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Implantodontia
Estabilidade primária e secundária – aula 4
Essa imagem representa a radiografia de uma paciente que possuía implantes do tipo agulhado. Era introduzido varetas, criando concepção de raízes dos dentes, gerando equilíbrio na estrutura óssea.
Nessa época, mesmo que sem viés cientifico, eles já estavam reproduzindo algo que era utilizado a uns 3 anos atrás, que é o implante apoiado ao zigomático. Porém, hoje sabe-se que esse tipo de implante trás muitas comorbidades, sendo contraindicado na maioria dos casos.
“ A estabilidade inicial do implante é um requisito fundamental para a obtenção da osseointegração”
- Sem estabilidade primária não tem osseointegração. Dessa forma, a estabilidade é considerada requisito para o sucesso do implante.
Estabilidade primária 
· Resulta do contato entre a superfície do implante e o tecido ósseo circundante.
- Nós precisamos do tecido ósseo para travar o implante.
· As propriedades biomecânicas do osso são determinadas pela proporção de osso cortical e osso trabecular em um local do implante.
- É muito importante avaliar onde temos um osso mais resistente e um mais esponjoso, para saber o melhor local para a introdução do implante. Atualmente, o exame que permite a identificação da melhor área óssea para inserir o implante é a tomografia computadorizada.
· O osso cortical é 10 a 20 vezes mais rígido do que o trabecular e fornece melhor suporte para um implante.
- Como já foi visto anteriormente, o osso que garante mais estabilidade do implante é o osso cortical.
· Um pré-requisito para ancoragem bem-sucedida e funcionamento a longo prazo dos implantes de titânio é volume suficiente de osso saudável disponível, a fim de abrigar números e tamanhos adequados de implantes.
- Esse volume de osso está relacionado principalmente ao que diz a respeito da largura do osso. A altura é importante, mas temos que ter uma preocupação maior com a largura. Quando não temos largura suficiente, o osso costuma colabar a cortical palatina e vestibular (principalmente na maxila), ficando sem largura alguma, sendo impossível instalar o implante.
· A densidade do osso também é determinante, uma vez que o insucesso é mais comum em osso de baixo conteúdo mineral.
- O osso esponjoso trabeculado não é muito mineralizado, logo, não teremos muita estabilidade.
Observação: A TC não mostra densidade, apenas altura e espessura. Para saber a densidade temos que ter noção da localização de cada tipo de osso (imagem com tipo de osso I, II, III)
Princípios determinantes da estabilidade do implante
1- As propriedades mecânicas do tecido ósseo no local de colocação do implante (qualidade e quantidade)
2- A qualidade da fixação do implante ao tecido ósseo com adaptação passiva(coeficiente de atrito)
- É o coeficiente de atrito ou torque, cuja adaptação não demanda muita força. Ou seja, o implante tem que netrar de forma passiva, sem estar muito apertado.
3- Desenho da osteotomia (brocas/fresas)
4- Macrogeometria do implante (desenho do corpo e rugosidade de superfície)
1- As propriedades mecânicas do tecido ósseo no local de colocação do implante
Determinado pela composição do osso no local de instalação do implante e é influenciado pela etapa de cicatrização, uma vez que o osso trabecular mole parece ser transformado em osso cortical denso próximo à superfície do implante.
- O ideal é que o implante trave no osso cortical.
- Todo osso tem uma parte com trabecular esponjoso, pois esse osso esponjoso que leva nutrição. Sem o osso trabecular, o osso é considerado morto.
- O osso formado ao redor das espículas do parafuso do implante é osso cortical, desencadeando mais estabilidade.
Fixação: fazer aderir a uma superfície, tornar fixo, pregar, cravar, espetar, tornar estável, estabelecer, determinar, aprender de cor.
- A fixação do implante pode ser obtida:
· Pela técnica cirúrgica: relacionada com o desenho da fresa que será feito no osso.
· Pelo desenho do implante: pela macrogeometria dele.
· Pelo processo de osseointegração: o processo de osseointegração vai do banho de superfície do implante, até a transformação de osso medular em osso cortical. Além disso, a camara de cicatrização ajuda muito nessa fixação do parafuso ao osso.
2- A qualidade da fixação do implante ao tecido ósseo com adaptação passiva
Quando nós vamos considerar que um implante teve baixa estabilidade primária:
Baixa estabilidade primária: pequenos micro movimentos do implante durante o período de cicatrização permitem o acúmulo de tecido fibroso e consequente falha na osseointegração.
- Dessa forma, o implante entrará ao longo eixo do dente para funcionar como se fosse a raiz do dente. Se o implante fizer micromovimentos, o insucesso é certeiro.
- A estabilidade do implante é a ausência de movimento.
- Resumindo: a baixa estabilidade primária ocorre quando o implante apresenta micromovimentos durante a sua cicatrização, permitindo a formação de tecido fibroso e consequentemente a falha na osseointegração.
3- Desenho da osteotomia
As fresas possuem o desenho da conicidade ideal para a inserção do implante. Ou seja, a fresa vai preparar o leito cirúrgico.
 
Essas marquinhas vão determinar a profundidade de inserção. Porém, durante a cirurgia acaba sendo difícil de visualizar devido ao alto teor de sangue. Pensando dessa forma, desenvolveram o safe drill que atua como um stop e permite limitar até onde a fresa poderá perfurar.
- A fresa lança serve para começar a fazer o leito de perfuração.
- Todo kit cirúrgico de implantodontia tem que ter um torquimetro
- Após colocar o torquimetro no implante, nós temos que segurar somente na haste flexível 
- Torques abaixo de 15 N é insucesso. Acima de 20 começa a ter chance de sucesso.
- Existe o torquimetro cirúrgico que vai na cabeça do implante e faz o torque do parafuso ao osso, sendo considerado o mais importante. E o torquimetro protético que serve para parafusar a coroa sobre o parafuso.
- Cada empresa de implante protético indica o torque ideal a ser realizado.
Torque: momento de torção, esforço de torção, binário de aperto. Ver torc. O torque é feito tanto na fase cirúrgica quanto na fase protética.
- Esse torquimetro é novo, e ele realiza o torque da protése por indução.
4- Macrogeometria do implante
· É importante saber que os implantes dentários não são todos iguais. 
· Eles se diferenciam pela macrogeometria (design) que apresentam e que define algumas de suas características.
· Ao longo do tempo foi comprovado que características relacionadas a forma, comprimento e diâmetro do implante eram fundamentais para sua melhor fixação no osso, garantindo, assim, a estabilidade primária.
- Há casos em que o implante mais longo é melhor, há outros casos que o implante mais largo é melhor.
· As técnicas de tratamento de superfície do implante têm sido propostas a fim de criar uma união bioquímica capaz de acelerar as fases iniciais de neoformação óssea sobre o implante.
- O tratamento de superfície acelera as fases de neoformação óssea, ou seja, vai acelerar as células formadoras de osso a exercerem a sua função.
- Existem implantes com macrogeometria diferente, desenhos diferentes, inclinação e distancia de espiras diferentes, câmaras de cicatrização, banhos de superfície, etc.
- Quanto menor a distancia das espiras do implante, mais rápido ele desce.
- A região mais difícil de implantar é nos incisivos inferiores, devido a pouca espessura óssea.
 
- Tipos de conexão: HE, HI, cone Morse.
- A imagem acima representa um implante com tipo de conexão HE (hexágono externo)
Tratamento de superfície
- O banho de superfície faz com que o implante fique com coloração fosca, opaca, sem brilho. 
- Já o titânio puro faz com que o implante fique brilhoso.
- Jamais utilizar o 1º pois o desenho dele não favorece
- Dentre essas opções, se fosse utilizar em uma maxila, o ideal seria usar o 6º, mesmo que sem banho de superfície, pois ele é cônico e tem câmara de cicatrização.
Estabilidade secundária
· Está intimamente relacionada com as propriedades biomecânicasdo osso trabecular que têm por tendência melhorar com o tempo, o que resulta em maior estabilidade.
- A estabilidade primária melhora cada vez mais com a formação de osso, gerando a estabilidade secundária.
· O tempo necessário para obter estabilidade suficiente do implante depende muito da densidade do osso e, desse modo, da estabilidade primária.
- Só temos estabilidade secundária se tivermos uma boa estabilidade primária. 
- A estabilidade primária está relacionada a ausência de movimento.
· Assim um implante com baixa estabilidade primária necessita de um período longo de reparação, enquanto um com alta estabilidade precisa somente de um período curto ou nenhum.
- Baixa estabilidade primária está relacionada a pouco torque e não ao movimento, pois se haver movimento não teve estabilidade.
- Quanto mais baixa a estabilidade, maior o tempo de osseointegração.
- Implante que entra com torque acima de 32N já pode colocar um provisório para ele começar a trabalhar.
· A capacidade de o hospedeiro manter e aumentar a estabilidade primária do implante também é determinada pela habilidade de reparação e remodelação, a qual, por sua vez, é influenciada por fatores endógenos e exógenos, como estado de saúde, uso de substâncias psicoativas, tabagismo e irradiação.
- Pacientes fumantes tendem a ter mais chance de perder mais facilmente o implante.
-Pacientes que fazem radioterapia não devem ser operados para implante antes de receber alta médica.
Resumindo, a estabilidade secundária é o que é conseguido após a osteointegração.
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