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QUESTÕES PROVA 1) A cetoacidose diabética (CAD) é uma complicação grave que pode ocorrer durante a evolução do diabetes me�itus tipos 1 e 2 (DM1 e DM2). Está presente em cerca de 25% dos casos no momento do diagnóstico do DM1 e é a causa mais comum de morte entre crianças e adolescentes com DM1, além de ser responsável por metade das mortes nesses pacientes com menos de 24 anos. Sobre a cetoacidose diabética, analise as a�rmativas e assinale a alternativa correta: Consiste na redução de insulina circulante associada a uma excessiva liberação de hormônios contrarreguladores, provocando lipólise. Os ácidos graxos livres são oxidados em corpos cetônicos no fígado por estímulo do glucagon. A fisiopatologia consiste em aumento da concentração sérica de insulina e redução nas concentrações de glucagon, catecolaminas e cortisol provocando hiperglicemia e hiperosmolaridade. Observa-se diminuição na produção hepática e renal de glicose e redução em sua captação pelos tecidos sensíveis à insulina, provocando hipoglicemia e hiposmolaridade. Observa-se aumento na produção de insulina que provoca maior lipólise. Com o aumento da glicose renal ocorre a hiperglicemia devido ao aumento da glicogenólise e gliconeogênese. 2) Dentro das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), a obesidade surge como uma epidemia crescente e acompanhada de várias comorbidades. Dessa forma, deve ser tratada e prevenida. Assim, é correto a�rmar que: Epidemiologicamente, o Brasil, por ser considerado um país em desenvolvimento, tem apresentado elevados índices de obesidade, principalmente nas faixas de renda mais baixa. A orientação alimentar, com vista à promoção de peso saudável, deve ser debatida em consultas individualizadas e focada em reduzir o IMC como meta principal. A promoção de saúde é exclusivamente de responsabilidade dos profissionais de saúde, que além do dever de prevenir, identificar e tratar a obesidade devem orientar a nutrição adequada e acompanhar o paciente. O ganho de peso pode estar associado a idade da menarca, gestação, número de filhos, duração da amamentação, menopausa, estresse, ansiedade, medicamentos, suspensão do tabagismo, álcool e redução da atividade física. 3) Paciente do sexo feminino, 26 anos, casada, nuligesta, com diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos, com IMC 27 kg/m², presença de acantose nigricans em pescoço, com períodos frequentes de amenorreias, vem ao consultório com desejo de poder engravidar. Seu exame de glicemia indicou estado de pré-diabetes, sem outras alterações. Qual combinação medicamentosa inicial seria a adequada para a regularização da fertilidade desta paciente? Estrogênios + Metformina. Metformina + Tamoxifeno. Progestagênicos + Tamoxifeno. Ciproterona + Progestagênicos. 4) Yolanda, 35 anos, portadora de Obesidade grau III associada a Dislipidemia e Síndrome do Ovário Policístico (SOP), procura nutricionista por recomendação do obstetra, que solicita perda de peso urgente antes de engravidar. História prévia de acompanhamento com endócrino, psicólogo e nutricionista nos últimos dois anos, período em que foi submetida a tratamento clínico com dieta, exercício físico, medicação e psicoterapia, tendo apresentado perda de peso e ganho imediato novamente, após interrupção do tratamento. Diante do que se preconiza atualmente no tratamento da obesidade, a conduta mais acertada é: Prescrever uma nova dieta, mais restritiva, levando em consideração que a dieta da nutricionista anterior pode não ter restringido quantidade suficiente de calorias para promover perda de peso em uma mulher com esse grau de obesidade. Indicar internação hospitalar para melhor controle da ingestão alimentar, e, consequentemente, perda rápida de peso, atendendo, assim, à solicitação do obstetra. Recomendar a implantação de um balão intragástrico sob acompanhamento de uma equipe de saúde, composta, minimamente, por nutricionista, psicólogo e endocrinologista. Encaminhar a paciente para avaliação com equipe especializada em cirurgia bariátrica, já que aparentemente ela não apresenta contraindicação, sendo que um maior controle do peso corporal induzido pela cirurgia pode promover melhora das comorbidades relacionadas à obesidade. 5) Mulher, 32 anos apresenta menstruações a cada 90-120 dias desde a menarca. AP: menarca aos 13 anos, G0P0. Exame físico: IMC = 26,7; índice Ferriman-Ga�wey = 9. Para realizar o diagnóstico de Síndrome dos Ovários Policísticos, segundo protocolo de Rotterdam e ASRM; ESHRE (2004 e 2012), é necessário: Critério obrigatório: hiperandrogenismo clinico e/ou bioquímico associado a disfunção ovulatória e/ou morfologia ovariana policística. Presença de pelo menos dois de três critérios: hiperandrogenismo clínico e/ou bioquímico, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística. Presença dos três critérios: hiperandrogenismo clínico e/ou bioquímico, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística. Critérios obrigatórios: hiperandrogenismo clinico e/ou bioquímico e oligoamenorreia; morfologia ovariana policística opcional. 6) Ao avaliar os pés de um idoso, que tem diabetes há vinte anos, você observa que há deformidades ósseas em ambos, o que pode con�gurar o “pé de Charcot”. Qual a �siopatologia por trás deste achado? O aumento de glicose no sangue promove aumento de processos infecciosos, que causam infecções em unhas e entre dedos, que causam quedas e fraturas dos ossos do pé. Hiperglicemia promove vasodilatação periférica, que promove aumento de hemorragias dos vasos pediais, levando à ulcerações superficiais e profundas, lesando os ossos dos pés. A hiperglicemia levando à redução da condução sensorial, associada à hipoperfusão nas extremidades, promove fragilidade muscular, ocasionando as alterações na estrutura dos ossos dos pés. A parestesia promovida pelo aumento da glicose gera irritação das placas de mielina, que por sua vez liberam macrófagos e fatores de necrose (TNF alfa e IL-6), que resultam na deformação dos pés. 7) A SOP reveste-se de importância não só pela sua frequência, mas também pelas repercussões à saúde como: obesidade, infertilidade, resistência insulínica, dislipidemia, diabetes gestacional, diabetes me�itus tipo 2, depressão e redução da qualidade de vida. Sobre a �siopatologia da SOP, marque a opção correta: Anovulação é consequência de uma inapropriada liberação de GnRH, o que leva a uma produção baixa de LH e maior liberação de FSH. A insulina aumenta a produção de globulina carreadora de hormônios sexuais, com isso, aumenta a quantidade total de androgênios circulantes. Insulina e LH estimulam a produção de androgênios nas células da Teca e os ovários produzem níveis elevados de testosterona e androstenediona. Diminuição de LH, uma relação sérica diminuida de LH / FSH ocorre devido a um aumento da frequência de secreção pulsátil de GnRH. 8) As insulinas são a principal ferramenta para controle da glicemia em pessoas com diabetes tipo 1, sendo que cada grupo possui características próprias, que apoiam nossa decisão quanto ao seu uso. Sobre as mesmas, qual das alternativas abaixo está correta? A Glargina é uma pré-misturada, com duração de seis horas. A NPH é uma prandial com pico de ação entre seis a oito horas. A Lispro é uma basal, com pico de ação entre quatro a dez horas. A Regular é uma prandial, com início entre 30 a 60 minutos. 9) Dentro da síndrome metabólica, um dos problemas encontrados é o da dislipidemia, sendo o uso das estatinas a sua principal abordagem medicamentosa. Qual é o modo de ação das estatinas? Ativando a creatina fosfatase (CPK) muscular, levando à quebra do LDL em porção VLDL e creatinina. Aumentando a síntese do HDL sérico, o “colesterol protetor”, através da fosforilação do LDL nos hepatócitos. Através da indução da 3-hidroxi 3 metilglutaril coenzima A (HMG CoA) redutase, que gera a quebra da LDL em VLDL. Através da inibição da 3-hidroxi 3 metilglutaril coenzima A (HMG CoA) redutase, levando à redução do LDL nosangue. 10) Qual o distúrbio ácido-básico que pode ocorrer ao se administrar oxigênio para um paciente com hipercapnia crônica? Acidose metabólica aguda. Acidose respiratória aguda. Alcalose respiratória aguda. Alcalose metabólica aguda. 11) Um jovem de 15 anos dependente de insulina visitou uma clínica especializada em diabetes para um check-up de rotina. Disse ao médico que tinha seguido todas as recomendações de dieta e que sempre tomava as injeções de insulina. Embora sua glicemia aleatória fosse 108 mg/dL (VR:pulsátil de FSH e, com menor escala, também na amplitude pulsátil. Já o decréscimo nos níveis de LH é resultante do aumento na frequência pulsátil de GnRH, dos efeitos de feedback negativo de concentração de estrona cronicamente elevadas, derivadas da aromatização periféricas da androstenediona aumentada e dos níveis normais ou modestamente aumentados de inibina T, esta derivada dos folículos pequenos. Concentrações séricas aumentadas de FSH, níveis baixos ou normais de LH e razões aumentadas de FSH:LH. O aumento nos níveis séricos de FSH resulta na dinâmica secretória anormal de FSH, caracterizada por aumento na frequência pulsátil de FSH e, com menor escala, também na amplitude pulsátil. Já o decréscimo nos níveis de LH é resultante do aumento na frequência pulsátil de GnRH, dos efeitos de feedback negativo de concentração de estradiol cronicamente elevadas, derivadas da aromatização periféricas da androstenediona aumentada e dos níveis normais ou modestamente aumentados de inibina B, esta derivada dos folículos pequenos. Concentrações séricas aumentadas de LH, níveis baixos ou normais de FSH e razões aumentadas de LH:FSH. O aumento nos níveis séricos de LH resulta na dinâmica secretória anormal de LH, caracterizada por aumento na frequência pulsátil de LH e, com menor escala, também na amplitude pulsátil. Já o decréscimo nos níveis de FSH é resultante do aumento na frequência pulsátil de GnRH, dos efeitos de feedback negativos de concentração de estroma cronicamente elevadas, derivadas da aromatização periféricas da androstenediona aumentada e dos níveis normais ou modestamente aumentados de inibina B, esta derivada dos folículos pequenos. Concentrações séricas diminuídas de globulina de ligação ao hormônio sexual (SHBG), níveis baixos ou normais de LH e razões aumentadas de FSH:LH. O aumento nos níveis séricos de FSH resulta na dinâmica secretória anormal de FSH, caracterizada por aumento na frequência pulsátil de FSH e, com menor escala, também na amplitude pulsátil. Já a síntese de SHBG é estimulada pela insulina e por androgênios. Devido à produção estimulada de SHBG, há menos androgênios circulantes ligados a proteínas e mais circulam livres e disponíveis para ligarem-se aos receptores nos órgãos-alvo. 20) A obesidade integra o grupo das doenças e agravos não transmissíveis (DANTs) e pelas suas características é um dos fatores de risco mais importantes para outras doenças não transmissíveis, destacando-se as cardiovasculares e a diabetes. Dada sua relevância, como realizar o diagnóstico da obesidade? A medição de gordura abdominal é o método mais atual e confiável para confirmar o diagnóstico, tendo em vista a associação com idade, sexo e raça. O ganho de peso no período da adolescência com o aumento de percentil 55 e o aumento do colesterol é indicativo para o diagnóstico. O IMC é um bom indicador, mas não totalmente correlacionado com a gordura corporal. Pode haver diferenças em função do sexo, idade e etnia. A circunferência abdominal é um dos mais confiáveis métodos de diagnóstico, independente de sexo, idade e grupo étnico. 21) Criança de oito anos recebeu con�rmação diagnóstica de diabetes me�itus tipo 1 e, em acordo comum entre seus pais, ela e a médica, iniciar uso de tratamento farmacológico para seu controle glicêmico. Qual a recomendação mais adequada para este momento inicial do tratamento? Iniciar com insulina prandial duas vezes ao dia. Utilizar insulina basal duas vezes ao dia. Introduzir metformina e insulina basal. Combinar insulinas basal e prandial. 22) Homem, 41 anos, assintomático, procurou assistência médica para realização de acompanhamento em virtude de história familiar positiva para hipertensão arterial (pai) e diabetes (mãe e avó materna). Negava tabagismo ou etilismo. Seu estilo de vida é sedentário há 15 anos. Ao exame: IMC 31,5 kg/m2, PA 135x80 mmHg, pulso 80 bpm, circunferência abdominal 104 cm. Exames laboratoriais: Glicemia 108 mg/dL, Colesterol total 206 mg/dL, HDL 39 mg/dL, Triglicérides 289 mg/dL, Hb Glicada A1C 5,9%, Ureia 33 mg/dL, Creatinina 0,9 mg/dL. De acordo com o caso clínico, assinale a alternativa correta: O paciente é portador de DM tipo 2 assintomático e deve ser orientado a perder peso (>5% do peso corporal) e praticar exercícios aeróbicos para prevenir suas complicações. O paciente apresenta síndrome metabólica e tem alto risco de progressão para DM tipo 2, devendo ser orientado a perder peso (>5% do peso corporal) e praticar exercícios aeróbicos 150 min por semana. O paciente tem síndrome metabólica e deve iniciar uso de metformina 2g/dia pois esta intervenção é superior às mudanças de estilo de vida para prevenir o desenvolvimento de DM tipo 2. O paciente apresenta obesidade e síndrome metabólica com alto risco de progressão para DM tipo 2, possui história familiar e até tem indicação neste caso para cirurgia bariátrica 23) Segundo os critérios da International Diabetes Federation (IDF) e do National Cholesterol Education Program (NCEP), para o diagnóstico da Síndrome Metabólica (SM), assinale a alternativa CORRETA: Aferições à consulta de pressão arterial sistólica ≥ 130 mmHg e diastólica ≥ 85 mmHg preenchem um dos critérios obrigatórios para SM. A medição de hemoglobina glicada (HbA1c) é incluída como uma medida da glicemia na definição de risco metabólico. O valor de corte considerado para glicemia alterada passou de 100 mg/dL para 115 mg/dL, nas recomendações mais recentes. O nível sérico de triglicerídeos considerado deve ser maior do que 200 mg/dL na ausência de tratamento medicamentoso. 24) O peso corporal é uma função do balanço de energia e de nutrientes ao longo de um período de tempo. O balanço energético positivo por meses resultará em ganho de peso corporal na forma de gordura, já o balanço energético negativo resultará no efeito oposto. Dessa forma, assinale a alternativa CORRETA: São os fatores neuronais, fatores endócrinos e adipocitários que atuam e interagem exclusivamente na regulação da ingestão de alimentos e de armazenamento de energia, contribuindo para o surgimento e manutenção da obesidade. A adiponectina encontra-se aumentada nos obesos. Ela diminui a atividade da proteína quinase A (PKA), estimulando a fosforilação de enzimas responsáveis pela oxidação dos ácidos graxos. A grelina é secretada por células da mucosa gástrica e é um dos mais importantes sinalizadores para o início da ingestão alimentar. Sua concentração mantém-se alta nos períodos de jejum e nos que antecedem as refeições, caindo imediatamente após a alimentação. A insulina é produzida pelas células beta do pâncreas e a sua concentração sérica também é proporcional à adiposidade. Com seu efeito catabólico, a insulina diminui a captação de glicose, e a queda da glicemia é um estímulo para o aumento do apetite. 25) Leia os casos clínicos 1 e 2, e responda a questão: Caso Clínico 1 Homem, 39 anos. Procurou um cardiologista pois, durante exames de rotina, apresentou níveis elevados de triglicérides. Refere ter boa saúde, nega tabagismo e etilismo, mas é sedentário. Ao exame físico, o que chama a atenção é PA 142 x 94 mmHg e a circunferência abdominal de 104 cm. Peso 83,6 Kg, Altura 1,78m, IMC 26,38. O restante do exame físico não apresenta alterações. Exames laboratoriais: Glicemia 98 mg/dL, Colesterol total 173 mg/dL, HDL 37 mg/dL, LDL 80 mg/dL, Triglicérides 270 mg/dL. Caso Clínico 2 Mulher, 45 anos. Procurou cardiologista para fazer um “check up”. Sente-se muito gorda e está preocupada com sua saúde. Nega doenças. Refere fazer caminhadas 2 vezes por semana, por cerca de 30 minutos. Fuma ½ maço/dia há 20 anos. Nega etilismo. Ao exame físico, apresentava PA 124 x 86 mmHg, peso 92,5Kg, Altura 1,63m, IMC 34,82, circunferência abdominal 99,8. Exames laboratoriais: Glicemia 95 mg/dL, Colesterol total 208 mg/dL, HDL 67 mg/dL, LDL 122 mg/dL, Triglicérides 93 mg/dL. Assinale a resposta correta: O paciente do caso clínico 1 preenche 4 critérios para ser definidocomo portador de síndrome metabólica, de acordo com a definição da NCEP/ATP III: circunferência abdominal > 102 cm, HDL baixo (150 mg/dL) e hipertensão arterial (> 130 x 85 mmHg). O paciente do caso clínico 1 preenche 4 critérios para ser definido como portador de síndrome metabólica, de acordo com a definição da OMS: circunferência abdominal > 102 cm, HDL baixo (150 mg/dL) e hipertensão arterial (> 130 x 85 mmHg). O paciente do caso clínico 2 é obeso, e a obesidade por si só é um fator de risco para doenças cardiovasculares, além dele ter mais três critérios, de acordo com a definição da OMS, necessários para ser definido como portador de síndrome metabólica O paciente do caso clínico 2 é obeso, e a obesidade por si só é um fator de risco para doenças cardiovasculares, além dele ter mais três critérios, de acordo com a definição da NCEP/ATP III, necessários para ser definido como portador de síndrome metabólica. 26) Após vários meses sem procurar a Unidade de Saúde, Lucy, de 49 anos de idade, vem à consulta dizendo que gostaria de fazer exames para veri�car como está o controle do diabetes. Ela é portadora de diabetes tipo 2 e vinha mantendo bom controle glicêmico utilizando metformina em duas doses diárias. Mas, pede ao médico de família e comunidade um tratamento não farmacológico. Quanto ao tratamento não farmacológico do diabetes, assinale a alternativa correta. Todos os pacientes, magros ou obesos, devem receber orientação de dieta hipocalórica, pois o controle de peso reduz o risco para doença cardiovascular. Não é necessário estimular atividades como caminhadas curtas e dança, pois não diminuem o risco cardiovascular. Antes de iniciar um programa de exercício, é necessário afastar complicações como claudicação intermitente, doença cardiovascular e retinopatia. Deve-se ter uma orientação especial quanto ao exercício para os pacientes, já que o ideal é que se aplique insulina no músculo mais exercitado. 27) Uma mulher com 35 anos de idade procura atendimento na Unidade Básica de Saúde para tratamento de obesidade. Manifesta desejo de usar medicações para diminuir a sensação de fome. Relata que ganhou muito peso durante a última gestação e que não conseguiu retornar ao peso anterior. Nega doenças prévias, exceto as dores abaixo mencionadas. Não consegue fazer atividade física regular, pois tem dores na coluna e nos joelhos e diz que tem di�culdade em seguir dietas. O exame físico revela peso 80 kg; altura 1,62 m; pressão arterial 135 x 87 mmHg; circunferência abdominal 90 cm, glicemia em jejum de 110 mg/dL. O restante do exame físico não apresenta alterações signi�cativas. Com base nessas informações, é correto a�rmar que: A paciente apresenta síndrome metabólica. Existe indicação para uso de inibidor da enzima de conversão de angiotensina (iECA), pelo risco de progressão para hipertensão arterial sistêmica. A paciente não apresenta síndrome metabólica. Pelo cálculo do IMC, a paciente é classificada como sobrepeso, mas não necessita de intervenção medicamentosa. A paciente apresenta síndrome metabólica. Os valores de circunferência abdominal, glicemia, IMC e pressão arterial colocam a paciente em situação de aumento de risco cardiovascular. A paciente não apresenta síndrome metabólica, porém existe indicação para tratamento farmacológico para redução do peso e a droga de escolha é a sibutramina. 28) Sabe-se que uma grande proporção dos leitos hospitalares e sem emergências e enfermarias nos países em desenvolvimento é ocupada por pé diabético e a causa mais comum de internações prolongadas. De acordo com o processo �siopatológico do pé diabético, podemos aceitar como correto: Comprometimento das fibras grossas (beta, A alfa), com perda da propriocepção, do movimento articular, da percepção de posição pelos receptores nas pernas e nos pés e comprometimento motor. A insensibilidade resulta do agravo às fibras nervosas finas (tipos C e delta) pela exposição prolongada à hiperglicemia associada a fatores cardiovasculares. A anidrose (pele úmida), resultante da disautonomia central, e os calos favorecem o aumento da carga, e ocorre hemorragia subcutânea e ulceração pelo trauma repetitivo do pé diabético. A insensibilidade resulta do agravo às fibras nervosas finas (tipos C e delta) pela exposição aguda à hiperglicemia associada a fatores cardiovasculares. Comprometimento das fibras grossas (C e delta). Clinicamente, observam-se as deformidades não neuropáticas: dedos em garra ou em martelo, proeminências de metatarsos e acentuação do arco. A insensibilidade resulta do agravo às fibras nervosas finas (tipos C e delta) pela exposição aguda à hiperglicemia associada a fatores cardiovasculares. Traumas (Ex.: calcados inapropriados, caminhar descalço) não precipitam as Úlceras dos Pés em Pacientes Diabéticos UPD, mesmo que a insensibilidade associada à Limitação de Mobilidade Articular (LMA) resultam em alterações biomecânicas com aumento da pressão em áreas plantares (metatarsos) e dorsais (dedos). 29) Com base nos distúrbios acidobásicos, é CORRETO a�rmar: * Para a cetoacidose ou acidose láctica são desnecessárias medições para a correção do distúrbio. A acidose respiratória primária ou a alcalose não produz alterações compensatórias nos níveis de bicarbonato e podem mascarar distúrbios acidobásicos mistos. Com frequência, a concentração do bicarbonato sérico é uma das primeiras variáveis dos dados laboratoriais disponíveis para avaliação clínica do estado ácido básico. Nos distúrbios acidobásicos respiratórios primários, a compensação se faz pelo próprio distúrbio respiratório inverso. 30) Uma cascata de eventos foi proposta para a explicação do fenótipo lipídico que é observado na �siopatologia da Síndrome Metabólica, que liga todas as anormalidades presentes nesta desordem. A obesidade visceral e o aumento da gordura intra-abdominal foram demonstrados como precedendo o desenvolvimento da resistência à insulina. Em relação ao exposto e aos mecanismos �siopatológicos envolvidos na SM, é correto a�rmar que: Ocorrem mutações no gene que codifica a apoliproteína (APO) B podem causar hipercolesterolemia pelo aumento do acoplamento da LDL ao receptor celular. Ocorre aumento da vasodilatação e aumento da produção de anti-LDL oxidada. Ocorrem aumentos dos níveis plasmáticos de triglicérides, apoliproteína B (apo B) e partículas de LDL pequenas e densas, com acentuada redução dos níveis plasmáticos de HDL-colesterol. A aterosclerose é uma doença crônica de origem multifatorial, que ocorre em resposta à agressão endotelial, e que possui alta relação com fatores prótrombóticos e baixa relação com aumento de lipoproteínas de baixa densidade. O acúmulo de quilomícrons e/ou de VLDL no compartimento plasmático resulta em hipertrigliceridemia e decorre do aumento da hidrólise dos triglicerídeos dessas lipoproteínas pela lipase lipoproteica. 31) Tereza, 16 anos, passou na UBS, para orientações acerca do uso de contraceptivos. Refere que desde a menarca aos 12 anos, menstrua a cada 3 meses, com duração de 4 dias. Diz que não gostaria de engravidar e já está com um namorado há alguns meses. Não faz dieta ou atividade física. Nega doenças ou cirurgias prévias, não usa medicação; lembrou que o pai é hipertenso e tem diabetes tipo 2. Nasceu de parto normal sem intercorrências, com peso de 2.400g. No exame físico apresentou circunferência abdominal 100 cm, 32 kg/m2 PA: 100/60 mmHg e abdome sem massas palpáveis e indolor. Acne grau II intensa em todo o rosto, região peitoral e dorsal. Ausência de acantose nigricans ou de alopecia. Presença de hirsutismo. A conduta do médico foi discutir quais seriam as possibilidades para a prevenção à gravidez e decidiu investigar a hipótese diagnóstica de síndrome dos ovários policísticos (SOP). Segundo as evidências atuais, quais seriam os critérios para o diagnóstico de SOP desta adolescente? Sinais clínicos e/ou bioquímicosde hiperandrogenismo, excluindo-se outras etiologias. Oligomenorréia e/ou anovulação e obesidade. Hipermenorragia crônica, com dismenorreia e/ou anovulação e sinais clínicos de hiperandrogenismo, e hipertrigliceridemia crônica. Oligomenorréia e/ou anovulação, sinais clínicos e/ou bioquímicos de hiperandrogenismo e exame ultrassônico obrigatória. Diagnóstico retrospectivo (mais de 02 anos após menarca) e que as adolescentes deveriam ter anovulação crônica e hiperandrogenismo persistentes. 32) Adolescente de 16 anos, solteira, sem parceiros no momento, tem foco em seus estudos, apresenta quadro de hirsutismo moderado, irregularidades menstruais recorrentes, sobrepeso, e tem diagnóstico de síndrome dos ovários policísticos. Já faz atividade física regular e dieta orientada por nutricionista. Deseja tratamento voltado para o hirsutismo. Qual a orientação medicamentosa adequada para esta demanda? Iniciar tratamento com acetato de ciproterona, e em caso de insucesso, somar com uso de progestagênios. Iniciar tratamento com tamoxifeno ou outro indutor de ovulação, e caso não haja melhora, incluir uso de metformina. Iniciar com contraceptivos combinados e se não melhorar, incluir antiandrogênicos, por exemplo, o acetato de ciproterona. Iniciar com liraglutida, e caso não haja melhora, incluir os indutores de ovulação, tipo o tamoxifeno. 33) A Síndrome Metabólica é um transtorno representado por um conjunto de fatores de risco cardiovascular em que pessoas que a possuem têm risco três vezes maior de sofrer um infarto agudo do miocárdio ou um acidente vascular cerebral. Os ambientes de trabalho são espaços importantes para a promoção da saúde e prevenção do desenvolvimento da síndrome metabólica. Os 5 fatores metabólicos encontrados nas diretrizes da International Diabetes Federation (IDF) e do National Cholesterol Education Program (NCEP) relacionados a essa síndrome são: Obesidade abdominal, níveis elevados de ácido úrico, baixos níveis de VLDLcolesterol, pressão alta e aumento da glicemia. Obesidade abdominal, níveis elevados de triglicérides, baixos níveis de HDLcolesterol, pressão alta e aumento da glicemia. Obesidade visceral, níveis elevados de triglicérides, baixos níveis de LDL-colesterol, aumento de ácido úrico e aumento de TSH. Obesidade visceral, níveis baixos de triglicérides, altos níveis de LDL-colesterol, pressão alta e aumento da glicemia. 34) Sobre a síndrome dos ovários policísticos (SOP) assinale a alternativa CORRETA: A predisposição genética é o fator mais determinante para desencadear a síndrome, principalmente para as formas mais exacerbadas. O quadro clínico da SOP é caracterizado por oligomenorreia ou amenorréia e por alterações como presença de acne, seborréia, alopécia e hirsutismo. A SOP é uma disfunção metabólica, podendo ser caracterizada por hipoandrogenismo e anovulação crônica. A SOP geralmente manifesta-se após os 30 anos de idade e acompanha a mulher até a menopausa e sua prevalência estimada fica por volta de 40% da população feminina. 35) A Síndrome Metabólica (SM) já se apresenta como um dos principais desa�os da prática clínica nesse início de século. Sobre a relação SM e estilo de vida saudável, marque a alternativa correta tendo em vista as a�rmativas abaixo. I) A alimentac ̧ão e a nutrição constituem requisitos básicos para a promoção e a proteção da saúde, com qualidade de vida e cidadania. II) A SM é uma alteração que devido aos hábitos de vida atuais associados à alimentação e à atividade física, está aumentando na populac ̧ão jovem. III) Do ponto de vista epidemiológico, esta síndrome é responsável por um aumento da mortalidade geral e por causas cardiovasculares. IV) Os fatores de risco para o desenvolvimento da dislipidemia aterogênica e a HAS, presentes na SM podem ser melhorados através de intervenções de modi�cação do estilo de vida (MEV). As alternativas II, III e IV estão incorretas e a alternativa I, é correta. As alternativas I e II estão incorretas e as demais corretas. As alternativas I, II, III e IV estão corretas. As alternativas I e IV, estão corretas, as demais alternativas estão incorretas. 36) Sabe-se que a cirurgia bariátrica possui algumas especi�cidades em relação ao público indicado. Leia as alternativas abaixo e assinale as indicações para realização desse tipo de cirurgia: IMC maior ou igual a 35 kg/m² associado a hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2. IMC maior ou igual a 25 kg/m² associado a diabetes mellitus tipo 2 e risco cardiovascular elevado. IMC maior ou igual a 30kg/m² associado a esteatose hepática e doença reumática. IMC maior ou igual a 40 kg/m² associado a hipertensão arterial. 37) A cetoacidose diabética possui evolução rápida, cerca de 24 horas, e costuma estar presente no diagnóstico de Diabetes tipo 1. O diagnóstico correto e o tratamento rápido e e�caz da CAD são essenciais para diminuir a morbidade e a mortalidade. Muitos desses episódios podem ser prevenidos com o bom controle metabólico do DM por meio de tratamento adequado, orientação educacional aos familiares e ao próprio paciente. Sobre a cetoacidose diabética, assinale a alternativa correta: Não é indicado soro fisiológico 0.9% na suspeita de choque pelo estado de cetoacidose. Caracteriza-se por hipoglicemia, acidose metabólica com ânion gap elevado e cetonemia. Desidratação e hiperpotasemia são frequentes. Na chegada do paciente, deve-se avaliar sinais vitais, status cardiorrespiratório e mental, além de turgor cutâneo, mucosas e débito urinário. O potássio sérico está elevado > 7,0 mEq/L. A PCO2 está diminuída e os valores de bicarbonato e ânion gap estão elevados. 38) As doenças sistêmicas estão, frequentemente, associadas a distúrbios no equilíbrio ácido básico. Em algumas situações, essas alterações podem resultar em risco de morte, caso não sejam identi�cadas, precocemente, e tratadas adequadamente. Portanto, tornam-se imprescindíveis o reconhecimento precoce dos desequilíbrios acidobásicos e o tratamento das complicações. Em terapia intensiva, 90% dos pacientes têm algum distúrbio ácido básico. A respeito dos distúrbios acidobásicos, considere os itens: I - A alcalose respiratória é caracterizada por aumento na pCO2 e por aumento compensatório na concentração sérica de bicarbonato. A principal causa é a doença pulmonar aguda ou crônica, com limitação na capacidade de ventilação alveolar relativa à produção de CO2. II - A acidose respiratória ocorre quando a ventilação alveolar está aumentada em relação à produção de CO2 e se caracteriza por redução na pCO2 arterial. A compensação renal é feita pela diminuição na excreção de ácidos e pelo aumento na excreção de bicarbonato. III - Na acidose metabólica, ocorre a diminuição dos níveis séricos de bicarbonato (fenótipos C e D são as formas mais clássicas de SOP e estão associados a disfunção menstrual, hiperinsulinemia, resistência insulínica e maior risco para SM. 40) Analise os fatores abaixo relacionados à �siopatologia da síndrome dos ovários policísticos: I. Estimulação da esteroidogênese ovariana pela insulina. II. Estimulação da síntese hepática da globulina ligadora de hormônios sexuais (SHBG) pela insulina. III. Níveis elevados de estrona, devido à conversão periférica. IV. Menor sensibilidade hipo�sária ao GnRH na secreção de LH. Quais estão corretas? Apenas I e III. Apenas II e III. Apenas I e II. Apenas II e IV.