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Abordagens de treinamento vocal e suas aplicações: Método IV 4º Período Universidade Federal de Minas Gerais Departamento de Fonoaudiologia Professora Letícia Caldas Teixeira Abordagens de treinamento vocal e suas aplicações: Método IV Método auditivo Objetivos Utilizar a audição para melhorar a produção vocal, como bloquear totalmente seu controle, para verificar as consequências na voz. A audição é determinante na qualidade e no controle da produção vocal Recursos tecnológicos Gravador, sistemas de amplificação, reprodução, mascaramento, monitoramento ou metrônomo. Aparelhos específicos FACILITATOR (Kay elemetrics): aparelho independente e custo elevado. Modos de operação: repetição, amplificação, mascaramento, monitoramento auditivo retardado e marca-passo vocal. Recursos tecnológicos FONO TOOLS (CTS): necessita de computador, custo mais barato, visualiza os registros e salva arquivos. Modos de operação: amplificação, atraso no monitoramento, deslocamento de frequência, inversão, mascaramento, repetição e ritmo. Procedimento Registrar uma pequena frase, de preferência com sons todos sonoros para ressaltar aspectos da qualidade vocal e reproduzi-la via fones de ouvido, em modo de loop, ou seja, uma reprodução continuada (média de oito repetições) FONO TOOLS e FACILITATOR Objetivos Desenvolver o monitoramento auditivo Melhorar a conscientização vocal Identificar parâmetros vocais específicos Aplicações Disfonias comportamentais Voz profissional Disfonia por técnica ou modelo vocal inadequado Ex: “Um homem e uma mulher viram um anjo”, “A menina jantou laranja”, “Hoje rezei na aurora iluminada” A escuta da própria voz contribui para ressaltar parâmetros vocais inconscientes Variações Treinamento com registro simples em gravador e retorno via fone ou alto-falante. Treinamento com bonecas ou papagaios que possuem sistema de gravação e repetição de trecho de fala. Repetição auditiva em práticas negativas, ou seja, produzindo o erro de forma exagerada para aumentar a conscientização do mesmo. Repetição auditiva e visual com registro em qualquer programa que permita análise em tempo real, como o programa GRAM. Procedimento Executar treinamento vocal, com amplificação da própria voz, recebida via fone de ouvidos por meio de qualquer tema para esse uso como o FONO TOOLS e FACILITATOR que permite uma amplificação na faixa de frequência de 70 a 7.800 Hz, com 26dB de ganho de volume máximo, que pode ser ajustado de acordo com a necessidade Objetivos Reduzir o volume da voz Reduzir a tensão fonatória excessiva Desenvolver o monitoramento auditivo Melhorar a conscientização da qualidade vocal e de parâmetros específicos Aplicações Disfonias por tensão muscular Disfonias por técnica ou modelo vocal inadequado Disfonias por uso de intensidade elevada Voz profissional Incômodo em ouvir a voz amplificada, iniciar com amplificação reduzida e aumentar paulatinamente. Indicar amplificação individual para professores. Variações Treinamento com amplificação da voz do paciente e do terapeuta. Prática negativa sob emissão amplificada. Redução da quantidade de amplificação e busca de estabilidade e controle na emissão vocal. Na impossibilidade de amplificação imediata, pode-se gravar a emissão do paciente e pedir que ele a avalie, de preferência com fones de ouvido. Variações Utilizar como recurso auxiliar um gravador simples ou o programa Windows Media Player do computador. Trabalhar com amplificação com fones no computador, utilizando-se como recurso o GRAM. Procedimento Emissão em leitura ou sequência automática, sob ruído branco em ambas as orelhas, suficientemente intenso para impedir a escuta da própria voz, ao redor de 100 dB. Objetivos Suprir o monitoramento auditivo sobre a voz Aumentar o monitoramento proprioceptivo Aumentar intensidade. Aplicações Diagnóstico diferencial entre psicogências e neurológicas. Disfonias a afonias de conversão. Disfonias hipocinéticas. Controle de competição sonora em voz profissional. Desenvolvimento de monitoramento proprioceptivo. Evitar o uso prolongado ou em intensidade excessiva de mascaramento, para não elevar os níveis de contração muscular. Verificar se não ocorre desconforto auditivo, caso o paciente seja recrutante. Variações Gravar a voz sob mascaramento e comparar a uma emissão habitual do paciente. Usar a técnica para desenvolver o monitoramento cinestésico e o controle vocal em situações de competição sonora, direcionando a atenção do paciente para controlar as sensações negativas durante a emissão. Usar gravação de ruído, FONO TOOLS ou FACILITATOR. Procedimento Emissão com monitoramento auditivo defasado em frações de segundo (delay auditory feedback – DAF) Objetivos Efeito Lee. Produzir fonação constante e menos tensa. Aumentar o monitoramento proprioceptivo. Reduzir a velocidade de fala. Modificar o monitoramento habitual de fala. Aplicações Diagnóstico diferencial entre psicogências e neurológicas Aumento do monitoramento proprioceptivo. Voz profissional. Transtornos da fluência da fala. Para aperfeiçoamento vocal, verificar se o paciente fica muito tenso e ir indicando as regiões de tensão a serem aliviadas. FACILITATOR: atraso pode variar de 0,001 A 0,5 segundos. FONO TOOLS: varia de 0,06 a 0,130. Variações Usar a técnica para desenvolver o controle vocal de forma independente do monitoramento auditivo, ampliando-se o monitoramento proprioceptivo. Pede-se ao paciente para focalizar sua atenção na articulação dos sons da fala e não em como sua voz soa. Procedimento Emissão habitual e reprodução com deslocamento da faixa de frequências Objetivos Ouvir a própria voz mais grave ou aguda Melhorar a conscientização da emissão Avaliar as possíveis mudanças de frequência fundamental Aplicações Disfonia da muda vocal Disfonia por edema de Reinke Disfonias endocrinológicas (virilização vocal) Falsete paralítico, de conversão ou mutacional Voz profissional Usar sequência automática e reproduzi-la em alguns semitons, para cima ou para baixo FONO TOOLS (CTS), no modo de operação frequência SOUNDFORGE ou PRO TOOLS (gravação e edição musical) SPEECH PITCH (VOICE TOOLS): diagnóstico e tratamento de desvios de frequência vocal Variações Reproduzir a emissão com o deslocamento de frequências, procurando acompanhar o novo tom. Procurar reproduzir a emissão com frequência deslocada após a escuta do trecho modificado Procedimento Procurar seguir o ritmo marcado, tanto em treinamento de sequências articulatórias, duplas de vogais, como na leitura de estrofes e poesias. Objetivos Modificar ou regularizar o ritmo e a velocidade da emissão. Aumentar o controle da produção da voz e fala Melhorar o monitoramento auditivo. Aplicações Disartrofonias em geral (esclerose múltipla,...) Ataxia cerebelar. Voz profissional. Transtornos da fluência da fala. Variações Produção de unidades fonatórias com sons facilitadores, como os nasais, ou vogais curtas, no ritmo marcado image2.jpeg image3.jpeg image4.jpeg image5.png image6.png image7.png image8.jpeg image9.png image10.jpeg image11.png image12.png image13.jpeg image14.png image15.jpeg image16.png image17.jpeg