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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTA - UNINTA CURSO DE GRADUAÇÃO EM PEDAGOGIA SARA LIMA DE ABREU RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II CASTELO DO PIAUÍ/PI 2024 SARA LIMA DE ABREU RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO II CASTELO DO PIAUÍ/PI 2024 Relatório de Estágio apresentado ao Centro Universitário INTA - UNINTA como requisito parcial para aprovação na disciplina de Estágio Supervisionado. Orientação: Prof. M.e. Daniel Luis Madeira Carneiro. SUMÁRIO 1 2 3 4 5 INTRODUÇÃO.......................................................................................... REVISÃO DA LITERATURA.................................................................... RELATO DA REGÊNCIA DO ESTAGIÁRIO............................................ CONCLUSÃO........................................................................................... REFERÊNCIAS......................................................................................... 4 5 6 18 19 . 1 INTRODUÇÃO Este relatório refere-se ao estágio supervisionado II na área de ação docente nos anos iniciais do Ensino Fundamental I, realizado no curso de Licenciatura em Pedagogia. O estágio foi desenvolvido de forma presencial na Escola Municipal Professora Maria Aparecida da Silva, localizada no Loteamento Portal, S/N, no bairro Perpétuo Socorro, CEP 64340-000, em Castelo do Piauí. O estágio foi orientado por Daniel Luís Madeira Carneiro e supervisionado pela professora regente Rosalina Soares de Souza. O trabalho foi realizado por mim, Sara Lima de Abreu, estudante do Centro Universitário Inta-Uninta. O objetivo deste relatório é servir como uma ferramenta fundamental na formação do estudante de Pedagogia, pois, por meio dele, o aluno pode vivenciar a prática docente e adquirir experiência para sua futura atuação profissional. É durante o estágio que o estudante integra teoria e prática, além de esclarecer dúvidas sobre sua área de estudo, ganhando maior clareza sobre sua futura profissão. Durante este estágio supervisionado, tive o prazer de me encantar com a pedagogia e de ser bem recebida pela escola e pelas crianças. Esse momento foi único, pois me fez ter a certeza de que estou no caminho certo e que minha dedicação será fundamental para me tornar uma educadora de qualidade. O estágio é uma oportunidade valiosa para aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo da formação acadêmica, sendo um processo desafiador, porém de grande aprendizado, que capacita os futuros profissionais da educação. O principal objetivo deste relatório é compartilhar minha experiência durante o estágio supervisionado II no Ensino Fundamental I, onde enfrentei diversos desafios, mas também pude desenvolver laços afetivos com todos os envolvidos, especialmente com as crianças. Finalizo este trabalho com o coração cheio de gratidão e alegria, agradecida por essa rica experiência. 2 REVISÃO DE LITERATURA As vivências e experiências adquiridas no estágio supervisionado constituem a base para a formação do futuro profissional na área de atuação, colocando o estudante diante de situações cotidianas e desafiadoras de um pedagogo. Esse processo permite que ele compreenda a flexibilidade necessária nos planos de aula, as dificuldades enfrentadas pelos universitários ao entender o conteúdo abordado em sala de aula, e a importância de lidar com as relações interpessoais no cotidiano escolar. O estágio é fundamental para a formação de um estudante de Licenciatura em Pedagogia, pois é o primeiro contato com o futuro campo de trabalho. Nesse contexto, Agnaldo Pedro Santos Filho (2010) destaca que “o estágio supervisionado vai muito além de um simples cumprimento de exigências acadêmicas. Ele é uma oportunidade de crescimento pessoal e profissional, além de ser um importante instrumento de integração entre universidade, escola e comunidade”. Diante das tarefas exigidas no estágio, é essencial enfrentá-las com calma e confiança, sem medo de errar. Conforme Freire (1996, p. 42) afirma: "É de suma importância destacar que o estágio supervisionado no ensino fundamental I é de grande relevância para o universitário. As interações que surgem durante a experiência do estágio fazem com que os futuros pedagogos desenvolvam um olhar mais crítico sobre a constituição de sua própria prática em sala de aula e sobre o tipo de profissional que desejam se tornar." É essencial que, na prática da formação docente, o futuro educador compreenda que o conhecimento certo não é algo dado por deuses nem encontrado nos guias de professores iluminados, mas, ao contrário, é algo que deve ser produzido pelo próprio aprendiz, em diálogo e colaboração com o formador. 3 RELATO DA REGÊNCIA DO ESTAGIÁRIO (DESCREVA A AÇÃO DOCENTE NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL I) 1º DIA DE REGÊNCIA DO ESTAGIÁRIO DATA CONTEÚDO DA PRÁTICA DOCENTE 29/10/2024 Língua Portuguesa: Análise linguística/semiótica (Ortografização) Construção do sistema alfabético e da ortografia (EF03LP03) Ler e escrever corretamente palavras com dígrafos lh, nh, ch A aula de Língua Portuguesa foi planejada com o objetivo de trabalhar a análise linguística e semiótica, focando na ortografia e na construção do sistema alfabético e ortográfico, com ênfase no aprendizado e correta utilização dos dígrafos "lh", "nh" e "ch". Ao iniciar a aula, procurei acolher os alunos de maneira afetiva e motivadora, criando um ambiente de confiança. Cumprimentei-os com entusiasmo, expressando o quanto seria interessante aprender juntos sobre a ortografia. Reforcei que todos estavam ali para aprender de forma divertida e que, caso tivessem dúvidas, estariam à vontade para expressá-las, já que o erro faz parte do processo de aprendizagem. A metodologia adotada foi ativa e participativa. Comecei com uma breve explicação teórica sobre os dígrafos, mostrando a diferença entre as palavras com "lh", "nh" e "ch". Utilizei exemplos simples, com o auxílio de cartazes e uma apresentação no quadro, para ilustrar a correta ortografia dessas palavras. Em seguida, propus atividades que estimulassem a interação dos alunos com o conteúdo. Fizemos uma leitura coletiva de um texto simples, onde os alunos deveriam identificar e destacar as palavras com os dígrafos estudados. Após isso, realizamos uma atividade de escrita em que os alunos completavam frases com as palavras corretas, além de exercícios de correspondência entre imagens e palavras com dígrafos. Utilizei as seguintes atividades: 1. Leitura coletiva de um texto com palavras que contenham os dígrafos "lh", "nh" e "ch". 2. Identificação de palavras com dígrafos em uma lista. 3. Atividades de escrita, onde os alunos precisavam preencher lacunas com as palavras corretamente escritas. 4. Jogo de palavras, no qual os alunos deveriam formar palavras com os dígrafos, ajudando a fixar a ortografia de maneira lúdica. Durante a aula, os alunos demonstraram grande interesse e participação nas atividades. Muitos ficaram animados ao identificar palavras com os dígrafos, e alguns chegaram a compartilhar exemplos próprios, o que foi positivo, pois indicava que estavam refletindo sobre o conteúdo. A interação durante as atividades foi muito boa, com todos se envolvendo e realizando as tarefas com empenho. Foi possível aplicar o plano de aula como previsto. Consegui abordar o conteúdo de forma dinâmica e interativa, sem apressar o ritmo da aula, para que todos os alunos pudessem acompanhar e praticar. Entretanto, notei que alguns alunos, principalmente os mais tímidos, precisaram de mais tempo para se envolver completamente, mas isso foi ajustado com o apoio durante as atividades. Comoaspectos positivos, posso citar: o engajamento dos alunos: Eles participaram ativamente das atividades e demonstraram interesse pelo conteúdo; a metodologia participativa: A utilização de atividades práticas e lúdicas facilitou a aprendizagem dos alunos e o ambiente acolhedor: O ambiente de confiança e respeito ajudou os alunos a se sentirem à vontade para tirar dúvidas e participar. Não houve aspectos negativos. Em geral, a aula foi bem-sucedida, proporcionando aos alunos uma experiência enriquecedora no aprendizado da ortografia, mas reconheço que, em futuras aulas, seria interessante dedicar um pouco mais de tempo para reforçar a prática dos alunos com mais dificuldades. 2º DIA DE REGÊNCIA DATA CONTEÚDO DA PRÁTICA DOCENTE DO ESTAGIÁRIO 30/10/2024 Ciências da Natureza: Terra e Universo Características da Terra Observação do céu Usos do solo (EFO3CI10) Identificar os diferentes usos do solo (plantação e extração de materiais, dentre outras possibilidades), reconhecendo a importância do solo para a agricultura e para a vida A aula de Ciências da Natureza foi planejada com o objetivo de abordar os usos do solo, destacando a importância do solo para a agricultura e para a vida, alinhando-se ao conteúdo de "Terra e Universo", focando nas características da Terra e a observação do céu. Ao iniciar a aula, fiz questão de acolher os alunos de forma acolhedora e motivadora. Cumprimentei-os com entusiasmo e perguntei o que já sabiam sobre o solo e sua importância, incentivando-os a compartilharem suas ideias. Esse momento foi essencial para criar um ambiente de diálogo e curiosidade, mostrando que todos teriam um papel ativo no aprendizado. A metodologia adotada foi investigativa e participativa, com foco em uma abordagem prática e lúdica. Comecei com uma breve explicação teórica sobre o que é o solo, suas características e a importância de sua preservação. Em seguida, expliquei os diferentes usos do solo, como a plantação, a extração de materiais e a construção, relacionando esses conceitos ao cotidiano dos alunos. Utilizei recursos visuais, como imagens e vídeos curtos, para ilustrar os diferentes usos do solo e as implicações dessas atividades para o meio ambiente. A tecnologia foi uma aliada importante para prender a atenção dos alunos e promover a compreensão dos conteúdos. Trabalhei as seguintes atividades com a turma: 1. Discussão em grupo: Os alunos foram divididos em pequenos grupos para discutir diferentes usos do solo e suas implicações. Cada grupo deveria apresentar exemplos práticos (ex: agricultura, construção, extração de recursos naturais) e discutir a importância de cada uso para o ambiente e a vida humana. 2. Atividade prática de observação: Propondo uma atividade prática, pedi que os alunos observassem imagens de diferentes tipos de solos e identificassem se eram utilizados para a plantação, construção ou extração de materiais, como rochas e minérios. 3. Jogo educativo: Utilizei um jogo de correspondência onde os alunos precisavam associar imagens de atividades humanas aos tipos de solo utilizados, como áreas de cultivo, mineração, ou áreas urbanas. 4. Leitura e reflexão: Os alunos leram um pequeno texto sobre a importância da preservação do solo e discutiram em sala as consequências de sua degradação. Os alunos demonstraram um grande interesse pelo tema e participaram de maneira ativa nas discussões e atividades. A maioria se mostrou curiosa sobre como as diferentes atividades humanas impactam o solo e o meio ambiente. Durante as atividades de grupo, houve uma troca interessante de ideias, e os alunos se empenharam em buscar exemplos reais do cotidiano para ilustrar os usos do solo. O jogo educativo foi especialmente bem recebido, pois os alunos gostaram de aprender de forma lúdica. Foi possível aplicar todo o plano de aula conforme planejado. Concluímos todas as atividades dentro do tempo disponível, mas percebi que, em alguns momentos, os alunos necessitaram de mais tempo para refletir sobre as implicações ambientais dos usos do solo, o que me fez ajustar o ritmo da aula para dar mais espaço para essas discussões. Em resumo, a aula foi um sucesso no engajamento e aprendizado dos alunos, mas percebi que uma maior adaptação do tempo para as atividades reflexivas e discussões poderia melhorar ainda mais a compreensão de todos. Esse é um aspecto que posso ajustar nas próximas aulas, garantindo um melhor equilíbrio entre a teoria e a prática. 3º DIA DE REGÊNCIA DATA CONTEÚDO DA PRÁTICA DOCENTE DO ESTAGIÁRIO 31/10/2024 Matemática: Grandezas e Medidas Sistema monetário brasileiro: estabelecimento de equivalências de um mesmo valor na utilização de diferentes cédulas e moedas. (EF03M24) Resolver e elaborar problemas que envolvam a comparação e a equivalência de valores monetários do sistema brasileiro em situação de comprar vender e trocar. A aula de Matemática foi planejada com o objetivo de trabalhar o sistema monetário brasileiro, focando na comparação e equivalência de valores monetários, utilizando diferentes cédulas e moedas, e envolvendo situações do cotidiano como comprar, vender e trocar, conforme a habilidade EF03M24. Para começar a aula, fiz questão de criar um ambiente acolhedor e estimulante. Cumprimentei os alunos com entusiasmo e perguntei se eles já haviam feito compras ou trocado dinheiro em algum lugar. A ideia foi iniciar a conversa a partir das experiências deles, o que ajudou a tornar o conteúdo mais próximo e relevante. Reforcei que a aula seria divertida e que todos poderiam participar ativamente, fazendo perguntas e dando exemplos. A metodologia adotada foi prática e contextualizada, com foco na aprendizagem ativa. Comecei com uma breve explicação teórica sobre as cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro, mostrando as diferentes denominações e suas equivalências. Usei recursos visuais, como imagens de cédulas e moedas, além de exemplos do cotidiano para ilustrar situações de compra e troca de valores. Em seguida, propus atividades interativas em que os alunos poderiam aplicar o que aprenderam de forma lúdica. A ideia foi envolver os alunos em situações práticas, onde eles pudessem resolver problemas que exigiam a comparação e a equivalência de valores em cédulas e moedas. Trabalhei com as seguintes atividades: 1. Atividade de identificação e classificação: Primeiramente, pedi que os alunos identificassem as cédulas e moedas que tinham disponível, organizando-as por valor. Essa atividade ajudou a reforçar o conhecimento sobre o sistema monetário. 2. Problemas de equivalência: Apresentei diferentes problemas de compra e venda, onde os alunos precisavam calcular e resolver situações que envolviam a troca de cédulas e moedas de valor equivalente. Por exemplo: “Se um produto custa R$ 5,00, como podemos pagar com R$ 10,00, usando cédulas e moedas?” 3. Simulação de compras: Organizei um pequeno "mercadinho" na sala de aula, onde os alunos poderiam “comprar” produtos utilizando diferentes combinações de cédulas e moedas. Eles deveriam calcular e verificar se estavam pagando o valor correto e recebendo o troco certo. 4. Desafios de troca de dinheiro: Os alunos foram desafiados a trocar diferentes valores, de forma que pudessem usar as menores quantidades de cédulas e moedas possíveis para completar um valor. Os alunos reagiram de forma bastante positiva durante a aula. Eles estavam entusiasmados com a ideia de simular compras e trocas de dinheiro. A atividade do "mercadinho" foi especialmente bem recebida, com os alunos se sentindo como se estivessem em uma situação real de compra. As trocas de cédulas e moedas despertaram o interesse e a curiosidade, e muitos alunos participaram ativamente, resolvendo os problemas de forma criativa e assertiva. Foi possível aplicar todo oplano de aula como previsto. Concluímos todas as atividades dentro do tempo estipulado, e consegui realizar uma avaliação prática de como os alunos estavam compreendendo o conteúdo. Além disso, percebi que a simulação de situações reais (como o “mercadinho”) foi uma ferramenta valiosa para fixação do conteúdo. Alguns dos aspectos positivos foram: • Engajamento dos alunos: A participação ativa dos alunos foi um ponto positivo. Eles estavam motivados e envolvidos nas atividades, especialmente nas simulações de compras e trocas. • Aprendizagem contextualizada: A utilização de situações cotidianas (comprar, vender, trocar) facilitou a compreensão do conteúdo, tornando a aula mais prática e aplicável ao cotidiano dos alunos. • Metodologia ativa e lúdica: O uso de atividades interativas, como o "mercadinho", proporcionou uma aprendizagem divertida e dinâmica. Por sua vez, como pontos negativos, observou-se: • Desafio com a diversidade de ritmos de aprendizagem: Alguns alunos mais tímidos ou com dificuldades em raciocínio lógico precisaram de mais tempo e apoio individual. Embora a dinâmica tenha sido positiva para a maioria, alguns ficaram um pouco inseguros em realizar as atividades mais complexas sem ajuda. • Limitação de recursos: A quantidade de cédulas e moedas para a simulação de compras foi limitada, o que fez com que alguns alunos tivessem que esperar para realizar a atividade. Isso poderia ser ajustado com mais recursos ou uma organização mais eficiente das atividades em grupos. A aula foi bastante proveitosa, pois promoveu a compreensão do sistema monetário brasileiro de forma prática e divertida. Embora tenha havido desafios relacionados ao ritmo de aprendizagem e à limitação de recursos, as atividades propostas ajudaram os alunos a fixarem o conteúdo de maneira eficaz. Em futuras aulas, pode-se investir em mais recursos para a simulação ou adaptar a dinâmica para grupos menores, garantindo mais atenção individualizada. 4º DIA DE REGÊNCIA DO ESTAGIÁRIO DATA CONTEÚDO DA PRÁTICA DOCENTE 01/11/2024 História: O lugar em que vive. A produção dos marcos da memória: a cidade e o campo, aproximações e diferenças. (EI03HI08) Identificar modos de vida na cidade e o campo no presente, comparando-os com os do passado. A aula de História foi planejada com o objetivo de trabalhar o tema "O lugar em que vive", focando na comparação entre a vida na cidade e no campo, no presente e no passado, conforme a habilidade EI03HI08. O objetivo foi ajudar os alunos a entender as diferenças e semelhanças entre esses dois modos de vida e como os marcos da memória da cidade e do campo são importantes para nossa compreensão histórica. Iniciei a aula cumprimentando os alunos com entusiasmo, criando um ambiente acolhedor e receptivo. Perguntei se eles já haviam visitado o campo ou morado na cidade, incentivando-os a compartilharem suas experiências pessoais. Isso ajudou a aproximar o conteúdo da realidade deles e gerou interesse imediato. Fiz questão de destacar que todos tinham algo a aprender sobre como as pessoas viviam de maneira diferente no passado, e que a comparação entre passado e presente seria interessante. Adotei uma metodologia interativa e contextualizada, começando com uma explicação breve sobre os modos de vida no campo e na cidade no passado e no presente. Utilize imagens e vídeos curtos para ilustrar a vida rural e urbana em diferentes épocas, destacando como as pessoas se organizavam, trabalhavam, se comunicavam e viviam. A abordagem foi centrada na pesquisa e na discussão de aspectos da vida cotidiana, com foco nas transformações ao longo do tempo. Incentivei os alunos a se expressarem e compararem as duas realidades, utilizando recursos visuais, como fotos antigas e atuais de cidades e zonas rurais, para fomentar o debate. Foram realizadas as seguintes atividades: 1. Análise de imagens: Apresentei imagens de cenas do campo e da cidade, tanto antigas quanto atuais, e pedi que os alunos as comparassem. Eles deveriam identificar as diferenças na infraestrutura, nas atividades e nos modos de vida. 2. Atividade em grupo: Dividi a turma em dois grupos, um para discutir a vida na cidade e outro para discutir a vida no campo. Cada grupo deveria fazer uma lista com as principais características do modo de vida da sua área e, em seguida, comparar com a outra área (campo ou cidade). 3. Construção de uma linha do tempo: Utilizamos uma linha do tempo coletiva para representar as mudanças mais importantes nos modos de vida tanto no campo quanto na cidade ao longo dos anos. Isso ajudou os alunos a visualizar a evolução das formas de viver e as mudanças no tempo. 4. Roda de conversa: Finalizei a aula com uma roda de conversa, onde os alunos puderam compartilhar suas opiniões sobre como as mudanças nos modos de vida impactaram a vida das pessoas e o ambiente. Os alunos reagiram de maneira bastante positiva. A análise de imagens antigas e atuais despertou grande curiosidade e engajamento. Muitos se mostraram interessados em saber mais sobre como as pessoas viviam antigamente e, durante as discussões em grupo, trouxeram exemplos de suas próprias vidas ou de familiares que moraram no campo ou em pequenas cidades. As comparações entre passado e presente geraram boas discussões, e os alunos estavam animados para participar da construção da linha do tempo e da roda de conversa. Foi possível aplicar todo o plano de aula como previsto. As atividades foram realizadas de forma fluída, e o tempo foi bem aproveitado. As discussões, atividades em grupo e análise das imagens possibilitaram uma reflexão crítica sobre as mudanças no modo de vida da cidade e do campo, além de ajudar a fixar o conteúdo de maneira prática e visual. A aula foi bastante proveitosa, com os alunos demonstrando grande interesse pelo tema e pelas atividades propostas. A utilização de imagens, a construção da linha do tempo e as discussões em grupo tornaram o conteúdo mais concreto e significativo para os alunos. Embora tenha havido desafios em relação ao tempo e à participação de alguns alunos, a aula foi um sucesso, proporcionando uma compreensão mais clara dos modos de vida na cidade e no campo e das mudanças ocorridas ao longo do tempo. Em futuras aulas, pode-se investir mais tempo em atividades de debate para garantir que todos os alunos participem de maneira ativa. 5º DIA DE REGÊNCIA DO ESTAGIÁRIO DATA CONTEÚDO DA PRÁTICA DOCENTE 04/11/2024 Geografia: O sujeito e seu lugar no mundo. A cidade e o campo: aproximações e diferenças. (EF03GE01) Identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais de seus lugares de vicência, seja na cidade, seja no campo. A aula foi desenvolvida com base no plano de ensino (EF03GE01), que tem como objetivo identificar e comparar aspectos culturais dos grupos sociais, tanto na cidade quanto no campo. O foco era promover a compreensão dos alunos sobre as diferenças e semelhanças culturais entre esses dois contextos de vivência, enfatizando o impacto da cultura local nas práticas e costumes dos grupos sociais. A aula foi iniciada com um acolhimento caloroso e amigável. Cumprimentei os alunos com entusiasmo, perguntando-lhes sobre suas experiências e percepções da cidade e do campo. Para engajar todos, perguntei se algum aluno já havia visitado o campo ou morado em uma área rural e incentivei-os a compartilhar suas histórias. Esse momento ajudou a criar uma conexão entre o conteúdo e a realidade dos alunos, tornando o tema mais próximo e significativo. A metodologia adotada foi ativa e participativa. Comecei com uma breve introdução sobre a diversidade cultural existente entre os grupos sociais que vivem no campo e na cidade, destacando aspectos como alimentação, vestimenta, festas, tradições e atividades diárias. Para isso, utilizeiimagens e vídeos que ilustravam essas diferenças e semelhanças. Em seguida, propus atividades práticas e interativas, onde os alunos puderam observar, comparar e refletir sobre as diferentes culturas, envolvendo-os ativamente na construção do conhecimento. A ideia foi sempre fazer com que os alunos se sentissem parte do processo de aprendizagem, estimulando o pensamento crítico e a troca de ideias. Foram trabalhadas as seguintes atividades: 1. Análise de imagens: Mostrei fotos de festas típicas, comidas tradicionais, roupas e atividades cotidianas tanto da cidade quanto do campo. Pedi que os alunos fizessem uma lista das características culturais que viam nas imagens e as diferenciassem entre cidade e campo. Isso ajudou a estimular a percepção dos alunos sobre as especificidades de cada contexto. 2. Discussão em grupos: Dividi os alunos em dois grupos, um para discutir os aspectos culturais do campo e outro para discutir os da cidade. Em grupo, eles foram desafiados a listar os hábitos e costumes que caracterizam o modo de vida de cada lugar, como a alimentação, as festas populares e as formas de lazer. Depois, apresentaram as conclusões para a turma. 3. Construção de uma tabela comparativa: Juntos, construímos uma tabela na lousa, comparando as características culturais de cada contexto (campo e cidade). A partir da reflexão dos alunos, categorizamos os aspectos observados, como tipos de comida, vestuário, festas e atividades diárias. Essa atividade ajudou a visualizar melhor as diferenças e semelhanças entre as culturas. 4. Relato pessoal: Para encerrar, os alunos foram convidados a escrever um pequeno relato sobre as diferenças culturais que já perceberam ou vivenciaram, seja em visitas ao campo ou em situações cotidianas na cidade. Isso deu a cada aluno a oportunidade de refletir sobre a cultura em que está inserido e compartilhar suas experiências pessoais. Os alunos demonstraram grande interesse pela aula, especialmente nas atividades de análise das imagens e na construção da tabela comparativa. Eles se envolveram ativamente nas discussões, trazendo exemplos de suas próprias vidas e famílias, o que enriqueceu as discussões. A atividade de relato pessoal também foi bem recebida, pois deu aos alunos a oportunidade de refletir sobre suas próprias vivências culturais. Eles estavam atentos e curiosos para aprender mais sobre as diferenças culturais e expressaram suas ideias de forma clara e entusiástica. Consegui aplicar todo o plano de aula de forma eficiente. As atividades foram realizadas conforme o cronograma, com tempo suficiente para cada uma delas. No entanto, percebi que a discussão de grupo foi muito enriquecedora, mas poderia ter tomado um pouco mais de tempo, já que alguns alunos estavam tão engajados que a troca de ideias poderia ter sido ainda mais aprofundada. A aula foi um sucesso, proporcionando aos alunos uma compreensão mais rica sobre os aspectos culturais dos grupos sociais na cidade e no campo. A metodologia ativa e as atividades propostas incentivaram os alunos a refletirem sobre as diferenças e semelhanças entre esses modos de vida, ao mesmo tempo em que os conectaram com suas próprias experiências. Embora houvesse desafios relacionados ao tempo e à participação de alguns alunos, a aula foi proveitosa e gerou um bom aprendizado. Para futuras aulas, planejo dedicar mais tempo para discussões em grupo e buscar formas de garantir que todos os alunos, incluindo os mais tímidos, participem de maneira ativa. 4 CONCLUSÃO O estágio supervisionado foi uma experiência fundamental para minha formação como futura pedagoga. A regência docente me proporcionou uma visão mais clara sobre o cotidiano da sala de aula e as práticas pedagógicas necessárias para o bom desenvolvimento do processo de ensino-aprendizagem. Através das atividades realizadas, pude observar o impacto da interação com os alunos e como isso reflete no aprendizado, além de me permitir aplicar e aprofundar os conhecimentos adquiridos ao longo do curso de Pedagogia. Este estágio fortaleceu ainda mais minha certeza de que escolhi o curso certo. A vivência na sala de aula, ao lidar diretamente com os alunos e com as demandas da profissão, me fez perceber que a educação é realmente o caminho que desejo seguir. Embora eu já tenha tido experiências informais de ensino, foi durante o estágio que realmente pude exercitar o papel de docente, sentindo a responsabilidade e a importância desse trabalho. Em relação ao estágio nesta modalidade de ensino, a experiência foi enriquecedora. Tive a oportunidade de atuar com uma turma de forma prática e observar a realidade do ensino básico, o que me deu uma visão mais ampla do processo educacional. Apesar de algumas dificuldades iniciais, como a gestão do tempo e a adaptação aos diferentes ritmos de aprendizagem dos alunos, tudo correu de forma bastante positiva, e a experiência foi muito satisfatória. Entre os aspectos positivos, destaco o crescimento pessoal e profissional que vivi ao lidar com os desafios do estágio. A interação com os alunos foi, sem dúvida, o ponto mais gratificante, pois me permitiu ver de perto como o aprendizado acontece. No entanto, a gestão de sala de aula e o controle do tempo foram pontos que exigiram mais atenção. As aprendizagens adquiridas foram imensuráveis, não só no aspecto técnico de planejamento e execução de atividades, mas também no entendimento de como criar um ambiente de aprendizado que seja eficaz e acolhedor. Este estágio me fez crescer como futura pedagoga, me preparando melhor para os desafios que a profissão exige. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Brasília, 2017. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/conselho-nacional- deeducacao/base-nacional-comum-curricular-bncc - Acesso em: 08 dez. 2024 Ferreiro, Emília. Alfabetização em processo. São Paulo: Cortez, 1991, p. 41. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo: Autores Associados, Cortez, 1996. ARTIGO: KRUG, Flávia Susana. A importância da leitura na formação do leitor TFOUNI, Leda Verdiani. Escrita, alfabetização e letramento. São Paulo: Cortez, 1995. Paulo Freire. Educar para transformar. 1989, p. 19. Marisa Philbert Lajolo, 1996, p. 28. LAJOLO, Marisa; ZILBERMEN, Regina. A formação da leitura no Brasil. 3ª ed. São Paulo: FTD, 2011. Tzvetan Todorov. A literatura em perigo. Trad. Caio Meira. Rio de Janeiro: Difel, 2009. (Todorov, 2010, p. 38) ANEXOS/APÊNDICES Trabalhei as seguintes atividades com a turma: