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Ana Ribeiro

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Questões resolvidas

Mulher de 25 anos procura o ambulatório com queixa de epigastralgia. Refere que a dor é "em ardência", sem irradiações e sem piora com movimentação. Relata que quadro se iniciou há 2 meses, sendo observado com frequência diária. Ao exame físico apresentava dor à palpação do abdome em ponto epigástrico. Não havia histórico de uso de medicações. Realizou endoscopia digestiva que evidenciou úlcera gástrica com presença de H. pylori. Em relação ao tratamento farmacológico do caso acima, avalie as seguintes assertivas. Os antiácidos são bases fracas que reagem com ácido gástrico, formando água e um sal, para diminuir a acidez gástrica; são utilizados no tratamento sintomático. - Os inibidores da bomba de prótons são superiores aos antagonistas H2 no bloqueio da produção de ácido e na cicatrização das úlceras. Assim, eles são os fármacos preferidos no tratamento das úlceras pépticas. III sucralfato e o subsalicilato de bismuto apresentam ação negativa nos mecanismos de proteção da mucosa, portanto têm indicação restrita na terapia adjuvante. IV Atualmente, o tratamento de escolha consiste em um antagonista dos receptores H2, associado a ampicilina e gentamicina, por 28 dias.
Está correto apenas que se afirma em
I. Os antiácidos são bases fracas que reagem com ácido gástrico, formando água e um sal, para diminuir a acidez gástrica; são utilizados no tratamento sintomático.
II. Os inibidores da bomba de prótons são superiores aos antagonistas H2 no bloqueio da produção de ácido e na cicatrização das úlceras. Assim, eles são os fármacos preferidos no tratamento das úlceras pépticas.
III. Sucralfato e o subsalicilato de bismuto apresentam ação negativa nos mecanismos de proteção da mucosa, portanto têm indicação restrita na terapia adjuvante.
IV. Atualmente, o tratamento de escolha consiste em um antagonista dos receptores H2, associado a ampicilina e gentamicina, por 28 dias.
A) I e III.
B) I e IV.
C) I e II.
D) II e III.

Paciente, masculino, 38 anos, chega a uma UBS relatando aumento do volume abdominal, cansaço, tontura, náuseas seguidas de vômitos, apresentando pele e olhos ictéricos. Os exames laboratoriais apresentaram um aumento significativo das transaminases (AST e ALT), HBsAg: positivo; Anti-HBs: negativo; Anti-HBc IgM: positivo; Anti-HBc positivo; HBeAg: positivo; Anti-HBe: negativo.
Sobre o perfil sorológico do caso acima, avalie as assertivas a seguir: I - HBsAg é primeiro marcador a aparecer positivo na Hepatite B, sendo chamado de antígeno de superfície do HBV. Anti-HBc IgM é um marcador sorológico que indica imunidade para HBV, ou seja, que o paciente está imune mediante vacina. III HBeAg é um marcador da Hepatite com significado clínico voltado para a replicação do vírus, ou seja, está relacionada com alta carga viral circulante. IV Anti-HBs é marcador sorológico da Hepatite com maior relevância, pois indica casos de cronicidade para HCV. Assinale a alternativa que contém somente assertivas corretas.
I - HBsAg é primeiro marcador a aparecer positivo na Hepatite B, sendo chamado de antígeno de superfície do HBV.
Anti-HBc IgM é um marcador sorológico que indica imunidade para HBV, ou seja, que o paciente está imune mediante vacina.
III - HBeAg é um marcador da Hepatite com significado clínico voltado para a replicação do vírus, ou seja, está relacionada com alta carga viral circulante.
IV - Anti-HBs é marcador sorológico da Hepatite com maior relevância, pois indica casos de cronicidade para HCV.
A) I e IV.
B) II e III.
C) I e III.
D) II e IV.

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Questões resolvidas

Mulher de 25 anos procura o ambulatório com queixa de epigastralgia. Refere que a dor é "em ardência", sem irradiações e sem piora com movimentação. Relata que quadro se iniciou há 2 meses, sendo observado com frequência diária. Ao exame físico apresentava dor à palpação do abdome em ponto epigástrico. Não havia histórico de uso de medicações. Realizou endoscopia digestiva que evidenciou úlcera gástrica com presença de H. pylori. Em relação ao tratamento farmacológico do caso acima, avalie as seguintes assertivas. Os antiácidos são bases fracas que reagem com ácido gástrico, formando água e um sal, para diminuir a acidez gástrica; são utilizados no tratamento sintomático. - Os inibidores da bomba de prótons são superiores aos antagonistas H2 no bloqueio da produção de ácido e na cicatrização das úlceras. Assim, eles são os fármacos preferidos no tratamento das úlceras pépticas. III sucralfato e o subsalicilato de bismuto apresentam ação negativa nos mecanismos de proteção da mucosa, portanto têm indicação restrita na terapia adjuvante. IV Atualmente, o tratamento de escolha consiste em um antagonista dos receptores H2, associado a ampicilina e gentamicina, por 28 dias.
Está correto apenas que se afirma em
I. Os antiácidos são bases fracas que reagem com ácido gástrico, formando água e um sal, para diminuir a acidez gástrica; são utilizados no tratamento sintomático.
II. Os inibidores da bomba de prótons são superiores aos antagonistas H2 no bloqueio da produção de ácido e na cicatrização das úlceras. Assim, eles são os fármacos preferidos no tratamento das úlceras pépticas.
III. Sucralfato e o subsalicilato de bismuto apresentam ação negativa nos mecanismos de proteção da mucosa, portanto têm indicação restrita na terapia adjuvante.
IV. Atualmente, o tratamento de escolha consiste em um antagonista dos receptores H2, associado a ampicilina e gentamicina, por 28 dias.
A) I e III.
B) I e IV.
C) I e II.
D) II e III.

Paciente, masculino, 38 anos, chega a uma UBS relatando aumento do volume abdominal, cansaço, tontura, náuseas seguidas de vômitos, apresentando pele e olhos ictéricos. Os exames laboratoriais apresentaram um aumento significativo das transaminases (AST e ALT), HBsAg: positivo; Anti-HBs: negativo; Anti-HBc IgM: positivo; Anti-HBc positivo; HBeAg: positivo; Anti-HBe: negativo.
Sobre o perfil sorológico do caso acima, avalie as assertivas a seguir: I - HBsAg é primeiro marcador a aparecer positivo na Hepatite B, sendo chamado de antígeno de superfície do HBV. Anti-HBc IgM é um marcador sorológico que indica imunidade para HBV, ou seja, que o paciente está imune mediante vacina. III HBeAg é um marcador da Hepatite com significado clínico voltado para a replicação do vírus, ou seja, está relacionada com alta carga viral circulante. IV Anti-HBs é marcador sorológico da Hepatite com maior relevância, pois indica casos de cronicidade para HCV. Assinale a alternativa que contém somente assertivas corretas.
I - HBsAg é primeiro marcador a aparecer positivo na Hepatite B, sendo chamado de antígeno de superfície do HBV.
Anti-HBc IgM é um marcador sorológico que indica imunidade para HBV, ou seja, que o paciente está imune mediante vacina.
III - HBeAg é um marcador da Hepatite com significado clínico voltado para a replicação do vírus, ou seja, está relacionada com alta carga viral circulante.
IV - Anti-HBs é marcador sorológico da Hepatite com maior relevância, pois indica casos de cronicidade para HCV.
A) I e IV.
B) II e III.
C) I e III.
D) II e IV.

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NOTA FINAL CURSO DE MEDICINA AFYA Aluno: Componente Curricular: Sistemas Orgânicos Integrados IV Professor (es): Período: 202301 Turma: Data: RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA PROVA 07259 CADERNO 001 QUESTÃO Enunciado: Os cestódeos mais frequentemente encontrados parasitando os humanos pertencem à família Taenidae, na qual são destacadas Taenia solium e Taenia saginata. Essas espécies são popularmente conhecidas como solitárias. Sobre o ciclo de vida desses helmintos, assinale a alternativa correta. Alternativas: (alternativa A) Os humanos parasitados eliminam as proglotes grávidas no meio externo, juntamente com as fezes, liberando milhares de cisticercos no solo. (alternativa B) Os vermes adultos desenvolvem-se em qualquer tecido mole, porém preferem os músculos de maior oxigenação. (alternativa C) No ambiente úmido e protegido de luz solar intensa os ovos têm grande longevidade, mantendo-se infectantes por meses. (alternativa D) hospedeiro intermediário (suíno para T. saginata e bovino para T. solium) ingere os ovos, que sofrem a ação da pepsina no estômago. Resposta comentada: Os hospedeiros intermediários são suíno para T. solium e bovino para T. saginata. Essas espécies de parasitos, na fase adulta reprodutiva, vivem no intestino delgado humano. Os humanos parasitados eliminam as proglotes grávidas juntamente com as fezes, liberando ovos no solo que são resistentes quando estão em umidade adequada. Referências: Fereira, Marcelo U. Parasitologia Contemporânea. Disponível em: Minha Biblioteca, (2nd edição). Grupo GEN, 2020. Engroff, Paula, et al. Parasitologia Clínica. Disponível em: Minha Biblioteca, Grupo 2021. QUESTÃO 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 1 de 17Enunciado: Mulher de 25 anos procura o ambulatório com queixa de epigastralgia. Refere que a dor é "em ardência", sem irradiações e sem piora com movimentação. Relata que quadro se iniciou há 2 meses, sendo observado com frequência diária. Ao exame físico apresentava dor à palpação do abdome em ponto epigástrico. Não havia histórico de uso de medicações. Realizou endoscopia digestiva que evidenciou úlcera gástrica com presença de H. pylori. Em relação ao tratamento farmacológico do caso acima, avalie as seguintes assertivas. Os antiácidos são bases fracas que reagem com ácido gástrico, formando água e um sal, para diminuir a acidez gástrica; são utilizados no tratamento sintomático. - Os inibidores da bomba de prótons são superiores aos antagonistas H2 no bloqueio da produção de ácido e na cicatrização das úlceras. Assim, eles são os fármacos preferidos no tratamento das úlceras pépticas. III sucralfato e o subsalicilato de bismuto apresentam ação negativa nos mecanismos de proteção da mucosa, portanto têm indicação restrita na terapia adjuvante. IV Atualmente, o tratamento de escolha consiste em um antagonista dos receptores H2, associado a ampicilina e gentamicina, por 28 dias. Está correto apenas que se afirma em Alternativas: (alternativa A) e III. (alternativa B) le IV. (alternativa C) le II. (alternativa D) e III. 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 2 de 17Resposta comentada: I e II estão corretas. Pacientes com úlcera péptica (úlceras gástricas ou duodenais) infectados com pylori precisam de tratamento antimicrobiano. infecção por pylori é diagnosticada via biópsia endoscópica da mucosa gástrica ou vários métodos não invasivos, incluindo sorologia e teste da ureia na respiração. A erradicação de pylori resulta na cicatrização rápida da úlcera ativa e na baixa da taxa de recorrência (menos de 15%, comparando-se com 60 a 100% por ano para úlceras iniciais tratadas somente com redução de ácido). A erradicação bem-sucedida de pylori (80-90%) é possível com várias associações de antimicrobianos. Atualmente, tratamento de escolha consiste em um IBPs combinado com amoxicilina (metronidazol pode ser usado em pacientes alérgicos à penicilina) e claritromicina. O tratamento quádruplo com subsalicilato de bismuto, metronidazol e tetraciclina combinada a um IBPs é outra opção. tratamento quádruplo deve ser considerado em regiões em que é elevada a resistência à claritromicina. Assim, em geral, obtém-se 90% ou mais de taxa de erradicação. tratamento com um único antibacteriano é muito menos eficaz, resultando em resistência microbiana, e não é recomendado em absoluto. Os IBPs se ligam à enzima H+ /K+ -ATPase (bomba de prótons) e suprimem a secreção de íons hidrogênio para lúmen gástrico. A bomba de prótons ligada à membrana é a etapa final da secreção de ácido gástrico, sendo superiores aos antagonistas dos receptores de histamina. Referências: BRUNTON, L. L. (Ed.). Goodman & Gilman as bases farmacológicas da terapêutica. 12. ed. Porto Alegre: Artmed, 2012. DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo F. Gastroenterologia Essencial, edição. Grupo GEN, 2011. 978-85-277-1970-4. Disponível em: Acesso em: 15 mai. 2022. NORRIS, Tommie L. Porth Fisiopatologia. Grupo GEN, 2021. 9788527737876. Disponível em: Acesso em: 15 mai. 2022. KATZUNG, Bertram G. Farmacologia básica e clínica. 12. ed. Porto Alegre: McGraw Hill, 2014. QUESTÃO Enunciado: Mulher, 49 anos, foi levada ao pronto atendimento com queixa de dor abdominal (epigástrica) há 2 dias, associada a vômitos incoercíveis e um episódio de fezes enegrecidas, referindo agudização sintomática há 2 horas. Na entrada, apresentou-se taquipneica, taquicárdica, hipotensa, sudoreica, com pulsos periféricos filiformes, com presença de livedo reticular difuso, extremidades frias e tempo de enchimento capilarAlternativas: (alternativa A) Perfurativo. (alternativa B) Obstrutivo. (alternativa C) Hemorrágico. (alternativa D) Inflamatório. Resposta comentada: A pancreatite aguda é uma emergência clínica que classicamente manifesta-se por dor epigástrica intensa, irradiando-se para as costas, associada a náusea e vômitos. Sensibilidade epigástrica, febre, taquicardia, equimose no flanco esquerdo (sinal de Grey-Turner) e equimose periumbilical (sinal de Cullen) podem estar presentes. diagnóstico baseia-se nos achados clínicos associados aos achados radiográficos e laboratoriais, que inclui elevação de amilase e lipase séricas. Os pacientes podem evoluir para choque em algumas horas, a menos que o tratamento seja iniciado. A gravidade e o prognóstico da pancreatite aguda podem ser avaliados utilizando-se os critérios de Ranson, que engloba diversos parâmetros clínicos e laboratoriais. A pancreatite aguda tem diversas causas, incluindo: Colelitíase (cálculos biliares): risco 25 vezes maior de pancreatite. Alcoolismo crônico. Infecção viral: caxumba, coxsackievírus e citomegalovírus. Agentes químicos: sulfonamidas, diuréticos, azatioprina e outros. Traumatismo contuso. Isquemia aguda. Metabólica: hiperlipidemia, hipercalcemia. Familiar. Idiopática. A dor abdominal é principal sintoma nos pacientes com Abdome Agudo, na maioria dos casos temetiologiabenigna e/ou autolimitada. objetivo da avaliação inicial é identificar os pacientes que necessitem de intervenção cirúrgica de urgência. Uma atenção maior deve ser dada aos idosos, crianças e gestantes, pois podem ter evolução atípica da dor. Referências: NORRIS, Tommie L. Porth Fisiopatologia. Grupo GEN, 2021. DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo F. Gastroenterologia Essencial, edição. Grupo GEN, 2011. HANSEL, Donna E.; DINTZIS, Renee Z. Fundamentos de Rubin Patologia. Grupo GEN, 2007. 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 4 de 17QUESTÃO Enunciado: Em um laboratório anatomopatológico, professor apresenta duas lâminas aos acadêmicos com o objetivo de identificar as características celulares específicas que diferenciam uma neoplasia gástrica benigna de uma maligna. Para tanto, utiliza fragmentos colhidos de uma biópsia gástrica de dois pacientes idosos. Sobre essa situação, analise as assertivas e a relação entre elas. Os adenomas associam-se geralmente a gastrite crônica e metaplasia intestinal e podem evoluir para adenocarcinoma. PORQUE A lesão é constituída por glândulas revestidas por epitélio colunar alto, pseudoestratificado, do tipo intestinal metaplásico. Conclui-se que Alternativas: (alternativa A) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. (alternativa B) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica integralmente a primeira. (alternativa C) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. (alternativa D) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica integralmente a primeira. Resposta comentada: Os adenomas associam-se geralmente a gastrite crônica e metaplasia intestinal e podem evoluir para adenocarcinoma. Todavia, isso não é justificado pela lesão constituída por glândulas revestidas por epitélio colunar alto, pseudoestratificado, do tipo intestinal metaplásico, características apenas dos adenomas. Logo, as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira integralmente. Referência: FILHO, Geraldo Bogliolo Patologia. Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527738378. Disponível em: em: 10 fev. 2023. QUESTÃO Enunciado: Mulher de 32 anos foi levada ao pronto-socorro com dor abdominal intensa, náusea, vômito e febre. Durante o exame físico, percebe-se a presença de distensão abdominal, ausência de ruídos intestinais hidroaéreos e dor à palpação na região superior do abdome. Os exames laboratoriais mostraram amilase sérica elevada e lipase sérica acentuadamente elevada. A hipótese diagnóstica mais provável é 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 5 de 17Alternativas: (alternativa A) colite ulcerativa. (alternativa B) pancreatite aguda. (alternativa C) gastrite aguda. (alternativa D) apendicite aguda. Resposta comentada: Discussão: 1. Apendicite aguda: A apendicite é uma condição que ocorre quando apêndice, uma pequena bolsa no intestino, se inflama. Embora possa causar dor abdominal intensa, a apendicite aguda geralmente se concentra na região inferior direita do abdome, diferentemente da dor da pancreatite, que é sentida na região superior do abdome. Além disso, a elevação dos níveis de amilase e lipase séricas são sinais de pancreatite aguda, mas não de apendicite aguda. 2. Colite ulcerativa: A colite ulcerativa é uma inflamação do revestimento do intestino grosso que pode causar don abdominal, diarreia e outros sintomas. No entanto, a presença de febre e elevação dos níveis de amilase e lipase séricas são mais comuns na pancreatite aguda do que na colite ulcerativa. 3. Gastrite aguda: A gastrite é uma inflamação do revestimento do estômago que pode causar dor abdominal, náusea e vômito. No entanto, a elevação dos níveis de amilase e lipase séricas são sinais de pancreatite aguda, mas não de gastrite aguda. 4. Pancreatite aguda: A pancreatite aguda é uma inflamação do pâncreas que pode causar dor abdominal intensa, náusea, vômito e febre. Além disso, a elevação dos níveis de amilase e lipase séricas são sinais clássicos de pancreatite aguda. Referências: Acute Pancreatitis. American College of Gastroenterology. Disponível em: https://gi.org/topics/acute-pancreatitis/ Acute Pancreatitis. MedlinePlus. Disponível em: Clinical Presentation and Diagnosis of Acute Pancreatitis. American Gastroenterological Association. Disponível em: presentation-and-diagnosis DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo F. Gastroenterologia Essencial, edição: Grupo GEN, 2011. E-book. ISBN 978-85-277-1970-4. Disponível em: Acesso em: 09 fev. 2023. QUESTÃO 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 6 de 17Enunciado: Homem, 53 anos, etilista e tabagista crônico, procura a unidade de saúde devido a quadro de dor em abdome superior de forte intensidade e perda ponderal progressiva. Relata que a dor tem sido constante e não melhora com analgésicos simples. Além disso, percebeu mudança na coloração e aparência de suas fezes. Sobre o caso descrito acima, assinale a alternativa correta. Alternativas: (alternativa A) Apenas o tratamento cirúrgico garantirá controle da dor do paciente. (alternativa B) Deverá ser recomendada dieta hipergordurosa sem necessidade de suplementação de enzimas. (alternativa C) Os sintomas se devem ao processo inflamatório no pâncreas que leva a danos reversíveis. (alternativa D) Os sintomas apresentados sugerem um quadro de insuficiência exócrina do pâncreas. Resposta comentada: paciente em questão tem sintomas que sugerem um quadro de pancreatite crônica de etiologia alcoólica: dor em abdome superior de forte intensidade associado a sinais de insuficiência exócrina do pâncreas (perda ponderal e alteração na con e aparência das fezes devido à má absorção de nutrientes, principalmente gorduras e vitaminas). uso crônico de álcool leva a um processo inflamatório progressivo do pâncreas com danos irreversíveis em sua estrutura. tratamento envolve controle da dor, dieta hipogordurosa e suplementação de enzimas pancreáticas. tratamento cirúrgico deve ser individualizado de acordo com o paciente e a presença de dilatação ou não do ducto Nenhum procedimento possui a garantia de sucesso no controle da dor e da recorrência de episódios de agudização da pancreatite crônica. Referências: NORRIS, Tommie L. Porth Fisiopatologia. Grupo GEN, 2021. 9788527737876. DANI, Renato; PASSOS, Maria do Carmo F. Gastroenterologia Essencial, edição. Grupo GEN, 2011. QUESTÃO Enunciado: Paciente adulto, 35 anos, chegou ao ambulatório relatando quadro de diarreia, dor abdominal, perda de peso, fadiga e um episódio recente de urgência fecal com presença de sangue. A avaliação laboratorial inicial identificou a inflamação, e foram solicitadas triagens para diagnósticos alternativos. A endoscopia foi solicitada para confirmar diagnóstico e determinar a extensão da doença. Para tratamento foi indicado uso de corticosteroides para tratar surtos de sintomas. Com base no caso, pode-se afirmar que a doença inflamatória intestinal é 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 7 de 17Alternativas: (alternativa A) doença ilíaca. (alternativa B) doença de Crohn. (alternativa C) doença celíaca. (alternativa D) doença retal. Resposta comentada: A doença de Crohn é uma condição inflamatória crônica que afeta o trato gastrointestinal. Pode causar lesões da boca ao ânus e pode resultar em complicações extraintestinais. A prevalência da doença de Crohn está aumentando em adultos e crianças. Predisposições genéticas para a doença de Crohn foram identificadas e fatores ambientais específicos foram associados ao seu desenvolvimento. Os sintomas de apresentação comuns incluem diarreia, dor abdominal, sangramento retal, febre, perda de peso e fadiga. O exame físico deve identificar pacientes instáveis que requerem cuidados imediatos, incluir um exame anorretal e procurar complicações extraintestinais. A avaliação laboratorial inicial identifica a inflamação e faz triagens para diagnósticos alternativos. A medição da calprotectina fecal tem valor para descartar doenças em adultos e crianças. Endoscopia e imagens transversais são usadas para confirmar o diagnóstico e determinar a extensão da doença. As decisões de tratamento são guiadas pela gravidade da doença e risco de resultados ruins. Os pacientes geralmente recebem corticosteroides para tratar surtos de sintomas. Pacientes com doença de alto risco recebem produtos biológicos, com ou sem imunomoduladores, para induzir e manter a remissão. Para crianças, a nutrição enteral é uma opção para terapia de indução. Todos os pacientes com doença de Crohn devem ser aconselhados a evitar ou parar de fumar. Pacientes com doença de Crohn têm maior risco de câncer, osteoporose, anemia, deficiências nutricionais, depressão, infecção e eventos trombóticos. Referências: FILHO, Geraldo Bogliolo Patologia. Grupo GEN, 2021. E-book. Veauthier B, Hornecker JR. Crohn's Disease: Diagnosis and Management. Am Fam Physician. 2018 Dec 1;98(11):661-669. PMID: 30485038. QUESTÃO Enunciado: ITU (Infecção do trato urinário) é definida pela presença de agente infeccioso na urina, em quantidades superiores a 100.000 unidades formadoras de colônias bacterianas por mililitro de urina (ufc/mL), e é considerada uma das principais causas de infecção na população em geral. Descreva dois fatores que predispõem à ITU em A) (0,5) gestantes. B) (0,5) crianças. C) (0,5) idosos. 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 8 de 17Alternativas: Resposta comentada: A) Gestantes: mudanças fisiológicas e anatômicas que ocorrem no trato urinário. As alterações hormonais, principalmente efeito da progesterona, são responsáveis pela dilatação da pelve renal e estreitamento do segmento inferior dos ureteres. Outro fator que pode potencializar surgimento da infecção urinária é o aumento do tamanho do útero, causando a compressão dos ureteres (vias do aparelho urinário). Com isso, pode ficar acumulada urina no canal, e como há uma concentração grande bactérias, pode facilitar surgimento da infecção urinária. B) Crianças: alguns fatores como anomalias estruturais do sistema urinário, refluxo vesiculoureteral, uso de fraldas e higienização inadequada da genitália. C) Idosos: histórico de procedimentos urológicos, diabetes mellitus (comorbidades), uso de sondas vesicais, uso de fraldas geriátricas, redução da imunidade, história anterior de ITU e higienização inadequada da genitália. Referências: NORRIS, Tommie L. Porth Fisiopatologia. Grupo GEN, 2021. 9788527737876. Disponível em: Acesso em: 11 jun. 2022. RIELLA, Miguel C. Princípios de Nefrologia e Distúrbios Hidroeletrolíticos, edição. Grupo GEN, 2018. 9788527733267. Disponível em: Acesso em: 11 jun. 2022. QUESTÃO Enunciado: Homem de 55 anos com história de consumo excessivo de álcool há mais de 20 anos. Apresenta fadiga, perda de apetite e de peso, observada icterícia ao exame físico. Os exames laboratoriais mostraram níveis elevados de enzimas hepáticas e baixos níveis de proteínas plasmáticas. Foi solicitada biópsia hepática para confirmação da hipótese dignóstica de cirrose hepática. Com base na situação clínica apresentada, faça o que se pede. A) (0,4) Cite outra possível causa de cirrose hepática, além do uso excessivo de álcool. B) (0,5) Identifique dois outros achados do exame físico relacionados à cirrose hepática, além da icterícia relatada no caso. C) (0,9) Explique como ocorre o quadro de icterícia apresentado pelo paciente. Alternativas: 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 9 de 17Resposta comentada: A) Além do uso excessivo de álcool, outras possíveis causas de cirrose hepática são hepatite viral crônica pelo vírus da hepatite e doenças autoimunes, doença hepática gordurosa não alcoólica (esteato-hepatite não alcoólica), hepatite autoimune, cirrose biliar (cirrose biliar primária, colangite esclerosante primária, colangiopatia autoimune), cirrose cardíaca, doença hepática metabólica hereditária (hemocromatose, Doença de Wilson, deficiência de α1- antitripsina, fibrose cística). B) Os achados mais relevantes no exame físico em um paciente com cirrose hepática, além da icterícia, podem incluir: Ascite (acúmulo de líquido no abdome). Edema em membros inferiores. Eritema palmar, uma vermelhidão nas palmas das mãos. Ginecomastia, ou desenvolvimento anormal das mamas em homens. Atrofia testicular e impotência sexual em homens. Alterações neurológicas, incluindo confusão mental, sonolência e tremores (decorrentes de encefalopatia hepática). Hemorragia digestiva (hematêmese e/ou melena) devido à presença de varizes esofágicas (veias dilatadas no esôfago) ou úlceras gástricas. Hálito hepático. C) A icterícia é causada pela disfunção hepática que ocorre na cirrose, que pode afetar a capacidade do fígado de processar adequadamente a bilirrubina. Esse pigmento amarelo é resultante do catabolismo do grupo heme da hemoglobina, e normalmente os resíduos são processados por produtos hepáticos e eliminados do corpo pelas fezes e pela urina. Na cirrose, o fígado pode não conseguir processar esse produto, o que pode levar ao acúmulo no sangue e nos tecidos, causando citotoxicidade e coloração amarelada da pele, dos olhos e das mucosas do paciente. Referências: Jameson, J., L. et al. Manual de medicina de Harrison. Disponível em: Minha Biblioteca, (20th edição). Grupo 2021. Filho, Geraldo Bogliolo Patologia. Disponível em: Minha Biblioteca, (10th edição). Grupo GEN, 2021. Mitchell, Richard, N. et al. Robbins & Cotran Fundamentos de Patologia. Disponível em: Minha Biblioteca, (9th edição). Grupo GEN, 2017. QUESTÃO Enunciado: As diarreias podem ser classificadas quanto ao mecanismo fisiopatológico, sendo categorizadas em cinco grandes grupos. Marque a alternativa que apresenta a correlação adequada entre a classificação e o mecanismo fisiopatológico das doenças diarreicas. 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 10 de 17Alternativas: (alternativa A) Diarreia disabsortiva: também conhecida como esteatorreia. A causa dessa diarreia está associada a baixa absorção dos lipídios no intestino delgado. Por exemplo, doença celíaca, doença de Crohn, doença de Whipple, giardíase, estrongiloidíase e linfoma intestinal. (alternativa B) Diarreia secretória: ocorre por acúmulo de solutos osmoticamente ativos não absorvíveis no lúmen intestinal, com retenção de líquidos intraluminais e consequente diarreia. Exemplo: deficiência de dissacarídeos, alta ingestão de carboidratos pouco absorvíveis. (alternativa C) Diarreia funcional: nesse tipo de diarreia, a absorção e secreção estão alteradas, porém há tempo suficiente para ocorrer a absorção desses nutrientes corretamente. Ocorre por hipermotilidade intestinal. Exemplos: síndrome do intestino irritável e diarreia diabética (neuropatia autonômica). (alternativa D) Diarreia osmótica: distúrbio no processo hidroeletrolítico pela mucosa intestinal, por meio do aumento de secreção de íons e água para lúmen ou inibição da absorção, por meio de drogas ou toxinas. Provocada por E. coli enterotoxigênica, Vibrio cholerae e Salmonella sp. Resposta comentada: Diarreia osmótica: ocorre por acúmulo de solutos osmoticamente ativos não absorvíveis no lúmen intestinal. Assim, ocorre retenção de líquidos intraluminais e, consequentemente, diarreia. É a partir desse mesmo mecanismo que funcionam os laxativos. Ex.: deficiência de dissacarídeos, alta ingestão de carboidratos pouco absorvíveis (sorbitol, manitol, lactulose), abuso de laxativos. Diarreia secretória: distúrbio no processo hidroeletrolítico pela mucosa intestinal, por meio do aumento de secreção de íons e água para lúmen ou inibição da absorção, por meio de drogas ou toxinas. Diferentemente da osmótica, tem gap osmolar baixo, não melhora com jejum e é responsável por um grande volume de fezes aquosas. Esse é tipo de diarreia provocada por E. coli enterotoxigênica, Vibrio cholerae, Salmonella sp. Diarreia inflamatória: como próprio nome induz, é causada por uma alteração inflamatória, levando a produção de muco, pus e/ ou sangue nas fezes. Pode ter alteração laboratorial da calprotectina ou lactoferrina fecal. Entre as causas, destacam-se a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa. Diarreia funcional: nesse tipo de diarreia, a absorção e secreção estão normais, porém não há tempo suficiente para ocorrer a absorção desses nutrientes corretamente. Ocorre por hipermotilidade intestinal. Exemplos: síndrome do intestino irritável e diarreia diabética (neuropatia autonômica). Diarreia disabsortiva: também conhecida como esteatorreia. A causa dessa diarreia está associada a baixa absorção dos lipídios no intestino delgado. Por exemplo: doença celíaca, doença de Crohn, doença de Whipple, giardíase, estrongiloidíase e linfoma intestinal. Referência: Norris, Tommie L. Porth Fisiopatologia. Disponível em: Minha Biblioteca, (10th edição). Grupo GEN, 2021. QUESTÃO 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 11 de 17Enunciado: Gestante, 24 anos, chega até a Unidade Básica de Saúde para mais uma consulta de pré-natal, visto que está com 28 semanas de gestação. No sumário de urina simples, a paciente apresentava bacteriúria acentuada, com urocultura positiva para Escherichia coli (Enunciado: Homem de 53 anos de idade, etilista crônico, após episódio de libação etílica no final de semana, evoluiu com hematêmese contínua. No exame físico, sua temperatura era de 36,2°C, pulso de 115/min, respirações de 28 irpm e pressão arterial de 85/50 mmHg. Ele estava com o abdome distendido, baço era palpável e fígado retraído, não palpável. ultrassom revelou veia porta distendida e ascite moderada. Qual doença hepática mais provável esse paciente apresenta? Alternativas: (alternativa A) Cirrose de Laennec e Hipertensão Portal. (alternativa B) Colangiocarcinoma e Congestão Passiva Aguda. (alternativa C) Necrose Hepática Centro Lobular e Hepatocarcinoma. (alternativa D) Infecção pelo HAV e Congestão Passiva Crônica Hepática. Resposta comentada: Os achados clínicos e imagenológicos indicam cirrose alcoólica micronodular ou de Laennec e hipertensão portal com sangramento das varizes esofágicas. A cirrose altera o fluxo sanguíneo hepático para desencadear hipertensão portal. Uma lesão em massa, como um colangiocarcinoma, ou uma necrose significativa, provavelmente não obstruirá o fluxo sanguíneo dessa forma. A infecção por HAV raramente resulta em doença hepática crônica significativa. Referências: Mitchell, Richard, N. et al. Robbins & Cotran Fundamentos de Patologia. Disponível em: Minha Biblioteca, (9th edição). Grupo GEN, 2017. FILHO, Geraldo Bogliolo Patologia. Grupo GEN, 2021. E-book. ISBN 9788527738378. QUESTÃO 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 13 de 17Enunciado: Paciente, masculino, 38 anos, chega a uma UBS relatando aumento do volume abdominal, cansaço, tontura, náuseas seguidas de vômitos, apresentando pele e olhos ictéricos. Os exames laboratoriais apresentaram um aumento significativo das transaminases (AST e ALT), HBsAg: positivo; Anti-HBs: negativo; Anti-HBc IgM: positivo; Anti-HBc positivo; HBeAg: positivo; Anti-HBe: negativo. Sobre o perfil sorológico do caso acima, avalie as assertivas a seguir: I - HBsAg é primeiro marcador a aparecer positivo na Hepatite B, sendo chamado de antígeno de superfície do HBV. Anti-HBc IgM é um marcador sorológico que indica imunidade para HBV, ou seja, que o paciente está imune mediante vacina. III HBeAg é um marcador da Hepatite com significado clínico voltado para a replicação do vírus, ou seja, está relacionada com alta carga viral circulante. IV Anti-HBs é marcador sorológico da Hepatite com maior relevância, pois indica casos de cronicidade para HCV. Assinale a alternativa que contém somente assertivas corretas. Alternativas: (alternativa A) I e IV. (alternativa B) e III. (alternativa C) le III. (alternativa D) e IV. 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 14 de 17Resposta comentada: primeiro marcador a ser detectado é DNA viral. Dentre os marcadores sorológicos, o HBsAg é o primeiro que circula, aparecendo aproximadamente um mês após a exposição e desaparecendo cerca de 6 meses para as infecções com cura. Após o HBsAg aparece o anti- HBc IgM. Os dois marcadores indicam infecção aguda. anti-HBc aparece em seguida ao anti-HBc IgM e pode ser detectável por muitos anos após a doença. Neste mesmo período agudo aparece HBeAg, que indica replicação viral. Nesta fase inicial da infecção também estão aumentados os níveis de alanina (ALT), enzima que indica lesão no fígado. Marcador Função HBsAg Proteína de superficie do virus da hepatite B. Pode ser detectada em altos níveis durante a infecção aguda. A presença deste marcador indica que a pessoa está infectada pelo HBV. A detecção do HBsAg por mais de seis meses é um indicativo de hepatite B crônica. HBeAg "e" do virus da hepatite B. Sua detecção indica altos níveis de replicação viral. Quando detectada, essa proteína pode ser associada a uma elevada carga viral circulante. Anti-HBe Anticorpo produzido contra 0 HBeAg. É capaz de controlar de maneira limitada a replicação do vírus por muitos anos, mas não de curar a infecção. Anti-HBs Anticorpo produzido contra 0 HBsAg. Indica imunidade contra 0 virus. Pode ser originado de uma infecção curada com ou sem a intervenção médica ou por vacinação. IgG Anti-HBc Anticorpo contra 0 HBcAg. Surge durante a fase aguda da infecção e persiste por toda a vida da pessoa que foi infectada. Sua presença indica que a pessoa está ou esteve infectada pelo HBV. IgM Anti-HBc Anticorpo contra 0 HBcAg. Indica infecção recente pelo HBV (seis meses ou menos). HBV-DNA 0 ácido nucleico viral está presente durante toda a infecção em níveis variáveis. Ele pode ser detectado por testes de carga viral. ALT Alanina Aminotransferase (ALT) é uma enzima encontrada predominantemente no figado. Em geral sua elevação deve-se à presença de doenças hepáticas. Referência: MURRAY, Patrick R.; ROSENTHAL, Ken S.; PFALLER, Michael A. Microbiologia Médica. Grupo GEN, 2022. E-book. ISBN 9788595159662. Disponível em: em: 13 de mar de 2023. QUESTÃO Enunciado: Paciente masculino, 57 anos, foi atendido no ambulatório de gastroenterologia apresentando sangramento vermelho brilhante ao evacuar, protusão e dor intensa. Informou ainda que apresenta constipação intestinal há muito tempo, mas que nunca procurou ajuda para isto. Com base neste caso, avalie as afirmações a seguir. Esta patologia resulta do estiramento dos nervos pudendos. A dor intensa pode indicar a presença de trombose hemorroidária. III diagnóstico é feito através da anoscopia, realizada em posição específica. É correto que se afirma apenas em 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 15 de 17Alternativas: (alternativa A) III. (alternativa B) I. (alternativa C) le II. (alternativa D) e III. Resposta comentada: Os pacientes geralmente procuram seu médico por duas razões: sangramento e protrusão. sangramento hemorroidário é descrito como sangue vermelho-brilhante sem dor, no vaso sanitário ou no papel higiênico. Dor é menos comum quando comparada às fissuras e, se estiver presente, é descrita como uma dor difusa e imprecisa devido ao ingurgitamento do tecido hemorroidário. Dor intensa pode indicar uma trombose hemorroidária. diagnóstico de doença hemorroidária é feito pelo exame físico. A anoscopia é realizada com a devida atenção à posição conhecida da doença hemorroidária. Durante exame, o médico pede ao paciente que faça esforço significativo para evacuar. estiramento dos nervos pudendos pode ocorrer durante a gestação ou a passagem do feto pelo canal do parto e está relacionado com a incontinência fecal, patologia mais comum em mulheres. Referências: JAMESON, J L.; FAUCI, Anthony S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina interna de Harrison 2 volumes. [Digite o Local da Editora]: Grupo A, 2019. E-book. ISBN 9788580556346. Disponível em: em: 17 fev. 2023. NORRIS, Tommie L. Porth Fisiopatologia. Grupo GEN, 2021. 9788527737876. Disponível em: Acesso em: 15 mai. 2022. QUESTÃO Enunciado: Mulher, 32 anos, procurou Unidade de Pronto Atendimento com os sintomas de diarreia, febre e dor abdominal intensa. Nos dois meses anteriores, ela buscou Posto de Saúde de seu bairro, com os mesmos sintomas, entretanto com episódios esporádicos. A paciente relatou ao médico que não tinha diarreia há muito tempo, mas notou ocasionalmente um aspecto de muco nas fezes. Relatou perda de peso. exame parasitológico revelou a presença de Entamoeba histolytica. Iniciou-se tratamento farmacológico, com melhora clínica expressiva. Quanto ao ciclo biológico do parasita descrito no caso e o tratamento, assinale alternativa correta. Pgina 16 de 17Alternativas: (alternativa A) histolytica é adquirida pela ingestão de cistos viáveis por meio de água, alimentos ou mãos contaminadas por fezes, sendo tratamento feito com metronidazol intravenoso ou oral. (alternativa B) histolytica é adquirida pela ingestão de cistos viáveis, principalmente pelos alimentos, sendo o tratamento feito com antimicrobianos, como ciprofloxacino intravenoso ou oral. (alternativa C) É comum que os trofozoítos passem pelo processo de encistação em pacientes com dise nteria ativa, sendo o tratamento feito com o ciprofloxacino intravenoso ou oral. (alternativa D) Os trofozoítos móveis são liberados dos cistos no intestino delgado, e a maioria dos pacientes apresentam sintomas, sendo tratamento feito com metronidazol intravenoso ou oral. Resposta comentada: histolytica é adquirida pela ingestão de cistos viáveis por meio de água, alimentos ou mãos contaminadas por fezes. Os trofozoítos móveis são liberados dos cistos no intestino delgado e, na maioria dos pacientes, permanecem como comensais inofensivos no intestino grosso. Os trofozoítos podem não encistar em pacientes com disenteria ativa, e os trofozoítos hematófagos móveis frequentemente estão presentes em fezes frescas. tratamento farmacológico de pacientes com colite amebiana deve ser realizado com amebicidas tissulares, como metronidazol intravenoso ou oral. Referência: JAMESON, J L.; FAUCI, Antônio S.; KASPER, Dennis L.; et al. Medicina interna de Harrison 2 volumes Grupo 2019. 000072.59001d.5076bb.04c2b4.02d66a.0d12c8.8114d9.3fbda Pgina 17 de 17

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