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FORMULÁRIO – ATIVIDADES COMPLEMENTARES 
 
Nome: _Paula Alejandra Scobino Chaddad 
 
RA: H984840 Turma: PS6P07 Campus: Chácara Santo Antônio II 
 
Nome da Atividade: A Reforma Psiquiátrica no Brasil e no mundo. Data da Atividade: 11 a 
21/02/2025 
 
 Diante da realidade encontrada nos manicômios começaram a surgir críticas ao modelo asilar 
e ao saber psiquiátrico tradicional. A compreensão sobre a loucura não poderia se dar por 
intermédio das análises reducionistas da psiquiatria, ao mesmo tempo que suas práticas, 
essencialmente manicomiais, eram vistas como violentas. Franco Basaglia, psiquiatra italiano, 
acabou com medidas institucionais de repressão, buscou devolver a cidadania aos doentes 
mentais. No Brasil, a Lei da Reforma Psiquiátrica, nº 10.216 foi promulgada em 06 de abril de 
2001, sendo responsável por modificações significativas na assistência às pessoas portadoras 
de distúrbios mentais. Com as práticas de desospitalização e a criação de serviços substitutivos 
ao hospital psiquiátrico, a pessoa em sofrimento psíquico tem como proposta mais autonomia em 
seus direitos. No Brasil, esse processo vem acontecendo de forma gradativa. Embora o discurso 
gire em torno da humanização e da garantia de autonomia aos pacientes, as atitudes de vários 
profissionais ainda refletem a formação biologicista, centrada na doença e no processo de causa 
e efeito. Desde a década de 1990, observam-se incrementos na rede substitutiva, incorporando 
os serviços extra-hospitalares como os NAPS, as residências terapêuticas, as associações de 
usuários, os CAPS, dentre outros. É função dos CAPS prestar atendimento clínico em regime 
diário, evitando internações psiquiátricas e promover a inserção social das pessoas com 
transtornos mentais. O SUS regula e organiza em todo o território nacional as ações e serviços 
de saúde de forma regionalizada e hierarquizada, em níveis de complexidade crescente, tendo 
direção única em cada esfera de governo: federal, municipal e estadual. 
O curso ofereceu a oportunidade de entendermos a progressiva substituição dos modelos 
manicomiais em direção à serviços descentralizados, em regime diário, oferecendo maior 
autonomia e dignidade aos indivíduos em situação de sofrimento mental, além de propor uma 
visão mais humanizada e menos biologicista do ser humano. 
 
 
Data da postagem: _____/_____/_____ Horas: ______ 
 
 
 
 
 
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Visto da Coordenação / Professor

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