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POLIOMIELITE 
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2023. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde. 
Esta obra é disponibilizada nos termos da Licença Creative Commons – Atribuição – Não Comercial – 
Compartilhamento pela mesma licença 4.0 Internacional. É permitida a reprodução parcial ou total desta obra, 
desde que citada a fonte.
A coleção institucional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde pode ser acessada, na íntegra, na Câmara Brasileira 
do Livro (CBL) - https://www.cblservicos.org.br
Elaboração, distribuição e informações:
 
MINISTÉRIO DA SAÚDE
Secretaria de Vigilância em Saúde e 
Ambiente - SVSA
SRTV 702, Via W5 Norte 
Edifício PO 700, 7º andar 
CEP: 70723-040 – Brasília/DF 
Tel.: (61) 3315-3777
E-mail: gabnetesvsa@saude.gov.br
CONSELHO NACIONAL DE SECRETARIAS 
MUNICIPAIS DE SAÚDE – Conasems
Esplanada dos Ministérios, Bloco G, Anexo B, 
Sala 144
Zona Cívico-Administrativo, Brasília/DF
CEP: 70058-900
Tel.:(61) 3022-8900
Núcleo Pedagógico Conasems
Rua Professor Antônio Aleixo, 756 
CEP 30180-150 
Belo Horizonte/MG 
Tel: (31) 2534-2640
Diretoria Conasems 
Presidente 
Hisham Mohamad Hamida
Vice Presidente 
Nilo César Do Vale Baracho
Sayonara Moura De Oliveira Cidade
Diretor Administrativo
Marcel Jandson Menezes
Diretor Financeiro 
Cristiane Martins Pantaleão 
Secretário Executivo 
Mauro Guimarães Junqueira
Organização:
Núcleo Pedagógico do Conasems
 
Supervisão-geral:
Rubensmidt Ramos Riani
Coordenação Pedagógica
Cristina Fatima dos Santos Crespo
Valdívia França Marçal 
Coordenação Educacional
Kelly Cristina Santana
Coordenação-técnica:
Edilson Correa de Moura
Luisa Wenceslau 
Elaboração de texto:
Jandira Lemos
Designers Instrucionais:
Jacqueline Cristina dos Santos
Pollyanna Lucarelli 
Lais Soares Pereira German 
Coordenação de desenvolvimento gráfico:
Cristina Perrone 
 
Diagramação e projeto gráfico:
Aidan Bruno 
Alexandre Itabayana 
Bárbara Napoleão 
Lucas Mendonça 
Ygor Baeta Lourenço 
Elen Eres Alves 
 
Fotografias e ilustrações: 
Fototeca do Conasems
 
Imagens: 
Envato Elements
https://elements.envato.com
Freepik
https://br.freepik.com
 
Revisão linguística:
Keylla Manfili Fioravante 
Assessoria executiva:
Conexões Consultoria em Saúde LTDA.
 
Tiragem: 1ª edição – 2023 – versão eletrônica
Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde Ebook poliomielite [livro eletrônico] / Conselho Nacional de 
Secretarias Municipais de Saúde ; [elaboração de texto Jandira Lemos]. -- 1. ed. -- Brasília, DF : CONASEMS, 2023. PDF
Vários colaboradores. Bibliografia. ISBN 978-85-63923-37-0
1. Doenças imunológicas - Prevenção 2. Educação a distância 3. Poliomielite I. Lemos, Jandira. II. Título. 
CDD-614.4
23-173263 NLM-WA-100
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
Índices para catálogo sistemático: 1. Epidemiologia : Saúde pública 614.4 Aline Graziele Benitez - Bibliotecária - CRB-1/3129
https://www.cblservicos.org.br
Lista de 
Siglas
CRC | Comissão Regional de Classificação.
DM | Déficit Motor.
OPAS | Organização Pan-Americana da Saúde.
PFA | Paralisia Aguda e Flácida.
PNI | Programa Nacional de Imunização.
PNI/MS | Programa Nacional de Imunização/Ministério da Saúde.
PVS | Poliovírus Selvagem.
SBIm | Sociedade Brasileira de Imunizações.
SBP | Sociedade Brasileira de Pediatria.
SINAN | Sistema de Informação de Agravos e Notificação.
SMS | Secretaria Municipal de Saúde.
SNC | Sistema Nervoso Central.
VIP | Vacina Inativada contra a Poliomielite.
VOP | Vacina Oral contra a Poliomielite.
Figura 1 | Fluxograma de investigação epidemiológica de Paralisia Flácida Aguda: 
conduta frente a casos suspeitos. – pág. 25
Figura 2 | Coberturas vacinais para as vacinas Penta (DTP/Hib) e Poliomieliterelatos de casos aconteceram, em 
1911, em São Paulo e no Rio de Janeiro - os surtos foram 
descritos no Rio de Janeiro, em 1911, e em Americana - SP, 
em 1917.
13
Em 1971, o Brasil lança o Plano Nacional de Controle da Poliomielite, com 
estratégia de vacinação em massa em um só dia, para as crianças menores de 5 
anos e, em 1974, estabelece-se o Sistema de Notificação Compulsória e incorpora a 
Vacina Oral contra a Poliomielite (VOP) ao Calendário Nacional de Vacinação do 
Programa Nacional de Imunização (PNI).
Fonte: Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde, 2022. Disponível em: 
https://www.incqs.fiocruz.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2639:a-vacina-contra-a-po
liomielite-assim-como-as-demais-vacinas-do-pni-passa-por-um-rigido-processo-de-controle-da-qualidade-
no-incqs-fiocruz-vacina-seu-filho-e-ou-filha&catid=42&Itemid=132. Acesso em: 07 fev. 2023.
A lei 6.259, de 30 de Outubro de 1975, institui o 
Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica, 
estabelecendo normas técnicas para o controle da 
Poliomielite, e define a rede de laboratórios de Saúde 
Pública para o diagnóstico da infecção pelo Poliovírus 
no sangue e nas fezes de casos notificados.
14
Após a introdução das vacinas Sabin 
e Salk, na década de 50, e um 
período de realização de grandes 
campanhas de vacinação, aliadas às 
ações de vigilância epidemiológica, o 
número de casos diminuiu e, em 
1989, foram registrados os últimos 
casos de Poliomielite no Brasil. Nas 
Américas, o último caso foi 
registrado no Peru, em 1991, e, em 
1994, o Brasil recebe o “Certificado 
de Erradicação da Transmissão 
Autóctone do Poliovírus Selvagem”. 
O Brasil, então, reafirma seu 
compromisso na manutenção de 
altas coberturas vacinais e vigilância 
epidemiológica ativa de todo quadro 
de Paralisia Aguda e Flácida (PFA), 
buscando a identificação imediata e 
precoce de reintrodução do 
Poliovírus e a adoção de medidas de 
controle.
Apesar de erradicado na maior parte 
dos países, o Poliovírus continua 
circulando na Ásia e África, o que 
impõe a manutenção de uma 
vigilância ativa para impedir sua 
reintrodução nas áreas erradicadas. 
A doença permanece endêmica, até 
os dias de hoje, no Afeganistão e no 
Paquistão.
O Brasil vem apresentando, desde 
2015, queda nas coberturas vacinais 
e a pandemia de Covid19 acentuou 
essa queda, soando um alerta das 
autoridades sanitárias nacionais e 
internacionais sobre o risco de 
reintrodução do Poliovírus nas áreas 
livres.
Embora o combate à doença já tenha 
alcançado êxito, até o momento, a 
erradicação da Poliomielite no 
mundo, ainda, será prioridade de 
futuras gerações de profissionais de 
Saúde Pública.
Brasil em alerta!
Sintomatologia 
e Transmissão
A Poliomielite é uma doença infectocontagiosa viral aguda, altamente infecciosa, 
cujo reservatório é o homem, principalmente, as crianças menores de 5 anos de 
idade. A doença é causada pelo Poliovírus (Enterovírus humano), que possui três 
sorotipos: Tipo 1, Tipo 2 e Tipo 3. 
O Poliovírus selvagem foi a causa de milhares de casos e mortes por Paralisias 
Agudas e Flácidas (PFA), ao longo de muitos anos.
16
Epidemiologia 
Espessamento peribroncovascular. 1 O sorotipo 1 ocorre em maior frequência. 
Espessamento peribroncovascular. 2 O sorotipo 2 não há registro de ocorrência desde 1999.
Espessamento peribroncovascular. 3 O sorotipo 3 ocorre em menor frequência. 
A doença se caracteriza por um 
quadro de Paralisia Flácida, de início 
súbito, em cerca de 1% a 1,6% das 
infecções causadas pelo Poliovírus. 
Em geral, acomete os membros 
inferiores, assimetricamente, tendo 
como principais características a 
flacidez muscular, com sensibilidade 
preservada, e a Arreflexia no 
segmento atingido.
Fonte: Mundo Educação, [s.d.]. Disponível em: 
https://mundoeducacao.uol.com.br/doencas/poliomielite.ht
m. Acesso em: 08 fev. 2023.
Apenas as formas paralíticas têm características 
clínicas, que sugerem o diagnóstico de 
Poliomielite, pois apresentam deficiência súbita 
motora (acompanhada de febre), assimetria 
(com maior frequência de membros inferiores), 
e flacidez muscular. Durante a convalescença, 
pode haver melhora da paralisia, mas, caso 
persista, por mais de 60 dias, provavelmente, 
será permanente. 
Dependendo do local de acometimento do Sistema 
Nervoso Central (SNC), pode ser grave e até fatal (como no 
caso de paralisia dos músculos respiratórios).
Aproximadamente, 90% das infecções pelo 
Poliovírus são assintomáticas ou apresentam 
febre inespecíficas e outros sintomas, como: 
Meningite Asséptica, mal-estar, dor de cabeça, 
náuseas e vômitos. Na evolução clínica da 
doença podem ocorrer dores musculares 
graves e intensas, rigidez do pescoço e das 
costas, com Paralisia Flácida. 
17
90%
60 dias
A transmissão ocorre por contato direto pessoa a pessoa, com mais frequência, 
pela via fecal-oral; por meio de objetos, alimentos ou água contaminados por 
fezes de doentes ou portadores do vírus e por gotículas de secreções de 
orofaringe mediante tosse, fala ou espirros (via oral-oral). 
A precariedade de saneamento básico, de baixas condições de moradias e de 
higiene favorecem a transmissão do Poliovírus.
O indivíduo infectado pode iniciar a 
transmissão antes do aparecimento 
dos sintomas, e a eliminação do vírus 
pela orofaringe pode durar até uma 
semana, e pelas fezes, até 3 
semanas.
O período de incubação é de 7 a 12 
dias, podendo variar de 2 a 30 dias.
Transmissão
18
Diagnóstico
O diagnóstico laboratorial é feito a 
partir do Isolamento de vírus e 
Sequenciamento Nucleotídeo – 
exames realizados a partir de 
amostra de fezes do doente, e/ou de 
seus contatos, para confirmação 
diagnóstica.
Utiliza-se a técnica RT-PCR, para a 
identificação do vírus isolado (se 
pertencente ao gênero Enterovírus), 
a identificação do sorotipo do 
Poliovírus isolado, bem como se sua 
origem é selvagem ou vacinal.
Para o caso dos pacientes que apresentam Meningite Asséptica e Fraqueza 
Flácida Aguda deve-se levar em consideração o diagnóstico de Poliomielite . Em 
cenários de exposição epidemiológica ou pessoas não-vacinadas, que 
apresentarem os sintomas, o cuidado no diagnóstico deve ser redobrado. 
20
Outros exames são utilizados para auxiliar no diagnóstico, como a 
Eletroneuromiografia, o Líquor e o Anatomopatológico. Entretanto, esses são 
exames inespecíficos, mas que têm como objetivo auxiliar no diagnóstico.
Para os casos que evoluem para óbito, utiliza-se o swab retal.
Na suspeita de reintrodução do Poliovírus Selvagem ou de 
confirmação de Poliovírus Vacinal, coletar amostra de fezes de 
contatos.
O diagnóstico é estabelecido pela 
identificação do vírus a partir de 
amostras de fezes, swabs orofaríngeos 
e/ou líquido cefalorraquidiano.
As fezes constituem o material mais 
adequado para o isolamento do Poliovírus 
e devem ser coletadas na fase aguda da 
doença, preferencialmente, até o 14º dia 
de início do déficit motor ou, no máximo, 
até 60º dia.
21
Assista à Teleaula para saber mais.
Vigilância 
Epidemiológica
A Vigilância Epidemiológica é feita por meio da Vigilância das Paralisias Agudas e 
Flácidas (PFA), em menores de 15 anos de idade, com o objetivo de monitorar e 
manter o país livre da circulação do vírus.
Deve-se notificar, também, os casos de Deficiência Motora Flácida em indivíduos 
de qualquer idade, com história de viagens a países com circulação de Poliovírus, 
nos últimos 30 dias, antes do déficit motor ou contato com pessoas que viajaram 
para países com circulação do Poliovírus Selvagem e que apresentaram suspeita 
diagnóstica.
Todo caso de Deficiência Motora Flácida, de início súbito, em menores de 15 
anos de idade, independente da hipótese diagnóstica, deve ser notificado, 
imediatamente, em nível local, à Secretaria Municipal de Saúde.
O notificante deverá preencher a ficha de 
Investigação de ParalisiaFlácida e 
Aguda/Poliomielite, disponível no Portal SINAN. 
Clique aqui ou escaneie o QR code para fazer o 
download e veja o modelo da ficha.
Como é feita a vigilância 
epidemiológica da Poliomielite? 
23
https://conasems-ava-prod.s3.sa-east-1.amazonaws.com/ava/aulas/ficha-de-paralisia-flacida-aguda-1690459134.pdf
A SMS deverá registrar a ficha no SINAN (Sistema de Informação de Agravos de 
Notificação), e iniciar a investigação do caso, nas primeiras 48 horas, após seu 
conhecimento, para a classificação do caso e a adoção de medidas de controle 
indicadas.
Na investigação 
deve-se: 
➢ Coletar a amostra de fezes, até o 14º dia de início do 
déficit motor, para pesquisa do Poliovírus.
➢ Identificar corretamente o caso e colher a história vacinal, 
a provável fonte de infecção, a ocorrência de possíveis 
outros casos, a vacinação na região, dentre outras 
informações que permitirão o melhor encerramento do 
caso. 
24
Figura 1 - Fluxograma de investigação epidemiológica de Paralisia Flácida Aguda: conduta frente a 
casos suspeitos.
Veja, a seguir, o fluxograma do 
Ministério da Saúde (Guia de Vigilância 
em saúde/MS):
25
Fonte: Brasil. Ministério da Saúde, 2022, p. 188.
Dentre as medidas de vigilância destacamos, também, a Educação em Saúde, em 
que as Equipes de Saúde, articuladas e capacitadas, divulgam informações 
corretas à população, chamando-a para vacinação de rotina e para as campanhas 
de vacinação, e articulam com lideranças e escolas na região, para a promoção da 
saúde da comunidade.
26
Medidas de 
Prevenção e 
Controle
Vacina injetável
(VIP- inativada) 
3 (três) doses. 
Idades: 2, 4 e 6 meses.
Reforço: 1 dose aos 15 meses
Importantes medidas de 
prevenção e controle da 
Poliomielite são adotadas em 
todo país. 
28
Vacinação
A principal medida de prevenção da 
Poliomielite é a vacina, que deve ser aplicada 
da seguinte forma: 
Essas mudanças visam aumentar a eficácia e a segurança da imunização contra a 
poliomielite, alinhando o Brasil às práticas internacionais.
A VIP é composta por vírus inativados e 
oferece maior segurança, eliminando o risco de 
poliomielite associada à vacina.
Pode causar efeitos colaterais leves, como dor 
ou vermelhidão no local da injeção e febre 
moderada.
Além da vacinação no calendário da 
criança, temos, também, as campanhas 
anuais de vacinação. 
95%
Na vacinação de rotina e nas campanhas, 
necessitamos de altas e homogêneas coberturas 
vacinais, vacinando 95% do público-alvo.
Vacinação do viajante: 
O PNI/MS recomenda a vacinação de viajantes, que se destinam a países onde a 
Pólio é endêmica ou onde há registro de casos. O viajante deve se orientar, junto 
aos Serviços de Saúde, antes de realizar uma viagem.
A Nota Informativa nº 90/2017 
CGPNI/DEVIT/SVS/MS, orienta sobre o 
esquema vacinal para esse público. Clique aqui 
para baixar ou escaneie o QR code.
29
https://conasems-ava-prod.s3.sa-east-1.amazonaws.com/ava/aulas/nota-informativa-no-90-2017-cgpni-orienta-os-servicos-de-saude-e-usuarios-sobre-a-vacinacao-do-viajante-internacional-contra-poliomielite-1-1690458959.pdf
Educação em saúde: capacitação de profissionais de saúde, 
divulgação de informações à população, articulação com 
lideranças locais, universidades etc.
Proporção de casos investigados em 48 horas: investigação 
de 80% dos casos, em até 48 horas, após a notificação.
Proporção de casos com coleta oportuna de fezes: coleta de 
80% de amostras de fezes, até o 14º dia do déficit motor, 
para identificação do Poliovírus.
Proporção de notificação negativa/positiva semanal: 80% 
das unidades notificantes devem informar, semanalmente, a 
ocorrência ou não de casos de PFA.
Outras medidas de prevenção e controle 
da Poliomielite
Monitoramento dos indicadores de vigilância são indicadores de qualidade e 
devem ser avaliados pelas Secretarias Municipais e Estaduais de Saúde e pelo 
Ministério da Saúde, pois podem detectar, rapidamente, quando da introdução 
de Poliovírus Selvagem em nosso meio, ou a detecção de vírus derivado da 
vacina, para o desencadeamento das ações de prevenção e controle. Esses 
indicadores, além das altas e homogêneas coberturas vacinais, incluem:
Taxa de notificação de PFA: notificar um caso de PFA para 
cada 100 mil habitantes, em menores de 15 anos, por ano.
30
Imunização 
Todos esses casos confirmados, demonstram o risco de reintrodução da doença, 
mesmo em países considerados livres do Poliovírus.
No cenário global, a Poliomielite ainda é endêmica. Veja a quantidade de casos 
confirmados de Poliovírus Selvagem Tipo 1, entre os anos 2021 e 2022. 
01 caso confirmado no Malawi, em Novembro de 2021.
32
01 caso confirmado em Moçambique, no ano de 2022.
4 casos confirmados no Afeganistão, de Janeiro a 
Junho 2022.
11 casos confirmados no Paquistão, de Janeiro a 
Junho 2022.
❖ No continente Americano, o 
último caso de Poliomielite 
registrado foi em 1991, no Peru.
❖ No Brasil, o último registro foi em 
1989, na cidade de Souza, estado 
da Paraíba. 
Em 1994, o Brasil recebeu da OPAS, o 
certificado de área livre de circulação 
do Poliovírus Selvagem.
Esse sucesso foi resultado da 
realização de ações efetivas de 
vigilância epidemiológica, vacinação 
de rotina e de campanhas anuais de 
vacinação – representadas pela 
figura do “Zé Gotinha”, criado em 
1984, pelo artista plástico Darlan 
Rosa, com o objetivo de tornar as 
campanhas mais atraentes, 
consagrando-se como o personagem 
da vacinação e como um grande 
chamamento e adesão da 
população, atingindo a meta de altas 
coberturas vacinais, ao longo dos 
anos.
33
Fonte: Estadão, 2020. Disponível em: 
https://fotos.estadao.com.br/galerias/acervo,ze-gotinha,423
47. Acesso em: 10 fev. 2023.
https://fotos.estadao.com.br/galerias/acervo,ze-gotinha,42347
https://fotos.estadao.com.br/galerias/acervo,ze-gotinha,42347
Com a cobertura vacinal baixa, o vírus vivo atenuado da vacina oral (VOP), se 
reproduz e persiste no intestino das crianças vacinadas, por até seis semanas, e 
são excretados no meio ambiente.
A partir de 2015, o Brasil começou a não atingir a meta preconizada de 95% de 
cobertura vacinal, formando bolsões de não-vacinados e aumentando o risco de 
reintrodução do Poliovírus Selvagem (PVS). 
Fonte: Governo do Município de Sananduva, 2015. Disponível em: 
https://www.sananduva.rs.gov.br/noticias_ver.php?id_noticia=5066. Acesso em: 13 fev. 2023.
Infelizmente, o Brasil corre o sério 
risco de perder o título de área livre de 
circulação do Poliovírus.
34
https://www.sananduva.rs.gov.br/noticias_ver.php?id_noticia=5066
Os vírus podem atingir outras crianças susceptíveis e fornecer proteção, 
conhecida como imunidade de rebanho. Em locais de baixa cobertura vacinal 
esses vírus podem sofrer mutação, alterando suas características genéticas, 
podendo recuperar sua capacidade de virulência e produzir paralisia em crianças 
não-vacinadas, ou parcialmente vacinadas, permitindo o aparecimento de casos 
de paralisia pelo vírus derivado da vacina (PVDV), causando casos isolados ou 
surtos de Poliomielite.
Esse cenário de baixas coberturas vacinais, aliado ao não alcance dos indicadores 
de vigilância epidemiológica das PFA, aumentou o alerta de risco de PVS ou PVDV 
em muitos países no mundo.
35
Esse cenário classifica o Brasil como país de muito alto risco para a Poliomielite, 
segundo o relatório, de 2021, da Comissão Regional de Classificação (CRC)/OPAS. 
Os resultados mostram que o Brasil tem, aproximadamente, 84 % dos municípios 
classificados como de alto e muito alto risco para a Poliomielite, o que é 
apresentado no mapa, abaixo:
Assista à Teleaula para saber mais.
36
Fonte: PAHO, 2022. Disponível em: 
https://www.paho.org/en/documents/14th-meeting-regional-certification-commission-rcc-polio-endgame-region-americas-
meeting.
Vacinas
Existem dois tipos de vacina disponíveis: a Vacina Inativada contra a Pólio (VIP) e 
a Vacina Oral contra aPólio (VOP). O Brasil utiliza, hoje, as duas vacinas em seu 
calendário, de acordo com o PNI. Veja: 
Esse esquema vacinal também é indicado pela Sociedade Brasileira de 
Imunizações (SBIm) e pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
O calendário de vacinação atualizado está 
disponível no site da Sociedade Brasileira de 
Imunização. Clique aqui para acessar ou 
escaneie o QR code.
VIP
Administrada em três doses (aos dois, 
quatro e seis meses de idade), com 
intervalo recomendado de 60 dias entre 
as doses.
VOP
Administrada aos 15 meses e 4 anos de 
idade, como reforços. A VOP é a vacina 
utilizada nas Campanhas Nacionais de 
Vacinação.
38
https://sbim.org.br/images/calendarios/calend-sbim-crianca.pdf
A VOP, utilizada no Brasil, produzida por Biomanguinhos/FIOCRUZ, é uma vacina 
de vírus vivo atenuado das cepas Sabin Tipo 1 e 3. O vírus Tipo 2 foi eliminado no 
mundo e, desde 2016, a composição da vacina não contempla mais esse vírus.
Essa vacina tem especial importância para o Programa Nacional de Imunizações 
(PNI), pois foi a vacina utilizada e que nos permitiu receber a certificação da 
erradicação da Poliomielite.
Fonte: Rádio Cultura FM, 2022. Disponível em: 
https://radioculturadonordeste.com.br/caruaru-atinge-meta-de-imunizacao-contra-a-poliomielite/. Acesso em: 19 Jun. 
2023.
39
https://radioculturadonordeste.com.br/caruaru-atinge-meta-de-imunizacao-contra-a-poliomielite/
A VIP, vacina de vírus inativado das cepas 1, 2 e 3, foi introduzida no Brasil, em 
agosto de 2012, em esquema de 2 doses (aos 2 e 4 meses de idade), e a VOP, aos 
6 meses (terceira dose) e aos 15 meses (reforço). A VIP foi introduzida, visando 
minimizar o risco raro de Paralisia associada à vacina oral.
Hoje, essas doses já sofreram alterações, como vimos anteriormente.
A VIP está indicada para pacientes imunocomprometidos, 
ou pessoas que cuidam de imunodeficientes, e para 
aqueles cuja vacina oral é contraindicada.
40
Vale lembrar que:
As quedas das coberturas vacinais no Brasil são uma grande preocupação para as 
autoridades e entidades de saúde do país, pois ocorrem com todas as vacinas do 
Calendário Vacinal Brasileiro.
Como já foi dito, a vacinação contra Poliomielite 
vem apresentando queda, no Brasil, desde 2015, 
o que é demonstrado, a seguir, nos Gráficos 1, 2 
e 3 e na Figura 2, respectivamente: 
Gráfico 1 - Coberturas vacinais da vacina Poliomieliteinjetável.
Fonte: Brasil. Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: 
https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2023/07/governo-anuncia-atualizacao-da-vacina-contra-a-p
olio-a-partir-de-2024/vacina-polio.jpeg/@@images/1af1367b-89e5-4e87-ae7e-586266147ed4.jpeg. Acesso em: 12 jul. 2023.
52
Clique aqui e veja a matéria na íntegra ou 
escaneie o QR code.
https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2023/07/governo-anuncia-atualizacao-da-vacina-contra-a-polio-a-partir-de-2024/vacina-polio.jpeg/@@images/1af1367b-89e5-4e87-ae7e-586266147ed4.jpeg
https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2023/07/governo-anuncia-atualizacao-da-vacina-contra-a-polio-a-partir-de-2024/vacina-polio.jpeg/@@images/1af1367b-89e5-4e87-ae7e-586266147ed4.jpeg
https://www.gov.br/pt-br/noticias/saude-e-vigilancia-sanitaria/2023/07/governo-anuncia-atualizacao-da-vacina-contra-a-polio-a-partir-de-2024
Conclusão
Os recentes surtos de Poliomielite ocorridos em vários países do mundo, 
incluindo países ricos, mostram que estamos vulneráveis à ocorrência de casos 
em qualquer local, e para sua erradicação são necessários investimentos em 
vacinação, vigilância epidemiológica e ambiental e estratégias para rápida 
detecção e ações de controle. 
Diante desse quadro, a OPAS avaliou os 
países nas Américas e o Brasil foi 
classificado como Muito Alto Risco, soando 
um alerta ainda maior às autoridades 
sanitárias do país.
54
A união de esforços e estratégias para recuperação das coberturas vacinais, para 
a informação correta a toda população e profissionais de saúde são fundamentais 
para impedir o retorno da Poliomielite, seja pelo vírus selvagem, seja pelo vírus 
derivado vacinal.
A ameaça é iminente e a luta pela erradicação da Poliomielite no mundo se 
expressa na citação de um boletim da OPAS: 
“Enquanto uma única criança estiver infectada, crianças no Brasil e em todos os 
países do mundo estão ameaçadas de contrair a poliomielite.“
Organização Pan-americana de saúde – OPAS. (Folha informativa atualizada em janeiro de 201?). 
Disponível em: 
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