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Planta, distribuição e eficiência do sistema de refrigeração Prof. Fabio Tofoli Descrição Você conhecerá dutos de ar, tanto de insuflamento quanto de retorno e suas formas de dimensionamento e seleção de componentes, a eficiência energética de sistemas de ar-condicionado, a simbologia utilizada e plantas isométricas. Propósito conhecimento dos métodos de dimensionamento de dutos, bem como a seleção de componentes é fundamental para um projeto de condicionamento de ar. Da mesma forma, o entendimento da eficiência energética aplicada a esses sistemas e o conhecimento de como utilizar as plantas isométricas para os projetos de climatização tornam o projeto mais claro e com menor custo operacional. Portanto, trata-se de uma aprendizagem fundamental para o profissional que trabalhará na área de climatização e refrigeração. Objetivos Módulo 1 Módulo 2 Análise da distribuição do ar Projetos de dutos, filtros, (retorno e exterior) grelhas e ventiladores Identificar a distribuição de ar em sistemas Aplicar os métodos de dimensionamento de de climatização. dutos.Módulo 3 Módulo 4 Eficiência energética em Plantas isométricas e sistemas de simbologia utilizada condicionamento de ar Reconhecer plantas isométricas e a simbologia utilizada em ar-condicionado. Reconhecer a aplicação da eficiência energética aos sistemas de condicionamento de ar. Introdução Olá! Antes de começarmos, assista ao vídeo e conheça as formas de dimensionamento de dutos de refrigeração, as formas de abordagem de eficiência energética para os sistemas de ar-condicionado além de plantas isométricas e sua utilidade em projetos de climatização, bem como qual a simbologia utilizada em projetos. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo.1 - Análise da distribuição do ar (retorno e exterior) Ao final deste módulo, você será capaz de identificar a distribuição de ar em sistemas de climatização. Distribuição de ar em sistemas de climatização Assista ao vídeo e entenda o funcionamento da distribuição de ar em sistemas de climatização. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Aplicações de sistemas de distribuição de ar por dutos São diversas as aplicações de sistemas de distribuição de ar por dutos, vamos conhecer algumas delas! Climatização de grandes espaços comgrandes cargas térmicas a combater Em shoppings, teatros, supermercados e edifícios comerciais, por exemplo, é comum uso de sistemas de distribuição de ar por dutos, pois, dessa forma, exige-se menor uso de equipamentos de climatização e o controle do ar se torna mais eficiente. Projetos de ventilação local exaustora Em cozinhas de lanchonetes, restaurantes, por exemplo, sobre as chapas e equipamentos de a fim de retirar do ambiente o vapor e fumaça que são prejudiciais aos ocupantes. Indústrias Na indústria de soldagem, por exemplo, em que se usa os dutos para a retirada dos gases provenientes da solda. Sabe-se que o uso de dutos para a distribuição em um projeto de climatização representa cerca de 25% do custo médio de toda a instalação (CREDER, 2017) e, portanto, deve ser feito com critério para que não se onere mais a instalação inviabilizando o projeto. A imagem a seguir apresenta um diagrama básico de um sistema de distribuição de ar.Esquema de um sistema de distribuição de ar. No esquema apresentado, podemos observar alguns itens tais como: Duto de ar de ventilação É ar externo a ser capturado do ambiente externo e tem a finalidade de renovar ar a ser insuflado no ambiente. Duto de ar de retorno Tem a finalidade de evitar que se utilize cem por cento do ar externo, o que é muito oneroso, pois exige grandes cargas térmicas a serem retiradas pela serpentina. Unidade de tratamento de ar (UTA) Tem a finalidade de tratar o ar, antes de ser enviado aos ambientes (zonas térmicas), resfriando e/ou aquecidendo e/ou umidificando. Possui ventilador, serpentinas, filtros e umidificador. Duto principal de ar Tem a finalidade de escoar toda a massa de ar necessária para atender ao projeto. Dutos de alimentação das zonas individuais (ramais) São dutos dedicados a atenderem as zonas individuais com a finalidade de fornecer somente a quantidade de ar necessária para atender à demanda de carga térmica a ser combatida. Além dos itens citados, outros também fazem parte desse sistema e devem ser considerados durante projeto. Entre esses componentes, temos os: Dutos de retornoPodem ou não ser necessários no projeto e, ainda, em alguns casos, devem possuir ventilador (exaustor) para evitar pressurização da zona atendida. Dampers São utilizados para ajuste da vazão em cada zona. Grelhas ou difusores Têm como objetivo distribuir o ar na zona térmica de forma homogênea. Um bom projeto de distribuição de ar deve ter velocidade razoavelmente baixa para evitar a turbulência e, com isso, ruído excessivo e grande perda de carga no trecho, mas também, uma velocidade razoavelmente alta de forma a proporcionar uma boa mistura do ar na zona quando insuflado. Ainda, é desejável que o ambiente tenha uma pressão ligeiramente positiva de forma a evitar infiltração de ar não tratado no espaço condicionado. Os sistemas de ar podem ter seus dutos por via aérea no teto ou forro ou via piso, conforme vemos nas imagens a seguir. No Brasil, o sistema mais comum é o aéreo. Ainda, os dutos devem ser isolados termicamente a fim de se evitar condensação (o que pode resultar em goteiras dentro do ambiente e/ou manchas no forro), além de aquecimento da massa de ar. Sistema de distribuição de ar convencional: teto ou forro Sistema de distribuição de ar pelo piso Conceitos sobre escoamento de ar Neste vídeo, conheça os conceitos de escoamento de ar por meio das equações da continuidade e Bernoulli.Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Equação da continuidade Dado um fluido escoando por uma tubulação de área de seção transversal A e velocidade média a vazão volumétrica desse fluido é definida como: Estando esse mesmo fluido sujeito à passagem por um trecho com área de seção transversal diferente da entrada, pela equação da continuidade temos que: V₁ Portanto, Essa equação é válida desde que o fluido seja incompressível e em regime permanente. Entretanto, o ar, como sabemos, é um fluido compressível, porém, para uma análise simplificada de projeto de ar-condicionado, ela é válida sem prejuízo para os resultados finais. Escoamento de fluido em seções diferentes. Equação de Bernoulli Seja um fluido ideal, incompressível em regime permanente escoando em uma tubulação qualquer, a energia total para uma posição qualquer desse fluido será igual à soma das energias cinética, potencial e de pressão desse ponto. Fluido escoando em um tubo. A equação de Bernoulli nos permite a utilização dessas energias por unidade de peso que, por conta dessa abordagem, não chamaremos mais de energia, mas sim de carga e, assim, teremos a carga total que será a soma das energias: Energia potencial por unidade de peso ou carga potencial ou de posiçãoIndica a cota de posição (z) em relação ao plano horizontal de referência (PHR). Energia cinética por unidade de peso ou carga cinética Indica o termo que é a pressão de velocidade ou pressão 2g dinâmica do fluido no ponto. Onde V é a velocidade do fluido na seção e g a aceleração da gravidade. Energia de pressão por unidade de peso Indica o termo da equação e é conhecido por pressão estática. Onde p é a pressão do fluido na seção e γ é o peso específico do fluido. Com isso, a carga total na seção será: H p + 2g Pela conservação de energia e considerando todas as hipóteses simplificadoras possíveis (fluido ideal, regime permanente, sem máquina no trecho etc.), temos que entre duas posições quaisquer para um fluido escoando dentro de um duto, a carga total de entrada será igual à carga total de saída: H₁ Exemplos práticos Exemplo 1 Um engenheiro precisa saber se a velocidade do ar em um duto de ar- condicionado está dentro dos limites aceitáveis do projeto que é de velocidade máxima de 10m/s para trecho em questão. Para isso, ele verificou que a vazão de ar no trecho era de 250mcm (metro cúbico por minuto) e as dimensões doduto no trecho são de 80cm 80cm. A velocidade do ar está dentro do especificado em projeto? Solução Sendo a vazão dada por: Temos que a velocidade será: V = A Portanto, substituindo os valores na equação e convertendo as unidades, temos: V Resposta: Sim, a velocidade do ar está dentro do limite especificado. Exemplo 2 Para o trecho em questão abaixo, qual a pressão no ponto 2? Dados: = 120kP a, 5m/ S, A₁ 0,45m², A₂ γ Solução Para aplicar a equação de Bernoulli entre a entrada e a saída, primeiramente precisamos encontrar a velocidade no ponto (2). Pela equação da continuidade, temos: Portanto:A₂ 0,25 Dessa forma, podemos aplicar a equação de Bernoulli. Como a entrada e a saída estão na mesma cota, podemos simplificar a equação eliminando essa carga potencial: Com isso, a pressão no ponto (2) será: 5² 120 10³ 9² + = + 92000P a 92kP 9800 9800 Resposta: a pressão no ponto (2) será de 92kP a. Perda de carga no duto Neste vídeo, acompanhe a análise da equação da energia e a perda de carga em dutos de uma instalação. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Equação da energia Vamos considerar um fluido real percorrendo a instalação abaixo. Aplicando o balanço de energia entre os pontos (1) e (2), temos: Onde: H₁ = carga de energia na entrada= carga manométrica na máquina H₂ = carga de energia na saída Σ Hₚ = somatória de todas as perdas de carga entre a entrada e a saída Expandindo a equação para os termos que já vimos anteriormente, Temos, então, a imagem: Equação da energia aplicada à instalação. Essa é uma equação mais completa que a equação de Bernoulli, uma vez que as hipóteses simplificadoras utilizadas anteriormente foram quase todas retiradas (não vamos levar em consideração efeitos térmicos no trecho e, portanto, eles serão mantidos). Nessa equação, dois termos novos aparecem: Carga manométrica na máquina Está relacionada à quantidade de energia adicionada ou retirada pela máquina. Temos que: Se a máquina estiver retirando energia do fluido, chamamos a máquina de turbina. Se a máquina estiver adicionando energia ao fluido, chamamos a máquina de bomba (os ventiladores se enquadram nessa categoria). Perda de carga entre a entrada e a saída Está relacionada às perdas de energia decorrente, tais como: Do atrito entre o fluido e a superfície do duto. De singularidades (como válvulas e cotovelos). Da mudança de direção do fluido. Da velocidade do fluido. Perda de carga nos dutos de uma instalação As perdas de carga em uma instalação podem ser divididas em duas categorias:Distribuídas Singulares ou localizadas Atribuídas aos trechos retos da instalação. Atribuídas a singularidades na instalação. Na imagem a seguir, você pode observar várias formas de inserir uma perda de carga em uma instalação: Perdas de carga em uma instalação. Onde temos os pontos: (1) contração brusca (2) e (3) cotovelos (4) estreitamento (5) válvula Nos trechos 1-2, 2-3, 4-5 e 5-6, temos perdas de carga distribuídas devido aos trechos retos de duto. Perda de carga distribuída Para trechos retos de tubulação, a perda de carga devido ao atrito em um escoamento turbulento é dada pela seguinte equação de Darcy-Weisbach: Onde: hf = perda de carga distribuída f = coeficiente de atrito L = comprimento do trecho de duto analisado DH = diâmetro hidráulico . = carga cinética 2g Para o cálculo da queda de pressão através do trecho reto, a equação fica: 0 coeficiente de atrito determinado por meio da relação entre o número de Reynolds e a rugosidade relativa (ε/ DH) em um diagrama de Moody-Rouse ou por meio de alguma das relações disponíveis na literatura especializada.A seguir, conheça os fatores de atrito para escoamento turbulento em dutos: Paredes lisas Re 10⁵ f = 0,0032 + 0,221Paredes rugosas Re 10⁶ ε Lembrando que o número de Reynolds é dado como: µ Onde: p é a massa específica vé a velocidade média do fluido a viscosidade dinâmica vé a viscosidade cinemática Observe o diagrama a seguir. Diagrama de Moody-Rouse com a rugosidade média de alguns materiais. Perda de localizada A perda de carga localizada devido às singularidades (válvulas, cotovelos etc.) em dutos forçados é calculada pela seguinte equação:Ainda, a queda de pressão em uma singularidade será calculada da seguinte forma: 2g Onde kₛ é o coeficiente de perda de carga singular e é tabelado para cada tipo de singularidade. Conheça, a seguir, algumas singularidades, seus esquemas e coeficientes de perda de carga singular. Alargamento Caso limite Estreitamento Caso limite Cotovelo Válvula de 90°C gaveta Totalmente aberta ks = 0,2 Válvula tipo Válvula de globo retenção Totalmente aberta kₛ = 0,5 = Conceitos adicionais sobre ar nos dutos Neste vídeo, acompanhe a análise das pressões exercidas pelo ar e a definição de diâmetro equivalente, que é o diâmetro de um duto circular fictício que apresenta a mesma perda de carga por metro linear que um duto com área transversal não circular e mesma vazão de ar. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. -0-Pressões exercidas pelo ar Durante escoamento do ar nos dutos, três pressões devem ser consideradas: 1 Pressão estática É a pressão verificada em uma seção de escoamento medida por meio de um manômetro ou piezômetro. 2 Pressão dinâmica Também conhecida como pressão de velocidade, é a pressão devida à velocidade do fluido, ou seja, quanto maior a velocidade, maior será a pressão dinâmica. Esta é definida pelo termo caso a resposta 2g desejada seja em metros de coluna de fluido (mca, mmH g, etc.) ou como 2 caso a resposta seja em Pa. Para o ar padrão (p = a equação anterior pode ser reescrita:3 Pressão total É a soma da pressão estática e da pressão dinâmica. Diâmetro equivalente Em sistemas de condicionamento de ar é mais usual utilizar dutos não circulares devido às características arquitetônicas, tais como altura do pé direito do imóvel e espaço no forro para instalação do duto. diâmetro equivalente é definido como sendo diâmetro de um duto circular fictício que apresenta a mesma perda de carga por metro linear, que um duto com área transversal não circular e mesma vazão de ar. Duto quadrado e retangular Para um duto retangular ou quadrado, esta relação pode ser expressa por: Onde a e b são as dimensões de altura e largura do duto: Esquema de seção transversal de duto quadrado e retangular. Com base na equação acima, a ASHRAE (2013) desenvolveu uma tabela onde é possível, conhecendo-se as dimensões do duto retangular ou quadrado, encontrar o diâmetro equivalente e vice-versa. Tabela: Diâmetro equivalente de dutos retangulares para igual atrito. Duto oval Para um duto oval, esse parâmetro é calculado pela seguinte equação: DOnde AR é a área de seção transversal do duto oval definida como: 4 E o perímetro P é calculado por Onde: A = eixo principal do duto oval, [mm] a = eixo menor do duto oval, [mm] Observe o esquema: Esquema de seção transversal de duto oval. Vazão de ar a ser fornecida Neste vídeo, entenda como são determinadas as quantidades de ar necessárias a cada ambiente. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. -0- Em um projeto de sistema de distribuição de ar, o trajeto do duto deve ser o mais curto possível, considerando todas as interferências da instalação de forma a obter a menor perda de carga possível e, com isso, não elevar o custo da instalação e da operação. primeiro passo é determinar as quantidades de ar necessárias a cada ambiente. Existem algumas formas de se encontrar a quantidade de ar, seja por equação, graficamente ou tabela. Uma equação válida para o cálculo da vazão é = Sendo:Onde: é a vazão mássica de em kg/ S. é o fluxo de calor sensível a ser combatida em kW (também conhecida como carga sensível). é o calor específico a pressão constante do ar em kJ / kg K. é a diferença de temperatura entre o ar da zona térmica (ambiente a ser condicionado Tₛ ) e de insuflamento (ar na saída da serpentina Observe a imagem: Carta psicrométrica apresentando os estados do ar. Normalmente, para o dimensionamento dos dutos e a seleção dos componentes de um sistema de distribuição de ar, o valor de interesse é a vazão volumétrica de ar. Sabemos que: :. Substituindo a equação acima na equação para a vazão mássica de ar e rearranjando para a vazão volumétrica [m³/ kg], temos: Para uma condição padrão de cálculo no nível do mar onde p 1, 20kg/ e 1,005 kJ / kg K, podemos reescrever a equação acima como: = 1,21 T Entretanto, devemos sempre observar as condições do an do local para obtermos as propriedades exatas e, dessa forma, obtermos os resultados mais precisos. Ainda, observando a imagem da carta psicrométrica apresentada anteriormente, podemos calcular a vazão de ar por meio da relação entre o calor total e a diferença entálpica entre o ar da zona e o ar a ser insuflado. =Sendo: o calor total em kW (SI). hₛ e hᵢ as entalpias do ambiente e de insuflação em kJ / kg (SI). Ou, em vazão volumétrica: = Qₜ Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Você deseja verificar qual o fluxo de ar em um duto de 70cm 40cm. Para isso, você coleta algumas leituras com um tubo de Pitot e obtém como média 20mm. c.a. Qual é o valor do fluxo de ar no duto? 3m³/s 4m³/s c 5m³/s D 6m³/s E 7m³/s Parabéns! alternativa C está correta. Ao se utilizar o Tubo de Pitot da forma indicada na imagem, a leitura realizada pela coluna de mercúrio será igual à pressão dinâmica e, assim, podemos utilizar a equaçãoPd = 0, 602 Portanto, a velocidade será: V = 602 20 10⁻³ 9800 V 18,04m/s Dessa forma, a vazão será: = = 18,04 70 X 10⁻² 40 X 10⁻² 5, Questão 2 Qual o diâmetro equivalente de uma tubulação quadrada de lado igual a 250mm? 273mm 299mm c 244mm D 229mm E 207mm Parabéns! alternativa está correta. Utilizando a tabela de diâmetro da ASHRAE (2013) equivalente e cruzando as informações, temos:2 - Projetos de dutos, filtros, grelhas e ventiladores Ao final deste módulo, você será capaz de aplicar métodos de dimensionamento de dutos. Métodos de dimensionamento de dutos Neste vídeo, conheça os métodos de dimensionamento de dutos. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Métodos de cálculo de dutos Neste vídeo, acompanhe os cálculos acerca do dimensionamento de dutos para insuflação e retorno de ar. Para assistir a um vídeo sobre 0 assunto, acesse a versão online deste conteúdo. De acordo com a ABNT NBR 16401-1:2008, seu item 10 (Distribuição do ar Projeto) menciona três métodos de cálculo para dimensionamento de dutos: Método de fricção constante, conhecido como de igual perda de carga.Método de recuperação estática. Método T de otimização. Outros métodos não incluídos na norma podem ser utilizados para dimensionamento de dutos tais como: Redução de velocidade Velocidade constante A seguir, vamos observar as características de cada um desses métodos. Método de igual perda de carga Este com certeza é método mais utilizado por projetistas para dimensionamento de sistemas de distribuição de ar de baixa pressão. De acordo com a ABNT NBR 16401-1:2008, este método consiste em estipular um coeficiente de perda por atrito em toda a rede de dutos, situado entre 0,7 e um máximo de 4, OP a/ m ou 5, OP a/ m de um trecho reto. Recomendação Um valor de 1.0P a/ m ou 1, 3P a/ m é recomendado para uma perda de carga moderada. Na imagem a seguir, você encontra a faixa sugerida de perda por atrito e velocidade do ar. Perda por atrito em função de vazão e volume (p 20kg/ m³ 09mm). Esse método é associado somente aos trechos retos de dutos e não inclui a perda de carga causada por acessórios tais como conexões, válvulas etc. Comentário Não necessariamente todo sistema de dutos precisa estar na mesma condição de perda por atrito nos dutos, dutos próximos ao ventilador e dutos curtos podem ter perdas maiores a fim de evitar redução excessiva dos dispositivos de regulagem. Muitos projetistas usam 0,8 P a/ m para dutos sem tratamento acústico. Para sistemas com caixas VAV, que fornecem uma medida de atenuação sonora, pode-se usar 1, 6P a/ mda alimentação do ventilador para as caixas VAV, caindo para 0, 8P a/ m da caixa VAV para a saída. Método de recuperação estática Este método procura compensar parcialmente a perda de pressão estática em cada trecho onde o duto de ramificação diverge, reduzindo a velocidade do trecho seguinte e consequentemente, reduzindo a pressão dinâmica econvertendo parte dessa redução em pressão estática. Dessa forma, esse método visa à não necessidade de balanceamento nas saídas. Recomendação A ABNT NBR 16401-1:2008 não recomenda uso desse método, pois o mesmo leva a dimensões excessivas em trechos de dutos e apresenta resultados incertos, não reduzindo a necessidade de uso de dispositivo de regulagem de vazão. Método de otimização T Também conhecido como método de otimização econômica, este é um método iterativo que visa selecionar as dimensões dos dutos por meio da minimização dos custos do ciclo de vida de todo o sistema de distribuição do ar. É um procedimento abrangente de otimização de projeto de duto que inclui custos iniciais do sistema e custos operacionais, custos de energia, horas de operação, aumento anual, taxas de juros etc. Recomendação método requer uso de programa de computador e seu uso só é justificado para sistemas de grande porte. Método de redução da velocidade Neste método, o projetista verifica a velocidade de descarga do ventilador e, com isso, estabelece arbitrariamente uma série de reduções ao longo do duto. Recomendação Este método não é utilizado normalmente, pois não há uma precisão razoável e exige muita experiência do projetista. Método de velocidade constante Este método é mais adequado aos sistemas de alta pressão que utilizam caixas de ligação atenuadas para reduzir a velocidade e o ruído antes da distribuição do ar aos espaços ocupados. Recomendação Em sistemas de exaustão industrial, este método é geralmente utilizado para garantir movimento das partículas junto com a corrente de ar de exaustão. Já em sistemas de climatização, este método exige um grande conhecimento do projetista e, portanto, não é indicado. Método de igual perda de cargaNeste vídeo, conheça uma forma de utilização do método de igual perda de carga, arbitrando-se uma velocidade inicial considerando a vazão total. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Apesar de este ser o método mais utilizado pelos projetistas em projetos de sistemas de distribuição de ar, não existe uma padronização quanto ao seu uso. Dessa forma, vamos verificar a seguir a forma mais usual de aplicação desse método. Arbitrando uma velocidade inicial tendo a vazão total Para poder explicar melhor essa forma de utilizar o método, vamos aplicar o mesmo a um exemplo prático. Um sistema de distribuição de ar tem vazão total de 15.000 L/s tendo que atender a três zonas térmicas de um espaço industrial. Determine as dimensões dos dutos principais e dos ramais supondo que todos esses dutos são fabricados de chapa galvanizada. Passo 1 Faça um esquema da distribuição do ar incluindo os ramais, comprimento dos dutos: Esquema de instalação de sistema de dutos. Passo 2 Selecione uma velocidade inicial levando em consideração a vazão de saída da máquina. Uma forma de selecionar a velocidade muito utilizada é por meio da tabela da NBR 6401 que se apresenta abaixo e que, apesar de ser uma norma obsoleta, possui valores interessantes de velocidade. Tabela: Velocidades recomendadas para dutos de ar e equipamentos de sistema de baixa pressão. Por ser uma vazão muito alta, vamos adotar uma velocidade de 14 m/s a fim de reduzir o diâmetro do duto. Comentário Por ser um empreendimento industrial, a alta velocidade não será um problema com relação ao ruído, pois o local já possui ruído devido ao maquinário. Passo 3Tendo a velocidade adotada e a vazão de saída da máquina, calcular a área de seção transversal do duto por meio da equação da continuidade. :. A V Sendo assim, A ( 15.000 1000 ) A 1,07m² 14 Portanto, o diâmetro será: A = πD² :. D 4A 4 π D = 4 D = 1,17m Adotamos D = 1, 20m π Passo 4 Por meio do gráfico de perda de pressão em função da vazão, selecionar os diâmetros dos dutos fixando a perda de pressão. Traçado dos dados para obtenção da perda de pressão. Como pode ser observado no gráfico acima, após cruzarmos as informações de diâmetro e vazão, obtemos a perda por atrito de 1,3 P a/ m (dentro do recomendado) e a nova velocidade de 13, 3m/ S, uma vez que arredondamos o valor do diâmetro em relação ao calculado. Passo 5 Fixando a perda por atrito e conhecendo as vazões, chegamos às outras dimensões dos dutos. Traçado dos dados para obtenção dos diâmetros e velocidades. Tabulando os valores, temos: Seção Diâmetro [mm] Velocidade [m/s] 1 1200 13,3 2 330 5,8Seção Diâmetro [mm] Velocidade [m/s] 3 1030 12,0 4 270 5,1 5 900 11,0 Tabela: Valores de diâmetro e velocidade do sistema estudado. Observe que os diâmetros e velocidades vão reduzindo ao longo da instalação. Mas, e se a tubulação não fosse de seção circular? Vamos verificar como proceder na próxima seção. Igual perda de carga: outros dutos Neste vídeo, entenda como dimensionar uma instalação utilizando um duto retangular. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Devido a situações arquitetônicas, a maioria dos sistemas de distribuição de ar é de seção retangular ou quadrado. Utilizando o exemplo dado na seção anterior, vamos verificar como dimensionar a mesma instalação utilizando um duto retangular. Projeto com duto retangular No exemplo anterior, encontramos o valor de 120mm para o duto principal. Vamos supor que a altura do duto retangular seja de 800mm. . Usando conceito de diâmetro equivalente, temos que Portanto(800 1200 1,30 Temos como incógnita a largura "b" que pode ser obtida realizando iterações em uma planilha Excel conforme a seguir: Exemplo de uso de planilha para encontrar diâmetro equivalente. Pela iteração, chegamos ao valor de 1547mm de largura. Portanto, o duto retangular que tem a mesma perda de carga que duto circular do exemplo anterior terá as seguintes dimensões: 800mm X 1547mm. Esse procedimento pode ser utilizado para as outras dimensões de duto ou podemos, ainda, utilizar a tabela da ASHRAE (2013) de diâmetro equivalente para coletar este valor: Uso da tabela de diâmetro equivalente. Realizando as interpolações entre os pontos da imagem anterior, chegamos aos seguintes valores para os dutos retangulares: Seção Dimensõesa X b [mm] 1 800 X 1547 2 200 X 387 3 800 X 1118 4 200 X 308 5 800 X 847 Tabela: Dimensões dos dutos retangulares. Ainda, podemos realizar o dimensionamento por meio da tabela de porcentagens de área para conservar a mesma perda linear por atrito da Carrier. Nesta tabela, sabendo a relação entre as vazões entre seções, obtemos a redução de área necessária na próxima seção para manter a perda de carga no trecho.% % % % % de de % de de % de de % de de vazão área vazão área vazão área vazão área [m3/h] do [m3/h] do [m3/h] do [m3/h] do duto duto duto duto 1 2 26 33,5 51 59 76 81 2 3,5 27 34,5 52 60 77 82 3 5,5 28 35,5 53 61 78 83 4 7 29 36,5 54 62 79 84 5 9 30 37,5 55 63 80 84,5 6 10,5 31 39 56 64 81 85,5 7 11,5 32 40 57 65 82 86 8 13 33 41 58 65,5 83 87 9 14,5 34 42 59 66,5 84 87,5 10 16,5 35 43 60 67,5 85 88,5 11 17,5 36 44 61 68 86 89,5 12 18,5 37 45 62 69 87 90 13 19,5 38 46 63 70 88 90,5 14 20,5 39 47 64 71 89 91,5 15 21,5 40 48 65 71,5 90 92 16 23 41 49 66 72,5 91 93 17 24 42 50 67 73,5 92 94 18 25 43 51 68 74,5 93 94,5 19 26 44 52 69 75,5 94 95 20 27 45 53 70 76,5 95 96 21 28 46 54 71 77 96 96,5 22 29,5 47 55 72 78 97 97,5% % % % % de de % de de % de de % de de vazão área vazão área vazão área vazão área [m3/h] do [m3/h] do [m3/h] do [m3/h] do duto duto duto duto 23 30,5 48 56 73 79 98 98 24 31,5 49 57 74 80 99 99 25 32,5 50 58 75 80,5 100 100 Tabela: Porcentagem de área de seção reta em ramais para manter perda por atrito constante. Carrier, 1980, pg. 2-52. No nosso exemplo, o volume da seção 1 = 15.000L/ S e da seção 3 = 10.000L/ portanto: 10 :. = 67% do volume inicial 15 Com isso, verificando na tabela acima, temos que, para uma porcentagem de volume de 67%, a área da seção 3 será de 73,5% da área da seção 1. Sendo assim: Aseção 1 a b 800 1547 Aseção 1.237.600mm = 1,2376m² Aplicando a redução para a seção 2: Aseção 2 1 = 1,2376 0, 735 :. Aseção 2 0,909636m² Mantendo a altura de 800mm, temos que a largura será: a 0,909636 b = b 1370m = 1137mm 800 X 10⁻³ Esse procedimento pode ser utilizado para as outras seções concluindo o dimensionamento da instalação em seu trecho reto de dutos. Comentário Pequenas diferenças entre as dimensões não trarão problemas para sistema.Seleção de filtros Neste vídeo, conheça a importância da utilização dos filtros nos projetos de climatização e os tipos mais adequados para os diferentes tipos de projetos. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Em ar-condicionado, a filtragem tem papel importante, tanto para manter os equipamentos funcionando sem risco de contato com objetos maiores (no caso de ar externo) quanto principalmente para manter o ambiente a ser climatizado longe de agentes poluidores que podem trazer doenças aos seus ocupantes. Dessa forma, entender os tipos e a classificação dos filtros se torna importante para um bom projeto de climatização. Classificação de filtros para climatização Os filtros são classificados de acordo com sua capacidade de filtragem. De acordo com a NBR 16101: 2012, essa classificação é dividida conforme a tabela: Tipo Classe Características defiltro GO Elemento filtrante de mantas dematerial G1 sintético ou fibra de vidro ou, ainda, materiais metálicos elaváveis fabricados em Grossos G2 alumínio corrugado. Tem faixa de de 50% a 90% e G3 queda de pressão máxima de 250 Pa. G4 M5 Elemento filtrante de manta oupoliéster plissado. Tem faixa de eficiência média para Médios partícula de 0,4 umentre 40% e 80% e queda M6 de pressão máxima de 450 Pa.Tipo Classe Características defiltro F7 Elemento filtrante de microfibra de vidro plissado. Tem faixa Finos F8 de eficiência médiapara partícula de 0,4 entre 80% e 95% e queda de pressão F9 máxima de 450 Pa. Tabela: Tipos de filtros e suas características. ABNT, 2012, 10. Ainda, pode-se utilizar filtros com eficiência bem maior que os mostrados acima em aplicações especiais. Esses filtros são conhecidos como filtros absolutos tipo HEPA que têm eficiência média para partícula de 0,3 µm entre 85% e 99,97%. Aplicação de filtros para climatização Com relação à aplicação, a NBR 16401 3:2008 traz uma tabela do uso de filtro por aplicação que é um guia muito interessante para seleção: Aplicação típica Classe Supermercado, mall decentros comerciais, agências G4 bancárias e de correios, lojas comerciais e deserviços Escritórios, salas de reunião, CPD, salas de digitação, call M5 center, consultórios Aeroporto saguão, salas de embarque M5 G3 + Aeroporto torre de controle M6 Biblioteca, museu áreas do público M5 Biblioteca, museu exposição edepósito de obras G3+ sensíveis F8 Hotéis 3 estrelas ou mais -apartamentos, lobby, salas M5 deestar, salões de convenções Hotéis outros, motéis-apartamentos G4 Teatro, cinema, auditório, locais deculto, salas de aula M5 Lanchonete, cafeteria G4Aplicação típica Classe Restaurante, bar, salão de coquetel, discoteca, danceteria, M5 salão de festas, salão de jogos Ginásio (áreas de público), fitness center, boliche, jogos G4 eletrônicos G3+ Centrais telefônicas - sala decomutação M6 Residências G3 G3+ Sala de controle - ambiente eletrônicosensível M6 G3+ Impressão - litografia, offset F7 G3+ Impressão - processamento de filmes F8 Tabela: Classe de filtragem por aplicação. ABNT, 2008, pg. 11. Tipos de filtros para climatização Vejamos a seguir alguns tipos de filtro mais utilizados em sistemas de climatização.Filtro multi-bolsa Para instalações e baixa perda de carga e alta capacidade de retenção de pó. Filtro bactericida Confeccionado em manta de poliéster com agente antimicrobiano. Filtro colmeia Para instalações de alta velocidade e baixa perda de pressão. Classificação G1. Filtro plano e plissado Para sistemas de filtragem, sendo usado como filtro final ou pré-filtro. Permite grande captação de poluentes em suspensão. Difusão e retorno do ar Neste vídeo, conheça a importância da análise dos elementos de difusão de ar e como são realizadas as distribuições do ar nos mais variados ambientes.Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Como elementos de difusão do ar no ambiente, eles podem ser classificados como: Venezianas Grelhas Difusores Com relação às grelhas e venezianas, elas também são utilizadas como dispositivos para realizar o retorno do ar. As funções básicas desses elementos nos sistemas de distribuição de ar são: Distribuir o ar de maneira homogênea. Regular a vazão do ar. Servir como elemento estético. Uma boa difusão de ar será aquela que consegue combater a carga térmica da zona ocupada sem que os ocupantes do espaço se sintam desconfortáveis devido à movimentação do ar. A zona ocupada é a região do Vista em planta da zona de ocupação. ambiente a ser climatizado onde os ocupantes desse espaço permanecerão durante o uso do local e que, por norma (EN 13779), os valores de velocidade e temperatura do ar devem ser obedecidos para condição de conforto térmico. Veja na imagem a seguir: Região de zona ocupada. Nessa região sombreada na imagem acima, as seguintes condições devem ser obedecidas: Ruído menor que 40 dbA Temperatura entre 20°C e 26°CUmidade relativa entre 40% e 60% Velocidade do ar entre 0,05 m/s e 0,20 m/s Diferença entre as temperaturas da cabeça e do tornozelo menor que 3°C Venezianas Utilizadas para tomada de ar externo para impedir a entrada de animais, água de chuva e objetos estranhos para dentro da tomada de ar das máquinas. Normalmente construído em alumínio e podendo vir com filtro e dispositivo de regulagem de vazão. Para sua seleção, é necessário saber Exemplo de veneziana. qual a vazão necessária e a velocidade de entrada na face da veneziana (velocidade efetiva), dessa forma, temos como resposta qual a área efetiva para a passagem do ar e as dimensões da veneziana e a perda de carga. Obs.: Há casos em que é necessário mais de uma veneziana para atender aos requisitos de vazão e velocidade. Grelha As grelhas podem ser classificadas por sua aplicação principal como: grelhas de ventilação grelhas de insuflação grelhas de retorno As grelhas podem ser instaladas em pisos, tetos e diretamente nos dutos, tanto de insuflação quanto de retorno. Podem ser simples ou com registros para ajuste da vazão e com aletas fixas ajustáveis para algumas deflexões angulares permitindo mais de uma direção para jato de ar.Exemplos de grelhas. A seguir, temos alguns exemplos de deflexões angulares: Exemplo de deflexão angular. Difusor Oferecem uma melhor distribuição do ar nos ambientes em relação às grelhas, pois podem ser fornecidos para atender a várias direções em uma única peça. Podem ser: Alta indução Linear Jato Redondo Quadrado Retangular Os tipos de difusores atendem a uma gama bastante grande de aplicações. A configuração do difusor dependerá do espaço a ser condicionado, número de difusores e elementos de iluminação ou outros montados no forro. Configurações de direcionamento de ar em difusores. Seleção de difusor e grelha De forma geral, para a seleção de um difusor e uma grelha, alguns dados são importantes: Vazão de ar Pode ser por difusor ou total a ser insuflada no ambiente. Velocidade efetiva É a velocidade do ar na saída do difusor.Alcance É a distância máxima e mínima possível horizontal que percorre o fluxo de ar desde a saída do difusor até alcançar a velocidade final máxima de 0,5 m/s (para alcance mínimo) e 0,3 m/s (para alcance máximo). Ruído Deve atender aos requisitos da zona ocupada. Perda de carga Deve ser analisada a perda de carga no difusor ou grelha. A seguir, temos as informações de velocidade final, ao utilizar um difusor do tipo circular ADLR, em uma sala com altura do chão ao teto (pé direito) de 3m. A tabela serve como uma exemplificação das informações necessárias para a escolha do tipo de difusor a ser utilizado, considerando velocidade do ar, o nível de ruído dB(A) e o tamanho do difusor. Exemplo de tabela de seleção de difusor. Ventilador Neste vídeo, conheça a classificação, lei e seleção dos ventiladores. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Equipamento indispensável no sistema de distribuição de ar, tem a finalidade de "bombear" ar ao longo dos dutos, vencendo as cargas estáticas do sistema e entregando a vazão adequada de ar para os ambientes. Em uma instalação e climatização, o ventilador pode ser parte integrante do equipamento de climatização como no caso dos equipamentos individuais, taiscomo: Ar- Split system Self contained condicionado de janela Ou podem ser separados como no caso de instalações como fan coil, exemplificado na imagem a seguir. Sistema fan coil. Classificação de ventiladores Os ventiladores para aplicação em sistemas de climatização são classificados de acordo com a direção do fluxo de ar que atravessa seu rotor em duas categorias: Axiais Centrífugos Ventiladores axiais Nesses ventiladores, o ar corre em paralelo com o eixo tendo como característica sua grande área de contato. Esses ventiladores precisam de um alojamento para guiar o ar, sendo que se usados sem alojamento, há redução no seu desempenho. Direção do ar em um ventilador axial. Exemplo de ventilador axial. Ventiladores centrífugos Em um ventilador centrífugo, a entrada de ar ocorre em paralelo com eixo do ventilador sendo depois desviado em 90° em relação ao eixo do rotor, saindo em direção centrífuga ao eixo dele. Direção do ar em um ventilador centrífugo. Os ventiladores centrífugos ainda podem ser subdivididos de acordo com o formato do rotor sendo com: Pás curvadas para Pás curvadas para trás frente Sirocco Direção contrária ao movimento do Direção de movimento do ar. ar. Ainda com relação à disposição do rotor nos ventiladores de pás curvadas para trás, este é indicado em situações de alta vazão e média pressão com uma altaeficiência energética e são usados principalmente como ventiladores de entrada/admissão de ar, podendo ser de: Voluta entrada única Voluta entrada dupla Os ventiladores de pás para frente têm eficiência menor que os de pás para trás, são utilizados em sistemas de baixa e média pressão, para uma ampla faixa de vazão e têm baixo ruído. São aplicados em sistemas de ventilação e ar- condicionado de forma geral, podendo ser de: Voluta simples Voluta dupla aspiração aspiração Lei de ventiladores As relações entre as características de funcionamento de um ventilador atuando em condições diferentes do padrão ou entre ventiladores de mesma família, mas com dimensões diferentes, é conhecida como lei dos ventiladores. Essas relações são importantes para entendermos as novas condições de funcionamento do ventilador quando este for alterado, por exemplo, quando há necessidade de mudança da vazão em relação à vazão original de projeto. Para um ventilador qualquer atuando em um sistema de dutos com massa específica do ar constante, temos: Relação de Relação de Relação de vazão pressão total / potência estática absorvida 2 3 Sendo: n a rotação em rpm. a pressão total em mmca. a potência absorvida em kW. Os subscritos 1 e 2 são a condição final e a inicial. Seleção de ventiladores De forma geral, três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: a vazão de ar, o potencial de pressão (estática ou total) necessáriopara deslocar essa vazão de ar através do sistema e a velocidade de descarga, sendo que a vazão de ar é determinada pelo cálculo de carga térmica. Curva característica de ventilador. Arranjos de dutagem Neste vídeo, conheça as regras básicas para projeto de um sistema de distribuição de ar, de forma a se conseguir uma boa distribuição do ar nas zonas térmicas. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Em um projeto de sistema de distribuição de ar, a distribuição dos dutos deve ser a mais reta possível com a menor quantidade de curvas possíveis. A AABC (Associated Air Balance Council) (2023, p. 550), que é uma entidade americana dedicada a empresas que realizam o balanceamento do ar em instalações de climatização, propõe dez regras básicas para o projeto, de forma a se conseguir uma boa distribuição do ar nas zonas térmicas: Prever a instalação de registro de regulagem de vazão em todos os dispositivos (grelhas, difusores etc.). Preferencialmente instalar damper de lâminas opostas após cada bifurcação de dutos para regulagem de vazão. Nunca instalar damper de lâminas opostas perto das curvas e transições para evitar a turbulência de ar (excesso de perda de carga). Nunca instalar o splitter para regulagem de vazão em dutos, pois sua finalidade é a de somente dividir fluxo de ar.Nunca instalar grelhas e difusores em uma mesma rede de dutos, pois eles têm perdas de carga diferentes, o que pode dificultar o balanceamento do sistema. Caso seja impossível essa condição, separe os ramais e instale damper de regulagem de vazão após a bifurcação. Evitar instalar difusores com insuflamento e retorno combinados, para evitar o "curto circuito" de ar de retorno e insuflamento. Considerar no cálculo de carga térmica pelo menos 5% de segurança devido ao vazamento de ar nos dutos. Instalar captores nas saídas laterais estáticas ("duto espetado"). Não esqueçer de prever fácil acesso aos dispositivos de distribuição de ar e elementos reguladores de vazão. Todos os dutos deverão ter portas de inspeção para a limpeza do seu interior, com borboletas de fácil remoção e estanques com vedação. Essas portas deverão ser instaladas a cada 5 metros lineares.Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Com relação ao sistema de classificação de filtros, existem os que têm capacidade de filtragem grossa, média, fina e os filtros ditos absolutos. Esses filtros com elevada eficiência são conhecidos com o código G. c F. D FM. E HEPA. Parabéns! alternativa E está correta. Os filtros grossos são classificados com a letra "G", os filtros médios com a letra "M", os filtros finos com a letra "F" e os absolutos são conhecidos como HEPA e têm alta capacidade de reter impurezas muito pequenas (0,3 µm), sendo, por isso, classificados de alta eficiência. Questão 2 Existem várias metodologias para a realização do dimensionamento de dutos de ar-condicionado. A metodologia que leva em consideração o custo de fabricação dos dutos e o custo de operação é o método A redução de velocidade.otimização "T". c recuperação estática. D igual perda de carga. E velocidade constante. Parabéns! alternativa B está correta. 0 método de otimização leva em consideração os custos de operação da instalação bem como custo de fabricação dos dutos de forma a selecionar o melhor compromisso entre custo e diâmetro do duto. Os outros métodos não levam em consideração essa análise de custo em seus cálculos. 3 - Eficiência energética em sistemas de condicionamento de ar final deste módulo, você será capaz de reconhecer a aplicação da eficiência energética aos sistemas de condicionamento de ar.Eficiência energética de sistemas de climatização Neste vídeo, conheça os conceitos de eficiência energética de sistemas de climatização. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. contexto da eficiência energética em climatização A eficiência energética é uma preocupação crescente em todo o mundo, especialmente quando se trata de climatização. A climatização é responsável por uma Climatização em edifício com o uso de energia grande parte do consumo de energia solar. em edifícios residenciais e comerciais, e a implementação de práticas de eficiência energética pode ajudar a reduzir o impacto ambiental e a diminuir os custos energéticos. Segundo os dados da Associação Brasileira de Refrigeração (2019), ar- condicionado, ventilação e aquecimento fazem com que o Brasil seja o sexto país com a energia mais cara do mundo, sendo que o custo desse insumo estratégico para a economia é 46% maior que a média global. Dessa forma, esse assunto deve ser tratado com muita atenção durante o projeto de um sistema de climatização e a vida útil da instalação em programas de manutenção. A eficiência energética em Eficiência energética. climatização é uma questão importante que deve ser considerada na construção e manutenção deedifícios residenciais e comerciais. A implementação de práticas de eficiência energética, como a escolha de equipamentos de alta eficiência energética, a utilização de programações inteligentes, a manutenção regular do equipamento, a isolação adequada e a utilização de fontes de energia renovável, pode ajudar a reduzir impacto ambiental e a diminuir os custos energéticos. Com o aumento da conscientização ambiental e a pressão para a redução das emissões de gases de efeito estufa, é importante que as pessoas e as empresas sejam proativas na implementação de práticas de eficiência energética em climatização. Ao fazer isso, podemos construir um futuro mais sustentável e economizar recursos valiosos para as gerações futuras. Melhorando a eficiência energética Neste vídeo, conheça algumas maneiras de se aumentar a eficiência energética em climatização, sem que haja danos ao meio ambiente. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. A seguir, você pode verificar algumas maneiras de aumentar a eficiência energética em climatização. Selecionar equipamentos de climatização com alta eficiência energética A escolha de equipamentos de climatização com classificações de eficiência energética elevadas, como a classificação SEER (Relação de Eficiência Energética Sazonal), pode ajudar a economizar energia e reduzir os custos de energia. Além disso, a instalação correta dos equipamentos de climatização também é importante para maximizar a sua eficiência energética. Utilizar programações inteligentesProgramar equipamento de climatização para desligar ou mudar para um modo de economia de energia quando não houver ninguém em casa ou no escritório pode ajudar a economizar energia. Além disso, a utilização de sensores de presença e/ou programações inteligentes para ajustar a temperatura de acordo com o horário e as necessidades pode ajudar a maximizar a eficiência energética. Instalar de sistemas dedicados Em sistemas que operam 24 horas por dia, optar por sistemas dedicados. Isso porque em aplicações como centrais telefônicas ou de computadores que operam continuamente, tem a tendência de utilizar grandes sistemas como centrais de água gelada (CAG) a trabalharem em faixas de baixo rendimento, o que é prejudicial para a eficiência energética. Fazer a manutenção dos equipamentos de climatização A manutenção regular do equipamento de climatização pode ajudar a garantir sua eficiência energética. Isso inclui limpar regularmente os filtros de ar, verificar sistema de refrigeração, verificar o funcionamento dos componentes elétricos e ajustar a direção dos difusores de ar, se necessário. Isolar adequadamente edifício isolamento adequado pode ajudar a manter a temperatura interior estável e reduzir a necessidade de refrigeração ou aquecimento. Além disso, a inspeção regular das janelas, portas e outros pontos de entrada de ar para verificar vazamentos de ar também pode ajudar a maximizar a eficiência energética. Utilizar fontes de energia renovável A utilização de fontes de energia renovável, como painéis solares, para alimentar o equipamento de climatização, pode ajudar a reduzir a pegada de carbono e a economizar energia. Além disso, a utilização de sistemas de climatização que combinam fontes de energia renovável com fontes tradicionais, como a geotermia, também pode ajudar a maximizar a eficiência energética.0 Brasil, desde 1984, possui programa brasileiro de etiquetagem (PBE) pelo qual se atesta o desempenho dos produtos considerando critérios de eficiência energética, ruído, utilização de recursos naturais, entre outros. No caso dos aparelhos de ar-condicionado, principal item de ensaio é a eficiência energética para a refrigeração do ar, sendo equipamento classificado de "A", para os que consomem menos energia, a "D" para equipamentos que consomem mais energia. Curiosidade A Portaria n° 234, de 29 de junho de 2020, reclassifica os equipamentos de ar- condicionado segundo sua eficiência energética. Isso se fez necessário uma vez que os equipamentos atuais possuem características melhores que os anteriores e, dessa forma, a etiquetagem anterior trazia distorções que levavam todos os equipamentos para a categoria "A". A classificação SEER considera os cálculos baseados nas temperaturas que ocorrem ao longo do ano e a frequência de utilização do aparelho para cada temperatura. Vamos entender a seguir como ler a classificação de ar- condicionado. Programa brasileiro de etiquetagem (PBE) para equipamentos de ar-condicionado. Acompanhe: 1. Fluido: indica o tipo de fluido refrigerante usado no aparelho. Há fluidos mais ou menos poluentes. 2. Categorias: duas novas categorias de classificação foram inseridas (E e F). 3. Índice de desempentho de resfriamento sazonal: quanto maior o número, mais eficiente o aparelho. 4. Consumo anual de energia: quanto menor o número, mais eficiente aparelho. 5. QR-Code: direciona o consumidor para a base de produtos registrados no Inmetro. Falta pouco para atingir seus objetivos. Vamos praticar alguns conceitos? Questão 1 Com relação ao processo de etiquetagem feito pelo Inmetro em equipamentos de ar-condicionado, a alteração realizada nessa etiquetagem se fez necessária porqueos equipamentos atuais na metodologia antiga eram A classificados todos como categoria o que não expressava a realidade. houve a necessidade de incluir mais equipamentos na análise. c método antigo não contemplava os equipamentos VRF. o método antigo levava em consideração o uso do D equipamento e a temperatura média do local. o método atual levará em conta somente equipamentos tipo E VRF. Parabéns! A alternativa está correta. A metodologia antiga não contemplava várias melhorias que ocorreram nos novos equipamentos e, dessa forma, a classificação não era suficiente para um comparativo entre modelos. Questão 2 Com relação a classificação SEER, ela significa A serviço de eficiência energética regional. relação de eficiência energética regional. c relação de eficiência energética sazonal. D somatória de eficiência energética rural. E serviço de eficiência energética rural.Parabéns! alternativa C está correta. SEER é a sigla para Relação de Eficiência Energética Sazonal. up lift dis FICE DRTA DRTA 4 - Plantas isométricas e simbologia utilizada final deste módulo, você será capaz de reconhecer plantas isométricas e a simbologia utilizada em ar-condicionado. Projeto de climatização: plantas isométricas e simbologias Neste vídeo, acompanhe uma breve introdução aos projetos de climatização, conhecendo um pouco sobre plantas isométricas suas simbologias. Para assistir a um vídeo sobre assunto, acesse a versão online deste conteúdo. Plantas isométricas