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FARMÁCIA-MATUTINO
DIAGNÓSTICO LABORATORIAL: 
ESFREGAÇO SANGUÍNEO 
IAGO OLIVEIRA SANTOS
CURITIBA
2025/1
INTRODUÇÃO
O esfregaço sanguíneo é uma técnica laboratorial essencial utilizada na avaliação morfológica das células do sangue, sendo amplamente empregada no diagnóstico de doenças hematológicas e infecciosas. Através dessa metodologia, é possível observar detalhadamente os principais componentes celulares do sangue periférico, como hemácias, leucócitos e plaquetas, além de identificar possíveis alterações estruturais e a presença de agentes patogênicos, como parasitas (HARMON et al., 2019; RODRIGUES; SILVA, 2021). A análise microscópica do esfregaço fornece informações valiosas para a detecção de distúrbios como anemias, leucemias, infecções e outras condições clínicas relevantes (KANEKO; HARVEY; BRUSS, 2008). Diante disso, a realização prática desta técnica em ambiente acadêmico visa promover a compreensão dos aspectos normais e patológicos do sangue, além de desenvolver habilidades essenciais para a formação de profissionais da área da saúde.
1. OBJETIVOS
	O objetivo principal da atividade foi realizar a preparação e a análise microscópica de um esfregaço sanguíneo, com ênfase na identificação dos diferentes tipos celulares presentes no sangue, como hemácias, leucócitos e plaquetas. Buscou-se também reconhecer possíveis alterações morfológicas e a presença de agentes patológicos, como parasitas. A atividade teve ainda como finalidade proporcionar aos alunos a compreensão da relevância do esfregaço sanguíneo no diagnóstico de doenças hematológicas e infecciosas.
2. MATERIAIS E MÉTODOS
2.1 Materiais Utilizados
· Agulha estéril
· Algodão
· Lâminas de vidro
· Lamínulas
· Corantes: azul de metileno, eosina e álcool absoluto (para coloração e fixação)
· Solução de ciclohexadienos a 0,1%
· Solução de azobenzeno sulfônicos a 0,1%
· Solução de fenotiazinas a 0,1%
· Microscópio óptico
2.2 Procedimento Experimental
2.3 Etapa 1: Preparo do Esfregaço Sanguíneo
· Foi coletada uma gota de sangue de um voluntário, utilizando agulha estéril.
· A gota foi depositada em uma das extremidades de uma lâmina de vidro limpa.
· Com o auxílio de uma lâmina extensora posicionada a aproximadamente 45°, a amostra foi distribuída uniformemente ao longo da superfície da lâmina, formando uma camada fina.
· A lâmina foi agitada levemente até a completa secagem do esfregaço, o que garantiu a fixação adequada das células.
2.4 Etapa 2: Coloração do Esfregaço
· A lâmina foi imersa por 10 segundos em um recipiente contendo solução de ciclohexadienos a 0,1%.
· Após a imersão, a lâmina foi retirada e mantida na posição vertical por cerca de 5 segundos para o escorrimento do excesso da solução.
· Em seguida, a lâmina foi mergulhada por mais 10 segundos em solução de azobenzeno sulfônicos a 0,1% e novamente deixada escorrer por 5 segundos.
· Posteriormente, a lâmina foi colocada em solução de fenotiazinas a 0,1% por 20 segundos.
· Após essa etapa, o excesso da última solução foi escorrido por 5 segundos e a lâmina foi lavada com água corrente.
· Finalizada a lavagem, a lâmina foi deixada para secar ao ar livre, sem auxílio de calor.
ANEXOS
 
Coleta de sangue Esfregaço em 45° 
 
Extensão sangue na lâmina Lâmina pronta.
Corantes de metanol, eosina, azul de metileno e água destilada
 Emersão lâmina no corante metanol
Emersão lâmina no corante eosina
 (
 
) 
Emersão lâmina no corante azul de metileno
 Porta Lâmina com vários esfregaços
 
Amostra no microscópio na objetiva 4x Amostra no microscópio na objetiva 4x
 
 Amostra no microscópio na objetiva 10x Amostra no microscópio na objetiva 40x
6. CONCLUSÃO
O esfregaço sanguíneo é uma técnica fundamental no diagnóstico e monitoramento de diversas doenças hematológicas e infecciosas. Durante a atividade prática, foi possível realizar adequadamente todas as etapas do procedimento, desde a coleta e preparo da amostra até a coloração e análise microscópica. A observação permitiu identificar os principais elementos figurados do sangue em condições normais sem nenhuma alteração sem identificação de anomalias ou presença de parasitas. Assim, a atividade contribuiu significativamente para o aprendizado teórico-prático dos alunos, reforçando a importância dessa ferramenta no contexto clínico e laboratorial.
REFERÊNCIAS
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6023:2018: Referências - Elaboração. Rio de Janeiro
HARMON, B. et al. Hematology: A Pathophysiologic Approach. 2. ed. Philadelphia: F.A. Davis Company, 2019.
KANEKO, J. J.; HARVEY, J. W.; BRUSS, M. L. Clinical Biochemistry of Domestic Animals. 6. ed. San Diego: Academic Press, 2008.
RODRIGUES, M. F.; SILVA, A. L. Análises laboratoriais em hematologia clínica: fundamentos e aplicações. São Paulo: Rubio, 2021.
LABTEST DIAGNÓSTICA S.A. UriAction 10: Fitas reagentes para urinálise. Disponível em: https://www.labtest.com.br/. Acesso em: 9 nov. 2024.
	
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