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Caso_Cl_nico_-_Citopatologia20(1) pdf (1)

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Caso Clínico 1. História Clínica: Paciente F.M.S., 32 anos, nulípara, comparece à unidade de saúde para realização do exame citopatológico preventivo de rotina (Papanicolau). Durante a anamnese, nega sangramento intermenstrual ou pós-coital, mas relata leucorreia fluida discreta inodora. Informa que sua última menstruação ocorreu há 14 dias.

Achados ao Exame Especular: Colo uterino de aspecto rosado, com eversão do epitélio colunar sobre a ectocérvix (ectópio), tornando a Junção Escamocolular (JEC) perfeitamente visível ao redor do óstio cervical externo. Coleta realizada adequadamente com espátula de Ayre (ectocérvix) e escovinha endocervical.

Descrição do Esfregaço Citológico (Microscopia Óptica - Papanicolau): O esfregaço exibe abundante celularidade. Observa-se predomínio de células escamosas superficiais poligonal com citoplasma eosinofílico (corado em rosa) e núcleos picnóticos, além de células intermediárias cianofílicas. Em meio ao componente escamoso, identificam-se agrupamentos frouxos de células de formato poligonal/triangular, com citoplasma mais denso de coloração bifásica (ectoplasma azul e endoplasma rosa) e arranjo em “calçamento de pedra”. Nota-se também a presença de agrupamentos de células colunares endocervicais em “favo de mel” e “paliçada”, raras células de reserva sub-colunares, microbiota composta por lactobacilos (bacilos de Döderlein) e neutrófilos esparsos.
a) Identifique o processo fisiológico de adaptação tecidual que ocorre no colo uterino quando o epitélio endocervical evertido entra em contato com o pH ácido da vagina. Descreva os achados citológicos característicos das células metaplásicas escamosas (imaturas e maduras) encontradas na lâmina.

b) O esfregaço aponta predomínio de células escamosas superficiais com picnose nuclear. Classifique esse achado quanto ao padrão de atividade celular (Euplasia, Retroplasia ou Proplasia) e explique o significado fisiológico do fenômeno de cariopicnose nas células superficiais.

Caso Clínico 2. História Clínica: Paciente M.L.C., 58 anos, pós-menopausada há 7 anos, procura atendimento ginecológico devido a episódios recorrentes de sangramento vaginal espontâneo e sinusorragia (sangramento pós-coital) há cerca de 5 meses. Relata nunca ter realizado o exame preventivo de Papanicolau de forma regular.

Achados ao Exame Especular e Colposcopia: Visualiza-se lesão vegetante, endurecida, friável e sangrante ao toque de aproximadamente 2,5 cm no colo uterino, comprometendo o lábio anterior do ectocérvix. Devido à suspeita clínica de malignidade, o médico ginecológico realizou biópsia dirigida da lesão para processamento histopatológico.

Descrição do Exame Histopatológico (Coloração Hematoxilina e Eosina - HE): O corte histológico mostra rompimento da membrana basal e invasão do estroma cervical denso por blocos e “linguetas” irregulares de células epiteliais neoplásicas atípicas. As células exibem acentuada anaplasia, intensa variação de tamanho e forma (pleomorfismo), núcleos hipercromáticos com cromatina grosseiramente granular e figuras de mitose atípicas. Nas áreas centrais dos blocos tumorais bem diferenciados, observam-se estruturas arredondadas formadas por condensação cêntrica de queratina, além de pontes intercelulares (desmossomos) evidentes entre as células espinhosas. Nota-se intenso infiltrado inflamatório exsudativo no estroma subjacente e áreas de necrose.
a) Com base nos achados microscópicos descritos (presença de pérolas córneas, desmossomos e invasão estromal), estabeleça o diagnóstico histopatológico conclusivo dessa neoplasia. Diferencie-o histologicamente de um Adenocarcinoma de colo uterino.

b) Defina os conceitos histopatológicos de anaplasia, pleomorfismo e hipercromasia nuclear, explicando como essas características auxiliam na diferenciação entre neoplasias benignas e malignas.

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Questões resolvidas

Caso Clínico 1. História Clínica: Paciente F.M.S., 32 anos, nulípara, comparece à unidade de saúde para realização do exame citopatológico preventivo de rotina (Papanicolau). Durante a anamnese, nega sangramento intermenstrual ou pós-coital, mas relata leucorreia fluida discreta inodora. Informa que sua última menstruação ocorreu há 14 dias.

Achados ao Exame Especular: Colo uterino de aspecto rosado, com eversão do epitélio colunar sobre a ectocérvix (ectópio), tornando a Junção Escamocolular (JEC) perfeitamente visível ao redor do óstio cervical externo. Coleta realizada adequadamente com espátula de Ayre (ectocérvix) e escovinha endocervical.

Descrição do Esfregaço Citológico (Microscopia Óptica - Papanicolau): O esfregaço exibe abundante celularidade. Observa-se predomínio de células escamosas superficiais poligonal com citoplasma eosinofílico (corado em rosa) e núcleos picnóticos, além de células intermediárias cianofílicas. Em meio ao componente escamoso, identificam-se agrupamentos frouxos de células de formato poligonal/triangular, com citoplasma mais denso de coloração bifásica (ectoplasma azul e endoplasma rosa) e arranjo em “calçamento de pedra”. Nota-se também a presença de agrupamentos de células colunares endocervicais em “favo de mel” e “paliçada”, raras células de reserva sub-colunares, microbiota composta por lactobacilos (bacilos de Döderlein) e neutrófilos esparsos.
a) Identifique o processo fisiológico de adaptação tecidual que ocorre no colo uterino quando o epitélio endocervical evertido entra em contato com o pH ácido da vagina. Descreva os achados citológicos característicos das células metaplásicas escamosas (imaturas e maduras) encontradas na lâmina.

b) O esfregaço aponta predomínio de células escamosas superficiais com picnose nuclear. Classifique esse achado quanto ao padrão de atividade celular (Euplasia, Retroplasia ou Proplasia) e explique o significado fisiológico do fenômeno de cariopicnose nas células superficiais.

Caso Clínico 2. História Clínica: Paciente M.L.C., 58 anos, pós-menopausada há 7 anos, procura atendimento ginecológico devido a episódios recorrentes de sangramento vaginal espontâneo e sinusorragia (sangramento pós-coital) há cerca de 5 meses. Relata nunca ter realizado o exame preventivo de Papanicolau de forma regular.

Achados ao Exame Especular e Colposcopia: Visualiza-se lesão vegetante, endurecida, friável e sangrante ao toque de aproximadamente 2,5 cm no colo uterino, comprometendo o lábio anterior do ectocérvix. Devido à suspeita clínica de malignidade, o médico ginecológico realizou biópsia dirigida da lesão para processamento histopatológico.

Descrição do Exame Histopatológico (Coloração Hematoxilina e Eosina - HE): O corte histológico mostra rompimento da membrana basal e invasão do estroma cervical denso por blocos e “linguetas” irregulares de células epiteliais neoplásicas atípicas. As células exibem acentuada anaplasia, intensa variação de tamanho e forma (pleomorfismo), núcleos hipercromáticos com cromatina grosseiramente granular e figuras de mitose atípicas. Nas áreas centrais dos blocos tumorais bem diferenciados, observam-se estruturas arredondadas formadas por condensação cêntrica de queratina, além de pontes intercelulares (desmossomos) evidentes entre as células espinhosas. Nota-se intenso infiltrado inflamatório exsudativo no estroma subjacente e áreas de necrose.
a) Com base nos achados microscópicos descritos (presença de pérolas córneas, desmossomos e invasão estromal), estabeleça o diagnóstico histopatológico conclusivo dessa neoplasia. Diferencie-o histologicamente de um Adenocarcinoma de colo uterino.

b) Defina os conceitos histopatológicos de anaplasia, pleomorfismo e hipercromasia nuclear, explicando como essas características auxiliam na diferenciação entre neoplasias benignas e malignas.

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Citopatologia Clínica (ARA4202)
Professora Tainá Larissa Lubschinski
Curso de Biomedicina
Disciplina: Citopatologia Clínica (ARA4202)
Trabalho Prático Avaliativo: Casos Clínicos
Valor Total: 3,0 pontos | Divisão: 1,50 ponto por caso
Nome do Aluno(A): Camilli Schmitt Hames 
Laizza Júlia Dias Magalhães 
Data: 07/10/2026
Caso Clínico 1. História Clínica: Paciente F.M.S., 32 anos, nulípara, comparece à unidade de 
saúde para realização do exame citopatológico preventivo de rotina (Papanicolau). Durante a 
anamnese, nega sangramento intermenstrual ou pós-coital, mas relata leucorreia fluida discreta 
inodora. Informa que sua última menstruação ocorreu há 14 dias.
Achados ao Exame Especular: Colo uterino de aspecto rosado, com eversão do epitélio colunar 
sobre a ectocérvix (ectópio), tornando a Junção Escamocolular (JEC) perfeitamente visível ao 
redor do óstio cervical externo. Coleta realizada adequadamente com espátula de Ayre 
(ectocérvix) e escovinha endocervical.
Descrição do Esfregaço Citológico (Microscopia Óptica - Papanicolau): O esfregaço exibe 
abundante celularidade. Observa-se predomínio de células escamosas superficiais poligonal com 
citoplasma eosinofílico (corado em rosa) e núcleos picnóticos, além de células intermediárias 
cianofílicas. Em meio ao componente escamoso, identificam-se agrupamentos frouxos de células 
de formato poligonal/triangular, com citoplasma mais denso de coloração bifásica (ectoplasma 
azul e endoplasma rosa) e arranjo em “calçamento de pedra”. Nota-se também a presença de 
agrupamentos de células colunares endocervicais em “favo de mel” e “paliçada”, raras células de 
reserva sub-colunares, microbiota composta por lactobacilos (bacilos de Döderlein) e neutrófilos 
esparsos.
Parâmetro Avaliado Achados Citomorfológicos Identificados
Epitélio de Origem Células escamosas superficiais/intermediárias, células colunares 
endocervicais e células metaplásicas maduras e imaturas da JEC.
Padrão Hormonal / Fase Fase ovulatória (meio do ciclo - 14º dia): predomínio de células 
superficiais eosinofílicas por ação do estrogênio folicular.
Microbiota e Fundo Lactobacilos de Döderlein abundantes, citólise fisiológica discreta e 
infiltrado inflamatório neutrófilico leve.
Questão 1.1 (0,75 Ponto). Diagnóstico Adaptativo e Padrões de Atividade Celular:
Citopatologia Clínica (ARA4202)
Professora Tainá Larissa Lubschinski
a) Identifique o processo fisiológico de adaptação tecidual que ocorre no colo uterino quando o 
epitélio endocervical evertido entra em contato com o pH ácido da vagina. Descreva os achados 
citológicos característicos das células metaplásicas escamosas (imaturas e maduras) encontradas 
na lâmina.
b) O esfregaço aponta predomínio de células escamosas superficiais com picnose nuclear. 
Classifique esse achado quanto ao padrão de atividade celular (Euplasia, Retroplasia ou 
Proplasia) e explique o significado fisiológico do fenômeno de cariopicnose nas células 
superficiais.
Resposta 1.1 - Diagnóstico Adaptativo e Padrões de Atividade Celular
Processo de adaptação tecidual e achados citológicos das células metaplásicas :
a) Processo fisiológico: Metaplasia escamosa cervical. A eversão do epitélio colunares 
endocervicais (ectopia) leva a um contato das células colunares com o pH ácido da vagina. Com 
base em resposta adaptativa do tecido, o epitélio simples colunares é substituído por um epitélio 
estratificado escamoso mais resistente .
 Achados Citológicos: 
 Metaplasia imatura ; células pequenas ou médias, isoladas ou em pequenos arranjos densos, de 
formato arredondado/poligonal com bordas bem definidas e projeções citoplasmáticas ("pés de 
aranha"). Citoplasma denso, bifásico ectoplasma eosinofílico/rosa e endoplasma 
cianofílico/azul), halo perinuclear claro. Núcleos centralizados, levemente aumentados, com 
cromatina uniforme.
 Metaplasia madura; células iguais às células escamosas intermediárias do colo, de formato 
amplo, poligonal, citoplasma cianofílico denso ou abundante. 
b) Padrão de atividade celular e fisiologia da Cariopicnose:
 Classificação: Euplasia (padrão de maturidade e diferenciação normal dentro da resposta 
fisiológica esperada). 
 Significado da Cariopicnose: Picnose nuclear (núcleo pequeno, condensado e hipercromático) 
indica condensação irreversível da cromatina e finalização do ciclo da divisão/atividade 
metabólica celular. Representa plena maturação do epitélio escamoso induzido pelos níveis 
estrogênicos durante a fase ovulatória
Questão 1.2 (0,75 Ponto). Artefatos de Técnica e Diretrizes de Rastreamento:
Citopatologia Clínica (ARA4202)
Professora Tainá Larissa Lubschinski
a) Caso o profissional responsável pela coleta demorasse mais de 2 minutos para fixar o 
esfregaço úmido em álcool etílico 95%, permitindo a secagem da lâmina ao ar, quais alterações 
citopatológicas e artefatos microscópicos seriam observados nas células? Como isso afeta a 
qualidade da amostra?
b) De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde / INCA para o rastreamento do câncer do 
colo do útero, qual é a faixa etária recomendada para o exame Papanicolau e qual deve ser a 
periodicidade de realização após a obtenção de dois resultados consecutivos negativos?
Resposta 1.2 - Artefatos Técnicos e Diretrizes de Coleta 
a) Consequências do retardo na coleta (>2 minutos): 
 Alterações e artefatos: artefato de secagem ao ar (air-drying artifact). 
 Achados Microscópicos: edema e formação desproporcional na células e nos núcleos 
(pseudomegaliacariose), perda do detalhe da rede de cromatina (aspecto borrado / "pálido") e 
coloração eosinofílica pálida do citoplasma e alteração dos contornos celulares.
 Impacto sobre a Qualidade: compromete seriamente a amostragem podendo gerar diagnósticos 
falso-negativos (confundindo com atipia/lesão o aumento nuclear artificial) ou tornar 
insatisfatória para avaliação. 
b) Diretrizes Ministério da Saúde/INCA: 
 Faixa etária recomendada: Mulheres (ou pessoas com colo do útero) de 25 a 64 anos que já 
tiveram atividade sexual . 
 Periodicidade: a amostragem deve ser a cada 3 anos, após dois exames consecutivos anuais com 
resultado negativo .
 
Caso Clínico 2. História Clínica: Paciente M.L.C., 58 anos, pós-menopausada há 7 anos, 
procura atendimento ginecológico devido a episódios recorrentes de sangramento vaginal 
espontâneo e sinusorragia (sangramento pós-coital) há cerca de 5 meses. Relata nunca ter 
realizado o exame preventivo de Papanicolau de forma regular.
Achados ao Exame Especular e Colposcopia: Visualiza-se lesão vegetante, endurecida, friável 
e sangrante ao toque de aproximadamente 2,5 cm no colo uterino, comprometendo o lábio 
anterior do ectocérvix. Devido à suspeita clínica de malignidade, o médico ginecológico realizou 
biópsia dirigida da lesão para processamento histopatológico.
Descrição do Exame Histopatológico (Coloração Hematoxilina e Eosina - HE): O corte 
histológico mostra rompimento da membrana basal e invasão do estroma cervical denso por 
blocos e “linguetas” irregulares de células epiteliais neoplásicas atípicas. As células exibem 
Citopatologia Clínica (ARA4202)
Professora Tainá Larissa Lubschinski
acentuada anaplasia, intensa variação de tamanho e forma (pleomorfismo), núcleos 
hipercromáticos com cromatina grosseiramente granular e figuras de mitose atípicas. Nas áreas 
centrais dos blocos tumorais bem diferenciados, observam-se estruturas arredondadas formadas 
por condensação cêntrica de queratina, além de pontes intercelulares (desmossomos) evidentes 
entre as células espinhosas. Nota-se intenso infiltrado inflamatório exsudativo no estroma 
subjacente e áreas de necrose.
Achado Histopatológico Significado Diagnóstico / Fisiopatológico
Invasão do Estroma
Rompimento da membrana basal caracterizando neoplasia maligna 
invasora (diferente do carcinoma in situ).
Pérolas Córneas e Desmossomos
Marcadores morfológicos patognomônicos de diferenciação 
escamosa/epidermoide bem diferenciada.
Anaplasia e Pleomorfismo
Perda de diferenciaçãocelular e variação acentuada no tamanho/forma 
celular e nuclear, típicas de malignidade.
Questão 2.1 (0,75 Ponto). Diagnóstico Histopatológico Conclusivo e Neoplasia Epitelial:
a) Com base nos achados microscópicos descritos (presença de pérolas córneas, desmossomos e 
invasão estromal), estabeleça o diagnóstico histopatológico conclusivo dessa neoplasia. 
Diferencie-o histologicamente de um Adenocarcinoma de colo uterino.
b) Defina os conceitos histopatológicos de anaplasia, pleomorfismo e hipercromasia nuclear, 
explicando como essas características auxiliam na diferenciação entre neoplasias benignas e 
malignas.
Resposta: Questão 2.1 
A)Diagnóstico histopatológico conclusivo: Carcinoma Espinocelular (CEC) de colo uterino bem 
diferenciado. 
Diferenciação histológica do Adenocarcinoma: O CEC origina-se no epitélio 
escamoso/estratificado (ectocérvix) e apresenta pérolas córneas, desmossomos e queratinização. 
Já o adenocarcinoma origina-se no epitélio glandular (endocérvix) e caracteriza-se pela formação 
de estruturas glandulares/tubulares e produção de mucina. 
Citopatologia Clínica (ARA4202)
Professora Tainá Larissa Lubschinski
B)Anaplasia: Perda da diferenciação celular e da organização do tecido; a célula perde a sua 
função especializada. 
 Pleomorfismo: Variação pronunciada no tamanho, forma e estrutura das células e dos seus 
núcleos. 
Hipercromasia nuclear: Núcleos mais intensamente corados/escuros devido à alta concentração e 
condensação de cromatina. 
 Como auxiliam na diferenciação: Lesões benignas mantêm células uniformes, organizadas e 
bem diferenciadas. Nas lesões malignas, a presença de anaplasia, pleomorfismo e hipercromasia 
indica proliferação celular desordenada, atipia e perda da arquitetura tecidual normal.
Questão 2.2 (0,75 Ponto). Citopatologia vs. Histopatologia e Técnicas Laboratoriais:
a) Explique a principal diferença diagnóstica entre o exame citopatológico (Papanicolau) e o 
histopatológico. Por que apenas o exame histopatológico é capaz de confirmar ou descartar a 
invasão tecidual e estromal em neoplasias malignas?
b) Descreva a sequência correta das etapas do processamento tecidual histológico para a 
confecção da lâmina (Fixação, Desidratação, Clarificação, Impregnação/Inclusão, Corte e 
Coloração), indicando qual é o fixador líquido padrão e qual é o reagente diafanizador utilizado 
na clarificação.
Resposta Questão 2.2
A) Diferença principal: O exame citopatológico (Papanicolau) avalia células soltas descamadas 
da superfície do colo uterino, sem mostrar a organização do tecido. Já o exame histopatológico 
analisa a arquitetura completa do tecido obtido por biópsia. 
 Por que só o histopatológico confirma a invasão: Porque é o único exame que permite visualizar 
a integridade das estruturas teciduais, confirmando se as células tumorais romperam a membrana 
basal e invadiram o estroma subjacente (diferenciando uma lesão in situ de uma lesão invasora)
B) Sequência das etapas:
1. Fixação
2. Desidratação
3. Clarificação (ou Diafanização)
Citopatologia Clínica (ARA4202)
Professora Tainá Larissa Lubschinski
4. Impregnação / Inclusão
5. Corte (Microtomia)
6. Coloração 
Fixador líquido padrão: Formol neutro tamponado a 10%
Reagente diafanizador (clarificação): Xilol.

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