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1 
UNIPLAN 
CENTRO UNIVERSITARIO PLANALTO DO DISTRITO FEDERAL 
BACHARELADO EM ENFERMAGEM 
 
 
 
 
ADAIANA LOPES SOARES - UL23300214 
 
 
 
 
 
 
ELETROCARDIOGRAMA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ALTAMIRA-PÁ 
2026
2 
 
ADAIANA LOPES SOARES 
 
 
 
 
 
ELETROCARDIOGRAMA 
 
 
Trabalho avaliativo referente ao 
ESTAGIO CURRICULAR II, 
contendo roteiros referente aos 
temas propostos dentro da 
disciplina no portal academico, 
utilizado para obtenção de 
notas da mesma, orientado pela 
enfermeira docente do curso, 
Joelma Santos de Oliveira 
Souza. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Altamira-Pa 
 2026
3 
SUMÁRIO 
 
1. Introdução ................................................................................4 
2. Objetivo geral ...........................................................................5 
2.1 Objetivos especificos ...................................................................................5 
3. Desenvolvimento ......................................................................6 
3.1 Conceito e finalidade do eletrocardiograma ................................................6 
3.2 Atividades eletrica do coração ....................................................................6 
3.3 Derivações eletrocardiograficas ..................................................................7 
3.4 Principais componentes do traçado eletrocardiografico .............................8 
3.5 Frequencia e ritmo cardiaco .......................................................................9 
3.6 Importancia do eletrocardiograma na avaliação cardiovascular ................10 
3.7 Realização do exame .................................................................................10 
3.8 Limitações do eletrocardiograma ...............................................................11 
4. Conclusão ...............................................................................12 
5. Referencias bibliograficas .....................................................13 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
4 
1. INTRODUÇÃO 
O eletrocardiograma (ECG) é um exame complementar amplamente 
utilizado na área da saúde para avaliar a atividade elétrica do coração. Trata-se 
de um método não invasivo, de execução relativamente simples, baixo custo e 
grande importância na investigação de alterações cardiovasculares. Por meio 
do registro da atividade elétrica cardíaca na superfície corporal, o exame 
possibilita analisar frequência, ritmo, condução elétrica, eixo cardíaco e 
alterações relacionadas à despolarização e repolarização do miocárdio, 
constituindo importante instrumento para a avaliação cardiovascular 
(SAMESIMA et al., 2022). 
A atividade elétrica cardíaca é responsável pela coordenação das 
contrações do músculo cardíaco. Normalmente, o impulso elétrico origina-se no 
nó sinoatrial, considerado o marcapasso fisiológico do coração, e 
posteriormente percorre o sistema de condução cardíaco, envolvendo os átrios, 
o nó atrioventricular, o feixe de His, seus ramos e as fibras de Purkinje. Essa 
sequência possibilita a contração organizada das câmaras cardíacas, enquanto 
o eletrocardiograma permite registrar, na superfície corporal, as manifestações 
elétricas desse processo (GUYTON; HALL, 2021). 
Na prática clínica, o ECG apresenta grande relevância na avaliação de 
pacientes com sintomas como dor torácica, palpitações, síncope, tontura e 
dispneia, além de ser utilizado na investigação e acompanhamento de diversas 
doenças cardiovasculares. Em situações de suspeita de síndrome coronariana 
aguda, por exemplo, o eletrocardiograma de 12 derivações constitui uma 
ferramenta fundamental da avaliação inicial, devendo ser realizado 
precocemente para auxiliar na identificação de alterações isquêmicas e na 
definição da conduta clínica (NICOLAU et al., 2021). 
Dessa maneira, o conhecimento dos princípios fisiológicos relacionados 
à atividade elétrica cardíaca, das derivações eletrocardiográficas, dos 
componentes do traçado, da técnica de realização e das principais aplicações 
clínicas do exame é fundamental para estudantes e profissionais da área da 
saúde. A adequada execução e análise do ECG contribuem para a obtenção 
5 
de informações importantes sobre o funcionamento cardiovascular e para o 
reconhecimento de alterações que podem exigir investigação ou intervenção 
imediata (SAMESIMA et al., 2022). 
2. OBJETIVO GERAL 
Compreender os princípios, a finalidade, a realização e a importância 
clínica do eletrocardiograma na avaliação da atividade elétrica cardíaca, 
destacando seus principais componentes, derivações e aplicações na 
assistência à saúde (SAMESIMA et al., 2022). 
2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS 
 Compreender os princípios fisiológicos relacionados à atividade elétrica 
do coração e sua representação no eletrocardiograma (GUYTON; HALL, 
2021). 
 Identificar as principais derivações utilizadas no eletrocardiograma 
convencional de 12 derivações e compreender suas respectivas 
perspectivas sobre a atividade elétrica cardíaca (SAMESIMA et al., 
2022). 
 Descrever as características e a importância das ondas, segmentos e 
intervalos presentes no traçado eletrocardiográfico (SAMESIMA et al., 
2022). 
 Compreender os procedimentos necessários para a adequada 
realização do exame, incluindo o preparo do paciente e o 
posicionamento correto dos eletrodos (SAMESIMA et al., 2022). 
 Reconhecer a importância do eletrocardiograma na investigação de 
arritmias, distúrbios da condução, alterações de repolarização e 
síndromes coronarianas agudas (NICOLAU et al., 2021). 
 Destacar as limitações do eletrocardiograma e a necessidade de 
associá-lo à avaliação clínica e, quando indicado, a outros métodos 
diagnósticos (GOLDMAN; SCHAFER, 2020). 
 
 
6 
3. DESENVOLVIMENTO 
3.1 Conceito e finalidade do eletrocardiograma 
O eletrocardiograma é o registro gráfico da atividade elétrica do coração 
obtido por meio de eletrodos posicionados sobre a superfície corporal. As 
diferenças de potencial elétrico produzidas durante os processos de 
despolarização e repolarização do miocárdio são captadas pelo aparelho e 
representadas graficamente por meio de ondas, segmentos e intervalos, 
permitindo a análise sistematizada da atividade elétrica cardíaca (SAMESIMA 
et al., 2022). 
O exame possibilita avaliar diferentes aspectos do funcionamento 
cardíaco, principalmente frequência, ritmo, condução e características da 
atividade elétrica das câmaras cardíacas. Além disso, o ECG pode apresentar 
alterações sugestivas de isquemia miocárdica, infarto, distúrbios de condução, 
hipertrofias e determinadas arritmias, sendo, portanto, um recurso importante 
na investigação de diferentes condições cardiovasculares (GOLDMAN; 
SCHAFER, 2020). 
Apesar de sua realização ser relativamente simples, a interpretação do 
eletrocardiograma exige conhecimento técnico e deve considerar as 
características clínicas do paciente. O traçado eletrocardiográfico não deve ser 
analisado de forma isolada, pois alterações encontradas no exame precisam 
ser relacionadas à história clínica, ao exame físico e, quando necessário, aos 
resultados de outros exames complementares (SAMESIMA et al., 2022). 
3.2 Atividade elétrica do coração 
O funcionamento mecânico do coração depende diretamente de uma 
atividade elétrica organizada, responsável por desencadear e coordenar a 
contração das células musculares cardíacas. Em condições fisiológicas, o 
impulso elétrico é gerado espontaneamente no nó sinoatrial, localizado no átrio 
direito, e se propaga pelo tecido atrial, promovendo a despolarização dos átrios 
e preparando-os para a contração (GUYTON; HALL, 2021). 
7 
Após a despolarização atrial, o estímulo elétrico alcança o nó 
atrioventricular, onde ocorre uma redução temporária da velocidade de 
condução. Posteriormente, o impulsosegue pelo feixe atrioventricular ou feixe 
de His, pelos seus ramos direito e esquerdo e pelas fibras de Purkinje, 
alcançando o miocárdio ventricular e promovendo a despolarização dos 
ventrículos (HALL, 2021). 
A organização dessa sequência de condução é essencial para que a 
contração cardíaca ocorra de maneira coordenada e eficiente. Alterações na 
formação ou na condução do impulso elétrico podem modificar a frequência ou 
o ritmo cardíaco e provocar diferentes distúrbios de condução e arritmias, que 
podem ser identificados ou investigados por meio do eletrocardiograma 
(GOLDMAN; SCHAFER, 2020). 
3.3 Derivações eletrocardiográficas 
O eletrocardiograma convencional de 12 derivações permite observar a 
atividade elétrica do coração a partir de diferentes perspectivas. As derivações 
são organizadas em derivações dos membros e derivações precordiais, 
possibilitando uma análise ampla da propagação da atividade elétrica pelo 
coração (SAMESIMA et al., 2022). 
As derivações dos membros compreendem DI, DII, DIII, aVR, aVL e 
aVF, enquanto as derivações precordiais são representadas por V1, V2, V3, 
V4, V5 e V6. A utilização conjunta dessas derivações fornece diferentes 
perspectivas da atividade elétrica cardíaca e permite analisar alterações 
relacionadas ao ritmo, eixo elétrico, condução, despolarização e repolarização 
ventricular (SAMESIMA et al., 2022). 
A correta colocação dos eletrodos é indispensável para garantir a 
confiabilidade do exame. O posicionamento incorreto de eletrodos, 
especialmente das derivações precordiais, pode modificar a morfologia do 
traçado e produzir alterações que podem ser interpretadas erroneamente como 
alterações cardíacas. Dessa forma, a técnica adequada de posicionamento 
8 
constitui uma etapa essencial da realização do eletrocardiograma (SAMESIMA 
et al., 2022). 
3.4 Principais componentes do traçado eletrocardiográfico 
O traçado eletrocardiográfico é formado por ondas, segmentos e 
intervalos que representam diferentes acontecimentos relacionados à atividade 
elétrica cardíaca. A análise sistemática desses componentes permite avaliar a 
formação e a condução do impulso elétrico, além de possibilitar o 
reconhecimento de alterações eletrocardiográficas relevantes (SAMESIMA et 
al., 2022). 
A onda P corresponde à despolarização dos átrios e normalmente 
antecede o complexo QRS. Sua morfologia, duração e polaridade podem 
fornecer informações importantes sobre a origem e a propagação do estímulo 
elétrico atrial, sendo um dos elementos fundamentais para a avaliação do ritmo 
cardíaco (SAMESIMA et al., 2022). 
O complexo QRS representa a despolarização dos ventrículos. Por 
envolver uma quantidade maior de massa muscular em comparação com a 
despolarização atrial, o complexo QRS geralmente apresenta maior amplitude 
que a onda P. Sua duração e morfologia são importantes na investigação de 
alterações da condução intraventricular e de outras condições cardiovasculares 
(SAMESIMA et al., 2022). 
A onda T representa a repolarização ventricular. Suas características 
podem variar de acordo com a derivação eletrocardiográfica analisada, sendo 
avaliadas quanto à polaridade, amplitude e morfologia. Alterações da onda T 
podem estar associadas a diferentes condições clínicas e devem ser 
interpretadas considerando o conjunto do traçado e as características do 
paciente (SAMESIMA et al., 2022). 
O intervalo PR corresponde ao período compreendido entre o início da 
despolarização atrial e o início da despolarização ventricular. Esse intervalo 
reflete principalmente o tempo necessário para a condução do impulso elétrico 
9 
pelos átrios e pelo sistema atrioventricular, podendo apresentar alterações em 
diferentes distúrbios da condução cardíaca (SAMESIMA et al., 2022). 
O intervalo QT compreende o período relacionado à despolarização e à 
repolarização dos ventrículos. Sua duração apresenta relação com a 
frequência cardíaca, razão pela qual a análise clínica frequentemente 
considera o intervalo QT corrigido pela frequência cardíaca. Alterações 
importantes nesse parâmetro podem apresentar relevância clínica, 
especialmente em relação ao risco de determinadas arritmias ventriculares 
(SAMESIMA et al., 2022). 
3.5 Frequência e ritmo cardíaco 
A análise da frequência cardíaca constitui uma das etapas fundamentais 
da avaliação eletrocardiográfica. Em adultos, valores de frequência cardíaca de 
repouso geralmente entre 60 e 100 batimentos por minuto são utilizados como 
referência para o ritmo sinusal normal. Frequências inferiores a esse intervalo 
podem caracterizar bradicardia, enquanto frequências superiores podem 
caracterizar taquicardia, devendo sempre ser consideradas as condições 
clínicas e fisiológicas do indivíduo (GOLDMAN; SCHAFER, 2020). 
Além da frequência, a avaliação do ritmo cardíaco é essencial para a 
interpretação do ECG. O ritmo sinusal está relacionado à geração do impulso 
no nó sinoatrial e à presença de uma relação organizada entre as ondas P e os 
complexos QRS. Alterações na formação ou condução dos impulsos podem 
provocar diferentes tipos de arritmias, cuja identificação pode ser auxiliada pelo 
eletrocardiograma (SAMESIMA et al., 2022). 
A análise da frequência e do ritmo deve ser realizada de maneira 
sistemática, considerando a regularidade dos intervalos, a presença e a 
morfologia das ondas P, a relação entre ondas P e complexos QRS e a 
duração dos principais intervalos eletrocardiográficos. Essa avaliação permite 
reconhecer padrões compatíveis com diferentes alterações do ritmo cardíaco 
(SAMESIMA et al., 2022). 
 
10 
3.6 Importância do eletrocardiograma na avaliação cardiovascular 
O eletrocardiograma apresenta grande importância na investigação de 
diferentes condições cardiovasculares. Em pacientes com dor torácica, por 
exemplo, o exame pode contribuir para a identificação de alterações sugestivas 
de isquemia miocárdica e síndrome coronariana aguda, especialmente quando 
realizado precocemente e interpretado em conjunto com a avaliação clínica e 
outros dados diagnósticos (NICOLAU et al., 2021). 
Na suspeita de infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do 
segmento ST, o ECG possui papel fundamental na identificação de alterações 
características e na definição de condutas terapêuticas que precisam ser 
adotadas de maneira rápida. As diretrizes brasileiras recomendam que o 
eletrocardiograma seja realizado precocemente em pacientes com suspeita de 
síndrome coronariana aguda, contribuindo para a classificação e condução do 
caso (NICOLAU et al., 2021). 
O eletrocardiograma também possui aplicação importante na avaliação 
de arritmias, distúrbios da condução atrioventricular e intraventricular, 
alterações da repolarização, sobrecargas e hipertrofias das câmaras cardíacas, 
entre outras condições. Dessa forma, o exame integra a avaliação de 
diferentes manifestações cardiovasculares e pode orientar a necessidade de 
investigação complementar (SAMESIMA et al., 2022). 
3.7 Realização do exame 
A realização do eletrocardiograma requer preparo adequado do paciente 
e atenção à técnica de posicionamento dos eletrodos. O paciente deve 
permanecer em repouso e, geralmente, em posição supina, sendo orientado a 
evitar movimentos durante o registro. Essas medidas contribuem para a 
obtenção de um traçado com menor quantidade de interferências e artefatos 
(SAMESIMA et al., 2022). 
Os eletrodos devem ser posicionados nos membros e no tórax de 
acordo com as localizações padronizadas para a obtenção das 12 derivações. 
As derivações precordiais V1 a V6 possuem posições anatômicas específicas, 
11 
sendo necessário respeitar os espaços intercostais e as linhas anatômicas de 
referência. O posicionamento correto é fundamental porque alterações na 
localização dos eletrodos podem modificar significativamente a morfologia do 
traçado (SAMESIMA et al., 2022). 
A preparação da pele também é importantepara favorecer o contato 
adequado entre os eletrodos e a superfície corporal. Durante o exame, o 
paciente deve permanecer relaxado e imóvel, pois tremores musculares, 
movimentação, mau contato dos eletrodos e interferências elétricas podem 
produzir artefatos que prejudicam a qualidade do registro eletrocardiográfico 
(SAMESIMA et al., 2022). 
Após o registro, o profissional deve verificar a qualidade do traçado, 
observando se todas as derivações foram corretamente registradas, se há 
presença de artefatos e se o exame apresenta condições técnicas adequadas 
para interpretação. A análise do ECG deve ser realizada por profissional 
capacitado e considerar as características clínicas do paciente, evitando 
conclusões baseadas exclusivamente em alterações isoladas do traçado 
(SAMESIMA et al., 2022). 
3.8 Limitações do eletrocardiograma 
Apesar de sua ampla utilização e importância clínica, o 
eletrocardiograma apresenta limitações. Um ECG sem alterações não exclui 
necessariamente a presença de doença cardiovascular, uma vez que algumas 
alterações podem ser transitórias, discretas ou não estar presentes no 
momento em que o exame é realizado (GOLDMAN; SCHAFER, 2020). 
Em determinadas situações clínicas, pode ser necessária a utilização de 
outros métodos diagnósticos, como ecocardiograma, teste ergométrico, 
monitorização eletrocardiográfica ambulatorial, exames laboratoriais e métodos 
de imagem cardiovascular. A escolha desses exames depende da hipótese 
diagnóstica, dos sintomas apresentados e dos resultados obtidos na avaliação 
clínica e no próprio eletrocardiograma (SAMESIMA et al., 2022). 
12 
No contexto da síndrome coronariana aguda, por exemplo, um primeiro 
ECG sem alterações diagnósticas não deve necessariamente encerrar a 
investigação quando a suspeita clínica permanece. Nesses casos, a repetição 
do eletrocardiograma e a associação com outros métodos, incluindo 
marcadores de lesão miocárdica, podem ser necessárias para aumentar a 
capacidade diagnóstica e acompanhar alterações dinâmicas (NICOLAU et al., 
2021). 
Assim, o eletrocardiograma deve ser compreendido como uma 
importante ferramenta complementar da avaliação cardiovascular, e não como 
um método capaz de diagnosticar isoladamente todas as doenças cardíacas. A 
interpretação adequada depende da integração entre o traçado 
eletrocardiográfico, a história clínica, o exame físico e os demais exames 
disponíveis (SAMESIMA et al., 2022). 
4. CONCLUSÃO 
O eletrocardiograma constitui um dos principais exames 
complementares utilizados na avaliação cardiovascular, devido à sua 
capacidade de registrar a atividade elétrica cardíaca de maneira rápida, não 
invasiva e relativamente acessível. Por meio de seu traçado, é possível obter 
informações relevantes sobre frequência, ritmo, condução elétrica, 
despolarização e repolarização cardíaca, contribuindo para a investigação de 
diferentes alterações cardiovasculares (SAMESIMA et al., 2022). 
A compreensão das ondas, segmentos, intervalos e derivações 
eletrocardiográficas é fundamental para a análise adequada do exame. Da 
mesma forma, o correto posicionamento dos eletrodos, o preparo da pele, o 
repouso do paciente e a redução de artefatos são aspectos essenciais para 
garantir a qualidade e a confiabilidade do registro obtido (SAMESIMA et al., 
2022). 
Além de sua utilização na investigação de arritmias e distúrbios da 
condução, o ECG possui papel de grande relevância na avaliação de pacientes 
com suspeita de síndrome coronariana aguda. Nessa situação, a realização 
13 
precoce do exame pode contribuir para o reconhecimento de alterações 
compatíveis com isquemia ou infarto e auxiliar na definição da conduta 
terapêutica (NICOLAU et al., 2021). 
Entretanto, apesar de sua importância, o eletrocardiograma possui 
limitações e seus resultados devem ser interpretados considerando a história 
clínica, o exame físico e, quando necessário, outros exames complementares. 
Dessa forma, sua utilização adequada depende tanto da qualidade técnica do 
registro quanto da capacidade profissional de interpretar os achados dentro do 
contexto clínico do paciente (GOLDMAN; SCHAFER, 2020). 
Conclui-se, portanto, que o eletrocardiograma representa uma 
ferramenta de grande relevância para a assistência em saúde, especialmente 
por sua rapidez, caráter não invasivo, ampla disponibilidade e capacidade de 
fornecer informações essenciais sobre a atividade elétrica do coração. O 
conhecimento de seus fundamentos, técnica de realização, componentes e 
limitações contribui para uma avaliação cardiovascular mais segura e 
qualificada (SAMESIMA et al., 2022). 
5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
GOLDMAN, Lee; SCHAFER, Andrew I. Goldman-Cecil Medicina. 26. ed. Rio 
de Janeiro: Elsevier, 2020. 
GUYTON, Arthur C.; HALL, John E. Tratado de fisiologia médica. 14. ed. Rio 
de Janeiro: Elsevier, 2021. 
NICOLAU, José Carlos et al. Diretrizes da Sociedade Brasileira de 
Cardiologia sobre angina instável e infarto agudo do miocárdio sem 
supradesnível do segmento ST – 2021. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 
São Paulo, v. 117, n. 1, p. 181-264, 2021. DOI: 10.36660/abc.20210180. 
SAMESIMA, Nelson et al. Diretriz da Sociedade Brasileira de Cardiologia 
sobre a análise e emissão de laudos eletrocardiográficos – 2022. Arquivos 
Brasileiros de Cardiologia, São Paulo, v. 119, n. 4, p. 638-680, 2022. DOI: 
10.36660/abc.20220623. 
	BACHARELADO EM ENFERMAGEM
	Trabalho avaliativo referente ao ESTAGIO CURRICULAR II, contendo roteiros referente aos temas propostos dentro da disciplina no portal academico, utilizado para obtenção de notas da mesma, orientado pela enfermeira docente do curso, Joelma Santos de O...
	1. INTRODUÇÃO
	2. OBJETIVO GERAL
	2.1 OBJETIVOS ESPECÍFICOS
	3. DESENVOLVIMENTO
	3.1 Conceito e finalidade do eletrocardiograma
	3.2 Atividade elétrica do coração
	3.3 Derivações eletrocardiográficas
	3.4 Principais componentes do traçado eletrocardiográfico
	3.5 Frequência e ritmo cardíaco
	3.6 Importância do eletrocardiograma na avaliação cardiovascular
	3.7 Realização do exame
	3.8 Limitações do eletrocardiograma
	4. CONCLUSÃO
	5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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