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PROTOCOLOS-DE-REABILITACAO-EM-POS-CIRURGICO

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potência e resistência à fadiga; recuperar a 
habilidade para funcionar no nível mais alto desejado; transição para o programa de 
manutenção. 
 
 
 
 
 
 
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5.2.2 Protocolo de reabilitação, segundo Canavan, 2001. 
 
 
Avaliação médica: Dia 1, dias 10 a 14, 4 semanas, 6 semanas, mensalmente, 
até ter certeza da progressão adequada. Cinco, 7, 9 e 12 meses. Avaliação pré-operatória 
IKDC e pós-operatória em 1 ano; KT-1000 no pré-operatório, 5, 9 e 12 meses. 
Fisioterapia: pré-operatória; pós-operatória; 5 dias; de 10 a 14 dias; 2 ½, 4 e 
6 semanas; mensalmente, 5, 7 9 e 12 meses (conforme indicado.) Teste de força: Antes 
da avaliação médica e após 5 semanas de isométricos para o quadríceps em 60º 
(dinamômetro isocinético em 75º), isocinéticos para os músculos posteriores da coxa. 
Isocinéticos na estação Q & MPdC após 5 meses. 
 
De 0 a 4 semanas 
 
Tala dobradiça e AM intermitente, ativo assistido e passivo (extensão, flexão e 
mobilizações); séries para quadríceps e levantamentos da perna estendida (sem peso); 
isométricos para os músculos posteriores da coxa; bombeamento do tornozelo; apoio de 
três pontos com muletas; brace de suporte pós-operatório travado em 0º quando não 
estiver ampliando; brace de suporte para dormir, durante seis semanas. 
 
5 dias 
 
Controle do quadríceps; biofeedback com EME e/ou com EMG, conforme 
necessário com levantamento da perna estendida; extensão passiva em prono. 
 
10 a 14 dias 
 
Destravamento da dobradiça para a AM ativa e passiva; movimentos ativos do 
quadríceps e dos músculos posteriores da coxa dentro da amplitude e contra a 
gravidade; iniciar sustentação do peso com um terço do peso corporal (PC), com o 
joelho em extensão e o brace de suporte travado e aumentar em até um terço do PC a 
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cada 3 dias, conforme tolerado; biofeedback com EMG para os músculos posteriores da 
coxa durante a marcha (e exercícios para quadríceps, caso a contração seja inadequada). 
 
2½ semanas 
 
ERP (pesos leves na estação Q & MPdC) para os quadríceps de 90 a 60º e para 
os músculos posteriores da coxa dentro da amplitude disponível, exercícios de meio 
agachamento, abdução e adução do quadril (resistência acima dos joelhos); continuar os 
levantamentos da perna estendida sem preso; bicicleta estática quando a amplitude for 
adequada. Caso consiga, executar os levantamentos da perna estendida, ambular com 
sustentação do peso total com o brace de suporte travado na extensão; ambulação 
intermitente com 10% do PC no padrão da marcha normal e com o suporte destravado; 
equilíbrio sobre uma perna. 
 
4 a 6 semanas 
 
Deambulação com a marcha normal e o brace de suporte destravado: superfície 
suave em nível durante 5 minutos, 2 ou 3 vezes por dia. Aumentar cada sessão em até 5 
minutos nos dias alternados. Biofeedback com EMG para os músculos posteriores da 
coxa nas sessões iniciais; continuar a ambulação com o suporte travado na extensão e a 
AM, ERP e levantamentos da perna estendida, como mencionado acima. (Suporte 
travado em 0º para dormir, até a semana 6.). 
 
6 a 20 semanas 
 
Deambular com sustentação do peso total com suporte para LCA (brace de 
suporte para a ambulação até o mês 4), quando o conforto, o tamanho e o controle 
permitirem (entre 6 e 10 semanas) (biofeedback com EMG para os músculos posteriores 
da coxa nas sessões iniciais); AM; levantamentos da perna estendida sem peso; ERP 
para o quadríceps de 90 a 60º apenas, amplitude total para os músculos posteriores da 
coxa, agachamento, abdução e adução do quadril (acima do joelho); bicicleta estática; 
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exercícios funcionais: subir degraus (StrairMaster), aparelho de remada; natação, placa 
deslizante. 
 
 
5 a 7 meses 
 
Incluir ERP: iniciar com ERP para quadríceps até a extensão total (transição 
gradativa); iniciar corrida em linha reta com ½ velocidade, conforme tolerado, usando 
suporte para o LCA ou suporte adaptado (caso AM, força e condição clínica do joelho 
sejam satisfatórias). 
 
7 a 8 meses 
 
Iniciar progresso através dos programas de corrida gradativa, conforme tolerado 
(½, ¾, velocidade total) em seguida, programas de agilidade (½, ¾, total) e, por fim, o 
programa de saltos. 
 
8 a 9 meses 
 
Aumento gradativo nas atividades do esporte específico. 
 
9 a 12 meses 
 
Retorno aos esportes se todos os critérios tiverem sido preenchidos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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CONCLUSÃO 
 
 
 A articulação do joelho é a maior e a mais complexa das articulações sinoviais 
do corpo. Compõe-se de três articulações: entre o fêmur e a patela, ou articulação 
patelofemoral; entre os côndilos femorais e o platô tibial, ou articulação tibiofemoral; e 
a articulação tibiofibular. 
 A maior incidência de lesão de ligamento cruzado anterior ocorre em esportistas. 
 Quando se fala de reabilitação do joelho, é importante entender as bases do 
tratamento e não apenas qual é o protocolo utilizado. 
 Protocolos podem variar entre: tempo, exercícios e técnicas aplicadas. Hoje 
muitos protocolos considerados como acelerados, poderão ser aceitos futuramente. 
 A lesão do ligamento cruzado anterior, seu tratamento e sua reabilitação 
continuam sendo uma área de interesse aos clínicos e aos pesquisadores. Procedimentos 
cirúrgicos foram refinados, e programas de reabilitação são constantemente avaliados e 
atualizados para minimizar morbidade e permitir um retorno às atividades da vida diária 
ou esportivas seguramente. 
 
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