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Respostas - Questões 9 e 10 Questão 9 O fator mais diretamente relacionado à perda óssea marginal observada é a conexão hexagonal externa, que apresenta maior possibilidade de microgap e micromovimentação entre implante e pilar protético. Na conexão hexagonal externa pode ocorrer infiltração bacteriana e micromovimentos na interface implante-pilar, favorecendo inflamação dos tecidos peri-implantares e consequente reabsorção óssea marginal ao longo do tempo. Além disso, as cargas mastigatórias podem ser transmitidas de forma menos favorável ao osso peri-implantar, contribuindo para a perda óssea progressiva observada após 1 ano. Questão 10 A estabilidade dos implantes é dividida em estabilidade primária e estabilidade secundária. Estabilidade Primária: É a estabilidade mecânica obtida imediatamente após a instalação do implante. Seus fatores determinantes incluem qualidade e quantidade óssea, técnica cirúrgica, comprimento e diâmetro do implante, torque de inserção e macrogeometria. A macrogeometria influencia diretamente essa estabilidade por meio do formato do implante e do desenho das roscas, que aumentam o travamento mecânico no osso. Estabilidade Secundária: É a estabilidade biológica adquirida durante a cicatrização pela formação de osso ao redor do implante (osseointegração). Seus fatores determinantes incluem resposta biológica do hospedeiro, formação e remodelação óssea, ausência de infecção e controle das cargas funcionais. A microgeometria da superfície do implante favorece a adesão celular, a deposição óssea e a osseointegração. Após a instalação ocorre redução da estabilidade primária devido à remodelação óssea, enquanto a estabilidade secundária aumenta com a formação de novo osso. O sucesso do implante depende da transição adequada entre essas duas fases.