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E81e Estival, Katianny Gomes Santana.
Ética e negócios [recurso eletrônico] : ética e cidadania no mundo dos negócios 
/ Katianny Gomes Santana Estival . -- Fortaleza : Universidade de Fortaleza, 
[2021].
 16 p. - ( Percurso de Aprendizagem ; 2)
 1. Ética e negócios. I. Título. II. Série.
 CDU 658:174
Este Material de Leitura, produzido em agosto de 2021 © Universidade de 
Fortaleza, está licenciado sob CC BY-NC-ND 4.0. Para visualizar uma cópia 
desta licença, visite https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0/.
ÉTICA E CIDADANIA NO 
MUNDO DOS NEGÓCIOS
Sumário
Sumário clicável
História dos estudos da ética empresarial1.
Ética e governança corporativa2.
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O objetivo do Percurso de Aprendizagem 2 é 
identificar o histórico das discussões sobre a ética 
e a cidadania nos negócios, como a ética se inseriu 
e se consolida na gestão das empresas com a ética 
empresarial. Aborda a evolução da ética empresarial 
para a gestão da governança corporativa, no 
relacionamento com as partes interessadas que se 
relacionam com as organizações (colaboradores, 
consumidores, cadeias de fornecedores, governos, 
comunidade) e como a governança pode influenciar 
a dinâmica das organizações nos ambientes interno 
(ambiente das operações organizacionais, sob o 
controle da organização) e externo (referente aos 
fatores políticos, econômicos, sociais e tecnológicos 
que exercem influência sobre a dinâmica das 
organizações) para o planejamento e a execução 
das boas práticas, transparência e efetividade do 
desenvolvimento sustentável alinhado e coerente 
com a ética empresarial. 
Olá
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História dos estudos da ética empresarial1.
O professor Robert Henry Srour, doutor em Sociologia pela USP, em palestra proferida 
no ano de 2016 sobre a ética empresarial (Ideia Sustentável, 2016), reflete sobre a 
importância da visão ampla e da incorporação das práticas da ética empresarial nas 
empresas e os riscos que ameaçam as organizações que não estão alinhadas às relações 
éticas e à governança, onde são consideradas as relações estabelecidas com todas as 
partes interessadas que se relacionam com as organizações, os chamados stakeholders 
(consumidores, investidores, colaboradores, comunidade, Governos, fornecedores, 
concorrentes...).
A ética empresarial tem a base científica e o discurso demonstrativo como 
norteadores, e visa demonstrar e analisar para que servem, como podem ser 
aplicados, com fundamento em pesquisas prévias e resultados obtidos. Visa 
reforçar a relevância do mapeamento, a análise e a ação dos tipos de impactos 
econômicos, sociais, ambientais que a empresa pode gerar sobre os stakeholders.
Os estudos da ética empresarial visam demonstrar como pode ser aplicada aos negócios 
e como é possível desenvolver e ampliar o chamado capital reputacional: que se refere à 
reputação corporativa, que é construída pela empresa ao longo do tempo, de acordo com 
as ações, histórico, cultura, práticas de governança, transparência, imagem...O capital 
reputacional, segundo Machado Filho e Zylbersztajn (2004), citado por Cardoso (2019, 
p.97), pode ser compreendido como:
 ...Porção do valor de mercado da empresa que pode ser atribuída à percepção 
que se tem da firma como uma corporação de boa conduta no mercado. Ainda 
para Machado Filho (2002, p. 63), “(...) é formado por várias dimensões que 
moldam a imagem de uma determinada corporação”. 
O capital reputacional pode influenciar o valor de mercado das organizações, e 
consequentemente refletir em ganhos ou perdas monetárias, por isso é importante 
conhecer e agir para a valorização desse capital, através, por exemplo, de modelos de 
gestão alinhados à responsabilidade social empresarial (SROUR, 2016).
Com base nas visões apresentadas sobre a ética empresarial, serão abordadas a evolução 
das discussões e a relação entre a ética e a governança corporativa.
História dos estudos da ética empresarial
A evolução da ética empresarial ocorre alinhada aos movimentos de avanços das 
discussões dos direitos humanos e do desenvolvimento sustentável. Como disciplina 
de estudos no campo dos negócios, é estabelecida na década de 1960, nos Estados 
Unidos. Nas décadas de 1980 à atualidade evoluiu da incorporação como disciplina 
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de estudos e pesquisas do campo dos negócios para a formalização de movimentos 
empresariais globais, nacionais, com foco na promoção das ações da ética empresarial, 
principalmente nas temáticas: corrupção, liderança e responsabilidades corporativas. A 
visão aristotélica retorna ao ambiente empresarial, com as discussões sobre os propósitos 
dos profissionais e das empresas não serem limitados à maximização dos lucros, mas 
também à geração de impactos sociais e ambientais positivos para os seus stakeholders 
(Arruda e Whitaker, 2017).
No mundo e no Brasil, organizações privadas, da sociedade civil e Governos atuam 
para o fomento da ética corporativa, nos temas: 
...governança corporativa, responsabilidade social e ambiental e 
desenvolvimento sustentável. Algumas normas e índices internacionais foram 
criados, com objetivos específicos de incentivar as empresas a elevarem seus 
padrões nessas diferentes áreas. São exemplos a SA 8000, AA 1000 a Global 
Reporting Initiative (GRI), a ISO 26000 e os 17 Objetivos de Sustentabilidade da 
ONU (Arruda e Whitaker, 2017, p.51)
Da limitação de ações para o cumprimento das responsabilidades legais, a ética 
empresarial passa a permear todas as áreas da estratégia da responsabilidade social 
empresarial: as responsabilidades econômicas, legais, éticas e filantrópicas.
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Figura 1– Pirâmide da Responsabilidade Social Corporativa
Fonte: Adaptado de Cortez et al. (2014, p.3) por EAD Unifor.
A pirâmide da responsabilidade social corporativa proposta por Carroll (1979) mantém-
se como referência nas discussões sobre a RSE (Responsabilidade Social Empresarial) 
e ética empresarial. Apresenta na sua base a necessidade da lucratividade, pois a razão 
de existir de uma organização privada visa à geração e distribuição de riquezas aos 
acionistas. As responsabilidades legais visam que a empresa cumpra as regras do jogo 
e operem em cumprimento às leis vigentes para a operação. Todas as responsabilidades 
englobam a ética corporativa, mas são tratadas também especificamente com foco em 
atender às expectativas dos membros das partes interessadas que se relacionam com 
a organização (stakeholders). A responsabilidade filantrópica na visão de Carroll (1979) 
se refere à prática da empresa de restituir à sociedade parte do que recebe com foco 
na promoção do desenvolvimento sustentável. A partir da visão de Carroll (1979), a RSE 
deve contemplar a prática integrada de cada uma das dimensões apresentadas. (Barbieri 
e Cajazeira, 2017).
A RSE é uma das estratégias que podem ser utilizadas para demonstrar, analisar e agir 
frente aos impactos econômicos, sociais e ambientais que uma organização pode 
exercer junto às partes interessadas com as quais se relaciona, foco dos estudos da 
ética corporativa. 
Vamos observar as figuras propostas a seguir e refletir acerca da importância da evolução 
da ética empresarial, da revolução industrial à pandemia COVID 19, no ano de 2020/2021.
http://www.anpad.org.br/admin/pdf/2014_EnANPAD_ESO588.pdf
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Para refletir
Figura 2 – Trabalho infantil no ambiente de uma fábrica
Fonte: Planneta Educação (2021).
Figura 3 – Manifestação Caso Carrefour e Combate ao Racismo no ano de 2020
Fonte: El País (2021)
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Figura 4 – Ação da AMBEV no apoio ao abastecimento de oxigênio hospitalar na 
Pandemia Covid 19 no ano de 2020.
Fonte: Ambev (2020).
A figura 2 apresenta um cenário que era comum nas operações fabris até a Declaração dos 
Direitos Humanos, 1948, quandoa presença do trabalho infantil, do trabalho escravo, das 
condições insalubres, ocorriam nos ambientes produtivos sem grandes consequências 
sobre a dinâmica dos mercados. As transformações sociais influenciam a ética da 
sociedade e a ética empresarial. Demandas como inclusão, diversidade, questões de 
gênero, transparência, responsabilidade social das empresas para o desenvolvimento 
das sociedades, principalmente em crises de saúde, econômicas, ambientais e sociais, 
tornam-se necessidades para a adequação, mudança dos modelos de gestão, com a 
evolução para a inovação em negócios que nascem para resolução de problemas sociais 
e ambientais, ao mesmo tempo em que visam também geração de receitas, os chamados 
negócios de impacto. 
Nas figuras 3 e 4, refletimos sobre como o ambiente interno das organizações é 
influenciado pelas dinâmicas do ambiente externo e a importância de a ética empresarial 
estar alinhada às estratégias para a RSE, através de práticas que evitem, minimizem e/ou 
gerenciem os riscos da geração de impactos negativos para os stakeholders.
A figura 5 a seguir, proposta por Laasch e Conaway (2016, p. 113), apresenta o cenário da 
evolução da ética empresarial antes de 1960 à década de 2000.
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Figura 5 – Desenvolvimento da ética empresarial
(1) Ética em administração (antes de 1960)
• Aplicação da “ética padrão” à administração e economia.
• Sem área de atuação independente.
• Críticas frequentes à administração e 
economia por uma perspectiva teológica.
(2) Problemas sociais em administração (década de 1960)
• Foco em problemas sociais e ambientais específicos, 
como poluição, consumismo e resíduos nucleares.
• Atitude antiempresarial e contracultura, muitas vezes 
por intermédio de protesto estudantis.
(3) Ética empresarial: surgimento, definição e desenvolvimento 
(décadas de 1970 e 1980)
• Institucionalização da ética empresarial por meio de conferências, 
publicações, associações e curso com foco explícito na ética empresarial.
• Definida como área interdisciplinar da filosofia e dos estudos de 
administração centrados em problemas sociais nas empresas.
(4) Tomada de decisão e comportamento ético (década de 1990)
• Mudança para ética descritiva, métodos baseados na sociologia e na 
psicologia para entender a tomada de decisão ética.
• A ética comportamental entra na ética empresarial para explicar por que o 
comportamento ético ocorre ou não.
(5) Maturidade e aplicação (década de 2000)
• Aplicação de conceitos previamente desenvolvidos de situações 
específicas regionais, culturais e baseadas em casos.
• Avaliação de ferramentas de gestão da ética na prática
• Maturidade conceitual da ética empresarial e substituição, de modo 
crescente, por novos temas como responsabilidade social empresarial.
Ética em
presarial contem
porânea
Fonte: Adaptado de Laasch e Conaway (2016, p. 113) por EAD Unifor.
Os autores LAASCH e CONAWAY (2016) analisam que, a partir da década de 1990, houve 
uma maior evolução das práticas da ética empresarial com a ampliação dos estudos dos 
processos de tomada de decisão ética das pessoas e dos grupos organizacionais; com a 
avaliação do uso e dos resultados das ferramentas para a gestão ética, códigos de ética, 
de conduta, aconselhamento, mecanismos de delação; e com as ações que colaboraram 
para o amadurecimento da ética corporativa até os temas atuais do século XXI: gestão 
da governança, relação com os stakeholders, diversidade, inclusão, cidadania, RSE, entre 
outros.
Vamos avançar no debate sobre a ética e a governança e conhecer a evolução das 
estratégias, práticas e tendências no cenário organizacional.
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Ética e governança corporativa2.
A ética e a governança corporativa incluem as relações com as partes interessadas 
que se relacionam com as organizações (colaboradores, consumidores, fornecedores, 
acionistas, comunidades, Governos, entre outras), que são influenciadas ou influenciam 
de alguma forma os processos decisórios, que precisam ser reconhecidos e avaliados de 
forma contínua para a prática da chamada “Boa Governança Corporativa”.
Na história da ética, na Grécia clássica, a explicação filosófica associa a uma vida 
feliz, plena, “boa de ser vivida”. Na visão de Platão, nos diálogos de Alcibíades, 
Fédon e Mênon. O fator econômico é identificado como essencial para a vida, mas 
não seria possível atingir uma vida plena, com resultados econômicos que não 
sejam norteados por valores éticos. (Arruda e Whitaker, 2017, p.52).
Na visão de Aristóteles, os princípios e valores são as virtudes que regem as relações 
humanas nos âmbitos: econômico, social, político. A partir dessa associação, Arruda e 
Whitaker (2017, p. 53) analisam que a “Governança Corporativa está fundamentada em 
relacionamentos entre pessoas e grupos de pessoas que representam os interesses das 
organizações. As virtudes devem presidir esses relacionamentos.”
A governança corporativa no Brasil e exterior se refere ao grupo de processos que resultam 
nas chamadas boas práticas, que visam maiores controles internos e consequentemente 
melhoria do desempenho organizacional. Os princípios que balizam as boas práticas 
da governança corporativa são: prestação de contas (accountability), transparência 
(disclosure), equidade (fairness) e responsabilidade corporativa na conformidade com as 
regras (compliance). Ações com foco no estabelecimento de relações transparentes e 
integradas entre os acionistas e a organização e os gestores (Ribeiro & dos Santos, 2015) 
citado por Innocenti et al. (2020, p.109).
Vamos aprender o que significa cada um dos princípios das boas práticas?
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De acordo com o IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa, 2021), 
organização brasileira com papel importante na difusão e na assessoria junto 
às empresas para as boas práticas da governança, os 4 (quatro) princípios, que 
remetem às boas práticas podem ser assim descritos:
• Transparência – Consiste no desejo de disponibilizar para as partes 
interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas 
aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. Não deve 
restringir-se ao desempenho econômico-financeiro, contemplando também 
os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e 
que conduzem à preservação e à otimização do valor da organização; 
• Equidade – Caracteriza-se pelo tratamento justo e isonômico de todos os 
sócios e demais partes interessadas (stakeholders), levando em consideração 
seus direitos, deveres, necessidades, interesses e expectativas;
• Prestação de contas (accountability) – Os agentes de governança devem 
prestar contas de sua atuação de modo claro, conciso, compreensível e 
tempestivo, assumindo integralmente as consequências de seus atos e 
omissões e atuando com diligência e responsabilidade no âmbito dos seus 
papéis; 
• Responsabilidade corporativa – Os agentes de governança devem zelar 
pela viabilidade econômico-financeira das organizações, reduzir as 
externalidades negativas de seus negócios e suas operações e aumentar as 
positivas, levando em consideração, no seu modelo de negócios, os diversos 
capitais (financeiro, manufaturado, intelectual, humano, social, ambiental, 
reputacional, etc.) no curto, médio e longo prazos. (IBCG, 2021, p.1).
A prática da boa governança proporciona aos acionistas as informações necessárias 
para a avaliação da gestão e o monitoramento da direção da empresa.
No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) lançou, em dezembro de 2000, 
o Novo Mercado (NM) e os Níveis Diferenciados de Governança Corporativa (NDGC). 
Foram criados dois níveis de governança corporativa que se distinguem pelas práticas 
de governança adotadas. As Práticas Diferenciadas de Governança Corporativa são 
conceituadas como conjunto de normas de conduta para empresas, administradores 
e controladores, considerado importante para uma boa valorização das ações e outros 
ativos emitidos pela companhia.As regras significam agir além das obrigações que as 
companhias têm perante a Lei das Sociedades por Ações (Lei das S.As.). Visam melhorar 
a avaliação daquelas que aderem voluntariamente aos segmentos. Consequentemente, 
atraem os investidores, asseguram direitos aos acionistas, dispõem as informações aos 
participantes do mercado, o que resulta na mitigação do risco de assimetria informacional 
(Bovespa, 2021, P.1).
As empresas no nível 1 devem adotar práticas que favoreçam a transparência e o acesso 
às informações pelos investidores.
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No Nível 1, as empresas passam a divulgar informações adicionais àquelas 
exigidas por lei, como, por exemplo, um calendário anual de eventos corporativos, 
além de se comprometerem a manter, no mínimo, 25% de suas ações em 
circulação no mercado (free float). Já as empresas do Nível 2 podem manter 
ações preferenciais (PN). Nesse caso, em situações de venda do controle 
da companhia, tanto os detentores de ações ordinárias quanto os de ações 
preferenciais têm assegurado o mesmo tratamento concedido ao acionista 
controlador, por meio do direito de tag along de 100% do preço pago pelas ações 
ordinárias. Além disso, as ações preferenciais passam a conceder direito de voto 
em decisões relevantes, como aprovações de fusões, incorporações e contratos 
entre o acionista controlador e a empresa, sempre que tais matérias dependerem 
de deliberação em assembleia geral de acionistas (Bovespa, 2021, p. 1).
SAIBA MAIS
Saiba mais sobre como as empresas podem acessar os novos 
mercados e os níveis diferenciados de governança corporativa na 
Bovespa, através da consulta ao site indicado a seguir:
BOVESPA. NOVOS MERCADOS. 2021. Disponível em: http://www.
b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/solucoes-para-emissores/
segmentos-de-listagem/novo-mercado/. Acesso em 25 de março de 
2021.
A boa governança corporativa visa assegurar às partes interessadas que se relacionam 
com a organização que a empresa atua de acordo com os pilares da equidade, 
transparência, prestação de contas (accountability) e responsabilidade corporativa. A 
prática tende a influenciar de forma positiva ou negativa (quando não considerada e 
gerenciada com eficácia e eficiência) os resultados financeiros das organizações, além 
do capital reputacional.
A pesquisa da consultoria internacional Delloite sobre os caminhos da transparência e 
prática da governança nas empresas brasileiras, realizada no ano de 2015, já sinalizava a 
visão das práticas de governança, através da existência dos conselhos de administração 
em 80% das empresas entrevistadas, sendo que 13% já tinham o foco na instalação em 2 
anos e apenas 7% não apresentavam a meta. Outra informação relevante é a contratação 
de auditorias externas por 95% das 80% que possuem Conselhos de Administração 
(EXAME, 2017). A figura 6 a seguir apresenta a sistematização dos dados.
Figura 6 – Empresas comprometidas com a ética
http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/solucoes-para-emissores/segmentos-de-listagem/novo-mercado/
http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/solucoes-para-emissores/segmentos-de-listagem/novo-mercado/
http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/solucoes-para-emissores/segmentos-de-listagem/novo-mercado/
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Fonte: Adaptado de Exame, (2017) por EAD Unifor.
Apesar da tendência para a ampliação dos conselhos de administração, ferramentas 
essenciais para as boas práticas da governança, o estudo feito pelo Instituto Brasileiro 
de Governança Corporativa (IBGC), em parceria com a consultoria EY e o escritório 
de advocacia Tozzini Freire (2020), evidenciou que as companhias abertas brasileiras 
adotaram 54,3% das práticas recomendadas pelo Código Brasileiro de Governança 
Corporativa (Valorinveste, 2020). As informações evidenciam que não basta a utilização 
de ferramentas, como códigos de conduta, estruturação dos conselhos, entre outras, é 
necessário que haja o alinhamento estratégico, implantação e monitoramento da gestão 
da governança para que os resultados reflitam no valor organizacional. 
A adoção de práticas sistematizadas para a governança corporativa, como o Índice de 
Governança Corporativa (IGC) Bovespa, apresenta tendência de geração de resultados 
mais consolidados e crescentes na relação de boas práticas de governança e valor de 
mercado das organizações, como é possível visualizar na figura 7 a seguir.
Figura 7 – Valor da boa governança: comparativo entre empresas de capital aberto e 
empresas que adotam o IGC
Empresas com boas práticas de governança, riscos e conformidade, 
representadas pelo índice IGC, são mais atraentes a investidores e 
garantem um maior retorno aos acionistas.
IGC
IBOVESPA
JUN/01 DEC/09 SEP/10 JUN/11 MAR/12 DEC/12 SEP/13 JUN/14 MAR/15 DEC/15 SEP/16 MAR/17
1200
1000
800
600
400
200
0
*Evolução relativa do Ibovespa e IGC
Fonte: Adaptado de Exame, (2017) por EAD Unifor.
Os critérios para as decisões de investimentos nas organizações visam à maximização 
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dos lucros, no entanto, cada vez mais é possível evidenciar a valorização do capital 
reputacional para a tomada de decisões, já que a valorização ou desvalorização desse 
capital em uma empresa pode influenciar os impactos econômicos, sociais e ambientais 
sobre os stakeholders, incluídos aí os acionistas.
Outras metodologias e ferramentas que incluem a governança alinhada à responsabilidade 
social corporativa, a questões ambientais e sociais, como o ESG, ASG em português 
(Ambientais, Sociais e de Governança), são tendências que avançam nas dinâmicas 
para sistematizar, monitorar e comunicar as práticas da governança com alinhamento 
aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU (Organizações das Nações 
Unidas). Nos próximos Percursos de Aprendizagem, continuaremos os estudos com o 
aprofundamento dos temas, ferramentas e correlação com a ética empresarial.
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Os estudos do Percurso de Aprendizagem II demonstraram como a ética empresarial, 
com base nos estudos científicos do campo da gestão, é aplicada pelos profissionais 
e as organizações para a tomada de decisões transparentes e com boas práticas da 
governança corporativa. Foram identificadas quais são as bases, métodos e técnicas 
podem ser utilizados, quais os impactos econômicos, sociais e ambientais gerados 
com base nas decisões para cada uma das partes interessadas que se relacionam com 
as organizações (acionistas, concorrentes, colaboradores, comunidade, fornecedores, 
Governos...), os chamados stakeholders. Para a prática da ética empresarial nos modelos 
de gestão, as ações de diagnosticar, gerenciar, monitorar e buscar a redução e a mitigação 
dos impactos tornam-se essenciais para as estratégias empresariais e a construção 
e consolidação do chamado capital reputacional. O capital reputacional é aquele que 
se refere ao valor tangível e intangível da reputação empresarial. A disponibilidade de 
manuais de boas práticas para a ética e a governança, com informações sistematizadas, 
implantadas e divulgadas por organizações como IBCG, Instituto Ethos, Bovespa, entre 
outras, facilita o acesso das empresas, de todos os segmentos e tamanhos, às práticas 
de governança.
RESUMO DO PERCURSO DE APRENDIZAGEM
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REFERÊNCIAS
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https://exame.com/negocios/os-dados-confirmam-boas-praticas-de-governanca-valorizam-acoes/
https://exame.com/negocios/os-dados-confirmam-boas-praticas-de-governanca-valorizam-acoes/
https://www.ibgc.org.br/blog/principios-de-governanca-corporativa
https://www.ibgc.org.br/blog/principios-de-governanca-corporativa
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https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788522121038
https://youtu.be/yz-oUHABAT8
https://youtu.be/yz-oUHABAT8
https://transparenciacorporativa.org.br/TI-TRAC-2018.pdf
https://transparenciacorporativa.org.br/TI-TRAC-2018.pdf
COORDENAÇÃO DA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
Coordenação Geral 
Andrea Chagas Alves de Almeida
Supervisão de Planejamento EAD 
Ana Flávia Beviláqua Melo
Supervisão de Recursos EAD 
Francisco Weslley Lima
Analista Educacional - Pedagógico 
Lara Meneses Saldanha Nepomuceno
Analista Educacional - Mídias 
Emanoel Alves Cavalcante
Projeto Instrucional 
Ana Lucia Do Nascimento 
Maria Mirislene Vasconcelos
Revisão Gramatical 
Janaína de Mesquita Bezerra 
José Ferreira Silva Bastos
UNIVERSIDADE DE FORTALEZA (UNIFOR)
Presidência 
Lenise Queiroz Rocha
Vice-Presidência 
Manoela Queiroz Bacelar
Reitoria 
Fátima Maria Fernandes Veras
Vice-Reitoria de Ensino de Graduação e Pós-Graduação 
Maria Clara Cavalcante Bugarim
Vice-Reitoria de Pesquisa 
José Milton de Sousa Filho
Vice-Reitoria de Extensão 
Randal Martins Pompeu
Vice-Reitoria de Administração 
José Maria Gondim Felismino Júnior
Diretoria de Comunicação e Marketing 
Ana Leopoldina M. Quezado V. Vale
Diretoria de Planejamento 
Marcelo Nogueira Magalhães 
Diretoria de Tecnologia 
José Eurico de Vasconcelos Filho 
Diretoria do Centro de Ciências da Comunicação e Gestão 
Danielle Batista Coimbra
Diretoria do Centro de Ciências da Saúde 
Lia Maria Brasil de Souza Barroso
Diretoria do Centro de Ciências Jurídicas 
Katherinne de Macêdo Maciel Mihaliuc
Diretoria do Centro de Ciências Tecnológicas 
Jackson Sávio de Vasconcelos Silva
AUTOR 
KATIANNY ESTIVAL
Pós-doutora em Administração. Professora Titular do 
Departamento de Ciências Administrativas e Contábeis 
da Universidade Estadual de Santa Cruz, desde 2007, 
em Ilhéus, Bahia. Professora integrante do Programa 
Academia, gerido pelo ICE (Inovação em Cidadania 
Empresarial). Mentora certificada pelo Global Mentoring 
Group. Atua em assessorias a empreendedores sociais e 
negócios de impacto. Atua como avaliadora do MEC/INEP. 
RESPONSABILIDADE TÉCNICA
Identidade Visual / Arte 
Francisco Cristiano Lopes de Sousa 
Paulo Renato Mendes Almeida
Editoração / Diagramação 
Emanoel Alves Cavalcante 
Rafael Oliveira de Souza 
Rebeka Melo Peres 
Régis da Silva Pereira
Produção de Áudio e Vídeo 
José Moreira de Sousa 
Pedro Henrique de Moura Mendes
Programação / Implementação 
Renan Alves Diniz 
Thais Rozas Teixeira

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