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comportamento organizacional unidade 3

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amplos, os quais listamos abaixo.
•	 Aptidão numérica: Facilidade com cálculos.
•	 Compreensão verbal: Facilidade com as palavras – ler, ouvir, falar.
•	 Rapidez perceptual: Facilidade em perceber coisas que vão acontecer, positiva ou 
negativamente, de forma rápida.
•	 Raciocínio indutivo: Facilidade em desmembrar um problema e resolvê-lo. 
•	 Raciocínio dedutivo: Facilidade em usar a lógica para avaliar as argumentações.
•	 Visualização espacial: Facilidade em avaliar as posições de objetos no espaço, como 
design de interiores, por exemplo. 
•	 Memória: Facilidade em gravar e utilizar experiências passadas.
Já em relação às Habilidades Físicas, como o nome já diz, são as facilidades manuais dos 
funcionários. De acordo com Robbins (2012), elas também se dividem em:
•	 Fatores de Força
a) Força Dinâmica: Força muscular, trabalho repetitivo. 
b) Força no Tronco: Força especialmente na musculatura do tronco (abdominal) .
c) Força Estática: Força muscular sobre objetos externos. 
d) Força Explosiva: Gasto de energia em uma série de atividades intensas.
•	 Fatores de Flexibilidade 
a) Flexibilidade de Extensão: Facilidade em estender os músculos do tronco e das costas. 
b) Flexibilidade Dinâmica: Facilidade em realizar atividades de flexão rápidas.
•	 Outros Fatores
a) Coordenação Motora.
b) Equilíbrio.
c) Resistência.
Além das habilidades, devemos levar em consideração os valores dos indivíduos. Para ilustrar o 
que seriam os valores, responda às questões a seguir: 
08 Laureate- International Universities
Comportamento organizacional
•	 Você é a favor ou contra a utilização da Cannabis sativa para fins medicinais? 
•	 Como você se posiciona em relação à redução da maioridade penal?
Você dará suas respostas baseando-se na sua condição existencial, ou seja, naquilo que você 
enxerga como verdade. Esses, portanto, são seus valores. Seguir nossos valores é o mesmo que 
seguir nosso senso de justiça. Mas grave bem: os valores são crenças puramente subjetivas, úni-
cas, moldadas a partir de um determinado contexto. 
Por que precisamos discutir os valores se eles são subjetivos e mudam de pessoa para pessoa? 
Porque, muitas vezes, são eles que impulsionam as atitudes. Eles têm consequências concretas 
na vida e nas escolhas profissionais dos funcionários. Por exemplo, uma organização possui um 
salário que o interessou, porém ao passar pela entrevista, você soube que o salário só atingiria 
esse patamar se as metas fossem atingidas, caso contrário seria bastante inferior. Esse impasse 
ilustra uma situação na qual você não compartilha os valores da empresa e, caso aceite a ofer-
ta, se sentirá desmotivado e terá um comportamento de não aceitação em relação ao emprego.
Preceitos e valores
Habilidades
intelectuais
Habilidades
Físicas
Indivíduo
Figura 2 - A figura acima apresenta alguns dos itens que formam o indivíduo. São tanto os fatores emocionais, 
como os valores, os preceitos e a própria personalidade, como as habilidades intelectuais e físicas.
Fonte: O autor, 2015.
3.1.2 Personalidade
Todos nós possuímos um sistema psicológico, mais conhecido como personalidade. É através 
desse sistema que nos comunicamos com o ambiente externo e expressamos nossas reações e 
atitudes; portanto, ele também é moldado na forma como o ser humano interage com o outro. 
Os fatores hereditários estão mais evidentes na formação da personalidade. Em outras palavras, 
características como temperamento, perfil biológico, fisiológico, psicológico, entre outros, são 
adquiridas dos pais. No entanto, o fator “ambiente” também interfere na formação da persona-
lidade. Durante o crescimento do indivíduo, as interferências externas o modificam, influenciando 
profundamente seu comportamento.
Tendemos a interpretar o comportamento das pessoas por meio de características como agressi-
vidade, amabilidade, extroversão, timidez, entre outros, e denominamos essas características de 
traços de personalidade. Ou seja, proveniente da Teoria dos Traços da Personalidade, os traços 
são as características marcantes na personalidade de um indivíduo. (ROBBINS, 2005).
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Figura 3 - A personalidade dos indivíduos é um dos fatores mais importantes nos estudos em comportamento 
organizacional.
Fonte: Shutterstock, 2015.
Há vários estudos sobre personalidade, afinal ela define o perfil do ser humano e, juntamente 
com outros fatores, desenha a maneira como o indivíduo se comportará dentro da organização 
que o emprega. Um dos estudos mais relevantes nessa área é o Modelo Big Five de personalida-
de, em que apresenta as variações mais evidentes da personalidade humana. (ROBBINS, 2005). 
Confira!
•	 Extroversão: Expansividade, ou seja, são pessoas mais sociáveis e que se sentem à 
vontade em suas relações. Geralmente são assertivas e conseguem unir outros indivíduos 
em torno de um propósito. 
•	 Amabilidade: São pessoas que compreendem com mais facilidade a proposta do outro, 
pois são receptivas e possuem/despertam um forte sentimento de empatia. 
•	 Conscienciosidade: Pessoa determinada e conscienciosa, ou seja, organizada e ciente 
daquilo que é necessário. 
•	 Estabilidade Emocional: Atualmente essa é uma das características mais importantes 
para a contratação de um profissional, afinal ter controle nas situações existentes dentro 
das organizações possibilita o amadurecimento profissional e induz a confiança. 
•	 Abertura para experiências: Esse perfil é aberto, criativo e receptivo. 
“Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, uma das maiores redes varejistas 
do Brasil, é um exemplo de pessoa com elevada extroversão. Simpática e sociável, a 
executiva procura manter uma boa relação com todas as pessoas a seu redor, princi-
palmente com seus subordinados na organização. Além disso, a gestora é carismática 
e consegue influenciar fortemente os membros de sua equipe”. 
MEYERn Carolina; JULIBONI, Marcio. A jogada mais ousada de Abílio. Revista Exa-
me, São Paulo, ed. 945, p. XX, 17 jun. 2009.
VOCÊ A CONHECE?
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Comportamento organizacional
Podemos destacar ainda outros traços de personalidades que são bastante relevantes para os 
estudos em Comportamento Organizacional. De acordo com Robbins (2011), a Autoavalia-
ção básica indica que os indivíduos ponderam e questionam seus resultados e ações. Os que 
se avaliam negativamente tendem a não estar satisfeitas consigo e isso reflete diretamente em 
sua produtividade, enquanto que as pessoas que se autoavaliam como excelentes profissionais 
geralmente gostam de si próprio e passam a ser mais eficazes. 
O maquiavelismo é um conceito que vem dos estudos sobre poder, encabeçados por Nicolau 
Maquiavel, e refere-se, aqui, aos indivíduos que usam todas as ferramentas para atingirem seus 
objetivos. Pessoas com essa característica muitas vezes dão lucros às organizações, dependendo 
de suas funções, justamente porque tomam como princípio a meta que lhe foi estabelecida. Além 
disso, esse perfil tende a acreditar que os fins justificam os meios. 
As pessoas que se enxergam ou interpretam como totalmente necessárias para as organizações 
são consideradas Narcisistas. Essa palavra vem de um mito grego, em que Narciso era tão fas-
cinado por sua imagem que se apaixonou por ele mesmo. Do ponto de vista da gestão, esse é 
um perfil bastante complexo para se trabalhar, pois há uma predisposição para o individualismo, 
bem como dificuldade em interagir e desenvolver-se dentro de uma equipe. 
Existem casos em que as pessoas são competentes e desenvolvem bem suas atividades, no en-
tanto, por terem falta de habilidade argumentativa ou articulação política, perdem valor diante 
de seus superiores. Essa é uma característica de Automonitoramento.
A Aversão ao risco é outra característica de personalidade e mais visível em pessoas