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UNIVERSIDADE VILA VELHA - UVV CURSO DE BIOMEDICINA RUAN TÁVORA DE ATAÍDE ISABELE CRISTINE DENGUE NA MICROBIOLOGIA CLÍNICA: DIAGNÓSTICO LABORATORIAL, PREVENÇÃO E CONTROLE DE INFECÇÕES VILA VELHA - ES 2026 MATERIAL DE APOIO AO INFOGRÁFICO Tema Dengue - arbovirose causada pelo vírus da dengue (DENV), transmitida principalmente pela fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. Objetivo Orientar a comunidade sobre transmissão, diagnóstico laboratorial, prevenção e controle da dengue, utilizando linguagem clara, objetiva e baseada em fontes científicas confiáveis. Título e subtítulo Dengue: reconhecer, diagnosticar e prevenir. Entenda como ocorre a transmissão, quais sinais exigem atenção, como o laboratório auxilia na confirmação e como evitar novos casos. Contextualização A dengue é uma doença viral de grande relevância para a saúde pública no Brasil. Pode apresentar quadro leve, mas também evoluir para formas graves, com sangramentos, choque e risco de morte, exigindo diagnóstico oportuno e medidas efetivas de controle do vetor. Agente etiológico O agente etiológico é o vírus da dengue (DENV), pertencente à família Flaviviridae e ao gênero Flavivirus. É um vírus envelopado, de RNA fita simples, com quatro sorotipos principais: DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4. A infecção por um sorotipo não garante proteção permanente contra os demais. Transmissão / modo de infecção A transmissão ocorre pela picada da fêmea infectada do mosquito Aedes aegypti. O vetor se prolifera em recipientes com água parada, como caixas dágua destampadas, pneus, garrafas, vasos de plantas, calhas e lixo acumulado. A transmissão direta de pessoa para pessoa não é a forma habitual da doença. Quadro clínico Os sintomas mais comuns são febre de início súbito, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares e articulares, náuseas, vômitos, manchas vermelhas na pele e cansaço intenso. Sinais de alarme incluem dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência, irritabilidade e queda de pressão. CONTEÚDO CIENTÍFICO PARA O INFOGRÁFICO Diagnóstico laboratorial As amostras mais utilizadas são sangue total, soro ou plasma. Na fase inicial da doença, especialmente nos primeiros dias de sintomas, podem ser utilizados testes para detecção do antígeno NS1 e métodos moleculares, como RT-PCR, para identificação do RNA viral. A sorologia IgM e IgG auxilia principalmente a partir da resposta imunológica do paciente. O hemograma não confirma dengue sozinho, mas ajuda no acompanhamento clínico, pois pode mostrar leucopenia, plaquetopenia e aumento do hematócrito. Interpretação dos resultados NS1 positivo ou RT-PCR positivo confirma infecção aguda por dengue. IgM reagente sugere infecção recente, enquanto IgG reagente pode indicar infecção prévia ou resposta secundária, devendo ser interpretado junto ao tempo de sintomas e ao quadro clínico. Plaquetas reduzidas e hematócrito elevado podem indicar maior risco e necessidade de acompanhamento mais rigoroso. Tratamento / prevenção Não há antiviral específico para dengue. O manejo baseia-se em hidratação, repouso, controle da febre e avaliação profissional. Deve-se evitar automedicação, principalmente ácido acetilsalicílico e anti-inflamatórios, pelo risco de sangramento. A prevenção depende da eliminação de criadouros do mosquito, uso de repelentes, telas, roupas protetoras, limpeza de recipientes e participação comunitária. Biossegurança e controle Na coleta laboratorial, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual, descarte adequado de perfurocortantes e identificação correta da amostra. No controle comunitário, a principal medida é reduzir a circulação do vetor, removendo água parada e mantendo ambientes limpos. Fluxo do diagnóstico laboratorial Suspeita clínica febre e sintomas compatíveis Coleta correta sangue, soro ou plasma Teste laboratorial NS1, RT-PCR, IgM/IgG e hemograma Laudo interpretação conforme fase da doença Conduta hidratação, acompanhamento e controle do vetor INFOGRÁFICO - DENGUE NA MICROBIOLOGIA CLÍNICA Diagnóstico laboratorial, prevenção e controle de infecções 1. O que é? Doença viral febril transmitida por mosquito. Pode variar de forma leve a grave. 2. Agente etiológico Vírus da dengue (DENV), família Flaviviridae, com sorotipos DENV-1 a DENV-4. 3. Transmissão Picada da fêmea infectada do Aedes aegypti. Água parada favorece o vetor. 4. Sintomas Febre, dor no corpo, dor atrás dos olhos, manchas vermelhas, náuseas e cansaço. 5. Diagnóstico Sangue, soro ou plasma. Testes: NS1, RT-PCR, IgM/IgG e hemograma. 6. Interpretação NS1/RT-PCR positivos confirmam fase aguda. IgM sugere infecção recente. 7. Tratamento Hidratação e acompanhamento médico. Evitar automedicação e anti-inflamatórios. 8. Prevenção Eliminar criadouros, tampar caixas dágua, usar repelente, telas e limpar quintais. Sinais de alarme: dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência, irritabilidade ou queda de pressão. Nesses casos, procurar atendimento imediatamente. Exame Finalidade Resultado esperado / interpretação NS1 Detectar antígeno viral Positivo na fase inicial confirma infecção aguda. RT-PCR Detectar RNA viral Confirma dengue e pode identificar o sorotipo. IgM / IgG Avaliar resposta imunológica IgM indica infecção recente; IgG sugere contato prévio ou resposta secundária. Hemograma Monitorar gravidade Pode indicar leucopenia, plaquetopenia e hemoconcentração. REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Saúde. Dengue: diagnóstico e manejo clínico: adulto e criança. 6. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2024. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). Clinical Testing Guidance for Dengue. Atlanta: CDC, 2025. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). NS1 Antigen Tests for Dengue Virus. Atlanta: CDC, 2025. WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Dengue and severe dengue. Geneva: WHO, 2025. PAN AMERICAN HEALTH ORGANIZATION (PAHO). Epidemiological Alert: Risk of dengue outbreaks due to increased circulation of DENV-3 in the Americas Region. Washington, DC: PAHO, 2025. MURRAY, Patrick R.; ROSENTHAL, Ken S.; PFALLER, Michael A. Microbiologia médica. 9. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2022. Observação: conteúdo elaborado em linguagem própria, com finalidade educativa, baseado em fontes técnicas oficiais e literatura de Microbiologia Clínica. COMPLEMENTO VISUAL DO INFOGRÁFICO