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anestesia local em odontologia

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ANESTESIA LOCAL EM 
ODONTOLOGIA 
Prof: Renan Lennon
Histórico da anestesia local 
• Hipócrates (450 a.C.) – empregava bangue (erva) para controle da dor.
• Joseph Prestley (1772): descoberta do óxido nitroso
– (1774): descoberta do Oxigênio 
• Humpry Davy (1799): descreveu as propriedades do óxido nitroso.
• Henry Hill Hickman (1824): inalação de dióxido de carbono produzia 
inconsciência.
• Crawford Williamson Long: administrou o éter em uma cirurgia de lipoma 
no pescoço de um jovem.
• Horace Wells (1815-1848) Extraiu dentes administrando a inalação do gás 
óxido nitroso (gás hilariante).Foi reconhecido como o descobridor da 
anestesia (pela Sociedade Médica de Paris). 
• Charles Gabriel Pravaz (1851): inventou a seringa hipodérmica.
• Alexander Wood (1853): inventou a agulha hipodérmica.
Classificação das técnicas anestésicas locais em 
odontologia 
Conceitos 
• Anestesia local: ocorre apenas em parte do corpo.
• Anestesia local intrabucal: anestesia com via de acesso bucal.
• Anestesia extrabucal: o acesso para a anestesia é extraoral.
• Anestesia terminais: a anestesia ocorrerá apenas nas terminações 
nervosas.
– Superficiais: pele ou mucosa (língua, gengiva).
– Infiltrativas: ação pela infiltração na intimidade dos tecidos (gengiva e 
ligamentos periodontais).
• Anestesia por bloqueio: são aquelas em que o agente anestésico exercerá 
sua ação no ramo ou tronco nervoso. 
– Regional: área de um ramo do nervo ( nervo alveolar sup. ant., médio e post.).
– Troncular: área de um tronco do nervo. (n. alveolar inferior, maxilar e 
mandibular) 
Anestesia terminal – superficial (tópica) 
• Objetivo: insensibilização das 
mucosas ou tecidos cutâneos, 
para evitar a sensação dolorosa 
na hora da penetração da 
agulha.
• É denominada de anestesia 
tópica.
• Pode ser por:
– Refrigeração (gelo, cloreto de etila)
– Pulverização (endoscopias, laringoscopia, 
retossigmóidoscopia)
– Fricção (friccionar com pomada a área com 
um chumaço de algodão. Ex na mucosa 
antes da penetração da agulha)
Anestesia terminal – infiltrativa 
• Cuidados:
– Injetar lentamente a solução 
sempre observando o 
paciente.
– O bisel da agulha deve estar 
sempre voltado para o osso.
– Nunca penetrar a agulha até 
o intermediário tocar a 
mucosa.
– Sempre que possível aspirar.
Seringa Carpule 
• Vantagens :
– Evita o risco de injeção 
intravascular.
– Evita a formação de hematomas .
– Fácil manuseio. 
– Projetada para qualquer tubete, 
padronizado, de anestésico.
– O refluxo ocorre, 
automaticamente, ao cessar a 
pressão. O disco de borracha 
volta à posição normal, 
reduzindo a pressão interna do 
tubete, produzindo o efeito de 
aspiração.
Anestesia terminal – infiltrativa submucosa 
• Indicação: 
– Intervenções em tecidos 
moles da cavidade bucal.
• Técnica:
– Consiste em puncionar a 
mucosa, atravessando a 
agulha até a submucosa 
próxima da área da 
intervenção.
– Vai injetando o anestésico 
na medida que for 
introduzindo a agulha.
Anestesia terminal – infiltrativa supraperiostal 
• Indicação: 
– Intervenções em dentes superiores. 
Pode aplicar pela vestibular e pela 
palatina. 
• Técnica:
– Com dedos indicador e polegar da 
mão esquerda distendemos o lábio 
do paciente para cima e para fora, 
com a finalidade de evidenciarmos o 
fundo do vestíbulo.
– Punciona a mucosa com o conjunto 
agulha e seringa fica paralela ao 
longo eixo do dente que irá sofrer a 
intervenção. A agulha deve penetrar 
até a altura do ápice do dente.
Anestesia terminal – infiltrativa subperiostal 
• Indicação: 
– Intervenções em dentes 
superiores. Pode aplicar pela 
vestibular e pela palatina. 
• Técnica:
– Punciona a mucosa na altura. 
O conjunto agulha e seringa 
fica 45⁰ ao longo eixo do 
dente que irá sofrer a 
intervenção. A agulha deve 
atravessar o periósteo
Anestesia terminal – infiltrativa subperiostal 
Anestesia terminal – infiltrativa intra-septal 
• Indicação: 
– Em todas papilas interdentais 
na maxila e na mandíbula 
por vestibular e por palatina. 
Indicada para raspagem 
periodontal.
• Técnica:
– Consiste em penetrar a 
agulha através da papila 
gengival de modo que agulha 
penetre no septo entre dois 
dentes contíguos.
Anestesia terminal – infiltrativa 
peridental/intraligamentar
• Indicação: 
– Exodontias (luxação da 
raiz dentária de 
molares), pulpotomias, 
pulpectomias.
• Técnica:
– Introduz a ponta da 
agulha entre o osso 
alveolar e a raiz dentária 
de modo que penetre o 
ligamento periodontal. 
Muito dolorida.
Anestesia terminal – infiltrativa intra pulpar 
• Indicação: 
– Para endodontia 
(biopulpotomias e 
biopulpectomias).
• Técnica:
– Introduz a ponta da 
agulha dentro da 
polpa dentária 
exposta, se possível 
penetrar dentro do 
canal radicular .
Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior
• Anatomia: tuberosidade da maxila 
• Indicação: 
– Para intervenções em molares superiores, exceto a raiz mesiovestibular do 1 molar.
• Técnica:
– Introduz a agulha e a seringa num ângulo de 45⁰ em relação ao plano sagital mediano. Para o 
primeiro molar devemos complementar com anestesia da raiz MV e se houver a exodontia 
devemos complementar do lado palatino infiltrativa subperiostal ou bloqueio do n. palatino 
maior.
Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior 
posterior
Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior 
posterior
Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar 
médio
• Indicação: 
– Para intervenções em pré-molares e a raiz mesiovestibular do 1 molar.
• Técnica:
– No lado que pretendemos anestesiar pedimos ao paciente para olhar para o 
horizonte e traçamos uma linha imaginária que passa pelo centro da pupila e 
pelo longo eixo do segundo pré-molar, +/- 6 a 7 mm abaixo do rebordo 
orbitário.
Bloqueios regionais da maxila – n. infra 
orbital/ASA
• Anatomia: na base 
do processo alveolar, 
todos os nervos 
alveolares 
anastomosam-se e 
formam o plexo 
nervoso superior.
• Indicação: 
– Para intervenções 
incisivos centrais, 
laterais e caninos, 
pálpebra inferior, 
lábio superior e parte 
lateral do nariz.
Bloqueios regionais da maxila – n. infra orbital
• Técnica:
– Canto do interno do olho: traça uma linha paralela a linha média passando no 
centro da cavidade orbital. Levantamos o lábio superior e infiltramos na 
interseção entre as linhas.
Bloqueios regionais da maxila – n. nasopalatino
• Anatomia: emerge pelo forame incisivo e inerva a mucosa do palato duro do seu 
terço anterior. O forame se localiza na linha média a +/- 7 mm do incisivo 
superiores na papila incisiva.
• Indicação: 
– Mucosa do 1/3 palato duro.
• Técnica:
– A punção deve ser realizada no centro da papila incisiva para agulha penetrar o forame 
incisivo e a seringa e a agulha deve estar paralelo ao longo eixo dos incisivos centrais.
Bloqueio regional da maxila – n. palatino maior
• Anatomia: A referência é entre o 2º e 3º molar, a 1cm da margem da gengiva. São 
ramos terminais do n. esfenopalatino, emerge pelo canal palatino maior.
• Indicação: 
– Mucosa na região de pré-molares e dos molares.
• Técnica:
– A punção deve ser realizada na direção do forame palatino maior tomando como via de 
acesso o lado oposto e a agulha deve penetrar 0,5 cm da fibromucosa.
Bloqueio regional da mandíbula – n. Alveolar 
inferior, lingual, bucal, mental e incisivo
• Anatomia: forame 
mandibular (na face 
interna do ramo 
mandíbula). 
• Indicação: 
– Dentes inferiores, língua, 
mucosa do soalho bucal, 
gengiva, periodonto, lábio 
inferior e mucosa da 
bochecha do lado 
anestesiado.
• Técnica: direta e indireta 
de três posições.
Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta 
• Pontos de reparo: pré-
molares do outro lado, 
plano oclusal de molares 
inferiores, depressão 
formada pelo ligamento 
pterigo mandibular linha 
oblíqua e vértice do trígono 
retromolar.
• Indicação: 
– Dentes inferiores, língua, 
mucosa do soalho bucal, 
gengiva, periodonto,labio 
inferior e mucosa da 
bochecha do lado 
anestesiado 
Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta 
• Técnica: coloca-se o plano 
oclusal dos molares paralelo 
ao plano do chão. Identifica-se 
os pontos de reparo e coloca-
se o dedo indicador da mão 
esquerda sobre a oclusal dos 
molares, do lado a ser 
anestesiado até que toque o 
vértice do trígono retromolar. 
Ponto da punção (depressão 
formada pela linha oblíqua e 
pelo ligamento 
pterigomandibular) infiltra a 1 
cm acima dos molares do lado 
da anestesia. A seguir 
tomamos como referência o 
apoio dos pré-molares do lado 
oposto da anestesia.
Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta 
em crianças 
• Técnica: observar que o forame 
mandibular está um pouco 
abaixo do plano dos molares 
decíduos, deve-se inclinar a 
seringa em 5⁰ no sentido 
antero posterior, entre o 
conjunto seringa-agulha e o 
plano oclusal.
Bloqueio regional da mandíbula – técnica 
Varzirani-akinosi
• Pontos de reparo: borda 
anterior do ramo da 
mandíbula, plano oclusal dos 
molares inferiores e borda 
livre da gengiva marginal dos 
dentes superior.
• Técnica: tracionamos o lábio e 
bochecha do lado a anestesiar 
para fora. Observamos os 
pontos de reparo e colocamos 
a seringa-agulha 
tangenciando a superfície da 
borda inferior da gengiva 
marginal dos dentes 
superiores e introduzimos 2 
cm da agulha.
Anestesia do nervo bucal 
• Pontos de reparo: linhas 
oblíquas e vértice do trígono 
retromolar
• Técnica: após a identificação 
dos pontos de reparo, a 
punção deve ser realizada na 
confluência das linhas 
oblíquas no vértice do 
trígono retromolar. O acesso 
é por vestibular e a agulha 
penetra no máximo de 2 a 5 
mm.
Anestesia do nervo mentoniano
• Pontos de reparo: entre as 
raízes (ápices) dos pré-molares 
inferiores.
• Técnica: a agulha deve penetrar 
num ângulo de 45⁰ em relação 
ao corpo da mandíbula no 
fundo do vestíbulo, na altura da 
raiz mesial do primeiro molar 
inferior. A agulha deve penetrar 
no forame em torno de 3 mm.
Variações anatômicas 
• Devemos ter em mente 
sempre as variações 
anatômicas que podem 
ocorrer com o forame 
mentoniano, quanto a 
presença de forames 
acessórios ou reabsorção 
dos rebordos alveolares 
edêntulos.
Bloqueios tronculares
• Indicações: 
intervenções cirúrgicas 
em toda área inervada 
pelo trigêmeo.
• Pontos de reparo: 
– Extra bucal: curva da borda 
anterior do trágus comissura 
labial 
Bloqueios tronculares
• Pontos de reparo: 
– Para direcionar a seringa e 
a agulha corretamente 
podemos colocar a capa 
da agulha no meato 
auditivo externo, ou 
colocar o dedo do 
indicador ou traçar com 
lápis dermográfico as 
linhas que une os pontos 
de referência.
Bloqueios tronculares
• Técnica 
– O conjunto seringa-
agulha deve ser 
alinhado 
paralelamente a um 
plano que se 
estende desde a 
comissura labial a 
borda inferior do 
trágus do lado a ser 
anestesiado
Bloqueios tronculares na mandíbula 
• Técnica 
– Direção do 
posicionamento 
da seringa 
direcionada para 
região anterior 
do colo do 
côndilo na hora 
de injetar a 
solução 
anestésica.
Bloqueios tronculares na mandíbula 
• Técnica 
– Punciona a 
mucosa e a 
profundidade da 
penetração da 
agulha é de 2,5 
cm até na borda 
anterior do colo 
da mandíbula. 
Bloqueios tronculares
• Técnica 
– A penetração da 
agulha deve 
permitir que sua 
ponta atinja a 
região anterior 
do colo do 
côndilo. 
Bloqueios tronculares
Técnica de anestesia intra oral terminal
Técnica Tipos Local de anestesia Indicada para 
Terminais Superficiais Refrigerção
Pulverização
Fricção 
Tecido mole (gengiva e mucosas), 
laringoscopia.
Infiltrativas submucosa Tecidos moles da boca
supraperiostal Dentes maxilares 
Subperiostal Dentes maxilares (vestibular e palatino)
Dentes ant. da mand. De crianças.
Intraseptal Papilas interdentais na max. e na mand. 
(V. e P.) raspagem supra e infragengival , 
retração gengival, colocação de matriz 
(MOD) e colocação de grampos de 
isolamento.
Intra óssea Exo de PM e M inferiores , 
pulpectomias imediatas e inclusos.
Peridental Exodontias, pulpotomias, pulpectomias
e preparos cavitáios.
Intrapulpar Biopulpotomia e biopulpectomia
Técnica de anestesia intra oral bloqueios 
regionais
Técnica Tipos Local de anestesia Indicada para 
Bloqueios Regionais N. Alveolar sup. post. Molares (exceto raiz MV)
N. Alveolar sup. Médio Pré-molares e raiz MV 1 Molar
N. Alveolar sup. Ant. Incisivos, caninos
N. Infraorbitário Dentes anteriores
N. nasopalatino Fibromucosa palatina 1/3 ant.
N. Palatino maior Fibromucosa palatina post.
N. Alveolar inf. Dentes inferiores 
Mental/Incisivos Região mental, lábio inf. E dentes P-M, 
Caninos e Incisivos
N. Bucal Mucosa bochecha, gengiva post.
N. Lingual Língua 
Técnica de anestesia extra oral 
Técnica de anestesia extra oral 
• Pouco utilizada por que as 
técnicas intra orais bem 
aplicadas são suficientes.
• São restritas a CTBMF.
Técnica de anestesia extra oral – bloqueio 
regional supra orbital 
• Considerações 
anatômicas: ramo 
terminal do n. oftalmico 
que emerge pelo forame 
supra orbital
• Indicação: intervenção 
cirúrgica na região frontal.
• Técnica: linha 
perpendicular ao plano 
sagital em cima da pupila 
(2 cm do canto interno do 
olho). Com a seringa Luer, 
após aspiração, injeta de 1 
a 2 ml de anestésico.
Técnica de anestesia extra oral – bloqueio 
regional infraorbital 
• Considerações 
anatômicas: emerge pelo 
forame infraorbitário .
• Indicações: intervenção 
nos incisivos, caninos e 
pré-molares e tecidos 
moles (pálpebra inf., lábio 
superior e parte lateral do 
nariz.
• Técnica: traça-se uma 
linha vertical paralela ao 
plano sagital que cruza a 
pupila e outra 
perpendicular que cruza a 
espinha nasal anterior.
Técnica de anestesia extra oral – bloqueio 
regional nasopalatino
• Indicação: terço anterior 
do palato duro.
• Técnica: levanta-se o nariz 
para cima e para trás. Faz 
a punção na mucosa nasal 
posteriormente a 
corumela.
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
alveolar inferior 
• Considerações anatômicas: 
este n. nasce 4 a 5 mm abaixo 
do forame oval, dirige-se para 
baixo sob o m. pterigóideo 
medial , passa na face interna 
do ramo e penetra no forame 
mandibular. Anteriormente se 
bifurcam para originar o n. 
mental e o incisivo.
• Indicação: pacientes com 
trismo pós operatórios que 
necessitam de nova 
intervenção (alveolite) e casos 
de sepse bucal que contra 
indica a anestesia intra oral. 
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
alveolar inferior 
• Técnica: punciona a pele do 
paciente na borda inf. Da 
mandíbula num ponto 
equidistante entre a borda 
ant. e post. do ramo da 
mandíbula, com o conjunto 
seringa e agulha paralela ao 
ramo da mandíbula. 
Introduz a agulha de 4 a 4,5 
cm de maneira que ela 
penetre rente ao osso. Após 
a penetração promove a 
aspiração e injeta 2 a 3 ml 
de anestésico. Usar agulha 
de 6 cm de comprimento. 
Anestesia: alveolar inferior 
e lingual. 
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
mentual 
• Anestesia: mental e 
incisivo, sendo indicado 
para extração dental 
apenas se a agulha 
penetrar no forame.
• Indicações: intervenção 
cirúrgica em tecidos moles 
do lábio inferior, pele do 
mento e mucosas 
anteriores da mandíbula e 
nos dentes pré-molares, 
caninos e incisivos, 
quando for contraindicado 
a infiltração intra oral.
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
mentual 
• Considerações 
anatômicas: O forame 
fica num ponto 
equidistante entre a 
base da mandíbula e o 
processo alveolar e na 
altura do ápice dos pré-
molares inferiores.
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
maxilar 
• Considerações 
anatômicas: o n. maxilar 
emerge do crânio pelo 
forame redondo dentro da 
fossa esfenomaxilar.
• Indicações: para todas as 
cirurgias de fraturas, 
ressecção de osso, 
tratamento do seio 
maxilar, extrações dentais 
múltiplas.
• Nervo anestesiado:maxilar (V2).
• Material: seringa Luer de 
5ml com agulha de 8 cm 
de comprimento.
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
maxilar 
• Pontos de reparo: borda 
ant. da apófise coronóide e 
borda anterior do osso 
zigomático.
• Técnica: introduz a agulha 
através da pele por baixo da 
borda ântero-inferior do osso 
zigomático a frente a borda 
anterior da apófise coronóide, 
mais próximo do forame 
redondo. Pede para o 
paciente abrir e fechar a boca 
para que com a palpação 
poder ver a faixa de tecido 
mole entre as duas bordas. 
Deve-se usar agulha de 7 a 8 
cm com a seringa luer fazer a 
aspiração.
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
maxilar 
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
maxilar 
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
maxilar 
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
mandibular 
• Considerações anatômicas: 
o n. mandibular (V 3) 
emerge do crânio pelo 
forame oval, nasce de duas 
raízes uma sensitiva e outra 
motora do gânglio de Gasser 
(trigeminal). Na sua 
emergência do forame oval 
forma dois ramos: um ant. 
formado pelos nervos bucal, 
temporal profundo médio e 
masseterino e outro post. 
Formado pelos nervos 
pterigóideo interno alveolar 
inferior e este se divide 
próximo do forame mental 
em nervos mental e incisivo. 
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
mandibular 
• Indicações: 
intervenções cirúrgicas 
na região da 
mandíbula.
• Pontos de reparo: 
comissura labial, 
centro pupilar e 
cabeça da mandíbula.
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
mandibular 
• Descrição da técnica: 
marcamos com uma 
lápis demográfico um 
ponto situado a 3 cm 
para fora da comissura 
labial, depois 
marcamos duas linhas 
na pele, uma que une 
este ponto ao centro 
pupilar do mesmo lado 
e a outra que une o 
ponto referido até a 
cabeça da mandíbula.
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
mandibular 
• Descrição da técnica: A 
punção cutânea será na 
altura do rebordo 
alveolar do 2 Molar 
superior. A penetração 
será ser feita de 
maneira a seguir uma 
direção que se 
olharmos o paciente de 
frente parece a agulha 
irá na direção da linha 
da pupila e ao olharmos 
de lado vimos a agulha 
na direção do côndilo 
da mandíbula 
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
mandibular 
• Técnica tranzigomática 
• Pontos de reparo: borda 
inferior do arco zigomático 
e incisura mandibular. 
Cabeça da mandíbula 
post. e processo 
coronóide anterior.
• Descrição da técnica: 
Penetra agulha no espaço 
da fossa zigomática para 
atingir o forame oval.
Pede-se o paciente para 
abrir e fechar a boca e 
desta maneira poderemos 
apalpar a incisura 
mandibular que fica entre 
a cabeça da mandíbula e 
processo coronóide.
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
mandibular 
• Descrição da técnica: feito a 
localização dos reparos com 
um lápis dermográfico marca 
a pele da região. O centro da 
figura será o local da inserção 
de uma agulha de 7 a 9 cm de 
comprimento. A pele deve ser 
puncionada num ângulo de 
90⁰ de modo que a seringa e 
agulha fique perpendicular a 
pele e agulha penetrada em 
torno de 4 a 5 cm na 
intimidade da fossa, 
posteriormente recu a agulha 
1 cm e a introduza 
ligeiramente para trás. Injeta 
3 ml de anestésico, após 
prévia aspiração.
Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. 
mandibular 
• Indicação: para 
ressecção de 
tumores na 
mandíbula, 
exodontias 
múltiplas, fraturas 
mandibulares 
quando estiver 
contra indicado 
anestesia geral ou 
o paciente estiver 
com trismo.
• Figura: vista basal 
do crânio com a 
agulha penetrando 
o forame oval.
Técnica de anestesia extra oral 
Técnica Anestesia dos nervos Indicada para 
Infiltrativa Tecido mole
Bloqueios regionais Supra orbital Região frontal
Infraorbital Incisivos, caninos, pré-molares, pálpebra 
inferior, lábio superior e parte lateral do 
nariz 
Nasopalatino Fibromucosa do 1/3 ant. do palato duro
Masseterino Relaxa o m. masseter em caso de trismo
Alveolar inferior e lingual Dentes inferiores , periodonto e língua
Mental e incisivo Partes moles do mento e dentes Pré-
molares, Caninos e Incisivos.
Nervo maxilar Exodontias múltiplas e cirurgias na max.
Nervo mandibular Exodontias múltiplas e cirurgias na 
mand.
Instrumentais 
Toxicidade dos anestésicos 
• Técnicos:
– Concentração das soluções
– Absorção 
– Dose total usada 
• Clínicos:
– Estado geral do paciente 
– Velocidade da aplicação da 
injeção
– Vascularização da área 
injetada
• Necessidade de 
conhecimento da 
farmacologia das drogas 
contidas nas soluções 
anestésicas empregadas em 
anestesia local, mas 
também das técnicas para 
sua execução na prevenção 
de possíveis complicações 
que possam advir de seu 
emprego.
Classificação dos anestésicos 
• Compostos 
alcoólicos (são 
neurotóxicos)
• Compostos 
nitrogenados:
– Compostos de 
amida 
• Amplo uso 
clínico
– Compostos de 
ésteres
• Originados 
do ácido 
benzóico e 
do p-
aminobenzói
co (PABA)
Amida Nome comum Nome comercial 
Xilididos Lidocaína Xilocaína/lidocaína
Lydostesin/Xylostesin
Biocaína/novocol
Mepivacaína Carbocaíne
Scandycaine
Bupivacaína neocaína
Toluidina Prilocaína Citanest
Citocaína
Biopressim
Quinilona Dibucaína Nupercaína
Articaína Septanest
ANESTÉSICO LOCAL VASOCONSTRITOR DURAÇÃO
Articaína 4% Epinefrina 1:100.000 Intermediária
Epinefrina 1:200.000 Intermediária
Bupivacaína 0,5% Epinefrina 1:200.000 Longa
Lidocaína 2%
Epinefrina 1:50.000 Intermediária
Epinefrina 1:100.000 Intermediária
Epinefrina 1:200.000 Intermediária
Norepinefrina 1:50.000 Intermediária
Fenilefrina 1:2.500 Intermediária
Lidocaína 3% Norepinefrina1:50.000 Intermediária
Mepivacaína 3% (Sem vasoconstritor) Curta
Mepivacaína 2%
Levonordefrina 1:20.000 Intermediária
Epinefrina 1:100.000 Intermediária
Norepinefrina 1:100.000 Intermediária
Prilocaína 3% Felipressina 0,03 UI Intermediária
Duração: Curta: Cerca de 30 minutos de anestesia pulpar.
Intermediária: Cerca de 60 minutos de anestesia pulpar.
Longa: Mais que 90 minutos de anestesia pulpar. (Fonte; MALAMED 2008)
Doses máximas recomendadas de anestésico 
	Slide 1: ANESTESIA LOCAL EM ODONTOLOGIA 
	Slide 2: Histórico da anestesia local 
	Slide 3: Classificação das técnicas anestésicas locais em odontologia 
	Slide 4: Conceitos 
	Slide 5: Anestesia terminal – superficial (tópica) 
	Slide 6: Anestesia terminal – infiltrativa 
	Slide 7: Seringa Carpule 
	Slide 8: Anestesia terminal – infiltrativa submucosa 
	Slide 9: Anestesia terminal – infiltrativa supraperiostal 
	Slide 10: Anestesia terminal – infiltrativa subperiostal 
	Slide 11: Anestesia terminal – infiltrativa subperiostal 
	Slide 12: Anestesia terminal – infiltrativa intra-septal 
	Slide 13: Anestesia terminal – infiltrativa peridental/intraligamentar 
	Slide 14: Anestesia terminal – infiltrativa intra pulpar 
	Slide 15: Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior
	Slide 16: Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior
	Slide 17: Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior
	Slide 18: Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar médio
	Slide 19: Bloqueios regionais da maxila – n. infra orbital/ASA
	Slide 20: Bloqueios regionais da maxila – n. infra orbital
	Slide 21: Bloqueios regionais da maxila – n. nasopalatino
	Slide 22: Bloqueio regional da maxila – n. palatino maior
	Slide 23: Bloqueio regional da mandíbula – n. Alveolar inferior, lingual, bucal, mental e incisivo
	Slide 24: Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta 
	Slide 25: Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta 
	Slide 26: Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta em crianças 
	Slide 27: Bloqueio regional da mandíbula – técnica Varzirani-akinosi
	Slide 28: Anestesia do nervo bucal 
	Slide 29: Anestesia do nervo mentoniano
	Slide 30: Variações anatômicas 
	Slide 31: Bloqueios tronculares
	Slide 32: Bloqueios troncularesSlide 33: Bloqueios tronculares
	Slide 34: Bloqueios tronculares na mandíbula 
	Slide 35: Bloqueios tronculares na mandíbula 
	Slide 36: Bloqueios tronculares
	Slide 37: Bloqueios tronculares
	Slide 38: Técnica de anestesia intra oral terminal
	Slide 39: Técnica de anestesia intra oral bloqueios regionais 
	Slide 40: Técnica de anestesia extra oral 
	Slide 41: Técnica de anestesia extra oral 
	Slide 42: Técnica de anestesia extra oral – bloqueio regional supra orbital 
	Slide 43: Técnica de anestesia extra oral – bloqueio regional infraorbital 
	Slide 44: Técnica de anestesia extra oral – bloqueio regional nasopalatino 
	Slide 45: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. alveolar inferior 
	Slide 46: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. alveolar inferior 
	Slide 47: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mentual 
	Slide 48: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mentual 
	Slide 49: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar 
	Slide 50: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar 
	Slide 51: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar 
	Slide 52: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar 
	Slide 53: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar 
	Slide 54: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular 
	Slide 55: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular 
	Slide 56: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular 
	Slide 57: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular 
	Slide 58: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular 
	Slide 59: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular 
	Slide 60: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular 
	Slide 61: Técnica de anestesia extra oral 
	Slide 62: Instrumentais 
	Slide 63: Toxicidade dos anestésicos 
	Slide 64: Classificação dos anestésicos 
	Slide 65
	Slide 66: Doses máximas recomendadas de anestésico 
	Slide 67
	Slide 68
	Slide 69
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