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direito constitucional 2° bimestre

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19-04-2016
PROCESSO LEGISLATIVO
O direito tem condições de criar a si mesmo. Direito é produzido através de um processo, um conjunto desencadeado de vários atos jurídicos, de procedimentos. O processo legislativo pode ser entendido como um conjunto de regramento voltado à elaboração de atos normativos primários, o processo legislativo é a produção democrática do direito, pois quem faz as leis representam o povo. O objeto do poder legislativo é a lei que é produzida pelos atos legislativos são aqueles previstos no art. 59 da CF.
Ato normativo primário inova na ordem jurídica, tem o papel de criar direito, faz surgir novas leis.
Ato normativo secundário: derivado do primário tem a capacidade de apenas regulamentar o ato normativo primário, regulamentar a legislação que já existe. O objeto do ato normativo secundário são os regulamentos, 
Ex. a lei ordinária que é uma politica publica, e o ato secundário que vai regulamentar essa lei, quais requisitos para a nova politica publica, esse vai detalhar, possibilidade de condições de executoriedade da lei.
A medida provisória está no art. 59, é um ato normativo primário, mas é criada pelo poder executivo e não pelo legislativo, é um ato atípico do executivo, críticos dizem que não deveria estar no rol do art. 59. 
Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de:
I - emendas à Constituição;
II - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - medidas provisórias;
VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação, alteração e consolidação das leis.
Existem três espécies de processo legislativo quanto ao procedimento: 
- Processo legislativo ordinário: que se destina a elaboração das leis ordinárias.
-processo legislativo sumário: a constituição exige um prazo para elaboração da lei art. 64§1.
Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da República, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na Câmara dos Deputados.
§ 1º O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de projetos de sua iniciativa.
§ 2º Se, no caso do § 1º, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal não se manifestarem sobre a proposição, cada qual sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobrestar-se-ão todas as demais deliberações legislativas da respectiva Casa, com exceção das que tenham prazo constitucional determinado, até que se ultime a votação.  .
§ 3º A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-se-á no prazo de dez dias, observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior.
§ 4º Os prazos do § 2º não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional, nem se aplicam aos projetos de código.
-processo legislativo especial: são destinados a todas as demais espécies legislativas, todos os demais atos legislativos. (lei complementar, emenda constitucional...).
Não podem as constituições estaduais e as municipais não podem contrariar o processo legislativo, é um direito público subjetivo do parlamentar. O devido processo legislativo tem tamanha relevância e importância que o parlamentar tem a garantia que a elaboração das leis vão seguir o devido processo. Caso não seja observado, pode o parlamentar impetrar o mandado de segurança. Essa é a única hipótese de controle preventivo pelo judiciário. Através do mandado de segurança.
Elaboração de leis ordinárias, que é a regra geral: quando a constituição não estabelece o ato normativo é a lei ordinária.
O processo legislativo ordinário é composto por três fases:
- FASE INTRODUTÓRIA: fase da iniciativa do projeto de lei, onde certas pessoas ou órgão por meio da iniciativa faculdade atribuído pela constituição apresentam o projeto de lei; o projeto de lei geralmente tem inicio na câmara dos deputados, essa é a regra (só vai iniciar no senado quando a iniciativa for do senado) (quem pode propor projeto de lei está no art. 61 CF- senado, ministério publico, supremo tribunal, tribunais superiores e a iniciativa popular). A iniciativa pode ter vários concorrentes, vários propondo, mas quando for determinado deve estar taxado na constituição. Quando o PR deve ter a iniciativa e outro que não for o legitimado propor, depois de sancionada, a sanção do presidente da republica não supre o vicio da origem.
Art. 61. A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos previstos nesta Constituição.
§ 1º São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
I - fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas;
II - disponham sobre:
a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária, serviços públicos e pessoais da administração dos Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria;  .
d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;
e) criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública, observado o disposto no art. 84, VI;  . 
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos, promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a reserva.  .
§ 2º A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacional, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por cento dos eleitores de cada um deles.
A inciativa das leis cabe a qualquer membro ou Comissão da Câmara do Senado ou do Congresso nacional; ao presidente da Republica; ao Supremo Tribunal Federal; e aos cidadãos por meio de iniciativa popular (os legitimados iniciam o processo legislativo).
A regra geral é a iniciativa comum (geral ou concorrente) na qual a legitimidade para iniciar o processo legislativo sobre determinada matéria não é atribuída com exclusividade a um titular (acontece com matéria tributária que é atribuída ao executivo e legislativa).
A iniciativa exclusiva é restrita apenas a um legitimado: caso de matérias reservadas ao Presidente da Republica art. 61§ 1 acima; Câmara dos Deputados 51, IV; Senado 52, XIII, tribunais 93, 96, II b e 99§2 e ao Ministério Publico 127§ 2°. São normas de observância obrigatória, são definidas de modo taxativo pela Constituição, não se presumem não comportam interpretação extensiva.
- FASE CONSTITUTIVA: pode ser dividida em discussão, votação, aprovação e sanção.
Discussão: momento da deliberação parlamentar a cerca do projeto da lei, ocorre no plenário e nas comissões permanentes, as quais são responsáveis por examinar a constitucionalidade e o conteúdo do projeto, emitindo o parecer técnico.
Votação: em regra a votação do projeto de lei ocorre no plenário de ambas as Casas. Todavia, quando o regimento interno dispensar a competência deste, a votação poderá ser feita nas comissões, salvo recurso de um décimo dos membros da casa art. 58§2,1.
58-§ 2º Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a competência do Plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa;
O quórum mínimo para a sessão é a maioria absoluta, regra geral para deliberações da câmara e do senado, mais da metade dos membros do órgão no qual a deliberação será tomada.
Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa e de suas Comissões serão tomadas por maioria