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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
MARCIA PEREIRA DE MENEZES OLIVEIRA
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
GUARULHOS/SP
2026
CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
MARCIA PEREIRA DE MENEZES OLIVEIRA
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Centro Universitário FAVENI - UNIFAVENI como requisito para obtenção do título XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX
Orientadora: Prof.ª Marília Silva Rodrigues
GUARULHOS/SP
2026
ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL
MARCIA PEREIRA DE MENEZES OLIVEIRA
Declaro que sou autor(a)¹ deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais.
RESUMO – Este artigo tem como objeto de investigação as concepções de alfabetização e letramento na educação infantil. A alfabetização, entendida como o domínio das habilidades de leitura e escrita, e o letramento, que envolve o uso social e significativo da linguagem, são processos interligados que devem ser conduzidos de forma integrada para o desenvolvimento integral da criança. Para a realização deste estudo, utilizou-se o método bibliográfico, fundamentado na análise de obras acadêmicas, artigos científicos e documentos oficiais sobre o tema. A revisão bibliográfica permitiu a construção de um referencial teórico consistente, possibilitando a compreensão das abordagens e práticas pedagógicas que favorecem a alfabetização e o letramento na educação infantil. Nesse sentido o objetivo desse artigo é discutir a integração do processo de alfabetização e letramento e sua importância para o desenvolvimento das crianças. Busca-se analisar a relação entre alfabetização (habilidades de leitura e escrita) e letramento(uso social da linguagem), investigar práticas pedagógicas eficazes e destacar o papel fundamental do professor. Além disso, destaca o papel do professor como mediador do conhecimento, que, ao criar estratégias adequadas, possibilita que as crianças não apenas aprendam a ler e escrever, mas também desenvolvam a capacidade de compreender e interagir criticamente com o mundo ao seu redor.
Palavras-chave: Educação Infantil. Alfabetização. Letramento. Educação. Professor.
ABSTRACT
This article investigates the concepts of *alfabetização* (learning the mechanics of reading and writing) and *letramento* (literacy in the sense of social language use) within early childhood education. *Alfabetização*—understood as the mastery of reading and writing skills—and *letramento*—which involves the social and meaningful use of language—are interconnected processes that should be conducted in an integrated manner to foster the child's holistic development. The study employed a bibliographic method based on the analysis of academic works, scientific articles, and official documents regarding the subject. The literature review enabled the construction of a solid theoretical framework, facilitating an understanding of the pedagogical approaches and practices that support *alfabetização* and *letramento* in early childhood education. Accordingly, this article aims to discuss the integration of these processes and their importance for children's development. It seeks to analyze the relationship between *alfabetização* (reading and writing skills) and *letramento* (social language use), investigate effective pedagogical practices, and highlight the teacher's fundamental role. Furthermore, it emphasizes the teacher's role as a mediator of knowledge; by creating appropriate strategies, the teacher enables children not only to learn to read and write but also to develop the ability to understand and critically interact with the world around them.
Keywords: Early Childhood Education. *Alfabetização*. *Letramento*. Education. Teacher.
1	INTRODUÇÃO
A alfabetização na perspectiva de letramento é um processo vai além do simples ato de ler e escrever, é o processo pelo qual a criança aprende a ler, escrever, aprende a interpretar, analisar, ela começa a ter uma visão mais aprofundada do mundo que a cerca. Ela vê significado no que está aprendendo. Neste sentido o presente trabalho tem como objetivo principal analisar como se dá o processo de alfabetização na educação infantil, nesta perspectiva, buscando estudar alguns conceitos sobre a temática, como esse processo se desenvolve no ambiente escolar, bem qual o papel no desenvolvimento das práticas de alfabetização na perspectiva de letramento e como ele pode mediar e facilitar o ensino/aprendizagem, oferecendo um espaço alfabetizador em sua sala de aula, apresentando conteúdos no qual a criança sinta-se estimulada a desenvolver para seu ato de aprender de forma prazerosa e lúdica e assim conduzindo o aluno por caminhos significativos.
 A educação brasileira ao longo de sua história foi propagada pelos conquistadores europeus como sendo uma prioridade apenas das elites. Os povos indígenas e africanos foram excluídos desse processo. Nesse sentido a colonização conseguiu legitimar uma política educacional e de alfabetização fincadas nos moldes católicos e jesuítas. Estes representavam uma educação elitizada comprometida com os interesses da classe dominante, que se tornou vencedora a sua própria história e suas práticas educativas.
Este estudo objetiva analisar as práticas da alfabetização na perspectiva letramento, como ocorre esse processo na escola, como tornar esse período mais atraente e interativo, como também investigar como o professor pode oferecer um espaço alfabetizador em sua sala de aula, apresentando conteúdos no qual a criança sinta-se estimulada a desenvolver seu ato de aprender de forma prazerosa e lúdica. 
A justificativa surgiu da necessidade de enfatizar a importância de um espaço lúdico na sala de aula da educação infantil para realização de suas atividades sabendo que é de grande relevância, uma vez que este alunado entrará numa nova etapa de estudo e deverá estar preparado para assumir os novos desafios da série subsequente com mais autonomia. 
Utilizou-se como recurso metodológico, a pesquisa bibliográfica, realizada a partir da análise pormenorizada em livros físicos e outros materiais e dados já publicados na literatura e artigos científicos divulgados no meio eletrônico. Teve com embasamentos teóricos em SOARES, 2014, SCARPA, 2006, FREIRE, 2002, LIMA, 2009 e entre outros que exploram a temática.
Dessa forma a sua prática estará propiciando uma aprendizagem significativa e contextualizada. Surge o problema da pesquisa em forma de um questionamento que será respondido no percurso deste trabalho: De que forma o conhecimento dos métodos de alfabetização auxilia no processo de aprendizagem dos alunos? 
Para um melhor aprendizado é importante que a criança esteja interessada, algo que desperte sua curiosidade, e como fazer isso? Dizer para elas o porquê e para quê lemos e escrevemos. E apresentá-las a esse mundo letrado de uma forma divertida e atraente, como os celulares, tabletes, vídeo games, dentre muitos outros, são apresentados.
Tendo em vista que o processo de alfabetização é um processo de construção de hipóteses sobre o funcionamento e sobre as regras de utilização do sistema alfabético de escrita. Para efetivação deste processo é preciso garantir condições, assegurando aos alunos o direito de se inserir no espaço da escrita, vale lembrar que não basta aprender a ler e escrever, é necessário alinhar a escrita e a leitura às demandas da sociedade.
	Analisar as práticas da alfabetização na perspectiva letramento, como ocorreesse processo na escola, como tornar esse período mais atraente e interativo. M1) Conceituar alfabetização e letramento e suas implicações no processo de aprendizagem; 2) Analisar as políticas públicas voltadas para alfabetização; 3) Analisar os métodos de alfabetização e sua eficácia na forma mais efetiva nas práticas sociais de leitura e escrita
2	DESENVOLVIMENTO
O trabalho pedagógico dos professores na Educação Infantil tem como foco compreender as diferentes fases e habilidades necessárias às crianças. Isso inclui aspectos cognitivos, motores, físicos e sociais, que influenciam diretamente o processo de aprendizagem. Além disso, é fundamental examinar a aplicação da Base Nacional Comum Curricular (2017)nas práticas dos educadores, visto que este documento orienta e organiza o desenvolvimento das atividades pedagógicas, estabelecendo as competências e habilidades que devem ser promovidas no ensino dos alunos.
A alfabetização e o letramento são temas amplamente debatidos no campo educacional, pois não se restringem à simples aquisição do sistema de escrita, mas englobam o desenvolvimento de habilidades comunicativas e interpretativas essenciais para a formação serhumano. Na educação infantil, esses processos devem ser compreendidos de maneira integrada, respeitando o ritmo de aprendizagem das crianças e promovendo experiências significativas que favoreçam o contato com a linguagem oral e escrita em diferentes contextos sociais.
4.1 	REFERENCIAL TEÓRICO
Alfabetização e o letramento não tem o mesmo significado, trata-se de dois processos diferentes que ocorrem de forma indissociável e interdependente. Alfabetizar portanto, é tornar o indivíduo capaz de codificar e decodificar, enquanto é um processo social que o indivíduo desempenha no momento de aprender, ou seja, é quando a pessoa faz uso social da leitura e da escrita, assim torna-se letrado. 
Dessa forma, alfabetizar e letrar são duas ações distintas, mas não inseparáveis, ao contrário: o ideal seria alfabetizar letrando, ou seja: ensinar a ler e escrever no contexto das práticas sociais da leitura e da escrita, de modo que o indivíduo se torne, ao mesmo tempo, alfabetizado e letrado. (SOARES, 2014) 
Esse processo de alfabetização na perspectiva de letramento deve ser iniciado no ensino infantil e prosseguir nas séries subsequente, visto que, é uma etapa muito importante no progresso escolar das crianças. Este período é à base do ensino para que a criança desenvolva seu cognitivo com efetividade durante toda sua vida escolar.
4.2 	REVISÃO DE LITERATURA 
A pesquisa é uma ferramenta que utilizamos para sair do senso comum, buscarmos novas alternativas ou até mesmo revolucionarmos algo, como por exemplo, descobrir um novo medicamento ou cura para uma doença. “Para se realizar uma pesquisa é preciso promover o confronto entre os dados, as evidências, as informações coletadas sobre determinado assunto e o conhecimento teórico acumulado a respeito dele” (LUDKE; ANDRÉ, 1986, p.01). 
O conceito de pesquisa há muito tempo engloba vários significados, a maioria dos educadores utiliza o termo para consultas em enciclopédias, revistas, etc. Porém é preciso reconhecer que a pesquisa é originada a partir de um problema em que o pesquisador confronta as evidencias, as informações coletadas e os dados com o conhecimento teórico a respeito do assunto. Nesse sentido, a pesquisa deve ser um instrumento que proporciona uma evolução no seu processo de crescimento do conhecimento (LUDKE; ANDRÉ, 1986). 
Nas palavras de Ludke e André (1986, p. 03) “É igualmente importante lembrar que, como atividade humana e social, a pesquisa traz consigo, inevitavelmente, a carga de valores, preferências, interesses e princípios que orientam o pesquisador”. Assim, uma pesquisa dificilmente se desliga dos interesses e curiosidades que movem o pesquisador a busca. 
Nesses termos, o pesquisador terá suas hipóteses em relação ao tempo histórico e a realidade social em que ele se encontra, sendo que também há diferentes tipos de abordagens, que por sinal evoluíram bastante, algumas não são totalmente satisfatórias para os pesquisadores. Como por exemplo, os estudos de levantamento que proporcionam uma visão mais geral e momentânea do assunto, assim como o estudo experimental que possibilita detectar e destacar relações estatísticas entre algumas variáveis, e deixam a desejar pela incapacidade em esclarecer tudo que engloba as relações de causalidade e de inter-relações de um mundo particularmente fluido como é o campo educacional. 
Nesse contexto, foram surgindo novas propostas de abordagens: a pesquisa participante, ou participativa, ou ainda emancipatória, a pesquisa-ação, a pesquisa etnográfica ou naturalística e o estudo de caso. Podemos perceber que são soluções metodológicas novas, diferentes, apesar do estado evolutivo, a bibliografia apresentada ainda é escassa. Assim, o pesquisador deve ter o cuidado para atentar a veracidade das informações que vai obtendo no percurso de sua pesquisa. (LUDKE; ANDRÉ, 1986).
Para que possamos compreender o processo e o cotidiano que envolve a docência na Educação Infantil, é necessário saber um pouco sobre o contexto histórico do tema e como ele é abordado na literatura da área educacional no Brasil. Neste sentido, este capítulo tem como objetivo tecer o processo histórico da Educação Infantil no Brasil e da cidade de Erechim (RS) no qual foi realizada a pesquisa, e ainda abordar a história do profissional docente na Educação Infantil. Para tanto buscou-se suporte teórico em referenciais bibliográficos de autores que pesquisam sobre cada área, como: Kuhlmann Jr (2000), Veiga e Fuly (2012), Oliveira (2002), Febronio (2012), Paschoal; Machado (2012), Andrade (2009), Cassol (2006) e Moreno (2013); além de apresentar as políticas públicas que as permeiam a história. 
Desta maneira, entre os autores utilizados, Kuhlmann Jr. nos faz refletir sobre a atualidade da Educação Infantil, visto que ainda há muito que superar, pois suas especificidades perpassam décadas e gerações com pouco reconhecimento. Segundo o autor “A incorporação das creches aos sistemas educacionais não necessariamente tem proporcionado a superação da concepção educacional assistencialista” (KUHLMANN Jr., 2000, p.07). Nesse contexto, a falta de investimento na Educação Infantil também foi um fator para novas classificações, como por exemplo, por faixa etária: de 0 a 3 anos que frequentariam as creches e os de 4 a 6 anos que frequentariam as pré–escolas. Há também uma crescente observância dos municípios em desmembrar núcleos de Educação Infantil e restringir o atendimento no período integral. Porém, é evidente que o histórico das instituições nem sempre foram dessa forma, inclusive as creches atendiam crianças de 0 a 6 anos, e em muitos casos até mais de 6 anos, assim como desde sempre houveram pré-escolas para atender crianças de 3 ou 4 anos (KUHLMANN Jr., 2000). 
Como visto no capítulo anterior, a primeira etapa da Educação Básica a Educação Infantil, possui uma trajetória marcada por lentas, mas importantes conquistas no seu processo histórico, nas políticas públicas educacionais e no que diz respeito ao reconhecimento do profissional docente que atua nesta etapa. Nesse contexto, o presente capítulo pretende discutir sobre a função e as características necessárias ao profissional docente no contexto histórico atual da Educação Infantil. 
A Escola de Educação Infantil pode ser reconhecida pela sua especificidade de acolhimento de crianças desde os primeiros meses de vida e por tantas horas diárias, são espaços de transformação social que com práticas contínuas de certas atitudes, ajudam a formar o caráter pessoal, os desejos e os propósitos em todas as relações na vida das crianças. 
A Educação Infantil é a primeira etapa da Educação Básica, instituição que oferece o primeiro contato da criança com o espaço formal de aprendizagem, para muitas o primeiro contato com crianças de diferentes culturas, realidades sociais, entre outros aspectos. É nesse contexto que a criançatem o direito de estar envolvida a um currículo em que permita seu desenvolvimento integral, na qual é o “conjunto de práticas que buscam articular experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico, e tecnológico [...]” ( BRASIL, 2009, p.12). Assim como, é na escola que a criança aprende a interagir com outros sujeitos criança/criança e criança/adulto.
Nesse sentido, a Educação Infantil é uma etapa em que a criança deve ter a possibilidade de vivenciar tais experiências que permitam o seu desenvolvimento por meio de situações de aprendizagens e brincadeiras mediadas pelo educador. Existem algumas experiências da vida cotidiana das crianças que são rotineiras, essas experiências são chamadas de experiências concretas que se organizam em higiene, sono, alimentação, entre outras. Essas experiências são aquelas construídas no espaço de vivência coletivo, em momentos de produção de narrativas e de aprendizagens da cultura.
A função da Educação Infantil requer um alargamento da responsabilidade com o desenvolvimento cidadão das crianças, pois busca acolhê-la de forma integral, construindo entre adultos e crianças conhecimentos culturais que oportunizem conhecer múltiplas culturas e ampliar o respeito pelo próximo. Assim sua função vai muito além, pois busca romper barreiras de preconceitos e priorizar a igualdade de oportunidades independente da classe social, priorizando de fato a formação integral da criança. Segundo as DCNEI, o currículo da Educação infantil deve promover o desenvolvimento integral das crianças com propostas articuladas entre as experiências e os saberes delas “[...] com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico [...]”( BRASIL, 2009, p.12).
Como podemos observar, o perfil e a identidade do docente da Educação Infantil, possuem aspectos que estão diretamente ligados a formação. Neste sentido, sabemos que a formação dos professores possui o que Machado (2011) chama de desencontro, em que traz que os cursos de formação não respeitam a especificidade da Educação Infantil, assim como conduzem a Educação Infantil para o ensino das séries iniciais do ensino fundamental. 
Nesse contexto os cursos de Pedagogia no Brasil objetivam formar profissionais para diversos níveis da educação: Educação Infantil, séries iniciais do ensino fundamental, educação de jovens e adultos, gestores e de outras áreas, como pedagogo na área empresarial e hospitalar (MACHADO, 2011). Com isso o profissional docente recém-formado em Pedagogia sai da universidade com um leque de opções em diferentes áreas para atuar, uma pluralidade, mas sem especificidades. 
Nesse contexto, em relação ao pedagogo que escolher a área de docente da Educação Infantil precisará buscar além do que encontrou no curso, precisará reconhecer e aprender sobre as especificidades dessa etapa, bem como terá que ter uma compreensão sobre a criança, suas fases de desenvolvimento e sobre a infância. Outro ponto, é que as educadoras colocaram que a constituição da docência, se dá em vários aspectos que englobam desde a formação dos docentes até a reflexão da prática cotidiana. Já em relação a função da Educação Infantil, para as educadoras engloba desde os direitos das crianças em estar na escola até atuação profissional, em que algumas destacam a pedagogia da escuta. 
Os desafios no cotidiano da Educação Infantil, que as educadoras apontam na pesquisa, vão desde relações com as famílias até a barreira com as próprias colegas de atuação em não querer inovar suas ações pedagógicas. E suas buscas por aperfeiçoamento são através de leituras, estudos, cursos, formação continuada e reflexão da prática, sendo essa ultima de extrema importância para o trabalho do professor seja em qual etapa ele atuar. 
Os apontamentos das educadoras demonstraram que a maioria está consciente da importância da reflexão da prática, assim como a busca pelo conhecimento nunca deve se esgotar, pois sempre há o que aprender e pesquisar. Também, concluiu-se que o brincar é considerado uma especificidade da Educação Infantil, fato preocupante e incentivador a pesquisa nas outras etapas da educação básica. Com esta pesquisa, enfatizou que na Educação Infantil, os docentes não preparam e não dão aulas, eles planejam e organizam propostas e experiências com intencionalidade, que não vão ser dadas, mas sim construídas com e para as crianças.
A pesquisa do trabalho em questão contou com a pesquisa de cunho bibliográfico, na qual é possível utilizar, livros, revistas, artigos, periódicos, e dentre outros instrumentos e legislações. 
Conforme Gil (2008, p. 44), “[...] a pesquisa bibliográfica é desenvolvida com base em material já elaborado, constituído principalmente de livros e artigos científicos”. Perante essa perspectiva o trabalho ganhou forma e abordou os aspectos distintivos da alfabetização e letramento na educação infantil.
Conforme exposto anteriormente, numa perspectiva da psicogênese, existe uma diferenciação entre os processos de alfabetização e letramento, embora sejam fenômenos complementares. O primeiro se refere à codificação e decodificação dos signos, e o segundo ao uso social da escrita. Para Silva (2020), 
entende-se a alfabetização como o processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e ortográfico que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia. Entende-se o letramento como o processo de inserção e participação na cultura escrita. Trata-se de um processo que tem início quando a criança começa a conviver com as diferentes manifestações da escrita na sociedade e se prolonga por toda a vida, com a crescente possibilidade de participação nas práticas sociais que envolvem a língua escrita (SILVA, 2020, p.92). 
Magda Soares (2003) também reconheceu as especificidades de ambos os processos, porém destacou ser um erro conceitual dissociar alfabetização e letramento, pois estes são processos interdependentes e indissociáveis, de tal forma que a autora se utiliza da expressão “alfaletrar”. Assim sendo, a entrada das crianças no mundo da escrita ocorre simultaneamente por dois processos: “pela aquisição do sistema convencional de escrita – a alfabetização – e pelo desenvolvimento de habilidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nas práticas sociais que envolvem a língua escrita – o letramento” (SOARES, 2003, p.14)
A inclusão da educação infantil como direito constitucional reflete um avanço democrático significativo, uma vez que reconhece a educação nos primeiros anos de vida como uma responsabilidade compartilhada entre o Estado e a família. Isso marca uma mudança fundamental, na qual a educação infantil é entendida como um direito social que precisa ser garantido pelo poder público para que todas as crianças tenham acesso às oportunidades de desenvolvimento desde cedo. 
A educação infantil é parte de um processo mais amplo de formação humana, essencial para o desenvolvimento integral das capacidades da criança e o estado tem uma função crucial na criação de políticas públicas que assegurem o acesso universal e de qualidade à educação infantil, possibilitando que as crianças possam vivenciar uma aprendizagem que promova suas habilidades cognitivas, sociais, emocionais e físicas. Isso não apenas contribui para o sucesso escolar nas etapas seguintes, mas também forma cidadãos mais críticos e participativos na vida social (
Alfabetização refere-se ao processo de aprendizagem da leitura e da escrita, envolvendo o domínio das habilidades técnicas de decodificação e codificação do sistema alfabético. Esse processo permite que a criança reconheça, compreenda e utilize os símbolos da escrita, estabelecendo a relação entre letras e sons, essencial para o desenvolvimento da comunicação escrita e da autonomia no uso da linguagem. A alfabetização foca no aprendizado formal da leitura e da escrita, sendo o primeiro passo para o uso da linguagem escrita.Uma pessoa alfabetizada é aquela que domina o sistema de escrita, compreendendo suas convenções e sendo capaz de identificar, interpretar e produzir textos, habilidades essenciais para a comunicação e participação social.
3	CONCLUSÃO
A partir da revisão bibliográfica realizada, foi possível compreender que os conceitos de alfabetização e letramento são complementares e essenciais para a formação integral das crianças na educação infantil. A alfabetização, enquanto processo de apropriação do sistema de escrita, e o letramento, como prática social da leitura e da escrita, devem ser trabalhados de forma integrada, respeitando o desenvolvimento e o contexto social e cultural de cada criança.
Através dos estudos foi possível refletir criticamente sobre os conceitos de alfabetização e letramento no contexto da educação infantil, destacando suas especificidades, inter-relações e contribuições para o desenvolvimento integral da criança. Os estudos analisados evidenciam que alfabetizar não se resume ao ensino mecânico das letras, mas envolve proporcionar experiências significativas com a linguagem, que estimulem a curiosidade, o pensamento crítico e a capacidade de expressão.
O letramento, por sua vez, amplia a compreensão da linguagem escrita como prática social, inserida nas vivências cotidianas das crianças. Ele considera os diferentes contextos culturais, sociais e familiares, possibilitando que a criança atribua sentido à leitura e à escrita desde cedo. Assim, alfabetização e letramento não devem ser tratados como processos isolados, mas como práticas complementares, que, quando integradas, fortalecem a construção do conhecimento e o protagonismo infantil.
REFERÊNCIAS
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