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Resumão de Doenças - 3ª Prova

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Processos 
Patológicos 
Gerais 
 
 
 
 
 
Hanseníase 
Tuberculose 
Sífilis 
Esquistossomose 
 
 
Recife, 2013 
Hanseníase 
 Doença crônica granulomatosa, proveniente de infecção causada pelo Mycobacterium 
leprae. Esse bacilo tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos (alta 
infectividade), no entanto poucos adoecem (baixa patogenicidade); propriedades essas que não 
são em função apenas de suas características intrínsecas, mas que dependem, sobretudo, de sua 
relação com o hospedeiro e o grau de endemicidade do meio, entre outros aspectos. O domicílio 
é apontado como importante espaço de transmissão da doença, embora ainda existam lacunas de 
conhecimento quanto aos prováveis fatores de risco implicados, especialmente aqueles 
relacionados ao ambiente social. 
 O alto potencial incapacitante da hanseníase está diretamente relacionado ao poder 
imunogênico do M. leprae. A hanseníase parece ser uma das mais antigas doenças que acomete 
o homem. As referências mais remotas datam de 600 a.C. e procedem da Ásia, que, juntamente 
com a África, podem ser consideradas o berço da doença. A melhoria das condições de vida e o 
avanço do conhecimento científico modificaram significativamente o quadro da hanseníase, que 
atualmente tem tratamento e cura. No Brasil, cerca de 47.000 casos novos são detectados a cada 
ano, sendo 8% deles em menores de 15 anos. 
 
Agente etiológico 
O M. leprae é um bacilo álcool-ácido resistente, em forma de bastonete. É um parasita 
intracelular, sendo a única espécie de micobactéria que infecta nervos periféricos, 
especificamente células de Schwann. Esse bacilo não cresce em meios de cultura artificiais, ou 
seja, in vitro. 
 
Modo de transmissão 
A principal via de eliminação dos bacilos dos pacientes multibacilares (virchowianos e 
dimorfos) é a aérea superior, sendo, também, o trato respiratório a mais provável via de entrada 
do M. leprae no corpo. 
 
Período de incubação 
A hanseníase apresenta longo período de incubação; em média, de 2 a 7 anos. Há referências a 
períodos mais curtos, de 7 meses, como também a mais longos, de 10 anos. 
 
Sinais e sintomas 
Manifesta-se, além de lesões na pele, através de lesões nos nervos periféricos.Essas lesões são 
decorrentes de processos inflamatórios dos nervos periféricos (neurites) e podem ser causados 
tanto pela ação do bacilo nos nervos como pela reação do organismo ao bacilo ou por ambas. 
Elas manifestam-se através de: 
• dor e espessamento dos nervos periféricos; 
• perda de sensibilidade nas áreas inervadas por esses nervos, principalmente nos olhos, mãos e 
pés; 
• perda de força nos músculos inervados por esses nervos principalmente nas pálpebras e nos 
membros superiores e inferiores. 
 
Diagnóstico clínico 
O diagnóstico é essencialmente clínico e epidemiológico, realizado por meio da análise da 
história e condições de vida do paciente, do exame dermatoneurológico, para identificar lesões 
ou áreas de pele com alteração de sensibilidade e/ou comprometimento de nervos periféricos 
(sensitivo, motor e/ou autonômico). 
 
Diagnóstico diferencial 
Necessário para confirmação diagnóstica, pois a hanseníase pode ser confundida com as 
seguintes doenças: eczemátides, nevo acrômico, pitiríase versicolor, vitiligo, sífilis, eritema 
solar, eritrodermias e eritemas difusos vários, psoríase, eritema polimorfo, granuloma anular, 
lúpus eritematoso, etc. 
 
Diagnóstico laboratorial 
Exame baciloscópico – a baciloscopia de pele (esfregaço intradérmico), quando disponível, 
deve ser utilizada como exame complementar para a classificação dos casos em Polibacilar ou 
Multibacilar. A baciloscopia positiva classifica o caso como MB, independentemente do 
número de lesões 
Exame histopatológico – indicado como suporte na elucidação diagnóstica e em pesquisas. 
 
Tratamento poliquimioterápico – PQT/OMS 
O tratamento é eminentemente ambulatorial. Nos serviços básicos de saúde, administra-se uma 
associação de medicamentos, a poliquimioterapia (PQT/OMS). A PQT/OMS mata o bacilo e 
evita a evolução da doença, prevenindo as incapacidades e deformidades por ela causadas, 
levando à cura. O bacilo morto é incapaz de infectar outras pessoas, rompendo a cadeia 
epidemiológica da doença. Assim sendo, logo no início do tratamento a transmissão da doença é 
interrompida e, se realizado de forma completa e correta, garante a cura da doença. A 
PQT/OMS é constituída pelo conjunto dos seguintes medicamentos: rifampicina, dapsona e 
clofazimina, com administração associada. Essa associação evita a resistência medicamentosa 
do bacilo que ocorre, com frequência, quando se utiliza apenas um medicamento, 
impossibilitando a cura da doença. 
 
Referência: http://portal.saude.gov.br/portal/arquivos/pdf/gve_7ed_web_atual_hanseniase.pdf 
 
 
Esquitossomose 
Resumo de Esquistossomose 
 (“Xistose”, “barriga d’água” e “doença dos caramujos”.) 
 
Características gerais 
A esquistossomose mansônica é uma doença parasitária, causada pelo trematódeo 
Schistosoma mansoni, cujas formas adultas habitam os vasos mesentéricos do hospedeiro 
definitivo e as formas intermediárias se desenvolvem em caramujos gastrópodes aquáticos do 
gênero Biomphalaria. Trata-se de uma doença, inicialmente assintomática, que pode evoluir 
para formas clínicas extremamente graves e levar o paciente ao óbito. 
 
Hospedeiro definitivo 
O homem é o principal hospedeiro definitivo e nele o parasita apresenta a forma adulta, 
reproduz-se sexuadamente e por meio da eliminação dos ovos do S. mansoni, no ambiente, pelas 
fezes, ocasionando a contaminação das coleções hídricas. 
 
Modo de transmissão 
A transmissão desse parasita se dá pela liberação de seus ovos através das fezes do 
homem infectado. Em contato com a água, os ovos eclodem e libertam larvas que morrem se 
não encontrarem os caramujos para se alojar. Se os encontram, porém, dão continuidade ao 
ciclo e liberam novas larvas que infectam as águas e posteriormente os homens penetrando em 
sua pele ou mucosas. 
 
 
Período de incubação 
Em média, é de 1 a 2 meses após a infecção, que corresponde à fase de penetração das cercarias, 
seu desenvolvimento, até a instalação dos vermes adultos no interior do hospedeiro definitivo. 
 
Sintomas 
Na fase aguda, pode apresentar manifestações clínicas como coceiras e dermatites, febre, 
inapetência, tosse, diarreia, enjoos, vômitos e emagrecimento. 
Na fase crônica, geralmente assintomática, episódios de diarreia podem alternar-se com 
períodos de obstipação (prisão de ventre) e a doença pode evoluir para um quadro mais grave 
com aumento do fígado (hepatomegalia) e cirrose, aumento do baço (esplenomegalia), 
hemorragias provocadas por rompimento de veias do esôfago, e ascite ou barriga d’água, isto é, 
o abdômen fica dilatado e proeminente porque escapa plasma do sangue. 
 
Diagnostico 
E feito via exames de fezes em três coletas, onde se verifica a presença de ovos do verme; ou 
por biópsia da mucosa do final do intestino. Há também como diagnosticar por pesquisa de 
antígenos circulantes, reação de polimerase em cadeia (PCR), exames ultrassonográficos e os 
testes imunológicos de reação intradérmica ou sorológica. 
 
Tratamento 
O tratamento da doença pode ser feito com medicamentos específicos que combatam 
o Schistossoma mansoni. No entanto, educação sanitária, saneamento básico, controle dos 
caramujos e informação sobre o modo de transmissão da doença são medidas absolutamente 
fundamentais para prevenir a doença. 
 
Sífilis 
A doença - A sífilis é doença infecto-contagiosa, transmitida pela via sexual e verticalmente 
durante a gestação.