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4Leishmanioses

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em cadeia da polimerase, permite a identificação da
 espécie infectante)
 Importante para exclusão de tuberculose cutânea, hanseníase, 
 	infecções por fungos, úlcera tropical, neoplasmas
Diagnóstico 
Leishmaniose Tegumentaria
*
 Imunológicos 
	- Teste de Montenegro (teste da resposta contra formas 	 promastigostas mortas do parasita, resposta celular)
	- Reação de imunofluorescência indireta (RIFI) (resposta 	 humoral)
	- Hemaglutinação indireta
Diagnóstico 
Leishmaniose Tegumentaria
*
Diagnóstico 
Leishmaniose visceral (Calazar)
 Clínico: sintomas
	- Febre baixa recorrente, envolvimento linfohepático, 
	 esplenomegalia, caquexia e dados epidemiológicos
 Laboratorial:
1. Exames Parasitológicos
a) Demonstração direta do parasita 													 	Esfregaços corados com Giemsa ou Leishman de:
	 -	Material obtido por punção de medula óssea, fígado ou baço	 - Biopsia (menos eficiente ~ 50%)		 
*
- Fase aguda 80-90% de positividade
- Fase sub-clínica 10%
- Co-infectados com HIV recomendado exame de medula 	 	óssea
- Aspirado esplênico 100 %, sangue periférica 30%
b) Isolamento em cultivo in vitro
		 Aspirado ou biopsia
 LIT, MEM, Schneider’s e Evans (Meio monofásico) a 26ºC
					 Exame microscópico							 ( 2x semana/4 semanas)
*
c ) Isolamento em cultivo in vivo
 Inoculação em animais
 - Hamsters ou camundongos isogênicos (BALB/c)
 - Cepas dermatotrópicas: pata ou tocinho dos animais
 (positivo após 2 a 4 semanas)
 - Cepas vicerotrópicas via intraperitoneal (positivo após 6 meses)
 - Recomendado para o isolamento do parasita nas formas sub-	clínicas
 Xenodiagnóstico
 - Flebótomos		
 - Usado em pacientes com AIDS portadores de Leishmaniose visceral
*
2. Testes Imunológicos
 a) Teste de Montenegro
	
 b) Testes serológicos
Antígenos (parasitas inteiros, inativados)
- Reação de aglutinação direta
	
	Cave: Reatividade cruzada com Chagas e tuberculose
	Visualiza títulos até de 1:51.200
	Leishmaniose visceral título > 1:1.600 (sensibilidade 		100%) no Brasil o título > 1:6.400
 c) Detecção do antigeno rK39 na urina
*
3. Análise do DNA de material recolhido	
a) Por reação em cadeia da polimerase (PCR)
 Usa oligonucleotídeos espécie-específicos do DNA dos 		 minicírculos do DNA do cinetoplasto
	100% sensível e mais específico que sorologia
 
b) Possibilita discriminação de espécies
*
Tratamento Leishmaniose Tegumentaria
1. Quimioterapia
 Antimoniais
 Tártaro emético
 antimonial trivalente
 Glucantime (antimoniato de N-metil-glucamina)
 antimonial pentavalente
 Pentostan (estibogluconato de sodio)	
 - antimonial pentavalente
 - inibe glicolise e síntese 				 
 - administração intramuscular ou
 intravenosa absorção rápida 
*
- Excreção rápida e pela urina, vida media 24 horas
- Droga recomendada para os três tipos de leishmaniose
Glucose
 
Glucose 6-phosphate 
Pentose
 Phosphate Pathway
 Fructose 6-phosphate
 
 Fructose 1,6-bisphosphate
 
Glyceraldehyde 3-phosphate
 
 1,3-Diphosphoglycerate
 3-Phosphoglycerate
 2- Phosphoglycerate
 
 Phophoenolpyruvate
 
 
 
* 
PK 
 Antimoniais
 
 Pyruvate
Acetyl- CoA
Krebs
 Cycle
*
 Pentamidina
 
 - liga ao DNA, inibindo a replicação
 - Inibe a dihidrofolate reductase, interfere 		 
 com o metabolismo de poliaminas
 - Administração intramuscular
 - Excretado lentamente, é seqüestrado nos 		
 tecidos (tem uso profilático contra tripanossomiase)
 - Produz hipo- ou hiperglicemia
*
Anfotericina B
 - lipofílico
 
 
- Liga a esterois (ergosterol) da membrana 		formando poros. Funciona como um ionóforo
- 2-5% excretado na urina 
- 90% ligado a proteínas do plasma
- Meia vida 18 horas
*
Continuação tratamento Leishmaniose Tegumentaria
2. Imunoterapia
	Leishvacin seriado
	Leishvacin associado ao BCG
	Leishvacin seriado associado ao BCG	
	Leishvacin associado ao BCG com Glucantime 
 	Interferon gamma humano recombinante (Rhifn-g)
	anti-IL10-receptor
*
Tratamento Leishmaniose visceral
1. Quimioterapia
 Antimoniais
 Tártaro emético
 Glucantime
 Pentamidina
 Anfotericina B
 Miltefosin
2. Imunoterapia
 Interferon gamma recombinante (Rhifn-g) 
*
Br Med Bull. 2006 Jul 17;75-76:115-30
*
Medidas de prevenção
 Identificação de focos de Leishmania (animais 
 infectados em proximidade a domicílios: 
 silvestres e domésticos: erradicação
 
 Imunização em massa de cachorros (Leishvaccin)
 Vacinas para seres humanos?
 Componentes da saliva de Phlebotomíneos como vacina?
*
Ecologia dos Phlebotomíneos: 
 Desenvolvimento e comportamento
 40-70 ovos por desova, agrupados em lugares humidos, eclodem depois 6-17 dias
 Larvas se nutrem de matéria orgânica por mais 15-70 dias, depois pupa (7-14 dias)
 Adultos são ativos no crepúsculo ou a noite, durante o dia permanecem em lugares tranquilos: tocas, arvores ocas, currais, moradias
 Não sobrevivem bem em ambientes que não tenham pelo menos um mes T acima de 20°C
*
*
fêmea macho
“Mosquito palha”
*
Uso de repelentes, telas de proteção
Borrifação frequente de ambientes
Tratamento de sintomáticos e assintomáticos em regiões com alta incidência de flebotomíneos
Tratamento/exterminação de animais domesticos infectados
Medidas de prevenção
*
Dentistas:
Atenção na hora do tratamento de pacientes em área endêmica: eventuais lesões na boca
*
Med. oral patol. oral cir.bucal (Internet) v.12 n.4  Madrid ago. 2007
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Literatura:
L. Rey: Parasitologia
Markell´s & Voge´s Medical Parasitology
Links interessantes:
http://www.hhmi.ucla.edu/parasite_course/Default.htm 
http://www.genedb.org/genedb/leish/index.jsp 
http://www.leishmaniasis.info/ 
Br Med Bull. 2006 Jul 17;75-76:115-30
Uma revisão muito interessante:
*
1. Cita uma espécie de cada Leishmania causadora para leishmaniose cutânea, mucocutânea e visceral, que ocorre no Brasil.
2. Associe as formas amastigota, paramastigota e promastigota metacíclico de Leishmania aos seus habitats (célula/tecido) de ocorrência.
3. No humano, em qual tipo de célula ocorre a proliferação de Leishmania?
4. Explique as diferenças morfológicas entre o processos da infecção do humano por Anopheles/Plasmodium e Flebotomíneo/Leishmania
5. O que é necessário para se infectar acidentalmente no tratamento odontológico de um portador de Leishmania braziliensis com lesão nos lábios?