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18/08/2019 
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ESTUDO DIRIGIDO 1 
SISTEMA DIGESTÓRIO 
Profª. Dra. Aline de Sousa dos Santos 
Universidade do Estado do Rio de Janeiro 
Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes 
Licenciatura em Ciências Biológicas à Distância / Consórcio Cederj 
Disciplina de Corpo Humano 2 
 
Tópicos da aula: 
 Discussão das questões do ED1 
 Resumo de pontos importantes do módulo de digestório 
 
 O Estudo Dirigido 1 envolve os conhecimentos contidos nas aulas 14 a 18 do 
Corpo Humano II, relativos ao Sistema Digestório. 
 
 O ideal é que você estude todas as aulas pelo livro. 
 Os objetivos desta aula, da vídeo tutoria e do ED1 são: 
 - esclarecer dúvidas 
 - ampliar a discussão do tema 
 - sedimentar o conhecimento. 
 
Bom Estudo! 
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1) Em 08 de agosto se celebra o Dia Nacional de Combate ao Colesterol. Essa é uma campanha 
importante, pois os níveis de colesterol elevados comprometem a saúde. Indivíduos com níveis de 
colesterol alto no sangue são mais susceptíveis a desenvolverem, entre outras complicações, o 
cálculo biliar. Baseado (a) em seus conhecimentos sobre a secreção biliar, discuta os componentes 
da bile, suas funções e porque há formação de cálculos com o colesterol plasmático alto. 
 
 
 
Rever sobre a composição da bile e sua função (Aula 18) – Imagem 1 
 
• Falar dos componentes da bile, sobretudo dos ácidos biliares, além de 
colesterol, água, eletrólitos., fosfolipídios e bilirrubina Pode citar o papel 
dos sais biliares na emulsificação das gorduras e formação das micelas, 
fundamental para digestão das gorduras, transporte destes através do 
intestino e depois absorção de gorduras e de vitaminas lipossolúveis. 
 
• Os cálculos biliares são formados por excesso de colesterol eliminado na 
bile. 
 
Composição da bile 
Imagem 1A 
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Ação dos ácidos biliares 
Imagem 1B 
2) O que acontece com a secreção pancreática e o processo digestório quando há 
entrada de alimento rico em gorduras (lipídios) no duodeno. 
Lembrar da secreção pancreática, de suas funções e sua regulação: (Aula 17) – 
Imagem 2 
• O pâncreas libera 2 tipos de secreções no intestino: I) secreção hidroeletrolítica – rica 
em bicarbonato, sódio e água, que serve para neutralizar o quimo ácido, tornando o pH 
do intestino ideal para a ação das enzimas pancreáticas e também prevenindo danos 
na mucosa do intestino; II) secreção enzimática – formada por enzimas pancreáticas 
inativas (exceto a amilase pancreática), que são o tripsinogênio, quimiotripsinogênio, 
procolipase, procarboxipeptidase, profosfolipase. Essas enzimas após ativadas 
promoverão a quebra de moléculas de carboidratos, lipídios e proteínas. 
 
•A presença de ácidos graxos e proteínas no quimo estimula a secreção de CCK pelas 
células I duodenais, que estimulam a secreção de enzimas digestivas pelo pâncreas. 
Essas enzimas são liberadas na forma inativa, e a ativação ocorre devido a ação da 
enteroquinase produzida na mucosa duodenal, que transforma tripsinogênio em tripsina, 
que por sua vez, ativa as demais enzimas pancreáticas. A CCK também estimula a 
secreção e a liberação da bile pela vesícula biliar. 
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Regulação das secreções pancreáticas 
A REGULAÇÃO DA SECREÇÃO PANCREÁTICA 
 PELA SECRETINA E PELO CCK 
Secreção 
hidroeletrolítica 
Secreção 
serosa 
Imagem 2A 
Secreção enzimática pancreática 
Vander, Sherman e Luciano, 1997
A secreção serosa pancreática: 
a ativação das pró-enzimas pancreáticas no intestino delgado pela 
enteroquinase (da borda-em-escova) 
Quimiotripsinogênio 
Pró-carboxipeptidase 
Pró-colipase 
Pró-fosfolipase 
Quimiotripsina 
Carboxipeptidase 
Colipase 
Fosfolipase 
Imagem 2B 
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Secreção hidroeletrolítica do pâncreas 
Importância da secreção hidroeletrolítica pancreática, rica em HCO3
-, 
Na+ e água na digestão 
 
 
 
NaHCO3 + HCl  NaCl + H2O + CO2 (reabsorção) 
Imagem 2C 
3) Porque quando olhamos um alimento saboroso próximo à hora do almoço, temos uma 
sensação de ardor no estômago e até uma queimação algumas vezes, como se já houvesse 
presença de ácido no estômago. Baseado em seus conhecimentos sobre as fases e o controle 
da secreção gástrica explique essa situação descrita acima. 
 
 
 
Comentar as fases da secreção gástrica: (Aula 16) – Imagem 3 
• Fase cefálica – ocorre secreção gástrica por reflexo condicionado (visão, odor, paladar, 
pensamento). Reflexos condicionados via nervo vago estimula plexo nervoso entérico que 
libera acetilcolina e estimula céls parietais a liberar HCl e céls ECL a liberar histamina que, 
por sua vez, estimula as céls parietais. Plexo entérico também libera GRP que estimula as 
céls G a produzir gastrina, que estimula cél ECL e céls parietais. Esses mecanismos promovem 
aumento da secreção gástrica. 
• Fase gástrica – ocorre por distensão antral e presença de alimentos no estômago. A 
distensão gástrica estimula o plexo nervoso entérico que libera Acetilcolina e GRP. 
Acetilcolina estimula liberação de histamina e HCl, pelas céls ECL e parietais, 
respectivamente. GRP estimula liberação de gastrina e consequente aumento da secreção 
gástrica. O aumento de HCl estimula céls D a produzir somatostatina para inibir céls G e céls 
ECL. 
• Fase intestinal – inibição da secreção gástrica e esvaziamento gástrico por mecanismos que 
iniciam no duodeno e jejuno. A presença de ácidos graxos, um ambiente hiperosmótico e a 
acidez no lúmen duodenal estimulam céls endócrinas na mucosa duodenal e promovem 
secreção de enterogastronas (CCK e secretina) que inibem céls G e céls parietais, diminuindo 
a secreção gástrica. 
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Imagem 3A 
Fases da secreção gástrica 
 FASE CEFÁLICA 
 - Reflexo condicionado 
 visão 
 odor 
 paladar 
 pensamento 
 FASE GÁSTRICA 
 - Distensão antral 
 - Alimentos no estômago 
 FASE INTESTINAL 
 - Mecanismos que se 
originam no duodeno e 
jejuno 
Fase cefálica 
Imagem 3B 
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Fase gástrica 
Imagem 3C 
Fase intestinal 
Imagem 3D 
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Lembrar onde ocorre digestão de proteínas ao longo do TGI e as enzimas que 
promovem essa digestão (Aula 16 e 17) – Imagem 4 
 
• A digestão proteica inicia no estômago com ação da enzima pepsina, que 
digere proteínas. As células principais do estômago liberam o 
pepsinogênio, enzima inativa, que é ativada por ação do ácido clorídrico, 
em pH ácido, liberado pelas células parietais. 
• A digestão proteica continua no duodeno com ação das enzimas 
pancreáticas quimiotripsina, tripsina, elastase e carboxipeptidase. Essas 
enzimas foram ativadas por ação da tripsina, enzima pancreática ativada 
pela enteroquinase. 
• A digestão proteica termina com a ação das enzimas peptidases da borda 
em escova dos enterócitos do intestino delgado, os quais promovem a 
quebra dos oligopeptideos em aminoácidos, e sua absorção. 
4) Explique em que locais e como ocorre a digestão de proteínas ingeridas durante 
a alimentação. 
 
 
Interação entre células parietais e principais 
Imagem 4A 
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Secreção enzimática pancreática 
Vander, Sherman e Luciano, 1997
A secreção serosa pancreática: 
a ativação das pró-enzimas pancreáticas no intestino delgado pela 
enteroquinase (da borda-em-escova) 
Quimiotripsinogênio 
Pró-carboxipeptidase 
Pró-colipase 
Pró-fosfolipase 
Quimiotripsina 
Carboxipeptidase 
Colipase 
Fosfolipase 
Imagem 4B 
Enzimas no intestino delgado 
Enzimas da borda-em-escova para a digestão final de proteínas e carboidratos 
Imagem 4C 
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5) A vida urbana é corrida e faz com que as pessoas não sigam uma alimentação saudável. Muitas vezes 
os indivíduos ingerem alimentos na rua sem o devido controle sanitário e podem apresentar 
gastroenterite (infecção gástrica e intestinal), com diarreia. Explique que movimentos estão presentes no 
intestino grosso e podem estar acelerados por umalimento contaminado, levando à um aumento da 
frequência de evacuações. 
Rever os movimentos do intestino grosso (Aula 18) – Imagem 5 
 
• No intestino grosso temos movimento de segmentação (haustrações) que 
mistura ainda o conteúdo alimentar para que haja alguma absorção nas 
primeiras porções do intestino grosso; ocorre também peristalse que 
impulsiona lentamente as fezes para as porções finais do colo. Algumas 
vezes ao dia grandes porções do colo, sobretudo o colo descendente, se 
contrai e empurra as fezes para o reto, desencadeando o reflexo de 
defecação – esse é o movimento de massa. 
• Quando um alimento estragado ou um enterovírus irritam as mucosas do 
estômago e intestino ocorre aceleração desses movimentos e consequente 
diarreia. 
 
 
 
 
Imagem 5A 
Segmentação – movimento de mistura 
Peristaltismo – movimento de propulsão do bolo alimentar 
Movimentos do intestino 
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Haustrações Movimentos de massa 
Imagem 5B 
Movimentos do intestino 
Aumento do trânsito intestinal 
Diminui absorção de água no 
delgado 
Fluido no cólon ultrapassa 
capacidade absortiva 
DIARREIA 
Imagem 5C 
Diarreia 
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Para saber mais...

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