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Crimes Contra a Administração Pública

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Apostila Mestra de Direito Penal
Crimes Contra a Fé Pública e Contra a Administração Pública em Geral
Artigos 311-A e 312 a 317 do Código Penal Brasileiro — Foco TJ-SP (Banca VUNESP)
Apresentação do Professor Especialista: Esta apostila foi desenvolvida estritamente com base nas fontes oficiais e no perfil
de cobrança da banca VUNESP para o concurso de Escrevente Técnico Judiciário do Tribunal de Justiça de São Paulo
(TJ-SP). Cobriremos do zero ao nível avançado as fraudes em certames de interesse público (Art. 311-A) e os crimes
praticados por funcionário público contra a administração em geral (Arts. 312 a 317), com transcrição da lei seca, quadros
comparativos, pegadinhas de prova e um banco de questões resolvidas e comentadas alternativa por alternativa.
Capítulo 1: Artigo 311-A — Fraudes em Certames de Interesse Público
Art. 311-A, CP: Utilizar ou divulgar, indevidamente, com o fim de beneficiar a si ou a outrem, ou de causar dano à administração
pública, conteúdo sigiloso de:
I - concurso público;
II - avaliação ou exame públicos;
III - processo seletivo para ingresso no ensino superior; ou
IV - exame ou processo seletivo previstos em lei.
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem permite ou facilita, por qualquer meio, o acesso de pessoas não autorizadas às
informações mencionadas no caput.
§ 2º Se da ação ou omissão resulta dano à administração pública:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 6 (seis) anos, e multa.
§ 3º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se o fato é cometido por funcionário público.
1. Análise Doutrinária e Elementos do Tipo (Art. 311-A):
O artigo 311-A foi incluído no Código Penal pela Lei nº 12.550/2011 para suprir uma histórica lacuna legislativa. Antes
dessa lei, a cola em concursos ou vazamento de gabarito/prova gerava impasse tipológico (frequentemente classificado
inadequadamente como estelionato ou falsidade).
• Bem Jurídico Tutelado: A Fé Pública (especificamente a lisura e a moralidade dos certames públicos).
• Sujeito Ativo: Crime comum no caput e § 1º (qualquer pessoa pode praticar). Se praticado por funcionário público,
incide a causa de aumento de 1/3 (um terço) prevista no § 3º.
• Elemento Subjetivo: Exige o dolo acompanhado de Elemento Subjetivo Especial do Tipo (Dolo Específico): 'com o fim
de beneficiar a si ou a outrem, ou de causar dano à administração pública'.
• Consumação: Crime formal. Consuma-se com a simples utilização ou divulgação indevida do conteúdo sigiloso,
independentemente de o candidato efetivamente obter a aprovação ou a vaga.
PEGADINHA CLÁSSICA DA VUNESP — ART. 311-A:
1. Cola Eletrônica e Vazamento de Prova: O tipo pune o uso ou divulgação de conteúdo SIGILOSO. A divulgação do gabarito
ou prova APÓS a sua realização pública não configura o crime, pois perdeu o caráter sigiloso.
2. Figura Qualificada pelo Dano (§ 2º): Se da fraude resultar dano efetivo à Administração (ex.: anulação do concurso com
custo de reaplicação), a pena sobe para 2 a 6 anos (qualificadora). Não confundir a qualificadora do § 2º (resultado dano)
com a causa de aumento do § 3º (cometido por funcionário público = + 1/3).
Capítulo 2: Crimes Praticados por Funcionário Público contra a
Administração Geral
Ingressamos agora no Capítulo I do Título XI do Código Penal. Todos os crimes aqui analisados (com exceção de
participações de particulares) exigem a qualidade de Funcionário Público (conceituado no Art. 327 do CP) como sujeito
ativo (crimes próprios).
1. Artigo 312 — Peculato (Modalidades Próprias, Imprópria e Culposa)
Art. 312, CP: Apropriar-se o funcionário público de dinheiro, valor ou qualquer outro bem móvel, público ou particular, de que tem
a posse em razão do cargo, ou desviá-lo, em proveito próprio ou alheio:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
§ 1º (Peculato-Furto / Impróprio): Incorre na mesma pena quem, embora não tendo a posse do bem, o subtrai, ou concorre para
que seja subtraído, em proveito próprio ou alheio, valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário.
§ 2º (Peculato Culposo): Se o funcionário concorre culposamente para o crime de outrem:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano.
§ 3º (Extinção da Punibilidade / Redução de Pena no Peculato Culposo): No caso do parágrafo anterior, a reparação do dano, se
precede à sentença irrecorrível, extingue a punibilidade; se lhe é posterior, reduz de metade a pena imposta.
Modalidades do Peculato Exigidas pelo TJ-SP:
• Peculato-Apropriação (Caput, 1ª parte): O funcionário tem a posse legítima do bem móvel (público ou particular) em
razão do cargo e passa a agir como se fosse dono (inversão da posse).
• Peculato-Desvio (Caput, 2ª parte): O funcionário tem a posse do bem e dá a ele destinação diversa da exigida, em
proveito próprio ou alheio.
• Peculato-Subtração / Peculato-Furto (§ 1º): O funcionário NÃO tem a posse do bem, mas o subtrai (ou auxilia na
subtração) aproveitando-se da facilidade proporcionada pelo cargo.
• Peculato Culposo (§ 2º): O funcionário, por negligência, imprudência ou imperícia, quebra o dever de cuidado e facilita a
prática de crime doloso por OUTREM.
REGRA DE OURO VUNESP — REPARAÇÃO DO DANO NO PECULATO CULPOSO (§ 3º):
A regra da reparação do dano constante do § 3º aplica-se EXCLUSIVAMENTE AO PECULATO CULPOSO.
1. Reparação do dano ANTERIOR à sentença condenatória transitada em julgado (irrecorrível) = EXTINGUE A
PUNIBILIDADE.
2. Reparação do dano POSTERIOR à sentença irrecorrível = REDUZ A PENA PELA METADE (1/2).
Atenção: No peculato DOLOSO (apropriação, desvio ou furto), a reparação do dano antes do trânsito em julgado NÃO extingue a
punibilidade; configura apenas arrependimento posterior (Art. 16 do CP) ou atenuante genérica (Art. 65, III, 'b', CP).
TJ-SP | DIREITO PENAL — ARTS. 311-A E 312 A 317 DO CÓDIGO PENAL PROFESSOR ESPECIALISTA
Apostila Mestra de Preparação de Alto Rendimento para o TJ-SP (Banca VUNESP) Página 2 de 7
2. Artigos 313, 313-A e 313-B — Peculato Mediante Erro e Crimes de Informática
Art. 313 (Peculato Mediante Erro de Outrem / Peculato-Estelionato): Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que, no
exercício do cargo, recebeu por erro de outrem.
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, e multa.
Art. 313-A (Inserção de Dados Falsos em Sistema de Informações): Inserir ou facilitar, o funcionário AUTORIZADO, a inserção
de dados falsos, alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da
Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano.
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
Art. 313-B (Modificação ou Alteração Não Autorizada de Sistema): Modificar ou alterar, o funcionário, sistema de informações
ou programa de informática sem autorização ou sem infração das normas legais.
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 2 (dois) anos, e multa. Parágrafo único: Aumenta-se a pena de 1/3 até metade se da
modificação/alteração resulta dano.
Diferença Vital para a Prova (Art. 313-A x Art. 313-B):
• Art. 313-A (Crime GRAVE - Reclusão 2 a 12 anos): Exige que o funcionário seja AUTORIZADO a operar o sistema. Ele
altera ou insere DADOS FALSOS/INCORRETOS buscando vantagem indevida ou dano.
• Art. 313-B (Crime LEVE - Detenção 3 meses a 2 anos): Pune qualquer funcionário que altera o SISTEMA OU
PROGRAMA (a estrutura do software) sem autorização, independentemente de dolo específico de obter vantagem.
3. Artigos 314 e 315 — Extravio/Sonegação e Emprego Irregular de Verbas
Art. 314 (Extravio, Sonegação ou Inutilização de Livro ou Documento): Extraviar livro oficial ou qualquer documento, de que tem
a guarda em razão do cargo; sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, se o fato não constitui crime mais grave.
Art. 315 (Emprego Irregular de Verbas ou Rendas Públicas): Dar às verbas ou rendas públicas aplicação diversa da
estabelecida em lei:
Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) meses, ou multa.
Notasobre o Art. 315: Não há enriquecimento pessoal do agente. O dinheiro público permanece na Administração, porém
aplicado em finalidade pública diversa da estipulada na lei orçamentária (ex.: usar verba da saúde para pavimentar rua).
4. Artigo 316 — Concussão e Excesso de Exação
Art. 316 (Concussão): EXIGIR, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la,
mas em razão dela, vantagem indevida:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
§ 1º (Excesso de Exação): Se o funcionário exige imposto ou taxa que sabe ou deveria saber indevido, ou, quando devido,
emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso, que a lei não autoriza:
Pena - reclusão, de 3 (três) a 8 (oito) anos, e multa.
§ 2º: Se se apropria do que recebeu indevidamente para recolher à caixa pública: Pena - reclusão, de 2 a 12 anos, e multa.
TJ-SP | DIREITO PENAL — ARTS. 311-A E 312 A 317 DO CÓDIGO PENAL PROFESSOR ESPECIALISTA
Apostila Mestra de Preparação de Alto Rendimento para o TJ-SP (Banca VUNESP) Página 3 de 7
5. Artigo 317 — Corrupção Passiva (Caput, Causa de Aumento e Figura Privilegiada)
Art. 317 (Corrupção Passiva): SOLICITAR ou RECEBER, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que fora da
função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou ACEITAR PROMESSA de tal vantagem:
Pena - reclusão, de 2 (dois) a 12 (doze) anos, e multa.
§ 1º (Causa de Aumento de 1/3): A pena é aumentada de um terço, se, em consequência da vantagem ou promessa, o
funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional.
§ 2º (Corrupção Passiva Privilegiada): Se o funcionário pratica, deixa de praticar ou retarda ato de ofício, com infração de dever
funcional, cedendo a pedido ou influência de outrem:
Pena - detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
6. Tabela Comparativa Curinga — Concussão x Corrupção Passiva x Prevaricação
Crime / Artigo Verbo Central (Núcleo) Elemento Subjetivo / Motivação Ação do Agente
Concussão
(Art. 316)
EXIGIR Vantagem indevida em razão do
cargo
Intimidação / Imposição de
medo de ato do cargo.
Corrupção Passiva
(Art. 317, caput)
SOLICITAR
RECEBER
ACEITAR PROMESSA
Vantagem indevida (patrimonial ou
não)
Mercadejamento da função
pública.
Corrupção Privilegiada
(Art. 317, § 2º)
Infringir dever funcional Cedendo a PEDIDO ou INFLUÊNCIA
de outrem
SEM vantagem indevida!
Apenas atende a
pedido/amigo.
Prevaricação
(Art. 319)
Retardar ou deixar de praticar
ato de ofício
Para satisfazer INTERESSE OU
SENTIMENTO PESSOAL
SEM vantagem indevida de
terceiro nem pedido de outrem.
7. Banco de Questões VUNESP Comentadas Opção por Opção
Treino focado com questões oficiais e inéditas construídas estritamente nos moldes das provas de Escrevente Técnico
Judiciário do TJ-SP. Analise o comentário detalhado de cada alternativa.
Questão 1 (VUNESP — TJ-SP — Escrevente Técnico Judiciário):
MÁRIO, Escrevente Técnico Judiciário de determinado Fórum da Capital, responsável pela guarda e custódia de
bens apreendidos vinculados a inquéritos policiais, apropriou-se de uma joia de ouro que estava sob sua posse
direta em razão do cargo de que exercia. Diante da situação hipotética, assinale a alternativa correta quanto à
tipificação penal:
A) Mário cometeu o crime de Furto Qualificado pelo abuso de confiança.
B) Mário cometeu o crime de Peculato-Apropriação (Art. 312, caput, 1ª parte, do Código Penal).
C) Mário cometeu o crime de Concussão (Art. 316 do Código Penal).
D) Mário cometeu o crime de Estelionato com causa de aumento pela função pública.
E) Mário cometeu o crime de Prevaricação, por violar dever funcional.
TJ-SP | DIREITO PENAL — ARTS. 311-A E 312 A 317 DO CÓDIGO PENAL PROFESSOR ESPECIALISTA
Apostila Mestra de Preparação de Alto Rendimento para o TJ-SP (Banca VUNESP) Página 4 de 7
GABARITO: B
Análise Detalhada das Alternativas:
• A) Incorreta. O furto aplica-se a particulares. Como Mário é funcionário público e tinha a posse legítima do bem em razão
do cargo, a norma especial do peculato afasta o crime comum de furto.
• B) CORRETA. Nos termos do Art. 312, caput, do CP, ocorre o peculato-apropriação quando o funcionário público se apropria
de dinheiro, valor ou bem móvel (público ou particular) de que tem a posse em razão do cargo.
• C) Incorreta. A concussão (Art. 316) exige a conduta de EXIGIR vantagem indevida.
• D) Incorreta. Não houve induzimento de outrem em erro mediante fraude no ato de apropriação.
• E) Incorreta. A prevaricação (Art. 319) pune o retardamento ou omissão de ato de ofício por interesse/sentimento pessoal,
não a apropriação patrimonial.
Questão 2 (VUNESP — TJ-SP — Adap. Prova Oficial):
Ares, funcionário público atuando na Tesouraria de um órgão do Poder Judiciário, por extrema negligência e
inobservância dos deveres de custódia, deixou a porta do cofre aberta ao sair para o almoço. Aproveitando-se
dessa falha de dever de cuidado, Perto, terceiro estranho à Administração, adentrou o local e subtraiu R$
50.000,00 em espécie. Processado pelo crime de Peculato Culposo (Art. 312, § 2º), Ares reparou integralmente o
dano antes do trânsito em julgado da sentença condenatória. Nos termos do Código Penal, assinale o efeito
jurídico da reparação efetuada por Ares:
A) Reduz a pena de um terço até metade.
B) Extingue a punibilidade de Ares.
C) Reduz a pena obrigatoriamente pela metade.
D) Não produz qualquer efeito penal, servindo apenas como atenuante genérica.
E) Extingue a punibilidade de Ares e também beneficia o terceiro Perto.
GABARITO: B
Análise Detalhada das Alternativas:
• A) Incorreta. A redução de pena de 1/3 a 2/3 refere-se à tentativa ou ao arrependimento posterior genérico.
• B) CORRETA. Nos termos do Art. 312, § 3º, 1ª parte, do Código Penal, no peculato culposo, a reparação do dano efetuada
ANTES da sentença irrecorrível (trânsito em julgado) extingue a punibilidade do funcionário culposo.
• C) Incorreta. A redução de pena pela metade só ocorreria se a reparação fosse efetuada POSTERIORMENTE à sentença
irrecorrível.
• D) Incorreta. O Código Penal prevê expressamente a extinção da punibilidade no peculato culposo.
• E) Incorreta. A extinção da punibilidade por fato pessoal do funcionário culposo não se comunica ao autor do crime doloso
(Perto), que responde por furto qualificado.
Questão 3 (VUNESP — Concurso Oficial de Escrevente):
Um Agente de Fiscalização aborda um motorista e, em tom imperativo, afirma: 'Ou o senhor me entrega R$
1.000,00 agora, ou eu apreenderei o seu veículo e aplicarei multas severas'. O motorista, atemorizado com a
ameaça e a imposição da autoridade, realiza a transferência via PIX. Diante desse quadro, o fiscal praticou o
crime de:
A) Corrupção Passiva (Art. 317, caput).
B) Prevaricação (Art. 319).
C) Concussão (Art. 316, caput).
D) Extorsão mediante Sequestro (Art. 159).
E) Corrupção Ativa (Art. 333).
TJ-SP | DIREITO PENAL — ARTS. 311-A E 312 A 317 DO CÓDIGO PENAL PROFESSOR ESPECIALISTA
Apostila Mestra de Preparação de Alto Rendimento para o TJ-SP (Banca VUNESP) Página 5 de 7
GABARITO: C
Análise Detalhada das Alternativas:
• A) Incorreta. Na corrupção passiva, o funcionário solicita, recebe ou aceita promessa. Não há imposição/exigência
intimidatória.
• B) Incorreta. Não se trata de atrasar ato por sentimento pessoal.
• C) CORRETA. A conduta de EXIGIR vantagem indevida valendo-se da autoridade do cargo configura o crime de Concussão
(Art. 316, CP). O verbo 'exigir' traz implícita a intimidação em razão da função.
• D) Incorreta. Não houve privação da liberdade de locomoção.
• E) Incorreta. Corrupção ativa é crime praticado por particular contra a Administração.
Questão 4 (VUNESP — TJ-SP):
Mércia, servidora pública do Tribunal de Justiça, atendendo exclusivamente a reiterados e insistentes pedidos de
um antigo colega de faculdade, deixou de praticar um ato de ofício que lhe competia, sem ter recebido ou
solicitado qualquer tipo de vantagem financeira ou patrimonial. Nessa situação, Mércia praticou o crime de:
A) CorrupçãoPassiva Privilegiada (Art. 317, § 2º).
B) Prevaricação (Art. 319).
C) Corrupção Passiva em sua forma simples (Art. 317, caput).
D) Conduta atípica no âmbito penal, subsistindo apenas infração administrativa.
E) Advocacia Administrativa (Art. 321).
GABARITO: A
Análise Detalhada das Alternativas:
• A) CORRETA. Nos termos do Art. 317, § 2º, do CP, ocorre a Corrupção Passiva Privilegiada quando o funcionário pratica,
deixa de praticar ou retarda ato de ofício com infração de dever funcional, CEDENDO A PEDIDO OU INFLUÊNCIA DE OUTREM
(sem solicitar/receber vantagem).
• B) Incorreta. Na prevaricação (Art. 319), o agente age por conta própria para satisfazer interesse ou sentimento pessoal, e
não cedendo a pedido/influência de terceiro.
• C) Incorreta. A forma simples do caput exige solicitação, recebimento ou aceite de promessa de vantagem indevida.
• D) Incorreta. O fato é expressamente tipificado como crime no § 2º do Art. 317.
• E) Incorreta. Advocacia administrativa consiste em patrocinar interesse privado perante a administração.
Questão 5 (VUNESP — Inédita nos Moldes TJ-SP):
Tício, Escrevente Técnico Judiciário, devidamente AUTORIZADO a operar o sistema de dados do Tribunal de
Justiça, modificou indevidamente o banco de dados do sistema, excluindo a anotação de um processo de
execução fiscal de um parente, com o fim específico de lhe conceder vantagem indevida. Por sua vez, Caio,
também servidor, sem qualquer autorização, alterou a estrutura de um programa de informática da vara criminal
para modificar seu leiaute de exibição.
Considerando as condutas de Tício e Caio, assinale a tipificação correta:
A) Tício responde pelo Art. 313-B e Caio pelo Art. 313-A.
B) Ambos respondem pelo crime de Inserção de Dados Falsos (Art. 313-A).
C) Tício responde pelo Art. 313-A (Inserção de Dados Falsos) e Caio pelo Art. 313-B (Modificação de Sistema de
Informações).
D) Tício responde por Peculato Eletrônico e Caio cometeu conduta atípica.
E) Ambos respondem pelo crime do Art. 313-B.
TJ-SP | DIREITO PENAL — ARTS. 311-A E 312 A 317 DO CÓDIGO PENAL PROFESSOR ESPECIALISTA
Apostila Mestra de Preparação de Alto Rendimento para o TJ-SP (Banca VUNESP) Página 6 de 7
GABARITO: C
Análise Detalhada das Alternativas:
• A e E) Incorretas. Inverte ou iguala os tipos penais de forma equivocada.
• B) Incorreta. Caio não inseriu nem excluiu dados em banco de dados; alterou o programa em si sem autorização.
• C) CORRETA. Tício é servidor AUTORIZADO que excluiu dados corretos visando vantagem indevida -> enquadra-se no Art.
313-A (Inserção de dados falsos em sistema de informações). Caio alterou a estrutura do sistema/programa sem
autorização -> enquadra-se no Art. 313-B (Modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações).
• D) Incorreta. Não há atipicidade na conduta de Caio.
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