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Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 1 MEDICINA UNICID • 6º SEMESTRE Simulado clínico avançado Tutoria | Módulo I 20 questões inéditas e comentadas Preparado para Brunno Mesquita Barrilari Casos que exigem integrar probabilidade clínica, evolução temporal, exames, fisiopatologia e escolhas terapêuticas. A dificuldade foi ampliada em relação ao simulado de 50 questões fornecido. COMO ESTUDAR Escolha uma única melhor resposta entre A e E. Cubra o comentário, responda e explique para si mesmo qual dado foi decisivo. Depois confira o gabarito, o raciocínio e a análise das quatro alternativas erradas. Sugestão: 80 a 100 minutos, sem consultar o material. Marque também os acertos em que houve dúvida. 01-05 TVP/TEP e anticoagulação aplicada 06-08 DAOP, isquemia aguda e aterotrombose 09-12 Hemoglobinopatias e doença falciforme 13-16 PTI, PTT, SHU, CIVD e hepatopatia 17-20 Hemofilia, von Willebrand e SAF Uma questão comentada por página. Gabarito reunido ao final, seguido das referências de apoio. Casos fictícios e elaboração autoral para estudo; este caderno não é uma prova oficial do ENAMED. TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 2 01 Exame negativo, suspeita persistente Mulher de 61 anos, 16 dias após artroplastia de quadril, apresenta edema de toda a perna esquerda, dor no trajeto venoso profundo e panturrilha 4 cm maior que a contralateral. Não há diagnóstico alternativo tão provável quanto TVP. Um ultrassom compressivo tecnicamente adequado examinou apenas os segmentos proximais e foi negativo; as veias da panturrilha não foram avaliadas. O D-dímero está elevado, e os sintomas persistem, sem dispneia ou sinais de ameaça ao membro. Qual estratégia diagnóstica resolve melhor a discordância entre a clínica e o exame inicial? A) Encerrar a investigação de TVP e atribuir o edema ao pós-operatório, pois um exame proximal negativo exclui também trombose distal. B) Confirmar TVP pelo D-dímero e estabelecer três meses de anticoagulação, dispensando qualquer demonstração por imagem. C) Repetir apenas o D-dímero em sete dias e excluir TVP se houver redução de pelo menos 50% em relação ao primeiro resultado. D) Programar novo ultrassom compressivo proximal em aproximadamente uma semana, antecipando a reavaliação se houver piora clínica. E) Solicitar angioTC pulmonar para substituir a investigação venosa, mesmo na ausência de manifestações de embolia pulmonar. GABARITO: D | RACIOCÍNIO CLÍNICO A probabilidade pré-teste permanece elevada. O exame inicial não demonstrou trombose proximal naquele momento, mas não avaliou diretamente o território distal. A repetição pode detectar extensão proximal de um trombo inicialmente não identificado. D-dímero elevado no pós-operatório tem pouca especificidade; ele não resolve sozinho essa discordância. A decisão sobre anticoagulação enquanto se completa a investigação depende do protocolo, da demora da imagem e do risco hemorrágico; a pergunta trata da estratégia diagnóstica. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Extrapola o alcance do exame: avaliação proximal não equivale a demonstração de normalidade de toda a circulação venosa. B) Confunde marcador de degradação de fibrina com confirmação anatômica de TVP; cirurgia também pode elevar o resultado. C) A queda percentual do D-dímero não é um critério validado para encerrar essa investigação. E) Investiga outro território e não esclarece adequadamente a causa do edema unilateral. Regra de prova: A interpretação de um exame negativo depende da probabilidade clínica e do território efetivamente examinado. Base e aprofundamento: [R0] [R1] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 3 02 Um resultado abaixo do corte Homem de 72 anos apresenta dispneia súbita, dor pleurítica, hemoptise e FC de 112 bpm. Foi operado há duas semanas e tem edema unilateral com dor à palpação do sistema venoso profundo. TEP é considerado o diagnóstico mais provável. Está com PA de 122/76 mmHg, função renal preservada e sem contraindicação ao contraste. Antes da avaliação médica, foi coletado D-dímero de alta sensibilidade: 650 ng/mL FEU. Considerando o Wells clássico de três níveis e o ajuste etário usual do D-dímero, qual interpretação é correta? A) O corte etário seria 720 ng/mL FEU, mas a alta probabilidade clínica impede usar esse resultado para excluir TEP; deve-se prosseguir com angioTC pulmonar. B) O corte etário seria 720 ng/mL FEU e, como o resultado é inferior, o TEP está excluído, mesmo com vários critérios de Wells presentes. C) O corte permanece 500 ng/mL FEU porque o paciente tem mais de 70 anos; o resultado confirma TEP e dispensa imagem. D) O corte etário seria 7.200 ng/mL FEU; deve-se repetir o D-dímero antes de definir se existe indicação de imagem. E) A pressão arterial preservada reduz o Wells para baixo risco e permite encerrar a investigação com o D-dímero apresentado. GABARITO: A | RACIOCÍNIO CLÍNICO Os critérios descritos somam 10 pontos: sinais clínicos de TVP, 3; TEP mais provável, 3; FC acima de 100, 1,5; cirurgia recente, 1,5; hemoptise, 1. A probabilidade é alta no modelo de três níveis. Embora 72 × 10 resulte em 720 ng/mL FEU, o ajuste etário não transforma o D-dímero em teste universal de exclusão. Nesse contexto, a estratégia deve avançar para imagem. Pressão arterial é essencial para a gravidade e a logística do atendimento, mas não apaga os critérios diagnósticos presentes. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS B) Aplica um corte correto à população inadequada: a limitação está na probabilidade pré-teste, não na multiplicação. C) O ajuste não deixa de valer aos 70 anos, e um D-dímero positivo não confirma TEP. D) Há erro de uma ordem de grandeza: em ng/mL FEU, a fórmula usual é idade × 10. E) Confunde estabilidade hemodinâmica com baixa probabilidade de doença. Regra de prova: Primeiro escolha o fluxo pela probabilidade clínica; só então interprete o D-dímero dentro desse fluxo. Base e aprofundamento: [R0] [R1] [R2] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 4 03 A conduta muda durante a observação Mulher de 64 anos, sem câncer, insuficiência cardíaca ou doença pulmonar crônica, tem TEP confirmado. Inicialmente: PA 118/74 mmHg, FC 116 bpm, SpO2 88% em ar ambiente, troponina elevada e disfunção de ventrículo direito no ecocardiograma. Inicia anticoagulação e suporte em unidade monitorizada. Quatro horas depois, mantém PA 78/46 mmHg por 25 minutos, extremidades frias e lactato de 5,2 mmol/L, apesar das medidas iniciais. Foram afastados hemorragia, sepse e arritmia como causas da hipotensão. Não há contraindicação maior à trombólise. Pela classificação ESC de 2019 utilizada neste item, qual sequência é a mais adequada? A) Classificar inicialmente como baixo risco pelo critério pressórico; após a deterioração, ajustar apenas a dose do anticoagulante. B) Classificar inicialmente como alto risco pela troponina; indicar trombólise obrigatória já na primeira avaliação, antes de qualquer deterioração. C) Classificar inicialmente como risco intermediário-baixo; após a hipotensão, aguardar nova angioTC para autorizar qualquer medida de reperfusão. D) Classificar inicialmente como risco intermediário-alto; após a hipotensão persistente, manter somente anticoagulação porque o diagnóstico já foi tratado. E) Classificar inicialmente como risco intermediário-alto; após a deterioração hemodinâmica, indicar reperfusão de resgate, usualmente trombólise sistêmica neste cenário. GABARITO: E | RACIOCÍNIO CLÍNICO Inicialmente, o sPESI é 2: FC ≥110 e saturaçãodo ventrículo esquerdo e o débito cardíaco. Anticoagular limita a progressão do trombo, mas não substitui a avaliação urgente de reperfusão nessa deterioração. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Desconsidera oxigenação, frequência cardíaca, lesão miocárdica e função ventricular direita na avaliação inicial. B) Troponina elevada isoladamente não torna a trombólise rotineira indicada em todo paciente estável. C) Há disfunção de VD e biomarcador positivo; repetir uma imagem já diagnóstica não deve atrasar o resgate. D) A classificação e o tratamento precisam acompanhar a evolução clínica, inclusive após o início da anticoagulação. Regra de prova: No TEP, a piora hemodinâmica muda a prioridade: reconhecer choque e avaliar reperfusão imediatamente. Base e aprofundamento: [R0] [R2] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 5 04 O anticoagulante adequado em dois momentos Homem de 67 anos, 80 kg, com adenocarcinoma gástrico não ressecado, apresenta TVP femoral. Um sangramento tumoral foi controlado há duas semanas; não há sangramento ativo, a Hb está estável e a anticoagulação terapêutica foi considerada viável. O clearance de creatinina é 76 mL/min. Dias depois, durante internação por desidratação, desenvolve lesão renal aguda em progressão, com clearance estimado de 23 mL/min, e precisará de procedimento invasivo em curto prazo. Plaquetas permanecem normais. Qual estratégia é mais coerente entre as opções, considerando os dois momentos? A) Rivaroxabana como primeira escolha obrigatória em qualquer câncer; manter o mesmo esquema na lesão renal, pois o fármaco não depende de eliminação renal. B) HBPM é uma escolha razoável inicialmente pelo risco gastrointestinal; na lesão renal aguda e diante do procedimento, HNF intravenosa permite maior controle e interrupção rápida. C) HBPM é uma escolha razoável inicialmente; manter enoxaparina em dose plena a cada 12 horas na lesão renal, sem rever dose ou estratégia. D) Varfarina isolada é preferível desde a primeira dose; na lesão renal, aumentar sua dose porque o INR informa imediatamente proteção antitrombótica plena. E) O sangramento controlado impede qualquer anticoagulação durante toda a quimioterapia; implantar filtro de veia cava como tratamento definitivo do evento. GABARITO: B | RACIOCÍNIO CLÍNICO O tumor gastrointestinal luminal e o sangramento recente favorecem a escolha inicial de HBPM, embora DOACs sejam opções para muitos pacientes com câncer. No segundo momento, há outro problema: função renal em deterioração e necessidade de interromper o efeito para um procedimento. A HNF intravenosa tem meia-vida curta, pode ser titulada e é revertida com protamina. A mudança não decorre apenas de um número isolado de clearance; considera também a instabilidade renal e o contexto procedural. Um sangramento prévio controlado não equivale a contraindicação atual permanente. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Generaliza a indicação dos DOACs e ignora tanto o risco de sangramento gastrointestinal quanto a eliminação renal. C) A depuração reduzida pode favorecer acúmulo de enoxaparina; não se mantém automaticamente o regime habitual. D) A varfarina tem início de ação gradual e, no tratamento inicial de TEV, exige sobreposição apropriada com anticoagulante de ação rápida. E) Filtro não substitui anticoagulação viável e não deve ser implantado rotineiramente por sangramento passado já controlado. Regra de prova: Na escolha do anticoagulante, integre local do tumor, sangramento atual, função renal e possibilidade de procedimentos. Base e aprofundamento: [R0] [R3] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 6 05 Plaquetas caem enquanto surge uma nova trombose Homem de 58 anos recebe HNF após diagnóstico de TEP. As plaquetas caem de 264.000 para 96.000/mm³ entre o quinto e o sétimo dia de exposição. Nesse período, surge TVP proximal contralateral, confirmada por ultrassom. Não há sepse, sangramento, esquizócitos ou outra causa identificável de plaquetopenia. TP e fibrinogênio estão normais; o TTPa está na faixa terapêutica do protocolo. O imunoensaio anti-PF4/heparina ainda não está disponível. Qual conduta inicial é a mais adequada? A) Trocar HNF por enoxaparina, mantendo o mecanismo anticoagulante e eliminando a possibilidade de reação cruzada imunológica. B) Suspender HNF e iniciar varfarina isoladamente, sem aguardar recuperação plaquetária, para interromper rapidamente a geração de trombina. C) Suspender todas as fontes de heparina e iniciar anticoagulante não heparínico em dose terapêutica, sem aguardar o resultado confirmatório. D) Manter HNF enquanto o TTPa estiver terapêutico e atribuir a nova TVP ao consumo de plaquetas pelo trombo inicial. E) Suspender qualquer anticoagulação e transfundir plaquetas até normalizar a contagem, retomando HNF após a recuperação. GABARITO: C | RACIOCÍNIO CLÍNICO A queda supera 50%, ocorre no intervalo típico e se acompanha de nova trombose: o escore 4Ts é alto. Na forma imune, anticorpos contra complexos PF4/heparina ativam plaquetas e promovem trombose, apesar da plaquetopenia. É necessário retirar também heparina de lavagens de cateteres e usar uma alternativa, escolhida conforme função renal, hepática e condição clínica. Um TTPa compatível com anticoagulação não afasta esse mecanismo imunológico. A investigação laboratorial confirma ou refina uma conduta que não deve esperar quando a suspeita é alta. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Anticorpos podem reagir também na presença de HBPM; a troca não elimina o estímulo relevante. B) Varfarina precoce pode agravar o estado pró-trombótico pela redução de proteína C; não é a solução inicial. D) A nova trombose e a cronologia da queda plaquetária exigem reconsiderar a própria heparina. E) Suspender o tratamento antitrombótico deixa uma doença muito trombogênica sem cobertura; plaquetas não são transfundidas rotineiramente sem sangramento. Regra de prova: Heparina + queda plaquetária >50% no tempo típico + trombose nova exige ação imediata por suspeita de HIT. Base e aprofundamento: [R4] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 7 06 Pressão alta no tornozelo, perfusão baixa no pé Homem de 70 anos, diabético e com doença renal crônica, apresenta úlcera no hálux direito há seis semanas e dor noturna no antepé, aliviada ao deixar a perna pendente. O pé é frio e os pulsos distais não são palpáveis. Pressões sistólicas braquiais: direita, 150 mmHg; esquerda, 130 mmHg. No tornozelo direito: tibial posterior, 234 mmHg; pediosa, 225 mmHg. A pressão sistólica do hálux é 27 mmHg, com curva digital bastante amortecida. Qual interpretação integra corretamente cálculo, limitação do método e quadro clínico? A) ITB de 1,56 e índice hálux-braço de 0,18; a úlcera deve ser considerada exclusivamente neuropática porque o ITB é superior a 0,90. B) ITB de 1,80 e índice hálux-braço de 0,21; os valores confirmam perfusão adequada, devendo-se priorizar compressão elástica de alta pressão. C) ITB de 1,50 e índice hálux-braço de 0,18; a maior pressão no tornozelo representa hiperfluxo compensatório que dispensa avaliação arterial. D) ITB de 1,56 e índice hálux-braço de 0,18; a duração da úlcera torna o quadro isquemia arterial aguda e dispensa avaliação de revascularização crônica. E) ITB de 1,56 e índice hálux-braço de 0,18; a incompressibilidade arterial mascara DAOP, e a perda tecidual com baixa perfusão exige avaliação vascular prioritária. GABARITO: E | RACIOCÍNIO CLÍNICO Usa-se a maior pressão do tornozelo dividida pela maior pressão braquial: 234/150 = 1,56. Para o índice hálux-braço: 27/150 = 0,18. O primeiro valor sugere artérias incompressíveis, frequentes no diabetes e na doença renal crônica, enquanto o segundo evidencia perfusão distal muito reduzida. A associação com ferida persistente e dor de repouso sustenta isquemia crônica ameaçadora do membro.O ITB elevado não pode prevalecer sobre os demais achados como um falso certificado de normalidade. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Acerta as contas, mas ignora a limitação do ITB e os sinais independentes de hipoperfusão. B) Emprega a menor pressão braquial como denominador e propõe compressão sem considerar isquemia grave. C) Usa a menor pressão do tornozelo e atribui a pressão elevada a um mecanismo inadequado. D) Seis semanas de ferida e dor de repouso definem um curso crônico; agudização exige dados clínicos adicionais. Regra de prova: No diabetes e na DRC, ITB muito alto pode esconder isquemia; confronte-o com pressão digital, curvas e exame clínico. Base e aprofundamento: [R0] [R5] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 8 07 Dois membros frios, duas decisões diferentes Dois pacientes chegam com oclusão arterial aguda de membro inferior, sem contraindicação à anticoagulação. No paciente I, há dor há quatro horas, perda sensitiva além dos dedos, fraqueza motora leve e sinal Doppler venoso audível, embora o arterial esteja ausente. No paciente II, há anestesia profunda, paralisia completa com rigidez muscular, moteamento fixo que não desaparece à pressão e ausência de sinais Doppler arterial e venoso. A cirurgia vascular está imediatamente disponível. Qual associação entre viabilidade e estratégia é a mais adequada? A) I é Rutherford IIa e pode aguardar investigação eletiva; II é Rutherford IIb e deve receber trombólise prolongada como primeira medida. B) I é Rutherford III pela ausência de pulso arterial; II é Rutherford IIa porque a anestesia reduz a percepção dolorosa. C) I é Rutherford IIb e requer HNF e revascularização emergente; II sugere Rutherford III e deve ser avaliado para amputação primária, evitando reperfusão de tecido inviável. D) Ambos são Rutherford IIb; a falta de Doppler venoso no paciente II reforça apenas a necessidade de uma reperfusão mais lenta. E) Ambos são Rutherford III; qualquer déficit neurológico torna a revascularização inútil, independentemente da intensidade e dos demais achados. GABARITO: C | RACIOCÍNIO CLÍNICO O déficit motor no paciente I indica ameaça imediata: o membro ainda pode ser salvo se a reperfusão ocorrer rapidamente. No paciente II, a combinação de anestesia profunda, paralisia com rigidez, moteamento fixo e ausência de sinal venoso sugere dano irreversível. Reperfusão de grande massa muscular necrótica pode liberar potássio e produtos de lesão celular, agravando a condição sistêmica. O tempo de sintomas importa, mas a decisão depende principalmente da viabilidade atual. Avaliação e suporte de emergência são necessários nos dois casos. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Rutherford IIa não apresenta fraqueza motora; o segundo conjunto de sinais aponta para irreversibilidade. B) Ausência de pulso arterial ocorre também em membros salváveis; menor dor por anestesia não significa melhora. D) Ignora sinais de necrose e a relevância da ausência de fluxo venoso na classificação. E) Déficit sensitivo ou fraqueza leve não são equivalentes a paralisia completa com rigidez. Regra de prova: A urgência de reperfundir depende da ameaça; a indicação de reperfundir depende de ainda haver tecido viável. Base e aprofundamento: [R0] [R5] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 9 08 Da placa ao trombo: onde os fármacos atuam Em uma discussão sobre oclusão arterial por ruptura de placa, a histologia mostra capa fibrosa fina, grande núcleo necrótico e numerosos macrófagos. O paciente recebeu AAS e clopidogrel; uma amostra de plasma apresenta TP e TTPa normais. O professor pede uma explicação que una vulnerabilidade da placa, hemostasia primária, formação de fibrina e mecanismo do clopidogrel. Qual alternativa descreve corretamente essa sequência? A) A ruptura expõe colágeno e fator tecidual; vWF/GPIb participa da adesão, ADP/P2Y12 da ativação e GPIIb/IIIa da agregação. A coagulação gera trombina e fibrina, enquanto o clopidogrel bloqueia P2Y12. B) A ruptura expõe colágeno e fator tecidual; vWF/GPIb participa da agregação final e GPIIb/IIIa da adesão inicial. O clopidogrel antagoniza diretamente GPIIb/IIIa e prolonga o TP. C) A ruptura expõe o núcleo necrótico; fator tecidual com VIIa forma a tenase intrínseca, VIIIa/IXa forma a protrombinase, e o clopidogrel inibe a trombina livre. D) A ruptura ativa inicialmente plaquetas; TP e TTPa normais demonstram que o trombo arterial resultante não contém fibrina nem depende de fatores de coagulação. E) A ruptura ativa plaquetas e coagulação; o clopidogrel reduz a síntese hepática dos fatores II, VII, IX e X, prevenindo a deposição de fibrina sobre a placa. GABARITO: A | RACIOCÍNIO CLÍNICO A degradação de matriz por células inflamatórias e a menor resistência da capa favorecem ruptura e exposição de superfícies trombogênicas. O fator tecidual com VIIa inicia a coagulação; pequenas quantidades de trombina ativam plaquetas e cofatores. Sobre a superfície plaquetária, IXa/VIIIa amplifica a geração de Xa, e Xa/Va converte protrombina em trombina. Esta transforma fibrinogênio em fibrina, posteriormente estabilizada por XIIIa. TP e TTPa são testes plasmáticos e não medem adequadamente o bloqueio de P2Y12. Trombos arteriais e venosos diferem em predominância de componentes, mas ambos envolvem plaquetas e coagulação. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS B) Inverte adesão e agregação e atribui ao clopidogrel o alvo de fármacos como o abciximabe. C) A tenase intrínseca é IXa/VIIIa; a protrombinase é Xa/Va. Clopidogrel é antiagregante, não inibidor direto de trombina. D) Testes normais não excluem trombose nem demonstram ausência de fibrina no trombo arterial. E) Descreve o efeito da varfarina sobre fatores dependentes de vitamina K, não o mecanismo do clopidogrel. Regra de prova: Adesão, ativação e agregação plaquetárias se integram à geração de trombina; TP/TTPa não avaliam toda a hemostasia. Base e aprofundamento: [R0] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 10 09 Eletroforese e risco na próxima gestação Menino de 8 anos, sem transfusão no último ano e sem deficiência de ferro, apresenta crises vaso-oclusivas, Hb de 8,2 g/dL e VCM de 67 fL. A análise de hemoglobinas mostra HbS 82%, HbF 12%, HbA2 6% e ausência de HbA. O pai tem genótipo A/S e a mãe, A/β0, ambos confirmados por estudo molecular; o alelo β0 não produz cadeia beta normal. Na ausência de nova mutação, qual combinação expressa o diagnóstico do menino e a probabilidade de um próximo filho do casal ter doença falciforme? A) HbSS; risco de 25%, pois a ausência de HbA demonstra que os dois pais transmitiram alelos S. B) HbS/β+-talassemia; risco de 50%, porque o alelo materno permite alguma produção residual de HbA. C) Traço falciforme com ferropenia; risco de 0%, pois apenas o pai possui um alelo S. D) HbS/β0-talassemia; risco de 25%, independentemente do sexo e do resultado da gestação anterior. E) HbS/β0-talassemia; risco de 50%, porque qualquer filho que receba o alelo S terá necessariamente doença falciforme. GABARITO: D | RACIOCÍNIO CLÍNICO Os cruzamentos possíveis são A/A, A/β0, A/S e S/β0, cada um com probabilidade de 25%. O último corresponde à doença falciforme por heterozigose composta. O pai pode transmitir S, e a mãe pode transmitir β0; não é necessário que ambos transmitam S para existir doença falciforme. Ausência de HbA, microcitose e HbA2 elevada são compatíveis com o diagnóstico; o estudo parental torna a conclusão mais robusta do que interpretar HbA2 isoladamente, que pode sofrer interferências analíticas. As probabilidades se renovam em cada gestação. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) A mãe não tem alelo S; HbSS não é uma possibilidade desse cruzamento. B) O alelo informado é β0, não β+; produção residual de cadeia beta normal não pode ser presumida. C) Traço falciforme geralmenteapresenta HbA e não explica esse fenótipo; a ferropenia foi afastada. E) Metade dos filhos pode receber S, mas A/S corresponde a traço; apenas S/β0 corresponde à doença no cruzamento. Regra de prova: Doença falciforme não se limita a HbSS: primeiro identifique os alelos possíveis, depois calcule o risco. Base e aprofundamento: [R0] [R6] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 11 10 Reticulócitos aparentemente normais Menino de 7 anos com HbSS apresenta prostração, dispneia aos pequenos esforços e queda da Hb basal de 8,3 para 4,1 g/dL, após contato com uma criança com exantema. Está taquicárdico, mas sem aumento do baço em relação ao exame habitual, sangramento ou transfusão recente. Hemácias: 1,4 milhão/µL; reticulócitos: 1,0%, dentro da faixa percentual de referência do laboratório para pessoas sem anemia. Bilirrubina e LDH permanecem próximas dos valores basais. Qual interpretação é a mais adequada? A) O percentual normal demonstra resposta medular suficiente; a queda de Hb deve ser atribuída à hemólise compensada habitual. B) A contagem absoluta é aproximadamente 14.000/µL e inadequada à anemia; crise aplástica transitória deve ser priorizada, com suporte transfusional pela gravidade clínica. C) A contagem absoluta é aproximadamente 140.000/µL e indica sequestro esplênico, mesmo sem aumento do órgão ou sinais de hipovolemia. D) O percentual de 1,0% confirma hiper-hemólise pós-transfusional; a ausência de transfusão recente não interfere nessa conclusão. E) O padrão demonstra deficiência de ferro como causa aguda; a reposição oral de ferro é suficiente para corrigir a deterioração atual. GABARITO: B | RACIOCÍNIO CLÍNICO A contagem absoluta é 1.400.000 × 0,01 = 14.000 reticulócitos/µL. Na anemia falciforme, a medula habitualmente aumenta a produção para compensar a menor sobrevida das hemácias. Uma porcentagem aparentemente normal pode, portanto, representar resposta profundamente insuficiente. A queda abrupta de Hb com reticulocitopenia relativa e absoluta favorece interrupção transitória da eritropoiese, classicamente por parvovírus B19. A anemia é grave e sintomática, exigindo avaliação urgente e transfusão simples cuidadosamente planejada, sem esperar a confirmação etiológica para oferecer suporte. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Usa a referência de um indivíduo sem anemia, ignorando a resposta compensatória esperada nesse paciente. C) Erra a multiplicação por dez; o sequestro costuma produzir aumento agudo do baço e resposta reticulocitária preservada. D) Não há o antecedente temporal necessário para atribuir o quadro a uma reação pós-transfusional. E) Ferropenia não explica bem essa queda abrupta, e ferro não corrige rapidamente anemia grave sintomática. Regra de prova: Em anemia intensa, pergunte se a resposta reticulocitária é adequada, não apenas se o percentual está na referência. Base e aprofundamento: [R0] [R6] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 12 11 Hipoxemia progressiva com hemoglobina pouco reduzida Adolescente de 16 anos com HbSS, internado por crise dolorosa, desenvolve febre, taquipneia e novo infiltrado pulmonar. Apesar de oxigênio, antibioticoterapia apropriada, analgesia monitorizada e incentivo respiratório, evolui em seis horas com infiltrados multilobares e SpO2 de 86% sob oxigênio suplementar. A Hb atual é 10,2 g/dL. Não há sinais de sobrecarga volêmica, e a equipe já está escalonando o suporte respiratório. Transfusão simples e eritrocitaférese estão disponíveis. Qual medida adicional é a mais apropriada? A) Adiar qualquer transfusão até a Hb ficar abaixo de 7 g/dL, mantendo apenas as medidas já iniciadas. B) Realizar transfusão simples até Hb de 13 a 14 g/dL, aumentando o transporte de oxigênio sem necessidade de reduzir a fração de HbS. C) Organizar transfusão de troca, preferencialmente eritrocitaférese quando prontamente disponível, para reduzir HbS sem elevar excessivamente a viscosidade. D) Iniciar anticoagulação plena como tratamento específico obrigatório, considerando o infiltrado suficiente para confirmar embolia pulmonar. E) Iniciar hidroxiureia em dose de ataque para elevar a HbF em poucas horas, utilizando a resposta para decidir se transfusão será necessária. GABARITO: C | RACIOCÍNIO CLÍNICO Há síndrome torácica aguda grave e rapidamente progressiva. A indicação transfusional não depende apenas de anemia numérica: a hipoxemia e a falência respiratória orientam a urgência. Como a Hb já está em 10,2 g/dL, acrescentar muitas hemácias sem remover células com HbS pode elevar excessivamente a viscosidade. A troca reduz a proporção de hemácias falciformes e melhora as propriedades do sangue, mantendo controle da Hb total. Ela se soma ao suporte respiratório e ao tratamento das causas desencadeantes. Pneumonia pode desencadear a síndrome e não precisa ser excluída para reconhecer o quadro. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Transpõe um limiar transfusional genérico para uma complicação falciforme cuja gravidade não é medida apenas pela Hb. B) Elevar demasiadamente a Hb por transfusão simples pode piorar a hiperviscosidade, especialmente sem redução suficiente de HbS. D) Novo infiltrado e hipoxemia não confirmam TEP; anticoagulação não substitui o manejo da síndrome torácica aguda. E) Hidroxiureia modifica o curso da doença ao longo do tempo e não produz resgate respiratório em poucas horas. Regra de prova: Na síndrome torácica aguda grave, a modalidade transfusional depende da progressão clínica e da Hb pré-transfusão. Base e aprofundamento: [R0] [R7] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 13 12 Três decisões na mesma consulta preventiva Criança de 4 anos com HbSS está clinicamente bem, mas tem calendário vacinal incompleto. Recebeu há três semanas 10 mL/kg de concentrado de hemácias não lavadas, com plasma residual; não recebeu imunoglobulina. Estão indicadas a vacina influenza inativada, a pneumocócica conjugada e a vacina varicela viva atenuada. Não houve exposição recente à varicela. A profilaxia com penicilina V foi interrompida após urticária generalizada e broncoespasmo imediatamente após uma dose, reação documentada como alergia. Qual plano integra corretamente prevenção infecciosa e interferência na resposta vacinal? A) Usar eritromicina como alternativa profilática conforme o PCDT; aplicar as vacinas inativada e conjugada indicadas e adiar varicela pelo intervalo apropriado ao hemocomponente. B) Usar eritromicina como alternativa profilática; aplicar as três vacinas imediatamente, pois a transfusão de hemácias não transfere anticorpos. C) Usar eritromicina como alternativa profilática; adiar as três vacinas pelo mesmo intervalo, porque anticorpos passivos bloqueiam todas as plataformas vacinais. D) Reiniciar penicilina V em metade da dose com anti-histamínico; aplicar influenza e pneumocócica e adiar varicela conforme o hemocomponente. E) Suspender definitivamente a profilaxia após atualizar as vacinas; aplicar influenza e pneumocócica e contraindicar varicela permanentemente pela transfusão. GABARITO: A | RACIOCÍNIO CLÍNICO A criança ainda necessita de prevenção contra infecções associadas à disfunção esplênica. A alergia imediata impede simplesmente reduzir a dose de penicilina; o PCDT brasileiro contempla eritromicina oral como alternativa. Vacinação e profilaxia são complementares. Anticorpos passivamente transferidos pelo produto sanguíneo podem interferir na resposta à varicela e a vacinas contendo sarampo, mas não exigem o mesmo adiamento para influenza inativada e pneumocócica conjugada. O intervalo exato depende da composição e da dose do produto e da norma utilizada; não existe um prazo único aplicável a toda transfusão. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS B) Concentrado não lavado pode conter plasma residual e anticorpos; três semanas não eliminam essa interferência. C) A interferêncianão se aplica igualmente a vacinas vivas, inativadas e conjugadas. D) Urticária com broncoespasmo imediato não é manejada por redução empírica da dose do agente causador. E) Vacinas não substituem automaticamente a profilaxia nessa idade, e transfusão não contraindica varicela para sempre. Regra de prova: Após transfusão, identifique produto, dose e vacina; diante de alergia imediata, não tente contorná-la apenas reduzindo a dose. Base e aprofundamento: [R0] [R6] [R8] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 14 13 Duas causas simultâneas de sangramento Mulher de 55 anos, com PTI previamente estabelecida e em uso de varfarina por TVPs recorrentes, apresenta cefaleia súbita, hemiparesia e hematoma intracerebral confirmado na TC. Plaquetas: 8.000/mm³; INR: 4,8; fibrinogênio: 340 mg/dL; creatinina e LDH normais; sem esquizócitos. Não há hepatopatia, sepse ou uso de heparina. A equipe de terapia intensiva e a neurocirurgia já foram acionadas. Há concentrado de complexo protrombínico de quatro fatores disponível. Qual abordagem hemostática inicial é a mais completa? A) Suspender varfarina e usar vitamina K oral; aguardar a correção do INR antes de tratar a trombocitopenia. B) Administrar imunoglobulina intravenosa e corticoide; manter a varfarina pelo antecedente trombótico e evitar reposição de fatores. C) Suspender varfarina e administrar complexo protrombínico e vitamina K intravenosa; tratar a PTI apenas se o hematoma continuar a aumentar. D) Suspender varfarina e realizar troca plasmática, pois a combinação de INR prolongado e plaquetopenia demonstra microangiopatia trombótica. E) Suspender e reverter varfarina com complexo protrombínico e vitamina K intravenosa; tratar simultaneamente a PTI com imunoglobulina, corticoide e transfusão de plaquetas para hemostasia. GABARITO: E | RACIOCÍNIO CLÍNICO A paciente tem duas alterações hemostáticas relevantes: plaquetopenia imune grave e anticoagulação excessiva por antagonista da vitamina K. O INR alto não afasta PTI quando existe uma causa independente para sua elevação. A hemorragia intracraniana exige agir nas duas frentes. O complexo protrombínico repõe fatores rapidamente; a vitamina K sustenta a reversão. Na PTI com hemorragia crítica, imunoglobulina, corticoide e plaquetas podem ser necessários ao mesmo tempo. A sobrevida das plaquetas transfundidas pode ser curta, mas isso não justifica negar uma medida de hemostasia emergencial. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) A reversão é lenta e deixa a hemostasia primária gravemente comprometida durante uma hemorragia crítica. B) O antecedente trombótico não justifica manter anticoagulação excessiva durante sangramento intracraniano ativo. C) Corrige a deficiência funcional de fatores, mas deixa plaquetas em 8.000/mm³ sem abordagem imediata. D) Faltam hemólise microangiopática e outros elementos de PTT; o INR possui explicação farmacológica. Regra de prova: Um teste alterado pode ter uma segunda causa: na hemorragia crítica, trate simultaneamente todos os mecanismos relevantes. Base e aprofundamento: [R0] [R9] [R10] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 15 14 O resultado que não pode atrasar o tratamento Mulher de 39 anos apresenta confusão flutuante e petéquias. Hb: 7,8 g/dL; plaquetas: 18.000/mm³; reticulócitos: 6%; LDH: 2.400 U/L; haptoglobina indetectável; esquizócitos numerosos; creatinina: 1,4 mg/dL. TP e TTPa estão normais, fibrinogênio 310 mg/dL e teste direto de antiglobulina negativo. Não há gestação, câncer, transplante ou diarreia recente. Foi coletada amostra para atividade de ADAMTS13 e pesquisa de inibidor antes de qualquer plasma, mas o resultado levará 48 horas. Não existe hemorragia ameaçadora à vida. Qual decisão inicial é a mais adequada? A) Iniciar apenas corticoide para PTI e aguardar ADAMTS13, pois a trombocitopenia é a causa dos esquizócitos. B) Iniciar troca plasmática terapêutica e corticoide imediatamente por forte suspeita de PTT imune, sem transfusão profilática de plaquetas. C) Transfundir plaquetas até 50.000/mm³ e só depois decidir sobre troca plasmática, evitando qualquer procedimento com a contagem atual. D) Iniciar tratamento de CIVD com reposição empírica de fibrinogênio, pois esquizócitos demonstram consumo sistêmico de todos os fatores. E) Esperar a confirmação de ADAMTS13não são exclusivas de PTT. B) Esquizócitos e plaquetopenia também caracterizam microangiopatias com TP e TTPa preservados. C) Não há indicação infecciosa adicional; esses fármacos não são usados rotineiramente para tratar STEC/SHU. E) Há evidência de toxina Shiga; bloqueio do complemento não é terapia universal nem substitui suporte renal. Regra de prova: O órgão mais comprometido ajuda no diferencial, mas não substitui etiologia, hemólise e testes de coagulação. Base e aprofundamento: [R0] [R11] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 17 16 Os exames mudaram em relação ao basal Homem de 63 anos com cirrose e esplenomegalia tinha, há meses, plaquetas em torno de 85.000/mm³, leucócitos de 3.100/mm³ e INR de 1,5, sem sangramento. É internado com sepse e choque. Em 24 horas, as plaquetas caem para 24.000/mm³, o TP passa de 16 para 27 segundos, o fibrinogênio cai de 430 para 180 mg/dL e o D-dímero aumenta acentuadamente. Surgem sangramento persistente em punções e poucos esquizócitos. Qual interpretação e princípio de manejo são os mais adequados? A) As citopenias basais podem decorrer da hepatopatia/hiperesplenismo, mas a mudança aguda com sepse sugere CIVD sobreposta; é necessário tratar o gatilho e oferecer suporte hemostático dirigido ao sangramento. B) Todos os achados devem ser atribuídos ao hiperesplenismo crônico; INR acima do normal significa que o paciente já está protegido contra trombose. C) O fibrinogênio acima de 100 mg/dL exclui CIVD; a conduta deve limitar-se a vitamina K para corrigir o TP. D) A presença de esquizócitos determina PTT, independentemente da sepse, da tendência do TP e da queda dos demais componentes hemostáticos. E) A prioridade é administrar plasma até normalizar completamente o INR, antes de controlar a sepse ou considerar a natureza do sangramento. GABARITO: A | RACIOCÍNIO CLÍNICO Na hepatopatia, citopenias e alterações de coagulação podem ser crônicas e multifatoriais. Entretanto, a tendência abrupta associada a choque séptico e sangramento sugere uma coagulopatia adicional por consumo. Fibrinogênio é reagente de fase aguda: um valor ainda não extremamente baixo não exclui CIVD, sobretudo quando está caindo rapidamente. A interpretação precisa integrar contexto e evolução, pois nenhum teste isolado resolve o diagnóstico em cirrose. O tratamento controla a sepse e usa componentes hemostáticos conforme sangramento, procedimentos e déficits identificados. O INR da cirrose não representa anticoagulação terapêutica. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS B) Ignora a ruptura do padrão basal e o equilíbrio hemostático complexo da cirrose, que também pode cursar com trombose. C) Cria um critério de exclusão inexistente; vitamina K isolada não corrige o mecanismo de consumo sistêmico. D) Esquizócitos não são específicos, e aqui existem um gatilho séptico e alteração progressiva de fatores. E) Um alvo isolado de INR não substitui controle etiológico e avaliação clínica da necessidade de hemocomponentes. Regra de prova: Compare com o basal: em cirrose com sepse, a tendência dos exames pode ser mais informativa que um valor isolado. Base e aprofundamento: [R0] [R12] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 18 17 Reposição de fator antes da imagem Menino de 12 anos, 36 kg, com hemofilia A e atividade basal de fator VIII de 1%, sem inibidor conhecido, sofre trauma craniano e passa a apresentar cefaleia progressiva e vômitos. A TC estará disponível em 40 minutos, mas há concentrado de fator VIII imediatamente disponível. Para este exercício, a equipe definiu alvo inicial de atividade de 100% e recuperação estimada de 2 pontos percentuais para cada 1 UI/kg administrada. Qual conduta e dose inicial aproximada estão corretas? Arredonde para a centena de UI mais próxima. A) Administrar cerca de 900 UI de fator VIII imediatamente e realizar a imagem depois, pois a dose é peso × elevação desejada ÷ 4. B) Aguardar a TC e, apenas se houver sangramento confirmado, administrar cerca de 1.800 UI de fator VIII. C) Administrar cerca de 3.600 UI de fator VIII imediatamente, pois 1 UI/kg aumenta a atividade em apenas 1 ponto percentual. D) Administrar cerca de 1.800 UI de fator VIII imediatamente, sem aguardar a TC, e prosseguir com investigação e monitorização urgente. E) Administrar cerca de 1.800 UI de fator IX imediatamente e realizar a TC em seguida, corrigindo assim a via intrínseca. GABARITO: D | RACIOCÍNIO CLÍNICO A elevação desejada é 100 - 1 = 99 pontos percentuais. Pela recuperação fornecida, a dose é 36 × 99 ÷ 2 = 1.782 UI, aproximadamente 1.800 UI. Suspeita de hemorragia intracraniana em hemofilia exige reposição imediata, antes da confirmação radiológica. A imagem continua essencial para definir a lesão e o seguimento. A dose calculada é inicial; a manutenção depende de níveis de fator, resposta clínica e protocolo. O fator VIII participa da tenase com IXa sobre a superfície plaquetária; corrigir sua deficiência restaura a amplificação da geração de trombina. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Aplica um divisor incompatível com a recuperação informada e entrega aproximadamente metade da dose necessária. B) Acerta a dose, mas impõe atraso evitável em uma possível hemorragia intracraniana. C) Ignora o dado explícito de recuperação e praticamente duplica a dose calculada. E) Fator IX trata hemofilia B; não substitui a reposição de VIII na hemofilia A. Regra de prova: Na suspeita de sangramento intracraniano em hemofilia, corrija o fator imediatamente e investigue em paralelo. Base e aprofundamento: [R0] [R13] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 19 18 A mistura corrige agora, mas não depois Mulher de 31 anos, seis semanas após o parto, sem história pessoal ou familiar de sangramento, desenvolve hematomas musculares extensos. Plaquetas: 238.000/mm³; TP normal; TTPa: 82 segundos, com referência de 25 a 35 segundos. Na mistura 1:1 com plasma normal, o TTPa fica em 33 segundos imediatamente e em 67 segundos após incubação de duas horas a 37 °C; o controle permanece normal. Não usa anticoagulantes e não recebeu heparina. Qual hipótese e investigação específica melhor explicam o padrão? A) Hemofilia A congênita por deficiência simples de fator VIII; a correção imediata dispensa investigação de inibidor. B) Deficiência de fator XII, que explica os hematomas graves e deve ser confirmada como causa única do sangramento. C) Inibidor adquirido contra fator VIII, dependente de tempo; dosar atividade de VIII e quantificar o inibidor por método Bethesda/Nijmegen. D) Anticoagulante lúpico como única hipótese possível, porque toda mistura que deixa de corrigir indica exclusivamente síndrome antifosfolípide. E) Doença de von Willebrand tipo 1, na qual a incubação destrói o vWF adicionado pelo plasma normal e confirma o diagnóstico. GABARITO: C | RACIOCÍNIO CLÍNICO A correção imediata pode ocorrer antes de o autoanticorpo neutralizar o fator VIII fornecido pelo plasma normal. A perda da correção após incubação revela um efeito dependente de tempo, compatível com inibidor adquirido de VIII. O puerpério e o início recente de sangramento profundo reforçam a hipótese. A mistura orienta a investigação, mas não substitui dosagem de fator e pesquisa específica de inibidor. Se o sangramento for relevante, o controle hemostático especializado deve ser organizado sem aguardar toda a investigação, junto da abordagem de erradicação do autoanticorpo. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Na deficiência simples, a correção tende a se manter; a história nova no puerpério também exige outra hipótese. B) Deficiência de XII pode prolongar TTPa, mas não costuma causar o fenótipo hemorrágico descrito. D) Mistura sem correção não identifica um único inibidor; o fenótipo hemorrágico e a dependência de tempo são pistas relevantes. E) Não existe esse critério confirmatóriopara vWD tipo 1; o comportamento sugere neutralização de um fator. Regra de prova: O tempo importa no teste de mistura: correção imediata não exclui inibidor adquirido contra fator VIII. Base e aprofundamento: [R0] [R14] TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 20 19 A quantidade e a função não caíram na mesma proporção Adolescente de 15 anos tem epistaxes e sangramento menstrual intenso desde a menarca. A mãe apresenta manifestações semelhantes. O PFA-100 está prolongado. Em avaliações repetidas, fora de sangramento agudo e após corrigir a anemia: plaquetas 92.000/mm³; vWF:antígeno 50 UI/dL; atividade plaquetária dependente de vWF 22 UI/dL; fator VIII 48%. A análise mostra perda de multímeros de alto peso molecular. Antes de um procedimento eletivo, propõe-se administrar desmopressina sem testes adicionais. Qual interpretação é a mais adequada? A) A razão é 2,27, indicando deficiência quantitativa proporcional do tipo 1; a desmopressina pode ser prescrita sem considerar a plaquetopenia. B) A razão é 0,44, sugerindo defeito qualitativo do tipo 2; a plaquetopenia exige investigar tipo 2B e diferenciais antes de usar desmopressina empiricamente. C) A razão é 0,44 e confirma isoladamente tipo 2A; a perda de multímeros exclui tipo 2B e torna desmopressina segura em qualquer dose. D) O PFA-100 prolongado confirma PTI e demonstra que os resultados de antígeno e atividade do vWF não têm relevância diagnóstica. E) O fator VIII de 48% confirma hemofilia A moderada; a história materna e a razão de vWF não interferem no diagnóstico. GABARITO: B | RACIOCÍNIO CLÍNICO A razão atividade/antígeno é 22/50 = 0,44, abaixo de 0,7, favorecendo defeito qualitativo de vWF. Perda de multímeros grandes ocorre em mais de um subtipo; associada a plaquetopenia, aumenta a preocupação com tipo 2B. Nesse subtipo, maior afinidade do vWF por GPIb pode promover remoção de complexos com plaquetas, e a desmopressina pode agravar a trombocitopenia. Testes especializados, incluindo estudo molecular quando disponível, distinguem 2B de outros defeitos e da doença de von Willebrand do tipo plaquetário. PFA é teste de triagem influenciado também por contagem plaquetária e hematócrito. POR QUE AS OUTRAS ALTERNATIVAS ESTÃO ERRADAS A) Inverte a razão e ignora que a atividade está proporcionalmente muito mais reduzida que a quantidade de vWF. C) A razão identifica um padrão qualitativo, mas não separa sozinha todos os subtipos. D) PFA prolongado não confirma PTI nem substitui a avaliação específica de vWF. E) 48% não corresponde a hemofilia moderada; o conjunto aponta para alteração de vWF e hemostasia primária. Regra de prova: Razão vWF atividade/antígeno[R2] ESC. Diretriz de embolia pulmonar aguda, 2019 Classificação prognóstica explicitamente adotada na questão 3, em continuidade ao esquema do material-base. Konstantinides SV et al. European Heart Journal. 2020;41:543-603. Abrir referência [R3] ASH. Venous Thromboembolism in Patients With Cancer Material educacional das diretrizes ASH 2021; versão disponibilizada em 2023. Câncer gastrointestinal, anticoagulação e insuficiência renal. Abrir referência [R4] ASH. Diagnosis and Management of Heparin-Induced Thrombocytopenia Material educacional das diretrizes ASH 2018; versão disponibilizada em 2023. Escore 4Ts e tratamento inicial da HIT. Abrir referência [R5] ACC/AHA e sociedades colaboradoras. Peripheral Artery Disease, 2024 Conjunto oficial de slides da diretriz. ITB, avaliação de perfusão distal, isquemia crônica ameaçadora e classificação de isquemia aguda. Abrir referência [R6] Ministério da Saúde. PCDT da Doença Falciforme Portaria de 22/11/2024; arquivo disponibilizado em 20/01/2025. Manifestações, prevenção infecciosa e alternativa à penicilina em crianças alérgicas. Abrir referência [R7] ASH. Sickle Cell Disease: Transfusion Support Material educacional das diretrizes ASH 2020; versão disponibilizada em 2023. Escolha entre transfusão simples e de troca na síndrome torácica aguda. Abrir referência [R8] CDC. Timing and Spacing of Immunobiologics Orientação oficial, 24/07/2024, tabelas 3-5 e 3-6. Interferência de produtos com anticorpos nas vacinas. Referência complementar internacional para a distinção entre produtos e plataformas vacinais. Abrir referência https://www.hematology.org/-/media/hematology/files/clinicians/guidelines/vte/ash-teaching-slide-setvtediagnosispdffinal71923.pdf https://www.escardio.org/guidelines/clinical-practice-guidelines/all-esc-practice-guidelines/acute-pulmonary-embolism/ https://www.hematology.org/-/media/hematology/files/clinicians/guidelines/vte/ash-teaching-slide-setvtecancerpdffinal71923.pdf https://www.hematology.org/-/media/hematology/files/clinicians/guidelines/vte/ash-teaching-slide-setvtehitpdffinal71923.pdf https://professional.heart.org/-/media/PHD-Files-2/Science-News/2/2024/2024-PAD-guideline-slide-set.pdf https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/pcdt/d/doenca-falciforme/@@download/file https://www.hematology.org/-/media/hematology/files/clinicians/guidelines/guidelines-update-08_2023/ash-teaching-slide-setscdtransfusionpdffinal71923-1.pdf https://www.cdc.gov/vaccines/hcp/imz-best-practices/timing-spacing-immunobiologics.html TUTORIA | MÓDULO I 20 questões | nível avançado Brunno Barrilari | Medicina UNICID | 10/09/2026 24 Base e referências de apoio Os códigos abaixo correspondem às referências indicadas junto de cada questão. Links abrem os materiais de apoio. A classificação de TEP foi nomeada no enunciado para manter explícito o esquema empregado. [R9] Choi PYI et al. Consensus guidelines for adult immune thrombocytopenia Consenso da Austrália e Nova Zelândia. Medical Journal of Australia. 2022;216:43-52. Manejo simultâneo da PTI com hemorragia ameaçadora à vida. Abrir referência [R10] ASH. Optimal Management of Anticoagulation Therapy Material educacional das diretrizes ASH 2018; versão disponibilizada em 2023. Reversão de antagonistas da vitamina K e princípios do manejo anticoagulante. Abrir referência [R11] CDC. E. coli: Information for Clinicians Orientação oficial, 14/05/2024. Investigação de toxina Shiga, riscos de antimicrobianos/antiperistálticos e suporte da SHU. Abrir referência [R12] AASLD. Peri-Procedural Management of Bleeding Risk in Cirrhosis Material educacional oficial. Limitações do INR e interpretação de parâmetros hemostáticos na cirrose; usado como complemento à discussão de CIVD do material-base. Abrir referência [R13] WFH. Guidelines for the Management of Hemophilia, 3rd edition Srivastava A et al., 2020. Capítulo 7: tratar suspeita de hemorragia intracraniana com reposição de fator antes da investigação por imagem. Abrir referência [R14] Tiede A et al. International recommendations on acquired hemophilia A Haematologica. 2020;105:1791-1801. Referência bibliográfica para aprofundar o inibidor adquirido e o teste de mistura; texto integral não recuperado nesta elaboração. Abrir referência [R15] ASH/ISTH/NHF/WFH. Diagnosis and Management of von Willebrand Disease Material educacional das diretrizes de 2021; versão disponibilizada em 2023. Razão atividade/antígeno, subtipos qualitativos e cautela com desmopressina. Abrir referência [R16] EULAR. Recommendations for management of antiphospholipid syndrome in adults Tektonidou MG et al. Annals of the Rheumatic Diseases. 2019;78:1296-1304. Referência bibliográfica para aprofundar a escolha do anticoagulante na SAF triplo-positiva; texto integral não recuperado nesta elaboração. Abrir referência https://www.mja.com.au/journal/2022/216/1/consensus-guidelines-management-adult-immune-thrombocytopenia-australia-and-new https://www.hematology.org/-/media/hematology/files/clinicians/guidelines/vte/ash-teaching-slide-setvteanticoagulationtherapypdffinal71923.pdf https://www.cdc.gov/ecoli/hcp/guidance/index.html https://www.aasld.org/liver-fellow-network/core-series/clinical-pearls/peri-procedural-management-bleeding-risk-cirrhosis https://www1.wfh.org/publications/files/pdf-1863.pdf https://doi.org/10.3324/haematol.2019.230771 https://www.hematology.org/-/media/hematology/files/clinicians/guidelines/ash-teaching-slide-setvwddiagnosis-and-managementpdffinal71923.pdf https://doi.org/10.1136/annrheumdis-2019-215213 Capa e instruções 01 - Exame negativo, suspeita persistente 02 - Um resultado abaixo do corte 03 - A conduta muda durante a observação 04 - O anticoagulante adequado em dois momentos 05 - Plaquetas caem enquanto surge uma nova trombose 06 - Pressão alta no tornozelo, perfusão baixa no pé 07 - Dois membros frios, duas decisões diferentes 08 - Da placa ao trombo: onde os fármacos atuam 09 - Eletroforese e risco na próxima gestação 10 - Reticulócitos aparentemente normais 11 - Hipoxemia progressiva com hemoglobina pouco reduzida 12 - Três decisões na mesma consulta preventiva 13 - Duas causas simultâneas de sangramento 14 - O resultado que não pode atrasar o tratamento 15 - Convulsão após diarreia sanguinolenta 16 - Os exames mudaram em relação ao basal 17 - Reposição de fator antes da imagem 18 - A mistura corrige agora, mas não depois 19 - A quantidade e a função não caíram na mesma proporção 20 - O tubo sugere anticoagulação, a clínica mostra trombose Gabarito e roteiro de revisão Referências de apoio