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CÓDIGO PENAL — ARTIGOS 293 A 305
Dos Crimes Contra a Fé Pública: Falsidade de Títulos, Papéis Públicos e Falsidade Documental
Apostila Mestra Aprofundada — Foco TJ-SP / Banca VUNESP
1. VISÃO GERAL E ESTRUTURA DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA
O Título X da Parte Especial do Código Penal tutela o bem jurídico Fé Pública — isto é, a confiança e a credibilidade que a
sociedade e o Estado depositam em determinados documentos, títulos, sinais, símbolos e declarações oficiais. Para o
concurso de Escrevente Técnico Judiciário do TJ-SP, a banca VUNESP cobra com altíssima frequência os Artigos 293 a 305
do CP.
Para gabaritar essas questões, o candidato precisa dominar com precisão cirúrgica quatro distinções fundamentais:
• Falsidade Material vs. Falsidade Ideológica: Na falsidade material (Arts. 293, 296, 297, 298), a fraude recai sobre a própria
estrutura física/autenticidade do documento (ele é fabricado ou alterado). Na falsidade ideológica (Art. 299), o documento é
fisicamente genuíno/autêntico, mas seu conteúdo declaratório contém uma mentira.
• Documento Público vs. Documento Particular: O documento público é elaborado por funcionário público no exercício de
suas funções. Contudo, o Art. 297, § 2º traz a lista exaustiva de documentos equiparados a públicos (livros mercantis,
testamento particular, ações de sociedade, título ao portador/endossável e emanados de paraestatais). Já o cartão de
crédito/débito é equiparado a documento particular (Art. 298, parágrafo único).
• Causa de Aumento de Pena para Funcionário Público (1/6): Presente expressamente nos artigos 295, 296 §2º, 297 §1º e
299 parágrafo único, exigindo que o funcionário cometa o crime prevalecendo-se do cargo.
• Uso de Documento Falso (Art. 304) x Crime do Falsificador: Se o próprio falsificador faz uso do documento que ele mesmo
alterou/fabricou, responde por apenas UM crime (o crime da falsificação), sendo o uso considerado mero post factum
impunível (exaurimento), conforme jurisprudência pacífica do STF/STJ e padrão da VUNESP.
2. MÓDULO 1: FALSIFICAÇÃO DE PAPÉIS PÚBLICOS E PETRECHOS (ARTS. 293 A
295)
TRANSCRIÇÃO DA LEI SECA — ARTIGO 293 DO CÓDIGO PENAL
Art. 293. Falsificar, fabricando-os ou alterando-os:
I - selo destinado a controle tributário, papel selado ou qualquer papel de emissão legal destinado à arrecadação de tributo;
II - papel de crédito público que não seja moeda de curso legal;
III - vale postal;
IV - cautela de penhor, caderneta de depósito de caixa econômica ou de outro estabelecimento mantido por entidade de direito
público;
V - talão, recibo, guia, alvará ou qualquer outro documento relativo a arrecadação de rendas públicas ou a depósito ou caução por que
o poder público seja responsável;
VI - bilhete, passe ou conhecimento de empresa de transporte administrada pela União, por Estado ou por Município.
Pena - reclusão, de 2 a 8 anos, e multa.
§ 1º Incorre na mesma pena quem usa, guarda, possui, detém, importa, exporta, adquire, vende, troca, cede, empresta ou restitui à
circulação o papel falsificado.
§ 2º Suprimir, em qualquer desses papéis, quando legítimos, com o fim de torná-los novamente utilizáveis, carimbo ou sinal indicativo
de sua inutilização: Pena - reclusão, de 1 a 4 anos, e multa.
§ 4º Quem usa ou restitui à circulação, embora recebido de boa-fé, qualquer dos papéis falsificados ou alterados, depois de conhecer
a falsidade, incorre na pena de detenção, de 6 meses a 2 anos, ou multa.
Análise Detalhada das Condutas do Art. 293:
O Art. 293 pune a falsificação material de papéis e títulos do Estado que possuem valor econômico ou fiscal. Atenção aos
núcleos típicos:
1. Fabricar (criar do zero) ou Alterar (modificar papel legítimo): Pena de reclusão de 2 a 8 anos e multa (caput).
2. Suprimir sinal de inutilização (§ 2º): Papel era legítimo e foi cancelado/carimbado. O agente apaga o carimbo para reusar.
A pena é menor: reclusão de 1 a 4 anos e multa. (Questão clássica do TJ-SP 2025!)
3. Restituição à circulação recebido de boa-fé (§ 4º): Se a pessoa recebeu de boa-fé, mas após descobrir a falsidade decide
repassar para não ter prejuízo, comete crime apenado com detenção de 6 meses a 2 anos ou multa.
TRANSCRIÇÃO DA LEI SECA — ARTIGOS 294 E 295 DO CÓDIGO PENAL
Art. 294 (Petrechos de Falsificação): Fabricar, adquirir, fornecer, possuir ou guardar objeto especialmente destinado à falsificação de
qualquer dos papéis referidos no artigo anterior: Pena - reclusão, de 1 a 3 anos, e multa.
Art. 295 (Causa de Aumento): Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de
sexta parte (1/6).
PEGADINHA DA VUNESP — PETRECHOS E AUMENTO DE PENA
A VUNESP costuma perguntar se o crime de petrechos de falsificação (Art. 294) é um crime formal/obstáculo e de tipo misto
alternativo.
RESPOSTA: SIM! É crime de perigo abstrato, formal e de conduta múltipla. Além disso, se o agente cria os petrechos E DEPOIS
efetivamente falsifica o papel público, o crime do art. 294 fica absorvido pelo art. 293 (princípio da consunção/crime-meio). Lembre-se
também: a causa de aumento para funcionário público é de 1/6 (sexta parte)!
3. MÓDULO 2: FALSIDADE DOCUMENTAL MATERIAL (ARTS. 296 A 298)
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TRANSCRIÇÃO DA LEI SECA — ARTIGOS 296, 297 E 298 DO CÓDIGO PENAL
Art. 296 (Selo ou Sinal Público): Falsificar, fabricando-os ou alterando-os: I - selo público destinado a autenticar atos oficiais da União,
Estado ou Município; II - selo ou sinal de entidade de direito público, autoridade ou sinal público de tabelião: Pena - reclusão, de 2 a 6
anos, e multa. (§ 1º: uso de selo falso, uso indevido do verdadeiro, marca/logotipo de órgão público. § 2º: aumento de 1/6 se
funcionário público).
Art. 297 (Falsificação de Documento Público): Falsificar, no todo ou em parte, documento público, ou alterar documento público
verdadeiro: Pena - reclusão, de 2 a 6 anos, e multa.
§ 1º - Se o agente é funcionário público, e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se a pena de sexta parte (1/6).
§ 2º - EQUIPARAÇÕES A DOCUMENTO PÚBLICO:
1. Documento emanado de entidade paraestatal;
2. Título ao portador ou transmissível por endosso;
3. Ações de sociedade comercial;
4. Livros mercantis;
5. Testamento particular.
Art. 298 (Falsificação de Documento Particular): Falsificar, no todo ou em parte, documento particular ou alterar documento particular
verdadeiro: Pena - reclusão, de 1 a 5 anos, e multa.
Parágrafo único: Para fins do disposto no caput, equipara-se a documento particular o cartão de crédito ou débito.
CATEGORIA DE DOCUMENTO NATUREZA ORIGINAL EQUIPARAÇÃO PENAL (ONDE CAI)
Testamento Particular Documento Particular
EQUIPARADO A DOCUMENTO PÚBLICO (Art. 297,
§ 2º)
Livros Mercantis Documento Particular
EQUIPARADO A DOCUMENTO PÚBLICO (Art. 297,
§ 2º)
Ações de Sociedade Comercial Documento Particular
EQUIPARADO A DOCUMENTO PÚBLICO (Art. 297,
§ 2º)
Cheque / Duplicata (Endossável) Título Privado
EQUIPARADO A DOCUMENTO PÚBLICO (Art. 297,
§ 2º)
Cartão de Crédito ou Débito Objeto Plástico/Eletrônico
EQUIPARADO A DOCUMENTO PARTICULAR (Art.
298, p. único)
Tabela de Equiparações Penais — Decore para a Prova do TJ-SP
MNEMÔNICO INFALÍVEL DA VUNESP — EQUIPARAÇÕES PENAIS
DECORE OS 5 EQUIPARADOS A DOCUMENTO PÚBLICO (Art. 297, §2º):
Mnemônico: PARA-LI-TES-AÇÕES-ENDOSSO
• PARA: Paraestatal (documento emanado de entidade paraestatal)
• LI: Livros mercantis
• TES: Testamento particular
• AÇÕES: Ações de sociedade comercial
• ENDOSSO: Título ao portador ou transmissível por endosso.
Cuidado: A VUNESP ama dizer que testamento particular é falsificação de documento particular. ERRADO! É equiparado a PÚBLICO! E o
cartão de crédito/débito é equiparado a PARTICULAR!
4. MÓDULO 3: FALSIDADE IDEOLÓGICA E OUTRAS FALSIDADES (ARTS. 299 A 303)
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TRANSCRIÇÃO DA LEI SECA — ARTIGOS 299 A 302 DO CÓDIGO PENAL
Art. 299 (Falsidade Ideológica): Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer
inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre
fato juridicamente relevante:
Pena - reclusão, de 1 a 5 anos, e multa (se documento público); reclusão, de 1 a 3 anos, e multa (se documento particular).
Parágrafo único: Se o agente é funcionário público e comete o crime prevalecendo-se do cargo, ou se a falsificação é de
assentamento de registro civil, aumenta-se a pena de sexta parte (1/6).
Art. 300 (Falso Reconhecimento de Firma/Letra): Reconhecer, como verdadeira, no exercício de função pública, firma ou letra que o
não seja: Pena - reclusão de 1 a 5 anos e multa (público) / 1 a 3 anos e multa (particular).
Art. 301 (Certidão ou Atestado Ideologicamente Falso): Atestar ou certificar falsamente, em razão de função pública, fato que habilite
alguém a obter cargo público, isenção de ônus ou vantagem: Pena - detenção, de 2 meses a 1 ano.
§ 1º (Falsidade Material de Atestado/Certidão): Falsificar atestado/certidão: Pena - detenção de 3 meses a 2 anos.
§ 2º: Se o crime é praticado com fim de lucro, aplica-se, além da pena privativa de liberdade, a de multa.
Art. 302 (Falsidade de Atestado Médico): Dar o médico, no exercício da sua profissão, atestado falso: Pena - detenção, de 1 mês a 1
ano.
Parágrafo único: Se o crime é cometido com fim de lucro, aplica-se também multa.
Diferença Crucial: Falsidade Material x Falsidade Ideológica
A VUNESP aborda exaustivamente a diferença entre falsificar o documento em si e falsificar a ideia contida nele. Observe a
tabela comparativa:
CRITÉRIO FALSIFICAÇÃO MATERIAL (ARTS. 297/298) FALSIDADE IDEOLÓGICA (ART. 299)
Onde está a fraude? Na forma física/autenticidade do papel. No conteúdo/ideia/declaração inserida.
Aparência do Doc. Documento é nulo/forjado/adulterado. Documento é fisicamente verdadeiro/autêntico.
Exemplo prático Rasurar a data de nascimento no RG original. Indicar amigo falso como condutor em notificação
de multa de trânsito (TJ-SP 2021/2023).
Perícia Obrigatória? SIM (exame grafotécnico/documentoscópico). NÃO necessariamente (a falsidade é do conteúdo).
Quadro Comparativo — Falsidade Material vs. Falsidade Ideológica
5. MÓDULO 4: USO E SUPRESSÃO DE DOCUMENTOS (ARTS. 304 E 305)
TRANSCRIÇÃO DA LEI SECA — ARTIGOS 304 E 305 DO CÓDIGO PENAL
Art. 304 (Uso de Documento Falso): Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados, a que se referem os arts. 297 a 302:
Pena - a cominada à falsificação ou à alteração.
Art. 305 (Supressão de Documento): Destruir, suprimir ou ocultar, em benefício próprio ou de outrem, ou em prejuízo alheio,
documento público ou particular verdadeiro, de que não podia dispor:
Pena - reclusão, de 2 a 6 anos, e multa (se documento público); reclusão, de 1 a 5 anos, e multa (se documento particular).
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REGRAS DE OURO — USO E SUPRESSÃO DE DOCUMENTOS
DUAS REGRAS DEÂUROS PARA O ART. 304 E ART. 305 DA VUNESP:
1. Uso pelo próprio falsificador (Art. 304): O agente que falsifica um RG e depois o apresenta à polícia responde APENAS pelo crime do
Art. 297 (falsificação). O uso é absorvido como mero exaurimento. Já o terceiro de boa ou má-fé que apenas USA o documento falso
alheio responde pelo Art. 304.
2. Supressão de Documento (Art. 305): Exige obrigatoriamente que o documento seja VERDADEIRO! Destruir documento falso é conduta
atípica sob a ótica do art. 305.
6. BANCO DE QUESTÕES REAIS E NO PADRÃO VUNESP COMENTADAS
QUESTÃO 1 (VUNESP - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário - 2025 - Adaptada)
É crime, expressamente previsto no caput combinado com o inciso IV do art. 293 do Código Penal, falsificar cautela de penhor
emitida por entidade de direito público. Na hipótese de o documento de cautela ser legitimamente cancelado pela entidade,
mediante a aposição de um carimbo, a conduta do sujeito que suprime tal carimbo, visando a uma nova utilização da cautela de
penhor, é:
(A) típica e punida com a mesma pena, tendo em vista a equivalência das condutas de falsificar e suprimir.
(B) atípica, tendo em vista ausência de expressa previsão legal para a punição da supressão.
(C) típica e punida pelo § 2º do art. 293 do CP, com pena de reclusão de 1 a 4 anos e multa, por se tratar da conduta de suprimir sinal
indicativo de inutilização de papel público legítimo.
(D) típica e punida pelo CP, englobada no conceito de estelionato exclusivamente.
(E) atípica, tendo em vista que não se pode admitir interpretação extensiva em prejuízo do réu.
Gabarito: C
Análise do Professor: O Art. 293, § 2º do CP tipifica expressamente a conduta de 'Suprimir, em qualquer desses papéis, quando legítimos,
com o fim de torná-los novamente utilizáveis, carimbo ou sinal indicativo de sua inutilização', fixando a pena de reclusão, de 1 a 4 anos, e
multa. Portanto, não é atípica nem tem a mesma pena do caput (2 a 8 anos), mas sim a pena reduzida do § 2º.
QUESTÃO 2 (VUNESP - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário - 2022)
A respeito dos crimes previstos nos artigos 293 a 305 do Código Penal, assinale a alternativa correta:
(A) A falsificação de livros mercantis caracteriza o crime de falsificação de documento particular (art. 298 do CP).
(B) O crime de falsidade ideológica (art. 299 do CP), em documento público, é próprio de funcionário público.
(C) No crime de falsidade de atestado médico (art. 302 do CP), independentemente da finalidade de lucro do agente, além da pena
privativa de liberdade, aplica-se multa.
(D) O crime de supressão de documento (art. 305 do CP), para se caracterizar, exige que o documento seja verdadeiro.
(E) O crime de falsificação de documento público (art. 297 do CP) é próprio de funcionário público.
Gabarito: D
Análise do Professor:
• (A) Incorreta: Livros mercantis são equiparados a documento público (Art. 297, § 2º).
• (B) Incorreta: Falsidade ideológica é crime comum, pode ser praticado por qualquer pessoa.
• (C) Incorreta: No art. 302, a multa só se aplica se houver fim de lucro (parágrafo único).
• (D) CORRETA: O Art. 305 exige expressamente que o documento seja verdadeiro ('documento público ou particular verdadeiro').
• (E) Incorreta: O Art. 297 é crime comum; se praticado por funcionário público prevalecendo-se do cargo, há causa de aumento de 1/6 (§
1º).
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QUESTÃO 3 (VUNESP - TJ-SP - Escrevente Técnico Judiciário - 2021)
O proprietário de veículo que indica falsamente outra pessoa como condutora do veículo no momento da infração de trânsito em
formulário (notificação de multa) da autoridade de trânsito, em tese, pratica o crime de:
(A) Falsificação de documento público.
(B) Falsidade ideológica.
(C) Falsificação de documento particular.
(D) Falsa identidade.
(E) Uso de documento falso.
Gabarito: B
Análise do Professor: O formulário da notificação de multa emitido pelo órgão de trânsito é um documento físico autêntico/verdadeiro. Ao
inserir nele uma declaração falsa (atribuindo a infração a pessoa que não dirigia), o agente atenta contra a verdade do conteúdo,
configurando Falsidade Ideológica (Art. 299 do CP).
QUESTÃO 4 (VUNESP - 2023 - Prova Oficial Correlata)
Para efeitos penais de falsidade, considere o título ao portador, os livros mercantis e o testamento particular. É correto afirmar que:
(A) todos são equiparados a documento público.
(B) todos são equiparados a documento particular.
(C) os dois primeiros são equiparados a documento público; o terceiro, a documento particular.
(D) o primeiro é equiparado a documento público; os últimos,a documento particular.
(E) o primeiro e o último são equiparados a documento público; o segundo, a documento particular.
Gabarito: A
Análise do Professor: O Art. 297, § 2º do Código Penal lista expressamente as 5 hipóteses de equiparação a documento público: 1)
documento emanado de entidade paraestatal; 2) título ao portador ou transmissível por endosso; 3) ações de sociedade comercial; 4)
livros mercantis; 5) testamento particular. Portanto, TODOS são equiparados a documento público!
QUESTÃO 5 (VUNESP - 2022 - Prova Oficial Correlata)
Para fins de punição penal, a falsificação de cartão de crédito e a falsificação de testamento particular:
(A) são tratadas igualmente, sendo ambos os objetos materiais considerados documento público.
(B) são tratadas igualmente, sendo ambos considerados documento particular.
(C) são tratadas diferentemente, pois o primeiro é considerado documento particular e o segundo, documento público.
(D) são tratadas diferentemente, pois o primeiro é considerado documento público e o segundo, documento particular.
(E) são tratadas diferentemente, pois falsificar o cartão de crédito sequer constitui crime.
Gabarito: C
Análise do Professor: O cartão de crédito/débito é equiparado a documento particular (Art. 298, parágrafo único). Por outro lado, o
testamento particular é equiparado a documento público (Art. 297, § 2º). Portanto, são tratados de forma diferente!
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QUESTÃO 6 (VUNESP - 2021 - Prova Oficial Correlata)
Os crimes cujas sanções são aumentadas por terem sido cometidos, respectivamente, com o fim de lucro e por funcionário público
que comete o crime prevalecendo-se do cargo são:
(A) uso de documento falso; supressão de documento.
(B) falsidade de atestado médico; falsidade ideológica.
(C) falsificação de papéis públicos; fraudes em certames de interesse público.
(D) petrechos de falsificação; reprodução de selo filatélico.
(E) falso reconhecimento de firma; falsidade material de atestado.
Gabarito: B
Análise do Professor:
• Falsidade de atestado médico (Art. 302, parágrafo único): se cometido com fim de lucro, aplica-se também multa.
• Falsidade ideológica (Art. 299, parágrafo único): se o agente é funcionário público e comete o crime prevalecendo-se do cargo, aumenta-se
a pena de sexta parte (1/6).
QUESTÃO 7 (VUNESP - Inédita no Padrão TJ-SP)
Tício, funcionário público estadual do Tribunal de Justiça, prevalecendo-se das facilidades do seu cargo, falsifica a assinatura de um
Juiz de Direito em uma certidão oficial para beneficiar um parente. A respeito da responsabilidade penal de Tício, assinale a
alternativa correta:
(A) Responderá por Falsificação de Documento Particular com causa de aumento de pena.
(B) Responderá por Falsificação de Documento Público (Art. 297, caput), com a pena aumentada de sexta parte (Art. 297, § 1º).
(C) Responderá em concurso material pelos crimes de Falsificação de Documento Público e Falsidade Ideológica.
(D) Não cometeu crime contra a fé pública, mas apenas infração disciplinar funcional.
(E) Responderá por Falso Reconhecimento de Firma ou Letra (Art. 300).
Gabarito: B
Análise do Professor: A certidão judicial assinada por Juiz é documento público. Falsificar a assinatura/criar a certidão do zero é
Falsificação de Documento Público (Art. 297). Como Tício é funcionário público e agiu prevalecendo-se do cargo, aplica-se a causa de
aumento de 1/6 (§ 1º).
QUESTÃO 8 (VUNESP - Inédita no Padrão TJ-SP)
Mévio fabricou uma carteira de identidade (RG) falsa em sua residência. No dia seguinte, ao ser abordado em uma fiscalização de
trânsito pela Polícia Militar, Mévio apresentou espontaneamente o referido RG falso aos policiais para ocultar sua condição de
procurado da justiça. De acordo com a jurisprudência sumulada e pacífica aplicada pela VUNESP, Mévio responderá por:
(A) Concurso material entre Falsificação de Documento Público (Art. 297) e Uso de Documento Falso (Art. 304).
(B) Concurso formal entre Falsificação de Documento Público (Art. 297) e Falsa Identidade (Art. 307).
(C) Apenas pelo crime de Falsificação de Documento Público (Art. 297), sendo o uso considerado mero exaurimento/post factum
impunível.
(D) Apenas pelo crime de Uso de Documento Falso (Art. 304), ficando absorvida a falsificação antecedente.
(E) Crime de Falsa Identidade (Art. 307), por ser crime subsidiário.
Gabarito: C
Análise do Professor: Quando o mesmo agente falsifica o documento e posteriormente o utiliza, o uso (Art. 304) é considerado mero post
factum impunível (exaurimento da falsificação). O agente responde apenas pelo crime da falsificação (Art. 297), não havendo concurso de
crimes.
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