apoiada sobre a dominante, formando assim um “C” com o polegar e o indicador. 
Com a região hipotenar apoiada sobre o processo espinhoso que deseja ser tratada, 
realizando o movimento, pressionando para baixo e retornando continuamente, de 
acordo com o grau de limiar desejado. 
As vértebras da coluna cervical, deve ser utilizado os polegares para a mobilização 
dos processos espinhosos.
Mobilização de Processos Transversos: o terapeuta se posiciona com as mãos 
cruzadas, utilizado a região hipotenar posicionando-as sobre os processos transversos 
das vértebras do paciente, e realiza a mobilização articular de forma alternada. 
Para as vértebras cervicais, deve ser utilizado os polegares para a mobilização dos 
processos transversos.
Tração da Coluna Cervical: o paciente em decúbito dorsal, com a cabeça para 
fora da maca, apoiada sobre a mão do terapeuta. A cabeça do paciente deve estar 
mais relaxada possível. 
37UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 37UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
4. PRESSÃO SUSTENTADA, COMPRESSÃO ISQUÊMICA
O sistema nervoso periférico, por se tratar de um tecido continuo, possui propriedades 
que permitam que estes tecidos possam se alongar se movimentar, sendo que as funçõesmecânicas do sistema nervoso são interligadas.
Em uma avaliação o terapeuta, deve identificar o quadro clinico relacionado a 
algumas características. Sendo possível realizar alguns testes para identificar quadros de 
algias devido alguma disfunção articular, muscular ou neural.
Em casos de disfunções neurais os testes e provas de força muscular associado a 
testes de reflexos dos tendões, sensibilidades assim como testes neurais são capazes de 
auxiliar o terapeuta para um correto diagnostico cinesiológico funcional.
As avaliações clinicas realizados com testes de tensão neural deve ser realizado 
de maneira cautelosa, com uma explicação simples ao paciente de como irá ser realizado.
No início das manobras deverá ser observado a resistência do tecido e a dor, com 
isto buscando sempre uma posição antálgica para o paciente.
Os testes devem ser realizados bilateralmente, e a reabilitação das disfunções 
neurais poderá ser feito com mobilizações indiretas, oscilatórias e em posição estática.
Referente as contra indicações para a realização dos testes de tensão neural é 
possível cita as seguintes: 
● Doenças degenerativas;
● Inflamatórias e malignas do sistema nervoso; 
● Estenoses extremas; 
● Sinais neurológicos com início abrupto ou progressão;
● Adesões do tecido neural e problemas cognitivos.
38UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 38UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
TABELA 3: MÉTODOS SELECIONADOS DE TÉCNICAS DE TERAPIA MANUAL
Fonte: Starkey (2017, p. 353)
TÉCNICA DESCRIÇÃO
Acupressão A pressão é aplicada ao longo dos meridianos de 
acupuntura, alterando o padrão de energia corporal.
Terapia Craniossacral
Altera o fluxo do fluido cerebrospinal por pontos 
levemente massageados ao longo da coluna vertebral.
Massagem do Tecido profundo
Foca-se em fibras musculares profundas individuais 
e tenta liberar aderências e aumentar o fluxo 
sanguíneo para áreas restritas.
Massagem Linfática
Foca-se no sistema linfático e tenta remover edema, 
resíduos e toxinas corporais usando toques rítmicos 
suaves. Esta é uma das poucas técnicas que 
podem ser usadas em lesões musculoesqueléticas 
agudas. A ativação do sistema linfático pode limitar 
a inflamação aguda.
Liberação Miofascial
Quebra aderências e outras restrições na rede fascial 
corporal, a fim de restaurar a função normal.
Terapia Neuromuscular
Centra-se na redução da dor e do espasmo muscular 
por meio da identificação de pontos-gatilho e do 
tratamento com compressão isquêmica.
Mobilização de tecido mole assistida por instrumento
A utilização de uma ferramenta que não seja as mãos 
para tratar a disfunção miofascial e as aderências 
dos tecidos moles.
Shiatsu
O uso de várias formas de toques de compressão 
e de alongamentos com base na fisiologia ou na 
medicina tradicional chinesa.
Massagem Sueca
Técnicas de massagem tradicional empregadas para 
aumentar o relaxamento muscular e reduzir a dor e 
a rigidez articular.
39UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 39UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
TABELA 4: RESUMO DOS TOQUES DE MASSAGEM BÁSICA E SEU EFEITO FISIOLÓGICO
Fonte: Starkey (2017, p. 353)
TOQUE TÉCNICA EFEITO
Deslizamento Toque da pele
Toque profundo: estimula tecidos 
profundos, força os fluidos na 
direção do toque.
Toque superficial: toques lentos: 
promove o relaxamento. 
Toques rápidos: estimula tecidos e 
o fluxo sanguíneo.
Amassamento Elevação e amassamento.
Alonga e separa a fibra muscular 
e a fáscia da pele e do tecido 
cicatricial.
Fricção Toque da fibra com pressão 
profunda cruzada.
Estimula o processo de 
cicatrização natural do corpo, 
separa os tecidos e quebra o 
tecido cicatricial.
Ativo-assistido
Combinação de compressão, 
abertura e trabalho em faixas 
musculares.
Alonga os músculos afetados 
para aumentar a amplitude de 
movimento e diminuir a restrição.
Neuromuscular Compressão isquêmica.
Diminui a hipersensibilidade e a 
hipertonia em faixas musculares 
tensas.
Percussão Percussão
Promove o relaxamento e a 
dessensibilização de terminações 
nervosas da pele.
Vibração Agitação rápida.
Aumenta a circulação sanguínea 
e prove revigoramento sistêmico 
dos tecidos.
40UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 40UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
REFLITA
Os métodos do alongamento neural já existiam desde o ano 1800 e progressivamente 
foram se aperfeiçoando na teoria e também na aplicação clínica.
A mobilização neural procura restaurar o movimento e a elasticidade ao sistema nervoso, 
o que reflete em devolver as funções em sua normalidade. Desta forma, a técnica
tem como principal definição de que se houver um comprometimento na mecânica e
fisiologia do sistema nervoso, referente a algum movimento, elasticidade, condução, fluxo
axoplasmático, isto pode resultar em várias disfunções do sistema nervoso central ou
nas estruturas músculos esqueléticos que receba a inervação. O restabelecimento da
sua biomecânica/ fisiologia (neurodinâmica) se dá através dos movimentos oscilatórios e/
ou brevemente mantidos direcionados ao nervo periférico e/ medula recuperar a função
normal do sistema nervoso assim como suas estruturas comprometidas (BUTLER, 2000).
Fonte: FIGUEIRA, M. A. P; MEIJA, D. P. M. O uso da técnica de mobilização neural na Lombociatalgia. 
Pós-graduação em Fisioterapia em Ortopedia com ênfase em Terapia Manual - Faculdade Ávila, 2017. 
Disponível em: https://bit.ly/3CnJuUz Acesso em: 10 jul. 2022. 
https://bit.ly/3CnJuUz
41UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 41UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A importância das técnicas abordadas nesta disciplina, são bastante utilizadas 
pelos profissionais da área, devido a gerarem bons resultados, em várias patologias, estas 
associadas a outras condutas necessárias.
A disciplina estimula também ao tratamento individualizado e personalizado devido 
a que cada paciente ou cliente terá uma ou várias expressões que possam surgir durante 
os atendimentos.
Com tudo geramos conforto e diminuição do estresse muscular para que estes 
voltem a sua posição fisiológica ou até mesmo ao normal.
42UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 42UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
LEITURA COMPLEMENTAR
Leitura 1: Técnicas de Energia Muscular
O conteúdo desta 3ª edição é a velocidade com que a pesquisa e os novos métodos 
de TFM tornaram a edição anterior relativamente desatualizada. Não é que os métodos 
descritos nas edições anteriores sejam imprecisos, mas sim que as explicações teóricas de 
como a TFM “funciona” podem ter sido simplistas demais. Para concluir, o conteúdo ampliado 
desta terceira edição enfatiza o potencial crescente da TFM em contextos multidisciplinares 
e integrados e, ao oferecer uma base de evidências atualizadas, nos ajuda e entender os 
mecanismos envolvidos em suas múltiplas variações.
Fonte: CHAITOW, L. Técnicas de Energia Muscular com CD-ROM. Editora Elsevier; 
3º ed, p. 216, 2008. 
Leitura 2: Massoterapia Clínica: integrando anatomia e tratamento+
Em Massoterapia Clínica - obra que chega à sua segunda edição - as técnicas de 
massagem são apresentadas por meio de magníficas ilustrações das estruturas corporais 
internas, visíveis diretamente sobre fotos de modelos vivos. Este recurso permite 
perceber de modo exato o músculo que está sendo massageado, sua localização, seus 
pontos de fixação e diversos procedimentos básicos para tratá-lo de maneira eficaz. O 
resultado é um livro de realismo impressionante, que proporciona uma visão ampla dos 
fundamentos das técnicas da massoterapia clínica. Mais de 550 ilustrações em cores 
vibrantes oferecem uma perspectiva completa ao permitir a visualização de cada músculo 
e grupo muscular específicos, com os respectivos pontos de referência anatômica e o 
correto posicionamento das mãos do terapeuta.
Fonte: CLAY, J. H; POUNDS, D. M. Massoterapia Clínica: integrando anatomia e 
tratamento.Editora Manole; 2º ed, Barueri, p. 464, 2008. 
43UNIDADE I Conceitos Básicos de Recursos Terapêuticos Manuais 43UNIDADE II Recursos Terapêuticos Manuais
MATERIAL COMPLEMENTAR
LIVRO
Título: Técnicas de massagem profunda.
Autor: Art Riggs.
Editora: Editora Manole Ltda.
Sinopse: Técnicas de massagem profunda, pretende estimular e 
instruir todos os profissionais e estudantes que praticam as várias 
disciplinas da fisioterapia, oferecendo uma introdução abrangente 
à massagem terapêutica e apresentando informações teóricas 
baseadas na experiência clínica e em materiais de pesquisas.
FILME/ VÍDEO
Título: Aula sobre Mobilização Neural.
Ano: 2012.
Sinopse: O curso Mobilização Neural por meio da Educação a 
Distância oferece ao participante o conhecimento sobre os concei-
tos, testes e tratamentos, à atuação fisioterapêutica e muito mais. 
Link do vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=qnabLOaBuYk 
44
Plano de Estudo:
● Massagem geral; Sequência da massagem geral.
● Classificação e descrição dos movimentos na massoterapia.
● Acupressão; Pompagem;
● Energia muscular; Terapia de liberação posicional (tensão — contratensão).
Objetivos da Aprendizagem:
● Conceituar e contextualizar as definições e sequencias da massagem geral;
● Compreender e conhecer e classificar os movimentos principais da massoterapia;
● Descrever as definições de acupressão e pompagem;
● Explicar as definições energia muscular, terapias de liberação.
UNIDADE III
Recursos Terapêuticos Manuais
Professora Esp. Diana Carolina Salcedo Garay 
45UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
INTRODUÇÃO
Caros (as) Alunos (as) 
Nesta Unidade, iremos abordar a matéria relacionada aos tipos de massagem 
terapêuticas manuais que utilizamos como uma ferramenta essencial para nossa área de 
atuação, pois utilizamos vários recursos manuais no dia a dia como auxilio e complementação 
nas condutas de reabilitação. 
Este conteúdo tem como objetivo proporcionar ao aluno aprendizagem, 
capacitação de aplicar conhecimentos teóricos e práticos em diversas áreas de atuação 
como: hospitais, clínicas, consultórios, domicílios e empresas, para auxiliar no tratamento 
ou reabilitação dos seus pacientes. Auxiliando na restauração e prevenção de doenças 
crônicas, e também orientar os pacientes.
46UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
1. MASSAGEM GERAL; SEQUÊNCIA DA MASSAGEM GERAL
Esta unidade tem como objetivo conhecermos referente a massagem geral, utilizado 
pelos fisioterapeutas com várias manobras realizadas com as mãos, sendo elas movimentos 
de deslizamentos, compressão para fins terapêuticos, sistemáticos e funcionais.
Com este procedimento, é possível obtermos os seguintes objetivos:
● Relaxar os músculos tensionados;
● Aumentar a circulação; (dilatação capilar)
● Aliviar dores e estresse;
O benefício que a massagem propicia para disfunções dos tecidos moles geralmente 
para lesões ou tensões musculares e pontos gatilhos que promovam alivio de dores e 
relaxamento muscular, sendo possível aplicar para dor lombar não especifica.
“A massagem pode ser caracterizada por: deslizamentos, petrissage, dedilhamento 
e effleurage.” (DUTTON, 2010; DONNELLY et al., 2020, p.19)
Seguindo com as definições de acordo as características mencionadas acima:
●	Deslizamento: massagem aplicada de forma leve ao longo do comprimento das 
superfícies, e assim promover o relaxamento muscular. 
●	Petrissage: é um grupo de técnicas que envolvem a compressão das estruturas 
dos tecidos moles, incluindo apertar, pressionar, rolar e pegar. O objetivo dessa 
técnica é liberar áreas de fibrose muscular.
47UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
● Já o dedilhamento é a aplicação dos dedos em deformações rítmicas e repetidas 
no músculo ou local escolhido, promovendo o relaxamento.
●	Effleurage (tocar suave): são movimentos aplicados aos tecidos moles e aos 
músculos em uma direção distal para proximal (centrípeta), para aumentar a 
drenagem venosa e linfática e para melhorar o relaxamento.
O profissional fisioterapeuta deve iniciar com um contato firme com a palma da 
mão e, no final do movimento retirar as mãos da pele do paciente, para que a pele volte à 
posição inicial.
FIGURA 1: PETRISSAGE
 
Indicações especificas:
● Alergias; 
● Ansiedade e estresse; 
● Artrite (osteoartrite e artrite reumatoide); 
● Asma;
● Bronquite;
● Síndrome do túnel do carpo; 
● Dor crônica nas costas;
● Depressão; 
● Fibromialgia; 
● Insônia; 
● Dor lombar; 
● Dor no ombro; 
● Sinusite; 
● Lesões esportivas; 
● Dor de cabeça tensional.
48UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
2. CLASSIFICAÇÃO E DESCRIÇÃO DOS MOVIMENTOS NA MASSOTERAPIA
Para realizar uma massagem adequada, deve ser criado um ambiente agradável, 
com uma iluminação baixa, sem ruídos, e presença de crianças ou animais. Se possível 
providenciar velas, óleos sem aromatizantes, lençóis. 
O óleo de massagem deve ser fundamental; com ele, as mãos do profissional 
facilitam o deslizamento sobre a pele da pessoa. Alguns exemplos de óleos mais utilizados 
são a de amêndoa doce (caso de alergia a nozes, evitar), semente de damasco ou jojoba. 
Estes óleos devem estar em um local prático para facilidade de manuseio.
A vestimenta do profissional pode ser escolhida de acordo a preferência do 
profissional, apenas levando em consideração de que as mangas compridas são facilmente 
manchadas ou incomodo ao paciente sensível. 
O local deve ser escolhido um local com uma superfície confortável para o 
profissional quanto para a pessoa que está recebendo a massagem.
FIGURA 2: FIBRAS MUSCULARES
Fonte: Ellsworth; Peggy (2012, p. 13)
49UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
Antes de iniciar o procedimento, solicite à pessoa que sinalize se tiver algum 
desconforto no momento da massagem. Importante que obtenha uma distância adequada 
entre o profissional e a pessoa massageada.
Lembrar que massagem não pode gerar dor! Se o paciente referir dor deve ser 
interrompido.
O profissional deve manter sempre uma das mãos em contato com o corpo da 
pessoa que está recebendo a massagem, desta forma ela poderá sempre sentir o contato, 
e não ser surpreendida no toque em outros locais do corpo.
Alguns cuidados devem ser considerados em quanto aos locais e partes do corpo 
que não devem ser massageados, devido a estarem próximos a artérias, veias, nervos e 
órgãos, chamadas também de zonas de perigo – tais como: coluna vertebral, processo 
xifoide, joelhos, nervo ulnar (sobre o cotovelo), orbitas oculares.
b) Contraindicações na massagem:
● Osteoporose avançada;
● Fraturas ósseas (área afetada);
● Câncer;
● Gripe ou resfriado;
● Febre;
● Feridas ou em cicatrização (área afetada);
● Bolhas/erupções cutâneas (área afetada);
● Infecções fúngicas (Ex: pé de atleta);
● Veias varicosas;
● Durante a gravidez pode ser indicado, porém deve ser realizado por um 
profissional capacitado.
Em algumas situações é possível que a pessoa tenha condições de doenças especificas 
e estes devem ser acompanhados por um profissional capacitado para a realização. Exemplo: 
linfedemas, osteoporoses, artroses, e edemas adquiridos na gravidez ou puerpério.
SAIBA MAIS
Outro movimento utilizado na massagem terapêutica é a Fricção este é um movimento 
mais profundo utilizado na massagem sueca. No movimento de fricção realizados nos 
músculos são circulares e profundos para com objetivo de desfazer tecidos cicatriciais e 
aumentar o fluxo sanguíneo.
Fonte: Ellsworth; Peggy (2012, p. 37)
50UNIDADE III Recursos Terapêuticos Manuais
3. ACUPRESSÃO; POMPAGEM
A acupressão, se trata de uma prática da medicina chinesa proveniente da acupuntura. 
Seus princípios estão fundamentados por médicos orientais tradicionais, para 
realização de avaliação e tratamento do corpo físico e energético, além destes é um método 
que estimula pontos de acupuntura para regular o chi (energia da força vital).
Objetivo desta técnica é a de promover as alterações terapêuticas no indivíduo 
tratando e aliviando

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