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Desenvolvimento Humano: AdDesenvolvimento Humano: Adolescência e Adulto InicialDesenvolvimento Humano: Adolescência e Adulto Inicialolescência e Adulto Inicial
Desenvolvimento Humano: Adolescência e Adulto Inicial Humano: Adolescência e Adulto Inicial
PROFESSORA Cristiane Lima
A teoria psicossocial de Erik Erikson
Nascido na Alemanha em 1902 e falecido em 1994, nos Estados Unidos, Erikson tornou-se psicanalista, tendo trabalhado com Anna Freud. 
Contudo, em seus estudos, não tomou o inconsciente como foco central. Deste modo, criou sua própria teoria. 
Dedicou-se ao tema da crise do ego no problema da identidade e a investigação das influências culturais no desenvolvimento psicológico das crianças.
Erikson destacou a adolescência como etapa fundamental no percurso do desenvolvimento humano. 
Para este teórico, o desenvolvimento se dá em direção à formação da identidade através de diferentes estágios que ele denominou de “oito idades do Homem”. 
Cada uma das idades está caracterizada, essencialmente, pela resolução de uma importante “crise”, através da qual o indivíduo evolui buscando um equilíbrio (GALLATIN, 1978). 
A teoria psicossocial de Erik Erikson
As quatro primeiras idades se referem à infância, a quinta à adolescência e as três últimas à vida adulta. 
A teoria psicossocial de Erik Erikson
Confiança básica versus desconfiança básica: está relacionada, especialmente, à relação bebê e mãe nos dois primeiros anos de vida. 
O bebê experimenta situações que devem gerar segurança e confiança, como ser suprido quando tem fome, ser acalentado quando chora, saber que a mãe vai e volta etc. 
O lado negativo é quando a vivência com a mãe ou cuidadora não ocorre dessa forma, gerando um sentimento de desconfiança;
A teoria psicossocial de Erik Erikson
Autonomia versus vergonha e dúvida: por volta do segundo e terceiro anos de vida a criança começa a ter necessidade de auto-controle e de aceitar o controle de outros, vivenciando um rudimentar sentido de autonomia. 
Aqui também a relação com os pais é fundamental, posto que eles irão ajudá-la a internalizar normas, e isto pode se ocorrer de forma negativa quando usam a vergonha como punição;
A teoria psicossocial de Erik Erikson
 Iniciativa versus culpa: dos três aos seis anos a criança, agora com mais autonomia, explora o mundo usando o corpo e a imaginação. 
Há uma destreza maior para poder fazer, manipular e buscar alcançar suas metas. Porém, ao mesmo tempo em que deseja ser como os adultos, convive com as expectativas que eles têm sobre ela, levando-a ao medo do fracasso e da punição;
A teoria psicossocial de Erik Erikson
Diligência versus inferioridade: este é o período que geralmente coincide com o ingresso da criança no ensino fundamental, quando suas tarefas se tornam mais complexas e, por conseguinte, aumentam as expectativas com relação ao seu êxito. 
Embora vivencie novas conquistas, conforme as exigências dos pais e professores, pode experimentar sentimento de inferioridade por não conseguir dar conta dos novos desafios;
A teoria psicossocial de Erik Erikson
Identidade versus confusão/difusão: embora a resolução do conflito básico de cada fase seja fundamental para a seguinte, esta idade, compreendida entre 12 e 18/20 anos, traz uma crise fundamental: a aquisição de uma identidade psicossocial pelo adolescente, ou seja, a compreensão de quem ele é e de qual o seu papel no mundo. 
Nessa etapa, a sociedade vai conceder ao adolescente um “tempo” para que ele possa vivenciar esses conflitos na busca pelo seu espaço e sua função no meio em que vive. É o que Erikson denominou de moratória social. 
A teoria psicossocial de Erik Erikson
Intimidade versus isolamento: até os 30 anos, os jovens adultos vão se deparar com a tarefa de construir relações afetivas de intimidade com os outros no plano do amor e da amizade. 
A vertente negativa aparece na dificuldade de partilhar intimidade e de estabelecer vínculos, levando o sujeito ao isolamento; 
A teoria psicossocial de Erik Erikson
Generatividade versus estagnação: nesse período, que vai dos 30 aos 60 anos, o indivíduo experimenta um maior descentramento do ego, e passa a preocupar-se com o sentido criativo, produtivo de sua vida e com o seu legado para as gerações futuras. 
O aspecto negativo é quando o sujeito fica estagnado, centrado apenas em suas preocupações e nas posses de bens materiais;
A teoria psicossocial de Erik Erikson
Integridade versus desespero: a última idade é caracterizada por uma avaliação do que o indivíduo fez ao longo de sua vida, isto é, uma retrospectiva, identificando se o que ele viveu teve sentido. 
Quando esta avaliação é negativa, ou seja, a pessoa tem a sensação de tempo perdido, de que não valeu à pena, pode haver um sentimento de desesperança. Quando é positiva, há um sentimento de integridade, serenidade e reconciliação com suas experiências.
A teoria psicossocial de Erik Erikson
Como foi possível observar nessa dinâmica do desenvolvimento proposta por Erikson, é na adolescência que o sujeito adquire os pré-requisitos de crescimento fisiológico, maturidade mental e responsabilidade social que vão prepará-lo para vivenciar e superar a crise de identidade. 
Com isto, virão a escolha profissional, os relacionamentos mais duradouros e a definição de sua singularidade. 
Erikson destaca que o êxito na resolução dos conflitos anteriores, contribui para o fortalecimento da singularidade do adolescente, fundamental para a resolução dos conflitos nas idades posteriores. Esse processo é vivido de maneira diferente entre os adolescentes e entre as diferentes culturas. 
A teoria psicossocial de Erik Erikson
https://www.youtube.com/watch?v=0QsY7Pf8v8Q
FONTE:
Xavier, Alessandra Silva. Psicologia do desenvolvimento / Alessandra Silva Xavier e Ana Ignez Belém Lima Nunes . – 4. ed. rev. e ampl. – Fortaleza : EdUECE, 2015.
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