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RELATÓRIO DE PRÁTICA 01 
Karina Maria Mazzarotto 
01510777 
Mobile User
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
RELATÓRIO: 
1. COLETA DO MATERIAL CÉRVICO-VAGINAL 
A. Qual é o procedimento correto para a coleta do material cérvico-vaginal e quais 
são os instrumentos utilizados? 
A coleta do material cérvico-vaginal é realizada com a paciente em posição 
ginecológica, utilizando espéculo vaginal sem lubrificante para visualizar o colo do 
útero. A espátula de Ayre é usada para coletar células da ectocérvice e da junção 
escamocolunar, enquanto a escova endocervical coleta células do canal 
endocervical. Após a coleta, o material deve ser espalhado cuidadosamente na 
lâmina e fixado imediatamente para preservar a morfologia celular. 
B. Quais são os critérios de qualidade para a amostra de material cérvico-vaginal 
coletada e como isso pode influenciar o diagnóstico final? 
A amostra cérvico-vaginal deve apresentar quantidade suficiente de células, boa 
preservação e representação dos epitélios do colo, preferencialmente com 
componentes da junção escamocolunar. Também deve ter poucos fatores que 
dificultem a leitura, como sangue, inflamação intensa ou contaminantes. Uma 
amostra inadequada pode comprometer a visualização celular e favorecer resultados 
inconclusivos ou falso-negativos, reduzindo a confiabilidade do diagnóstico. 
NOME: Karina Maria Mazzarotto MATRÍCULA:01510777
CURSO:Biomedicina POLO: Caruaru
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): KAMYLLA CONCEICAO GOMES NASCIMENTO
TEMA DE AULA: COLETA GINECOLÓGICA E ELEMENTOS CELULARES 
Mobile User
C. Descreva as características visuais observadas em cada uma das regiões 
anatômicas do colo uterino durante o exame. 
Durante o exame, a ectocérvice é a porção visível do colo uterino e apresenta 
coloração mais rósea, por ser revestida por epitélio escamoso. A endocérvice, 
localizada no canal cervical, possui aspecto mais avermelhado devido ao epitélio 
colunar. Entre essas regiões encontra-se a junção escamocolunar (JEC), também 
chamada de zona de transformação, área de grande importância por concentrar a 
maioria das alterações pré-neoplásicas e neoplásicas. 
D. Descreva as técnicas de fixação e coloração do material cérvico-vaginal para 
análise microscópica. 
A fixação deve ser feita imediatamente após o preparo do esfregaço, geralmente 
com etanol a 95%, por cerca de 15 minutos, para preservar a morfologia celular e 
evitar o ressecamento. Já a coloração é realizada pelo método de Papanicolau, que 
utiliza hematoxilina para evidenciar o núcleo e corantes citoplasmáticos, como 
Orange G e EA, permitindo melhor diferenciação das estruturas celulares e 
identificação de alterações morfológicas. 
2. ELEMENTOS CELULARES 
A. Quais são as principais características morfológicas das células que compõem o 
epitélio escamoso e o epitélio glandular do colo uterino? 
O epitélio escamoso é formado por células basais, parabasais, intermediárias e 
superficiais, que aumentam de tamanho e apresentam menor relação núcleo/
citoplasma conforme amadurecem. As células superficiais são grandes, poligonais e 
possuem núcleo pequeno e picnótico. Já o epitélio glandular endocervical é 
composto por células colunares, mucossecretoras, com citoplasma delicado e 
núcleo localizado mais próximo da base celular. 
B. Adicione fotos das células do epitélio escamoso e glandular observadas durante 
o exame, destacando suas características distintivas. 
Figura 1 – Células do epitélio escamoso. Observam-se células grandes, 
achatadas e poligonais, com citoplasma abundante e coloração rosada, 
características compatíveis com células escamosas maduras. Os núcleos são 
pequenos em relação ao volume citoplasmático, aspecto típico das células 
superficiais/intermediárias. 
Fonte: arquivo pessoal 
Figura 2 – Epitélio glandular endocervical. Observam-se células colunares altas, 
organizadas em paliçada, com núcleos predominantemente basais e citoplasma 
mucossecretor, características típicas do epitélio glandular da endocérvice. Como 
não foi possível visualizar esse tipo celular durante a aula prática, utilizou-se 
uma imagem ilustrativa obtida em fonte científica on-line. 
Fonte: Eurocytology ([s. d.]). 
C. Os principais estágios de maturação são basal, parabasal, intermediário e 
superficial. Microscopicamente, as células basais e parabasais são menores, com 
pouco citoplasma e maior relação núcleo/citoplasma. As intermediárias são maiores, 
com citoplasma abundante e núcleo vesicular. Já as superficiais são as mais 
maduras, grandes e poligonais, apresentando citoplasma amplo e núcleo pequeno e 
picnótico. 
D. Quais são os elementos não-epiteliais que podem ser encontrados no colo uterino 
e qual é sua relevância clínica? 
Os principais elementos não epiteliais encontrados no esfregaço cérvico-vaginal 
incluem leucócitos, histiócitos, hemácias e espermatozoides, além de componentes 
como muco. Sua presença pode indicar processos inflamatórios ou atuar como fator 
obscurecedor, dificultando a análise citológica. 
RELATÓRIO DE PRÁTICA 02 
Karina Maria Mazzarotto 
01510777 
 
RELATÓRIO DE AULAS PRÁTICAS: Citologia Clínica 
DADOS DO(A) ALUNO(A): 
RELATÓRIO: 
1. CITOLOGIA INFLAMATÓRIA 
A. Descreva quais são os principais micro-organismos que podem causar infecções 
no colo uterino, como eles são identificados microscopicamente. 
Os principais micro-organismos identificados na citologia cérvico-vaginal incluem 
Gardnerella vaginalis, Candida spp. e Trichomonas vaginalis. A Gardnerella aparece 
aderida às células escamosas, formando as chamadas clue cells; a Candida spp. é 
reconhecida pela presença de pseudohifas e estruturas leveduriformes.; e 
Trichomonas vaginalis apresenta formato ovalado ou piriforme, núcleo excêntrico e 
citoplasma característico. Vírus como HPV e herpesvírus não são visualizados 
diretamente, mas podem ser reconhecidos pelas alterações citopáticas que 
provocam nas células. 
B. Adicione fotos dos micro-organismos identificados, destacando suas 
características distintivas. 
NOME: Karina Maria Mazzarotto MATRÍCULA:01510777
CURSO: Biomedicina POLO: Caruaru
PROFESSOR(A) ORIENTADOR(A): KAMYLLA CONCEICAO GOMES NASCIMENTO
TEMA DE AULA: CITOLOGIA INFLAMATÓRIA E ALTERAÇÕES PRÉ 
NEOPLASICAS E NEOPLASICAS 
 
Figura 3 – Gardnerella vaginalis em esfregaço vaginal. Observam-se células 
epiteliais recobertas por numerosos cocobacilos, formando as chamadas clue cells, 
achado microscópico característico da vaginose bacteriana associada à Gardnerella 
vaginalis. Como não foi possível visualizar esse micro-organismo durante a 
aula prática, utilizou-se uma imagem ilustrativa obtida em fonte on-line 
confiável. 
Fonte: ATA Medical. 
 
Figura 4 – Candida albicans. Observam-se estruturas filamentosas compatíveis 
com pseudohifas, além de células leveduriformes, características morfológicas 
importantes na identificação de Candida spp. Como não foi possível visualizar 
esse micro-organismo durante a aula prática, utilizou-se uma imagem 
ilustrativa obtida em fonte on-line confiável. 
Fonte: Y Tambe, 2005, via Wikimedia Commons. 
Figura 5 – Trichomonas vaginalis. Observam-se trofozoítos com formato ovalado 
a piriforme, núcleo evidente e estruturas flagelares, características compatíveis com 
T. vaginalis. Como não foi possível visualizar esse protozoário durante a aula 
prática, utilizou-se uma imagem ilustrativa obtida em fonte on-line confiável. 
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention (CDC), DPDx. 
C. Qual é a importância clínica de identificar corretamente os micro-organismos que 
podem causar infestações e infecções no colo uterino? 
A identificação correta dos micro-organismos é importante porque auxilia no 
reconhecimento de infecções e processos inflamatórios, contribuindo para uma 
interpretação citopatológica mais segura. Além disso, permite diferenciar alterações 
causadas por agentes infecciosos de outras alterações celulares,favorecendo a 
adequada conduta clínica e o tratamento da paciente. 
D. Descreva os micro-organismos observados durante os exames e como eles 
afetam o tecido cervical. 
Embora esses micro-organismos não tenham sido visualizados nas lâminas 
analisadas durante a aula prática, Gardnerella vaginalis, Candida spp. e 
Trichomonas vaginalis podem ser identificados em exames citopatológicos. A 
Gardnerella está associada à formação de clue cells, a Candida pode apresentar 
pseudohifas e formas leveduriformes, e o Trichomonas pode provocar processo 
inflamatório e alterações reativas no epitélio. 
2. ALTERAÇÕES PRÉ NEOPLÁSICAS E NEOPLÁSICAS 
A. Descreva as características morfológicas das alterações pré-malignas 
observadas no colo uterino. 
As alterações pré-malignas apresentam principalmente aumento do núcleo, 
hipercromasia, irregularidade da membrana nuclear e aumento da relação núcleo/
citoplasma. Nas lesões de baixo grau (LSIL), essas alterações são mais discretas; 
nas de alto grau (HSIL), tornam-se mais acentuadas, com cromatina heterogênea, 
contornos nucleares irregulares e citoplasma mais escasso. 
B. Descreva as características morfológicas celulares das neoplasias malignas 
observadas no epitélio escamoso e glandular do colo uterino. 
Nas neoplasias malignas do epitélio escamoso, observam-se células com núcleos 
volumosos e irregulares, cromatina grosseira, alta relação núcleo/citoplasma, 
pleomorfismo e mitoses anormais, podendo ocorrer queratinização e diátese 
tumoral. Já no epitélio glandular, são comuns células colunares atípicas, 
agrupamentos desorganizados, núcleos aumentados e pleomórficos, nucléolos 
evidentes, cromatina irregular e mitoses frequentes. 
C. Descreva os efeitos celulares causados pelo HPV no tecido cervical. 
O HPV provoca alterações citopáticas principalmente nas células escamosas, 
levando à formação de coilócitos, que apresentam halo perinuclear claro, contorno 
nuclear irregular, hipercromasia e aumento do núcleo, podendo ocorrer também 
binucleação ou multinucleação. Essas alterações refletem a ação viral sobre o 
epitélio cervical e, quando a infecção por tipos oncogênicos persiste, podem estar 
associadas ao desenvolvimento de lesões intraepiteliais. 
D. Adicione fotos das alterações pré-malignas observadas no colo uterino, 
destacando suas características morfológicas. 
Figura 6 – Neoplasia intraepitelial cervical grau 1 (NIC 1). Observam-se células 
displásicas restritas principalmente ao terço inferior do epitélio, com preservação da 
maturação nas camadas superiores e presença de coilócitos. Como essa alteração 
não foi visualizada durante a aula prática, utilizou-se uma imagem ilustrativa 
obtida em fonte científica on-line. 
 Fonte: Sellors e Sankaranarayanan, IARC. 
 
Figura 7 – Neoplasia intraepitelial cervical grau 2 (NIC 2). As células atípicas 
comprometem principalmente os dois terços inferiores do epitélio, apresentando 
alterações nucleares mais acentuadas que na NIC 1. Como essa alteração não foi 
visualizada durante a aula prática, utilizou-se uma imagem ilustrativa obtida 
em fonte científica on-line. 
Fonte: Sellors e Sankaranarayanan, IARC. 
 
Figura 8 – Neoplasia intraepitelial cervical grau 3 (NIC 3). Observa-se 
comprometimento de grande parte ou de toda a espessura do epitélio por células 
displásicas, com perda de maturação e polaridade celular, além de alterações 
nucleares acentuadas. Como essa alteração não foi visualizada durante a aula 
prática, utilizou-se uma imagem ilustrativa obtida em fonte científica on-line. 
Fonte: Sellors e Sankaranarayanan, IARC. 
Referências Bibliográficas 
 
ATA MEDICAL. Gardnerella vaginalis: causes, symptoms, risks & treatment. 
Singapore: ATA Medical, 2026. Disponível em: ATA Medical – Gardnerella vaginalis. 
Acesso em: 31 ago. 2026. 
CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION (CDC). DPDx: 
Trichomoniasis. Atlanta: CDC, [s. d.]. Disponível em: CDC – DPDx Trichomoniasis. 
Acesso em: 31 ago. 2026. 
EUROCYTOLOGY. O epitélio colunar da endocervix. [S. l.]: Eurocytology, [s. d.]. 
Disponível em: Eurocytology – O epitélio colunar da endocervix. Acesso em: 31 ago. 
2026. 
INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER JOSÉ ALENCAR GOMES DA SILVA. 
Diretrizes brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. 2. ed. 
rev., ampl. e atual. Rio de Janeiro: INCA, 2016. Disponível em: INCA – Diretrizes 
brasileiras para o rastreamento do câncer do colo do útero. Acesso em: 31 ago. 
2026. 
MEZZOMO, Lisiane Cervieri; CORROQUÉ, Nádia Aline. Citopatologia. Recife: Ser 
Educacional, 2021. E-book. ISBN 978-65-5487-362-8. 
NAYAR, Ritu; WILBUR, David C. (ed.). The Bethesda System for Reporting 
Cervical Cytology: definitions, criteria, and explanatory notes. 3. ed. Cham: 
Springer International Publishing, 2015. DOI: 10.1007/978-3-319-11074-5. Disponível 
em: Springer – The Bethesda System for Reporting Cervical Cytology. Acesso em: 
31 ago. 2026. 
NAYAR, Ritu; WILBUR, David C. The Pap Test and Bethesda 2014. Acta 
Cytologica, Basel, v. 59, n. 2, p. 121-132, 2015. DOI: 10.1159/000381842. 
SELLORS, John W.; SANKARANARAYANAN, Rengaswamy. Colposcopia e 
tratamento da neoplasia intra-epitelial cervical: manual para principiantes. 
Lyon: International Agency for Research on Cancer, 2003/2004. ISBN 
978-92-832-0415-2. Disponível em: IARC – Manual de colposcopia. Acesso em: 31 
ago. 2026. 
TAMBE, Y. Candida albicans. 2005. Wikimedia Commons. Disponível em: 
Wikimedia Commons – Candida albicans. Acesso em: 31 ago. 2026. 
https://screening.iarc.fr/colpo.php?lang=4&utm_source=chatgpt.com

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