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ANESTESIA LOCAL EM ODONTOLOGIA Prof: Renan Lennon Histórico da anestesia local • Hipócrates (450 a.C.) – empregava bangue (erva) para controle da dor. • Joseph Prestley (1772): descoberta do óxido nitroso – (1774): descoberta do Oxigênio • Humpry Davy (1799): descreveu as propriedades do óxido nitroso. • Henry Hill Hickman (1824): inalação de dióxido de carbono produzia inconsciência. • Crawford Williamson Long: administrou o éter em uma cirurgia de lipoma no pescoço de um jovem. • Horace Wells (1815-1848) Extraiu dentes administrando a inalação do gás óxido nitroso (gás hilariante).Foi reconhecido como o descobridor da anestesia (pela Sociedade Médica de Paris). • Charles Gabriel Pravaz (1851): inventou a seringa hipodérmica. • Alexander Wood (1853): inventou a agulha hipodérmica. Classificação das técnicas anestésicas locais em odontologia Conceitos • Anestesia local: ocorre apenas em parte do corpo. • Anestesia local intrabucal: anestesia com via de acesso bucal. • Anestesia extrabucal: o acesso para a anestesia é extraoral. • Anestesia terminais: a anestesia ocorrerá apenas nas terminações nervosas. – Superficiais: pele ou mucosa (língua, gengiva). – Infiltrativas: ação pela infiltração na intimidade dos tecidos (gengiva e ligamentos periodontais). • Anestesia por bloqueio: são aquelas em que o agente anestésico exercerá sua ação no ramo ou tronco nervoso. – Regional: área de um ramo do nervo ( nervo alveolar sup. ant., médio e post.). – Troncular: área de um tronco do nervo. (n. alveolar inferior, maxilar e mandibular) Anestesia terminal – superficial (tópica) • Objetivo: insensibilização das mucosas ou tecidos cutâneos, para evitar a sensação dolorosa na hora da penetração da agulha. • É denominada de anestesia tópica. • Pode ser por: – Refrigeração (gelo, cloreto de etila) – Pulverização (endoscopias, laringoscopia, retossigmóidoscopia) – Fricção (friccionar com pomada a área com um chumaço de algodão. Ex na mucosa antes da penetração da agulha) Anestesia terminal – infiltrativa • Cuidados: – Injetar lentamente a solução sempre observando o paciente. – O bisel da agulha deve estar sempre voltado para o osso. – Nunca penetrar a agulha até o intermediário tocar a mucosa. – Sempre que possível aspirar. Seringa Carpule • Vantagens : – Evita o risco de injeção intravascular. – Evita a formação de hematomas . – Fácil manuseio. – Projetada para qualquer tubete, padronizado, de anestésico. – O refluxo ocorre, automaticamente, ao cessar a pressão. O disco de borracha volta à posição normal, reduzindo a pressão interna do tubete, produzindo o efeito de aspiração. Anestesia terminal – infiltrativa submucosa • Indicação: – Intervenções em tecidos moles da cavidade bucal. • Técnica: – Consiste em puncionar a mucosa, atravessando a agulha até a submucosa próxima da área da intervenção. – Vai injetando o anestésico na medida que for introduzindo a agulha. Anestesia terminal – infiltrativa supraperiostal • Indicação: – Intervenções em dentes superiores. Pode aplicar pela vestibular e pela palatina. • Técnica: – Com dedos indicador e polegar da mão esquerda distendemos o lábio do paciente para cima e para fora, com a finalidade de evidenciarmos o fundo do vestíbulo. – Punciona a mucosa com o conjunto agulha e seringa fica paralela ao longo eixo do dente que irá sofrer a intervenção. A agulha deve penetrar até a altura do ápice do dente. Anestesia terminal – infiltrativa subperiostal • Indicação: – Intervenções em dentes superiores. Pode aplicar pela vestibular e pela palatina. • Técnica: – Punciona a mucosa na altura. O conjunto agulha e seringa fica 45⁰ ao longo eixo do dente que irá sofrer a intervenção. A agulha deve atravessar o periósteo Anestesia terminal – infiltrativa subperiostal Anestesia terminal – infiltrativa intra-septal • Indicação: – Em todas papilas interdentais na maxila e na mandíbula por vestibular e por palatina. Indicada para raspagem periodontal. • Técnica: – Consiste em penetrar a agulha através da papila gengival de modo que agulha penetre no septo entre dois dentes contíguos. Anestesia terminal – infiltrativa peridental/intraligamentar • Indicação: – Exodontias (luxação da raiz dentária de molares), pulpotomias, pulpectomias. • Técnica: – Introduz a ponta da agulha entre o osso alveolar e a raiz dentária de modo que penetre o ligamento periodontal. Muito dolorida. Anestesia terminal – infiltrativa intra pulpar • Indicação: – Para endodontia (biopulpotomias e biopulpectomias). • Técnica: – Introduz a ponta da agulha dentro da polpa dentária exposta, se possível penetrar dentro do canal radicular . Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior • Anatomia: tuberosidade da maxila • Indicação: – Para intervenções em molares superiores, exceto a raiz mesiovestibular do 1 molar. • Técnica: – Introduz a agulha e a seringa num ângulo de 45⁰ em relação ao plano sagital mediano. Para o primeiro molar devemos complementar com anestesia da raiz MV e se houver a exodontia devemos complementar do lado palatino infiltrativa subperiostal ou bloqueio do n. palatino maior. Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar médio • Indicação: – Para intervenções em pré-molares e a raiz mesiovestibular do 1 molar. • Técnica: – No lado que pretendemos anestesiar pedimos ao paciente para olhar para o horizonte e traçamos uma linha imaginária que passa pelo centro da pupila e pelo longo eixo do segundo pré-molar, +/- 6 a 7 mm abaixo do rebordo orbitário. Bloqueios regionais da maxila – n. infra orbital/ASA • Anatomia: na base do processo alveolar, todos os nervos alveolares anastomosam-se e formam o plexo nervoso superior. • Indicação: – Para intervenções incisivos centrais, laterais e caninos, pálpebra inferior, lábio superior e parte lateral do nariz. Bloqueios regionais da maxila – n. infra orbital • Técnica: – Canto do interno do olho: traça uma linha paralela a linha média passando no centro da cavidade orbital. Levantamos o lábio superior e infiltramos na interseção entre as linhas. Bloqueios regionais da maxila – n. nasopalatino • Anatomia: emerge pelo forame incisivo e inerva a mucosa do palato duro do seu terço anterior. O forame se localiza na linha média a +/- 7 mm do incisivo superiores na papila incisiva. • Indicação: – Mucosa do 1/3 palato duro. • Técnica: – A punção deve ser realizada no centro da papila incisiva para agulha penetrar o forame incisivo e a seringa e a agulha deve estar paralelo ao longo eixo dos incisivos centrais. Bloqueio regional da maxila – n. palatino maior • Anatomia: A referência é entre o 2º e 3º molar, a 1cm da margem da gengiva. São ramos terminais do n. esfenopalatino, emerge pelo canal palatino maior. • Indicação: – Mucosa na região de pré-molares e dos molares. • Técnica: – A punção deve ser realizada na direção do forame palatino maior tomando como via de acesso o lado oposto e a agulha deve penetrar 0,5 cm da fibromucosa. Bloqueio regional da mandíbula – n. Alveolar inferior, lingual, bucal, mental e incisivo • Anatomia: forame mandibular (na face interna do ramo mandíbula). • Indicação: – Dentes inferiores, língua, mucosa do soalho bucal, gengiva, periodonto, lábio inferior e mucosa da bochecha do lado anestesiado. • Técnica: direta e indireta de três posições. Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta • Pontos de reparo: pré- molares do outro lado, plano oclusal de molares inferiores, depressão formada pelo ligamento pterigo mandibular linha oblíqua e vértice do trígono retromolar. • Indicação: – Dentes inferiores, língua, mucosa do soalho bucal, gengiva, periodonto,labio inferior e mucosa da bochecha do lado anestesiado Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta • Técnica: coloca-se o plano oclusal dos molares paralelo ao plano do chão. Identifica-se os pontos de reparo e coloca- se o dedo indicador da mão esquerda sobre a oclusal dos molares, do lado a ser anestesiado até que toque o vértice do trígono retromolar. Ponto da punção (depressão formada pela linha oblíqua e pelo ligamento pterigomandibular) infiltra a 1 cm acima dos molares do lado da anestesia. A seguir tomamos como referência o apoio dos pré-molares do lado oposto da anestesia. Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta em crianças • Técnica: observar que o forame mandibular está um pouco abaixo do plano dos molares decíduos, deve-se inclinar a seringa em 5⁰ no sentido antero posterior, entre o conjunto seringa-agulha e o plano oclusal. Bloqueio regional da mandíbula – técnica Varzirani-akinosi • Pontos de reparo: borda anterior do ramo da mandíbula, plano oclusal dos molares inferiores e borda livre da gengiva marginal dos dentes superior. • Técnica: tracionamos o lábio e bochecha do lado a anestesiar para fora. Observamos os pontos de reparo e colocamos a seringa-agulha tangenciando a superfície da borda inferior da gengiva marginal dos dentes superiores e introduzimos 2 cm da agulha. Anestesia do nervo bucal • Pontos de reparo: linhas oblíquas e vértice do trígono retromolar • Técnica: após a identificação dos pontos de reparo, a punção deve ser realizada na confluência das linhas oblíquas no vértice do trígono retromolar. O acesso é por vestibular e a agulha penetra no máximo de 2 a 5 mm. Anestesia do nervo mentoniano • Pontos de reparo: entre as raízes (ápices) dos pré-molares inferiores. • Técnica: a agulha deve penetrar num ângulo de 45⁰ em relação ao corpo da mandíbula no fundo do vestíbulo, na altura da raiz mesial do primeiro molar inferior. A agulha deve penetrar no forame em torno de 3 mm. Variações anatômicas • Devemos ter em mente sempre as variações anatômicas que podem ocorrer com o forame mentoniano, quanto a presença de forames acessórios ou reabsorção dos rebordos alveolares edêntulos. Bloqueios tronculares • Indicações: intervenções cirúrgicas em toda área inervada pelo trigêmeo. • Pontos de reparo: – Extra bucal: curva da borda anterior do trágus comissura labial Bloqueios tronculares • Pontos de reparo: – Para direcionar a seringa e a agulha corretamente podemos colocar a capa da agulha no meato auditivo externo, ou colocar o dedo do indicador ou traçar com lápis dermográfico as linhas que une os pontos de referência. Bloqueios tronculares • Técnica – O conjunto seringa- agulha deve ser alinhado paralelamente a um plano que se estende desde a comissura labial a borda inferior do trágus do lado a ser anestesiado Bloqueios tronculares na mandíbula • Técnica – Direção do posicionamento da seringa direcionada para região anterior do colo do côndilo na hora de injetar a solução anestésica. Bloqueios tronculares na mandíbula • Técnica – Punciona a mucosa e a profundidade da penetração da agulha é de 2,5 cm até na borda anterior do colo da mandíbula. Bloqueios tronculares • Técnica – A penetração da agulha deve permitir que sua ponta atinja a região anterior do colo do côndilo. Bloqueios tronculares Técnica de anestesia intra oral terminal Técnica Tipos Local de anestesia Indicada para Terminais Superficiais Refrigerção Pulverização Fricção Tecido mole (gengiva e mucosas), laringoscopia. Infiltrativas submucosa Tecidos moles da boca supraperiostal Dentes maxilares Subperiostal Dentes maxilares (vestibular e palatino) Dentes ant. da mand. De crianças. Intraseptal Papilas interdentais na max. e na mand. (V. e P.) raspagem supra e infragengival , retração gengival, colocação de matriz (MOD) e colocação de grampos de isolamento. Intra óssea Exo de PM e M inferiores , pulpectomias imediatas e inclusos. Peridental Exodontias, pulpotomias, pulpectomias e preparos cavitáios. Intrapulpar Biopulpotomia e biopulpectomia Técnica de anestesia intra oral bloqueios regionais Técnica Tipos Local de anestesia Indicada para Bloqueios Regionais N. Alveolar sup. post. Molares (exceto raiz MV) N. Alveolar sup. Médio Pré-molares e raiz MV 1 Molar N. Alveolar sup. Ant. Incisivos, caninos N. Infraorbitário Dentes anteriores N. nasopalatino Fibromucosa palatina 1/3 ant. N. Palatino maior Fibromucosa palatina post. N. Alveolar inf. Dentes inferiores Mental/Incisivos Região mental, lábio inf. E dentes P-M, Caninos e Incisivos N. Bucal Mucosa bochecha, gengiva post. N. Lingual Língua Técnica de anestesia extra oral Técnica de anestesia extra oral • Pouco utilizada por que as técnicas intra orais bem aplicadas são suficientes. • São restritas a CTBMF. Técnica de anestesia extra oral – bloqueio regional supra orbital • Considerações anatômicas: ramo terminal do n. oftalmico que emerge pelo forame supra orbital • Indicação: intervenção cirúrgica na região frontal. • Técnica: linha perpendicular ao plano sagital em cima da pupila (2 cm do canto interno do olho). Com a seringa Luer, após aspiração, injeta de 1 a 2 ml de anestésico. Técnica de anestesia extra oral – bloqueio regional infraorbital • Considerações anatômicas: emerge pelo forame infraorbitário . • Indicações: intervenção nos incisivos, caninos e pré-molares e tecidos moles (pálpebra inf., lábio superior e parte lateral do nariz. • Técnica: traça-se uma linha vertical paralela ao plano sagital que cruza a pupila e outra perpendicular que cruza a espinha nasal anterior. Técnica de anestesia extra oral – bloqueio regional nasopalatino • Indicação: terço anterior do palato duro. • Técnica: levanta-se o nariz para cima e para trás. Faz a punção na mucosa nasal posteriormente a corumela. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. alveolar inferior • Considerações anatômicas: este n. nasce 4 a 5 mm abaixo do forame oval, dirige-se para baixo sob o m. pterigóideo medial , passa na face interna do ramo e penetra no forame mandibular. Anteriormente se bifurcam para originar o n. mental e o incisivo. • Indicação: pacientes com trismo pós operatórios que necessitam de nova intervenção (alveolite) e casos de sepse bucal que contra indica a anestesia intra oral. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. alveolar inferior • Técnica: punciona a pele do paciente na borda inf. Da mandíbula num ponto equidistante entre a borda ant. e post. do ramo da mandíbula, com o conjunto seringa e agulha paralela ao ramo da mandíbula. Introduz a agulha de 4 a 4,5 cm de maneira que ela penetre rente ao osso. Após a penetração promove a aspiração e injeta 2 a 3 ml de anestésico. Usar agulha de 6 cm de comprimento. Anestesia: alveolar inferior e lingual. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mentual • Anestesia: mental e incisivo, sendo indicado para extração dental apenas se a agulha penetrar no forame. • Indicações: intervenção cirúrgica em tecidos moles do lábio inferior, pele do mento e mucosas anteriores da mandíbula e nos dentes pré-molares, caninos e incisivos, quando for contraindicado a infiltração intra oral. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mentual • Considerações anatômicas: O forame fica num ponto equidistante entre a base da mandíbula e o processo alveolar e na altura do ápice dos pré- molares inferiores. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar • Considerações anatômicas: o n. maxilar emerge do crânio pelo forame redondo dentro da fossa esfenomaxilar. • Indicações: para todas as cirurgias de fraturas, ressecção de osso, tratamento do seio maxilar, extrações dentais múltiplas. • Nervo anestesiado:maxilar (V2). • Material: seringa Luer de 5ml com agulha de 8 cm de comprimento. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar • Pontos de reparo: borda ant. da apófise coronóide e borda anterior do osso zigomático. • Técnica: introduz a agulha através da pele por baixo da borda ântero-inferior do osso zigomático a frente a borda anterior da apófise coronóide, mais próximo do forame redondo. Pede para o paciente abrir e fechar a boca para que com a palpação poder ver a faixa de tecido mole entre as duas bordas. Deve-se usar agulha de 7 a 8 cm com a seringa luer fazer a aspiração. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular • Considerações anatômicas: o n. mandibular (V 3) emerge do crânio pelo forame oval, nasce de duas raízes uma sensitiva e outra motora do gânglio de Gasser (trigeminal). Na sua emergência do forame oval forma dois ramos: um ant. formado pelos nervos bucal, temporal profundo médio e masseterino e outro post. Formado pelos nervos pterigóideo interno alveolar inferior e este se divide próximo do forame mental em nervos mental e incisivo. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular • Indicações: intervenções cirúrgicas na região da mandíbula. • Pontos de reparo: comissura labial, centro pupilar e cabeça da mandíbula. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular • Descrição da técnica: marcamos com uma lápis demográfico um ponto situado a 3 cm para fora da comissura labial, depois marcamos duas linhas na pele, uma que une este ponto ao centro pupilar do mesmo lado e a outra que une o ponto referido até a cabeça da mandíbula. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular • Descrição da técnica: A punção cutânea será na altura do rebordo alveolar do 2 Molar superior. A penetração será ser feita de maneira a seguir uma direção que se olharmos o paciente de frente parece a agulha irá na direção da linha da pupila e ao olharmos de lado vimos a agulha na direção do côndilo da mandíbula Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular • Técnica tranzigomática • Pontos de reparo: borda inferior do arco zigomático e incisura mandibular. Cabeça da mandíbula post. e processo coronóide anterior. • Descrição da técnica: Penetra agulha no espaço da fossa zigomática para atingir o forame oval. Pede-se o paciente para abrir e fechar a boca e desta maneira poderemos apalpar a incisura mandibular que fica entre a cabeça da mandíbula e processo coronóide. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular • Descrição da técnica: feito a localização dos reparos com um lápis dermográfico marca a pele da região. O centro da figura será o local da inserção de uma agulha de 7 a 9 cm de comprimento. A pele deve ser puncionada num ângulo de 90⁰ de modo que a seringa e agulha fique perpendicular a pele e agulha penetrada em torno de 4 a 5 cm na intimidade da fossa, posteriormente recu a agulha 1 cm e a introduza ligeiramente para trás. Injeta 3 ml de anestésico, após prévia aspiração. Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular • Indicação: para ressecção de tumores na mandíbula, exodontias múltiplas, fraturas mandibulares quando estiver contra indicado anestesia geral ou o paciente estiver com trismo. • Figura: vista basal do crânio com a agulha penetrando o forame oval. Técnica de anestesia extra oral Técnica Anestesia dos nervos Indicada para Infiltrativa Tecido mole Bloqueios regionais Supra orbital Região frontal Infraorbital Incisivos, caninos, pré-molares, pálpebra inferior, lábio superior e parte lateral do nariz Nasopalatino Fibromucosa do 1/3 ant. do palato duro Masseterino Relaxa o m. masseter em caso de trismo Alveolar inferior e lingual Dentes inferiores , periodonto e língua Mental e incisivo Partes moles do mento e dentes Pré- molares, Caninos e Incisivos. Nervo maxilar Exodontias múltiplas e cirurgias na max. Nervo mandibular Exodontias múltiplas e cirurgias na mand. Instrumentais Toxicidade dos anestésicos • Técnicos: – Concentração das soluções – Absorção – Dose total usada • Clínicos: – Estado geral do paciente – Velocidade da aplicação da injeção – Vascularização da área injetada • Necessidade de conhecimento da farmacologia das drogas contidas nas soluções anestésicas empregadas em anestesia local, mas também das técnicas para sua execução na prevenção de possíveis complicações que possam advir de seu emprego. Classificação dos anestésicos • Compostos alcoólicos (são neurotóxicos) • Compostos nitrogenados: – Compostos de amida • Amplo uso clínico – Compostos de ésteres • Originados do ácido benzóico e do p- aminobenzói co (PABA) Amida Nome comum Nome comercial Xilididos Lidocaína Xilocaína/lidocaína Lydostesin/Xylostesin Biocaína/novocol Mepivacaína Carbocaíne Scandycaine Bupivacaína neocaína Toluidina Prilocaína Citanest Citocaína Biopressim Quinilona Dibucaína Nupercaína Articaína Septanest ANESTÉSICO LOCAL VASOCONSTRITOR DURAÇÃO Articaína 4% Epinefrina 1:100.000 Intermediária Epinefrina 1:200.000 Intermediária Bupivacaína 0,5% Epinefrina 1:200.000 Longa Lidocaína 2% Epinefrina 1:50.000 Intermediária Epinefrina 1:100.000 Intermediária Epinefrina 1:200.000 Intermediária Norepinefrina 1:50.000 Intermediária Fenilefrina 1:2.500 Intermediária Lidocaína 3% Norepinefrina1:50.000 Intermediária Mepivacaína 3% (Sem vasoconstritor) Curta Mepivacaína 2% Levonordefrina 1:20.000 Intermediária Epinefrina 1:100.000 Intermediária Norepinefrina 1:100.000 Intermediária Prilocaína 3% Felipressina 0,03 UI Intermediária Duração: Curta: Cerca de 30 minutos de anestesia pulpar. Intermediária: Cerca de 60 minutos de anestesia pulpar. Longa: Mais que 90 minutos de anestesia pulpar. (Fonte; MALAMED 2008) Doses máximas recomendadas de anestésico Slide 1: ANESTESIA LOCAL EM ODONTOLOGIA Slide 2: Histórico da anestesia local Slide 3: Classificação das técnicas anestésicas locais em odontologia Slide 4: Conceitos Slide 5: Anestesia terminal – superficial (tópica) Slide 6: Anestesia terminal – infiltrativa Slide 7: Seringa Carpule Slide 8: Anestesia terminal – infiltrativa submucosa Slide 9: Anestesia terminal – infiltrativa supraperiostal Slide 10: Anestesia terminal – infiltrativa subperiostal Slide 11: Anestesia terminal – infiltrativa subperiostal Slide 12: Anestesia terminal – infiltrativa intra-septal Slide 13: Anestesia terminal – infiltrativa peridental/intraligamentar Slide 14: Anestesia terminal – infiltrativa intra pulpar Slide 15: Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior Slide 16: Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior Slide 17: Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar superior posterior Slide 18: Bloqueios regionais da maxila – n. alveolar médio Slide 19: Bloqueios regionais da maxila – n. infra orbital/ASA Slide 20: Bloqueios regionais da maxila – n. infra orbital Slide 21: Bloqueios regionais da maxila – n. nasopalatino Slide 22: Bloqueio regional da maxila – n. palatino maior Slide 23: Bloqueio regional da mandíbula – n. Alveolar inferior, lingual, bucal, mental e incisivo Slide 24: Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta Slide 25: Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta Slide 26: Bloqueio regional da mandíbula – técnica direta em crianças Slide 27: Bloqueio regional da mandíbula – técnica Varzirani-akinosi Slide 28: Anestesia do nervo bucal Slide 29: Anestesia do nervo mentoniano Slide 30: Variações anatômicas Slide 31: Bloqueios tronculares Slide 32: Bloqueios troncularesSlide 33: Bloqueios tronculares Slide 34: Bloqueios tronculares na mandíbula Slide 35: Bloqueios tronculares na mandíbula Slide 36: Bloqueios tronculares Slide 37: Bloqueios tronculares Slide 38: Técnica de anestesia intra oral terminal Slide 39: Técnica de anestesia intra oral bloqueios regionais Slide 40: Técnica de anestesia extra oral Slide 41: Técnica de anestesia extra oral Slide 42: Técnica de anestesia extra oral – bloqueio regional supra orbital Slide 43: Técnica de anestesia extra oral – bloqueio regional infraorbital Slide 44: Técnica de anestesia extra oral – bloqueio regional nasopalatino Slide 45: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. alveolar inferior Slide 46: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. alveolar inferior Slide 47: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mentual Slide 48: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mentual Slide 49: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar Slide 50: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar Slide 51: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar Slide 52: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar Slide 53: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. maxilar Slide 54: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular Slide 55: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular Slide 56: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular Slide 57: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular Slide 58: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular Slide 59: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular Slide 60: Técnica de anestesia extra oral – anestesia do n. mandibular Slide 61: Técnica de anestesia extra oral Slide 62: Instrumentais Slide 63: Toxicidade dos anestésicos Slide 64: Classificação dos anestésicos Slide 65 Slide 66: Doses máximas recomendadas de anestésico Slide 67 Slide 68 Slide 69 Slide 70 Slide 71 Slide 72