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O que é periodonto?
PERIODONTIAPeriodontia
É o conjunto de tecidos integrados pela
gengiva, osso alveolar, cemento e
ligamento periodontal formando um
complexo de desenvolvimento biológico
e funcional. A principal função do
periodonto é inserir o dente no tecido
ósseo da maxila e da mandíbula e
manter a integridade da superfície da
mucosa mastigatória da cavidade oral.
O periodonto normal é dividido em: 
Constituído pelo complexo
mucogengival e composto pela
gengiva marginal livre, papilar,
inserida e pela união mucogengival e
mucosa alveolar; e periodonto de 
Periodonto de proteção Periodonto de suporte 
Já o periodonto de suporte tem a
função essencial de sustentação dos
dentes, bem como uma função
sensorial, formativa, nutricional e de
inervação.
suporte ou sustentação –constituído
pelo ligamento periodontal, osso
alveolar e cemento radicular. O
periodonto de proteção tem a
importante função de promover a -
homeostasia, vedando o meio
interno e assim permitindo que o
hospedeiro mantenha a saúde
periodontal frente às constantes
agressões provocadas pela
presença da placa bacteriana ou
por estímulos físicos. 
Crista da papila interproximal
Papila interdental(vestibular)
Epitélio juncional
Gengiva livre
Gengiva inserida
Limite mucogengival
Mucosa alveolar
cemento radicular
Ligamento periodontal
osso alveolar
osso compacto
osso esponjoso
Periodonto de proteção 
Periodonto de suporte 
@raafaellafelix
Periodonto de proteção 
Separa os meios internos e externos
Defesa contra as agressões
ambientais e externas.
1-Mucosa ceratinizada
2-Sulco Gengival 
3-Epitélio Juncional
4-Inserções Conjuntiva
A gengiva e o revestimento do palato
duro, denominados de mucosa
mastigatória
Dorso da língua, revestido pela
mucosa especializada 
A mucosa oral que reveste o restante
da cavidade oral
*A mucosa oral consiste em três zonas:
Aspectos Clínicos
*Gengiva inserida:
 A gengiva inserida é a gengiva
localizada firmemente sobre o periósteo,
abaixo da crista óssea por meio de
fibras do tecido conjuntivo e, portanto, é
comparativamente imóvel em relação
aos tecidos subjacentes. Se localiza
entre a gengiva marginal livre e a
mucosa alveolar, da qual é separada
pela linha mucogengival. No arco
superior, na palatina, não existe um 
limite divisório definido e o mesmo
ocorre do lado lingual no arco inferior,
continuando com a mucosa do assoalho
bucal. Possui uma textura firme, cor
rósea coral e, com frequência, sua
superfície apresenta um pontilhado
delicado semelhante a “casca de
laranja”.
Fotografia mostrando o aspecto de
“casca de laranja” da gengiva inserida
devido às inserções das fibras
conjuntivas. A gengiva inserida é
delimitada coronalmente pela Ranhura
Gengival (GG). Mucosa Alveolar (AM). 
Fotografia mostrando que não há uma
linha mucogengival no palato, uma vez
que o palato duro e o processo alveolar
do maxilar são revestidos pelo mesmo
tipo de mucosa mastigatória.
*Gengiva interdental:
ocupa a ameia gengival, espaço
interproximal situado abaixo da área do
contato dentário. Consiste de duas 
porções, uma vestibular e outra lingual
ou palatina – que tem a forma piramidal
nas regiões anteriores e a área ou região
do col – concavidade formada nas
regiões de pré-molares e molares. A sua
forma é determinada pelas relações de
contato entre os dentes, pela largura da
superfície proximal destes e pelo contato
da junção cemento-esmalte.
Na área de pré-molares e molares, as
papilas são mais achatadas (col) no
sentido vestibulolingual (a), enquanto
que na região anterior da dentição,
apresentam-se na forma piramidal (b).
*Sulco Gengival:
Corte histológico referente à área do col.
A região é recoberta por um epitélio
delgado não-ceratinizado (setas).
É como uma fenda ou espaço raso em
torno do dente, limitado pela superfície
dentária e pela camada do epitélio que
reveste a margem livre da gengiva
(sulco gengival histológico). É uma
depressão em forma de V e permite a
entrada de uma sonda periodontal com
resistência. A profundidade do sulco
gengival histológico somada à
profundidade do epitélio juncional
caracteriza o sulco gengival clínico, que
mede aproximadamente 1 a 2 milímetros
nas regiões vestibular e lingual e de 2 a 3
milímetros nas regiões proximais .
Desenho esquemático mostrando papila
interdentária (P), área do col (C) e a
área de contato proximal no dente (A). O
epitélio do "COL" não 
 queratinizado(resistência diminuída).
COL- Seria uma área de maior risco
para doença periodontal?
1.Região apresenta epitélio estratificado
nãoqueratinizado;
2.Área com maior aglomeração de
placa;
3.Anatomia que favorece a penetração
de toxinas bacterianas.
vermelha, lisa e brilhante
móvel
menor vascularização
tecido conjuntivo frouxo 
cementócitos de fibras colágenas
fibras elásticas
delgada/afiliada
preenche todo espaço interproximal
côncavo regular
pontilhado ("casca de laranja") 
 40% dos adultos
varia de 1 a 9mm
mucoso estratificado
paraceratinizado
a importância clínica da mucosa
ceratinizada e a imobilização da
margem gengival é o vedamento do
meio interno e meio externo
1. Volume
2. Contorno
3. Textura
4. Altura
5. Epitélio
Aspectos Microscópio
rósea, pálida/coral
firme
vascularização
espessura do tecido
grau de cicatrização
pigmentação melânica
Sulco Clínico(2 a 3 mm):
Profundidade do Sulco Clinico, onde
a sonda consegue penetrar,
corresponde a 2 mm nas faces livres
e até 3mm nas faces proximais
(devido a altura das papilas). Esses
valores aumentam em relação ao
histológico, pois o fundo do sulco
gengival recebe pressão e o epitélio
juncional pode se esticar até 3mm,
isso ocorre sem feri-lo.
Sulco Histológico(0,5): Profundidade
do Sulco Histológico de
aproximadamente 0,69mm
exatamente onde termina a gengiva
marginal (geralmente arredonda-se
para 0,5mm para não haver risco de
invasão do espaço biológico).
 
Distância Biológica= Epitélio Juncional +
Inserção Conjuntiva.
*Mucosa ceratinizada(gengiva):
Região de "COL": não ceratinizado
Mucosa alveolar: não ceratinizado
Características Clínicas normais
*Mucosa ceratinizada(gengiva):
*Mucosa Alveolar:
Sulco Clínico x Sulco histológico
Proliferação e diferenciação dos
queratinócitos proliferação dos
queratinócitos (ocorre por mitose na
camada basal).
 queratinócitos).
epitélio pavimentoso estratificado
A gengiva é a parte da mucosa
mastigatória que cobre o processo
alveolar e circunda a porção cervical dos
dentes. A gengiva consiste em uma
camada epitelial e um tecido conjuntivo
subjacente, chamado de lâmina própria. 
Histologia da gengiva
*Membrana Basal
Epitélio gengival- possui cristas
epiteliais e papilas conjuntivas.
Imobilidade
Impermeabilização
Barreira mecânica, química,
microbiana e contra água.
Funções de sinalização.
substituição de células danificadas.
Desmossomos(aderência juncionais)
Proteger as estruturas profundas,
enquanto permite o intercâmbio
seletivo com o meio ambiente
oral(proliferação e diferenciação dos
 
Funções:
Renovação constante
Adesão Célula-Célula
Principal função do epitélio gengival
*Revestimento
Diferenciação dos queratinócitos-
envolve o processo de
queratinização ,que consiste nas
progressões de eventos bioquímicos
e morfológicos que ocorrem na
célula à medida que migram da
camada basal.
Produzido pelo epitélio para unir-se
ao conjuntivo.
Permeável a fluidos, barreiras contra
partículas.
Possui proteoglicanos e colágeno tipo
IV
as três diferentes áreas podem ser
definidas a partir de pontos de vista
morfológico e funcional.
pavimentoso estratificado.
membrana semipermeável ->
entrada e saída de fluidos.
se estimulado tem potencial de
ceratinização.
é um epitélio pavimentoso,
estratificado, queratinizado, podendo
ser ortoqueratinizado (núcleos das
células ausentes) ou
paraqueratinizado (núcleos das
células presentes).
o grau de queratinização gengival
diminui com a idade e o início da
menopausa, mas não está
necessariamente relacionado ás
diferentes fases do ciclo menstrual.
a queratinização da mucosa oral
varia em diferentes áreas na seguinteordem: palato (mais queratinizado).
gengiva, porção ventral da lingua e
mucosa julgal (menos
queratinizada).
Características Estruturais e Metabólicas
de diferentes áreas do Epitélio Gengival
Tecido Conjuntivo Gengival 
o epitélio sulcular reveste o sulco
gengiva.
epitélio escamoso estratificado.
não queratinizado.
*Epitélio Oral (externo):
*Epitélio Sulcular:
*Epitélio Juncional:
epitélio escamoso estratificado não
queratinizado comprimento variável
(0,97mm).
células e espaços intercelulares
maiores.
disposição em paliçadas
lamina basal interna- é responsável
pela adesão do epitélio juncional à
superfície dental.
lámina basal externa - é responsável
pela adesão do epitélio juncional ao
tecido conjuntivo
taxa de renovação celular
extremamente alta:
"turn over": 6 dias
epitélio oral: 21 a 31 dias
 epitélio do sulco: 9 a 12 dias
1.
2.
3.
os principais componentes do tecido
conjuntivo gengival são:
Colágeno - 60 – 65%
(fibrascolagenas);
Células – fibroblastos – 5%;
leucócitos, macrófagos – 3%;
Vasos sanguíneos e linfáticos, nervos
e substância amorfa – 35%
Três tipos de fibras do tecido
conjuntivo são:
colágenas
reticulares
elásticas
1.
2.
3.
4.
1.
2.
3.
matriz-> fibras colágenas tipo le
fibras elásticas - fibra de nutrientes,
água, eletrólitos e metabolitos para
as células.
grupos de fibras gengivais:
unir firmemente a gengiva marginal
contra o dente.
promover a rigidez necessária para 
resistir às forças da mastigação sem 
serem defletidas da superficie dental
unir a gengiva marginal livre ao
cemento radicular e à gengiva
inserida adjacente
 são organizadas em três grupos:
gengivodental, circular e transseptal 
grupos gengivodental: são aquelas
nas superficies vestibular, lingual e
interproximal
V(face vestibular)
*(papila interdental)
Arteríolas supraperiosteais: ao longo
das superficies vestibulares e lingual
do osso alveolar
Vasos do ligamento periodontal: que
se estendem para a gengiva e
anastomosam com os capilares na
área do sulco
Arteríolas: que emergem da crista do
septo interdental e se estendem
paralelamente à crista óssea e se
anastomosam com vasos do
ligamento periodontia.
As três fontes de suprimento sanguíneo
para a gengiva são as seguintes
1.
2.
3.
grupos circular: as fibras circulares
percorrem através do tecido
conjuntivo da gengiva marginnal e
interdental e circundam o dente de
forma semelhante a um anel.
grupos transseptal: localizada na
região interproximal, fibras
interproximais formam feixes
horizontais que se estendem entre o
cemento de dois dentes próximos,
nos quais estão inseridas.
Insere as fibras do ligamento
periodontal na raiz
Contribui para o processo de
reparação, quando houver danos à
superfície radicular.
Funções do Cemento
Origem embriológica: ectome-
senquimal.
Regeneração muito mais díficil.
Formado pelo processo alveolar e
pelo osso alveolar propriamente dito.
O osso alveolar, camada de tecido
ósseo que reveste o alvéolo dentário,
em associação ao cemento e o
ligamento periodontal, constitui o
periodonto de sustentação.
Periodonto de Sustentação
Cemento
•Localização Radicular e coronário
•Presença de Células Acelular e Celular
•Presença de Fibras Colágenas: Fibrilar e
Afibrilar
Origem das Fibras na Matriz (Cemento
Fibrilar): Fibras Extrinsecas e Intrinsecas
Tecido conjuntivo frouxo
Ricamente vascularizado
Une cemento ao osso alveolar 
Fibras colágenas(tipo I e II).
Função
Nutricional
Suporte
Sensorial
Homeostáticas
Possui vários tipos de células:
osteoblastos, cementoblastos, células
nervosas, entre outras.
Ligamento periodontal
Osso alveolar
É um defeito ósseo que ocorre
quando as raízes estão proeminentes
e a cortical óssea é muito fina, o osso
pode reabsorver localmente, criando
assim uma janela no osso.
Fenestrações
Em alguns casos a ponte óssea entre
a fenestração e a crista alveolar pode
desaparecer e produzir um defeito
conhecido como discência.
Deiscências
IMPORTANTEIMPORTANTE
Neisseria gonorrhoede; 
Treponema pallidum; 
Streptococci sp; 
Mycobacyerium chelonae.
Comunidade microbiana que se
forma sobre os dentes e outras não-
renováveis presentes na cavidade
bucal”
“Troca de informações entre
colônias”
Matéria Alba: acumulação leve de
bactérias e células que não fazem
parte de uma estrutura organizada e
pode ser facilmente removida com
jato de água;
Etiologia das doenças periodontais
Doença periodontal
Doenças periodontais compreendem
um grupo de condições crônicas
inflamatórias induzidas por
microrganismos que levam a
inflamação gengival, destruição
tecidual periodontal e perda óssea
alveolar.
Contudo, fatores de risco podem
modificá-la, aumentando sua
prevalência e severidade.
 Multifatorial
 Poli microbiologia
 Episódica
 Sítio Específica
Fatores etiológicos
É imperativo para que a doença
ocorra.
Fatores determinantes
Fatores determinantes: Placa Bacteriana
ou Biofilme Dental
Placa Bacteriana: bactérias
presentes em matriz de
glicoproteínas salivares e
polissacarídeos extracelulares;
Cálculo: depósito duro de placa
calcificada, coberto por placa não
mineralizada
Constituintes: Podem ser encontradas
mais de 500 espécies;
Matriz contém: células epiteliais,
macrófagos e linfócitos.
Localização: Supra e Sub
Placa Bacteriana 
Placa bacteriana mineralizada que se
forma sobre a superfície de dentes,
próteses, restaurações...;
Superfície porosa dificulta a
higienização
Cálculo Dentário
Margem de Restauração; 
Próteses mal adaptadas;
Materiais dentais pouco polidos; 
Dentes apinhados;
Aparelhos ortodôntico;
Má higiene
Quais são os fatores que facilitam o
acumulo de cálculo?
Fatores predisponentes
Margens salientes de 
 restaurações dentárias 
 contribuem para o desenvolvimento
de doença periodontal por alterarem
o equilíbrio ecológico do sulco
gengival.
Margens de Restaurações
Uma relação estatisticamente
significativa foi relatada entre
defeitos de margem e altura óssea
reduzida.
A remoção de saliências permite um
controle mais efetivo da placa,
resultando em redução da
inflamação gengival e em pequeno
aumento de suporte ósseo alveolar
radiograficamente.
Irregularidades na área
subgengival são consideradas como
o maior fator de contribuição para a
formação de placa subsequente
inflamação gengival.
Sulcos e riscos na superfície de
restaurações de resina acrílica;
Porcelana ou ouro cuidadosamente
polidos;
Separação de margem de
restauração e do material de
vedação da linha de término cervical
Encaixe marginal inadequado da
restauração;
Dissolução desintegração do
material de vedação entre a 
 preparação e a restauração,
deixando espaços.
Fontes de irregularidades marginais
incluem:
Restaurações que não 
 conseguem estabelecer espaços
de ameia interproximal adequados
são associadas à inflamação papilar.
Contornos/Contatos Expostos
É a penetração forçosa de 
 alimento no periodonto por forças
oclusivas;
A integridade e a localização dos 
 contatos proximais, juntamente com o
contorno das cristas marginais e dos
sulcos, normalmente impedem a
impactação interproximal de alimentos.
Impactação de alimento:
Má Oclusão
O alinhamento irregular dos dentes,
como o encontrado em casos de má
oclusão, pode dificultar o controle da
placa.
Complicações Periodontais Associadas
à Terapia Ortodôntica
A terapia ortodôntica pode afetar o
periodonto por favorecer a 
 retenção de placa, lesionar 
 diretamente por a gengiva em
consequência de bandas com 
 sobre contornos e por criar forças
excessivas, forças desfavoráveis, ou
ambas, no dente e nas estruturas de
sustentação. 
Retenção e composição de placa 
o grau de perda óssea durante o
tratamento ortodôntico em adultos
pode ser maior do que o observado
em adolescentes, principalmente se
a condição periodontal não for
tratada antes do início da terapia
ortodôntica.
Portanto o tratamento ortodôntico
não deveria ser indicado na presença
de doença periodontal não
controlada.
Trauma Gengival e Altura do Osso
Alveolar:
CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS PERIODONTAISA classificação das doenças
periodontais (DPs), assim como
classificar quaisquer outras entidades
patológicas é essencial para que se
possa estudar a etiologia, a patogenia e
o tratamento das doenças.
Classificação das doenças periodontais
Quais os conhecimentos devo clínicos
devo possuir para realizar uma correta
classificação periodontal?
É a profundidade de penetração da
sonda;
Medida expressa em milímetros.
Profundidade clínica de sondagem: 
É a distância entre a base da bolsa e
um ponto fixo na coroa, como a
junção esmalte-cemento(JEC).
Nível clínico de sondagem: 
Margem gengival está localizada na
coroa anatômica;
O nível de inserção é determinado
subtraindo-se da profundidade da
bolsa a distância da margem
gengival até a JEC.
Aumento Gengival (-):
Margem gengival está localizada
apicalmente à JEC;
O nível de inserção é determinado
somando a profundidade da bolsa a
distância da margem gengival até a
JEC.
Recessão Gengival (-):
Tipo I: Sem perda de inserção
interproximal, UEC não visível na
mesial ou na distal;
Tipo II: Perda de inserção
interproximal menor ou igual à
perda de inserção vestibular
Tipo III: Perda de inserção
interproximal maior do que a perda
de inserção vestibular.
BASE DA BOLSA
Cálculo
Grau I: Ligeiramente maior que a
normal (0.2-1.0 Na direção
horizontal);
Grau II: Moderadamente maior que a
normal (> 1mm na direção
horizontal- V/L);
Grau III: Mobilidade grave vestíbulo
lingual e/ou mesio distal combinada
com deslocamento vertical e
horizontal.
Mobilidade 
Para as condições periodontais, há
três grandes grupos:
Saúde Periodontal, Condições e
Doenças Gengivais, subdividido em:
a. Saúde Periodontal e Saúde
Gengival
Condições e Doenças Periodontais 
b. Gengivite Induzida pelo Biofilme
c. Doenças Gengivais Não Induzidas pelo
Biofilme
Processo inflamatório do periodonto
caracterizado por necrose/ulceração da
papila interdental, sangramento
gengival, halitose, dor e perda óssea
rápida.
Outros sinais/sintomas associados
podem incluir formação de
pseudomembrana, linfadenopatia e
febre.
2- Periodontite, subdividido em:
a. Doenças Periodontais Necrosantes:
“Doença inflamatória crônica
multifatorial associada com biofilme
disbiótico e caracterizada pela
destruição progressiva do aparato de
inserção dental”;
Clinicamente, classifica-se de acordo
com: ESTÁDIO- Baseia-se na severidade
que é determinada pela medida de
perda de inserção clínica e de perda
óssea verificada radiograficamente e,
pelo número de dentes perdidos devido
à periodontite.
a. Periodontite
aOBS: Estágio IV: Além dos fatores de
complexidade listados no estágio III, pode
ocorrer disfunção mastigatória, trauma
oclusal secundário (mobilidade grau 2 ou
3), defeito de rebordo grave, problemas
mastigatórios, menos de 20 dentes
remanescentes (10 pares de antagonistas).
GRAU: O grau reflete as evidências, ou o
risco, de progressão da doença e seus
efeitos na saúde sistêmica
OBS: Deve-se então inicialmente considerar
uma taxa moderada de progressão (grau
B) e procurar se existem evidências diretas
ou indiretas de uma maior progressão que
justifique a aplicação do grau C. O grau A é
aplicado para os casos em que a doença
se encontra controlada.
OBS: Se o paciente apresentar fatores de
risco associados com uma maior
progressão da doença ou menor resposta
ao tratamento periodontal, o escore do
grau deve ser aumentado
independentemente dos critérios primários
de taxa de progressão.
c. Outras Condições que afetam o
Periodonto
Métodos de exame e
 diagnóstico periodontal:
PERIODONTIA
A periodontite é uma das doenças
bucais mais comuns no mundo. A
prevalência global padronizada
por idade de periodontite grave
(SP) em 1990 a 2010.
O diagnóstico periodontal é
determinado após uma análise
cuidadosa do histórico do caso e
da avaliação dos sinais e
sintoma.
Ex: Avaliação da mobilidade,
sondagem, radiografias, testes
sanguíneos e biópsias.
O interesse deve estar no paciente
que tem a doença e não
simplesmente na doença em si.
 O diagnóstico deve, portanto,
incluir uma avaliação geral do
paciente e considerações sobre a
cavidade oral.
ll UNIDADE
Periodontia
Introdução: História do paciente:
Queixa principal e expectativas
História social e familiar. A história
familiar pode ser importante,
especialmente com respeito às
formas agressivas de periodontite.
História Dentaria:
Hábitos de higiene oral
História de tabagismo:
Segundo fator de risco mais
importante depois do inadequado
controle de placa.
@raafaellafelix
História patológica pregressa e
medicamentosa: 
Os aspectos clínicos gerais podem ser
extraídos a partir do questionário de
saúde construído para destacar
quaisquer fatores de risco clínico para
a terapia periodontal de rotina e/ou
implantes.
As quatro maiores complicações
encontradas nos pacientes podem
ser prevenidas pela análise da
história clínica com respeito aos:
Riscos cardiovasculares e
circulatórios; 
 Distúrbios hemorrágicos; 
Riscos infecciosos; 
 As reações alérgicas
Teste genético antes da terapia
periodontal e de implante:
Os polimorfismos gênicos de citocinas
podem modular a resposta do
hospedeiro para o ataque bacteriano
e influenciar a suscetibilidade para a
periodontite e a peri-implantite.
Exame Periodontal:
Sinais e sintomas das doenças
periodontais e sua avaliação:
A migração patológica dos dentes
anteriores em pessoas jovens pode ser
um sinal de periodontite agressiva
localizada (juvenil).
Gengiva:
Sangramento à sondagem:
Uma sonda periodontal é introduzida
no “fundo” da bolsa
gengival/periodontal com aplicação
de força leve e é movida
delicadamente ao longo da superfície
dentária (raiz);
 Se o sangramento for provocado na
remoção da sonda, o local examinado
é considerado 
“BoP”- positivo e, consequentemente,
está inflamado. 
Ligamento Periodontal
e 
Cemento Radicular:
Profundidade da bolsa à
sondagem:
A profundidade à sondagem, que
é a distância da margem da
gengiva ao fundo do sulco/bolsa
gengival.
Bolsas Periodontais:
O exame das bolsas periodontais
deve incluir sua presença e
distribuição em cada superfície
dentária, profundidade da bolsa,
nível de inserção da raiz e tipo de
bolsa (supraóssea ou infraóssea); 
O único método preciso para
detectar e medir as bolsas
periodontais é a exploração
cuidadosa com uma sonda
periodontal.
As bolsas não são detectadas por
exame radiográfico; 
A bolsa periodontal é uma
modificação do tecido mole.
Radiografias indicam áreas de
perda óssea no lugar em que há
suspeita de bolsa; mas elas não
mostram a presença ou
profundidade, e
consequentemente não mostram
a diferença antes e após a
eliminação da bolsa, a menos que
o osso tenha sido modificado.
A penetração da sonda pode
variar dependendo da: 
1- Profundidade Biológica ou
Histológica : Distância real entre a
margem gengival e os tecidos
inseridos (fundo da bolsa).
2- Sondagem ou Profundidade da
Bolsa Clínica : Profundidade de
penetração da sonda.
Erros inerentes à sondagem
periodontal:
 Uma variedade de fatores influencia
as medições feitas com as sondas
periodontais: 
1. A espessura da sonda usada; 
2. A angulação e o
posicionamento da sonda devido
às características anatômicas,
como o contorno da superfície
dentária; 
3. A escala de graduação da
sonda periodontal.
4. A pressão aplicada sobre o
instrumento durante a sondagem;
5. O grau de infiltração de células
inflamatórias no tecido mole e a
perda de colágeno associada.
Técnica de Sondagem: 
A sonda deve ser inserida
paralelamente ao eixo vertical do
dente e “caminhar”
circunferencialmente em torno de
cada superfície do dente.
A inserção vertical da sonda (à
esquerda) pode não detectar a
cratera interdental; o posicionamento
oblíquo da sonda (à direita) alcança
a profundidade da cratera.
Explorar com uma sonda periodontal
pode não detectar o envolvimento da
furca.
Nível de inserção à sondagem:
É a distância entre a base da bolsa e
um ponto fixo na coroa, como a
junção esmalte-cemento (JEC).
Envolvimento da Furca: 
A progressão da periodontite ao redor
dos dentesmultirradiculares pode
envolver a destruição das estruturas
de suporte da área da ramificação.
Para planejarmos o tratamento de tal
envolvimento é importante para o
diagnóstico apropriado a
identificação detalhada e precisa da
presença e da extensão da
degradação do tecido periodontal na
área.
MOBILIDADE DENTÁRIA:
 - O aumento da mobilidade é causado
por um ou mais dos seguintes fatores: 
 Perda de suporte dentário (perda
óssea);
Trauma oclusal; 
Extensão da inflamação da gengiva
ou do periápice dentro do ligamento
periodontal; 
Trauma Oclusal; 
 Processos patológicos dos maxilares;
Cirurgia periodontal; 
 Gravidez; 
 Associada ao ciclo menstrual ou ao
uso de contraceptivos hormonais.
Não está relacionado à doença periodontal
e ocorre provavelmente devido à mudanças
fisico-químicas nos tecidos periodontais.
Exame Radiográfico:
As radiografias são valiosas para o
diagnóstico da doença
periodontal, para estimar a
severidade, para determinar o
prognóstico e para a avaliação do
resultado do tratamento.
OSSO INTERDENTAL NORMAL:
A avaliação das alterações ósseas
na doença periodontal é baseada
principalmente no aspecto do
osso interdental, pois a estrutura
relativamente densa da raiz
obscurece as lâminas ósseas
vestibular e lingual.
Radiografias periapicais
frequentemente não revelam a
relação correta entre o osso
alveolar e a JEC. 
Radiografias interproximais
oferecem uma alternativa para
melhorar a imagem dos níveis
ósseos periodontais.
A perda óssea interdental pode
continuar vestibular e/ou
lingualmente para formar um
defeito circunferencial que poderia
ser difícil de ser visualizado
radiograficamente. 
A destruição óssea das faces
vestibular e lingual é mascarada
pela estrutura densa da raiz
Aspecto radiográfico da doença
periodontal:
1. Ruptura e perda de definição da
lâmina dura; 
2. Perda óssea periodontal
contínua e aumento do espaço do
ligamento periodontal; 
3. O processo destrutivo estende-
se através da crista alveolar,
reduzindo então a altura do osso
interdental; 
4. A altura do septo interdental é
progressivamente reduzida pela
extensão da inflamação e pela
reabsorção óssea.
Envolvimento de Furca:
 O diagnóstico definitivo do
envolvimento de furca é realizado
pelo exame clínico, que inclui uma
sondagem criteriosa.
Lesões Agudas do
Periodonto
O tratamento da doença
gengival aguda requer o alívio
dos sintomas agudos e a
eliminação de todas as outras
doenças periodontais, tanto
crônicas como agudas, por
toda a cavidade oral.
O tratamento não está
completo se alterações
patológicas periodontais ou
fatores capazes de causálas
estiverem ainda presentes.
Introdução:
Classificação dos abscessos:
O abscesso periodontal é uma
inflamação purulenta
localizada nos tecidos
periodontais; 
Classificado em três grupos
diagnósticos:
 • Abscesso gengival, 
• Abscesso periodontal, 
• Abscesso pericoronal
Abscesso gengival: envolve os
tecidos marginais gengivais e
interdentais.
Abscesso periodontal: é uma
infecção localizada contígua à
bolsa periodontal e pode
resultar em destruição do
ligamento periodontal e osso
alveolar. 
Abscesso pericoronal: está
associado à coroa de um dente
parcialmente irrompido
 Abscesso Gengival
Lesão inflamatória aguda e
localizada que pode surgir em
decorrência de uma variedade
de situações, incluindo infecção
pela placa bacteriana, trauma
e impacção de corpo estranho.
As características clínicas
incluem uma tumefação
vermelha, lisa, algumas vezes
dolorosa e, em muitos casos,
flutuante.
 Abscesso Gengival:
TRATAMENTO:
O tratamento do abscesso
gengival visa reverter à fase
aguda e, quando aplicável,
remover a causa
imediatamente. 
Logo que o sangramento parar,
o paciente é dispensado com
instruções de bochechar água
morna com sal a cada 2 horas
pelo resto do dia.
Após 24 horas, a área é
reavaliada e, se a resolução é
suficiente, a raspagem
completa é tentada; 
Se a lesão residual é grande ou
pouco acessível, o acesso
cirúrgico pode ser necessário.
OPÇÕES:
2. Quando possível, raspagem e
alisamento radicular são
completados para estabelecer
a drenagem e remover os
depósitos de placa bacteriana; 
3. Em situações mais agudas, a
área flutuante é incisada com
uma lâmina n° 15 e o exsudato
pode ser exteriorizado por uma
pressão digital leve.
1. Uma anestesia tópica ou
infiltrativa local é aplicada;
Abscesso Pericoronal
inflamação do tecido mole do
opérculo que cobre um dente
parcialmente irrompido.
Essa situação é observada com
muita frequência em torno dos
terceiros molares inferiores; 
Assim como o abscesso
gengival, a lesão inflamatória
pode ser causada pela
retenção de placa bacteriana,
impacção alimentar ou trauma.
Abscesso Pericoronal
TRATAMENTO:
Uma vez controlada a fase
aguda, o dente parcialmente
irrompido pode ser tratado de
forma definitiva com excisão
cirúrgica do tecido
suprajacente ou remoção do
dente envolvido;
 Assim como os outros
abscessos do periodonto, o
tratamento do abscesso
pericoronal visa ao manejo da
fase aguda, seguido da
resolução da condição crônica.
Abscesso Periodontal
Encontrado em pacientes com
periodontite não tratada e em
associação a bolsas
periodontais de moderadas a
profundas.
Os abscessos periodontais
têm sido relacionados:
As condições em que o
abscesso periodontal não está
relacionado com doença
periodontal inflamatória
incluem fratura ou perfuração
dentária e impacção de corpo
estranho; 
Remoção incompleta de
cálculo; 
Pacientes após cirurgia
periodontal, após manutenção
preventiva, após terapia
antibiótica sistêmica e como
resultado da doença recorrente;
 Controle ineficaz da diabetes
melito.
Anatomia da furca
impede a remoção
definitiva do cálculo e da
placa bacteriana.
Abscesso periodontal 
pós-profilaxia.
Fístula é observada na
gengiva inserida do
canino superior direito; 
Retalho elevado
mostrando como causa
a fratura radicular.
TRATAMENTO:
O tratamento do abscesso
periodontal inclui duas fases:
resolver a lesão aguda, seguida
pelo manejo da condição
crônica resultante
OPÇÕES:
1. Drenagem mediante
afastamento da bolsa ou
incisão 
2. Raspagem e alisamento
radicular 
3. Cirurgia periodontal 
4. Antibióticos sistêmicos 
5. Remoção
1 - Drenagem através da Bolsa
Periodontal :
1. A área periférica em torno do
abscesso é anestesiada com
anestesia infiltrativa e local suficiente
para garantir o conforto; 
2. Uma pressão leve e irrigação
podem ser utilizadas para exteriorizar
o exsudato e desobstruir a bolsa;
 3. Se a lesão é pequena e o acesso
não é complicado, o desbridamento
na forma de raspagem e alisamento
radicular pode ser tentado.
4. Se a lesão for grande e a
drenagem não puder ser
estabelecida, o desbridamento por
raspagem e alisamento radicular
ou acesso cirúrgico são protelados
até que os sinais clínicos maiores
tenham diminuído; 
5. Nesses pacientes, o uso de
antibióticos, conjuntamente, em
um regime de altas doses e curta
duração é recomendado; 
 6. A terapia antibiótica isolada
sem a drenagem subsequente e
raspagem, e alisamento
subgengival é contraindicada.
2 - Drenagem mediante
Incisão Externa
1. O abscesso é secado e isolado
com gaze; 
2. O anestésico tópico é aplicado,
seguido de um anestésico injetado
perifericamente à lesão;
3. Uma incisão vertical passando
pelo ponto central flutuante do
abscesso é realizada com lâmina
cirúrgica n°15; 
4. O tecido lateral da incisão pode
ser separado com uma cureta ou
descolador; 
5. O material flutuante é
exteriorizado, e as bordas da
ferida, aproximadas com leve
pressão digital com um chumaço
de gaze úmida.
No abscesso que se apresenta
com inchaço grave e inflamação,
uma instrumentação mecânica
agressiva deve ser evitada em
favor da terapia antibiótica de
modo a evitar danos aos tecidos
periodontais saudáveis contíguos;
 
Para aqueles que não necessitam
de antibióticos sistêmicos, as
instruções pós-tratamento
incluem: 
1. Bochechar com frequência água
morna com sal (uma colher de sopa
de sal para um copo com água de
240 mL)
2. Aplicação periódica de gluconato
de clorexidina também como
enxaguante ou aplicada localmente
com umaplicador com ponta de
algodão.
Abscesso Pulpar:
Fístula na gengiva inserida; 
 Sonda periodontal é introduzida
através da fístula e angulada de
forma a chegar à extremidade
da raiz; 
 Elevação do retalho cirúrgico
demonstra a falha da terapia
endodôntica e a raiz fraturada
como a causa da fístula
Abscesso Agudo:
Indicações para Terapia
Antibiótica em Pacientes com
Abscesso Agudo:
 1. Celulite (não localizada,
infecção espalhada); 
2. Bolsa profunda inacessível; 
3. Febre; 
4. Linfadenopatia regional; 
5. Paciente imunocomprometido.
Tratamento
O abscesso agudo é tratado
para aliviar os sintomas,
controlar a difusão da infecção e
estabelecer a drenagem; 
Os históricos são revisados e
avaliados para auxiliar o
diagnóstico e determinar a
necessidade de antibióticos
sistêmicos.
Opções de Antibióticos para
Infecções Periodontais:
 1. Antibiótico de Escolha:
Amoxicilina, 500 mg 
1g em uma dose, seguida de
500 mg três vezes ao dia por 3
dias.
Reavaliação após 3 dias para
determinar a necessidade de
continuar ou ajustar a terapia
antibiótica.
 2. Alergia à Penicilina:
Clindamicina
600 mg em uma dose, seguida
de 300 mg quatro vezes ao dia
por 3 dias 
Azitromicina (ou claritromicina):
1 g em uma dose, seguida de
500 mg quatro vezes ao dia por
3 dias
Abscesso Crônico:
Assim como ocorre com a bolsa
periodontal, o abscesso crônico
costuma ser tratado com raspagem e
alisamento radicular ou terapia
cirúrgica.
Tratamento
O tratamento cirúrgico é sugerido
quando são encontrados defeitos
verticais profundos ou defeitos de
furca, que estão além da
capacidade terapêutica ou
instrumentação não cirúrgica.
Resumindo: Agudo x Crônico
Terapia Periodontal não Cirúrgica
O objetivo dessa fase é
modificar ou eliminar os fatores
etiológicos microbianos e os
fatores que contribuem para as
doenças gengivais e
periodontais.
OBJETIVOS:
Evitar a progressão da doença;
Permitir o retorno ao estado de
saúde e conforto do paciente; 
Retorno a dentição a um estado
de saúde, conforto e função.
Introdução: Controle de Fatores Locais:
1. Remoção total de cálculo; 
2. Ajuste ou substituição de
restaurações e próteses mal
adaptadas; 
3. Restauração definitiva ou
temporária em dentes com lesões
de cárie; 
4. Movimentação ortodôntica
5. Tratamento de áreas com
impactação alimentar; 
6. Tratamento de trauma oclusal;
 7. Exodontia de dentes
condenados; 
8. Possibilidade de uso de agentes
antimicrobianos, incluindo a
coleta de amostras de placa e
realização de antibiograma.
Sequência dos procedimentos:
Etapa 1: Instrução de Higiene Oral:
Realizado na primeira consulta; 
As inúmeras consultas da fase 1
da terapia permite que o dentista
avalie, reforce e melhore as
habilidades de higiene oral do
paciente.
Etapa 2: Remoção de Cálculo
Supragengival e Subgengival. 
Etapa 3: Recontorno de
Restaurações e Próteses
Defeituosas.
Etapa 4: Tratamentos de lesões
cariosas:
A remoção do tecido cariado e a
colocação de restaurações
temporárias ou definitivas estão
indicadas na fase 1 do tratamento
devido à natureza infecciosa do
processo da doença cárie.
Etapa 5: Reavaliação 
Na consulta de reavaliação, os
tecidos periodontais são
sondados e todas as condições
anatômicas relacionadas são
cuidadosamente avaliadas.
Procedimentos cirúrgicos
periodontais somente
poderão ser esperadas se a
terapia da fase 1 resultar em
ausência de inflamação
gengival visível e o paciente
tiver aprendido o controle
diário da placa com eficácia.
Estudos:
Desde que Löe et al. (1965)
comprovaram a natureza infecciosa
da doença periodontal, mudou-se o
seu paradigma. 
Pacientes que higienizam mais
frequentemente seus dentes exibem
mais saúde periodontal
(Vysniauskaite & Vehkalahti, 2009).
 Academia Americana de
Periodontia (The American Academy
of Periodontology, 2001) endossou
esta modalidade de tratamento
para pacientes com gengivite,
destacando que o controle de
biofilme feito adequadamente pelo
paciente é, na maioria das vezes,
suficiente para uma correta
abordagem terapêutica da
gengivite.
Nos casos em que existe bolsa
periodontal ou presença de cálculo,
apenas o controle de biofilme feito
pelo paciente pode não ser efetivo
para eliminar os sinais e sintomas
da doença periodontal.
Desta forma, os procedimentos de
raspagem e alisamento radicular
são benéficos para se conseguir
reduções da inflamação gengival e
da profundidade de sondagem,
melhora do nível de inserção clínica
e uma diminuição da flora
microbiana subgengival patogênica.
Fase 1:
Completa reavaliação após a fase 1
da terapia é essencial para validar
as opções de tratamento e para
estimar o prognóstico; Carranza et
al, 2012 
Muitos pacientes podem ter doença
periodontal controlada com a Fase 1
da terapia e não necessitarem de
intervenção cirúrgica adicional.
Indicação de tratamento
especializado
 Para pacientes com 5 mm ou mais
de perda de inserção e com
presença de bolsas após a fase 1 da
terapia, o tratamento cirúrgico
deveria ser planejado. 
Casos avançados podem ser melhor
tratados por periodontistas.
Outros fatores a ser considerados na
decisão de encaminhamento ao
especialista: 
 1. Extensão da doença;
 2. Comprimento radicular;
 3. Mobilidade avançada; 
4. Idade do paciente.
5. Dificuldades na raspagem e no
alisamento radiculares; 
6. Falta de resolução da doença
após raspagem e alisamento
radiculares.
Administração sistêmica de
antibióticos:
O uso de antibióticos para o
tratamento das doenças gengivais é
contraindicado desde que a
infecção local possa ser tratada
com raspagem e cuidados
apropriados de controle da placa.
1. Motivação do paciente
 2. Controle da placa 
3. Raspagem Supragengival
 4. Raspagem Subgengival
Autocontrole da Placa:
 Escovação 
 Limpeza Interdental 
 Meios Auxiliares 
RAR/Profilaxia
Limpeza Mecânica
Principal meio mais efetivo acessível
Controle de Placa para o
 Paciente Periodontal 
Introdução 
MECÂNICO
QUÍMICO
Objetivos:
Adequação do meio bucal
Resultados:
Interrupção da progressão 
da doença; 
Retorno da saúde, conforto e função; 
 Resolução ou preparação para a
fase cirúrgica.
Métodos Mecânicos de
Controle de Placa
ESCOVAÇÃO:
Eliminar placa bacteriana;
Impedir a formação de cálculo; 
Reduzir a inflamação;
Remover restos alimentares
Para sua eficácia é preciso:
Desenho da escova; 
Habilidade do indivíduo; 
Frequência e duração da escovação
Motivação do paciente
EVOLUÇÃO DAS ESCOVAS:
ESCOVA ELÉTRICA:
Paciente com destreza limitada;
Usuários de aparatos ortodônticos;
Portadores de reabilitação oral
complexa; 
Pacientes não colaboradores.
Filamentos extra macios; 
Dentifrícios menos abrasivos;
Movimentos lentos com pressão leve
e uniforme; 
 Pacientes necessitam ser instruídos
para usar de forma adequada os
dispositivos elétricos; 
 Pacientes com problemas motor.
1. Escovação horizontal é o
método mais comumente utilizado 
 Técnica de Scrub (esfregar)
Mais simples e utilizada por pessoas que
nunca receberam instruções de higiene
bucal.
Os movimento são de vai e vem em toda
a superfície dental.
2. Escovação vertical: 
 Técnica de Leonard,1939
É semelhante à técnica de escovação
horizontal, mas o movimento é aplicado
na direção vertical usando movimentação
para cima e para baixo.
3. Escovação circular: 
 Técnica de Fones, 1934
 É realizada com a boca fechada; 
 Movimentos rápidos e circulares são
aplicados na gengiva da maxila até a
gengiva da mandíbula, fazendo-se
uma leve pressão; 
 Movimentos horizontais são usados na
superfície lingual ou palatina.
 Indicações: 
 Adultos e crianças com pouca
coordenação motora. 
Desvantagem: 
 Imobilidade de alcançar a região
proximal.
Cerdas do mesmo tamanho e
paralelas; 
 Cerdas extra macias
Pontas das cerdas arredondadas;
Cabeça pequena; 
 Cabo com empunhadura e de
material de boa qualidade
Indicação de Escova Dental:
Não há superioridade entre as
marcas
O importante é remover a placa
bacteriana respeitando a
integridade dos tecidos
Substituição: 2 messes Frequência
de escovação: 3x ou mais por dia
Técnicas de Escovação:
4. Escovação Sulcular: 
 Técnica deBass, 1948
Enfatiza a limpeza da área
diretamente abaixo da margem
gengival. 
 A cabeça da escova é posicionada
em uma direção oblíqua voltada para
o ápice radicular. As cerdas são
direcionadas para dentro do sulco, em
ângulo de 45° em relação ao eixo
longo do dente.
5. Técnica Vibratória: 
 Técnica de Stillman, 1932
A escova é posicionada com as cerdas
em um ângulo de 45° em relação ao
dente, recobrindo uma parte da
gengiva; 
 O movimento é realizado para frente e
para trás; Técnica em “Rolo”.
5.1 Técnica Vibratória: 
 Técnica de Charters, 1948
Escova com as cerdas inclinadas 45°
voltada para oclusal, incisal e fazendo
movimentos; 
Indicação: 
• Espaços interdentais (em perdas de
papila); 
• Brackets ortodônticos; 
• Áreas posteriores.
6 Técnica de Bass/Stillman
modificada
Surgiu porque os métodos de Bass e
Stillman foram ambos elaborados
para concentrar esforços de remoção
na porção cervical e em tecidos
gengivais adjacentes, podendo ser
modificados adicionando-se
movimentos de rotação; 
 A escova é colocada de maneira
semelhante nas técnicas de Bass e
Stillman.
Técnica de Stillman modificada
Indicação: 
 Tecidos com saúde; 
 Adultos e crianças com coordenação
motora ou interessadas. 
Remoção de placas nas áreas cervicais e
proximais expostas.
Técnica de Bass modificada
Indicação:
Tecidos saudáveis e comprometidos
periodontalmente. 
 Além da vibração faz o movimento de
rotação (gira a escova)
1. Fio Dental 
2. Fita Dental 
3. Escova Uni ou Bitufo 
4. Escovas Interproximais
Limpeza Interdental:
 Qualquer escova de dente,
independente do método de
escovação usado, não remove por
completo a placa interdental.
FIO DENTAL
 O fio dental é o método mais
amplamente recomendado para a
limpeza das superfícies dentárias
proximais; 
 Os fatores que influenciam a
escolha do fio dental incluem a
justaposição do contato dentário, a
aspereza das superfícies dentárias e
a destreza manual do paciente, e
não a superioridade de qualquer
produto; 
 Portanto, recomendações sobre o
tipo de fio devem ser baseadas na
facilidade de uso e na preferência
pessoal. 
RECOMENDAÇÕES:
Os benefícios da limpeza
interproximal usando fio dental são
incontestáveis; 
 Os dispositivos para uso do fio
dental funcionam da mesma forma
que o método tradicional; 
 O hábito de usar o fio dental é difícil
de ser estabelecido.
Escova Uni ou Bitufo: 
 Áreas de furca exposta; 
 Apinhamento e recessão; 
 Dentes posicionados mesialmente; 
 Distal dos últimos molares; 
 Esplintagem, Brackets, Próteses
Fixas,etc..
Escova Interdental: 
 Ameias largas; 
 Lesão de furca grau III; 
 Concavidades das superfícies
proximais; 
Sem presença de ponto de contato; 
 Próteses Fixas; 
 Implantes( parte central plástica)
LIMPADORES DE LÍNGUA:
Métodos Auxiliares:
HIGIENIZADOR:
SUPERFLOSS:
DENTIFRÍCIO:
Os dentifrícios são auxiliares na
limpeza e no polimento das
superfícies dentárias; 
 Eles são frequentemente usados
em forma de pasta; entretanto,
pós e géis dentários também
estão disponíveis.
Os dentifrícios são feitos de: 
 Abrasivos (p. ex., óxidos de
silicone e alumínio e cloreto
granular de polivinil); 
Água; umectantes; sabonete ou
detergente; 
Agentes flavorizantes e
adoçantes; 
Agentes terapêuticos (p. ex.,
fluoretos e pirofosfatos); 
 Corantes e preservativos.
Controle químico da placa
com enxaguatórios bucais:
CLOREXIDINA:
Digluconato de clorexidina a 0,2% ou
a 0,12%; 
 Inibem quase completamente o
desenvolvimento da placa
bacteriana, cálculo e gengivite em
modelos de gengivite experimental
em humanos;
Possui baixa atividade tóxica
sistêmica em humanos. 
 Efeitos colaterais locais e
reversíveis: 
• Manchas marrons nos dentes, na
língua e em restaurações de resina e
de silicato; 
• Diminuição transitória do paladar.
 Bochecho com Óleos Essenciais:
Bochechos com óleos essenciais
contêm timol, eucaliptol, mentol e
salicilato de metila; 
 Esses preparados foram avaliados
em estudos clínicos de longo prazo
e demonstraram reduções da placa
de 20% a 35% e redução de
gengivite de 25% a 35%.
 AGENTES EVIDENCIADORES:
Os agentes evidenciadores são
soluções ou pastilhas capazes de
corar os depósitos bacterianos
sobre as superfícies dos dentes,
da língua e da gengiva; 
 Eles podem ser usados como
ferramentas de educação e
motivação para melhorar a
eficiência dos procedimentos de
controle de placa.
Motivação do Paciente:
 Sucesso do tratamento; 
 Colaboração do paciente; 
 Agentes evidenciadores; 
 Orientação de higiene oral.
Depois que o diagnóstico e o
prognóstico tiverem sido
estabelecidos, o tratamento é
planejado; 
 O tratamento de pacientes
portadores de cárie e doença
periodontal, incluindo sintomas das
condições patogênicas associadas,
tais como pulpites, periodontites
periapicais, abscessos gengivais,
migração dentária etc.;
Pode ser dividido em quatro
 diferentes fases: 
1. Fase sistêmica da terapia,
incluindo aconselhamento sobre o
tabagismo; 
2. Fase inicial (ou higiênica) da
terapia periodontal, ou seja, terapia
relacionada à causa.
PLANO DE TRATAMENTO
Introdução 
3.Fase corretiva da terapia
periodontal, ou seja, medidas
adicionais, tais como cirurgia
periodontal e/ou terapia
endodôntica, cirurgia para implante,
tratamento restaurador e/ou
ortodôntico e protético.
4. Fase de manutenção, ou seja,
terapia periodontal de suporte.
Metas do tratamento:
Para cada paciente com
diagnóstico de periodontite, uma
estratégia para tratamento,
incluindo a eliminação da infecção
oportunista, precisa ser definida e
seguida; 
Essa estratégia de tratamento
também precisa definir os
parâmetros clínicos a serem
atingidos por meio da terapia.
Esses parâmetros devem incluir: 
Redução ou resolução da gengivite;
Redução na profundidade da bolsa
à sondagem; 
Eliminação de furcas abertas em
dentes multirradiculares: o
envolvimento de furca não deve
exceder 2 a 3 mm horizontalmente; 
 Ausência de dor 
 Satisfação individual de estética e
função.
Terapia Inicial:
1. Instrução de higiene oral
2. Remoção de dentes
comprometidos 
3. Fechamento de cavidades 
4. Raspagem supragengival do
arco superior 
5. Raspagem supragengival do
arco inferior
6. Motivação do paciente 
7. Raspagem e alisamento radicular
8. Controle do biofilme bacteriano 
9. Eliminação dos fatores irritantes
10. Remoção de Cáries
Observações: 
Profundidade de sondagem acima
de 5mm o dente será radiografado
para analisarmos a extensão da
lesão óssea; 
No plano de tratamento devemos
avaliar: dente girovertido, dente
fraturado, dente com desgaste,
mordida cruzada, assimetria facial.
Sondar os sítios que sangravam; 
 Gengivite=>Caracterizada pela
presença de 25% ou mais de sítios
com sangramento à sondagem e
nenhum sítio com perda de inserção
clinica(NIC) > 2m.
Periodontite=> Sangramento a
sondagem, indivíduos com baixas
médias de porcentagem de
sangramento a sondagem (25%)
devem ser de alto risco.
Periodontite Localizada=>
 A periodontite é considerada localizada
quando menos de 30% dos locais
avaliados na boca apresentam perda
de inserção e perda óssea. 
Periodontite Generalizada=>
 A periodontite é considerada
generalizada quando mais de 30% dos
locais avaliados na boca apresentam
perda de inserção óssea.
Severidade da Doença:
Periodontite Agressiva: 
Compreende um grupo de formas de
periodontite de progressão rápida,
raras e frequentemente graves, muitas
vezes caracterizadas pela idade
precoce da manifestação clínica e uma
tendência distinta dos casos a se
desenvolver em uma mesma família.
Periodontite agressiva localizada: 
Quanto atinge o primeiro molar e incisivo
e mais dois dentes permanentes que não
estes.
Periodontite agressiva generalizada: 
Quando atinge o primeiro molar e
incisivos e mais de dois dentes.
Mobile User
Terapia de Manutenção:
Possui a finalidade de garantir tudo
àquilo que você fez, porque no
tratamento é necessário ter o controle
do paciente, ter a manutenção;Então, vai ser reavaliado esse
paciente, ver se tem áreas em que
houve uma reinfecção, uma
reincidência da doença.
Após o término do tratamento ativo, o
paciente deve ser envolvido em um
sistema de manutenção para que os
resultados alcançados com o
tratamento não sejam perdidos.
O intervalo de tempo entre as
consultas irá variar de acordo com o
grau de destreza do paciente em
manter um controle adequado de
placa bacteriana; 
 Dados de estudos científicos
mostram que um intervalo de 3 meses
é adequado para a quase totalidade
dos pacienntes.
A cada retorno do paciente, este é
reavaliado quanto ao controle de
placa e o tempo até o próximo retorno
é reavaliado; 
O tempo de rechamada é projetado
individualmente, alguns pacientes
deverão retornar todo mês, enquanto
outros necessitam apenas de um
retorno por ano.
Nas visitas de manutenção, os seguintes
procedimentos serão realizados:
Avaliação do padrão de higiene oral;
Raspagem e polimento coronário se
estiverem indicados para a ocasião.
Exame / Diagnóstico Reexame Plano
de tratamento inicial:
Apresentação do caso / Terapia relacionada a causa
1. Tratamento periodontal 
2. Tratamento de cáries 
3. Tratamento endodôntico 
4. Exodontias (prótese temporária)
Terapia corretiva
1. Exodontias
 2. Reconstrução protética temporária 
3. Cirurgia Periodontal 
4. Terapia Restauradora Definitiva
 5. Controle periódico Terapia de
Manutenção
Doença periodontal
É uma doença infecto inflamatória,
indolor, que acomete os tecidos de
suporte e sustentação. 
MICROBIOLOGIA DAS DOENÇAS PERIODONTAISMicrobiologia das doenças periodontais
A doença periodontal não é
causada apenas por um
microrganismo. 
É uma infecção mista contendo
diversos microrganismos
periodonto patogênicos. 
A composição desta infecção
influencia no graude destruição
periodontal
As doenças periodontais são alterações
infecciosas que possuem diversas
propriedades similares às infecções
bacterianas em outras regiões do corpo
e em grande proporção podem ser
combatidas de maneira semelhante.
Semelhanças e diferenças das doenças
periodontais com outras doenças
infecciosas
Evidências no papel principal das
bactérias na etiologia das doenças
periodontais
“Gengivite Experimental” 
Inflamação Gengival
Micobriota bucal
PH 
Umidade 
Temperatura 
Concentração de O2 
Nutrientes
Infecções Endógenas
Bactérias endógenas, indígenas, que
residem nonosso organismo, deixam de
ser comensais epassam a ser
patogênicas(causam infecção); Defesa
do hospedeiro. EX: Prevotella intermedia,
Fusobacterium sp.,Espiroquetas,...
Infecções Exógena
Microorganismos que não fazem parte
da microbiota normal.
 EX: Ex: Salmonela, HIV, Aa, Pg,...
A periodontite crônica é
predominantemente uma infecção
endógena, mas também tem
microrganismos exógenos.
A periodontite agressiva é
predominantemente uma infecção
EXÓGENA(A.a)
Infecções Oportunistas
Microrganismos superinfectados
Endógenos oportunistas: 
Bastonetes entéricos
Enterococos
Estafilococos
Pseudomonos
Fungos
Principais Nichos Microbianos
Saliva 
Dorso da língua 
Sulco Gengival 
Dente 
Mucosa
Evidências do papel principal das
bactérias na etiologia da doenças
periodontal 
Os microrganismos endógenos são
predominantes nas periodontites, mas
as mais virulentas são as
exógenas......Por isso a PERIODONTITE é
uma infecção “MISTA”,polimicrobiana.
Microrganismos Transitórios
São exógenos, mas podem colonizar por
um tempo a cavidade oral e depois
desaparecer outorna-se endógena.
Teoria que relacionava qualquer
acúmulo de microrganismos na
margem gengival à produção de fatores
irritantes e, consequentemente à
inflamação gengival e a destruição do
periodonto.
Composição microbiana da placa
dentaria bacteriana dos pacientes
difere, dentre as diversas entidades
clínicas periodontais, tais como
periodonto saudável, gengivites e
periodontites.
Principais características dos Patógenos
Periodontais
Microrganismos Gramnegativos;
Anaeróbios ou microaerófilos;
Proteoliticos; 
Hipótese da Placa Inespecífica
A doença periodontal resulta apenas da
placa patogênica e sua patogenicidade
depende da presença ou aumento de
microrganismos específicos.
Cárie: bactérias Gram-positivas
facultativas sacarolíticas e
intensamente acidogênicas; 
Doença Periodontal: Gram-negativas
anaeróbicas estritas proteolíticas.
Dotados de motilidade; 
Produção de toxinas
Uma vez que esse habitar sofre
alterações ,desencadeia um processo de
sucessão microbiana.
Para fazer parte de um ecossistema, a
bactéria tem que encontrar um habitar
favorável;
Uma sequência ordenada de
acontecimentos leva à formação de um
biofilme microbiano, rico em espécies,
estrutural e funcionalmente organizado.
Formação dos biofilmes dentários
Adsorção de um filme de condiciona-
Os diferentes estágios da formação
dobiofilme dentário incluem: 
Hipótese da Placa Específica
Características básicas do Ecossistema
Periodontal
Inúmeros fatores do hospedeiro ajudam
a determinar a composição e a
atividade da microbiota oral natural que
fornece benefícios ao hospedeiro.
A alteração de um fator ambiental
fundamental pode romper a
estabilidade natural (homeostase
microbiana) da microbiota residente em
um local e resultar em reorganização da
composição e da atividade da
comunidade microbiana residente; tal
mudança pode predispor o local à
doença.
Adesão reversível entre a superfície
da célula microbiana e o filme de
condicionamento;
 mento (película adquirida);
Representação esquemática dos
diferentes estágios na formação dos
biofilmes dentários. A. A película se
forma sobre superfície dentária limpa
(1). As bactérias são transportadas
passivamente para as superfícies
dentárias (2 I), nas quais elas podem ser
mantidas de modo reversível por fracas
forças de atração de longo alcance (2 II). 
Biofilmes dentários
A estrutura do biofilme;
Heterogenicidade fisiológica no seu
interior; 
“Quorum sensing”;
Aderência;
Mecanismos de resistência
antibiótica
B. A ligação se torna mais estável graças
a interações moleculares
estereoquímicas específicas entre
adesinas na bactéria e receptores
complementares na película (3), e
colonizadores secundários se ligam aos
colonizadores primários já ligados por
interações moleculares (coadesão) (4).
C. O crescimento resulta em maturação
do biofilme, facilitando uma ampla
gama de interações intermicrobianas
(sinérgicas e antagônicas) (5). Em
algumas ocasiões, as células se
desprendem e colonizam outros locais
(6). (Fonte: Marsh e Martin, 2009.
Reproduzida, com autorização, de
Elsevier.)
Placa continua atraindo bactérias;
Na medida em que continua
acumulando, cria um ambiente não
saudável com diversas espécies
bacterianas e seus produtos.
Características do biofilme
A estrutura do Biofilme
Exopolisacarídeos;
50-95% do peso seco do biofilme;
Funções
Mantém a integridade do biofilme;
Previne a desidratação e ataque por
agentes nocivos;
Aglutinar nutrientes essenciais,
favorecendo o desenvolvimento dos
microorganismos.
Aderência bacteriana
Inicialmente as bactérias podem ser
reversivelmente mantidas perto da
superfície por forças físico-químicas
fracas, de longo alcance.
 Forças de Van Der Waals
Predominância de grupos
de bactérias encontradas
em diferentes locais sobre
a superfície dentária, e
características
fundamentais de todos os
hábitats.
Infecções Oportunistas
Microrganismos superinfectados
Endógenos oportunistas: 
Bastonetes entéricos
Enterococos
Estafilococos
Pseudomonos
Fungos
Principais Nichos Microbianos
Saliva 
Dorso da língua 
Sulco Gengival 
Dente 
Mucosa
Evidências do papel principal das
bactérias na etiologia da doenças
periodontal 
Posteriormente As moléculas (adesinas)
nesses primeiros colonizadores
bacterianos (principalmente
estreptococos, p. ex., Streptococcus
mitis, Streptococcus oralis) conseguem
se ligar a receptores complementares na
película adquirida para tornar mais forte
a ligação.
 l
-> Receptores de Adesinas
Colonizadores pioneiros começam a se
multiplicar 
Bactérias que se ligam precocemente
modificao ambiente local
Conforme o biofilme se desenvolve, as
adesinas na superfície celular dos
colonizadores secundários mais
exigentes,ligam-se aos receptores das
bactérias já conectadas.
A coadesão ajuda a garantir que as
bactérias “coabitem” com outros
microrganismos com funções
metabólicas complementares.
Coadesão:
Microbiota oral residente 
para o Hospedero
O paradigma “comunismo comensal”
propõe que nossa microbiota e a
mucosa oral formam um “tecido”
unificado no qual a troca entre o
micróbio e o hospedeiro seja finalmente
equilibrada para assegurar sobrevida
microbiana e prevenir a indução de
inflamação danosa.
Um dos principais benefícios da
existência de uma microbiota residente
em um local é a capacidade de prevenir
a colonização por microrganismos
exógenos (e geralmente patogênicos)
Cálculo Dental:
O grau de formação do cálculo
depende não apenas da quantidade
de placa bacteriana, mas também
da secreção das glândulas salivares
 - cálculo supragengival pode ser
reconhecido como uma massa de
consistência moderada, cuja coloração
varia de branco amarelado a
amarelo escuro ou até mesmo marrom.
Patógenos Potenciais para Periodontite 
Isso provavelmente reflete o efeito do
histórico genético do hospedeiro
sobre a doença associada a essa
bactéria
Actinomycetemcomitans, a bactéria
associada à doença rapidamente
progressiva, não se agrupa com a
maioria dos microrganismos do
complexo vermelho associados à
doença.
Características básicas do 
Ecossistema Periodontal:
 Saúde Periodontal
 Gengivite 
Doença Periodontal
 Gram positivas
 Gram negativas
 Anaeróbios 
facultativas ou estritos 
Sacarolíticos ou
Proteolíticas
Fluido gengival: componente do soro
e proteínas
Trata-se de bactérias caracterizadas por
metabolismo proteolíticos, gram -
negativos e anaeróbias obrigatórias
Periodonto sadio:
Epitélio gengival estratificado
queratinizado;
 Sulco Gengival com profundidade de
1 a 3 mm; 
Tecido conjuntivo gengival fibroso;
Pouco infiltrado inflamatório; 
Bactéria Gram-positivas e
facultativas; 
Colonizadores iniciais 
Gengivite:
 Presença de inflamação
Epitélio gengival edemaciado e
presença de sangramento; 
Sulco Gengival com profundidade
de 3 a 4 mm 
Tecido conjuntivo degradado;
Aumento do infiltrado
inflamatório; 
Bactéria Gram-positivas e Gram-
negativas; 
Co-agregação
Periodontite Crônica: 
Presença de inflamação
Epitélio gengival edemaciado e
presença de sangramento 
Sulco Gengival com profundidade de
4mm(bolsa periodontal; aumento
da anaerobiose.
 Tecido conjuntivo degradado e
ulcerado;
Aumento do infiltrado
inflamatório(plasmócito); 
Bactéria Gram-negativas
anaeróbias estritas; 
Proteolíticas
Função = Inserção + Proteção 
Gengiva (livre e inserida)
Ligamento periodontal 
Osso alveolar
Cemento
PATOGÊNESE DA DOENÇA PERIODONTALPatogênese da Doença Periodontal
Origem e o desenvolvimento de
uma doença.
Mecanismo pelo qual o fator
etiológico causa a doença
PATOGÊNESE:
ANATOMIA DO PERIODONTO
Gengiva livre e inserida)
Como se mantém a saúde?
Como se desenvolve a Gengivite?
 Como se desenvolve a
Periodontite? 
 - Periodonto sem alterações clínicas 
- Alterações no periodonto de
proteção
- Alterações no periodonto de
inserção
SAÚDE
Homeostasia Periodontal 
ll
Mecanismo de manutenção: 
Defesa do organismo contra
as agressões
As reações inflamatórias e
imunológicas 
Gengivite e Periodontite
Patogenia Periodontal:
Desafio Microbiano ( Principal Fator) 
Resposta do hospedeiro ( Reação ) 
Lesões Teciduais ( Lesão destrutivo)
 Doenças Gengivais
Doenças Periodontais
SAÚDE/AGRESSÃO
+
Susceptibilidade para a doença 
ll
Alterações Teciduais 
A saúde é mantida sob 
EQUILIBRIO HOMEOSTÁSICO
Agressão
Defesa do
hospedeiro
EQUILIBRIO HOMEOSTÁSICO
BIOFILME RESPOSTA
INFLAMATÓRIA
Fatores
Genéticos
Fatores
Anbientais
Mecanismo ESTRUTURAL 
para a manutenção da 
Homeostasia
Integridade do epitélio gengival,
juncional, e sulcular intactos; 
Previne invasão de
microorganismos no tecido
periodontal; 
Barreira contra penetração de
produtos produzidos pelos
microorganismos
Mecanismo FUNCIONAL 
para a manutenção da
 Homeostasia
Turnover do epitélio e componentes
da matriz extracelular; 
Reposição de componentes
celulares e teciduais danificados
pela agressão dos microrganismos. 
Epitélio Gengival 7-8 dias
 Epitélio Juncional 3-4 dias
Mecanismo de defesa 
Placa bacteriana na superfície do dente na
entrada do sulco gengival.
 Neutrófilos saindo do vaso para o tecido
conjuntivo e migrando por quimiotaxia no
epitélio juncional
 FORMA A BARREIRA NEUTRÓFILICA 
Bactéria opozonizada e fagocitada
Saliva -> Limpeza continua e presença
de aglutinantes e anticorpo (IgA) e
destruir microrganismos
Fluido Gengival Crevicular -> Limpa o
SG ( sulco gengival) e BP (Bolsa
Periodontal) carreando componentes do
soro (Complemento e Anticorpos
especifico)
Fluido Gengival -> É um componente
plasmático que vem de dentro do tecido,
passa pelo epitélio juncional até o sulco;
Barreira Neutrófila -> Presença de
células de defesa podendo fagocitar e
destruir microorganismos; 
 É um produto da inflamação da gengiva
clinicamente sadia
Tecidos clinicamente saúdavel baixos níveis
de expressão de determinados mediadores
inflamatórios, como: 
Selectina E no endotélio vascular: Facilita a
migração leucocitária dos vasos para os
tecidos; 
IL-8 : ao chegar ao vaso, fazem com que as
células endoteliais expressem células de
adesão para que os neutrófilos se integrem
com a parede do vaso.
( O epitélio começa a trabalhar sob ação da
placa) .
Citocina IL-8: Função: Quimiotaxia; 
Quimioatraente para PMN (Neutrófilo) 
Estimula seletivamente atividade das MMPs
(Metaproteinase da Matriz – Enzima
Proteolítica da Matriz); Níveis mais
elevados em lesões de periodontite(PE),
principalmente associado com epitélio
juncional.
INATA ADAPTATIVA
Não Específica; 
Presente ao
nascer;
Intensidade não
muda com a
exposição; 
Componentes:
barreira
mecânicas de
superfície,
células e
produtos
secretados;
 Proteção:
bactéria, fungo,
vermes
Resposta
Especifica;
Adquirindo apartir
da exposição
(antígeno);
Intensidade
aumenta com a
exposição;
Componentes:
células e produtos
secretados;
Proteção: bactéria
(incluindo
intracelulares),
vírus e
protozoários
Fatores de Risco Adquirido
 e do Meio Ambiente
ANTICORPOS
PMNs
ANTÍGENO/Lps
Outros fatores
de Virulência
CITOCINAS
MMPs da Matriz
Fatores de Riscos Genéticos
Desafio Microbiano: Bactérias
(vão estabelecer fatores de virulência, como LPS, Antígeno)
Sinais Clínicos da Doença Periodontal: Inicio e Progressão 
Vão antagonizar o desafio microbiano 
Nessa resposta a células vão produzir Citocinas e MMP da matriz
Interferência no metabolismo do tecido conjuntivo e ósseo
Essa interferência e alteração no metabolismo do tecido
conjuntivo e ósseo será a principal patogenia da DOENÇA
PERIODONTAL 
A destruição do tecido e do aumento da inflamação, vão gerar
o desequilíbrio homeostático, gerando os sinais clínicos da
doença.
Na gengivite (doenças do periodonto de proteção) acontece
exatamente este ciclo. 
Na DP o desafio microbiano é o 1° estágio da doença. O
individuo necessita ter fatores de risco genético ou adquiridos.
OBS.: Sem higiene bucal (1970 – 1985) 
Mortalidade dental e perda de inserção clínica interproximal:
 • 8% - progressão rápida 
• 81% - progressão moderada 
• 11% - sem progressão
FATORES SECUNDÁRIOS LOCAIS
Anatomia e Posição Dental
 Restaurações e Próteses
 Aparelhos Ortodônticos 
Cavidades Cariosas 
Cálculo Supra e Subgengival
Tabagismo
FATORES SECUNDÁRIOS SISTÊMICO
Imunodeficiências (Leucemia, AIDS) 
Desordens congênitas (Síndrome de
Down e de Papillon-Lefevre) 
Desordens metabólicas (Diabetes e
Artrite Reumatoide)
Tabagismo 
Stress / fatores psicossomático
ESTÁGIOS DE DESENVOLVIMENTO
GENGIVITE PERIODONTITE
Acúmulo de Placa
Resposta Inflamatória Substancial
Sem perda considerável
 de inserção periodontal 
 Insuficiência de Neutrófilos 
 Forte ataquemicrobiano
 Incapacidade da resposta
do hospedeiro ao biofilme
Gengiva Normal:
Lesão inicial / Lesão precoce -
“gengivite aguda” 
Lesão estabelecida - “gengivite
crônica” 
 Lesão avançada - “periodontite”
Epitélio oral queratinizado
Coloração Rósea 
Consistência firme e contorno
parabólico da margem gengival
Papilas Interdentais firmes
As gengivas que são
rotineiramente classificadas
como gengivas “clinicamente
sadias“ não são tão perfeitas do
ponto de vista histológico quanto
as descritas como “gengivas
normais”
As gengivas clinicamente sadias
seriam representadas
tipicamente por aquele nível de
normalidade obtidos por
pacientes que mantêm um
padrão satisfatório e regular de
controle de placa.
Lesão Gengival Inicial
Em 2-4 dias ocorre uma lesão
inicial com o acúmulo de placa;
Fluxo do fluido gengival aumenta; 
Placa G+, aeróbias; 
Proliferação inicial lateral do EJ;
Abertura de capilares
Migração de PMNs, saída de
proteínas; 
Exsudato levemente alterado; -
Acúmulo de linfócitos; 
Início de perda colágena;
Ausência de perda óssea
A lesão “inicial” ocorre entre o
segundo e o quarto dias depois do
começo do acúmulo da placa. 
A lesão é subclínica e só pode ser
vista ao exame histológica
Lesão Precoce:
Ocorre 04-07 dias após o acúmulo
de placa; 
Linfócitos e Macrofágos
predominam nesta fase;
 Sintoma clínico: vermelhidão da
margem gengival; 
Liquido Gengival Crevicula
A gengivite também pode ser
considerada uma reação
imunológica bem-controlada; 
A natureza subsequente, prolongada,
da resposta inflamatória resulta em
gengivite crônica;
 O colágeno em uma lesão estável
está degradado, mas não resulta em
perda de união.
Enquanto na maioria das pessoas a
resposta imune é capaz de conter a
ameaça microbiana, na gengivite é
somente com limpeza mecânica que
a ameaça microbiana pode ser
resolvida.
Quando a placa é removida, os
tecidos gengivais se regeneram e
remodelam, não havendo dano
permanente nem alteração da
arquitetura tecidual.
O estágio final da gengivite é
denominado lesão estabelecida, que
é diferenciada da lesão precoce pelo
aumento das proporções de linfócitos
B e plasmócitos. 
A gengivite estabelecida pode ser
diferenciada da periodontite
estabelecida, consideravelmente
maior e dominada por plasmócitos, e
das lesões da periodontite avançada.
Não é possível dizer se o aumento das
proporções de linfócitos B e plasmócitos
na gengivite estabelecida representa
uma lesão estável na gengivite ou na
verdade é o começo de uma lesão
progressiva na periodontite.
Estágio intermediário entre 
gengivite e periodontite
Lesão Estabelecida:
21 dias → podendo persistir por
anos; 
Placa G+ e G-; 
↑ Proliferação lateral do EJ;
Pseudo-bolsas; 
Plasmócitos (10 a 30%);
Aumento do exsudato;
 Destruição de fibroblastos e
colágeno; 
Ausência de perda óssea
Lesão Avançada
Placa G+ e G-;
 Proliferação lateral do EJ;
Proliferação apical do EJ;
 Bolsa verdadeira
Processo de perda óssea
dividido em 3 fases:
GENGIVITE PERIODONTITE
Alteração da
microbiota
Susceptibilidade
do HospedeiroX
Migração apical do epitélio juncional
Perda de inserção conjuntiva
FENÔMENOS VASCULARES E CELULARES 
Patógenos Potenciais para Periodontite
Durante as duas últimas décadas foi
estabelecido que a periodontite
resulta da interação dos mecanismos
de defesa do hospedeiro com
biofilmes contendo complexos
incluindo Porphyromonas gingivalis,
Tannerella forsythia e Treponema
denticola.
Aggregatibacter
actinomycetemcomitans está
relacionada à chamada periodontite
agressiva em algumas populações. 
Placa não-específica: A doença
periodontal resulta da elaboração de
produtos nocivos por toda flora
bacteriana 
Placa específica: A doença
periodontal resulta apenas da placa
patogênica e sua patogenicidade
depende da presença ou aumento de
microrganismos específicos.
--> Na realidade, é reconhecido que
muitas pessoas carregam os
microrganismos sem manifestar.
A doença periodontal provoca a
degradação tecidual e, portanto, as
proteases tanto do hospedeiro quanto
dos microrganismo, são fundamentais
para o processo destrutivo;
Podem ser classificadas em:
As Enzimas produzidas por espécies
sub gengivais parecem ser capazes de
degradar virtualmente todas as
macromoléculas encontradas em
tecidos periodontais.
Proteinases 
 -> Endopeptidase(proteinases) 
-> Exopeptidases
Depende do local de atividade da enzima
no substrato.
Proteinases do microorganismos:
Matriz celular está em constante
renovação e remodelação; 
A Fatores de virulência presentes na
doença periodontal, como o LPS,
rompem o equilíbrio
formação/remodelação.
Induzindo a produção dessas
metaloproteináses (MMPs), mais
intensamente levando a uma grande
perda de tecidos periodontais.
Inibidores de proteases modulam a
função proteolítica no sulco gengival,
diminuindo o processo inflamatório
(antitripsina alfa-1)
 Algumas proteinases produzidas
pelos microorganismos são capazes
de impedir a ação desses inibidores
(Dentilisina, Gengivaína)
Predominante no sulco gengival; 
 1º linha de defesa; 
 Diapedese 
 Fagocitose 
 Processamento bacteriano 
 Liberação de proteases e citocinas
As Citocinas são proteínas solúveis,
secretadas por células, que agem
como mensageiras transmitindo sinais
para outras células; 
São responsáveis pela iniciação,
manutenção da resposta imune
inflamatória e regulação e
crescimento celular; 
Muitas citocinas tem função
sobrepostas
Proteinases do Hospedeiro
Inibidores de proteinases 
Leucócitos Polimorfonucleares (PMN) 
Citocinas 
IL-1, IL-6 e TNF-α: destruição óssea;
 IL-8: quimiotaxia para os PMNs;
 Células T- helper (TH1 e TH2): regulam
as resposta imune celular; 
PGE2: derivada do Ác. Aracdônico 
Interleucinas 
-> Vasodilatador potente Indutor da
produção de o
PROGRESSÃO DA DOENÇA 
Surtos de atividade e remissão 
Destruição contínua com breves
episódios localizados de remissão
e exacerbação.
– episódica