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Seminario de clima e doença

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Patógenos policíclicos: Alta capacidade de reprodução e maior quantidade de inoculo.
Patógenos monocíclicos: baixa capacidade de reprodução e menor quantidade de inoculos.
Produção de inoculos na parte externa das folhas.
Produção de inoculos na parte interna das folhas.
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CONDIÇÕES QUE AFETAM O DESENVOLVIMENTO DE EPIDEMIAS
FATORES DO AMBIENTE
A presença numa mesma área de plantas suscetíveis e patógenos virulentos nem sempre garantem numerosas infecções e, muito menos, o desenvolvimento de uma epidemia. Esse fato reforça a influência do ambiente no desenvolvimento de epidemias. O ambiente pode afetar a disponibilidade, estádio de crescimento e suscetibilidade genética do hospedeiro. Pode também afetar a sobrevivência, a taxa de multiplicação, a esporulação, a distância de disseminação do patógeno, a taxa de germinação dos esporos e a penetração.
Umidade 
Temperatura 
Luminosidade 
pH
Fertilidade do solo 
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CONDIÇÕES QUE AFETAM O DESENVOLVIMENTO DE EPIDEMIAS
FATORES DO AMBIENTE - UMIDADE
Umidade abundante, prolongada ou frequente, seja na forma de orvalho, chuva ou mesmo umidade relativa é fator predominante no desenvolvimento da maioria das epidemias causadas por fungos, bactérias e nematoides, pois facilita a reprodução e a disseminação da maioria dos patógenos (Agrios 1998). Epidemias causadas por vírus e fitoplasmas são apenas indiretamente afetadas pela umidade, no que se refere ao efeito sobre a atividade do vetor.
FATORES DO AMBIENTE - TEMPERATURA 
Epidemias são em geral favorecidas por temperaturas mais altas ou mais baixas que a faixa ótima de temperatura para a planta, pois reduzem o nível de resistência do hospedeiro. O efeito mais comum da temperatura em epidemias, no entanto, é sobre o patógeno durante as fases de germinação de esporos, eclosão de nematoides, penetração no hospedeiro, crescimento ou reprodução, colonização e esporulação.
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CONDIÇÕES QUE AFETAM O DESENVOLVIMENTO DE EPIDEMIAS
FATORES DO AMBIENTE - LUMINOSIDADE 
A qualidade e quantidade de luz disponível ao hospedeiro afeta a fotossíntese e, consequentemente, as reservas nutritivas, afetando também a sua reação a uma determinada doença.
FATORES DO AMBIENTE - pH 
O pH influencia tanto as plantas como os patógenos. Se um pH desfavorecer a planta, poderá favorecer o patógeno. Em geral, os fungos 
desenvolvem-se bem numa faixa de pH entre 4.5 a 6.5, enquanto bactérias preferem de 6.0 a 8.0.
FATORES DO AMBIENTE - FERTILIDADE DO SOLO 
A nutrição mineral das plantas, governada pela disponibilidade de nutrientes no solo, tem sido um dos fatores mais estudados com relação à suscetibilidade e resistência de plantas a doenças.
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CONDIÇÕES QUE AFETAM O DESENVOLVIMENTO DE EPIDEMIAS
FATORES DO HOMEM
Muitas atividades humanas têm um efeito direto ou indireto nas epidemias de doenças de plantas, algumas favorecem e outras reduzem a frequência e a taxa da epidemia.
Seleção e preparo do local de plantio
Seleção do material de propagação
Práticas culturais
Introdução de novos patógenos
Campos mal drenados e, com aeração do solo deficiente, tendem a favorecer o aparecimento desenvolvimento de epidemias.
O uso de sementes, mudas e outros materiais propagativos contaminados com patógenos favorecem grandemente o desenvolvimento de epidemias.
Monocultura contínua, grandes áreas plantadas com uma mesma variedade, manutenção de restos culturais no campo, plantio adensado, irrigação dentre outras práticas inadequadas, 
A facilidade e a frequência de viagens ao redor do mundo têm aumentado o movimento de sementes, tubérculos, estacas e outros materiais.
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MANEJO DE DOENÇAS DE PLANTAS EM CULTIVO PROTEGIDO
Com o cultivo protegido, tornou-se possível alterar, de modo acentuado, o ambiente de crescimento e de reprodução das plantas, com controle parcial dos efeitos adversos do clima (Castillo, 1985; Araújo, 1991). Desta forma, permite-se obter colheitas fora de época normal, maior crescimento das plantas, precocidade de colheita, possibilidade de maior eficiência no controle de doenças e pragas, redução de perdas de nutrientes por lixiviação, redução de estresses fisiológicos das plantas, aumento de produtividade, aumento do período de colheita para culturas de colheita múltipla e melhoria na qualidade de produção (Martins, 1991; Santos, 1994; Brandão Filho & Callegari, 1999; Oliveira, 1999).
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EFEITO DO AMBIENTE DA ESTUFA SOBRE O
HOSPEDEIRO E SOBRE O PATÓGENO
O ambiente na estufa geralmente é mais favorável ao crescimento e produção das plantas. No entanto, mudanças em determinados fatores do ambiente, principalmente nas variáveis climáticas e nutricionais, podem causar mudanças na fisiologia ou anatomia das plantas podendo torná-las mais predispostas à infecção por patógenos.
Desta forma, o ideal é manejar a estufa de modo a propiciar um ambiente conducivo para a produtividade da cultura e supressivo, de alguma forma, para a atividade dos patógenos (Vida et al., 1998).
Além dos fatores climáticos (temperatura, umidade relativa do ar, umidade do
solo, ventos, evapotranspiração), há também que se considerar o estado nutricional das plantas na estufa e a sua maior densidade, que podem propiciar condições mais favoráveis aos patógenos e/ou predispor as plantas à infecção (Zambolim et al., 1999; Vida et al., 2002).
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O clima na estufa é mais quente e mais úmido em relação ao cultivo convencional (Robledo & Martins, 1981). Entre os fatores ambientais, estes são os que mais influenciam no início e no desenvolvimento de doenças infecciosas em plantas. Consequentemente, as interações patógeno-hospedeiro-ambiente serão diferentes em relação ao cultivo convencional. A temperatura age como catalisador do processo doença, atuando no número de gerações do patógeno.
A elevada umidade relativa do ar, associada às altas temperaturas, propiciam condições para algumas doenças da parte aérea tornarem-se muito mais severas nos cultivos em estufa que nos convencionais.
EFEITO DO AMBIENTE DA ESTUFA SOBRE O
HOSPEDEIRO E SOBRE O PATÓGENO
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O cultivo do cafeeiro (Coffea spp.) é um desafio aos produtores devido ao grande número de doenças e pragas que acometem essa cultura. A ferrugem, causada pelo fungo Hemileia vastatrix, é a principal doença do cafeeiro. Esta doença atinge quase todas as regiões produtoras de café no Brasil (ZAMBOLIM et al., 2002).
ZONEAMENTO DAS ÁREAS DE FAVORABILIDADE CLIMÁTICA DE 
OCORRÊNCIA DA FERRUGEM DO CAFEEIRO NO BRASIL
Para ocorrência de uma doença é necessário à interação de um hospedeiro suscetível, um patógeno virulento e fatores ambientais favoráveis (AGRIOS, 2005). Portanto, o ambiente é um componente relevante nesta interação, podendo inclusive 
impedir a ocorrência da doença mesmo na presença de hospedeiro suscetível e patógeno virulento (JESUS JUNIOR et al., 2003).
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MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS 
Manejo integrado de doenças foi definido a partir da década de 70 como sendo a utilização de todas as técnicas disponíveis para manter a população de patógenos abaixo do limiar de dano econômico e minimizar os efeitos deletérios ao meio ambiente.
As estratégias de controle que podem ser utilizadas incluem o controle biológico, cultural, físico, químico, legislação fitossanitária, resistência genética e pré-imunização.
Uso racional e múltiplo das clássicas técnicas de controle;
 Atuação sobre todos os componentes da cadeia produtiva (preparo do solo, seleção de cultivares e híbridos, fertilizações, irrigações, tratos culturais, manejo de pragas, etc), que estão mais ou menos relacionados à doença;
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MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS 
MANEJO DE DOENÇAS FÚNGICAS
 Queima de restos culturais; (não funciona para “Murcha-de-fusário”
 Eliminação de plantas hospedeiras (Solanáceas);
 Praticar rouguing (para evitar disseminação das doenças, diminuir o inóculo de patógenos