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RESUMO - Disturbios da Circulação - 2ª prova

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2ª Prova – PPG- Distúrbios da Circulação 
Alberto Galdino - Biomedicina 
A circulação do sangue e a distribuição de líquidos no organismo são feitas pela ação 
coordenada do coração (bomba propulsora), dos vasos sanguíneos e do sistema linfático. As 
artérias conduzem o sangue aos tecidos: na microcirculação ocorrem as trocas metabólicas; as 
veias retornam o sangue ao coração, que o movimenta continuamente; cabe aos vasos 
linfáticos o papel de reabsorver o excesso de líquidos filtrado na microcirculação. 
A homeostase normal do líquido abrange a manutenção da integridade da parede do 
vaso, bem como a pressão intravascular e osmolaridade dentro de certas variações fisiológicas. 
As mudanças no volume vascular, pressão ou conteúdo proteico, ou alterações na função 
endotelial, todas afetam o movimento final de água através da parede vascular. 
 
- O extravasamento de água nos espaços intersticiais é denominado “EDEMA”. 
Nas extremidades inferiores o edema causa, principalmente, tumefação; nos pulmões, o 
edema faz com que a água preencha os alvéolos, levando à dificuldade na respiração. 
- “HIPEREMIA” e “CONGESTÃO” são caracterizadas pelo aumento de volume sanguíneo em 
um tecido ou área afetada, com consequente dilatação vascular. 
- Na “ESTASE”, o sangue flui muito lentamente, quase parado no interior do vaso, 
propiciando a formação de coágulos/trombos. 
- A coagulação em locais inapropriados “TROMBOSE” ou a migração de coágulos “EMBOLIA” 
obstrui o fluxo sanguíneo aos tecidos e leva à morte da célula “INFARTO”. Enquanto que a 
“ISQUEMIA” é a falta de suprimento sanguíneo para um tecido orgânico devido a obstrução 
causada por um trombo, seja ele formado por placas gordurosas ou por coágulos sanguíneo. 
- Reciprocamente, a inabilidade em coagular após a lesão vascular resulta em 
“HEMORRAGIA”; o sangramento local pode comprometer a perfusão do tecido regional, 
enquanto a hemorragia mais extensiva pode resultar em hipotensão “CHOQUE” e morte. 
 
 
 
HIPEREMIA 
É o aumento da quantidade de sangue no interior dos 
vasos de um órgão ou território orgânico. É um processo ativo. 
Resulta do fluxo interno tecidual aumentado devido à dilatação 
arteriolar, como no músculo esquelético durante o exercício ou 
em locais de inflamação. 
OBS: ‘congestão’ é um processo passivo resultante do 
efluxo externo deficiente de um tecido, podendo ocorrer por ex., 
na insuficiência cardíaca (retardo no escoamento venoso). 
Pode ser classificada em Hiperemia 
 ‘ATIVA’ 
 ‘PASSIVA’ 
 
 Hiperemia Ativa 
Decorre de vasodilatação arteriolar com aumento do 
afluxo de sangue no leito capilar, geralmente é aguda. 
A vasodilatação arteriolar presente pode ser por: 
- Estimulação Simpática 
- Ação de substâncias vasoativas. 
Esse tipo de Hiperemia pode ser: 
FISIOLOGICA: durante o exercício físico, na mucosa 
gastrintestinal ou no encéfalo durante trabalho mental 
PATOLOGICA: queimaduras, inflamações agudas, 
choque anafilático, irradiação ou traumatismos. 
2ª Prova – PPG- Distúrbios da Circulação 
Alberto Galdino - Biomedicina 
“A região com hiperemia ativa é avermelhada, de tonalidade clara, pois o sangue 
fluindo com velocidade maior perde pouco oxigênio. “ 
MICROSCOPICAMENTE: capilares dilatados e congestos de sangue. 
MACROSCOPICAMENTE: edema discreto, e na hiperemia por descompressão súbita, 
isquemia transitória de outras regiões pela redistribuição de sangue. 
 
 
 Hiperemia Passiva (congestão) 
Decorre da diminuição da drenagem venosa. 
“É mais intensa nas regiões inferiores do corpo ou dos pulmões. De início, o órgão 
atingido é vermelho-escuro (cianótico) e aumentado de volume; ao corte é úmido, 
deixa fluir grande quantidade de sangue e as veias são geralmente mais calibrosas.” 
É sempre patológica. 
LOCALIZADA: é causado por fatores que dificultam o retorno venoso, como 
tromboses, compressão extrínseca por tumores e hematomas, ação da gravidade 
sobre o sangue como nas varizes. 
GENERALIZADA: resulta do aumento sistêmico da pressão venosa, geralmente 
consequente à insuficiência cardíaca. 
CRÔNICA e AGUDA. 
 
 MICROSCOPICAMENTE: capilares, vênulas e veias dilatadas e cheias de sangue. 
 MACROSCOPICAMENTE: as alterações mais observadas se mostram nos pulmões,
 fígado e baço. Pulmões – consistência aumentada, pardos. Fígado – aumentados em
 tamanho e peso, regiões centrolobulares congestas e circundadas por parênquima
 hepático não congesto mostra quadro de fígado em nóz-moscada. Baço – aumento de
 peso e tamanho. 
 
 
 
Na INSUFICIÊNCIA CARDÍACA DIREITA, a obstrução das cavas ou estenose tricúspide 
produzem hiperemia passiva na grande circulação; insuficiência cardíaca direita tende a 
produzir acúmulo de sangue que flui para o lado direito do coração. Esse acúmulo acarreta 
edema dos pés, tornozelos, pernas, fígado e abdômen. Há congestão venosa portal e 
sistêmica, o aumento hepático e esplênico, edema periférico, derrame pleural, ascite. 
Geralmente é consequência da suficiência cardíaca esquerda; qualquer aumento na pressão 
da circulação pulmonar inevitavelmente produz maior sobrecarga no lado direito do 
coração. 
Na INSUFICIÊNCIA CARDÍACA ESQUERDA, a obstrução das veias pulmonares e a 
estenose mitral causam hiperemia passiva na circulação pulmonar. A insuficiência cardíaca 
esquerda acarreta um acúmulo de líquido nos pulmões (edema pulmonar), causando uma 
dificuldade respiratória intensa. Inicialmente, a falta de ar ocorre durante a realização de um 
esforço, mas, com a evolução da doença, ela também ocorre em repouso. 
Fígado com congestão passiva crônica e necrose hemorrágica. A- as áreas centrais estão vermelhas e levemente 
deprimidas, comparadas com o parênquima amarelo-acastanhado viável e circunjacente, formando o Fígado em Noz-
Moscada. B- necrose centrolobular com hepatócitos degenerados e hemorragia. 
 
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Alberto Galdino - Biomedicina 
HEMORRAGIA 
É a saída de sangue do espaço vascular (vasos e coração) para o exterior, interstício ou 
para cavidades pré-formadas do organismo. Podem ser classificadas em causas: 
 Intrínsecas (Trauma) 
São as que se formam no interstício. 
- Petéquias (hemorragias teciduais – até 2mm) 
- Equimose (>1 a 2 cm) 
- Hematoma (acumulo de sangue no tecido) 
- Apoplexia 
 
 Extrínseca (Inerentes ao vaso; inerentes ao organismo ↓plaquetas, 
hemofilias) 
Recebe diversos nomes segundo o local ou vias que flui o sangue. 
- Gastrorragia - Enterorragia - Melena - Hematêmese -Epistaxe 
- Hemoptise - Hematúria - Menstruação - Metrorragia 
 
As hemorragias que acontecem em cavidades pré-formadas são: 
- Hemopericárdio (acumulo de sangue no pericárdio) 
- Hemotórax (acumulo na cavidade pleural) 
- Hemoperitônio (acumulo na cavidade peritoneal) 
- Hemastrose (acumulo nas cavidades articulares) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Alberto Galdino - Biomedicina 
TROMBOSE 
Processo patológico caracterizado pela solidificação do 
sangue dentro dos vasos e coração, no indivíduo vivo. 
- TROMBOSE (massa sólida estruturada dentro do sistema 
cardíaco). 
- COÁGULO (massa sólida não estruturada, fora do sistema 
cardíaco). 
 
Etiopatogênese 
 Lesão Endotelial 
- Placa ateromatosa 
- Agressão direta 
- Invasão vascular 
- Tabagismo (+ anticoagulantes) 
- Inflamações 
- Diabetes Melito 
 
Morfologia 
 Quanto à Sede 
 Quanto ao grau de Obstrução Vascular 
- Murais ou Parietais: são mais frequentemente 
observados no coração e aorta, por causa do grande 
calibre e do fluxo rápido. 
- Oclusivos: são mais comuns em artérias de 
menores calibre, tais como coronárias, cerebrais, 
ilíacas e femorais, assim como nas veias, podem 
obstruir completamente a luz. 
 Quanto à Cor 
De acordo com sua aparência macroscópica