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Lesões Agudas do 
Periodonto
Profa Amanda dos Santos Disciplina: Periodontia (I)
Profa. Amanda dos Santos
Bibliografia
Profa. Amanda dos Santos
Bibliografia
Profa. Amanda dos Santos
Bibliografia
Profa. Amanda dos Santos
Ao final desta aula, o aluno deverá…
• Reconhecer as principais lesões agudas do
periodonto.
• Diferenciar abscesso gengival, periodontal e
lesão de origem endodôntica.
• Identificar doenças periodontais necrosantes.
• Definir a conduta inicial diante de uma
urgência periodontal.
• Reconhecer sinais de gravidade e indicação
de abordagem sistêmica.
Profa. Amanda dos Santos
Imaginem que um paciente chega à clínica
dizendo:
‘Doutor(a), meu dente começou a doer
ontem, minha gengiva está inchada e hoje
saiu pus’.
Só porque tem pus, eu posso afirmar que é 
um abscesso periodontal?
Não. E é justamente esse o problema que vamos aprender a resolver hoje.
Algumas lesões do periodonto aparecem de maneira rápida, dolorosa e podem
exigir atendimento imediato. Mas antes de tratar, precisamos descobrir de onde
essa lesão está vindo, qual a provável origem e o que precisa ser feito
primeiro.
Profa. Amanda dos Santos
• Anamnese
• Exame clínico (avaliação 
intra e extra-oral)
• Radiografia
• Teste de vitalidade / 
sensibilidade
Origem da lesão
Diagnóstico Tratamento 
adequado
Processo clínico
Periodontal
Endodôntica
Endo-pério
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Agudas do Periodonto
Definição: “Condições clínicas de início rápido que envolvem o
periodonto, ou estruturas associadas, e podem ser caracterizadas por
dor ou desconforto, destruição tecidual e infecção” (American
Academy of Periodontology 2000).
• Abscessos gengivais
• Abscessos periodontais
• Abscessos pericoronários
• Pericoronarite
• Doenças periodontais necrosantes 
• Gengivoestomatite herpética
• Lesões endoperiodontais
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Agudas do Periodonto
• Abscesso gengival
• Abscesso periodontal
• Lesões endoperiodontais
• Pericoronarite e Abscesso pericoronários
• Doenças periodontais necrosantes 
• Gengivoestomatite herpética
Profa. Amanda dos Santos
Abscesso Gengival
• Lesão inflamatória aguda localizada.
• Pode surgir a partir de uma variedade
de fatores, incluindo infecção pela
placa microbiana, trauma e impactação
de corpo estranho.
• Os sinais clínicos incluem um edema
eritematoso, liso, às vezes doloroso e
frequentemente flutuante.
Profa. Amanda dos Santos
Abscesso Gengival
Restrito aos tecidos gengivais.
Gengiva marginal ou papila interdental.
Sem bolsa periodontal preexistente.
Sem perda de inserção periodontal. 
Sem perda óssea associada à lesão. 
Frequentemente associado à placa microbiana, 
impactação de corpo estranho ou trauma local.
Profa. Amanda dos Santos
Abscesso Gengival
Tratamento:
• Destina-se à reversão da fase aguda.
• Remoção imediata da causa.
• Anestesia tópica ou infiltrativa local.
• Raspagem e o alisamento radicular são
concluídos para estabelecer a drenagem e a
remoção de depósitos microbianos.
Profa. Amanda dos Santos
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Agudas do Periodonto
• Abscessos gengival
• Abscessos periodontal
• Lesões endoperiodontais
• Pericoronarite e Abscesso pericoronário
• Doenças periodontais necrosantes 
• Gengivoestomatite herpética
Profa. Amanda dos Santos
Abscesso Periodontal
Definição: “Lesões agudas caracterizadas por acúmulo
localizado de pus dentro da parede gengival da bolsa
periodontal, rápida destruição tecidual e associados
ao risco de disseminação sistêmica” (World Workshop
on the Classification of Periodontal and Peri-Implant
Diseases and Conditions, 2017).
Profa. Amanda dos Santos
Abscesso Periodontal
É uma infecção localizada contígua à bolsa periodontal e
pode resultar na destruição do ligamento periodontal e do
osso alveolar, com acúmulo localizado de pus.
São tipicamente encontrados em pacientes com
periodontite não tratada e em associação a bolsas
periodontais moderadas a profundas.
Surgem como uma exacerbação aguda de uma bolsa
preexistente.
Relacionados principalmente com a remoção incompleta
de cálculo subgengival (muito comum em área de furca).
Profa. Amanda dos Santos
Abscesso Periodontal
Tratamento:
• Aliviar os sintomas, controlar a disseminação da infecção e estabelecer a drenagem.
• Antes do tratamento, a história médica do paciente, a história dental e a condição
sistêmica são revisadas e avaliadas para auxiliar no diagnóstico e determinar a necessidade
de antibióticos sistêmicos.
Profa. Amanda dos Santos
O tratamento principal é local, visando estabelecer drenagem e eliminar a causa da 
infecção.
Antibióticos podem ser indicados quando há manifestações sistêmicas (como 
febre e mal-estar), disseminação da infecção (celulite, linfadenopatia etc.) ou 
situações específicas relacionadas à condição/imunidade do paciente.
Tratamento local = primeira escolha
Drenagem + debridamento/controle da causa
Antibiótico sistêmico?
Não é rotina
Considerar quando houver disseminação da infecção e/ou 
comprometimento sistêmico.
Abscesso Periodontal
Profa. Amanda dos Santos
Abscesso Periodontal
Diagnóstico Diferencial:
Abscessos periapicais, cistos periapicais 
laterais, fraturas radiculares verticais e 
lesões endoperiodontais.
Podem ter aparência e sintomatologia
semelhantes, embora sua etiologia seja
diferente e, portanto, seu tratamento
adequado dependerá de um diagnóstico
diferencial preciso.
Sinais e sintomas que indicam uma origem periodontal:
• História pregressa de periodontite ou terapia periodontal 
prévia;
• Presença de bolsas periodontais profundas com supuração à 
sondagem;
• Vitalidade do dente.
Radiograficamente:
• Perda da crista óssea;
• Defeitos ósseos angulares; 
• Lesões de furca.
Profa. Amanda dos Santos
Abscesso Periodontal
Diagnóstico Diferencial:
Origem periapical (endodôntica) incluirá os seguintes sinais e 
sintomas: 
• História de cárie ou presença de lesões de cárie avançada;
• Presença de restaurações ou tratamento endodôntico;
• Resposta questionável ou não responsiva aos testes de 
vitalidade pulpar e presença de trajeto fistuloso. 
Radiograficamente:
• Radioluscência periapical associada a um dente cariado, 
restaurado ou tratado endodonticamente. 
A partir da radiografia, pode-se reconhecer a qualidade do 
tratamento endodôntico e a existência de perfurações e limas 
endodônticas.
Profa. Amanda dos Santos
A. Abscesso periodontal associado a um canino inferior esquerdo. Observe o trajeto fistuloso
aberto demonstrado com uma ponta de guta-percha.
B. Imagem radiográfica do canino inferior mostrada em A. O diagnóstico de abscesso
periodontal foi feito a partir da vitalidade positiva do dente e ausência de cárie ou restauração
no canino, e a presença de bolsa periodontal profunda na face lingual desse dente
Profa. Amanda dos Santos
Indicações da Antibioticoterapia em 
Abscessos Periodontais:
Profa. Amanda dos Santos
(300mg de 06 em 06 horas por 03 dias).
(500mg de 06 em 06 horas por 03 dias).
(500mg de 08 em 08 horas por 03 dias).
Profa. Amanda dos Santos
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Agudas do Periodonto
• Abscesso gengival
• Abscesso periodontal
• Lesões endoperiodontais
• Pericoronarite e Abscesso pericoronário
• Doenças periodontais necrosantes 
• Gengivoestomatite herpética
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Endoperiodontais (LEPs)
Lesão endoperiodontal é uma condição clínica caracterizada por
uma comunicação patológica entre os tecidos pulpares e
periodontais de um mesmo dente, podendo apresentar-se de
forma aguda ou crônica.
Cárie
Profa. Amanda dos Santos
Por que polpa e periodonto conseguem se comunicar?
VIAS DE COMUNICAÇÃO
Vias anatômicas
• Forame apical 
• Canais laterais e acessórios 
• Túbulos dentinários 
Vias patológicas/iatrogênicas
• Fraturas radiculares 
• Perfurações 
• Reabsorções radiculares
Lesões Endoperiodontais (LEPs)
Profa. Amanda dos Santos
Diagnóstico:
Avaliação periodontal
• Sondagem periodontal
• Sangramento 
• Supuração 
• Mobilidade 
•Envolvimento de furca
• Perda de inserção 
Avaliação endodôntica
• Testes de sensibilidade pulpar
• Percussão 
• Palpação 
Lesões Endoperiodontais (LEPs)
Imagem
• Radiografia periapical
• Avaliação da perda óssea 
• Avaliação periapical 
Investigar
• Cárie 
• Restaurações extensas 
• Trauma 
• Fratura 
• Perfuração 
Profa. Amanda dos Santos
Essa mutualidade de infecção entre polpa e periodonto é mediada
por meio de rotas anatômicas, permitindo a comunicação entre as
duas estruturas. A principal e mais óbvia via de comunicação é o
forame apical (foraminas apicais, canais acessórios, secundários e
túbulos dentinários também favorecem disseminação da
infecção).
Lesões Endoperiodontais (LEPs)
Infecção persistente tecidos 
pulpares
Infecção secundária e destruição dos tecidos do 
periodonto
Doença periodontal severa pode iniciar ou exacerbar alterações 
inflamatórias no tecido pulpar
Por outro lado,
Profa. Amanda dos Santos
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Endoperiodontais (LEPs)
Classificação das lesões endoperiodontais:
(A) A infecção pulpar primária pode levar à 
periodontite crônica perirradicular.
(B) A infecção periodontal primária pode levar 
à extensa destruição da crista óssea alveolar, 
que migra da região cervical até o ápice. 
Nessas lesões, pode-se encontrar perda óssea 
generalizada em torno de um único dente ou, 
muitas vezes, é possível envolver vários dentes 
adjacentes. 
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Endoperiodontais (LEPs)
Classificação das lesões endoperiodontais:
(C) Ambas as infecções, pulpar primária e
periodontal primária, podem ocorrer
simultaneamente em uma lesão
endoperiodontal “independente”.
(D) As infecções pulpar primária e
periodontal primária podem ocorrer
extensivamente nesta lesão
endoperiodontal. Também chamada
“lesão endo-perio verdadeira” (true
combined lesion).
Profa. Amanda dos Santos
Profa. Amanda dos Santos
Tratamento:
Tratamento depende da origem.
Componente endodôntico
→ Tratamento endodôntico
Componente periodontal
→ Terapia periodontal
Lesão combinada
→ Abordagem interdisciplinar
Lesões Endoperiodontais (LEPs)
O tratamento deve eliminar os dois
componentes da doença quando ambos
estiverem presentes.
Se existe infecção endodôntica, precisamos
controlar o sistema de canais radiculares.
Se existe doença periodontal, ela também
precisa ser tratada.
Profa. Amanda dos Santos
Qual tratar primeiro?
Endo primeiro?
Quando há necrose pulpar + envolvimento periodontal:
Tratamento endodôntico
↓
Reavaliação
↓
Tratamento periodontal, se necessário
Quando existe necrose pulpar associada ao componente 
periodontal, geralmente tratamos primeiro o componente 
endodôntico. Depois aguardamos a resposta dos tecidos e 
reavaliamos o componente periodontal.”
Lesões Endoperiodontais (LEPs)
Profa. Amanda dos Santos
(A) Grande lesão periapical
estendendo-se em torno do
periápice do dente 47. Não
foram detectadas fraturas
visíveis nas cristas marginais
mesial ou distal. O dente não
apresentou vitalidade pulpar
positiva. Uma fístula era visível
na gengiva vestibular.
(B) A terapia endodôntica foi
concluída em duas consultas e
os canais foram obturados.
(C) A cicatrização do osso
perirradicular é evidente
aos 6 meses, e uma coroa
oferecendo cobertura
completa foi colocada.
Infecção endodôntica primária
Profa. Amanda dos Santos
Defeito periodontal causado por canal 
lateral a partir de uma infecção 
endodôntica primária. 
(A) A perda óssea está presente na área 
de furca com fístula na mucosa 
vestibular. O dente 46 não 
apresentou vitalidade pulpar 
positiva. 
(B) Durante a condensação, uma grande 
quantidade de cimento obturador 
foi extravasada através de um 
grande canal lateral na raiz distal. 
(C) O cimento foi removido após a 
obturação, por meio de curetagem 
da furca e irrigação com solução 
anestésica através da fístula. (
(D) Cicatrização aos 12 meses 
demonstra o completo reparo do 
osso perirradicular.
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Agudas do Periodonto
• Abscesso gengival
• Abscesso periodontal
• Lesões endoperiodontais
• Pericoronarite e Abscesso pericoronário
• Doenças periodontais necrosantes 
• Gengivoestomatite herpética
Profa. Amanda dos Santos
Pericoronarite: processo inflamatório dos tecidos moles ao redor de
dentes parcialmente erupcionados, mais comum em terceiros molares
inferiores.
Abscesso Pericoronário: quando há evolução da pericoronarite com
formação de exsudato purulento (pus), o quadro passa a ser
caracterizado como abscesso pericoronário. Ou seja, é a evolução da
pericoronarite, com pus.
Tal como acontece com o abscesso gengival, a lesão inflamatória pode
ser causada por retenção de biofilme dental, impactação alimentar ou
trauma.
Pericoronarite e Abscesso Pericoronário
Profa. Amanda dos Santos
Pericoronarite e Abscesso Pericoronário
Profa. Amanda dos Santos
Pericoronarite e Abscesso Pericoronário
Conduta clínica (baseada em fase):
Fase Aguda (supurativa):
• Irrigação abundante
• Drenagem exsudato purulento
• Terapia medicamentosa (qdo necessário)
• EVITAR EXODONTIA NESSE MOMENTO
Fase de controle:
• Raspagem subgengival
• Remoçao de biofilme
Fase definitiva:
• Exodontia do elemento causal.
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Agudas do Periodonto
• Abscesso gengival
• Abscesso periodontal
• Lesões endoperiodontais
• Pericoronarite e Abscesso pericoronário
• Doenças periodontais necrosantes 
• Gengivoestomatite herpética
Profa. Amanda dos Santos
Doenças Periodontais Necrosantes (DPNs)
As doenças periodontais necrosantes (DPNs) são um grupo de doenças
periodontais com um fenótipo clínico característico (necrose da papila,
sangramento e dor) e associadas a diferentes graus de comprometimento da
resposta imune do hospedeiro (Papapanou et al. 2018).
• Condições inflamatórias agudas do periodonto 
• Evolução rápida 
• Necrose dos tecidos periodontais 
• Associadas à alteração da resposta do hospedeiro
• Gengivite necrosante 
(GN) 
• Periodontite necrosante 
(PN) 
• Estomatite necrosante 
(EN)
Profa. Amanda dos Santos
Doenças Periodontais Necrosantes (DPNs)
Características clínicas:
• Necrose e ulceração das papilas interdentais
• Sangramento gengival 
• Dor 
• Papilas com aspecto “escavado” 
• Pseudomembrana branco-amarelada/cinza 
• Halitose pode estar presente 
Se vocês tiverem que guardar uma imagem dessa doença, guardem a imagem 
da papila interdental necrosada. A papila perde sua arquitetura normal e 
assume aquele aspecto característico de cratera.
Profa. Amanda dos Santos
O que chama atenção nessas papilas?
Necrose
Ulceração
Sangramento
Dor
Profa. Amanda dos Santos
Doenças Periodontais Necrosantes (DPNs)
Fatores predisponentes:
• Resposta do hospedeiro ↓
• Infecção pelo (HIV/AIDS): a DPN em pacientes com HIV pode ser mais frequente e 
apresentar progressão mais rápida, com risco aumentado de evoluir para lesões mais 
graves (PN e EN), e maior tendência à recorrência da doença e má resposta à terapia.
• Desnutrição 
• Estresse psicológico 
• Tabagismo 
• Higiene oral deficiente 
• Condições sistêmicas debilitantes (Leucemia; Linfoma Não Hodkin)
Profa. Amanda dos Santos
Doenças Periodontais Necrosantes (DPNs)
Gengivite Necrosante (GN):
Necrose/ulceração da papila 
Sangramento 
Dor 
Sem perda de inserção periodontal
Na gengivite necrosante, a destruição permanece
restrita aos tecidos gengivais. Temos necrose,
ulceração, dor e sangramento, mas não temos
destruição do aparato de inserção causada pelo
processo necrosante.
Gengivite necrosante em uma
mulher de 22 anos: podem-se
observar sangramento, necrose
e pseudomembrana.
Profa. Amanda dos Santos
Doenças Periodontais Necrosantes (DPNs)
Periodontite Necrosante (PN):
• Mesmas características da GN 
• + perda de inserção
• + destruição óssea
• Progressão rápida 
Quando a necrose deixa de estar limitada à gengiva e ocorre destruição do 
aparato de inserção, estamos diante de uma periodontite necrosante.
Então, qual é a principal diferença entre gengivite necrosante e periodontitenecrosante?
Perda de inserção e destruição do osso alveolar.
Profa. Amanda dos Santos
Doenças Periodontais Necrosantes (DPNs)
Estomatite Necrosante (EN):
É definida principalmente pela presença necrose de
tecidos moles que se estende além da gengiva, com
desnudamento ósseo que pode ocorrer através da
mucosa alveolar, com maiores áreas de osteíte e
formação de sequestro ósseo.
Em geral, ocorre em pacientes gravemente
comprometidos sistemicamente (pacientes com
HIV/AIDS, desnutrição grave).
Profa. Amanda dos Santos
Doenças Periodontais Necrosantes (DPNs)
Estomatite Necrosante (EN):
• Forma mais grave 
• Necrose ultrapassa o limite mucogengival 
• Acomete tecidos além do periodonto 
• Pode haver exposição/sequestro ósseo 
Na estomatite necrosante, o processo não está mais limitado
ao periodonto. A necrose se estende para tecidos adjacentes e
ultrapassa o limite mucogengival. Portanto, estamos diante de
uma condição muito mais grave.
GN → PN → EN
Gengiva → inserção/osso → tecidos além do periodonto
IMPORTANTE: não significa que todo paciente 
obrigatoriamente progrida pelas três etapas.
Profa. Amanda dos Santos
Tratamento: 
Objetivo inicial
• Controlar a infecção 
• Remover tecido necrótico/biofilme 
cuidadosamente 
• Reduzir dor 
• Melhorar higiene oral 
• Controlar fatores predisponentes 
• Reavaliar 
Doenças Periodontais Necrosantes (DPNs)
Profa. Amanda dos Santos
Antibiótico sistêmico?
→ Não é obrigatório para todos os casos
Na fase aguda, o objetivo imediato não é realizar uma
instrumentação periodontal agressiva.
O paciente está com tecido ulcerado, necrótico e
extremamente dolorido. Inicialmente fazemos uma
abordagem cuidadosa para controlar o processo agudo
e permitir que o paciente volte a realizar higiene oral.
A presença de necrose, por si só, não significa que todo paciente precise receber
antibiótico sistêmico. O tratamento local é fundamental. A antibioticoterapia fica
reservada principalmente para situações em que existe comprometimento sistêmico
ou maior risco de disseminação.
Profa. Amanda dos Santos
Lesões Agudas do Periodonto
• Abscesso gengival
• Abscesso periodontal
• Lesões endoperiodontais
• Pericoronarite e Abscesso pericoronário
• Doenças periodontais necrosantes 
• Gengivoestomatite herpética
Profa. Amanda dos Santos
Gengivoestomatite Herpética
Características:
• Causada pela infecção primária pelo vírus herpes simples 
(HSV)
• Mais comum em crianças, mas também pode ocorrer em 
adultos 
• Manifestações orais associadas frequentemente a sinais e 
sintomas sistêmicos (febre; mal-estar)
• Muito dolorosa
• Curso geralmente autolimitado: 7–10 dias
• Cicatrização normalmente sem formação de cicatrizes
Importante no diagnóstico diferencial das doenças
periodontais necrosantes, principalmente da gengivite
necrosante.
Profa. Amanda dos Santos
Tratamento:
• Diagnóstico precoce é fundamental
• Início precoce da terapia antiviral.
• Aciclovir pode reduzir: 
• duração da febre e dos sintomas 
• aparecimento de novas lesões 
• dificuldade para alimentação 
• duração das lesões orais 
• período de eliminação viral 
• Cuidados paliativos/de suporte também são 
importantes (água de côco, hidratação, 
evitar ácidos, comida mole e fria).
Gengivoestomatite Herpética
O medicamento funciona bem se iniciado nos
primeiros três dias (72 horas) do aparecimento dos
sintomas. Depois desse período, o vírus pára de se
multiplicar rapidamente e o remédio perde a
eficácia
Aciclovir 200 mg:
• 05 vezes ao dia (omitindo-se a dose
noturna).
• Duração cinco dias, mas deve ser
estendido em infecções iniciais graves.
Profa. Amanda dos Santos
Nas lesões agudas do periodonto, reconhecer
rapidamente os sinais, compreender a origem
do processo e estabelecer o diagnóstico correto
são determinantes para controlar a doença,
aliviar a dor e preservar os tecidos periodontais.
Dúvidas? 
Obrigada pela atenção!
Email: 
amanda.sasantos@professores.estacio.br
	Slide 1: Lesões Agudas do Periodonto
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	Slide 59: Obrigada pela atenção!