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RESUMO DE ANESTESIOLOGIA JOÃO PAULO FROTA BONS ESTUDOS! Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 1 Anestesia local Anestesia em que apenas uma parte circunscrita do corpo é privada de sensações pela depressão da excitação nas terminações nervosas; O anestésico deve ter ação rápida e baixa toxicidade; O anestésico deve ser estéril e com relativa isenção de reações alérgicas; O anestésico deve ter uma duração adequada para o procedimento; O anestésico não deve ser irritante para os tecidos e ser completamente reversível. Ação Os anestésicos locais provocam o bloqueio dos canais iônicos na membrana celular do neurônio e dessa forma impede o potencial de ação. Sais anestésicos Componentes O sal do agente anestésico local; Vasoconstritor; Agente redutor ou conservante do vasoconstritor; Agente conservante da solução anestésica; Fungicida; Solução carreadora. Classificação Quanto a natureza química: ESTER: benzocaína, cloroprocaína, procaína, tetracaína; AMIDA: articaína, priloicaína, lidocaína, mepvacaína, bupvacaína. Quanto a duração: RÁPIDA: anestésicos sem vaso constritor (lidocaína e mepivacaína 3%) e geralmente os anestésicos do grupo éster; Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 2 DE MEDIA DURAÇÃO: lidocaína, mepivacaína, prilocaína e articaína (ambas com vasoconstritor); DE LONGA DURAÇÃO: bupivacaína. Vasoconstritores Promovem a vasoconstrição que é a contração das paredes dos vasos sanguíneos, que ocorre por conta da contração do musculo liso presente na parede desses vasos; Vasoconstritores: adrenalina (epinefrina), noradrenalina (noraepinefrina), levonordefrina (corbadrina), fenilefrina e felipressima. Lidocaína Anestésico local mais usado em todo o mundo; Inicio de ação de 3 a 5 minutos; Duração média de 1 a 2 horas; Potencia moderada; Concentração mais comum é de 2%; Máximo de tubetes recomendada em adultos é 7. Mepivacaína Extensamente utilizada na Odontologia; Tem duração intermediária; Início de ação de 3 a 5 minutos; Sua potência e sua toxicidade é duas vezes maior que a lidocaína; Concentração com vasoconstritor é 2% e sem vasoconstritor é 3%; É associada aos vasoconstritores Norepinefrina, Adrenalina e Levonordrefina; Utilização máxima de 7 tubetes. Bupvacaína Tem início de ação de 6 a 10 minutos; Tem quatro vezes a potência da lidocaína e a toxicidade quatro vezes menor; Dose máxima de 8 tubetes; Concentração de 0,5% com ou sem vasoconstritor; A anestesia pode ter duração de 5 a 9 horas. Figura 1Disponível em: http://www.dentalmosaico.com.br/locais/16 -anestesico-lidostesim-3-caixa-com-50.html 2Disponível em:https://www.dfl.com.br/produtos/me piadre/ 3Disponível em:https://www.uniaoquimicacone cta.com.br/bupstesic/ Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 3 Prilocaína Tem início de ação de 3 a 5 minutos; Sua toxicidade é duas vezes maior que a lidocaína; Dose máxima de 6 tubetes; Concentração de 4%; Sua duração é semelhante à da lidocaína; Articaína Tem início de ação de 1 a 3 minutos; Concentração de 4%; Dose máxima de 6 tubetes; É menos tóxica e tem rápido início de ação. Como calcular a dose máxima do anestésico? 1- Calcular a quantidade de anestésico presente em cada tube EX: LIDOCAÍNA 2% A porcentagens é equivalente a quantas mg de anestésico há em 1 ml de solução. Cada tubete de anestésico possui 1,8 ml. Então, se a lidocaína é 2%, então quer dizer que em 1 ml de solução há 20 mg de lidocaína. Se há 20 mg em 1 ml, fazemos uma regra de três para sabermos quantas mg há em 1,8 ml. 20mg---1ml x-------1,8 ml x=20.1,8 x=36 Descobrimos então que em um tubete de anestésico lidocaína 2% há 36mg de lidocaína, guardamos esse valor para depois. 2- Agora vamos calcular qual é a dose máxima de anestésico em mg, que o paciente pode receber, levando em consideração seu peso Para esse cálculo pegamos a dose máxima por kg que um paciente pode receber desse anestésico. 4Disponível em:https://www.dfl.com.br/produto s/prilonest/ 5Disponível em:https://www.dfl.com.br/produtos/ar ticaine-200/ Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 4 6MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Um paciente pode receber a dose máxima de 7 mg por kg de lidocaína, então quantas mg um paciente de 65kg (por exemplo) pode receber? 65kg.7=455 mg OBS: Sempre verifique se esse valor está abaixo da dose máxima do anestésico que é 500mg. 3- Agora vamos calcular quantos tubetes de anestésico o paciente pode receber Pegamos a dose máxima e dividimos pela quantidade de anestésico que há no tubete. 455/36=12,6 Como sempre diminuímos os números decimais, então significa que o máximo de tubetes de anestésico que esse paciente pode receber é 12 tubetes. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 5 Técnicas anestésicas Infiltração local A incisão ou tratamento, é realizado na mesma área em que o anestésico foi infiltrado. 7MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Bloqueio de campo O anestésico é administrado próximo aos ramos nervosos terminais maiores, dessa forma a área anestesiada será circunscrita, impedindo a passagem de impulsos do dente para o sistema nervoso central. O tratamento é realizado em área distante do local da injeção do anestésico. OBS: Injeções administradas acima do ápice do dente a ser tratado são apropriadamente denominadas de bloqueios de campo (embora o uso comum as identifique como infiltrações ou supraperiosteais). 8MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 6 Bloqueio de nervo O anestésico local é administrado próximo a um tronco nervoso principal, distante do local de incisão ou tratamento. 9MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Técnicas Maxilares Injeção Supraperiosteal Mais comumente chamada de infiltração local, é a técnica anestésica local usada com maior frequência para anestesia pulpar de dentes superiores. Muitas vezes são necessárias múltiplas infiltrações locais, levando a administração de maior volume de anestésico. Nervos anestesiados Grandes ramos terminais do plexo dentário. Áreas anestesiadas Toda a região inervada dessa área: polpa e área da raiz do dente, periósteo vestibular, tecido conjuntivo e mucosa. Técnica A área de introdução é na altura da prega mucovestibular acima do ápice do dente que deseja anestesiar; Bisel voltado para o osso; Introduzir a agulha até que o bisel esteja na região apical do dente alvo ou acima desta. Bloqueio do Nervo Alveolar Superior Posteior Outros nomes comuns Bloqueio da tuberosidade, bloqueio do zigomático. Nervos anestesiados Alveolar superior posterior e seus ramos. Áreas anestesiadas Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 7 Polpas do terceiro, segundo e primeiro molares superiores (raiz mesiovestibular do primeiro molar não é anestesiada), tecido periodontal, vestibular e osso sobrejacente a esses dentes. Técnica Indicação de agulha curta calibre 27; Introduzir a agulha na altura de prega mucovestibular do segundo molar superior; Bisel voltado para o osso; Avançar a agulha de forma lenta para cima, para dentro e para trás num só movimento; Angulação de aproximadamente 45º; Inserir a agulha até a profundidade de 16mm aproximadamente para um adulto normal. 10MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Bloqueio do Nervo Alveolar Superior Médio Este nervo está presente em apenas aproximadamente 28% da população. É indicada a utilização desta técnica quando o bloqueio do nervo infraorbitário não produz anestesia do pré-molares. Nervos anestesiados Nervo alveolar superior médio e ramos terminais. Áreas anestesiadas Polpas do primeiro e segundo pré-molares superiores, raiz mesiovestibular do primeiro molar superior, tecidos periodontais vestibulares e osso sobre estes dentes. Técnica Recomendada agulha curta ou longa de calibre 27; Área de introdução da agulha é a prega mucovestibular acima do segundo pré-molar superior; Bisel voltado para o osso; Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 8 Penetrar a agulha e avançar lentamente até que sua extremidade esteja acima do ápice do segundo pré-molar superior. 11MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Bloqueio do Nervo Alveolar Superior Anterior (Bloqueio do Nervo Infraorbitário) Nervos anestesiados Alveolar superoanterior Alveolar superior médio Nervo infraorbitário (Palpebral inferior, Nasal lateral, Labial superior) Áreas anestesiadas Polpas do incisivo central superior até o canino superior do lado onde foi feita a injeção; Em cerca de 72% dos pacientes, as polpas dos pré-molares superiores e a raiz mesiovestibular do primeiro molar; Periodonto vestibular (labial) e osso destes mesmos dentes; Pálpebra inferior, aspecto lateral do nariz, lábio superior. Técnica É recomendado usar agulha longa de calibre 25 ou 27, mas pode também ser usada agulha curta de calibre 27, em crianças e adultos menores; O local de introdução é a altura da prega mucovestibular logo acima do segundo pré-molar superior; Localizar o forame e manter o dedo sobre ele ou marcar a pele neste ponto; 12MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 9 Inserir a agulha com o bisel voltado para o osso; A profundidade de penetração da agulha é em média 16 mm. Bloqueio de Nervo Palatino Maior Nervos anestesiados Nervo palatino maior. Áreas anestesiadas A parte posterior do palato duro e os tecidos moles sobrejacentes, anteriormente até o primeiro pré-molar e medialmente até a linha média. Técnica É recomendada agulha curta de calibre 27; Área de introdução: tecidos moles pouco anteriores ao forame palatino maior (entre o segundo e terceiro molar); Direcionar a seringa para a boca a partir do lado oposto; A profundidade de penetração da agulha é aproximadamente 5 mm. 13MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Bloqueio do Nervo Nasopalatino Outros nomes Bloqueio do nervo incisivo, bloqueio do nervo esfenopalatino. Nervos anestesiados Nervos nasopalatinos bilateralmente; Áreas anestesiadas Porção anterior do palato duro bilateralmente (desde a face mesial do primeiro pré-molar direito à face mesial do primeiro pré-molar esquerdo; Técnica 1 – injeção única no palato Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 10 Recomendado agulha curta de calibre 27; Área de introdução: mucosa palatina imediatamente ao lado da papila incisiva; Trajeto de introdução: aproximar o local de injeção em um ângulo de 45 graus em direção à papila incisiva; Não injetar mais que um quarto ou um terço de um tubete; Profundidade de inserção de aproximadamente 5mm. 14MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Técnica 2 - Múltiplas Perfurações da Agulha Recomendada agulha curta de calibre 27; Área de introdução: freio labial, entre incisivos centrais superiores, papila interdentária entre incisivos centrais superiores e caso necessário os tecidos moles lateralmente à papila incisiva; 15MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 11 Infiltração Local do Palato Nervos Anestesiados Ramos terminais do nervo nasopalatino e nervo palatino maior. Áreas anestesiadas Tecidos moles vizinhos imediatos a injeção. Técnica Recomendada agulha curta calibre 27; Área de introdução: gengiva inserida, de 5 a 10 mm da margem livre da gengiva; Aproximar-se do local da injeção em um ângulo de 45 graus. 16MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Bloqueio do Nervo Alveolar Superior Médio Anterior Outro nome comum Abordagem palatina do nervo alveolar superior médio anterior. Nervos anestesiados Nervo alveolar superior anterior; Nervo alveolar superior médio Plexo nervoso dentário subneural dos nervos alveolar superoanterior e médio. Áreas anestesiadas Anestesia pulpar dos incisivos, caninos e pré-molares superiores; Gengiva inserida vestibular destes mesmos dentes; Tecidos palatinos inseridos desde a linha média até a margem gengival livre dos dentes associados. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 12 Técnica É recomendada agulha curta de calibre 27; Área de introdução: no palato duro, na metade do caminho ao longo de uma linha imaginária conectando a sutura palatina mediana à margem gengival livre (no ponto de contato entre o primeiro e o segundo pré-molar). 17MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Abordagem Palatina-Alveolar Superoanterior Outro nome comum Abordagem palatina do nervo ASA ou abordagem palatina do bloqueio de campo maxilar anterior. Nervos anestesiados Nervo nasopalatino; Ramos anteriores do nervo alveolar superior anterior Áreas anestesiadas Polpas dos incisivos centrais, laterais e caninos (em menor grau); Tecidos periodontais vestibulares associados a estes mesmos dentes; Tecidos periodontais palatinos associados a estes mesmos dentes. Técnica Recomendado agulha curta de calibre 27; Área de introdução: imediatamente lateral à papila incisiva no sulco papilar; Bisel com base voltada para baixo em direção ao epitélio e agulha com ângulo aproximadamente de 45º com uma tangente ao palato. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 13 18MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Bloqueio do Nervo Maxilar Essa técnica anestésica é útil em procedimentos odontológicos que envolvem quadrantes e em procedimentos extensos. Outro nome comum Bloqueio da segunda divisão, bloqueio do nervo V². Nervos anestesiados Divisão maxilar do nervo trigêmeo. Áreas anestesiadas Anestesia pulpar dos dentes superiores no lado do bloqueio; Periodonto vestibular e osso sobrejacente a estes dentes; Tecidos moles e osso do palato duro e parte do palato mole, medialmente à linha média; Pele da pálpebra inferior, lateral do nariz, bochecha e lábio superior. Técnica 1 – abordagem da tuberosidade alta Recomendada agulha longa de calibre 25; Área de introdução: altura da prega mucovestibular acima da face distal do segundo molar superior; Avançar a agulha lentamente para cima, paradentro e para trás, conforme descrito para o bloqueio do nervo alveolar superior posterior; 19MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 14 Avançar a agulha numa profundidade aproximada de 30mm; Não deve ser encontrada resistência na inserção da agulha. Técnica 2 – abordagem do canal palatino maior Recomendada agulha longa de calibre 27; Área de introdução: tecidos moles palatinos diretamente sobre o forame palatino maior; Após localizar o forame, avançar a agulha muito lentamente no canal palatino maior até uma profundidade de 30 mm; Aproximadamente 5% a 15% dos canais palatinos maiores apresentam obstruções que podem impedir a passagem da agulha. 20MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 15 Técnicas Mandibulares Bloqueio do Nervo Alveolar Inferior Outros nomes comuns Bloqueio mandibular; Nervos anestesiados Alveolar inferior, um ramo da divisão posterior da divisão mandibular do nervo trigêmeo (V3); Nervo incisivo; Nervo mentual; Nervo lingual. Áreas anestesiadas Dentes mandibulares até a linha média; Corpo da mandíbula, parte inferior do ramo da mandíbula; Mucoperiósteo bucal, membrana mucosa anteriormente ao forame mentual; Dois terços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral; Periósteo e tecidos moles linguais. Técnica Como preferência usar agulha longa de calibre 25; Área de inserção: trigono retromolar, na rafe pterigomandibular; podendo ser localizada colocando o polegar acima dos molares; Colocar o corpo da seringa no canto da boca do lado contralateral; Avançar a agulha devagar até poder sentir que ela encontra uma resistência óssea; Ao fazer contato com o osso, retrair aproximadamente 1 mm; A profundidade apropriada de 20 a 25 mm. 21MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 16 Bloqueio do Nervo Bucal Outros nomes Bloqueio do nervo bucal longo, bloqueio do nervo bucinador. Nervo anestesiado Bucal. Área anestesiada Tecidos moles e periósteo dos dentes molares mandibulares. Técnica Recomendada agulha longa de calibre 25 ou 27; Área de inserção: membrana mucosa distal e bucal em relação ao dente molar mais distal no arco; Profundidade de penetração é geralmente de apenas 1 ou 2 mm. 22MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Bloqueio mandibular: Técnica Gow-Gates Outros nomes comuns Técnica de Gow-Gates, bloqueio nervoso da terceira divisão, bloqueio nervoso V3. Nervos anestesiados Alveolar inferior; Mentual; Incisivo; Lingual; Milo-hióideo; Auriculotemporal; Bucal (em 75% dos pacientes). Áreas anestesiadas Dentes mandibulares até a linha média; Mucoperiósteo e membranas mucosas bucais do lado da injeção; Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 17 Dois terços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral; Tecidos moles e periósteo da língua; Corpo da mandíbula, parte inferior do ramo da mandíbula; Pele sobre o zigoma, parte posterior da bochecha e regiões temporais. Técnica Recomendada agulha longa de calibre 27; Área de inserção: membrana mucosa na parte mesial do ramo da mandíbula, numa linha da incisura intertrágica até o canto da boca, imediatamente distal ao segundo molar maxilar. 23MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Introduzir a agulha delicadamente imediatamente distal ao segundo molar maxilar, na parte alta de sua cúspide mesiolingual (mesiopalatina); Alinhar a agulha com o plano que se estende do canto da boca do lado oposto à incisura intertrágica do lado da injeção, paralela ao ângulo entre o ouvido e a face; 24MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. O corpo da seringa se situa no canto da boca sobre os pré-molares; Avançar a agulha devagar até fazer contato com o osso e recuar 1mm para injetar; Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 18 A profundidade média de penetração do tecido mole até o osso é de 25 mm. BLOQUEIO MANDIBULAR DE BOCA FECHADA DE VAZIRANI- AKINOSI Outros nomes comuns Técnica de Akinosi, bloqueio nervoso mandibular de boca fechada, técnica da tuberosidade. Nervos anestesiados Alveolar inferior; Incisivo; Mentual; Lingual; Milo-hióideo. Áreas anestesiadas Dentes mandibulares até a linha média; Corpo da mandíbula e parte inferior do ramo mandibular; Mucoperiósteo e membrana mucosa bucais anteriores ao forame mentual; Dois terços anteriores da língua e assoalho da cavidade oral (nervo lingual); Tecidos moles e periósteo linguais (nervo lingual). Técnica Recomendada agulha longa de calibre 25; Área de inserção: tecidos moles sobrejacentes à borda medial (lingual) do ramo mandibular diretamente adjacente à tuberosidade maxilar, na parte alta de junção mucogengival circunvizinha ao terceiro molar maxilar; O bisel deve estar orientado em direção oposta ao osso do ramo da mandíbula; O corpo da seringa é mantido paralelo ao plano oclusal maxilar, com a agulha ao nível da junção mucogengival do terceiro (ou do segundo) molar maxilar; Dirigir a agulha posteriormente e um pouco lateralmente, de modo que ela avance numa tangente ao processo alveolar maxilar posterior e paralela ao plano oclusal maxilar; Avançar a agulha 25 mm para dentro do tecido; Após a injeção, fazer o paciente retornar a uma posição ereta ou semiereta. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 19 25MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Bloqueio do Nervo Mentual Nervo anestesiado Mentual, um ramo terminal do nervo alveolar inferior. Áreas anestesiadas Membrana mucosa bucal, anteriormente ao forame mentual (em torno do segundo pré-molar) até a linha média e a pele do lábio inferior e do queixo. Técnica É recomendada agulha curta calibre 25 ou 27; Área de inserção: prega mucobucal no forame mentual ou imediatamente anterior ao mesmo; Bisel dirigido ao osso; Local de penetração da injeção: no canino ou no primeiro pré- molar, dirigindo a seringa ao forame mentual; Avançar a agulha bem devagar até chegar ao forame. A profundidade de 5 a 6 mm. 26MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 20 Bloqueio do Nervo Incisivo Nervos anestesiados Mentual e incisivo. Áreas anestesiadas Membrana mucosa bucal anterior ao forame mentual, geralmente do segundo pré-molar até a linha média; Lábio inferior e pele do queixo; Fibras nervosas pulpares aos pré-molares, ao canino e aos incisivos; Técnica É recomendada uma agulha curta de calibre 27; Área de inserção: prega mucobucal no forame mentual ou imediatamente anterior a ele; Penetrar a agulha na membrana mucosa no canino ou no primeiro pré-molar, dirigindo a agulha ao forame mentual; A profundidade de penetração é de 5 a 6 mm; Não há nenhuma necessidade de se entrar no forame mentual. 27MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Licenciadopara - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 21 Outras técnicas Injeção do Ligamento Periodontal Outros nomes comuns Injeção peridental, injeção intraligamentar. Nervos anestesiados Extremidade das terminações nervosas no local de injeção e no ápice do dente. Áreas anestesiadas Osso, tecidos moles e tecidos apicais e pulpares na área da injeção. Técnica Recomendada agulha curta calibre 27; Área de inserção: eixo longo do dente a ser tratado ou em sua raiz mesial ou distal (dente com uma raiz única) ou nas raízes mesial e distal (de dentes com múltiplas raízes) interproximalmente; Com o bisel sobre a raiz, avançar a agulha em sentido apical até encontrar resistência; 28MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Injeção intrapulpar Nervos anestesiados Extremidades nervosas terminais no local da injeção na câmara e nos canais da polpa do dente envolvido. Áreas anestesiadas Tecidos dentro do dente injetado. Inserir uma agulha curta ou longa de calibre 25 ou 27 na câmara da polpa ou no canal da raiz, conforme a necessidade. Essa técnica tem a desvantagem de ser traumática; 29MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 22 A agulha pode ser entortada para facilitar a injeção. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com 23 Referências Bibliográficas MALAMED, S. F. Manual de anestesia local. 5. ed. São Paulo: Elsevier, 2004. RODRIGUES, Jonathan Cardoso Gomes. Farmacologia dos Anestésicos Locais. 15 nov. 2015. Power Point. Licenciado para - M arcilane belo de lim a - 02183011203 - P rotegido por E duzz.com