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Luiza Guerra Lemos TRANSCRIÇÃO AULAS OFICIAIS AHA: TEMAS DENTRO DO PALS (SUPORTE AVANÇADO DE VIDA EM PEDIATRIA) • Suporte Básico de Vida em Pediatria • Abordagem sistemática de avaliação • Emergências Respiratórias • Emergências de choque • Emergências Cardíacas • Cuidados pós-PCR ATUALIZAÇÃO SOBRE RESSUSCITAÇÃO PEDIÁTRICA • FREQUENCI RESPIRATÓRIA DURANTE RCP PEDIÁTRICA: o 30 / min em→ vítima parou de responder → chamar ajuda / sistema médico de emergência → colocar a vítima no chão → iniciar RCP o RCP em criança engasgada ▪ Sempre que for verificar a via aérea conferir se o objeto está visível e passível de ser removido − Não procurar as cegas para não aprofundar ainda mais o objeto o DESOBSTRUÇÃO EM BEBÊ: Luiza Guerra Lemos ▪ Obstrução + bebê consciente → sentar com o bebê no colo → apoiar o bebê no antebraço com a cabeça um pouco mais baixa / sustentando a mandíbula e a cabeça com a mão / antebraço sobre a coxa para ter apoio / evitar comprimir a garganta → Administrar até 5 golpes entre a escápula do bebê, com a base da mão → vire o bebê de barriga pra cima (fazer essa virada do bebê apoiando ele entre os 2 antebraços → apoia o bebê no antebraço, segurando a cabeça um pouco mais baixa → aplicar 5 compressões toráxicas no local usual do esterno (1c/seg) → repita a sequência: 5 pancadas nas costas + 5 compressões torácicas → até o objeto ser removido ou o bebê deixar de responder ▪ RCP em bebê engasgado − Sempre que for verificar a via aérea conferir se o objeto está visível e passível de ser removido o Não procurar as cegas para não aprofundar ainda mais o objeto − Se estiver sozinho: após 2 minutos ou 5 ciclos de RCP → acionar serviço médico de emergência ABORDAGEM SISTEMÁTICA DE AVALIAÇÃO • Avaliação do paciente → identificação do problema → intervenções adequadas → (re) avaliação do paciente → ... o A → I → I → A → I → I → A → I → I ... AVALIAÇÃO (IMPRESSÃO) INICIAL • Antes mesmo de tocar a criança • Aparência (A - Appaerence) Respiração (B – Breathing) Circulação (C – Circulation) • TRIANGULO DE AVALIAÇÃO PEDIÁTRICA (TAP) o APARÊNCIA ▪ OBSERVAR A APARÊNCIA – inclui nível de consciente e capacidade de interagir → NÃO RESPONDEU? → PEDIR AJUDA + ATIVAR SISTEMA DE RESPOSTA DE EMRGÊNCIA → VERIFICAR RESPIRAÇÃO E PULSO → FORNECER VENTILAÇÃO DE RESGATE / RCP o RESPIRAÇÃO ▪ ou FR? / Sinais de esforço respiratório? / Sons audíveis? -> o CIRCULAÇÃO ▪ Avalia a perfusão ▪ Avaliar cor e padrão da pele + sinais de hemorragia / hemorragia evidente o SITUAÇÕES POTENCIALMENTE FATAIS ▪ Inconsciente, arresponsiva, apneico ▪ Inadequado ou respiração com esforço, dificuldade p/ respirar ▪ Moteada, cinza, pálida ou cianótica ▪ LIGAR PARA AJUDA IMEDIATAMENTE + INICIAR TTO DE SALVAMENTO o Se não houver sinais de situação potencialmente fatal → prosseguir com avaliação primária APARÊNCIA Grau e interatividade Tônus muscular Resposta verbal / choro CIRCULAÇÃO (COR) Pálido Moteamento Cianótico ESFORÇO RESPIRATÓRIO Tripé ou posição olfativa Retrações Sons respiratórios audíveis Luiza Guerra Lemos AVALIAÇÃO PRIMÁRIA • Avaliação rápida e prática ABCDE o A - Via aérea o B – Respiração o C – Circulação o D – Disfunção o E – Exposição • A – VIA AÉREA o Determinar se a via aérea superior está patente e preservável ▪ Preservável = pode ser mantida pérvia e patente com medidas simples (posicionamento, aspiração, inserção de uma via oro faríngea) ▪ Criança não respondendo → abrir a via aérea com inclinação da cabeça e elevação do queixo o SE via aérea não patente / não puder ser aberta c/ manobras simples → inserir via aérea avançada • B – RESPIRAÇÃO o Se via aérea patente avaliar agora respiração o AVALIAR: ▪ Padrão de respiração ▪ Frequência respiratória (normal, ou ) ▪ Esforço (na inspiração, expiração ou ambos?) − Sinais de esforço: batimento de asa nasal, respiração paradoxal ▪ Som grosseiro audível? (estridor, tosse seca, ronco, gemência) ▪ Expansibilidade torácica (prolongada? Simétrica?) o REALIZAR AUSCULTA ▪ SONS ANORMAIS − Sibilos − Estertores ▪ MOVIMENTO DO AR − Normal − Diminuído − Desigual o OXIMETRIA ▪ Fala sobre a saturação da hemoglobina, mas não garante que há oxigenação tecidual ou eliminação de dióxido de carbono ▪ Se pulso fraco → atrapalha o uso do oxímetro ▪ 45 mg/dL ▪ Bebês/ Crianças: > 60 mg/dL • E – EXPOSIÇÃO o Monitorar temperatura, examinar a pele em busca de lesões, hemorragias, erupções cutâneas o Avaliar o corpo inteiro o EVIDÊNCIAS DE TRAUMA ▪ Hemorragias ▪ Queimaduras ▪ Hematoma o ERUPÇÕ OU DESCOLORAÇÃO CUTÂNEAS ▪ Petéquias ou púrpuras (Manchas roxas que não clareiam sob compressão na pele – sangramento) o TEMPERATURA ▪ Normal, alta ou baixa ▪ Algumas infecções podem causar hipotermia (especialmente graves ou em imunocomprometidos) AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA • Aprofundada, c/ exame físico minucioso, c/ informações adicionais sobre o paciente e o contexto • SAMPLE o S - Sinais e Sintomas o A – Alergia o M – Medicamentos o P – Passado médico o L – Última alimentação (Last oral intake) o E – Eventos que levaram ao contexto atual • SINAIS o Avaliados pelo médico o Sibilos, taquipneia, taquicardia, diaforese • SINTOMAS o Queixa do paciente ou cuidador o Falta de ar, dor abdominal, apetite, cefaleia • ALERGIAS o Medicamentosas ou alimentares • MEDICAMENTOS o Vitaminas, fitoterápicos o Fornecem pista sob antecedentes o Poderia ser overdose de medicamentos do ambiente da criança • PASSADO MÉDICO o Doenças, hospitalizações, cirurgias e imunizações o EX: Tosse a noite → asma? • ÚLTIMA REFEIÇÃO o Saber quando e o que comeu/ bebeu o Pode ser a causa de um choque anafilático o Importante em caso de cirurgias • EVENTOS QUE ANTECEDERAM O QUADRO ATUAL o Todos os sinais, sintomas e eventos prévios ao quadro atual DINÂMICAS DE EQUIPE EQUIPES DE ALTO RENDIMENTO Luiza Guerra Lemos • Medidas: capacidade atingir métricas de desempenho específicas e Frequência de Compressões Torácicas• FCT – Tempo gasto p/ aplicar compressões torácicas de alta qualidade durante uma PCR o Eliminar pausas entre compressões de qualidade o PAUSAS nas compressões: ▪ Entubação ▪ Verificação de ritmo ▪ Verificação de pulso ▪ Trocas ▪ Desfibrilação • COMO DIMINUIR PAUSAS / MELHORAR A RCP EM EQUIPE: o MÃOS POR CIMA ▪ Quando for necessário pausar as compressões manter as mãos na posição para retomar rapidamente o VERIFICAR PULSO/ CARREGAR DESFIBRILADOR ▪ 15 segundos antes de pausar as compressões, no final de cada ciclo de 2 minutos − Verificar pulso − Carregar o desfibrilador − Prepara-se p/ aplicar o choque em 10 segundos o ALTERNAR RESPONSÁVEIS PELA COMPRESSÃO ▪ Ao trocar os responsáveis o segundo deve vir por trás do primeiro para que tenha a mesma visão da equipe e do DEA ▪ Trocar os responsáveis a cada 2 minutos o MTRÔMONO / DISPOSITIVOS DE FEEDBACK EM TEMPO REAL ▪ Ajudam definir a frequência certa • DINÂMICA DE EQUIPE EFICAZ o FUNÇÕES ▪ Líder de equipe → estabelece funções e responsabilidades bem claras ▪ Conhecer suas limitações ▪ Intervenções construtivas o O QUE COMUNICAR ▪ Trocar conhecimento, ideias e observações o COMO SE COMUNICAR ▪ Em circuito fechado ▪ Mensagens claras ▪ Respeito e profissionalismo o PRÁTICA EFICAZ EXIGE MEDIÇÃO EFICAZ ▪ Discutir com equipe ▪ Traçar metas ▪ Praticar INSTRUTOR DE RCP • Nova função na equipe, tem o objetivo de controlar as dificuldades e otimizar a parada. Permite que o líder possa se concentrar em outras funções. • Deve ficar próximo a quem faz a compressão e próximo a tela do dispositivo de feedback • Tem o objetivo de manter as pausas 5 segundos, menos a intubação • INTUBAÇÃO o Não interromper a compressão ou pausa 10 seg. o Se pausa > 10 seg. → voltar RCP EMERGÊNCIAS RESPIRATÓRIAS Luiza Guerra Lemos • Emergências pediátricas mais comuns ANATOMIA VIA AÉREA PEDIÁTRICA • Vias respiratórias de criança e de bebê são menores e mais curtas que adultas • Laringe adulta: cilíndrica c/ abertura mais estreita no nível das cordas vocais // Laringe criança e bebê: é afunilada • A via aérea continua a estreitar até a cartilagem cricoide → ponto mais estreito da via aérea → anel não dilatável em torno da via aérea • Língua e epiglote são grandes em bebê e crianças → contribuem p/ obstrução • Laringe fica em uma posição mais superior e anterior que adultos • Via aérea sempre anterior ao esôfago • A cartilagem cricoide é o único anel de cartilagem completo localizado abaixo das cordas vocais AVALIAÇÃO DE EMERGÊNCIAS RESPIRATÓRIAS • Como em qualquer enfermidade usar a sequência: Avaliar, Identificar e Intervir • AVALIAR → Há 4 tipos de problemas respiratórios: o Obstrução da viam aérea superior o Obstrução da via aérea inferior o Doença do tecido pulmonar o Distúrbios do controle da respiração • OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA SUPERIOR: o FR o esforço ▪ Retrações − Devido a maior complacência da parede torácica e da pressão intratorácica negativa ▪ Batimento de asa nasal o SINAIS E SINTOMAS: ▪ Estridor inspiratório ▪ Som inspiratório agudo ▪ Rouquidão ▪ Tosse seca / espasmódica ▪ Salivação ▪ Ronco ▪ Gorgolejos • Assumir posição que facilite a respiração e conforto • OBSTRUÇÃO DA VIA AÉREA INFERIOR: o EX: Asma, bronquiolite o FR o esforço o Ausculta: ▪ Fluxo de ar pode ▪ Expiração prolongar ▪ Sibilos expiratórios • DOENÇA DO TECIDO PULMONAR: o Taquipneia o Esforço o Gemencia o Estertores o Menor movimento do ar / diminuição do fluxo de ar • DISTÚRBIOS DO CONTROLE DA RESPIRAÇÃO Luiza Guerra Lemos o Lesão cerebral, overdose de medicamentos... o Padrão respiratório irregular o Baixa FR o Respiração superficial o Fluxo do ar normal ou reduzido o Tônus musculares e estado mental alterado ▪ Causa obstrução da via aérea INTERVENÇÃO • Pode ser simples como posicionar adequadamente • Uso de medicamentos inalados com auxílio de nebulizador • Administrar oxigênio o Há vários tipos de dispositivos para administrar oxigênio NEBULIZADOR • Tubo em T + tubulação de plástico p/ oxigênio + reservatório de nebulização + máscara + fonte de O2 ou ar comprimido • Os medicamentos são usados para tratamento da obstrução da via aérea o Diminuição do edema e da broncoconstrição SISTEMA DE BAIXO FLUXO • O2 + ar ambiente durante a inspiração • Concentração de 02 é determinada por: o Tamanho da criança o Fluxo de oxigênio o Volume respiratório o E frequência respiratório • EX: Cânula nasal simples e máscara simples • CANULA NASAL: o 250ml a 4 l /m • MÁSCARA: o > 6l e a 10l SISTEMAS DE ALTO FLUXO: • Com ou sem concentração variável de oxigênio • Máscara firmemente vedadas contra a face + Válvula unidirecional p/ paciente expirar (permite exalação, mas não carreamento de ar ambiente) + reservatório • MÁSCARA FACIAL SEM REINALAÇÃO: o Concentração alta de O2, próxima de 100% o Fluxo de 10 a 15l/min o Fluxo adequado p/ manter o reservatório parcialmente expandido o O ar ambiente não é aspirado o Sempre conectadas ao O2 • CANULA NASAL DE ALTO FLUXO o Comuns em UTI o Fluxo de 4l em bebês a 40l em adolescente o Ar ambiente + oxigênio • BOLSA VÁLVULA MÁSCARA: o Ventila com pressão positiva o + O2 → Permite concentração de quase 100% o Fluxo > 10l de O2 Luiza Guerra Lemos o Pode ser tão eficaz quanto a ventilação por tubo endotraqueal o ASPIRAÇÃO: Pode ser necessário limpar via aérea (sangue, fluidos ou vômito) ▪ Complicações da aspiração: − Hipóxia − Estimulação vagal − Bradicardia − Engasgo ou vômito − Lesão nos tecidos moles − Agitação ▪ Tecnica de aspiração da orofaringe: − Colocar a sonda na orofaringe sobre a língua − Guie até a faringe posterior e aspire cobrindo a abertura lateral do cateter, ao mesmo tempo retire o cateter com um movimento de rotação ▪ Limite as tentativas de aspiração ao Baixa perfusão o Nível de consciência pode ser inicialmente normal → diminui c/ progressão do choque o PA: ▪ INÍCIO: Pode subir por liberação de catecolaminas ▪ COM A PROGRESSÃO: PA cai − Se hipotensão → tratamento imediato pra evitar PCR CHOQUE DISTRIBUTIVO • Fluxo sanguíneo baixo em alguns tecidos, mas muito alto em outros • Associado a: vasodilatação, vazamento capilar e função cardíaca • APRESENTAÇÃO CLÍNICA: o Variável o Taquicardia o Perfusão deficiente ▪ Pele fria, maior tempo de enchimento capilar o Pele quente e enrubescida c/ enchimento capilar rápido • PRINCIPAL FORMA: Choque séptico o Infecção sistêmica • CHOQUE SÉPTICO: o Infecções graves → dilatação dos vasos pequenos + perda de fluido pros tecidos o Precedido por sinais e sintomas de infecção ▪ EX: febre, petéquias, erupção púrpura o Progressão pode demorar horas • CHOQUE ANAFILÁTICO: o Decorre devido a uma reação alérgica grave o Pode haver liberação de substâncias que permeabilidade dos vasos sanguíneos → perda de fluido p/ tecidos (igual choque séptico) o Pode se desenvolver rapidamente, em poucos minutos CHOQUE CARDIOGÊNICO • Perfusão tecidual inadequada devido disfunção miocárdica • CAUSAS COMUNS: • Cardiopatias congênitas, miocardite e miocardiopatia • CAUSAS MENOS COMUNS: o Arritmias Luiza Guerra Lemos o Sepse o Toxicidade medicamentosa o Lesão miocárdica direta • ALTERAÇÕES NO CHOQUE CARDIOGENICO: o Taquicardia acentuada o Resistencia vascular sistêmica elevada o Vasoconstrição intensa o Diminuição do débito cardíaco o Pode haver congestão pulmonar → desconforto respiratório o Volume intravascular: normal ou elevado (se ingestão oral adequada) CHOQUE OBSTRUTIVO • Débito cardíaco prejudicado pela obstrução física do fluxo sanguíneo • CAUSAS DE OBSTRUÇÃO o Ar o Fluido o Coágulos sanguíneos • EX: Pneumotórax por tensão, tamponamento cardíaco, embolia pulmonar maciça ou defeitos cardíacos congênitos que causam obstrução do fluxo sanguíneo pulmonar, aórtico ou sistêmico • Algumas dessas lesões dependem do canal arterial p/ obter o fluxo sanguíneo, pulmonar ou sistêmico → o canal arterial começa a se fechar após o nascimento → estado do bebê pode se agravar rapidamente • O débito cardíaco é afetado nos choques hipovolêmicos e obstrutivos → pode ser difícil a distinção CLASSIFICAÇÃO DO CHOQUE E GRAVIDADE • 1- Categorizar em um dos 4 tipos de choque • 2- Definir a gravidade como compensada ou hipotensiva • CHOQUE COMPENSADO: o PA adequada → normal ou alta ▪ Resposta de luta ou fuga: Vaso constrição sistêmica → mantém a pressão arterial • CHOQUE HIPOTENSIVO: o PA baixa ▪ Inferior ao 5º percentil para a idade ▪ Ocorre quando os mecanismos compensatórios falham o Ameaçador → intervenção imediata MONITORAR PACIENTES EM CHOQUE • Monitor cardíaco → FC e ritmo cardíaco • Oximetria de pulso • Medições frequentes da PA RESSUSCITAÇÃO COM FLUIDOS • Rápido acesso vascular → administração de fluidos e fármacos • CHOQUE COMPENSADO: Acesso venoso periférico preferencialmente (se rápido) • CHOQUE HIPOTENSIVO: Acesso vascular imediato o Acesso intraósseo (IO) pode ser necessário • Fluido terapia com bolus IV ou IO → restaurar o fluxo sanguíneo para os tecidos • Velocidade e volumes: depende do quadro • CHOQUE HIPOVOLÊMICO, DISTRIBUTIVO OU OBSTRUTIVO: Bolus de fluido rapidamente • CHOQUE CARDIOGENICO: o Bolus de fluido menor e administrado mais devagar Luiza Guerra Lemos o Risco de edema pulmonar e débito cardíaco → comprometer oxigenação, ventilação e débito cardíaco o 5 a 10 ml/kg de cristaloide isotônico em intervalo de 10 – 20 min o Monitorizar os parâmetros hemodinâmicos e respiratórios durante e infusão e repita as infusões se necessário • MELHOR FLUIDO INICIAL: Solução cristaloide isotônica o Soro fisiológico ou ringer lactato o Não administrar fluidos com dextrose na ressuscitação do choque • PESO NÃO CONHECIDO → Estimar pelo comprimento com uma fita de ressuscitação • BOLUS TÍPICO PARA CHOQUE: o 20 ml/kg em 10 – 20 minutos • Pode-se (e deve dependendo do quadro) usar sistema de aplicação rápida p/ administrar o fluido rapidamente: o Risco: embolia gasosa • FEBRE SEM SINAL DE CHOQUE: Não recomendada administração de bolus de fluidos IV SINAIS E SINTOMAS DE NECESSIDADE DE TERAPIA ADICIONAL (Além da fluidoterapia) • Estertores crepitantes • Desconforto respiratório • Hepatomegalia TERAPIA ADICIONAL • Epinefrina • Inodilatador (milrinone) SUPORTE RESIRATÓRIO ADICIONAL • Pode ser necessário CPAP ou intubação e ventilação mecânica após a ressuscitação por fluidos OUTRAS CONDUTAS • CHOQUE SÉPTICO: o ANTIBIÓTICO na primeira hora de atendimento o FÁRMACOS VASOATIVOS ▪ Se não responder ao bolus de fluido • CHOQUE CARDIOGÊNICO: o Podem ser necessários pequenos bolus de fluido c/ mais frequência, administrados com mais cautela o Maioria necessitara suporte inotrópico -> EX> Epinefrina ou milrinone • CHOQUE OBSTRUTIVO o Tratamento direcionado pro problema subjacente o EX: PNEUMOTÓRAX ▪ Descompressão por agulha o EX: TAMPONAMENTO CARDIÁCO ▪ Indicada pericardiocentese o EX: CARDIOPATIA CONGÊNITA DEPENDENTE DE CANAL ARTERIAL ▪ Prostaglandina o Bolus pequenos e vasoativos (epinefrina) → pode ajudar até se definir a causa EMERGÊNCIAS DE ARRITMIA • Para avaliar o ritmo e frequência cardíaca em crianças graves é necessário considerar a FC e ritmo basal, e nível de atividade, idade e estado clínico Luiza Guerra Lemos SINAIS DE INSTABILIDADE COM ARRITMIA • Desconforto ou insuficiência respiratória • Choque com perfusão deficiente nos órgãos alvo c/ ou sem hipotensão • Irritabilidade ou do nível de consciência • Dor torácica ou sensação de desconforto • Colapso súbito ARRITMIAS PEDIÁTRICAS MAIS COMUNS • Bradicardia sinusal • Bloqueio atrioventricular (AV) • Taquicardia sinusal • Taquicardia supraventricular (TSV) BRADICARDIA SINUSAL • BRADICARDIA: FCo Tentar manobras apenas enquanto está se preparando para a cardioversão farmacológica ou elétrica ▪ Não atrasar o tratamento definitivo por conta de manobras vagais • TIPOS DE MANOBRA: o Gelo no rosto ▪ Pode ser usada em bebê e crianças de toda idade o Valsava → soprar canudo ▪ Crianças mais velhas e cooperativas • Quando as manobras não funcionam → cardioversão elétrica ou farmacológica CARDIOVERSÃO FARMACOLÓGICA • TSV: o ADENOSINA ▪ Mais comum na TSV ▪ Bloqueia a condução do nó AV por +/- 10 seg. ▪ A administração lenta e em bolus inadequado leva a insucesso ▪ TÉCNICA → Bólus rápido: − Administração rápida e imediata c/ 5 a 10ml de SF ▪ Pode ocorrer período de 10 – 15 segundos de bradicardia grave ou assistolia após administração da droga ▪ A cardioversão elétrica pode ser necessária CARDIOVERSÃO SINCRONIZADA • Terapia p/ converter taquiarritmias c/ pulso em ritmo sinusal o PRINCIPALMENTE: TSV e TV o Deve ser sincronizada ▪ Se não for sincronizada → risco de choque em onda T → Fibrilação Ventricular • Aplicada em crianças acordas e alertas • Analgesia e sedação podem ser usadas o Cuidado com medicações com efeitos cardiorrespiratórios e demais efeitos adversos • Em crianças ESTÁVEIS → acesso → sedação e analgesia • Em crianças INSTÁVEIS → Não atrasar a cardioversão para fazer acesso e sedação • PASSOS COMUNS PARA A CARDIOVERSÃO SINCRONIZADA: o 1- LIGUE O DESFIBRILADOR ▪ Escolha as pás de tamanho adequado e coloque na posição correta o 2- SELECIONE O MODO SINCRONIZADO ▪ Verifique os marcadores sobre as ondas R → Indica modo SYNC ativado o 3- SELECIONE CARGA DE ENERGIA ADEQUADA ▪ INICIAL: 0,5 a 1 J/kg Luiza Guerra Lemos ▪ SE CHOQUES SUBSEQUENTES: 2 J/kg o 4- CARREGUE O DESFIBRILADOR o 5- PEDIR PARA QUE AS PESSOAS SE AFASTEM o 6- APLICAR O CHOQUE o 7- REAVALIAR PACIENTE ▪ Verificar ritmo e pulso ▪ Se bem-sucedida → sem necessidade de novas cardioversoes elétricas ▪ Se taquiarritmia persiste → preparar p/ nova cardioversão c/ carga de energia − Lembrar de redefinir o modo → maioria dos desfibriladores volta para o padrão não sincronizado ▪ Se FV ou TV s/ pulso → iniciar RCP c/ choque NÃO sincronizado o mais rápido possível PCR • PCR = Cessação da circulação sanguínea por ausência ou ineficiência da atividade mecânica cardíaca CLÍNICA: • Criança não responde • Não respira • Gasping • Não há pulso detectável MECANISMOS GERAIS PARA O DESENVOLVIMENTO DE PCR • INSUFICIÊNCIA CARDIOPULMONAR: o Mais comum o CAUSA: ▪ Insuficiência respiratória ▪ Choque hipotensivo o EVOLUÇÃO → PCR (parada hipóxica/ asfixia) • ARRITMIAS VENTRICULARES SÚBITAS o Evoluindo p/ PCR ▪ Raro (diferente do adulto) RITMOS DE PCR • ASSISTOLIA • ATIVIDADE ELÉTRICA S/ PULSO • FIBRILAÇÃO VENTRICULAR • TAQUICARDIA VENTRICULAR SEM PULSO o Inclusive torsades de pointes CONDUTA • PARA TODOS OS RITIMOS DE PCR: o RCP + MEDICAÇÃO DE EMERGÊNCIA (de acordo c/ o algoritimo de PCR pediátrico) FORMA DA ATIVIDADE ELÉTRICA NOS RITMOS DE PARADA • AESP: o Há atividade elétrica organizada no monitor cardíaco, mas o paciente permanece sem pulso • ASSISTOLIA, FV E TV: o Não são consideradas atividades elétricas organizadas CAUSAS DA PCR • Hs e Ts Luiza Guerra Lemos • Hs: o Hipoglicemia o Hipovolemia o Hipóxia o Hidrogênio (acidose) o Hipercalemia o Hipocalemia o Hipotermia • Ts: o Tensão do tórax por pneumotórax hipertensivo o Tamponamento cardíaco o Toxinas o Trombose pulmonar (ou embolia) o Trombose coronária DESFIBRILAÇÃO • A RCP sozinha pode não ser suficiente para salvar a vida • RITMO DE PCR CHOCÁVEL → RCP + Desfibrilação • Desfibrilação → despolariza o coração → cessa a fibrilação ventricular (reinicia o coração) • Manual > DEA (permite ajustar a carga do choque) o Necessário saber avaliar o ritmo • PASSOS (similares aos da cardioversão sincronizada) o NÃO USAR MODO SINCRONIZADO ▪ APÓS COLOCAR AS PÁS → Selecionar imediatamente carga de energia desejada o NIVEIS DE ENERGIA > QUE NA CARDIOVERSÃO ▪ PRIMEIRA: 2 – 4 J/kg ▪ SEGUNDA: 4 J/kg ▪ 3ª, 4ª...: 4 – 10 J/kg ▪ MNEMÔNICO: 2, 4, 6 e 8 • APÓS CADA CHOQUE: Retomar RCP por 2 minutos ANTES de verificar ritmo e pulso CUIDADOS PÓS-PCR • Há uma ampla variedade de resposta após uma RCP bem-sucedidas • Após o RCE (Retorno da Circulação Espontânea) pode responder com: o Respiração espontânea, boa função hemodinâmica e perfusão sistêmica o Estado comatoso, apneicas e hemodinamicamente instáveis • Muitas crianças precisarão de monitoramento invasivo p/ obter controle METAS PÓS RCE • Otimizar: o Oxigenação o Ventilação o Perfusão PASSOS PARA OTIMIZAR AS METAS: • 1- VI AÉREA E RESPIRAÇÃO o Avaliar se está patente e se tubo bem-posicionado ▪ Capnografia → indica tubo nas vias aéreas Luiza Guerra Lemos ▪ RX Tórax: Mostra a profundidade do tubo e descarta entubação do brônquio principal o SATURAÇÃO DE O2: 94 – 99% o NÍVEL DE CO2 ADEQUADO (pra cada estado específico) ▪ Usar a capnografia (indireto) ou gasometria • 2- SUPORTE A FUNÇÃO HEMODINÂMICA E PERFUSÃO SITÊMICA o Otimizar débito cardíaco o DÉBITO CARDÍACO = Produto da FC pela ejeção ventricular o FC adequada → tratar bradi e taquicardias ▪ BRADICARDIA → devido hipóxia, hipotermia ou disfunção cardíaca − Garantir ventilação e oxigenação adequada − Seguir o algoritmo de bradicardia o Considerar a FEV determinada pela pré-carga, contratilidade e pós carga − PARA PRÉ-CARGA, ESTIRAMENTO E ENCHIMENTO DOS V: − Bolus de fluido o Pós PCR podem não tolerar 20ml/hg → fazer bolus menor e em intervalo menor o 5 – 10 ml/kg por 10 – 20 min o Reavaliar após cada bolus − Após pré-carga, verificar se contratilidade está alterada o AVALIAR E CORRIGIR: ▪ Hipoglicemia ▪ Desequilíbrios eletrolíticos ▪ Hipocalcemia o SE FUNÇÃO MIOCÁRDICA CONTINUAR RUIM: ▪ Epinefrina (inotrópicos) ▪ Milrinone (inodilatadores) o PODE OCORRER HIPERTENSÃO ▪ CAUSAS: Convulsão, agitação... ▪ HAS → pode pós-carga e débito cardíaco ▪ O tratamento imediato raramente é necessário o EVITAR HIPOTENSÃO: ▪ TRATAMENTO: Fluido, vasopressores ou ambos ▪ PAS > 5º percentil p/ idade o PODE SER NECESSÁRIO PIA • 3- SNC E REVENÇAO DE LESÕES CEREBRAIS SECUNDÁRIAS o CAUSAS DE LESÕES CEREBRAIS SECUNDÁRIAS: ▪ Hipertermia ▪ Hipotensão ▪ Hipoglicemia ▪ Hipóxia o Tratar hipertermia e convulsões o TEMPERATURA ▪ Hipotermia leve é comum ▪ CRIANÇAS COMATOSAS: − 5 dias de normotermia (36 °C a 37,5 °C) OU − 2 dias de hipotermia (32 °C a 34 °C) + 3 dias de normotermia o CONVULSÕES ▪ CAUSAS: − Hipoglicemia Luiza Guerra Lemos − Desequilíbrio eletrolítico − Lesão cerebral de base • 4- TRANFERIR PARA O NÍVEL ADEQUADO DE CUIDADOS COMO LIDAR COM O ÓBITO ACESSO INTRAOSSEO