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A IMPORTÂNCIA DA ROTINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA CRIANÇAS DE 1 A 2 ANOS

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A IMPORTÂNCIA DA ROTINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA 
CRIANÇAS DE 1 A 2 ANOS 
 
 
Autoras: Eucilene Gusmão de Lara 
 Martha Wilian Vicente de Almeida 
 
RESUMO 
A rotina na Educação Infantil constitui um elemento essencial para a 
organização do cotidiano de crianças de 1 a 2 anos, contribuindo para seu 
desenvolvimento integral nos aspectos físico, emocional, social, cognitivo e linguístico. 
Nessa faixa etária, a criança vivencia importantes processos de desenvolvimento e 
necessita de um ambiente seguro, acolhedor, previsível e, ao mesmo tempo, flexível 
para atender às suas necessidades individuais. Este artigo tem como objetivo discutir 
a importância da rotina na Educação Infantil, destacando como ela deve ser planejada 
e quais resultados podem ser alcançados quando organizada de maneira adequada. 
A discussão fundamenta-se em documentos oficiais brasileiros, especialmente a Base 
Nacional Comum Curricular (BNCC), as Diretrizes Curriculares Nacionais para a 
Educação Infantil e orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de 
contribuições de estudos contemporâneos sobre desenvolvimento infantil. A análise 
evidencia que uma rotina de qualidade não deve ser compreendida como uma 
sequência rígida de horários, mas como uma organização intencional de experiências 
que articula cuidado, educação, brincadeira, interação, movimento, alimentação, 
higiene, descanso e aprendizagem. Conclui-se que uma rotina bem estruturada 
favorece a segurança emocional, a autonomia, a socialização, a comunicação, a 
exploração do ambiente e o desenvolvimento integral da criança. 
Palavras-chave: Educação Infantil. Rotina. Crianças de 1 a 2 anos. 
Desenvolvimento infantil. Brincadeira. Autonomia. 
 
1 INTRODUÇÃO 
A Educação Infantil representa uma etapa fundamental da formação humana, 
especialmente porque os primeiros anos de vida são marcados por intensas 
transformações e aprendizagens. Entre 1 e 2 anos, a criança amplia gradativamente 
suas possibilidades de movimento, comunicação, interação e exploração do ambiente. 
Nesse período, passa a demonstrar maior autonomia, desenvolve novas formas de 
expressão e estabelece relações cada vez mais significativas com adultos, outras 
crianças e objetos que fazem parte de seu cotidiano. 
Nesse contexto, a organização da rotina assume importante função 
pedagógica. Uma rotina bem planejada oferece à criança referências sobre o que 
acontece durante o dia, possibilitando que ela reconheça determinadas sequências e 
antecipe acontecimentos. Isso pode contribuir para a construção de segurança e 
confiança no ambiente escolar. 
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) estabelece que as interações e as 
brincadeiras são eixos estruturantes das práticas pedagógicas da Educação Infantil. 
O documento também define seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento: 
conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se. 
Dessa forma, pensar a rotina para crianças de 1 a 2 anos exige superar uma 
visão meramente assistencialista. Alimentar, higienizar, trocar, descansar e acolher 
são ações que também possuem dimensão educativa. Do mesmo modo, brincar, 
movimentar-se, ouvir histórias, cantar e explorar diferentes materiais são experiências 
que podem acontecer dentro de uma rotina planejada. 
O objetivo deste artigo é refletir sobre a importância da rotina na Educação 
Infantil para crianças de 1 a 2 anos, apresentando princípios para sua organização e 
discutindo os resultados que podem surgir quando o cotidiano escolar é construído de 
forma intencional, afetiva, segura e respeitosa. 
 
 
2 A CRIANÇA DE 1 A 2 ANOS E O DESENVOLVIMENTO INFANTIL 
A criança de 1 a 2 anos encontra-se em um período de grandes descobertas. 
Nessa fase, torna-se progressivamente mais capaz de se locomover, manipular 
objetos, comunicar desejos, reconhecer pessoas, compreender determinadas 
situações e participar de interações sociais. 
O desenvolvimento infantil não ocorre de maneira isolada. Os aspectos físicos, 
emocionais, cognitivos, sociais e linguísticos estão relacionados entre si. Por esse 
motivo, as experiências oferecidas no cotidiano da Educação Infantil precisam 
contemplar diferentes dimensões do desenvolvimento. 
A BNCC compreende a criança como sujeito histórico e de direitos, que 
aprende e se desenvolve nas relações e experiências que vivencia. O documento 
destaca que as práticas pedagógicas devem favorecer experiências nas quais as 
crianças possam assumir um papel ativo. 
Nesse sentido, o professor precisa observar as manifestações das crianças e 
compreender que cada uma apresenta seu próprio ritmo. Algumas podem demonstrar 
maior interesse pelo movimento, enquanto outras podem permanecer mais tempo 
explorando objetos, observando o ambiente ou buscando interação com o adulto. 
Portanto, a rotina deve ser planejada para acolher as diferenças existentes 
entre as crianças, evitando comparações e respeitando seus processos individuais. 
 
 
3 A IMPORTÂNCIA DA ROTINA NA EDUCAÇÃO INFANTIL 
A rotina representa a organização das experiências vivenciadas diariamente 
pela criança na instituição de Educação Infantil. Entretanto, não deve ser entendida 
como uma sequência rígida e inflexível de horários. 
Uma rotina adequada oferece previsibilidade, mas também precisa permitir 
mudanças quando as necessidades das crianças exigirem. A criança pequena precisa 
saber, gradativamente, que depois de determinada experiência haverá outra, criando 
referências temporais que auxiliam na compreensão do cotidiano. 
A previsibilidade pode ser especialmente importante durante o período de 
adaptação à creche. O Ministério da Educação orienta que a instituição estabeleça 
uma relação de confiança com as famílias, conheça os hábitos das crianças e, quando 
necessário, faça mudanças graduais entre a rotina de casa e a rotina escolar. 
A rotina também auxilia o professor no planejamento das experiências. Ao 
organizar momentos de brincadeira, alimentação, higiene, descanso, movimento e 
exploração, o educador consegue desenvolver uma prática mais intencional. 
Entretanto, a existência de horários não garante, por si só, uma rotina de 
qualidade. É necessário observar como esses momentos são vivenciados. Uma 
alimentação pode ser realizada de maneira mecânica ou pode tornar-se uma 
oportunidade de autonomia e interação. O mesmo ocorre durante a higiene, o 
descanso ou a organização dos brinquedos. 
Assim, a qualidade da rotina está relacionada à maneira como o adulto se 
relaciona com a criança durante cada experiência. 
 
 
4 COMO DEVE SER ORGANIZADA A ROTINA PARA CRIANÇAS DE 1 A 2 
ANOS 
A rotina deve considerar as características da faixa etária, os interesses do 
grupo, as necessidades individuais e as condições da instituição. 
Uma possível organização diária pode contemplar: 
 Acolhimento e recepção das crianças; 
 Interação com os colegas e professores; 
 Exploração livre de brinquedos e materiais; 
 Atividades de movimento; 
 Alimentação e hidratação; 
 Cuidados de higiene; 
 Brincadeiras com diferentes objetos e texturas; 
 Músicas, cantigas e histórias; 
 Experiências com artes e diferentes linguagens; 
 Brincadeiras ao ar livre; 
 Momentos de descanso e sono; 
 Organização do ambiente; 
 Preparação para a saída e diálogo com as famílias. 
Essa organização deve ser compreendida como uma possibilidade e não como 
um modelo obrigatório. 
O professor precisa estar atento aos sinais apresentados pelas crianças. Se 
uma criança estiver cansada, por exemplo, poderá necessitar de descanso antes do 
horário inicialmente planejado. Se o grupo demonstrar grande interesse por 
determinada exploração, o professor poderá ampliar a experiência. 
Portanto, a rotina precisa apresentar previsibilidade e flexibilidade 
simultaneamente. 
 
 
5 ACOLHIMENTO E SEGURANÇA EMOCIONAL 
O acolhimento constitui um dos momentos mais importantesda rotina, 
principalmente para crianças que estão iniciando sua experiência na creche. 
A separação da família pode provocar choro, medo, insegurança e necessidade 
de maior proximidade com o adulto. Essas manifestações não devem ser 
interpretadas simplesmente como comportamento inadequado. 
O Ministério da Educação recomenda que a instituição mantenha uma relação 
próxima com as famílias, conheça as preferências e hábitos das crianças e ofereça 
acolhimento durante o processo de adaptação. Também recomenda que a criança 
possa expressar sua tristeza e seja confortada pelos adultos responsáveis. 
O professor pode receber cada criança pelo nome, estabelecer contato visual, 
conversar, cantar, oferecer materiais interessantes e permitir que ela explore o 
ambiente gradualmente. 
O objetivo é construir uma relação de confiança. 
Quando a criança percebe que existe um adulto disponível para acolhê-la, suas 
possibilidades de exploração e participação tendem a aumentar. Dessa maneira, o 
vínculo afetivo torna-se parte importante do processo educativo. 
 
 
6 BRINCADEIRA, INTERAÇÃO E MOVIMENTO 
A brincadeira possui papel central na Educação Infantil. Por meio dela, a 
criança experimenta possibilidades, explora objetos, desenvolve movimentos, 
estabelece relações e expressa sentimentos. 
A BNCC estabelece as interações e as brincadeiras como eixos estruturantes 
das práticas pedagógicas da Educação Infantil. Também determina que sejam 
garantidos os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-
se. 
Para crianças de 1 a 2 anos, é importante proporcionar experiências 
envolvendo: 
 Correr e caminhar; 
 Empurrar e puxar objetos; 
 Encaixar e empilhar; 
 Transportar materiais; 
 Explorar diferentes texturas; 
 Brincar com água e areia em situações adequadas e seguras; 
 Ouvir músicas; 
 Dançar; 
 Manipular objetos de diferentes tamanhos e formas; 
 Explorar espaços internos e externos. 
A Organização Mundial da Saúde reconhece a primeira infância como um 
período de rápido desenvolvimento físico e cognitivo e apresenta 
recomendações específicas sobre atividade física, comportamento sedentário e sono 
para crianças menores de 5 anos. 
Assim, a rotina escolar deve evitar períodos excessivos em que as crianças 
permaneçam paradas ou passivas. O ambiente deve favorecer o movimento e a 
exploração segura. 
 
 
7 ALIMENTAÇÃO, HIGIENE E DESCANSO COMO MOMENTOS 
EDUCATIVOS 
Na Educação Infantil, os momentos de cuidado também fazem parte do 
processo de aprendizagem. 
Durante a alimentação, por exemplo, a criança pode ser incentivada a segurar 
determinados utensílios, beber água, experimentar alimentos e participar de pequenas 
ações de autonomia, sempre respeitando suas condições individuais. 
Durante os momentos de higiene, o professor pode conversar com a criança, 
nomear partes do corpo, explicar os procedimentos e incentivar sua participação. 
O descanso também precisa ser respeitado. Crianças pequenas possuem 
necessidades de sono diferentes das crianças maiores e dos adultos. As 
recomendações da OMS para crianças de 1 a 2 anos consideram importante a 
combinação adequada entre sono, atividade física e redução de períodos 
sedentários. 
Dessa forma, o momento do sono não deve ser visto como uma interrupção do 
trabalho pedagógico. Ele faz parte do cuidado integral da criança. 
A rotina de qualidade é aquela que consegue integrar educar e cuidar, 
compreendendo que ambos estão presentes no cotidiano da Educação Infantil. A 
própria BNCC destaca essa indissociabilidade, especialmente no trabalho realizado 
com bebês e crianças bem pequenas. 
 
 
8 A ROTINA E O DESENVOLVIMENTO DA AUTONOMIA 
Entre 1 e 2 anos, as crianças começam a demonstrar interesse em realizar 
determinadas ações de maneira independente. 
É comum que queiram segurar objetos, escolher brinquedos, guardar materiais, 
beber água, alimentar-se com maior participação e ajudar em pequenas tarefas. 
O professor deve aproveitar essas situações para estimular a autonomia. 
Isso não significa deixar a criança realizar tudo sozinha. Significa oferecer 
condições para que ela tente, experimente e desenvolva novas capacidades, 
recebendo ajuda sempre que necessário. 
Por exemplo, depois de uma brincadeira, o professor pode convidar as crianças 
a guardar os brinquedos. Mesmo que ainda não consigam organizar tudo, estarão 
participando de uma prática coletiva e aprendendo gradualmente sobre cuidado e 
organização. 
Pequenas ações cotidianas podem contribuir para que a criança desenvolva 
confiança em suas próprias capacidades. 
 
 
9 A LINGUAGEM PRESENTE NA ROTINA 
A rotina também oferece inúmeras possibilidades para o desenvolvimento da 
linguagem. 
O professor pode conversar com as crianças durante todos os momentos do 
dia, nomeando objetos, pessoas, ações, sentimentos e acontecimentos. 
Durante uma brincadeira com uma bola, por exemplo, pode falar: "A bola caiu", 
"Vamos pegar a bola", "Você quer a bola?" Dessa forma, as palavras são relacionadas 
às experiências concretas vivenciadas pela criança. 
Histórias, músicas, cantigas, parlendas e conversas também podem fazer parte 
do cotidiano. 
Mesmo quando a criança ainda não apresenta uma fala desenvolvida, seus 
gestos, olhares, sons e expressões devem ser considerados formas de comunicação. 
O adulto precisa responder a essas manifestações e incentivar novas tentativas de 
expressão. 
Assim, a rotina torna-se um ambiente rico em experiências linguísticas. 
 
 
10 O PAPEL DO PROFESSOR 
O professor possui papel fundamental na construção de uma rotina 
significativa. 
Seu trabalho não se limita a cumprir horários. É necessário observar, planejar, 
interagir, registrar e avaliar as experiências vivenciadas pelas crianças. 
A BNCC ressalta a importância da intencionalidade educativa nas práticas da 
Educação Infantil. 
O professor deve perguntar constantemente: 
 As crianças estão participando? 
 O ambiente é seguro e acolhedor? 
 Há oportunidades suficientes para brincar? 
 As crianças podem explorar diferentes materiais? 
 A rotina respeita os diferentes ritmos? 
 Os momentos de cuidado estão sendo realizados com atenção? 
 As crianças têm oportunidades de desenvolver autonomia? 
 As experiências favorecem as interações? 
Essas observações ajudam o professor a compreender o desenvolvimento do 
grupo e a reorganizar sua prática sempre que necessário. 
Uma boa rotina, portanto, não é simplesmente aquela que consegue cumprir 
todos os horários planejados. É aquela que consegue atender às necessidades das 
crianças e proporcionar experiências significativas. 
 
 
11 A PARTICIPAÇÃO DA FAMÍLIA 
A relação entre família e escola é fundamental para o desenvolvimento das 
crianças pequenas. 
A família conhece aspectos importantes da criança, como seus hábitos, 
preferências, formas de comunicação, alimentação e necessidades de descanso. A 
escola, por sua vez, possui conhecimentos pedagógicos e acompanha a criança em 
experiências de interação e aprendizagem. 
A comunicação entre esses dois contextos pode favorecer uma transição mais 
tranquila entre casa e instituição. 
O Ministério da Educação recomenda o diálogo com os familiares, o 
compartilhamento de informações sobre a rotina e os interesses da criança e a 
construção de estratégias para facilitar o período de adaptação. 
Dessa forma, família e escola devem atuar como parceiras, respeitando suas 
responsabilidades e buscando o melhor desenvolvimento da criança. 
 
 
12 RESULTADOS DE UMA ROTINA BEM ESTRUTURADA 
Uma rotina planejada de maneira adequada pode contribuir para diversos 
aspectos do desenvolvimento infantil. 
Entre os principais resultados, podem ser destacados: 
 Maior segurança emocional; 
 Melhor adaptação ao ambiente escolar; 
 Fortalecimento do vínculo entre criança e professor; 
 Desenvolvimento gradual da autonomia; 
 Ampliaçãodas possibilidades de comunicação; 
 Desenvolvimento motor; 
 Maior participação nas experiências; 
 Ampliação das interações sociais; 
 Desenvolvimento da capacidade de explorar o ambiente; 
 Construção gradual de noções de organização e sequência; 
 Fortalecimento da autoestima; 
 Maior confiança para experimentar novas situações. 
É importante compreender que esses resultados não são automáticos. Eles 
dependem da qualidade das relações estabelecidas e das experiências 
proporcionadas. 
Uma rotina rígida, autoritária e pouco sensível às necessidades infantis pode 
produzir resultados diferentes daqueles esperados. Por outro lado, uma rotina 
planejada com intencionalidade, afeto, flexibilidade e respeito pode transformar 
o cotidiano da creche em um espaço rico de aprendizagem. 
 
 
13 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A rotina na Educação Infantil para crianças de 1 a 2 anos possui 
grande importância para o desenvolvimento integral. Quando planejada de maneira 
adequada, proporciona referências que ajudam a criança a compreender 
gradualmente o cotidiano e favorecem sua segurança emocional. 
Entretanto, uma rotina de qualidade não deve ser confundida com uma 
sequência rígida de horários. É necessário que exista equilíbrio entre organização e 
flexibilidade, permitindo que o professor adapte as experiências de acordo com as 
necessidades e os interesses das crianças. 
Brincar, alimentar-se, descansar, movimentar-se, ouvir histórias, cantar, 
explorar objetos, participar da organização do ambiente e interagir com 
outras pessoas são experiências que fazem parte da aprendizagem infantil. 
A BNCC reforça que as interações e as brincadeiras devem estruturar 
as práticas pedagógicas da Educação Infantil, garantindo às crianças 
oportunidades de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se. 
Portanto, organizar uma rotina para crianças de 1 a 2 anos significa muito mais 
do que distribuir atividades ao longo do dia. Significa construir um cotidiano no qual a 
criança possa sentir-se segura, acolhida, respeitada e estimulada a descobrir 
o mundo. 
Uma rotina bem construída possibilita que cada momento seja transformado 
em uma oportunidade de aprendizagem. O cuidado torna-se educativo, a brincadeira 
transforma-se em experiência de desenvolvimento, a interação fortalece vínculos e as 
pequenas conquistas cotidianas contribuem para a construção da autonomia. 
Conclui-se, portanto, que a rotina é um importante instrumento pedagógico na 
Educação Infantil e deve ser construída considerando a criança como sujeito ativo, 
competente e participante de seu próprio processo de desenvolvimento. 
 
 
REFERÊNCIAS 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular: 
Educação é a Base. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: 
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/abase/. Acesso em: 9 set. 2026. 
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular – 
Educação Infantil. Brasília, DF: MEC, 2018. Disponível em: 
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 9 set. 2026. 
BRASIL. Ministério da Educação. Diretrizes Curriculares Nacionais para 
a Educação Infantil. Brasília, DF: MEC, 2010. 
BRASIL. Ministério da Educação. Educação Infantil. Brasília, DF: MEC. 
Disponível em: 
https://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-
praticas/educacao-infantil/. Acesso em: 9 set. 2026. 
BRASIL. Ministério da Educação. Como facilitar a relação da família com a 
creche quando o bebê e criança pequena começa a frequentar a Educação 
Infantil? Brasília, DF: MEC, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mec/. 
Acesso em: 9 set. 2026. 
WORLD HEALTH ORGANIZATION. Guidelines on physical activity, 
sedentary behaviour and sleep for children under 5 years of age. Geneva: WHO, 
2019. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241550536. Acesso 
em: 9 set. 2026.

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