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UNIVERSIDADE PAULISTA INSTITUTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E COMUNICAÇÃO – ICSC CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS LUCRO PRESUMIDO PLANEJAMENTO CONTÁBIL TRIBUTÁRIO 4º/3º semestres SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP 2026 Giovana da Silva Souza RA: H64DDD8 João Gabriel Mota dos Santos RA: T252997 Joyce Caroline Soares Ribeiro RA: H713064 Maria Luiza Cordon Orosco RA: R6649J0 LUCRO PRESUMIDO PLANEJAMENTO CONTÁBIL TRIBUTÁRIO 4º/3º semestres SÃO JOSÉ DOS CAMPOS – SP 2026 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO……………………………………………………………………05 2. DESENVOLVIMENTO.…………………………………………………………..06 2.1 Lucro presumido.....................................................................………………06 2.2 Tributos………………………………………………………………………..07 2.3 Cálculo....................................................................................................…….09 2.4 Vantagens do lucro presumido.......................................................................10 2.5 Desvantagens do lucro presumido ................................................................11 2.6 Comparação entre os tributos..................................................................…..11 2.7 Planejando tributário……………………….....................................................12 3. CONCLUSÃO..………………………………………………………………….12 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS…………………………………………13 LISTA DE TABELAS Tabela 1 – Percentuais de presunção……………………………………………………09 Tabela 2 – Valores para cálculo………..…………………………………………………09 1. INTRODUÇÃO A tributação realiza o papel fundamental no funcionamento das empresas e na arrecadação de recursos para o Estado. No Brasil, as pessoas jurídicas podem estar submetidas a diferentes regimes tributários, sendo o Lucro Presumido uma das alternativas existentes para a apuração do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). Esse regime possui um sistema de tributação baseada em percentuais de presunção de lucro estabelecidos pela legislação, aplicados sobre a receita da empresa de acordo com sua atividade econômica. O Lucro Presumido apresenta-se como uma alternativa de tributação simplificada, principalmente para empresas que atendem aos requisitos legais para sua escolha. Diferentemente do Lucro Real, em que a tributação considera o lucro efetivamente apurado pela empresa após os ajustes previstos na legislação, no Lucro Presumido a base de cálculo do IRPJ e da CSLL é determinada a partir de percentuais previamente estabelecidos. Dessa forma, a escolha desse regime pode influenciar diretamente a carga tributária e os resultados financeiros das organizações. Nesse contexto, entender as características, os critérios de enquadramento e a forma de cálculo do Lucro Presumido é relevante para a tomada de decisões no planejamento tributário empresarial. A escolha adequada do regime pode contribuir para uma melhor organização financeira e para o cumprimento das obrigações fiscais, enquanto uma escolha inadequada pode resultar em uma carga tributária menos favorável à empresa. Diante disso, este trabalho tem como objetivo analisar o regime do Lucro Presumido, abordando seu conceito, suas principais características, os requisitos para opção, a forma de determinação da base de cálculo e os principais tributos envolvidos. Ademais, tem como objetivo apresentar uma visão geral sobre o funcionamento desse regime e sua importância no contexto do planejamento tributário das empresas brasileiras. 2. DESENVOLVIMENTO 2.1 Lucro Presumido O Lucro Presumido é uma forma de tributação simplificada para determinação da base de cálculo do Imposto de Renda - IRPJ, e da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido - CSLL das pessoas jurídicas. A sistemática é utilizada para presumir o lucro da pessoa jurídica a partir de sua receita bruta e outras receitas sujeitas à tributação. Em termos gerais, trata-se de um lucro fixado a partir de percentuais padrões aplicados sobre a ROB (Receita Operacional Bruta). Assim, por não se tratar do lucro contábil efetivo, mas uma mera aproximação fiscal, denomina-se de Lucro Presumido. Embora não seja um regime obrigatório, o Lucro Presumido é bastante difundido devido a sua simplicidade e, principalmente, por questões de estratégia tributária, pois pode representar economia tributária, sobretudo nas empresas altamente lucrativas. Portanto, se não houver impedimento, pode ser uma boa ferramenta de planejamento tributário, a opção pelo regime de tributação com base no Lucro Presumido será manifestada com o pagamento da primeira ou única quota do imposto devido correspondente ao primeiro período de apuração de cada ano-calendário. De acordo com orientações da Receita Federal, as pessoas jurídicas que não são obrigadas ao regime tributário Lucro Real, cuja receita total no ano-calendário anterior tenha sido igual ou inferior a R$ 78.000.000,00 (setenta e oito milhões de reais) ou a R$ 6.500.000,00 (seis milhões e quinhentos mil reais) multiplicado pelo número de meses de atividade no ano-calendário anterior, quando for inferior a 12 (doze) meses, poderão optar pelo regime de tributação com base no lucro presumido. A opção pelo tributo lucro presumido será manifestada com o pagamento da 1ª (primeira) ou única quota do IRPJ devido correspondente ao 1º (primeiro) período de apuração de cada ano-calendário. Uma vez manifestada a opção, ela valerá para todo ano-calendário. Algumas atividades não podem optar pelo lucro presumido, como, por exemplo: ● Instituições financeiras ● Seguradoras ● Empresas públicas ● Sociedades de crédito 2.2 Tributos As empresas optantes pelo regime do Lucro Presumido estão sujeitas ao pagamento de diversos tributos, cuja incidência pode variar de acordo com a atividade econômica desenvolvida. Os principais tributos federais são o IRPJ, a CSLL, o PIS e a COFINS • Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) O IRPJ é um imposto federal cobrado sobre os resultados das pessoas jurídicas. No regime do Lucro Presumido, sua base de cálculo não é determinada diretamente pelo lucro contábil obtido pela empresa. A legislação estabelece percentuais de presunção que são aplicados sobre a receita bruta, conforme a atividade exercida. Após a determinação da base de cálculo presumida, aplica-se a alíquota de 15%, podendo haver um adicional de 10% sobre a parcela da base de cálculo que ultrapassar o limite do período de apuração. • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) A CSLL é uma contribuição federal destinada ao financiamento da Seguridade Social. No Lucro Presumido, sua base também é calculada mediante a aplicação de percentuais estabelecidos pela legislação sobre a receita bruta da empresa. Para a maioria das pessoas jurídicas, a alíquota geral da CSLL é de 9%, mas podem variar conforme a atividade desenvolvida pela empresa. • Programa de Integração Social (PIS) O PIS é uma contribuição federal incidente sobre o faturamento ou a receita da empresa. No regime do Lucro Presumido, normalmente é adotado o regime cumulativo, no qual a contribuição incide diretamente sobre a receita, sem o aproveitamento de créditos nas etapas anteriores. A alíquota normalmente aplicada ao PIS nesse regime é de 0,65% sobre a receita bruta, observadas as particularidades previstas na legislação. • Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS) A COFINS também é uma contribuição federalcalculada sobre a receita da empresa e destinada ao financiamento da Seguridade Social. No regime cumulativo, geralmente adotado pelas empresas tributadas pelo Lucro Presumido, a alíquota normalmente aplicada é de 3% sobre a receita bruta, também sem o sistema de créditos característico do regime não cumulativo. • Demais tributos Além dos tributos federais, a empresa pode estar sujeita a outros impostos e contribuições, dependendo de sua atividade e localização. Como: ISS — Imposto Sobre Serviços: incidente sobre a prestação de serviços e cobrado pelo município; ICMS — Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços: incidente principalmente sobre operações de circulação de mercadorias e determinados serviços de transporte e comunicação; IPI — Imposto sobre Produtos Industrializados: aplicável às empresas que industrializam determinados produtos; Contribuições previdenciárias e encargos trabalhistas: relacionados à existência de empregados e à folha de pagamento. Portanto, o Lucro Presumido é um regime tributário que estabelece, principalmente, uma forma específica de cálculo do IRPJ e da CSLL. Nesse regime, a legislação determina percentuais de presunção aplicados sobre a receita bruta da empresa para definir a base de cálculo desses tributos. Já o PIS e a COFINS são calculados diretamente sobre a receita bruta, de acordo com as regras aplicáveis a cada contribuição. Os percentuais de presunção variam conforme a atividade da empresa e representam a parte da receita considerada como lucro para o cálculo. Tabela 1 – Percentuais de presunção Atividade IRPJ CSLL Revenda de combustíveis 1,6% 12% Comércio e indústria 8% 12% Transporte de cargas 8% 12% Transporte de passageiros 16% 12% Serviços em geral 32% 32% Serviços hospitalares, conforme requisitos legais 8% 12% Fonte: Os autores, 2026 2.3 Cálculo Fórmulas IRPJ = Base de Cálculo × 15% CSLL = Base de Cálculo × 9% PIS = Receita Bruta × 0,65% (regime cumulativo) COFINS = Receita Bruta × 3% (regime cumulativo) Exemplo Prático Considere uma empresa com Receita Bruta de R$ 100.000,00 e Base de Cálculo para IRPJ e CSLL de R$ 100.000,00. Tabela 2 – Valores para cálculo Tributo Base (R$) Alíquota Valor (R$) IRPJ 100.000,00 15% 15.000,00 CSLL 100.000,00 9% 9.000,00 PIS 100.000,00 0,65% 650,00 COFINS 100.000,00 3% 3.000,00 Fonte: Os autores, 2026 Cálculos Detalhados IRPJ = 100.000 × 15% = R$ 15.000,00 CSLL = 100.000 × 9% = R$ 9.000,00 PIS = 100.000 × 0,65% = R$ 650,00 COFINS = 100.000 × 3% = R$ 3.000,00 Resultado do Cálculo Total dos tributos: R$ 27.650,00 O cálculo de tributos é fundamental para que as empresas cumpram suas obrigações fiscais corretamente. Entre os principais impostos federais estão o IRPJ (Imposto de Renda Pessoa Jurídica), a CSLL (Contribuição Social sobre o Lucro Líquido), o PIS e a COFINS. Cada tributo possui uma base de cálculo e uma alíquota específica. Por meio de um exemplo prático, é possível compreender como esses valores são aplicados e identificar o total de impostos que a empresa deverá recolher. 2.4 Vantagens do lucro presumido O Lucro Presumido apresenta diversas vantagens para as pessoas jurídicas, principalmente no que tange à simplificação da apuração dos tributos. Como o Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) são calculados sobre margens de presunção pré-fixadas pela legislação tributária (como 8% para comércio e 32% para a maioria dos serviços), a empresa não necessita apurar e comprovar seu lucro contábil exato para fins base de recolhimento destes impostos diretos. Além da menor complexidade no cumprimento de obrigações acessórias em comparação ao Lucro Real, há uma significativa economia tributária nos casos em que a margem de lucro efetiva da entidade supera a margem presumida pelo Fisco. Outro fator estrutural é a aplicação das alíquotas de PIS e COFINS no regime cumulativo (0,65% e 3%, respectivamente), formato que costuma ser muito favorável para prestadoras de serviços ou empresas que incorrem em poucas despesas e custos passíveis de creditamento. 2.5 Desvantagens do lucro presumido A principal desvantagem deste enquadramento é o risco de a empresa operar com uma margem de lucro real inferior à margem de presunção ou, nos piores cenários, apurar prejuízo contábil no período. Como a base de cálculo tributável está amarrada ao faturamento bruto, o recolhimento de IRPJ e CSLL será exigido independentemente do resultado financeiro ou operacional da organização, o que pode asfixiar severamente o fluxo de caixa. Adicionalmente, por estar obrigatoriamente sujeito à cumulatividade do PIS e da COFINS, o Lucro Presumido impossibilita a tomada de créditos tributários sobre as aquisições de mercadorias, insumos e custos operacionais. Esta restrição pode onerar a cadeia produtiva, especialmente no caso de indústrias e comércios que possuem alto volume de compras (custo da mercadoria vendida) e que necessitariam do desconto destes tributos para otimizar sua formação de preços . 2.6 Comparação entre os regimes tributários A definição do enquadramento ideal para a entidade exige uma análise comparativa aprofundada envolvendo o Simples Nacional, o Lucro Presumido e o Lucro Real: • Simples Nacional: Direcionado a Microempresas (ME) e Empresas de Pequeno Porte (EPP) com faturamento anual limite de R$ 4,8 milhões. Destaca-se pela arrecadação unificada de tributos através do Documento de Arrecadação do Simples (DAS). Pode ser altamente estratégico para empresas com expressivos gastos com folha de pagamento, dado o benefício da desoneração da contribuição patronal ao INSS (a depender do anexo em que se enquadra). • Lucro Presumido: Aplicável a empresas com faturamento anual de até R$ 78 milhões. Conforme abordado, tributa os resultados com base em um percentual de presunção. Representa um degrau intermediário para organizações que superaram os limites do Simples, mantendo altas margens de rentabilidade com poucas despesas dedutíveis. • Lucro Real: Obrigatório para instituições financeiras, empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões e outras atividades específicas. A tributação recai estritamente sobre o lucro contábil ajustado através do Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR/LACS). Embora suporte alíquotas nominais maiores de PIS e COFINS (regime não cumulativo a 1,65% e 7,6%), permite a tomada de créditos. É essencial para indústrias, negócios operando com baixas margens ou em situação de prejuízo fiscal (permitindo compensação futura). 2.7 Planejamento tributário O planejamento tributário é uma ferramenta analítica indispensável dentro das Ciências Contábeis, permitindo a elisão fiscal de forma totalmente lícita. A escolha consciente pelo Lucro Presumido exige do profissional contábil a realização de simulações minuciosas e projeções anuais de faturamento, custos de mercadorias/serviços prestados, despesas operacionais e folha de pagamento. Estas projeções são vitais para comparar a carga tributária da presunção de lucros frente à apuração do lucro contábil ajustado. É necessário ponderar matematicamente as vantagens de alíquotas reduzidas (PIS/COFINS cumulativo) contra o benefício dos créditos tributários (não cumulativo). Como a escolha pelo regime tributário consolida-se com o primeiro recolhimento do ano e é irretratável para todo o exercício civil, decisões equivocadas ou ausência de planejamento geram custos irrecuperáveis e perda de competitividade. 3. CONCLUSÃO Em suma, o Lucro Presumido apresenta-se como uma modalidade estratégica na sistemática brasileira, servindo de ponto de equilíbrio técnico para organizaçõescom boa lucratividade que não podem ou não desejam operar no Simples Nacional. Sua adoção, entretanto, não pode ocorrer por mera conveniência. Requer um estudo contábil projetado rigoroso para garantir que as margens fixadas em lei traduzam-se, de fato, em eficiência tributária para a saúde financeira do negócio. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018. Regulamenta a tributação, fiscalização, arrecadação e administração do Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 23 nov. 2018. BRASIL. Lei nº 9.718, de 27 de novembro de 1998. Altera a Legislação Tributária Federal. Diário Oficial da União: seção 1, Brasília, DF, 28 nov. 1998. BRASIL. Receita Federal. Instrução Normativa RFB nº 1.700, de 14 de março de 2017. Dispõe sobre a determinação e o pagamento do Imposto sobre a Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Brasília, DF: Receita Federal, 2017. Disponível em: https://normas.receita.fazenda.gov.br/sijut2consulta/link.action?idAto=81268. Acesso em: 1 set. 2026. BRASIL. Receita Federal. Perguntas e respostas da pessoa jurídica: CSLL. Brasília, DF: Receita Federal. Disponível em: https://www.gov.br/receitafederal/. Acesso em: 1 set. 2026. BRASIL. Receita Federal. Perguntas e respostas da pessoa jurídica: IRPJ – Lucro Presumido. Brasília, DF: Receita Federal. Disponível em: https://www.gov.br/receitafederal/. Acesso em: 1 set. 2026. CREPALDI, S. A.; CREPALDI, G. S. Planejamento Tributário: teoria e prática. 4. ed. São Paulo: Saraiva Educação, 2021. FABRETTI, L. C. Contabilidade Tributária. 17. ed. São Paulo: Atlas, 2019. RAMOS, Wedson. Tributação lucro presumido: o que é, quem pode optar, impostos e mais. E-Auditoria, 2025. Disponível em: https://www.portaltributario.com.br/artigos/oquee_lucropresumido.htm. Acesso em: 31 ago. 2026.