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dos 13 anos).
Etapa 4 - Lev Vygotsky e suas contribuições para a educação
O psicólogo bielo-russo Lev Vygotsky (1896-1934), mesmo depois de pouco mais 70anos após sua morte sua obra ainda está em processo de descoberta e em debate em vários lugares do mundo inclusive no Brasil. Filho de uma família judaica culta e com boas condições econômicas, o que permitiu a Vygotsky uma formação sólida desde criança. Aos 18 anos, matriculou-se no curso de medicina em Moscou, mas acabou cursando a faculdade de direito. Lecionou literatura, estética e história da arte e fundou um laboratório de psicologia - área em que rapidamente ganhou destaque, graças a sua cultura enciclopédica, seu pensamento inovador e sua intensa atividade, tendo produzido mais de 200 trabalhos científicos. Em 1925, já sofrendo da tuberculose que o mataria em 1934. A parte mais conhecida da extensa obra produzida por Vygotsky em seu curto tempo de vida converge para o tema da criação da cultura. Aos educadores interessa em particular os estudos sobre desenvolvimento intelectual. Vygotsky atribuía um papel preponderante às relações sociais nesse processo, tanto que a corrente pedagógica que se originou de seu pensamento é chamada de socioconstrutivismo ou sociointeracionismo.
Ao contrário de Piaget e outros pensadores da educação que acreditavam que cabe a escola facilitar um processo que só pode ser conduzido pelo próprio aluno, Para Vygotsky a aprendizagem sempre inclui relação entre pessoas, à relação do individuo com o mundo está sempre mediada pelo outro. Não há como aprender e apreender o mundo se não tivermos o outro, aquele que nos fornece os significados que permitem pensar o mundo a nossa volta.
Defendia que o primeiro contato do aluno com novas atividades, habilidades e informações deveria ser acompanhada por um adulto. Ao adotar inconscientemente um comportamento a criança se adapta a ele tornando-se voluntário e independente. A aprendizagem de uma criança começa bem antes de entrar em uma escola, mas sim desde o primeiro dia de vida ela está exposta aos elementos da cultura e a presença do “outro” que se torna mediador entre ela e a cultura, a criança aprende a fala, a gesticular, a nomear objetos, a adquirir informações do mundo a rodeia sempre com o auxilio do “outro”.
O aprendizado não se subordina totalmente ao desenvolvimento das estruturas intelectuais da criança, mas um se alimenta do outro, provocando saltos de nível de conhecimento. O ensino, para Vygotsky, deve se antecipar ao que o aluno ainda não sabe nem é capaz de aprender sozinho, porque, na relação entre aprendizado e desenvolvimento, o primeiro vem antes. É a isso que se refere um de seus principais conceitos, o de zona de desenvolvimento proximal, que seria às potencialidades da criança que podem ser desenvolvidos a partir do ensino sistemático. 
A Zona de desenvolvimento proximal é a distância entre o desenvolvimento real de uma criança e aquilo que ela tem o potencial de aprender - potencial que é demonstrado pela capacidade de desenvolver uma competência com a ajuda de um adulto. Em outras palavras, a zona de desenvolvimento proximal é o caminho entre o que a criança consegue fazer sozinha e o que ela está perto de conseguir fazer sozinha. Saber identificar essas duas capacidades e trabalhar o percurso de cada aluno entre ambas são as duas principais habilidades que um professor precisa ter, segundo Vygotsky.
Como Piaget, Vygotsky não formulou uma teoria pedagógica, embora o pensamento do psicólogo bielo-russo, com sua ênfase no aprendizado, ressalte a importância da instituição escolar na formação do conhecimento. Assim, por exemplo, com o domínio da escrita, o aluno adquire também capacidades de reflexão e controle do próprio funcionamento psicológico. Vygotsky atribuiu muita importância ao papel do professor como impulsionador do desenvolvimento psíquico das crianças. A ideia de um maior desenvolvimento conforme um maior aprendizado não quer dizer, porém, que se deve apresentar uma quantidade enciclopédica de conteúdos aos alunos. O importante, para o pensador, é apresentar às crianças formas de pensamento, não sem antes detectar que condições elas têm de absorvê-las. A partir dessas concepções de Vygotsky, a escola torna-se um novo espaço que deve privilegiar o contato social entre seus membros e torná-los mediadores da cultura. Alunos e professores devem se considerar parceiros nessa tarefa social. Não há aprendizagem que não gere desenvolvimento; e não há desenvolvimento que não desobrigue da aprendizagem.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Ao pensarmos psicologia, pensamos em termos distintos um do outro, como a psicologia do bom amigo que nos ouve e nos aconselha e também a psicologia cientifica postulada em teses e teorias por grandes nomes da disciplina, este trabalho dedicou-se a entender e compreender um pouco de cada um deles, ou melhor, alguns dos mais importantes, com toda certeza ficaram muitos nomes fora deste trabalho, pois a psicologia abrange um campo amplo, com muitos teóricos que contribuíram para nossa história quanto sociedade.
Nos parágrafos deste trabalho podemos conhecer um pouco mais de cada um dos nomes mais importantes da psicologia, como; Sigmund Freud, Jean Piaget, Henri Wallon e Lev Vygotsky, assim como suas trajetórias e contribuições para a educação. Como o interessante estudo de Freud sobre a mente humana, sobre nosso inconsciente, as subjetividades que nos levam adoecer a psique, sendo através de seus métodos o auxiliam para a área da educação, estreitando mais o conhecimento do educador do ponto de vista do difícil trabalho de educar o aluno, como é possível exigir do aluno um bom desenvolvimento escolar, quando seu inconsciente atrapalha seu rendimento, outro ponto importante de sua tese é a teoria da sexualidade na infância onde segundo Freud, estas seriam as origens das neuroses desenvolvidas pelos adultos, todo problema inconsciente estaria de alguma maneira relacionado aos traumas sexuais na infância, sua mais famosa teoria sobre a sexualidade foi o complexo de Édipo. Através de suas observações foi possível trabalhar criticamente e inverter algumas explicações antes vistas em campos não científicos que explicavam de maneira errônea o comportamento de algumas pessoas. O médico austríaco foi quem aproximou as duas vertentes dessa disciplina, a psicologia e a psiquiatria postulando que o patológico era um agravamento do que era normal, ou seja, o exacerbo entre o normal e o doentio do mundo psíquico, enfim podemos dizer que quando pensamos freudiano, pensamos no inconsciente, no lado escuro e misterioso da mente, o preenchimento de lacunas até então inatingíveis pelo homem. 
Por outro lado Jean Piaget vem mostrar o desenvolvimento do ser humano através de suas etapas, desde seu nascimento até a fase adulta nos mostrando que o desenvolvimento está ligado ao que cada fase tem de melhor a oferecer, ou seja, nossas capacidades de acordo com a estrutura do nosso organismo, apresentando uma tese em que o meio está interligado com nosso desenvolvimento, na educação nos mostra que sua tese mais importante, a epistemologia genética, onde define cada estágio do desenvolvimento do ser humano, auxiliando dessa forma o entendimento de cada processo estabelecido pela criança. Ressaltando a importância da instituição escolar na formação do conhecimento citamos Lev Vygotsky, pois para ele a intervenção pedagógica provoca avanços que não aconteceria espontaneamente, ao formular o conceito de zona proximal, Vygotsky mostrou que o bom ensino é aquele que estimula a criança atinge um nível de compreensão e habilidade que ainda não domina completamente, tirando dela um novo conhecimento. Ensinar o que a criança já sabe desmotiva o aluno e ir além de sua capacidade é inútil dizem especialistas, em outras palavras zona de desenvolvimento proximal é o caminho em que o que a criança consegue fazer sozinha e o que ela esta perto de conseguir fazer sozinha considera-se ainda que todo aprendizado amplie o universo