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Especialização – 15/04/22 – Aula prof Hélio
Recursos semiotécnicos empregados na endodontia
O que fazer pra acertar diagnóstico - não acreditar no paciente
Utite médio - dor no ouvido
DIAGNOSTICO 
-Anamnese
-Exame intra e extra oral
-Anatomia dental interna
-Exames complementares
-Conhecimento teórico 
-Prática
Dente com lesão tem inflamação e infecção
Infecção está dentro do dente 
A lesão é inflamação (resposta do seu organismo/ defesa)
Infecção que gerou uma resposta inflamatória
Fístula- saída p esterilizar o pus, uma resposta mais ainda de defesa, ou seja, é inflamação
Álcool- imunidade cai... por isso geralmente cria a fístula
A de cima problema pulpar
A de baixo periodontal
Infecção - proliferação de microorganismos no meu tecido
Dente dói - dentro dele (na polpa 
Segundo no periápice
Periodonto apical – periodontite
Como é apical - periodontite apical
Dentro do dente – pulpite
Quem causa isso é o processo inflamatório - porque faz vasodilatação (aumento de pressão na região)
B - Dor provocada (cárie só)
C - Dor espontânea
Se inflamou tudo, ele começa a inflamar p fora
Aí começa uma pulpite junto com uma periodontite, se inflama dentro e fora
Se para de doer, já começa o processo inflamatório, dente necrosado
- Processo inflamatório vital lá no final quando começa a necrose
Não pode da intrapulpar no dente necrosado pq impurra as bactérias p fora
E- necrose
Anestesia pq tem q desbridar, quando instrumenta cai debris
Aí acaba a alteração pulpar e começa a periapical
Exames complementares
Teste de sensibilidade
. Também conhecido como teste de vitalidade
. São ferramentas indispensáveis ao cirurgião dentista no diagnóstico de alterações pulpares
. A sensibilidade da polpa dental está relacionada com seu estado fisiológico
Podem ser baseados em estímulos 
-Elétricos
-Térmicos:
. Frio
. Calor
-Mecânicos 
Quando possível, os exames complementares devem ser feitos de modo comparativo ao dente homólogo, sendo que o dente suspeito deve ser o último a receber os testes!
 Teste elétrico
. Realizado por um aparelho denominado pulp tester, que gera uma corrente elétrica;
. Esta é conduzida através do dente, estimulando as fibras nervosas
O que eu devo perguntar ou orientar o paciente?
Quantas respostas diferentes eu posso ter ao realizar o teste de sensibilidade térmica ao frio?
Polpa normal
Início rápido, dor moderada, cessando logo após a retirada do estímulo
Pulpite reversível
Início rápido, dor moderada, no entanto, a dor persiste por um tempo maior comparada à polpa normal quando retirada o estimulo
Pulpite irreversível inicial
Início rápido, dor severa, a dor persiste por muito tempo comparada á polpa normal quando retirado o estímulo
Pulpite irreversível avançada
Alívio da dor quando estimulado com frio
Necrose pulpar
Não sente estímulo nenhum
Teste de palpação
-Edema 
-Dor
Teste de percussão
. Visa localizar a dor ou estimular sua intensidade
. Vertical: longo eixo do dente- inflamação ao redor do periápice
. Horizontal: perpendicular ao longo eixo do dente
-Inflamação não está somente no ligamento periapical, mas também no terço médio e cervical
Teste da cavidade
O teste mecânico (prova da cavidade deve ser realizado quando o resultado dos outros testes (frio) forem inconclusivos.
Prova da anestesia
Realizada quando há suspeita de dor reflexa 
Consiste em anestesiar o local onde o paciente relata a dor e verificar se há remissão da sintomatologia
Pulpites irreversíveis (avançada)
Teste da mordida
Serve para identificar a presença de fratura radicular; o paciente refere dor quando morde e alivio quando se libera a pressão da mordida
Trinca dá pra ver com coloração azul de metileno
Teste de mobilidade
Devemos determinar o grau de mobilidade do dente para associar o prognostico
Sondagem periodontal
Avaliar presença de patologias periodontais, suspeitas de trincas, lesões endo-perio
Exames radiográficos
A radiografia deve ser executada preferencialmente com o auxílio de um posicionador
A radiografia deve ser examinada com equipamentos adequados (lupas e negatoscopio)
Alterações pulpares de origem inflamatória e necrose pulpar são observáveis em radiografias, apenas suas consequências no periodonto
O que deve ser observado:
- Existência de carie nas faces proximais do dente
- Estado geral da raiz
- Fraturas coronárias ou radiculares
- Integridade da crista alveolar
- Integridade da lamina dura
- Áreas radiolucidas em região apical
- Estado do (s) canal (is) radicular (es)
- Referencias anatômicas da área
Especialização 13-14/05/22 – Aula prof Hélio
Alterações pulpares
Objetivos da aula:
- As alterações patológicas que podem acometer a polpa dental;
- Saber diferenciar e diagnosticar as fases de alterações inflamatórias pulpares
- Indicar correto tratamento para cada situação
Alterações patológicas pulpares
Três maneiras diferentes podem ser utilizadas para verificar a alteração do estado de normalidade pulpar:
1. Sintomatologia dolorosa: relatada pelo paciente
2. Visualização direta: realizada pelo profissional, principalmente em polpas abertas e assintomáticas
3. Exame radiográfico de rotina: nos casos de envelhecimento precoce e avançado/ casos de reabsorção dentária interna
Situações clinicas a serem diagnosticadas
Polpa normal
Polpa alterada
-Por um processo inflamatório:
. Reversível
. Irreversível 
- Por um processo degenerativo
Polpa necrosada
Polpa normal
Dente assintomático
Resposta de curta duração e intensidade moderada aos testes de sensibilidade
Ausência de sintomatologia aos testes de percussão
Polpa dental: radiograficamente
Volume compatível com a faixa etária
Idosos: a presença de nódulos pulpares é considerada normal
Polpa alterada por um processo inflamatório
Alteração conhecida como pulpite
Em dentes fechados, a polpa inflamada provoca dor por não haver espaço físico para expandir-se causando uma compressão das fibras nervosas
O processo inflamatório na polpa pode ser reversível ou irreversível 
Etiologia das alterações patológicas pulpares
Fatores biológicos
Fatores químicos
Fatores físicos
Fatores biológicos
Etiologia:
- Microbiano
. Cárie ou infecção retrógrada
- Idiopático
. Reabsorção interna ou externa
. Envelhecimento
-De ordem geral
. Anacorese
Fatores químicos
Etiologia:
- Materiais restauradores
. Ataque ácido/primer/bond
-Drogas
. Dessensibilizantes
- Agentes clareadores
Fatores físicos 
Etiologia:
- Traumáticos
. Fratura
. Hábito parafuncional
- Térmicos
. Procedimento clínicos 
Elétricos:
. Galvanismo
INFLAMAÇÃO
Esquenta/ vermelho/ incha/ dor/ perda de função
Mecanismo de defesa tecidual
Ruptura da homeostasia
Mobilidade de substancias e células
Alterações inflamatórias
Alterações inflamatórias circulatórias
Hiperemia ou congestão pulpar
Alterações inflamatórias propriamente ditas
Pulpite aguda serosa ou reversível
Pulpite aguda de reversibilidade duvidosa ou de transição
Pulpite aguda purulenta ou irreversível 
Pulpite crônica assintomática ulcerativa ou crônica irreversível
Pulpite crônica assintomática hiperplásica ou pólido pulpar
Alterações inflamatórias propriamente ditas
Essas alterações indicam diferentes graus de agravamento do mesmo processo patológico, e não doenças distintas da polpa, e são divididas em:
Pulpite aguda serosa ou reversível
Pulpite aguda de reversibilidade duvidosa ou de transição
Pulpite aguda purulenta ou irreversível 
Pulpite crônica assintomática ulcerativa ou crônica irreversível
Pulpite crônica assintomática hiperplásica ou pólido pulpar
Pulpite reversível preciso buscar o fator etiológico
Pulpite aguda serosa ou reversível
Leve inflamação da polpa (inicial)
Uma vez removido o agente agressor, a reparação tecidual advém
Caso não remova os agentes agressores, a intensidade da dor aumenta, caracterizando pulpite irreversível com posterior necrose
Restauração e/ou carie extensa próxima a câmara pulpar
Ausência de exposição pulpar
Teste da cavidade é de grande valia para dentes com restaurações extensas que não respondem a sensibilidade térmica 
Quando exposta a polpa apresenta-se:
Sangrante ao toque
Sangramento moderado defácil estancamento
Vermelho vivo
Resistencia ao corte, com estrutura e consistência preservadas
O que meu paciente sente?
Diminuição do limiar de dor (fibras A)
Dor provocada
Declínio rápido
Intermitente
Localizada
- Percussão negativa
- Palpação negativa
- Radiograficamente normal
Tratamento:
Remoção do agente agressor
Proteção pulpar adequada
Capeamento pulpar direto
Curetagem pulpar
Pulpotomia
Prognostico:
Bom para a polpa, quando submetida a tratamento conservador
Pulpite aguda de transição
- Fase de transição é a fase que em um dado momento, os sintomas apresentam-se simultaneamente com características de reversibilidade ou irreversibilidade 
O que meu paciente sente?
Dor desencadeada e exacerbada pelo frio
Dor imediata e acentuada
Persiste algum tempo após cessado estimulo
- Percussão negativa
- Palpação negativa
- Radiograficamente normal
Tratamento:
Remoção do agente agressor
Proteção pulpar adequada
Capeamento pulpar direto
Curetagem pulpar
Pulpotomia
Biopulpectomia
Prognóstico
Reservado
Pulpite irreversível
Usa articaina e alveolar inferior mepivacaína
Ocorro quando a polpa é exposta, sendo estabelecido uma área de contato direto entre os microorganismos da carie
Inicia-se um “combate” visando eliminar o agente agressor, que na maioria das vezes, devido ás características anatômicas da polpa, a mesma sofre alterações irreversíveis 
· Em algumas situações pode instalar-se mesmo sem haver exposição da polpa
Quando exposta, a polpa apresenta-se:
Sangramento abundante, tendendo ao vermelho rubro
Em casos avançados, consistência pastosa e sem resistência ao corte
O que o paciente sente?
Dor provocada com longa duração 
Dor espontânea
Difuso
Intenso
Intermitente no começo, depois continuo
(Hipóxia das fibras A, e ativação das fibras amielinicas tipo C)
Localizada no começo, depois difuso
Dor permanente após remoção do estimulo
Dor exacerbada na posição de decúbito
Percussão positiva
Palpação negativa
Radiograficamente, destaca grandes restaurações, ou lesões cariosas extensas e espaço do ligamento periodontal ligeiramente espessado
Tratamento:
Pulpectomia (imediato)
Biopulpectoma (definitivo)
Pólido pulpar
Irritação de baixa intensidade, longa duração
- Pacientes jovens
- Tecido de granulação limitado a câmara pulpar
Pulpite crônica assintomática ulcerativa ou hiperplásica
As duas, basicamente a mesma coisa clinicamente
O que meu paciente sente?
Dor não proeminente, exceto quando há compreensão da polpa exposta
Sondagem direta sobre a polpa, produz pouca ou nenhuma dor, mesmo com sangramento abundante
Ausência de resposta ao teste térmico e a percussão 
Presença de vitalidade pulpar
Tratamento:
Biopulpectomia
Necrose pulpar
A necrose da polpa dental não deve ser considerada, a rigor, como uma forma especifica de patologia pulpar, mas simplesmente o resultado final das alterações deste órgão 
Etiologia:
Fatores físicos, químicos e biológicos
Alterações circulatórias 
De acordo com a causa podem ser classificadas em:
-Necrose de liquefação
-Necrose de coagulação
-Necrose gangrenosa
Necrose de liquefação
Infecção bacteriana 
Enzimas bacterianas que causam destruição tecidual
Necrose de coagulação
Rompimento do feixe vasculho nervoso
Isquemia tecidual total
Traumas
Necrose gangrenosa
Necrose de coagulação ---> Bactérias
O que meu paciente sente?
Palpação negativa ou positiva
Percussão negativa ou positiva 
Necrose pulpar
Características clinicas e radiográficas
Coroa dental pode estar hígida, fraturada ou com carie extensa
Pode haver escurecimento da coroa dental
Espaço do ligamento periodontal pode apresentar-se normal, espessado, ou haver o desenvolvimento de uma lesão periapical
Prognóstico:
Bom para o dente
Tratamento:
Remoção do tecido necrosado
Medicação intra canal
Obturação
Alterações patológicas periapicais
Objetivos da aula:
As alterações patológicas que podem acometer o periápice do dente
Saber diferenciar e diagnosticar as fases de alterações periapicais
Indicar correto tratamento para cada situação
Sinonímias
Periacopatias
Alterações periapicais
Rarefações apicais
Doenças dos tecidos periapicais
Alterações patológicas no periápice
Lesões dento alveolares
Alterações patológicas periapicais
São lesões da região periapical, sendo resultados de doenças pulpares provenientes de carie dental, bem como de traumas e irritações químicas
 Classificação clinica das lesões periapicais:
Lesões agudas
- Periodontite apical aguda
- Abscesso periapical agudo
Lesões crônicas
- Periodontite apical crônica
- Abscesso periapical crônico
-Granuloma apical crônico
- Cisto periapical crônico
Periodontite apical aguda
Resposta inflamatória aguda limitada ao ligamento periodontal e osso vizinho caracterizada por discreta extrusão dentaria e sensibilidade a percussão
Sinonímia
Periodontite apical inicial
Periodontite apical aguda não supurativa
Pericementite apical aguda
Elevação da pressão hidrostática tecidual
Dor devido a compressão das fibras nervosas
O que meu paciente sente?
Dor intensa, localizada e espontânea
Sensibilidade ao toque
Sensação de dente crescido
Teste de sensibilidade ao frio negativo (raramente a pulpite irreversível)
Percussão positiva
Palpação pode revelar sensível
Características clinicas:
Sem alteração de mobilidade
Mucosa normal
Radiograficamente apresenta um espessamento do ligamento periodontal
Tratamentos:
Eliminação do agente agressor
Medicação intracanal
Obturação
Retirar o dente de oclusão
Analgésicos ou anti-inflamatórios
Abscesso periapical agudo
Se a resposta inflamatória não consegue eliminar ou reduzir a acao do agente agressor, há uma exacerbação caracterizada por uma inflamação purulenta
Sinonímia:
Abscesso dento-alveolar agudo
Abscesso apical (perriradicular) agudo
Periodontite apical supurativa aguda
O que o meu paciente sente?
Evolução rápida da dor
Dor forte, espontânea, localizada, pulsátil e contínua 
Pode ou não apresentar evidencias de envolvimento sistêmico, tais como linfadenite regional, febre e mal-estar
Percussao positiva
Palpacao positiva
Sensibilidade ao frio negativo
Caracteristicas clinicas:
Necrose pulpar 
Destruicao coronária ampla
Extrusao dentaria
Mobilidade acentuada
Sensibilidade a percussão
Mucosa ou pele avermelhada, com aumento de volume e assimetria facial 
Intraósseo ou inicial
Pus na região periapical
Ausência de edema (intra e extra oral)
Drenagem do pus via canal
Dor intensa, pulsátil, aguda, violenta e espontânea
Alteração da mobilidade
Mucosa normal
Subperiostal ou em evolução 
Pus entre o espaço ósseo e o periósteo 
Edema endurecido (lenhoso)
Dor intensa, pulsátil, aguda, violenta e espontânea 
Alteração da mobilidade
Mucosa edemaciada
Drenagem intracanal mais difícil
Abscesso submucoso/subcutâneo ou evoluído 
Edema 
Dor espontânea (menor pela diminuição da pressão)
Alteração da mobilidade
Submucoso/subcutâneo ou evoluído
Diferenciado em dois tipos:
Imaturo: quando não há ponto de flutuação 
Maduro: quando há ponto de flutuação
Tratamento:
Drenagem da coleção purulenta
Remoção do agente agressor
Medicação intracanal
Obturação
Analgésicos e anti-inflamatórios
Antibióticos?!
Abscesso periapical crônico
Coleção purulenta na região apical de um dente com necrose pulpar geralmente indolor, com drenagem intermitente de pus 
Cronificação do abscesso periapical agudo
 O que meu paciente sente?
Assintomático
Testes de sensibilidade pulpar a frio negativo
Mucosa normal
Palpação e percussão negativo
Pode apresentar alteração da cor do dente
Apresenta fistula
Características clinicas:
Carie ou restauração extensa
Fratura radicular 
Envolvimento endoperiodontal
Infecções secundarias
Prognóstico:
Bom para a região periapical com reparação dos tecidos periapicais mole e duro
Tratamento: Endodontia
Granuloma apical crônico
Resposta inflamatória crônica de longa duração, com caráter proliferativo aos agentes agressores de baixa intensidade provenientes do canal radicular
Periodontite apical crônica!?
Devido à baixa intensidade não há fístula
 O que meu paciente sente?
Assintomático
Testes de sensibilidade a frio negativo
Percussão levementesensível
Palpação negativo
Pode apresentar alteração de cor do dente
Características clinicas:
Área radiolucidas periapical de forma circular ou ovoide, de tamanho variável, geralmente pequena, pode ser bem delimitada (circunscrita) com destruição da cortical óssea apical
Perda de integridade da lâmina dura
Tratamento:
Endodontia
Cisto periapical crônico
Lesão periapical originada de um granuloma, formado por uma cápsula conjuntiva epitelial e que possui em seu interior um liquido amarelo citrino ou uma massa semifluida (pastosa)
O que meu paciente sente?
Assintomático
Testes de sensibilidade ao frio negativo
Percussão levemente sensível
Palpação ligeiramente sensível
Pode apresentar alteração da cor do dente
Características clinicas:
Apresenta uma área radiolúcida de forma arredondada ou ovalada, de tamanho variável, circunscrita por uma osteogênese reacional contínua e com cortical alveolar destruída apicalmente
 Caso clinico que a paciente tomou um chute de um cavalo e quebrou as raízes dos dentes
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