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UNIVERSIDADE VEIGA DE ALMEIDA (UVA) 
 GESTÃO FINANCEIRA 
 ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ALUNO: YAGO DE OLIVEIRA LINS 
 MATRÍCULA: 1260210986 
 CURSO: GESTÃO FINANCEIRA 
 
 DISCIPLINA: ÉTICA E RESPONSABILIDADE SOCIAL CORPORATIVA 
 
 
 
 
 
 
TRABALHO DISSERTATIVO: A AGENDA 2030 E O PAPEL DAS 
ORGANIZAÇÕES PRIVADAS NO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL 
 
 
 
RIO DE JANEIRO 
2026 
A Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, idealizada pelas 
Nações Unidas em 2015, estabeleceu um plano de ação global composto por 17 
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e 169 metas universais. 
Tradicionalmente pautadas na geração de valor exclusivo para os acionistas 
(shareholders), as corporações contemporâneas vêm sofrendo uma crescente 
pressão social e regulatória para adotar modelos de governança que contemplem 
todos os stakeholders. Nesse cenário, a incorporação das ODS na estratégia de 
negócios das empresas deixa de ser uma ação meramente filantrópica ou de 
marketing verde e passa a configurar um pilar de referência para sobrevivência 
mercadológica e mitigação de riscos operacionais (ASHLEY, 2022). 
Diante dessa nova dinâmica, grandes conglomerados que atuam no Brasil 
fornecem exemplos práticos de como a iniciativa privada pode catalisar o 
cumprimento das metas da ONU. A Natura, multinacional do setor de cosméticos, 
vincula diretamente seu plano estratégico "Visão 2030" ao cumprimento da ODS 15 
(Vida Terrestre) e da ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis). Entre as ações 
implementadas pela companhia, destaca-se o desenvolvimento de mais de 50 
bioingredientes obtidos por meio do relacionamento direto e remunerado com 46 
comunidades agroextrativistas na Amazônia, o que viabiliza a conservação de 2,2 
milhões de hectares de floresta em pé. Essa ação contribui ativamente para a 
Agenda 2030 ao provar a viabilidade econômica da bioeconomia e do manejo 
regenerativo. 
De forma análoga, a Ambev, gigante do setor de bebidas, direciona seus 
investimentos socioambientais para a conformidade com a ODS 6 (Água Potável e 
Saneamento) e com a ODS 13 (Ação Contra a Mudança Global do Clima). Em suas 
operações, a empresa implementou sistemas de inteligência hídrica nas bacias de 
alto risco hídrico onde atua e assumiu o compromisso de neutralizar 100% das 
emissões de carbono de sua cadeia de valor (Escopos 1, 2 e 3). Essa atuação 
contribui diretamente para as metas globais ao expandir a agricultura sustentável 
entre seus fornecedores locais e restaurar mais de 15 mil hectares de terras 
degradadas para preservação de mananciais. 
Em uma análise conclusiva, observa-se que as empresas vêm contribuindo 
para as ODS por meio da reestruturação de suas próprias cadeias produtivas. 
Conforme defende Srour (2021), a gestão transparente baseada em indicadores 
socioambientais auditáveis demonstra que o desempenho econômico de longo 
prazo é indissociável da sustentabilidade. Assim, a atuação sistêmica e 
transparente do setor privado valida a Agenda 2030 como um mapa de navegação 
eficiente para a construção de uma economia global inclusiva, equitativa e de baixo 
carbono. 
REFERÊNCIAS 
AMBEV. Relatório Anual de Sustentabilidade 2026 – ano base 2025. São Paulo: 
Ambev RI, 2026. Disponível em: . Acesso em: 20 ago. 
2026. 
ASHLEY, Patricia Almeida (org.). Responsabilidade Social Corporativa: 
conceitos, modelos e dilemas. 3. ed. São Paulo: Saraiva, 2022. 
NATURA. Relatório Integrado 2025: atingimento antecipado de metas ESG. São 
Paulo: Natura RI, 2026. Disponível em: . Acesso em: 20 
ago. 2026. 
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS. The 17 Goals: Sustainable Development 
Goals. Nova York: UN Department of Economic and Social Affairs, 2015. Disponível 
em: . Acesso em: 20 ago. 2026. 
SROUR, Robert Henry. Ética Empresarial: a gestão da reputação nas 
organizações. 6. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2021.

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