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ADMINISTRAÇÃO ESTRATÉGICA Resumo NP2 MODELO VRIO É uma ferramenta de Administração Estratégica criada por Jay Barney para descobrir por que algumas empresas conseguem vantagem competitiva sustentável e outras não. O VRIO faz parte da chamada Visão Baseada em Recursos (VBR/RBV) Enquanto Porter olha o ambiente externo, o VRIO olha para dentro da empresa. A perguntar central do VRIO é: • Quais recursos e capacidades tornam essa empresa realmente forte? ANTES DO VRIO: ANÁLISE INTERNA A analise interna serve para identificar: • Forcas • Fraquezas • Capacidades • Recursos • Vantagem competitiva A empresa precisa comparar seus recursos com os concorrentes. Não adianta ter muitos recursos se eles não geram valor e se qualquer empresa consegue copiar. VISÃO BASEADA EM RECURSOS (VBR) A VBR surgiu como oposição à ideia de que a estratégia depende apenas do setor. A vantagem competitiva vem dos recursos e capacidades da empresa. Ou seja: Não basta escolher um bom mercado A empresa precisa ter “armas competitivas”. O recurso precisa: • gerar valor; • ser raro; • difícil de copiar; • bem explorado pela organização RECURSOS X CAPACIDADE Recursos: são os ativos da empresa. Podem ser Tangíveis-> dinheiro; fabricas; máquinas Intangíveis-> reputação; marca; conhecimento Capacidades: são a habilidade da empresa de usar bem os recursos. Como: • Relacionamento com clientes • Inovação • Conhecimento de mercado • Gestão eficiente Ex: McDonald’s Recursos-> marca forte; lojas; capital; Capacidades-> atendimento padronizado; rapidez operacional; gestão global; treinamento eficiente -> Se a empresa tiver muitos recursos, não “significa nada” -> O recurso sozinho não gera vantagem competitiva. Ele precisa passar pelo VRIO. CATEGORIAS DE RECURSOS 1. Financeiros: dinheiro; credito; investimentos 2. Físicos: fábricas; equipamentos; prédios 3. Humanos: habilidades; experiência; criatividade 4. Organizacionais: estrutura hierárquica; cultura; processos; relacionamento interno A empresa que possuir os recursos mais valiosos e- > ganharão e sustentarão a vantagem competitiva RECURSOS HETEROGÊNEOS As empresas NÃO possuem exatamente os mesmos recursos. Essa diferença é justamente o que cria vantagem competitiva. Ex: A Apple e uma fabricante genérica de celular podem ter acesso às mesmas tecnologias. Mas marca, design, inovação, fidelização são recursos difíceis de copiar. -> Isso gera vantagem competitiva MODELO VRIO SIGNIFICA: (V) VALOR O recurso gera valor? Ou: reduz custos? Aumenta receitas? Melhora eficiência? Melhora posicionamento Ex: Uma empresa comprar máquinas caras que não melhoram produtividade NÃO gera valor. (R) RARIDADE Poucas empresas possuem isso? Se todo mundo possui: existe apenas paridade competitiva Ex: ter Instagram hoje NÃO é raro. (I) IMITABILIDADE É difícil de copiar? difícil de copiar: cultura; marca; patentes, experiência; relacionamento Ex: A Coca-Cola Se for fácil: vantagem apenas temporária. Se for difícil: vantagem sustentável. (O) ORGANIZAÇÃO A empresa está organizada para explorar os recursos? Porque ás vezes a empresa possui recursos valiosos mas não sabe utilizá-los Ex: uma empresa pode contratar profissionais brilhantes, mas ter gestão ruim; burocracia Situação Tipo Todo mundo possui Paridade Fácil copiar Vantagem Temporária Difícil copiar Vantagem Sustentável Não explorado pela organização Desvantagem CORE COMPETENCES (COMPETÊNCIAS ESSENCIAIS) Core Competences foi desenvolvido por C.K Prahalad e Gary Hammel. A ideia principal deles era revolucionária: -> A vantagem competitiva NÃO está apenas no produto final Está principalmente nas competências que a empresa desenvolve ao longo do tempo. Core Competence é a combinação de tecnologias e habilidades de produção que permitem sustentar vários produtos. Ou seja: • é uma capacidade estratégica central; • permite criar vários produtos; • gera valor percebido; • é difícil copiar; • sustenta vantagem competitiva. -> Diferencia a empresa dos concorrentes A vantagem competitiva é passageira; a capacidade de gerar novas vantagens competitivas é que é sustentável. Hoje o mercado muda rápido. Então o mais importante NÃO é um produto especifico; uma inovação isolada O mais importante é a capacidade da empresa de continuar inovando MUDANÇA DE PARADIGMA Antigamente: • as empresas focavam em divisões separadas; • cada unidade funcionava isoladamente Prahalad e Hamel criticam isso. Porque: • as áreas deixam de compartilhar conhecimento; • a empresa perde sinergia; • recursos ficam “presos” A empresa precisa integrar conhecimentos e capacidades. Ou seja: • compartilhar tecnologia; • compartilhar aprendizagem; • desenvolver competências coletivas. Ex: Samsung não compete apenas vendendo celular; TV; notebook. A verdadeira força dela está em: engenharia; tecnologia de telas; inovação -> Essas competências permitem criar vários produtos. PRODUTO FINAL ≠ CORE COMPETENCE -> Competência Essencial NÃO é Produto Produto: é o resultado final vendido Competência essencial: é a capacidade que permite criar vários produtos com excelência Ex: Honda vende: motos; carros; motores náuticos A competência essencial dela NÃO é “moto”. É domínio de motores e engenharia mecânica. -> Uma competência essencial deve permitir atuação em vários mercados, valor ao cliente, dificuldade de imitação TESTE DA CORE COMPETENCE 1. Deve proporcionar acesso a uma ampla variedade de mercados Uma competência essencial não pode servir para apenas um único produto. Ela precisa permitir que a empresa: entre em vários mercados; crie novos produtos; se adapte rapidamente Elasticidade = capacidade de expansão Economia de Escopo = Produzir vários produtos aproveitando os mesmos recursos e competências Economia de Escala = Produzir muito do mesmo produto 2. A competência deve contribuir significativamente para o valor percebido pelo cliente “O cliente percebe valor nessa competência?” -> O cliente NÃO vê necessariamente a competência. Ele percebe • qualidade; • experiência; • desempenho; • inovação. Inelasticidade de Preço = aumenta valor percebido pelo cliente; reduz sensibilidade ao preço; fortalece marca; gera fidelização (o famoso “eu pago porque vale”) Fidelização Orgânica = o benefício entregue pela competência gera uma barreira emocional ou funcional. Ex: interface IOS Foco Estratégico = foca recursos no que realmente move o ponteiro da decisão do cliente. Direção mais assertiva 3. A competência deve ser difícil de imitar Soma de habilidades e recursos complexos adquiridos ao longo do tempo em um processo de acertos e erros -> limitam a sua aquisição pelos concorrentes Ambiguidade causal = concorrentes NÃO conseguem entender exatamente: como; por que; de onde vem a vantagem Dependência de Trajetória = foi construída ao longo de décadas de erros, acertos e aprendizado. Isso não pode ser comprado ou acelerado com dinheiro Complexidade Social = envolve cultura, confiança e a forma como as pessoas trabalham juntas Core Competence e VRIO se relacionam porque competências essenciais precisam gerar valor, diferenciação e dificuldade de imitação. A ÁRVORE DAS COMPETÊNCIAS Parte da árvore Significado Raízes Competências essenciais Tronco Produtos centrais Parte da árvore Significado Galhos Unidades de negócio Frutos Produtos finais 5 FORÇAS DE PORTER Serve para analisar o nível de competição de um mercado. As 5 forças são: 1. Rivalidade entre concorrentes: empresas disputam o mesmo mercado -> mais competição, menos lucro Ex: Netflix x Prime x Disney+Guerra de preços -> destrói margem de lucro. 2. Ameaça de novos entrantes: facilidade de novas empresas entrarem no mercado Ex: novas lojas online surgindo facilmente Barreiras de entrada = empresas grandes têm vantagem; entrada muito cara; difícil competir; difícil chegar ao cliente; tecnologia; exigências legais Barreiras protegem lucro - > quanto maiores mais protegido fica o setor. Barreiras muito altas também podem -> reduzir inovação 3. Poder de barganha dos clientes: clientes conseguem negociar ou trocar de empresa Ex: escolher entre vários restaurantes ou apps de delivery -> empresas precisam baixar preço ou oferecer diferenciação. Switching Costs (custos de mudança) = quanto mais fácil de trocar, maior o poder do cliente 4. Poder de barganha dos fornecedores: fornecedores podem influenciar preço e condições, “empresa depende dele” Ex: poucos fornecedores de matéria-prima encarecendo produtos 5. Ameaça de produtos substitutos: existem alternativas para o mesmo produto/serviço Ex: streaming substituindo TV a cabo Quanto mais substitutos -> mais difícil cobrar caro. Muitos produtos substitutos a empresa podem perder o mercado e precisa competir mais Quanto mais fácil trocar -> maior o poder do cliente MATRIZ BCG Serve para analisar o portifólio de produtos e negócios da empresa. A Matriz BCG é, na verdade, uma ferramenta de gestão de fluxo de caixa. A Matriz ajuda a empresa a decidir: • onde investir; • quais produtos sustentar; • quais abandonar; • quais geram caixa; • quais consomem caixa. A lógica da BCG é DINHEIRO. A matriz pensa em: • entrada de dinheiro; • saída de dinheiro; • investimento; • retorno. A Matriz BCG possui 2 Eixos EIXO Y- Crescimento do Mercado Quanto maior o crescimento -> mais investimento necessário Mercado crescendo rápido -> consome caixa EIXO X — Participação Relativa de Mercado Força competitiva da empresa, “a empresa domina esse mercado?” Participação ALTA = empresa forte: • vende muito; • possui vantagem; • gera mais dinheiro. Participação BAIXA = empresa pequena • vende menos; • sofre mais; • gera menos caixa. 1. ESTRELA: mercado cresce MUITO. Empresa é FORTE A empresa vende muito, mas precisa investir MUITO para continuar crescendo Ex: iPhone quando explodiu no mercado: vendia absurdamente, mas Apple precisava investir; expandir; inovar; produzir mais “Produto líder em mercado que cresce rápido.” 2. VACA LEITEIRA: mercado cresce POUCO. Empresa é FORTE Agora o mercado já amadureceu. A empresa já domina, então: • Vende muito - QUEM MAIS GERA CAIXA • Quase não precisa investir • Sobra lucro -> “vaca leiteira” porque ela “produz caixa” constantemente Ex: Coca-Cola. Ela já domina. Não precisa convencer ninguém que o refrigerante existe. “Produto consolidado que sustenta financeiramente a empresa.” 3. INTERROGAÇÃO: mercado cresce MUITO. Empresa é FRACA O mercado parece promissor. Mas: • a empresa ainda não domina; • precisa gastar MUITO; • não sabe se vai dar certo. Consome muito dinheiro e a empresa precisa decidir se vale investir. Ex: startup pequena entrando no mercado de IA hoje. Mercado enorme; crescendo rápido. Mas ela: ainda é pequena; precisa investir pesado “Produto promissor, mas arriscado.” 4. ABACAXI: mercado cresce POUCO. Empresa é FRACA O pior cenário. A empresa: • não domina; • mercado não cresce; • quase não gera dinheiro. Ex: DVD atualmente. Mercado caiu; pouca demanda; pouco crescimento “Produto fraco em mercado sem futuro.” O CICLO DE VIDA DO PRODUTO O modelo que mostra como as vendas; a demanda; e o lucro mudam ao longo do tempo. São 4 fases: 1. Introdução: o produto acabou de chegar no mercado • poucas pessoas conhecem; • vendas ainda baixas; • investimento alto; • muito marketing; • lucro baixo ou negativo. 2. Crescimento: o produto começou a dar certo • vendas aumentam rápido; • mercado cresce; • clientes começam a conhecer. 3. Maturidade: o produto já está consolidado • quase todo mundo já conhece; • mercado estabilizou; • crescimento desacelera; • vendas altas; • menos investimento 4. Declínio: o produto está perdendo espaço • vendas caem; • consumidores mudam; • novas tecnologias aparecem; • redução do lucro; RELAÇÃO COMPLETA CICLO DE VIDA BCG CARACTERÍSTICA Introdução Interrogação investimento e risco Crescimento Estrela expansão Maturidade Vaca leiteira geração de caixa Declínio Abacaxi perda de mercado