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Resumo Histologia e Embriologia Introdução: Existem dois tipos básicos de células que compõem toda a diversidade de seres vivos conhecidos como: PROCARIONTES e EUCARIONTES A diferença entre eles é a presença ou ausência do núcleo Procariontes: não possuem núcleo delimitado por uma membrana. Esse grupo é formado pelas bactérias. Eucariontes: possui núcleo celular. Incluem as plantas e os animais, entre eles os humanos. Durante a evolução dos animais, as células sofreram processos de especialização, chamadas de diferenciação celular que provoca modificações morfológicas, bioquímicas e funcionais nas células. O processo de diferenciação também tem papel central no desenvolvimento embriológico, uma vez que células precursoras (células-tronco) darão origens a todos os tecidos do corpo. Existem quatro tipos básicos de tecidos que compõem o corpo humano: tecido epitelial, tecido conjuntivo, tecido muscular e tecido nervoso. Tecido nervoso: Células: prolongamentos Matriz extracelular: ausente Funções: transmissão dos impulsos nervosos Tecido Epitelial: Células: poliédricas jutapostas Matriz extracelular: pouca Funções: revestimento Tecido Muscular: Células: contrateis Matriz Extracelular: moderada Funções: movimento Tecido Conjuntivo: Células: migratórias Matriz Extracelular: Abundante Funções: apoio e proteção Aspectos gerais do desenvolvimento embrionário - dividido em três fases de três meses cada uma. Na clínica, são conhecidas como primeiro, segundo e terceiro trimestre do desenvolvimento pré-natal. Já para os embriologistas, a divisão é pautada nas etapas do desenvolvimento, e subdividida em período do zigoto, período embrionário e período fetal. O período do zigoto ocorre entre a fertilização, com formação do feto, ate a sua respectiva implantação no útero. Dentro desse período, são consideradas três fases importantes: o zigoto propriamente dito, a mórula e o blastocisto Denominamos esta fase de período do embrião em pré-implantação Já a fase de embrião (período embrionário) seria correspondente ao período após a implantação do conceito no útero. O processo de desenvolvimento, se concentra em torno de grandes eventos essenciais: gametogênese (formação dos gametas masculino e feminino), fertilização (formação do conceito por união dos gametas) e clivagem (divisões sucessivas e especialização celular). Fecundação- processo de encontro entre as células germinativas femininas e masculina. O gameta masculino é conhecido como espermatozoide e ele é gerado pelo testículo do homem, o gameta feminino, ou ovócito, é gerado pelo ovário da mulher, ambos possuem 23 cromossomos e quando se juntam durante o processo d fecundação formam uma célula ovo, ou zigoto, com 46 cromossomos. Após a fecundação, temos o processo de Clivagem, que é a divisão da célula zigoto, formada a partir da união do espermatozoide com o ovulo, a partir do segundo dia, temos divisão do zigoto, em 2, 4 e inúmeras células, essas divisões que são clivagem, elas aumentam o número delas, mas não o tamanho desse nosso ser, a partir do quinto dia, temos a formação da Mórula, que é um aglomerado de células formadas a partir da clivagem do zigoto, após a formação da Mórula, tem o desenvolvimento de uma cavidade interna a partir do sexto dia que se denomina blastocisto, que é uma camada celular interna, uma camada celular externa e uma grande cavidade denominada blastocele. Após a Clivagem, o processo seguinte é a Implantação, quando o blastocisto começa a ser implantada no endométrio, nesse processo o blastocisto adere ao endométrio e começa a penetrar nele. Após o processo de Implantação, acontece o desenvolvimento embrionário, começa com a diferenciação celular, as células são diferenciadas de diversas maneiras, uma dela é a gastrulação, que é a formação dos folhetos embrionários, os três folhetos embrionários principais são a ectoderma (região mais externa do blastocisto) a endoderma (mais interna) e a mesoderma (mediana) cada uma dessas regiões de folheto embrionário, vai dar origem a tecidos específicos. Após a gastrulação, começa a formação dos órgãos rudimentares que acontece em um processo de organogenese (desenvolvimento dos órgãos), acontece pelo dobramento dos folhetos embrionários. O aparelho reprodutor masculino É composto pelos testículos, os ductos genitais, as glândulas acessórias e o pênis. A principal função desse conjunto de órgãos, é a síntese de hormônios importantes para a fisiologia do homem, principalmente a testosterona, responsável pela maturação dos espermatozóides e para o desenvolvimento tanto embrionário como fetal. Hidrotestosterona: age em diferentes tecidos e órgãos controlando características sexuais secundárias, como o crescimento muscular e o surgimento de pelos e o próprio desejo sexual. Os testículos se desenvolvem durante o período embrionário na parede dorsal da cavidade abdominal. Durante o desenvolvimento, eles migram e se alojam dentro da bolsa escrotal, que é responsável por mantê-los com temperaturas mais baixas (1,5 a 2 graus) do que a cavidade abdominal e, assim, da temperatura corporal, o que permite uma temperatura adequada para a produção dos espermatozoides. Tecido Epitelial É formado por camadas de células coesas que revestem as superfícies corporais e formam as estruturas funcionais das glândulas de secreção, exócrinas e endócrinas. Ele pode ter origem nos três folhetos embrionários: ECTODERMA- origina a epiderme, as glândulas sebáceas e mamárias MESODERMA- dá origem ao epitélio de revestimento dos vasos sanguíneos e do sistema urogenital. ENDODERMA- origina o revestimento dos tratos gastrointestinal e respiratório, fígado, tireóide e pâncreas. Os epitélios revestem as superfícies internas e externas dos órgãos e do corpo um todo. Logo, tudo que entra ou deixa o nosso organismo atravessa uma camada epitelial. A função de revestimento está intimamente relacionada a outras atividades, como proteção, absorção de moléculas e percepção de estímulos. Outra função importante do tecido epitelial é a secreção, tanto pelas células epiteliais de revestimento quanto pelas células epiteliais que formam estruturas especializadas em secreção, as glândulas. O tecido epitelial apresenta células justapostas, formando folhetos celulares ou aglomerados tridimensionais. Os epitélios apoiam-se sobre o tecido conjuntivo. A parte da célula epitelial voltada para o conjuntivo é chamada de região basal. Já a extremidade oposta é a região apical. As superfícies celulares que estão voltadas para as células vizinhas são as laterais e normalmente são continuações da base celular, sendo então chamadas de superfícies basolaterais. Especializações das células epiteliais Um dos fatores que garantem a adesão intercelular é a ação coesiva de glicoproteínas transmembranas, as caderinas. Além disso, temos as chamadas interdigitações das membranas, ou dobras na membrana plasmática que se encaixam nas dobras das células vizinhas, aumentando a adesão entre elas. As membranas laterais de muitas células epiteliais possuem especializações que constituem as junções intercelulares, que podem atuar como: - locais de adesão entre as células - vedação, prevenindo o fluxo de materiais pelo espaço intercelular - canais de comunicação Elas podem ser classificadas da seguinte maneira: principais estruturas que participam da coesão das células epiteliais. Interação epitélio-conjuntivo O tecido conjuntivo atua não só na sustentação do epitélio, como também na sua nutrição, no aporte de substâncias necessárias para as células glandulares e na promoção da adesão do epitélio a estruturas vizinhas. As células dos epitélios de revestimento se organizam em folhetos, cobrindo a superfície externa do corpo ou revestimento as cavidades internas,as grandes cavidades do corpo, o lúmen dos vasos sanguíneos, de todos os órgãos ocos e tubos de diversos calibres. Esses epitélios são classificados em duas categorias principais - epitélio simples e epitélio estratificado - de acordo com o número de camadas celulares e com o formato das células da camada mais externa. Epitélio simples: são formados por uma única camada de células e, de acordo com a morfologia celular, são subdivididos em: - pavimentoso: possui células achatadas, com núcleos alongados.Quando reveste o lúmen dos vasos sanguíneos e linfáticos, é chamado de endotélio. O epitélio pavimentoso que reveste as grandes cavidades do corpo, como a pleural, pericárdica e peritoneal, bem como os órgãos contidos nessas cavidades, é chamado de mesotélio. - cúbico: possui células cubóides, com núcleos arredondados e altamente polarizadas. As células cúbicas são encontradas na superfície externa do ovário, por exemplo, e na parede de pequenos ductos excretores de muitas glândulas. Participam, além da secreção (da glândula tireoide, por exemplo), da absorção e do transporte ativo de íons (túbulo coletor dos rins). - cilíndrico: possui células alongadas, com núcleos alongados e elípticos, que acompanham o maior eixo da célula. Reveste o lúmen intestinal e o lúmen da vesícula biliar. Algumas células são ciliadas, como na tuba uterina, facilitando o transporte dos espermatozoides. Epitélios estratificados: compostos por duas ou mais camadas de células e, de acordo com a morfologia das células presentes na camada mais externa, são subdivididos em pavimentoso, cúbico, cilíndrico e de transição Pavimentoso: possui células que se distribuem em várias camadas e com morfologia variável, de acordo com o local onde se situam. As células mais próximas do tecido conjuntivo, as células basais, são geralmente cúbicas ou cilíndricas. Porém, ao migrarem gradativamente para a superfície do epitélio, essas células tornam-se mais achatadas. O epitélio estratificado pavimentoso não queratinizado reveste cavidades úmidas, como a boca, o esôfago e vagina, que são sujeitas ao atrito e a forças mecânicas. Essas células descamam, sendo substituídas por outras que migram continuamente da base para a superfície. Já no epitélio estratificado pavimentoso queratinizado, como a superfície da pele, as células mais suspe