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BIOQUÍMICA GERAL 
Roteiro de Aula Prática 
 
Tema: Diagnóstico laboratorial do Diabetes Mellitus: determinação da glicemia e interpretação integrada de 
marcadores bioquímicos 
 
Cursos: Biomedicina, Farmácia e Enfermagem 
Modalidade: Aula prática laboratorial com discussão de casos clínicos. 
 
1. Objetivo geral 
 
Compreender os fundamentos bioquímicos e laboratoriais do diagnóstico do Diabetes Mellitus (DM), por 
meio da determinação quantitativa da glicose sanguínea e da interpretação integrada dos principais 
parâmetros utilizados na investigação diagnóstica, na classificação e no acompanhamento da doença. 
 
2. Objetivos específicos 
 
Ao final da aula, o estudante deverá ser capaz de: 
1. Explicar os mecanismos fisiológicos envolvidos na regulação da glicemia e as alterações metabólicas 
associadas ao Diabetes Mellitus. 
2. Executar a dosagem laboratorial de glicose utilizando o método enzimático-colorimétrico, conforme 
as instruções do fabricante. 
3. Calcular a concentração de glicose a partir das absorbâncias obtidas. 
4. Interpretar resultados de glicemia de jejum, hemoglobina glicada (HbA1c) e teste oral de tolerância à 
glicose (TOTG), conforme os critérios da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). 
5. Diferenciar a finalidade diagnóstica da glicemia e da HbA1c da aplicação do peptídeo C na avaliação 
da secreção endógena de insulina. 
6. Compreender o funcionamento do monitoramento contínuo de glicose (MCG), incluindo o tempo no 
alvo (TIR), o tempo abaixo do alvo (TBR) e o tempo acima do alvo (TAR). 
7. Identificar fatores pré-analíticos, analíticos e pós-analíticos que possam comprometer a 
confiabilidade dos resultados. 
 
3. Fundamentação teórica 
 
O Diabetes Mellitus é um grupo de doenças metabólicas caracterizadas por hiperglicemia persistente, 
decorrente de alterações na secreção de insulina, na ação desse hormônio ou em ambos os mecanismos. 
A investigação laboratorial é fundamental para identificar alterações no metabolismo da glicose, 
estabelecer o diagnóstico e contribuir para a diferenciação dos tipos de diabetes. 
A glicemia plasmática representa a concentração de glicose no momento da coleta, enquanto a 
hemoglobina glicada reflete a exposição glicêmica durante aproximadamente os dois a três meses anteriores. 
O peptídeo C fornece informações sobre a produção endógena de insulina, sendo particularmente 
útil em situações nas quais há dúvida sobre a classificação do diabetes. 
O monitoramento contínuo de glicose, por sua vez, permite avaliar o comportamento da glicose ao 
longo do dia, identificar padrões de hiperglicemia e hipoglicemia e verificar a variabilidade glicêmica. Sua 
principal aplicação é o acompanhamento e a orientação terapêutica, não substituindo os exames 
laboratoriais convencionais utilizados para o diagnóstico. 
Organização da aula: somente a glicose será dosada experimentalmente. Os demais parâmetros serão 
abordados por meio de resultados laboratoriais simulados, gráficos de monitoramento contínuo e estudos 
de caso, permitindo integrar a prática bioquímica ao raciocínio clínico. 
 
 
 
 
 BIOQUÍMICA GERAL 
4. Critérios laboratoriais para diagnóstico do Diabetes Mellitus 
 
A tabela apresenta os critérios da Diretriz Oficial da Sociedade Brasileira de Diabetes, edição 2026, cujo 
capítulo de diagnóstico foi revisado em julho de 2024 e permanece incorporado à edição atual. 
 
Exame Normal Pré-diabetes Diabetes 
Glicemia de jejuma conversão da pró-insulina em insulina, em quantidades equimolares à 
insulina endógena. Sua determinação pode auxiliar na avaliação da função das células beta pancreáticas e 
na diferenciação dos tipos de diabetes. 
Segundo a SBD, em situações de dúvida sobre a classificação do diabetes, com autoanticorpos negativos, 
um peptídeo C randômico inferior a 0,6 ng/mL, após pelo menos cinco anos de doença, favorece a 
classificação como DM1B. Valores superiores exigem considerar DM2 e outras possibilidades, como diabetes 
monogênico. 
A interpretação deve considerar a glicemia concomitante, o tempo de doença e a função renal. O 
peptídeo C não é um critério isolado para estabelecer o diagnóstico de diabetes. 
 
6.3. Monitoramento contínuo de glicose (MCG) 
 
O MCG utiliza sensores que estimam a concentração de glicose no líquido intersticial, fornecendo 
medições frequentes ao longo do dia. 
 
Entre os principais indicadores estão: 
 
Indicador Significado Meta usual para adultos não gestantes com 
DM1 ou DM2 
TIR Tempo entre 70 e 180 
mg/dL 
> 70% 
TBR Tempo abaixo de 70 mg/dL 180 mg/dL) 33% 
CV 39% 
 
Questões: O controle glicêmico está adequado? Quais riscos podem ser identificados? Por que a HbA1c 
isoladamente não descreve completamente o comportamento glicêmico? 
 
8. Registro dos resultados experimentais 
 
Os estudantes deverão preencher a ficha abaixo após a execução da análise. 
 
Parâmetro Resultado 
Tipo de amostra 
 
Condição de jejum 
Absorbância do padrão 
 
Absorbância da amostra 
 
Concentração calculada (mg/dL) 
Interpretação laboratorial 
 
 
Discussão do resultado: o valor encontrado é compatível com normalidade, pré-diabetes ou diabetes, 
considerando as condições da coleta? Existem limitações que impeçam essa classificação? 
 
9. Referências e materiais de apoio 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Diagnóstico de Diabetes Mellitus – Diretriz SBD, edição 2026. 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Classificação do Diabetes – Diretriz SBD. 
SOCIEDADE BRASILEIRA DE DIABETES. Metas de Controle Glicêmico – atualização 2026. 
BIOCLIN. Glicose Monoreagente K082 – Instruções de uso. Bula disponibilizada em anexo. 
PNCQ. Manual de Coleta em Laboratório Clínico. 5. ed. Material disponibilizado em anexo. 
 
https://diretriz.diabetes.org.br/diagnostico-de-diabetes-mellitus/?utm_source=chatgpt.com
https://diretriz.diabetes.org.br/classificacao-do-diabetes/?utm_source=chatgpt.com
https://diretriz.diabetes.org.br/metas-de-controle-glicemico/?utm_source=chatgpt.com

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