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Centro Universitário Uninter São Joaquim da Barra - São Paulo ATIVIDADE PRÁTICA DE DINÂMICA DOS CORPOS Conservação da quantidade de movimento e da energia mecânica Aluno: Gabriel Lupi de Oliveira RU: 5153588 2026 Gabriel Lupi de Oliveira - RU 5153588 - Atividade Prática de Dinâmica dos Corpos Página 2 1. Introdução A conservação da quantidade de movimento e a conservação da energia mecânica são princípios fundamentais da dinâmica dos corpos. A quantidade de movimento é uma grandeza vetorial que relaciona massa e velocidade e se conserva em sistemas nos quais a resultante das forças externas é nula. A energia mecânica, soma das energias cinética e potencial, se conserva quando apenas forças conservativas realizam trabalho. Nesta atividade foi realizado um experimento com um pêndulo e um carrinho, com o objetivo de analisar a transformação da energia potencial em cinética e o comportamento dos corpos durante uma colisão, considerada elástica. Em seguida, a desaceleração do carrinho foi determinada por meio das equações do Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV). 2. Objetivo Verificar experimentalmente e analisar teoricamente os princípios da conservação da quantidade de movimento e da energia mecânica em um sistema dinâmico. 3. Materiais utilizados • Painel magnético 500 x 650 mm • Hastes de 400 mm (macho e fêmea) e tripés tipo estrela com manípulo e sapatas • Fixadores e fixador magnético com haste • Conjunto de massas aferidas de 50 g com gancho • Barbante e transferidor • Carrinho e rampa com régua • Balança digital Gabriel Lupi de Oliveira - RU 5153588 - Atividade Prática de Dinâmica dos Corpos Página 3 4. Procedimento experimental Inicialmente, o painel magnético foi montado sobre os tripés e o ímã com o transferidor foi fixado ao painel. Uma extremidade do barbante foi presa à haste do ímã e a outra à massa de 50 g, formando o pêndulo. A rampa com régua foi posicionada no chão, com a massa ficando alguns centímetros acima da rampa. Em seguida, foram medidos o comprimento do barbante e as massas do pêndulo e do carrinho na balança digital. A massa do pêndulo foi afastada da vertical, mantendo o barbante tracionado, até o ângulo de soltura. Com o carrinho posicionado no zero da régua, a massa foi solta e colidiu com o carrinho. Por fim, foi medida a distância percorrida pelo carrinho até parar. Figura 1 - Montagem do painel magnético sobre os tripés. Figura 2 - Medição do comprimento do barbante. Gabriel Lupi de Oliveira - RU 5153588 - Atividade Prática de Dinâmica dos Corpos Página 4 Figura 3 - Massa do pêndulo na balança digital (50,170 g). Figura 4 - Massa do carrinho na balança digital (84,630 g). Figura 5 - Montagem completa antes do impacto. Figura 6 - Pêndulo afastado da vertical para leitura do ângulo no transferidor. Gabriel Lupi de Oliveira - RU 5153588 - Atividade Prática de Dinâmica dos Corpos Página 5 5. Dados experimentais Primeiro experimento Grandeza Valor Massa do pêndulo (m1) 50,170 g = 0,050 kg (usado nos cálculos: 0,05017 kg) Massa do carrinho (m2) 84,630 g = 0,085 kg (usado nos cálculos: 0,08463 kg) Comprimento do barbante (L) 37,500 cm = 0,375 m Ângulo de soltura 30,000 ° Distância percorrida pelo carrinho 75,000 mm = 0,075 m Gravidade (g) 9,810 m/s² Figura 7 - Posição final do carrinho na régua após o impacto (distância percorrida de 75 mm). 6. Cálculos e resultados Os cálculos completos, com todos os valores intermediários, foram feitos manualmente e estão nas folhas manuscritas anexadas ao final deste relatório. Valores com três casas decimais e arredondamento. Primeiro experimento Grandeza Resultado Altura h 0,050 m (h = 0,050240 m) Energia potencial inicial Ep 0,025 J Velocidade do pêndulo antes da colisão 0,993 m/s Velocidade do pêndulo após a colisão -0,254 m/s Velocidade do carrinho após a colisão 0,739 m/s Aceleração do carrinho -3,641 m/s² Gabriel Lupi de Oliveira - RU 5153588 - Atividade Prática de Dinâmica dos Corpos Página 6 7. Análise dos resultados e conclusões No primeiro experimento, o ângulo de soltura de 30,000° corresponde a uma altura de 0,050240 m. Pela conservação da energia mecânica, o pêndulo atinge o ponto mais baixo com 0,993 m/s. Considerando a colisão elástica, o carrinho adquire 0,739 m/s e o pêndulo volta com -0,254 m/s (sinal negativo, sentido contrário ao inicial). Como o carrinho percorreu 0,075 m até parar, sua aceleração foi de -3,641 m/s², isto é, uma desaceleração. Após a colisão, a única força relevante na direção do movimento do carrinho é o atrito (rolamento e eixos), que é praticamente constante. Por isso, as duas acelerações devem ser aproximadamente iguais, mesmo com ângulos diferentes: um ângulo maior aumenta a velocidade inicial do carrinho e, consequentemente, a distância percorrida, mas não altera a desaceleração. Eventuais diferenças entre os valores encontrados decorrem de incertezas de medição (leitura do ângulo e da distância), pequenas variações no atrito ao longo da rampa e do fato de a colisão real não ser perfeitamente elástica. 8. Principais fontes de incerteza • Leitura do ângulo no transferidor (paralaxe e alinhamento do barbante com a vertical). • Posição de soltura e ponto de impacto: o pêndulo deve atingir o carrinho no ponto mais baixo da trajetória. • Leitura da distância percorrida na régua, feita a olho nu. • Atrito de rolamento do carrinho, que pode variar ao longo da rampa. • Colisão real não perfeitamente elástica, com perda de energia por deformação e som. Anexo - Cálculos manuscritos (folha 1 de 2) Gabriel Lupi de Oliveira - RU 5153588 - Atividade Prática de Dinâmica dos Corpos Página 7 Anexo - Cálculos manuscritos (folha 2 de 2) Gabriel Lupi de Oliveira - RU 5153588 - Atividade Prática de Dinâmica dos Corpos Página 8