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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO PARANÁ 
ESCOLA DE SAÚDE E BIOCIENCIAS 
CURSO DE PSICOLOGIA 
DISCIPLINA – ESTRATÉGIAS DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA 
 
 
MATERIAL DE APRENDIZAGEM 
Conteúdo dos slides apresentados para os alunos. 
 
 
 
 
 
Porque os teste são “psicológicos” ? 
 
 
“Todo nosso conhecimento inicia-se nos sentidos, passa ao entendimento e termina na 
Razão” (Immanuel Kant). 
O Psicólogo guarda um “segredo”? 
Teste Psicológico 
[...] os testes psicológicos são procedimentos sistemáticos de observação e registro de 
amostras de comportamentos e respostas de indivíduos com o objetivo de descrever 
e/ou mensurar características e processos psicológicos, compreendidos tradicionalmente 
nas áreas emoção/afeto, cognição/inteligência, motivação, personalidade, 
psicomotricidade, atenção, memória, percepção, dentre outras, nas suas mais diversas 
formas de expressão, segundo padrões definidos pela construção dos instrumentos 
(CFP, 2012, p.1). 
 
Qual o “segredo” do Psicólogo? 
Formação teórica 
Formação técnica 
Experiência profissional 
Leitura clinica dos fenômenos psicológicos 
Acesso ao universo psicológico do sujeito – compreensão de sua singularidade 
Relação com as diretrizes interpretativas padronizadas dos testes psicológicos 
Portanto, descobrimos o “segredo”? 
A credibilidade dos resultados e conclusões em um processo de avaliação psicológica 
em que o teste é utilizado pelo psicólogo, está condicionada a um referencial 
teórico/técnico válido, que sustente as interpretações segundo o pressuposto do 
determinismo psíquico do sujeito avaliado. 
Portanto, descobrimos o “segredo”? 
A experiência do profissional, o fato dos dados interpretados terem se originado da 
utilização de outras estratégias de avaliação além dos testes psicológicos e a 
capacidade de integração na compreensão clinica do fenômeno psicológico, são 
condições imprescindíveis para garantir a confiabilidade dos resultados que se 
integrarão de modo coerente a um corpo teórico consistente 
 
O psicólogo não pode mais se contentar com uma concepção 
apenas psicométrica da avaliação psicológica 
 
– É ele responsável pela representação social do “teste psicológico” e da própria 
atuação na avaliação psicológica - banalização? 
[...] uma realidade intuída, que se oferece imediatamente à percepção, mas como 
realidade instruída, identificada a partir de um modelo que, como uma “rede”, é 
aplicada pelo especialista sobre os eventos (situações onde ocorrem os fenômenos), de 
forma a poder revelar alguma inteligibilidade lógica, ou possibilidade de sentido sobre a 
realidade psicológica humana. (Cruz, 2002, p. 20) 
O “segredo” então está na capacidade técnica de ressignificar o lugar do teste 
psicológico no processo de avaliação psicológica o uso indiscriminado de testes 
psicológicos, não permitem espaço para uma ferramenta indispensável que deveria ser 
a base estrutural do estabelecimento do vínculo – campo relacional 
Teste – origem inglesa que significa prova. 
Deriva do latin “testis” = modalidades de medição. 
Precursor - CATTELL (1890) 
Saída do campo das sensações para ingressar no campo das habilidades mentais 
Precursor do uso do termo “teste mental” 
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES“as condições de uso dos instrumentos devem ser 
consideradas apenas para os contextos e propósitos para os quais os estudos empíricos 
indicaram resultados favoráveis”. (RESOLUÇÃO CFP Nº 002/2003) 
 
“ A busca de informação necessária e suficiente está condicionada ao conhecimento que 
se possua, em um momento determinado sobre o objeto de estudo e por suposto de sua 
natureza. Também depende das concepções gerais dos cientistas que constroem suas 
explicações, ou seja, sua subjetividade” (ARIAS BEATÓN; CARNIELO CALEJON, 
2002, 50). 
 
“Sistematicamente, os fatos e processos estão oferecendo indicadores e se manifestam 
de uma ou de outra maneira, na interdependência que estes têm com o sujeito ou com 
outros fatos da realidade. [...] não se apreciam ditos indicadores até que não exista 
alguma intencionalidade, por parte do sujeito, de encontrá-los de modo a elaborar 
idéias, categorias e explicações sobre o fato ou o processo, objeto de estudo”. (ARIAS 
BEATÓN; CARNIELO CALEJON, 2002, p. 51). 
 
Conceito de teste psicológico 
“Os Testes Psicológicos são instrumentos de avaliação ou mensuração de características 
psicológicas, constituindo-se um método ou uma técnica de uso privativo do psicólogo, 
em decorrência do que dispõe o § 1o do Art. 13 da Lei no 4.119/62. (RESOLUÇÃO 
CFP N.º 002/2003, p. 2). 
 
 
“Teste psicológico é um procedimento sistemático para obtenção de amostras de 
comportamento relevantes para o funcionamento cognitivo ou afetivo e para a 
avaliação destas amostras de acordo com certos padrões”. 
(URBINA, 2007, p. 12-13). 
 
 
Elementos básicos da definição de testes psicológicos 
Por que padronização? 
Uniformidade de procedimentos: 
Administração, 
Avaliação, 
Interpretação. 
Padrão para avaliação dos resultados 
 
Aspectos positivos 
São meios para alcançar um fim (ferramentas); 
São extremamente úteis (quando utilizados de forma apropriada e hábil); 
Ajudam na obtenção de inferências a respeito de indivíduos ou grupos; 
Aumentam o auto conhecimento e a auto compreensão. 
 
 
DIFERENÇAS TÍPICAS ENTRE TESTAGEM E AVALIAÇÃO 
PSICOLÓGICA 
 
 FONTE - URBINA (2007) 
 
 
 
 
 
Categoria dos testes psicológicos 
TIPO DE TESTES 
Testes psicométricos – avaliam conhecimento, capacidade, aptidão, habilidade ou 
funcionamento cognitivo (perguntas de múltipla escolha, verdadeiro e falso, dentre 
outras). 
 
Testes projetivos – avaliam aspectos da personalidade referente a motivações, 
preferências, atitude, interesse, opiniões, constituição emocional e reações 
características a outras pessoas, situações e estímulos (perguntas abertas, escolhas 
forçadas) 
CATEGORIA DOS TESTES PSICOLÓGICOS 
(PASQUALI, 2001, p. 25) 
 
 
 
 
 
 
 
Segundo a finalidade 
 
Potência, Velocidade ou Rapidez 
 
Capacidade ou nível 
 
Segundo o modo de administração 
 
Individuais 
Coletivos 
Auto administrados 
 
Segundo o modo de expressão – apresentação e forma de construção dos itens 
 
Verbal – oral 
Não verbal 
Impresso – lápis e papel 
Gráfico 
Execução – manipulação 
 
Segundo a organização 
Unitários 
Baterias 
Escalas 
 
 
 
 
 
Considerações sobre - Inteligência 
Existem várias concepções sobre o conceito de inteligência: 
Inteligência (quantitativo e qualitativo) 
Inteligência geral, 
Inteligências múltiplas 
QI = quociente de inteligência ou Coeficiente de inteligência 
QE = Inteligência emocional 
Inteligência Geral – é uma composição de várias funções. 
 
“É um construto multifacetado, abrangendo combinações de habilidades cognitivas e 
conhecimento exigido, estimulado e recompensado pelo contexto experiencial dentro do 
qual o indivíduo funciona”. 
(ANASTASI, 2001) 
 
 
Inteligências múltiplas – presença de áreas no cérebro correspondentes a espaços de 
cognição, cada um expressando uma forma diferente de inteligência. (ANTUNES, 
2002) 
 
QI – é a expressão do nível de habilidade de um sujeito, em um dado momento do 
tempo, em relação às normas de idade de seu grupo etário. 
BINET e seu assistente SIMON (1905) 
Escala para avaliar inteligência da criança com foco no sistema de educação pública 
francês. 
 
TERMAN (1916) 
Estabeleceu a relação entre IM e IC Criação do conceito de QI 
 QI = IM x 100IC 
 
QE - Inteligência emocional – coeficiente emocional (GOLEMAN, 2005) 
Focaliza a importância de se considerar a administração das emoções (QI x QE) 
 
 
Considerações sobre - Interesse 
 
A natureza e a força dos interesses e das atitudes de uma pessoa ... 
Está ligado aos quadros sociais e aos valores do sujeito. 
São projeções, em termos de realidade e caminhos sociais, de suas motivações. 
Representam um aspecto importante da personalidade 
 
 
Considerações sobre - Aptidão 
 
É a condição ou o conjunto de características consideradas sintomáticas de habilidades, 
com que um individuo demonstra seus conhecimentos e destrezas, por meio de seu 
desempenho.É uma disposição natural ou adquirida para realizar qualquer coisa. é 
entendida atualmente como parte integrante da questão intelectual dos indivíduos 
 
 
Considerações sobre - Personalidade 
 
Personalidade é a individualidade que emerge da interação entre um organismo 
psicobiológico e o mundo que se desenvolveu e vive. 
É o produto da organização dinâmica e característica, no indivíduo, das estruturas ou 
sistemas psicológicos e da sua interação com o meio. 
o comportamento do indivíduo - ações, posturas, palavras, atitudes e opiniões referentes 
ao mundo exterior; 
os sentimentos latentes do indivíduo em relação ao mundo exterior - sentimento que 
podem não ser críticos ou discerníveis no comportamento manifesto; 
os sentimentos de uma pessoa acerca de si mesmo - níveis conscientes, pré-conscientes 
e inconscientes. 
 
 
Medida em Psicologia 
(ERTHAL, 2005) 
Atenção para as uniformidades e não para as diferenças; 
Controle rigoroso das condições de observação; 
Condições padronizadas. 
 
 
MENSURAÇÃO - é o processo de atribuir símbolos a objetos seguindo regras. Os 
números atribuídos a esses objetos, ou eventos, devem representar quantidade de 
atributos. 
 
CARACTERÍSTICAS DO PROCESSO DE MENSURAÇÃO 
É sempre Quantitativo; 
Apresenta-se em unidades relativamente constantes; 
A medida é relativa. 
TERMOS RELACIONADOS AO PROCESSO DE MENSURAÇÃO 
(ERTHAL, 2005) 
Símbolo – é o que representa um atributo medido. Ex: Número, letra, palavra; 
Objeto – é o elemento para o qual a mensuração se dirige. 
 Ex: em psicologia – pessoas; 
Atributo – característica do objeto aferida pela mensuração. Ex: inteligência, atitude; 
Instrumento – meio utilizado para medir o atributo do objeto. Ex: testes, questionário; 
Regras – formulações, previamente estabelecidas, que indicam os procedimentos para a 
atribuição de símbolos aos atributos dos objetos que determinam as relações entre o 
objeto e o símbolo. 
 Ex: atribuição de posição percentil em um teste de inteligência; 
Situação-padrão – controle das variáveis que podem interferir no resultado da 
mensuração, chamado medida. 
 Ex: instruções padronizadas de um teste. 
NORMAS E PADRONIZAÇÃO 
(ERTHAL, 2005) 
Padronizar significa unificar segundo um determinado padrão 
 
TIPOS DE NORMAS 
NORMAS DE IDADE – onde o critério de transformação é a idade mental ou o 
quociente de inteligência dos indivíduos; 
 
NORMAS DE ESCORE PADRÃO – conjunto de processos que não modificam a 
forma da distribuição, ou seja, a transformação de notas brutas em notas elaboradas 
pode ser feita de maneira que cada indivíduo conserve exatamente sua posição relativa 
na distribuição. 
 FIDEDIGNIDADE – refere-se ao fato de os resultados terem sido reproduzidos por um 
teste em diferentes ocasiões, nas quais mantiveram condições similares, inclusive os 
mesmos indivíduos ou grupos de indivíduos. (ERTHAL, 2005) 
 
VALIDADE 
(ERTHAL, 2005) 
 refere-se à capacidade de o teste medir aquilo que se propõe. 
Os processos de validação se referem a relações entre a realização do teste e outros 
fatores ligados a características do comportamento. 
VALIDADE APARENTE – é aquilo que o teste aparenta medir sem que na realidade o 
faça. 
 Ex: PMK; 
 DE CRITÉRIO 
 VALIDADE - DE CONTEÚDO 
 DE CONCEITO OU CONSTRUTO 
 
VALIDADE DE CRITÉRIO – é o grau de eficácia que um teste tem em predizer um 
desempenho específico de um sujeito. 
 
VALIDADE PREDITIVA OU DE PREDIÇÃO – está na eficiência de um teste 
predizer um resultado futuro. Se dá através da correlação entre os resultados do teste e 
as condutas subseqüentes tomadas como critério. 
 Ex: classificação e seleção de pessoal; 
VALIDADE CONCORRENTE OU SIMULTÂNEA – trata-se da correlação entre os 
resultados de um teste e um critério, quando coletadas simultaneamente. 
Ex: Testes de personalidade. 
 
VALIDADE DE CONTEÚDO – é o exame sistemático do conteúdo do teste com o 
objetivo de verificar se este realmente constitui uma amostra representativa do 
comportamento que se deseja mensurar. 
 
Os itens do teste têm que representar fielmente seus objetivos;refere à 
representatividade dos comportamentos envolvidos.O controle é realizado pela análise 
dos itensÉ obtida por questionamento a diferentes juízes que apontam os objetivos 
relevantes a medir e analisam a representatividade do item. 
VALIDADE DE CONCEITO OU CONSTRUTO – quando a característica medida não 
é algo que se possa identificar com algum tipo de comportamento. Se dá pela definição 
do conceito em si. 
Ex: o instrumento reflete um construto particular ao qual estão ligados alguns 
significados (demonstrados teoricamente) 
Fatores que afetam a validade de um teste 
A heterogeneidade dos itens; 
Representatividade da amostra. 
 
REFERÊNCIAS 
ALCHIERI, João Carlos. Avaliação psicológica: conceito, método e instrumentos. São 
Paulo: Casa do Psicólogo, 2007. 
 
ANTUNES, Celso. A inteligência emocional na construção do novo eu. Petrópolis, Rio 
de Janeiro: Vozes, 2002. 
 
CARNIELO CALEJON, Laura Marisa; ARIAS BEATÓN, Guilhermo. A avaliação 
psicológica, os testes e o diagnóstico explicativo. Piracicaba: G. E. Degaspari, 2002. 
 
CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA . RESOLUÇÃO CFP N.º 002/2003 - 
Define e regulamenta o uso, a elaboração e a comercialização de testes psicológicos e 
revoga a Resolução CFP n° 025/2001. Revogam-se as disposições em contrário, em 
especial a Resolução CFP nº 025/2001, e altera-se o § 2o do art. 1o da Resolução CFP 
no 01/2002 . Brasília-DF, 24 de março de 2003. 
ERTHAL, Tereza Cristina. Manual de psicometria. 7. ed. Rio de Janeiro: Zahar, 2005. 
 
GOLEMAN, Daniel. Inteligência emocional. Rio de Janeiro: Objetiva, 2009. 
 
PASQUALI, Luiz (org). Técnicas de exame e aconselhamento psicológico – TEP – 
Manual. Volume I: fundamentos das técnicas psicológicas. São Paulo: Casa do 
Psicólogo. CFP, 2001. 
 
PASQUALI, Luiz. Psicometria: teoria dos testes na psicologia e na educação. 
Petrópolis, RJ.: Vozes, 2003. 
 
 
URBINA, Susana. Fundamentos da testagem psicológica. Porto Alegre: Artmed, 2007.

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