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1 SUMÁRIO 1. TEMA 1 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 3 g) LUVAS PARA COMBATE A INCÊNDIO 7 h) BOTAS DE INCÊNDIO 8 i) COLOCAÇÃO DO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO CONTRA O FOGO 9 j) PREPARAÇÃO DA CALÇA E BOTAS 9 k) COLOCAÇÃO DOS EPI 9 l) INSPEÇÃO FINAL ANTES DE ENTRAR NA ÁREA DE RISCO 10 m) EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO QUÍMICA 10 n) ROUPAS DE PROTEÇÃO QUÍMICA 11 2. TEMA 2 – PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 17 3. TEMA 3 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 30 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 38 www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 2 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife MÓDULO 3 – EPI - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL/ EPR - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA 1. TEMA 1 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL a) OBJETIVOS ESPECÍFICOS - TEÓRICOS/ PRÁTICOS Ao final do tema o aluno deverá ser capaz de: Conhecer os equipamentos de proteção individual para proteção da cabeça, olhos e face, proteção auditiva, proteção respiratória, tronco, membros superiores, membros inferiores e corpo inteiro, em conformidade com as Normas Brasileiras específicas para combate a incêndio, nacionais e, na falta de Normas Brasileiras, adotar Normas Internacionais e vestir o EPI; b) DEFINIÇÃO DE EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL Os equipamentos de proteção individual do bombeiro são elementos fundamentais para a sua atuação em ações de combate a incêndio. Nos incêndios podemos encontrar diversos riscos, tais como os proporcionados por calor elevado, riscos elétricos, desabamentos de estruturas ou de partes da estrutura, explosões, riscos de contusões, quedas de nível, entre outros. Esses riscos podem ocasionar ao bombeiro lesões graves ou até fatais. Desta forma há que se proteger o bombeiro pela utilização dos equipamentos de proteção individual. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, considera-se Equipamento de Proteção Individual (EPI) todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho. Segundo o Corpo de Bombeiros do Estado de São Paulo, considera-se EPI como sendo todo equipamento ou dispositivo de uso pessoal destinado a preservar a integridade física do bombeiro ao desempenhar suas missões. O bombeiro deve atentar para o fato de que cada EPI foi concebido para uma finalidade específica, não podendo desviar seu emprego e desrespeitar os limites de utilização. É importantíssimo que o EPI seja utilizado corretamente. Para tanto, deve-se instruir devidamente o usuário, explicando-lhe as finalidades do uso e a maneira correta de usá-lo. Devemos ter em mente que, o uso correto do equipamento adequado ao risco existente, produz um trabalho seguro e eficaz. O uso inadequado ou incorreto traz prejuízos ao bombeiro e ainda o expõe a riscos desnecessários. Lembramos que o EPI não torna o bombeiro imune a todos os riscos e nem evita que ele sofra algum acidente. Seu principal objetivo é evitar danos à integridade física do usuário e minimizar as consequências dos acidentes. Isso significa que mesmo utilizando devidamente o equipamento, o bombeiro deve evitar se expor aos riscos, pois como já dissemos, o EPI apenas diminui os danos causados pelos acidentes, mas não consegue evitar que os acidentes ocorram. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 3 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Cada bombeiro deve ter consciência de que o uso do EPI é obrigatório e que ele melhora a sua capacidade técnico-operacional. Primando pela qualidade do EPI e pela segurança do usuário, é importante que os responsáveis pela aquisição exijam que os EPI possuam o Certificado de Aprovação (CA) expedido pelo Ministério do Trabalho e o Certificado de Registro de Fabricante (CRF), ou ainda as certificações internacionais para equipamentos específicos. Abordaremos os EPI utilizados pelos bombeiros nos diversos serviços operacionais. c) ROUPA PARA COMBATE A INCÊNDIO (ROUPA DE APROXIMAÇÃO) As roupas de aproximação são projetadas para proporcionar proteção limitada contra o calor e chamas. Elas devem, também, oferecer razoável proteção química contra substâncias que podem existir no local da ocorrência, sem, contudo, reduzir a capacidade de mobilidade do bombeiro, devendo ainda, serem confortáveis, leves e de fácil colocação. As roupas devem possuir partes refletivas de alta reflexibilidade, de forma a permitir uma melhor visualização do bombeiro em ambientes escuros ou que apresentem dificuldades para uma boa visibilidade. O blusão oferece proteção para o tronco e membros superiores, e a calça para o quadril e membros inferiores. As roupas de aproximação, quando utilizadas em operações de salvamento não relacionadas a incêndios, operações de atendimento pré-hospitalar, e desencarceramento de vítimas, devem ainda, oferecer proteção contra: ● Penetração de alguns fluidos de automóveis e alguns outros produtos químicos; ● Penetração de sangue e outros fluidos corporais; ● Chuva e jatos d’água de mangueiras; e ● Clima frio. O combate a incêndio é uma atividade ultra arriscada e inevitavelmente perigosa. Para reduzir os riscos de morte, queimaduras, ferimentos, doenças e enfermidades, você deve ler cuidadosamente e seguir estritamente todas as recomendações técnicas de combate a incêndio, bem como as instruções de uso da roupa de proteção e demais equipamentos. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 4 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Muitas roupas de combate a incêndio são constituídas de três camadas: uma estrutura externa, uma barreira de umidade e um forro térmico. Tipicamente, a barreira de umidade e o forro térmico são costurados juntos para constituir o sistema do forro interno. Em alguns modelos, este forro interno pode ser removido para limpeza, inspeção e descontaminação. Se estiverem sujas e/ou molhadas, antes de guardá-las, devem ser limpas e/ou postas a secar. d) VERIFICAÇÃO DE SOBREPOSIÇÃO O teste de sobreposição de toda vestimenta de proteção lhe dará a garantia de que você está utilizando equipamentos de tamanho correto e com isso, estará bem protegido. Para realizar o teste, é necessário colocar todos os equipamentos e verificar se existe sobreposição adequada entre o blusão e as calças, as calças e as botas, o blusão e as luvas, e a balaclava e o blusão. Você precisará da ajuda de um colega bombeiro civil para verificar essas áreas importantes. Para verificar a sobreposição, os seguintes testes devem ser executados enquanto vestindo seu conjunto de proteção e sem estar usando o equipamento autônomo de respiração: 1º- Na posição em pé, levante os braços acima da cabeça o mais alto possível com as mãos juntas. Não deve haver menos do que 5 cm de sobreposição da borda inferior do forro interno do blusão com o topo das calças. 2º- Na posição em pé, com os braços levantados acima da cabeça tão longe quanto possível e com suas mão juntas, curve-se para frente a um ângulo de 90º, para a esquerda ou para a direita, e para trás. Não deve haver menos do que 5 cm de sobreposição da borda inferior do forro interno do blusão com o topo da calça. 3º- Certifique-se de que a borda inferior de suas calças se sobrepõe ao topo de suas botas por cerca de 10 a 15 cm. 4º- Certifique-se de que os punhos do blusão se sobrepõem ao cano de suas luvas por vários centímetros,negativo, expirar com mais força, isto deverá liberar a válvula. Se, mesmo assim, o ar não sair pela válvula de exalação, trocar a peça facial. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 31 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife IMPORTANTE A abertura do registro de liberação do ar deve ser feita até o final da rosca, retornando em seguida ¼ de volta. l) VERIFICAÇÕES DE SEGURANÇA Devem ser sempre executadas antes da utilização de cada cilindro, ou diariamente, quando da passagem de serviço. PROVA DE VEDAÇÃO A ALTA PRESSÃO ● Acoplar a válvula de demanda à mangueira de alta pressão, abrir o registro do cilindro e ler a pressão indicada no manômetro. Fechar o registro do cilindro. A pressão deve permanecer inalterada durante um minuto. ● Sempre acionar o botão de descarga para despressurizar o sistema; com isto, se conseguem desacoplar as conexões com facilidade. ENSAIO DO SINAL DE ALARME ● Abrir o registro do cilindro por um curto espaço de tempo e, depois, voltar a fechá-lo. ● Depois, cuidadosamente, liberar o ar pela válvula de demanda, observando o manômetro. O sinal de alarme deve soar quando a pressão do manômetro for de 40/50 Bar. O assobio não diminui de intensidade senão quando o ponteiro do manômetro chegar ao batente correspondente ao zero. AUTONOMIA O tempo de autonomia da máscara autônoma de ar comprimido é condicionado à pressão do ar interna do cilindro, ao volume do cilindro e à atividade (consumo de ar). AUTONOMIA = VOLUME X PRESSÃO CONSUMO Para efeito de cálculo, o bombeiro em atividade consome, em média, 50 litros de ar por minuto. A pressão a ser considerada deve ser a pressão nominal total do cilindro menos a pressão reserva para abandono de local, que em geral é de 50 Bar. Exemplo de cálculo para um cilindro com volume de 7 litros e pressão de 300 Bar: A= (V x P)/C A = (7 x 300)/50 A = 42 minutos www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 32 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife m) INSPEÇÃO E MANUTENÇÃO ANTES DO USO OU DURANTE A PASSAGEM DO SERVIÇO ● Verificar a carga do cilindro, mantendo-o sempre cheia; ● Verificar o funcionamento do registro de liberação do ar, da válvula de demanda de ar, da vedação a alta pressão, e do sinal de alarme. ● Verificar e ajustar a sela ao seu tamanho (já vestido o EPI). APÓS O USO ● Inspecionar cuidadosamente o equipamento. Lavar a máscara facial com água e sabão neutro, deixando-a secar a sombra; ● Limpar todo o equipamento e assegurar-se de que esteja seco antes de guardá-lo no local apropriado; ● Trocar o cilindro por outro plenamente cheio. Verificar o funcionamento das válvulas do cilindro e demanda de ar, mantendo-as fechadas. Retirar todo o ar do conjunto regulador; ● Armazenar o equipamento. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 33 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife 4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BRASIL. Polícia Militar do Estado de São Paulo. Corpo de Bombeiros. Manual de Fundamentos de Bombeiros – 2ª Edição: [São Paulo-SP], 2006. BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego - MTBE. Lei nº 6.514 de 22 de dezembro de 1977 - Norma Regulamentadora nº 6 - NR 6 – Equipamento de Proteção Individual: [Brasília-DF], 1978. BRASIL. Comando da Aeronáutica. Diretoria de Engenharia da Aeronáutica. Divisão de Contra-Incêndio. Apostila de Segurança no Trabalho: [Rio de Janeiro-RJ], 2008. BRASIL. Polícia Militar do Estado de São Paulo. Corpo de Bombeiros. Coletânea de Manuais Técnicos de Bombeiros nº 17. Equipamentos de Proteção Individual e de Proteção Respiratória: [São Paulo-SP], 2006. BRASIL. Polícia Militar do Estado de São Paulo. Corpo de Bombeiros. Coletânea de Manuais Técnicos de Bombeiros nº 21. Atendimento a Emergências Com Produtos Perigosos: [São Paulo-SP], 2006. BRASIL. Polícia Militar do Estado de São Paulo. Corpo de Bombeiros. Coletânea de Manuais Técnicos de Bombeiros nº 26. Salvamento em Altura: [São Paulo-SP], 2006. BRASIL. Dräger Indústria e Comércio Ltda. Site: www.draeger.com.br/. Safety Division. Proteção Individual. Equipamentos de Respiração de Ar Comprimido: [Brasil], 2009. BRASIL. SITE WIKIPÉDIA EM PORTUGUÊS http://pt.wikipedia.org/wiki/Kevlar BRASIL. Aula de Proteção Auditiva. www.segurancaetrabalho.com.br/download/protecao-auditiva.ppt#8 BRASIL. Aula de Proteção Auditiva. Professor Henrique - ww.segurancaetrabalho.com.br/download/protecao-henrique.ppt#15 BRASIL. Polícia Militar do Estado de São Paulo. Corpo de Bombeiros. Instrução Técnica nº 03 –Terminologia de Segurança Contra Incêndio: [São Paulo-SP], 2004. BRASIL. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de janeiro. Manual do Grupamento de Busca e Salvamento: [Rio de Janeiro-RJ], 2008. BRASIL. Centrais Impressoras Brasileiras LTDA. Edil Daubian Ferreira. Segurança. Volume 4. Equipamentos de Bombeiro: [São Paulo-SP], 1985. BRASIL. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de janeiro. Manual de Equipamentos de Salvamento do Curso de Soldados: [Rio de Janeiro-RJ], 2008. BRASIL. Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de janeiro. Manual do Curso de Formação de Soldados: [Rio de Janeiro-RJ], 2008. BRASIL. Polícia Militar do Estado de São Paulo. Corpo de Bombeiros. Curso de Bombeiros para Sargentos - CBS. Apostila de Voltas e Nós: [São Paulo-SP], 1993. 83 DIRENG BRASIL. Polícia Militar do Estado de São Paulo. Corpo de Bombeiros. Manual Técnico de Bombeiros 03. Salvamento Terrestre: [São Paulo-SP], 2006. BRASIL. Polícia Militar do Estado de São Paulo. Corpo de Bombeiros. Manual Técnico de Bombeiros 26. Salvamento em Altura: [São Paulo-SP], 2006. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 34 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlifenão deixando nenhuma falha onde os seus punhos possam ser expostos. 5º- Certifique-se de que a gola do blusão se sobrepõe à balaclava por vários centímetros, não deixando nenhuma falha onde o pescoço possa ser exposto. e) CAPACETE PARA COMBATE A INCÊNDIO O Capacete deve oferecer proteção adequada para a cabeça, face e olhos quanto a exposições ao calor e a impactos, sem, contudo, reduzir a capacidade de audição e visibilidade por parte do bombeiro civil. O capacete de combate a incêndio deve oferecer a possibilidade de itens opcionais e acessórios que o qualifique e classifique como um equipamento superior a um simples capacete, visto que ele deve assegurar e garantir as seguintes condições: a) Proteção total e multidirecional da cabeça contra impactos, produtos químicos corrosivos, radiação de calor e descargas elétricas; www.prevlifecursos.com – Av. 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O capacete é um dos componentes do EPI de combate a incêndio que tem como características: ● Resistir a impactos, perfurações, calor e descargas elétricas; ● Proporcionar proteção adequada para a cabeça, coluna cervical e face; ● Permitir o uso simultâneo de: proteção facial; máscara autônoma; e/ou sistema de comunicação. Os Bombeiros Militares utilizam capacetes das marcas Gallet ou MSA Gallet, Pacific e Bullard. Porém, o modelo padrão mais difundido, por sua maior proteção e versatilidade, em relação aos demais, é o capacete Gallet F1. O Gallet F1 é construído em Kevlar, com carneira regulável permitindo a adaptação a diversos tamanhos de crânios. Possui duas viseiras, ambas em policarbonato, sendo uma para proteção a impactos mecânicos e a outra, além dessa função, também possui ação refletiva para proteção contra raios infravermelhos. Dispõem de suporte para colocação de lanterna e de sistema de radiocomunicação e protetor para o pescoço (região cervical). O capacete deve ser inspecionado diariamente ao assumir o serviço e sempre após ter sido utilizado. Na inspeção o bombeiro deve efetuar o ajuste da carneira ao tamanho de sua cabeça e verificar a carga das pilhas da lanterna se este tiver uma lanterna acoplada. Se estiver sujo e/ou molhado, antes de guardá-lo, deve ser limpo e/ou posto a secar. Para tanto o capacete permite ser totalmente desmontado. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 6 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife f) BALACLAVA Touca destinada a proteção térmica da região da cabeça, face e pescoço, com espaço para a utilização da máscara autônoma. Fabricada em material resistente ao fogo é ela quem protege efetivamente a cabeça do calor do incêndio, não sendo, como muitos julgam, apenas um acessório. Por questões de higiene é importante que cada bombeiro possua a sua. Uma boa balaclava é aquela que possua dupla face e que se prolongue para o peito e para as costas, sendo que suas extremidades (frente e costas) devem possuir comprimento suficiente para atingir a linha das axilas, de forma a não permitir que o pescoço, e as partes superiores do peito e das costas do bombeiro fiquem expostos. Se estiver suja e/ou molhada, antes de guardá-la, deve ser limpa e/ou posta a secar. Fabricada com materiais retardantes à ação do calor, de produtos químicos e de ações abrasivas. Possuí trama colocada de tal forma que faz com que a água escorra em sua superfície, dificultando a sua penetração. Faixas refletivas facilitam a visualização do bombeiro. g) LUVAS PARA COMBATE A INCÊNDIO Devem oferecer proteção adequada para as mãos quanto a exposições ao calor, objetos cortantes ou perfurantes e razoável proteção química contra substâncias que podem existir nos locais das ocorrências, sem, contudo, reduzir a capacidade de maneabilidade do bombeiro, devendo, ainda, serem confortáveis, leves e de fácil colocação. As luvas para combate a incêndio devem possuir resistência à abrasão, estanqueidade de fora para dentro, de forma a proporcionar maior proteção para as mãos, e permitir respiração cutânea de dentro para fora. Confeccionada em couro macio com constituição interna em NOMEX. Deve proporcionar proteção térmica e mecânica. Em virtude de dificultarem o movimento das mãos e, principalmente, dos dedos, o seu uso tem encontrado resistência entre os www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 7 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife bombeiros, substituindo-a por outros tipos de luvas. É importante, contudo, ressaltar que apenas as luvas próprias para combate a incêndio proporcionam a efetiva proteção contra o calor num ataque direto ao fogo. Se estiverem sujas e/ou molhadas, antes de guardá-las, devem ser limpas e/ou postas a secar. h) BOTAS DE INCÊNDIO Devem oferecer proteção adequada para os pés e pernas quanto a exposições ao calor, objetos cortantes ou perfurantes, impactos nos pés, além de razoável proteção contra substâncias químicas que podem existir nos locais de ocorrência, sem, contudo, reduzir a capacidade de maneabilidade do bombeiro, devendo, ainda, serem confortáveis, leves e de fácil colocação. Elas devem possuir ainda, resistência à abrasão, estanqueidade de fora para dentro, de forma a proporcionar maior proteção para os pés e pernas, bem como possuírem partes refletivas de alta reflexibilidade, de forma a permitir uma melhor visualização do bombeiro em ambientes escuros ou que apresentem dificuldades para uma boa visibilidade. Uma boa bota deve ser reforçada por dentro com uma palmilha grossa e almofadada, para maior conforto do bombeiro. Deve possuir protetor de aço nas pontas dos pés para proteção contra queda de objetos e impactos, possuir uma camada de aço flexível na intersola para proteção contra objetos cortantes e perfurantes, possuir uma proteção de aço superior na canela e possuir uma estrutura reforçada nas laterais e na parte superior do pé para proteção contra cortes. Deve possuir resistência química e alças resistentes que permitam colocá-las com firmeza e rapidez. As botas devem ser inspecionadas diariamente ao assumir o serviço e sempre após ter sido utilizada. Na inspeção da passagem de serviço o bombeiro, caso não possua bota própria, deve procurar uma bota de tamanho compatível a ele, de forma que durante o uso não fiquem muito apertadas ou muito grandes, dificultando seus movimentos. Se estiverem sujas e/ou molhadas, antes de guarda-las, devem ser limpas e/ou postas a secar. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 8 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife i) COLOCAÇÃO DO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO CONTRA O FOGO O serviço de bombeiros atuatanto na área preventiva como na área operacional (atendimento emergencial). Nesta segunda, por lidar com emergências, uma das necessidades que se tem é o pronto atendimento às solicitações, de forma profissional, técnica e no menor tempo resposta possível. Desta forma, é necessário que o bombeiro esteja sempre em condições de atuar o mais prontamente possível. Para tanto, várias medidas tem de ser implementadas, entre elas a colocação rápida e correta de seus EPI. Sendo assim, mostraremos a seguir uma sequência de ações onde o bombeiro realiza uma preparação inicial da calça e botas de combate a incêndio, de forma a deixá-las prontas para uso imediato e, posteriormente, uma sequência de ações onde o bombeiro realiza a colocação rápida de seu equipamento de proteção individual e de proteção respiratória, caso venha a ser acionado para uma emergência. j) PREPARAÇÃO DA CALÇA E BOTAS 1º- Tirar os calçados e vestir a calça; 2º- Colocar os suspensórios; 3º- Fechar a calça; 4º- Realizar os ajustes finais; 5º- Coloque as botas; 6º- Arrumar a calça de modo que ela fique por cima do cano das botas; 7º- Tirar o suspensório, abrir a calça e retirá-la do corpo; 8º- Abaixar a calça de modo que as pernas dela fiquem envolvendo o cano das botas; 9º- Retirar os pés das botas, um de cada vez; 10º- A calça e as botas estão prontas para a colocação rápida. k) COLOCAÇÃO DOS EPI 1º- Retirar os calçados e colocar os pés dentro das botas, um de cada vez; 2º- Puxe a calça para cima; 3º- Coloque o Suspensório e feche a calça; 4º- Pegue a balaclava e enrole-a; 5º- Coloque a balaclava, desenrolando-a e ajustando-a; 6º- Vista o blusão de modo que a gola fique por cima da balaclava; 7º- Feche o blusão e faça os ajustes finais, certificando que a gola está por cima da balaclava; 8º- Apoie o cilindro no joelho e segure lateralmente na placa suporte, de modo que a válvula fique para frente; 9º- Passe a placa suporte por cima da cabeça em direção às costas, de modo que as alças fiquem posicionadas sobre os ombros; 10º- Ajuste as alças do equipamento autônomo de respiração; 11º-Prenda o cinto; 12º- Coloque a alça da máscara no pescoço e abaixe a balaclava até o pescoço; 13º- Coloque a máscara e ajuste os tirantes inferiores e os superiores e em seguida faça o teste de vedação; 14º- Recoloque a balaclava de maneira a cobrir a máscara e a proteger o pescoço; 15º- Feche a gola do blusão; 16º- Coloque o capacete e faça os ajustes necessários; 17º- Puxe com os dedos o punho interno do blusão e coloque a luva; www.prevlifecursos.com – Av. 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Verifique se a bainha traseira do blusão não está perigosamente presa nos arreios da máscara autônoma, se o capuz e as luvas estão colocados corretamente, e se todos os fechamentos estão adequadamente presos. m) EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO QUÍMICA Os EPI de proteção química não reduzem o risco ou perigo, apenas adequam o bombeiro ao meio e ao grau de exposição ao risco. A finalidade desses equipamentos é preservar a saúde dos bombeiros em ambientes hostis, proporcionando proteção cutânea e respiratória. As roupas devem ser utilizadas em conjunto com a proteção respiratória. É fundamental selecionar uma roupa confeccionada em material que apresente a maior resistência possível ao ataque de produtos químicos. O estilo da roupa é também importante e varia de acordo com a possibilidade de contaminação (se existe possibilidade de contato com contaminante gasoso presente no ar ou a possibilidade de contato direto com contaminante líquido através de respingos). Outros critérios para seleção devem ser considerados, incluindo a probabilidade da exposição, facilidade de descontaminação, mobilidade com a roupa e durabilidade da roupa. Uma variedade de materiais de confecção está disponível para a fabricação das roupas de proteção química. Cada um desses materiais fornece um grau de proteção à pele contra uma gama de produtos, mas nenhum material fornece a máxima proteção contra todos os produtos químicos. A roupa de proteção selecionada deve ser confeccionada em material que forneça a maior resistência contra o produto conhecido ou que possa estar presente no local da emergência. A seleção adequada da roupa de proteção pode minimizar o risco de exposição a produtos químicos, mas não protege contra riscos físicos tais como fogo, radiação e eletricidade. O uso de outros equipamentos de proteção também é importante para fornecer completa proteção aos bombeiros. A proteção à cabeça é fornecida por capacetes rígidos; proteção para os olhos e face por máscaras resistentes a impactos; a proteção aos pés e mãos é fornecida pelas botas e luvas resistentes a produtos químicos. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 10 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife n) ROUPAS DE PROTEÇÃO QUÍMICA As roupas são classificadas quanto ao estilo, uso, material de confecção e níveis de proteção. QUANTO AO ESTILO A) ROUPA ENCAPSULADA Totalmente encapsulada, esta roupa é confeccionada em peça única que envolve (encapsula) totalmente o usuário. Botas, luvas e o visor estão integrados à roupa, mas podem ser removíveis. Se assim for, essas partes são conectadas à roupa por dispositivos que a tornam à prova de gases e vapores. O zíper deve fornecer perfeita vedação contra gases e vapores. Obrigatoriamente a roupa deve ser submetida a testes de pressão para assegurar sua integridade e máxima proteção contra gases. A proteção respiratória e o ar respirável são fornecidos por um conjunto autônomo de respiração com pressão positiva utilizado internamente à roupa, ou por uma linha de ar mandado que mantém pressão positiva dentro da roupa. A roupa de encapsulamento é utilizada, principalmente, para proteger o usuário contra gases, vapores e partículas tóxicas no ar. Além disso, protege contra respingos de líquidos. A proteção que a roupa fornece contra uma substância química depende do material utilizado para a sua confecção. Uma vez que a roupa não possui ventilação, há sempre o perigo de acúmulo de calor, podendo resultar numa situação de risco para o usuário. Devido à complexidade de colocação, o usuário precisa de auxílio para vestir a roupa. Há uma grande variedade de acessórios que podem ser utilizados em conjunto com esta roupa, visando dar conforto e praticidade operacional, como, por exemplo, colete para refrigeração, sistema de rádio e botas com tamanho dois números acima do usual. B) ROUPA NÃO ENCAPSULADA A roupa de proteção química não encapsulada, normalmente chamada de roupa contra respingos químicos, não apresenta a proteção facial como parte integrante. Um conjunto autônomo de respiração ou linha de ar pode ser utilizado externamente à roupa. A roupa contra respingos pode ser de dois tipos: ● Uma peça única, do tipo macacão, ou ● Conjunto de calça e jaqueta. Qualquer um dos tipos acima pode incluir um capuz e outros acessórios. A roupa não encapsulada não foi projetada para fornecer a máxima proteção contra gases, vapores e partículas, mas apenas para proteção contra respingos. Na verdade, a roupa contrarespingos pode ser completamente vedada com a utilização de fitas de vedação nos pulsos, tornozelos e pescoço não permitindo a exposição de qualquer parte do corpo; no entanto, tal roupa não é considerada à prova de gás. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 11 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife QUANTO AO USO As roupas de proteção química podem ser de uso permanente ou descartável. Geralmente as roupas descartáveis apresentam um custo mais baixo, podendo ser usadas uma única vez e serem descartadas após o uso. No caso das roupas de uso permanente, pode-se utilizá-las quantas vezes seu estado de conservação permitir. (ROUPA DESCARTÁVEL) QUANTO AO NÍVEL DE PROTEÇÃO A) NÍVEL A DE PROTEÇÃO Deve ser utilizado quando for necessário o maior índice de proteção respiratória, à pele e aos olhos. É composto de: aparelho autônomo de respiração com pressão positiva ou linha de ar mandado, roupa de encapsulamento completo, luvas internas e externas, botas resistentes a produtos químicos, capacete interno à roupa e rádio comunicador. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 12 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife B) NÍVEL B DE PROTEÇÃO Deve ser utilizado quando for necessário o maior índice de proteção respiratória, porém a proteção para a pele encontra-se num grau inferior ao Nível A. É composto de: aparelho autônomo de respiração com pressão positiva, roupa de proteção contra respingos químicos confeccionada em 1 ou 2 peças, luvas internas e externas, botas resistentes a produtos químicos, capacete e rádio comunicador. C) NÍVEL C DE PROTEÇÃO Deve ser utilizado quando se deseja um grau de proteção respiratória inferior ao Nível B, porém com proteção para a pele nas mesmas condições. É composto de: aparelho autônomo de respiração sem pressão positiva ou máscara facial com filtro químico; roupa de proteção contra respingos químicos confeccionada em 1 ou 2 peças; luvas internas e externas, botas resistentes a produtos químicos, capacete e rádio comunicador www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 13 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife D) NÍVEL D DE PROTEÇÃO Deve ser utilizado somente como uniforme ou roupa de trabalho e em locais não sujeitos a riscos ao sistema respiratório ou a pele. Este nível não prevê qualquer proteção contra riscos químicos. É composto de: macacões, uniformes ou roupas de trabalho (EPI de bombeiro); botas ou sapatos de couro ou borracha resistentes a produtos químicos; óculos ou viseiras de segurança e capacete. LUVAS DE PROTEÇÃO QUÍMICA Os materiais mais utilizados na confecção de luvas de proteção química são: ● Álcool polivinílico (PVA); ● Borracha natural; ● Borracha nitrílica (acrilonitrila e butadieno); ● Borracha butílica (isobutileno e isopreno); ● Cloreto de polivinila (PVC); ● Neoprene; ● Polietileno (PE); ● Poliuretano (PV); ● Viton. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 14 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife BOTAS DE PROTEÇÃO QUÍMICA Os materiais mais utilizados na confecção de botas de proteção química são: ● Neoprene; ● Borracha Butílica; ● PVC; ● PVC com Borracha Nitrílica; e ● Diversas formulações de borracha. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO AUDITIVA São equipamentos destinados a preservar a audição. a) Tipo concha - Constituído de um arco provido de dois abafadores em forma de concha que envolve as orelhas. Existem muitos modelos diferentes. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 15 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife b) Protetores tipo plug de borracha - Trata-se de um plug constituído de borracha que é introduzido no canal auditivo. Para introduzi-lo de maneira correta, é necessário puxar a orelha para cima. Existem muitos modelos diferentes. É necessário que o usuário escolha um que melhor se adapte ao seu canal auditivo. c) Protetores tipo plug moldável - Trata-se de um plug constituído de material espumoso que ao ser introduzido no canal auditivo, se molda ao formato dele. É necessário afiná-lo para depois introduzi-lo. Então ele se expande tomando a forma do canal auditivo. CUIDADOS Não manuseie os protetores auditivos com as mãos sujas. Após o uso, guarde-os na embalagem para conservá-los em bom estado de uso; Quando eles estiverem sujos, lave-os; Troquem os protetores quando estiverem danificados MANUTENÇÃO DOS EPI Todos os equipamentos são fornecidos pelos fabricantes com seus respectivos manuais de instruções. Nele, além das especificações técnicas e instruções de uso, estão as instruções de higienização do equipamento, manutenção a nível usuário e a nível empresa técnica (próprio fabricante ou representante). Para que se possa ter um equipamento com garantia de um bom funcionamento e eficiência, é necessário seguir todas as recomendações constantes no manual do equipamento. Todos os equipamentos de proteção devem ser higienizados e rotineiramente inspecionados, de forma minuciosa, para detecção de desgastes e possíveis avarias. Um equipamento de proteção mal selecionado e/ou avariado, pode aumentar o risco de acidentes e não evitá-los. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 16 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife 2. TEMA 2 – PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA a) OBJETIVOS ESPECÍFICOS - TEÓRICOS/ PRÁTICOS Ao final do tema o aluno deverá ser capaz de: Conhecer e saber a origem e os riscos de exposição a no mínimo os seguintes tipos de gases: asfixiantes – gás liquefeito de petróleo (GLP), gás metano (CH4), dióxido de carbono (CO2) e acetileno; gases tóxicos – monóxido de carbono (CO), sulfídrico (H2S) e cianídrico(HCN) e gases irritantes ou corrosivos – amônia (NH2) e cloro; b) PRINCIPAIS PERIGOS E RISCOS PARA UM BOMBEIRO PROFISSIONAL CIVIL Um dos fenômenos que ocorre no incêndio é a Pirólise, e segundo Oliveira (2005a apud GRIMWOOD, 2003,p.123), “a pirólise é a decomposição química de uma substância mediante a ação do calor” é a reação à qual os combustíveis sólidos são transformados em gases combustíveis. Resulta da quebra de moléculas com carbono, exclusivamente, por ação da temperatura, não havendo envolvimento de agente oxidante (oxigênio). Os produtos da reação, normalmente gasosos, variam de acordo com o material sólido combustível e são liberados deixando na superfície deste material combustível resíduos cada vez mais parecidos com o carbono puro. Por vezes esses gases liberados entram em autoignição ao entrarem em contato com a superfície aquecida dos sólidos em pirólise, ou podem ser evacuados pela pluma de gases e entram em ignição em outro ponto. c) PRODUTOS TÍPICOS DE PIRÓLISE MATERIAL SÓLIDO PRODUTO DE PIRÓLISE Polímeros celulósicos. Polímerosà base de hidratos de carbono com a fórmula geral [CH2O] Água Poliofinas. Polietileno, polipropileno são hidratos de carbono com a fórmula geral [CNH2N+2] Oligômeros em cadeia e hidrogênio altamente inflamável Poliésteres. Os poliésteres comerciais são polímeros do ácido teraftálico e etilenoglicol. Monóxido de carbono e água Poliuretanos. São polímeros de isocianatos e álcoois. Monóxido de carbono, ácido cianídrico. Nylon. Polímeros de ácidos e aminas. Monóxido de carbono, hidrogênio e ácido cianídrico. Polimetilometacrilato. O “Perspex” é um polímero do ácido metacrílico. Metanol, formaldeído, e o monômero extremamente tóxico e inflamável. PVC. Polímero do cloreto de vinil. O monômero. No polímero do cloreto de vinil, o monômero é o produto principal da pirólise junto com o gás de ácido clorídrico. Estes são excepcionalmente tóxicos, porém menos inflamáveis que a maioria dos outros gases da pirólise. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 17 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife d) RISCOS QUÍMICOS Além de se considerar os estados físicos (sólido, líquido e gasoso), precisa-se, para uma maior compreensão sobre a atmosfera do incêndio, levar em conta outras formas comuns de encontrarmos os produtos químicos: A) POEIRAS: são produzidas mecanicamente por ruptura de partículas maiores. No ato de lixar, serrar, polir materiais, tais como amianto, sílica, carvão, poliuretano (polímeros), fibra de vidro, madeira, entre outros (FREITAS, 2000). B) FUMOS: são partículas sólidas produzidas pela condensação de vapores metálicos. Fusão de metais, soldagem (ZnO2) de materiais metálicos, extração de ouro (Au), metalurgia (Cu, Pb, Zn, Al) (FREITAS, 2000). C) FUMAÇA: produzida pela combustão (completa ou incompleta). Cigarro (Pd, CO), termelétricas (CO, NOx, SOx), automóveis, incêndios (FREITAS, 2000). D) NEBLINA: São partículas líquidas produzidas pela condensação de vapores. Substâncias corrosivas, gás clorídrico, ácido sulfúrico, ácido cianídrico, água, dentre outros (FREITAS, 2000). E) GASES: são dispersões de moléculas que se misturam com o ar, podendo até torná-lo tóxico. São exemplos de gases, o GLP (gás liquefeito de petróleo, cujo uso pode ser doméstico ou industrial), gás clorídrico, sulfúrico, cianídrico, monóxido de carbono, dentre outros (FREITAS, 2000). F) VAPORES: são dispersões de moléculas no ar que podem se condensar para formar líquidos ou sólidos em condições normais de temperatura e pressão. Vapores de benzol, dissulfito de carbono (FREITAS, 2000). Levando em conta os diferentes processos químicos e físicos envolvidos no incêndio (como vaporização, pirólise ou combustão, por exemplo), por que passam os materiais atingidos pelo fogo e calor, bem como por que passam também os agentes extintores (como água ou LGE), nota-se que os agentes químicos nocivos nem sempre se encontram, presentes na atmosfera, na forma de gás ou fumaça, sendo comumente encontrados na forma de fumo, neblina, vapores entre outras. Em virtude disso, será adotado no presente trabalho para fins didáticos o conceito de “gás”, “gases”, “gasoso”, “gasosa” (entre aspas), que representará o conjunto dessas diferentes formas, não exclusivamente a gasosa, nas quais os agentes químicos podem se apresentar suspensos ou dissolvidos na atmosfera do incêndio. e) PRINCIPAIS PRODUTOS DA COMBUSTÃO Dentre os principais produtos da combustão serão elencados: os “gases” da combustão, as chamas propriamente ditas, o calor emitido e as fumaças visíveis. Ao contrário do raciocínio comum, o maior risco à vida devido aos incêndios, não consiste nas chamas, nem no calor, mas na inalação de fumaça e dos gases aquecidos e tóxicos, assim como pela deficiência de oxigênio (OLIVEIRA, 2005a apud COTE & BUGBEE, 1988). Corroborando com isso, Arnaldos (2004) menciona que em um incêndio, tanto o calor (irradiado ou pelo contato com as chamas) como a fumaça (contendo os gases da combustão) emitida como consequência da combustão, ameaçam a vida. No entanto, a uma distância maior é a fumaça e não as chamas ou o calor, a maior responsável pela grande maioria das vítimas de um incêndio, seja por intoxicação, asfixia por diminuição de oxigênio no ar, queima das vias aéreas (pelos vapores aquecidos) ou redução de visibilidade devido sua opacidade, dificultando a evacuação e extinção do mesmo. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 18 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife f) GASES RESULTANTE NA COMBUSTÃO Os “gases” da combustão serão tratados nesse trabalho como aquelas substâncias gasosas que surgem durante o incêndio (seja por vaporização, por pirólise ou combustão) e permanecem mesmo após sua extinção, durante o período de rescaldo, onde os materiais atingidos pelo fogo serão resfriados até que atinjam temperaturas normais. Os efeitos decorrentes dos gases tóxicos da fumaça sobre as pessoas dependem do tempo de exposição, da concentração dos gases na atmosfera e também, de forma significativa, das condições físicas e resistência dos indivíduos expostos. As fumaças comumente geradas em incêndios contêm gases asfixiantes, anestésicos e irritantes. Alguns gases asfixiantes além da asfixia simples ou química, por si só podem causar depressão do sistema nervoso central, produzindo desorientação, intoxicação, perda da consciência e até morte. Os gases asfixiantes mais comuns são o monóxido de carbono (CO), o ácido cianídrico (HCN) e o dióxido de carbono (CO2). A redução dos níveis de oxigênio como resultado de um incêndio também pode provocar efeitos narcóticos nos humanos. Os agentes irritantes são substâncias que podem causar lesões na respiração (irritantes pulmonares), além de inflamação nos olhos, vias aéreas superiores, e pele (irritantes sensoriais). Dos principais gases presentes nos incêndios destacamos como mais letais o monóxido de carbono, o dióxido de carbono, o ácido cianídrico, o cloreto de hidrogênio e a acroleína. Se a combustão se produz com grande aporte de oxigênio, o carbono existente na maioria dos combustíveis orgânicos se combinam para produzir dióxido de carbono (CO2). Mas na maioria dos casos, os incêndios se desenvolvem sob condições nas quais as quantidades de oxigênio são insuficientes para completar a combustão, o que consequentemente acaba gerando a produção de monóxido de carbono (CO). Sendo este o gás gerado em maior proporção em um incêndio. A concentração normal de oxigênio (O2) no ar é de aproximadamente 21%, se esta concentração diminui abaixo de 17% se produz anóxia (com diminuição do controle muscular). Se o O2 desce a níveis entre 14 e 10% as pessoas podem manter a consciência, mas perdem orientação e tendem a ficar muito cansadas. Concentrações de oxigênio entre 10 e 6% produzem desmaios e até a morte, caso a vítima não seja transferida para um ambiente com atmosfera normal e receba tratamento com oxigênio medicinal suplementar. A) AS CHAMAS A combustão dos materiais em ambientes abertos quase sempre estará acompanhada de chamas visíveis. O contato direto com as chamas, assim como o calor emitido pela irradiação direta ou convecção dos gases e vapores criados pelas mesmas pode produzir graves queimaduras. As queimaduras se classificam em diferentes graus. As queimaduras de primeiro grau afetam a parte mais externa da pele, são muito dolorosas, mas não tão graves como as de segundo e terceiro grau. As queimaduras de segundo grau são aquelas que penetram mais profundamente na pele, formam bolhas e acumulam quantidades de líquidos debaixo das mesmas. As queimaduras de terceirograu são as que mais penetram e, portanto, as mais perigosas, no entanto, não são inicialmente tão dolorosas como as de primeiro e segundo graus, já que as terminações nervosas acabaram destruídas e, portanto, desativadas. Qualquer queimadura é importante, pois além da profundidade, elas também devem ser avaliadas pela extensão da área atingida e quanto maior for a superfície corporal atingida, pior a situação da vítima. Os danos produzidos pelas queimaduras são dolorosos, duradouros, difíceis de tratar e muito penosos para os vitimados. O calor produzido pelas reações exotérmicas da combustão nos incêndios quando irradiado afeta diretamente as pessoas expostas em função da distância e das temperaturas alcançadas e poderá produzir desde pequenas queimaduras até a morte. A exposição ao ar aquecido, por sua vez, aumenta o ritmo cardíaco, provoca desidratação, esgotamento, bloqueio do trato respiratório e queimaduras. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 19 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Pessoas expostas a ambientes extremamente quentes podem morrer se este ar quente entrar nos pulmões, uma vez que em consequência desse quadro ocorrerá uma queda na pressão sanguínea, a circulação do sangue ficará debilitada e a temperatura do corpo aumentará até danificar centros nervosos do cérebro. Os bombeiros não devem adentrar a ambientes em que a atmosfera exceda os 50 graus Celsius sem roupas de proteção e conjuntos de proteção respiratória. O máximo nível de calor suportável num incêndio (durante um curto período de exposição, considerando uma atmosfera seca) é estimado em 150 graus Celsius. Qualquer umidade no ar aumentará notadamente esse perigo e reduzirá drasticamente o tempo de sobrevivência. As queimaduras em um incêndio são causadas por várias causas: contato direto com o fogo, contato com o excesso de água borrifada até mesmo na parte externa da edificação para diminuir sua temperatura (este excesso de água ao chocar-se contra a superfície aquecida, não chega a evaporar-se completamente caindo sob a forma de água fervente, podendo afetar as partes mais expostas como as mãos, o pescoço e as orelhas) e contato com materiais incandescentes. Dessa forma pode-se notar a importância da utilização adequada dos equipamentos de proteção individual e de proteção respiratória. Uma balaclava, por exemplo, nem sempre encontrada compondo os EPIs utilizados pelas guarnições, pode evitar queimaduras no pescoço e orelhas, muito comuns nas ocorrências em que a sua utilização é negligenciada. B) FUMAÇAS VISÍVEIS As fumaças consistem em partículas sólidas e líquidas transportadas pelo ar e por gases desprendidos dos materiais que queimam. Geralmente, em uma queima incompleta, onde o aporte de oxigênio é insuficiente para produzir o CO2, fazendo com que o carbono contido nos materiais combustíveis como madeira, papel, gasolina e outros combustíveis comuns seja convertido em CO (gás tóxico) e/ou fuligem (pó de carvão). A fuligem é composta por minúsculas partículas de carbono que são de cor preta, as quais ficam visíveis na fumaça e se acomodam sob superfícies por deposição. A fumaça, incluindo os gases venenosos invisíveis, nela contidos, é a principal causa de mortes em incêndios, quer seja pela redução da visibilidade, que impede a localização das rotas de fuga, quer seja pela própria inalação dos gases tóxicos, sendo responsáveis por cerca de 50 a 75% das mortes. A fumaça irrita os olhos e os pulmões e normalmente cria pânico. Outros gases da combustão, como o metano (CH4), formaldeído e ácido acético, podem, também, ser gerados sob combustões incompletas, condensando-se sobre as partículas de fumaça e sendo transportadas até os pulmões com consequências fatais para as pessoas. g) PRINCIPAIS AGENTES QUÍMICOS NOCIVOS DAS FUMAÇAS, GASES E VAPORES GERADOS NOS INCÊNDIOS. Os compostos químicos possíveis de serem achados entre os gases e vapores de uma combustão são muitos e guardam relação com os compostos químicos integrantes dos materiais envolvidos nessa combustão, pois são criados a partir deles ao reagirem com os materiais oxidantes e também entre eles mesmos, em presença de altas temperaturas. Qualquer material pode ser vaporizado, antes ou depois de sofrer uma fusão ou decomposição, se a temperatura aumentar suficientemente para isso, por essa razão, em um dado momento do processo de combustão podem ser encontrados certos elementos e compostos químicos em fase de vapor ou gás, que posteriormente podem reagir para dar lugar a compostos diferentes em função da temperatura alcançada em cada momento e do aporte de novos elementos ou compostos oxidantes ou combustíveis que tenha lugar. Dessa forma, pode-se citar o exemplo da fumaça, que é produzida no início da queima e que é formada por uma mistura complexa de gases, vapores orgânicos, vapor de água, partículas sólidas de carbono e de óxidos metálicos, mas que posteriormente podem dar lugar, ao ocorrer a ignição desses gases e vapores, a outro diferente tipo de atmosfera, com chamas, formada com uma porcentagem maior de outros gases como o dióxido de carbono, o monóxido de carbono e o vapor de água, que não possuem uma aparência tão densa e opaca. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 20 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife h) PRINCIPAIS AGENTES QUÍMICOS, SUA ORIGEM E EFEITOS FISIOLÓGICOS. NOME FONTE EFEITO TÓXICO Dióxido de Carbono (CO2) Queima de Materiais com C Asfixiante físico Monóxido de Carbono (CO) Queima com déficit de O Asfixiante químico Ácido Cianídrico (HCN) Queima de Materiais com C e N Asfixiante químico Ácido Clorídrico (HCl) Queima de Materiais com Cl Irritante Óxidos de Nitrogênio (NO e NO2) Queima de Materiais com N Asfixiante físico, Irritante Dióxido de Enxofre (SO2) Queima de Materiais com S Irritante Ácido Sulfídrico (H2S) Queima de Materiais com S, sem O Irritante Ácido Fluorídrico (HF) Queima de Materiais com F Irritante Fosgênio (COCl2) Queima em hidrocarbonetos clorados Irritante, asfixiante químico Acroleína (H2C = CH - CHO) Queima em madeira, algodão e outros Irritante Fonte: Aspectos Físico-Químicos y Toxicológicos de las: INTOXICACIONES EN FUEGOS E INCENDIOS, 2008 De todos esses agentes químicos, o dióxido de carbono e o vapor de água estão presentes, quase sem exceção, em todos os processos de combustão, e outros tais como o monóxido de carbono, o ácido cianídrico, as partículas de carbono (fuligem) e óxidos metálicos se apresentam também com muita frequência nas queimas. O vapor de água é outro dos compostos que mais frequentemente são produzidos nas combustões e tem um efeito de asfixiante físico, ao mesmo tempo em que atua como condutor do calor, podendo chegar a produzir lesões profundas no trato respiratório quando inalado. i) INTOXICAÇÃO POR INALAÇÃO Um grande número de gases irritantes pode causar dano agudo ou mesmo crônico em algumas ocasiões, ao sistema respiratório. A inalação aguda pode ocorrer em uma grande variedade de circunstâncias, mas é mais frequente no âmbito industrial. Os gases irritantes que usualmente alteram as vias respiratórias são: amônio, cloreto de hidrogênio, dióxido de enxofre, cloro, dióxido de nitrogênio e fosgênio. Ocasionalmente produzem lesões por inalação o formaldeído, o ácido cianídrico, o ácido sulfídrico e os vapores de mercúrio. TOXICOLOGIA Tratar-se-á aqui dos principais agentes químicos nocivos das fumaças, gases e vapores gerados nos incêndios, ou seja, os que aparecem com maior frequência e são mais habitualmente citadosnas bibliografias, são eles: dióxido de carbono (CO2), monóxido de carbono (CO), ácido cianídrico (HCN), ácido clorídrico (HCI), óxidos de nitrogênio (NO e NO2), dióxido de enxofre (SO2), ácido sulfídrico (H2S), ácido fluorídrico (HF), fosgênio (COCl2) e acroleína (H2C = CH - CHO). Indicar-se-á para cada um dos compostos referenciados o TLV (Limite Teto - Valores, em Inglês), cuja concentração do agente tóxico não deve ser excedida durante qualquer parte do dia de trabalho, esse índice destina-se a proteger os trabalhadores, no ambiente de trabalho, de substâncias químicas que possam causar irritações crônicas, danos irreversíveis nos tecidos, ou mesmo, narcose que aumentam a probabilidade de lesões acidentais, o nível IPVS (Imediato perigo a vida e a Saúde, em espanhol) ou concentração máxima a qual uma pessoa que esteja exposta a uma atmosfera contaminada com esses compostos pode escapar dentro de um período máximo de 30 minutos sem que os danos produzidos impeçam sua fuga ou efeitos irreversíveis para sua saúde, assim como outras concentrações que produzem determinados efeitos. Comentaremos ainda os primeiros socorros ou tratamentos adequados para cada um dos casos. A) HIPÓXIA www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 21 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife Os efeitos fisiológicos da redução do oxigênio (hipóxia) produzem os sinais e sintomas de aumento do ritmo respiratório, falta de coordenação, dor de cabeça (cefaleia), fadiga, enjoo, inconsciência e até morte em poucos minutos por falha respiratória e insuficiência cardíaca, no homem. OXIGÊNIO NO AR (PORCENTAGEM) SINAIS E SINTOMAS NO HOMEM 21% Nenhum, condições normais. 17% Aumento do ritmo respiratório e algum dano muscular em relação à coordenação. 12% Dor de cabeça (cefaleia), fadiga e enjoo. 9% Inconsciência. 6% Morte em poucos minutos por falha respiratória e insuficiência cardíaca Fonte: Tabela 4.1 do Manual de fundamentos da luta contra o fogo, IFSTA, 2002, p.93. B) DIÓXIDO DE CARBONO (CO2) O dióxido de carbono (CO2) é um gás inodoro, incolor, mais denso que o ar e que é produzido em todas as combustões nas quais intervenham materiais combustíveis que contenham carbono. Quando a concentração deste gás na atmosfera que respiramos aumenta, primeiro se induz uma estimulação dos movimentos respiratórios devido a detecção de elevadas taxas desse elemento na corrente sanguínea pelo bulbo no cérebro. Aumentando a velocidade e a intensidade da respiração - que conforme Oliveira (2005b), em concentrações de até 2% no ar, pode aumentar o ritmo respiratório em aproximadamente 50% -, aumenta também a tendência de que sejam inaladas quantidades ainda maiores de gases e fumaças. Quando a sua concentração aumenta mas, desloca o oxigênio contido na atmosfera ambiente fazendo com que esse reduza a certos limites, podendo produzir a asfixia por anóxia do organismo afetado. Por ser mais denso que o ar, tem a tendência de depositar-se em lugares baixos tais como poços, túneis ou adegas nos quais não haja suficiente ventilação (CODES, 2005). C) MONÓXIDO DE CARBONO (CO) Conforme Codes (2005), o monóxido de carbono (CO) é um gás inodoro, incolor e mais leve que o ar que é produzido naquelas combustão de materiais que contêm carbono, nas quais ocorre uma combustão incompleta do material combustível devido a uma escassez de oxigênio. Corroborando, Arnaldos (2004) diz que dentre todos os outros gases tóxicos produzidos nos incêndios é o CO o que mais mata, de tal maneira que se estima que por volta de 50% das causas de mortalidade são atribuídas aos seus efeitos. A toxicidade do CO deve-se fundamentalmente a sua tendência a combinar-se com a hemoglobina (segundo Codes (2005), com aproximadamente 200 vezes mais afinidade, que o enlace que se estabelece entre está e o oxigênio) presente na hemácia, dessa forma a hemoglobina se satura facilmente de CO inutilizando a hemácia para o transporte de oxigênio aos tecidos do organismo afetado, o que diminuirá a oxigenação nesses tecidos (hipóxia). Não existe um percentual de saturação mínimo de carboxihemoglobina (COHb) associado com a morte, mas se sabe que uma saturação superior a 30% seria potencialmente perigosa a qualquer indivíduo e um percentual perto dos 50% seria praticamente mortal (OLIVEIRA, 2005a). www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 22 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife PRIMEIROS SOCORROS E TRATAMENTOS DA INTOXICAÇÃO POR CO a) A vítima está consciente e respira: ● Tirá-la da área contaminada. ● Transportá-la a um lugar tranquilo, fresco e bem ventilado. ● Caso o rosto esteja vermelho, deitar à vítima com o corpo elevado, mas se o rosto estiver pálido deitá-la em decúbito dorsal, a cabeça voltada para um dos lados e as pernas elevadas. ● Afrouxar o colarinho e o cinto. ● Cobri-la com uma manta. ● Prestar apoio psicológico. ● Chamar ao médico, informando o produto inalado e o estado da vítima. b) A vítima está consciente, mas respira com dificuldade ou está inconsciente, mas respira: ● Chamar ao médico, informando o produto inalado e o estado da vítima. ● Deitar a vítima com o corpo ligeiramente elevado. ● Afrouxar o colarinho e o cinto. ● Cobri-la com uma manta. ● Ofertar-lhe oxigênio sob pressão, até a chegada do médico. a) c) A vítima não respira: b) ● Atuar rapidamente como na situação anterior, mas começar o mais rápido possível a respiração artificial com a utilização do resuscitador manual ou mesmo o boca a boca. ● Logo que possível, administrar oxigênio sob pressão com um aparelho adequado. ● Continuar a manobra até a chegada do médico ou até que a vítima volte a respirar. ● Tão logo volte a respirar, continuará a inalação de oxigênio sob pressão até a chegada do médico. PRIMEIROS SOCORROS E TRATAMENTOS ÁCIDO CIANÍDRICO (HCN) O ácido cianídrico (HCN) é um gás com cheiro de amêndoas amarga e que é produzido nas combustões de materiais que contêm nitrogênio e carbono - entre eles podemos destacar materiais naturais e sintéticos, como a lã, a seda, o nylon, os poliuretanos e resinas que contenham ureia -, sendo um composto relativamente estável a altas temperaturas, por essa razão sua produção é mais abundante a partir dos 600 ºC aproximadamente e é incrementada até os 900 ºC ou 1000 ºC dependendo do tipo de atmosfera criada na combustão, oxidante ou com escassez de oxigênio, e do tipo de materiais contidos na queima (CODES, 2005). O ácido cianídrico é aproximadamente 20 vezes mais tóxico que o monóxido de carbono (CO). Ele praticamente não se combina com a hemoglobina, mas impede a utilização do oxigênio por parte das células (hipóxia histotóxica). www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 23 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife PRIMEIROS SOCORROS RECOMENDADOS NA INTOXICAÇÃO POR HCN a) Se a vítima estiver consciente: ● Tirá-la rapidamente da atmosfera tóxica. ● Transportá- la a um lugar tranquilo, fresco e bem ventilado. ● Deitar à vítima em decúbito dorsal. ● Confortá-la, acalmá-la, afrouxar o colarinho e o cinto. ● Cobri-la com uma manta. ● Vigiá-la com o objetivo de que não se lesione durante as convulsões. ● Se preciso, mantenha a cabeça estendida para facilitar a respiração. b) Se a vítima já não respira: ● Além das operações descritas na primeira situação, porém efetuadas com mais urgência: ● Começaro mais rápido possível a respiração artificial com a utilização do ressuscitador manual (nunca o boca a boca). ● Logo seja possível, administrar oxigênio a baixa pressão com um aparelho adequado. ● Continuar a administração de oxigênio até a chegada do médico ou até que a vítima volte a respirar. ● Tão logo volte a respiração, tirar a máscara. ● Voltar a administrar oxigênio até a chegada do médico. PRIMEIROS SOCORROS RECOMENDADOS NA INTOXICAÇÃO POR ÁCIDO CLORÍDRICO (HCL) O ácido clorídrico se forma a partir da combustão ou pirólise de materiais que contêm cloro (exemplo: PVC). Trata-se de um importante agente irritante, tanto sensorial como pulmonar. Concentrações a partir de 75 ppm já são extremamente irritantes aos olhos, parte superior do trato respiratório e podem produzir distúrbios de comportamento. Ainda são poucos os estudos sobre os efeitos da fumaça de PVC e outros irritantes, mas de forma geral eles produzem disfunções respiratórias e certa susceptibilidade a infecções (OLIVEIRA, 2005b) a) Se a vítima está consciente e não tosse: ● Manter a vítima sob observação médica durante 2 dias, pelo menos, em caso de risco de edema pulmonar ou de infecção microbiana. ● Tirá-la da atmosfera tóxica. ● Transportá-la a um lugar tranquilo, fresco e ventilado. ● Deitá-la com o corpo elevado. ● Afrouxar o colarinho e o cinto. ● Cobri-la com uma manta. ● Confortá-la com palavras. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 24 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife b) Se a vítima tosse muito: ● Além das operações recomendadas na situação anterior: ● Fazer-lhe respirar um algodão impregnado com um pouco de álcool ou algumas gotas de éter. ● Fazer-lhe inalar oxigênio a baixa pressão. c) c) Se a vítima está inconsciente, mas respira: ● Além das operações recomendadas na primeira situação, faz-se inalar oxigênio a baixa pressão até a chegada do médico. d) d) Se a vítima não respira: ● Tirá-la o mais rápido possível da zona contaminada. e) Rapidamente: ● Estendê-la sobre uma manta. ● Afrouxar o colarinho e o cinto. ● Começar a respiração artificial de uma maneira muito delicada para evitar a lesão dos pulmões. ● Administrar, o mais rápido possível, oxigênio a baixa pressão com um aparelho adequado. ● Continuar a manobra até a chegada do médico ou até que a vítima volte a respirar. ● Logo que o paciente volte a respirar, colocá-lo deitado com o corpo elevado e continuar a administração de oxigênio. A vítima será mantida sob observação médica durante 2 dias, pelo menos, em caso de risco de edema pulmonar ou de infecção microbiana. PRIMEIROS SOCORROS RECOMENDADOS NA INTOXICAÇÃO POR ÓXIDOS DE NITROGÊNIO (NO E NO2) No tratamento das intoxicações produzidas por óxidos de nitrogênio é necessário distinguir-se entre a intoxicação inicial, antes que a vítima apresente o edema pulmonar (profilaxias do edema) ou quando já apresentou o edema. Intoxicação inicial, depois das operações iniciais de retirar a vítima da zona contaminada e traslada-la a um quarto tranquilo, fresco e bem ventilado: ● Repouso absoluto, ainda em casos aparentemente leves. ● O aumento do pulso e da velocidade respiratória indica a possibilidade de edema pulmonar, pelo qual se faz conveniente o início de uma terapia profilática. ● O paciente há de abrigar-se (permanecer quente), sem o fornecermos fluído algum. Quando já se estabeleceu o edema, o tratamento consiste em: Elevar a parte superior do corpo do paciente. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 25 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife ● Fazer-lhe respirar contra pressão. ● Para resistir ao edema é preciso aumentar a pressão intratorácica, por exemplo, expirando com os lábios pressionando conjuntamente contra o filtro de um cigarro ou contra a resistência de um espirômetro. Aspiração de secreções. ● Administração de oxigênio. Esta medida é de grande importância. A administração pode ser nasal ou mediante qualquer dos sistemas comumente usados. Na prática, os cilindros de oxigênio pequenos, de fácil transporte, são de grande valor. Pode administrar até 80% de oxigênio a uma velocidade não superior a 6 l/min. ● Não se deve omitir a aspiração do fluido do edema e a administração de oxigênio deve continuar até se conseguir o desaparecimento da cianose. PRIMEIROS SOCORROS RECOMENDADOS NA INTOXICAÇÃO POR DIÓXIDO DE ENXOFRE (SO2) O composto é muito irritante para a pele e os olhos. O tratamento adequado da intoxicação inclui: a) Se o paciente estiver consciente: ● Tirá-lo da área de perigo. ● Afrouxar o colarinho e o cinto. ● Administrar oxigênio. b) Se o paciente se acha inconsciente: ● Colocá-lo em decúbito dorsal e ver se respira. ● Caso a respiração tenha parado, aplicar respiração artificial com a utilização do ressuscitador manual (caso haja) ou mesmo o boca a boca. ● Em todos os casos avisar ao médico, informando-o o gás responsável pela intoxicação e os sintomas que apresenta o paciente. f) PRIMEIROS SOCORROS RECOMENDADOS NA INTOXICAÇÃO POR ÁCIDO SULFÍDRICO (H2S) Os primeiros socorros correspondentes à intoxicação por ácido sulfídrico correspondem exatamente aos mencionados no caso do ácido clorídrico. PRIMEIROS SOCORROS RECOMENDADOS NA INTOXICAÇÃO POR ÁCIDO FLUORÍDRICO (HF) Para o tratamento da intoxicação por ácido fluorídrico são válidas as mesmas recomendações indicadas para o ácido clorídrico. PRIMEIROS SOCORROS RECOMENDADOS NA INTOXICAÇÃO POR ACROLEÍNA (H2C=CH-CHO) Os tratamentos e primeiros socorros, em caso de intoxicação seguem as mesmas recomendações do ácido clorídrico. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 26 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife 3. TEMA 3 – EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA g) OBJETIVOS ESPECÍFICOS - TEÓRICOS/ PRÁTICOS Ao final do tema o aluno deverá ser capaz de: Conhecer a utilização e a higienização e limpeza dos seguintes equipamentos de proteção respiratória: máscaras filtrantes e conjunto de máscara autônoma de ar respirável e máscara dedicada para vítima (carona); Saber calcular a autonomia do conjunto máscara autônoma. Conhecer e saber identificar a finalidade dos dados impressos nos cilindros de ar respirável; Demonstrar a utilização (montar o equipamento, equipar-se e deslocar-se com e sem vítima, demonstrar o equipamento), higienização e limpeza dos equipamentos de proteção respiratória. h) EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA Existem diversos tipos de equipamentos de proteção respiratória, contudo veremos apenas o equipamento de uso mais comum em ações de combate a incêndio, ou seja, máscara autônoma de circuito aberto de demanda com pressão positiva, que para facilidade de referência chamaremos apenas de máscara autônoma. Autônoma por ter o suprimento de ar respirável independente, transportado em cilindro como parte do conjunto. Circuito aberto significa que o ar exalado é eliminado para o ambiente através da válvula de exalação, ou seja, o ar respirado não é reaproveitado como nas máscaras de circuito fechado. Demanda significa que o ar a ser inalado só será fornecido à máscara facial durante a inspiração. Demanda de pressão negativa significa que a pressão dentro da máscara facial, durante a inspiração, será menor que a pressão atmosférica, o que facilita a penetração de contaminantes pelas áreas de vedação ao rosto. Demanda de pressão positiva significaque a pressão dentro da máscara facial, quer na inspiração quanto na exalação, será maior que a pressão atmosférica, o que contribui para diminuir a possibilidade de penetração de contaminante. i) EQUIPAMENTOS AUTÔNOMOS DE RESPIRAÇÃO O equipamento autônomo de respiração (ou de ar respirável), como é conhecido, consiste de um ou dois cilindros, contendo ar comprimido, montado num suporte, fixado por meio de uma cinta de rápida abertura. O suporte é fixado às costas do bombeiro, por intermédio de duas alças, uma em cada ombro, e um cinto ajustável na altura do abdômen. Os cilindros podem ser de aço, fibra de carbono ou alumínio revestido em kevlar. Os equipamentos autônomos são constituídos de cinco peças principais: 1- Máscara facial; 2- Válvula de demanda; 3- Regulador de pressão; 4- Suporte com cinto e arreios; e www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 27 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife 5- Cilindro de ar respirável. O equipamento autônomo de respiração é um equipamento que se caracteriza pela total mobilidade que fornece ao bombeiro, combinada com uma razoável autonomia de tempo para a execução de atividades de combate a incêndios, salvamento e atendimento a emergências químicas. Para o tipo de trabalho desempenhado pelo Bombeiros, recomenda-se apenas o uso de equipamento com suprimento de ar de pressão positiva, que mantém a atmosfera contaminada fora da máscara, ficando descartado o uso de equipamentos que utilizam o sistema de purificação de ar (máscara filtrante), por não oferecerem o grau de segurança suficiente para tais trabalhos. j) COMPONENTES DO CONJUNTO MÁSCARA AUTÔNOMA ● MÁSCARA FACIAL Incluí visor, válvula de exalação e a mangueira de baixa pressão (traqueia). Alguns modelos possuem mangueiras de alta pressão, visto que o regulador de pressão encontra-se acoplado a máscara facial. Sua função é proteger contra queimaduras da face e das vias respiratórias. A válvula de exalação é uma válvula sensível e de fluxo único, permitindo a saída do ar exalado e impedindo a entrada de ar contaminado ou aquecido do exterior. www.prevlifecursos.com – Av. 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Em geral os cilindros de aço são para 200 Bar e os de composite para 300 Bar. A capacidade de volume interno em litros varia, geralmente, de 6 a 10 litros. Já a capacidade de armazenamento de ar varia de 1000 a 3000 litros, aproximadamente. ● REGULADOR DE PRESSÃO O ar do cilindro passa pela mangueira de alta pressão até o regulador que reduzirá a pressão (200 ou 300 Bar) a um nível bem mais baixo, possibilitando a respiração. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 29 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife ● ALARME SONORO Na maioria dos aparelhos, o alarme sonoro dispara quando o ar no interior do cilindro está a 50 Bar. Quando dispara o alarme o bombeiro terá aproximadamente 5 minutos de ar, sendo tal quantidade destinada a que se deixe o local com segurança, acompanhado de seu companheiro, mesmo que o ar no cilindro deste esteja em níveis normais. Um problema gerado pelo soar do alarme sonoro numa ação de combate a incêndio é que é difícil identificar qual dos cilindros disparou o alarme. Já existem no mercado equipamentos que provocam um movimento de vibração como sinal de alerta. Outros possuem o chamado sistema “homem-morto”, que dispara um alarme caso o bombeiro permaneça determinado tempo sem se mover, permitindo assim aos demais integrantes da equipe identificar o problema e resgatá-lo. ● MANÔMETRO Equipamento utilizado para mensurar a pressão interna aos cilindros e assim determinar a quantidade de ar comprimido sob pressão existente no interior do cilindro, a fim o bombeiro possa estimar o tempo de trabalho que o equipamento irá possibilitar. k) COLOCAÇÃO DO EQUIPAMENTO Vários métodos podem ser usados para colocação dos equipamentos autônomos. Os mais usados no Corpo de Bombeiros são: MÉTODO DE COLOCAÇÃO POR SOBRE A CABEÇA 1) O equipamento deve ser colocado no solo, com o cinto aberto, as alças de transporte alargadas e colocadas para o lado de fora do suporte; 2) Agachar ou ajoelhar-se na extremidade oposta ao registro do cilindro. 3) Segurar o suporte com as mãos, deixando as alças de transporte para o lado de fora. 4) Erguer o cilindro por sobre a cabeça, deixando que as alças de transporte passem dos cotovelos. 5) Inclinar-se levemente para frente, permitindo ao cilindro ficar nas costas, deixando as alças caírem naturalmente sobre os ombros. 6) Puxar os tirantes de ajuste, certificando-se que as alças não estejam torcidas. 7) Erguer o corpo, fechar e ajustar o cinto de forma que o equipamento acomode-se confortavelmente. A falta de ajuste da alça e do cinto provoca má distribuição de peso. www.prevlifecursos.com – Av. Artur Bernardes, 784 – Vila Gabriel – Sorocaba/ SP – 18081-000 Tel.: (15) 3012-8181 – 3411-0001 – Whatsapp – (15) 99113-7932 www.instagran.com/cursos_prevlife - www.facebook.com/prevlife 30 http://www.prevlifecursos.com http://www.instagran.com/cursos_prevlife http://www.facebook.com/prevlife MÉTODO DE VESTIR OU MOCHILA 1) Ao retirar o equipamento da viatura, verificar a pressão no manômetro. 2) Vestir o equipamento, passando um braço por vez através das alças. 3) Ajustar as alças e o cinto como descrito no método anterior. Além dos dois métodos citados, a operação pode ser facilitada pelo auxílio de outro bombeiro. COLOCAÇÃO DA PEÇA FACIAL 1) Alargar ao máximo os tirantes da máscara. 2) Colocar a peça facial, introduzindo primeiramente o queixo dentro desta e, com as duas mãos, colocar os tirantes por sobre a cabeça. 3) Puxar, simultaneamente, os tirantes laterais inferiores para trás, o mais tangenciado possível à cabeça, ajustando-os com cuidado para não danificá-los. 4) Certificar-se de que não permaneçam cabelos entre a testa e a máscara. 5) Puxar, simultaneamente, o tirante das têmporas para trás, o mais tangenciado possível à cabeça, ajustando-os. 6) Colocar o capacete, passando a mangueira de baixa pressão por dentro da jugular. 7) Concluir a conexão da peça facial ao cilindro. 8) Abrir o registro do cilindro. 9) Verificar a estanqueidade da máscara facial. Para isso, expirar, fechar o registro do cilindro e, em seguida, inspirar vagarosa e profundamente. 10) Deve-se sentir o rosto sendo succionado e a incapacidade de continuar inspirando. A entrada de ar na máscara significa que ela está mal colocada ou danificada. 11) Verificar a válvula de exalação. Para isso, abrir o registro do cilindro, inspirar e expirar. Com as costas das mãos sentir o ar sair pela válvula de exalação. Em caso