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DIREITO PROCESSUAL CIVIL  2° bimestre

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ou dissolução de união estável:
a) de domicílio do guardião de filho incapaz;
b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz;
c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal;
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; neste caso o autor pode abrir mão do foro sem prerrogativa de incompetência relativa;
III - do lugar:
a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica;*** regra do código de defesa do consumidor, se for relação de consumo o foro é de domicilio do consumidor. E conta também a competência absoluta.
b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; se a demanda tratar de obrigações que a pessoa jurídica contraiu, não precisa ir a sede, o que aplica a demanda pode ir na agencia ou sucursal.
c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem personalidade jurídica; 
d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; se for de cunho obrigacional, fazer e não fazer e deve escolher onde a obrigação deve ser cumprida ou o domicilio do réu
e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo estatuto; competência absoluta, por conta dos direitos previstos no estatuto do idoso art 80 do estatuto do idoso.
f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado em razão do ofício; cartórios e lugares de escrituras, se forem contra estas, em caso de ação de dano- regra nova, a sede destes mesmos
IV - do lugar do ato ou fato para a ação:
a) de reparação de dano;
b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios;
V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves. O mais utilizado, para acidente de transito o autor pode escolher o seu domicilio ou a regra geral do domicilio do réu
 -CDC-101 -ESTATUTO DO IDOSO art 80
   Art. 80. As ações previstas neste Capítulo serão propostas no foro do domicílio do idoso, cujo juízo terá competência absoluta para processar a causa, ressalvadas as competências da Justiça Federal e a competência originária dos Tribunais Superiores.
-TJ/PR- constituição estadual art 101, VII
Art. 101. Compete privativamente ao Tribunal de Justiça, através de seus órgãos:
VII - processar e julgar, originariamente: a) nos crimes comuns e de responsabilidade, os deputados estaduais, os juízes de direito e juízes substitutos, os Secretários de Estado, os membros do Ministério Público e os Prefeitos Municipais, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral, e, nos crimes comuns, o Vice-Governador do Estado; Alínea com redação dada pela Emenda Constitucional nº 16/2005. Redação Anterior: “a) nos crimes comuns e de responsabilidade, os Deputados Estaduais, os juízes dos Tribunais de Alçada e juízes de direito e juízes substitutos, os Secretários de Estado, os membros do Ministério Público e os Prefeitos Municipais, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral, e, nos crimes comuns, o Vice-Governador do Estado;” b) os mandados de segurança contra atos do Governador do Estado, da Mesa e da Presidência da Assembléia Legislativa, do próprio Tribunal ou de algum de seus órgãos, de Secretário de Estado, do Presidente do Tribunal de Contas, do Procurador-Geral de Justiça, do Procurador-Geral do Estado e do Defensor-Geral da Defensoria Pública; c) os mandados de injunção e os “habeas-data”; d) os “habeas-corpus” nos processos cujos os recursos forem de sua competência, ou quando o coator ou paciente for autoridade diretamente sujeita à sua jurisdição; e) as ações rescisórias de seus julgados e as revisões criminais nos processos de sua competência; f) as ações diretas de inconstitucionalidade e de constitucionalidade de leis ou atos normativos estaduais e municipais contestados em face desta Constituição e a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional; g) a execução de sentença nas causas de sua competência originária, facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais; h) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões; i) as causas e os conflitos entre o Estado e os Municípios, inclusive entre as respectivas entidades da Administração indireta; j) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias do Estado, ou entre estas e as administrativas municipais; VIII - julgar, em grau de recurso, os feitos de competência da justiça estadual, salvo atribuídos, por lei, órgãos recursais dos juizados especiais; Inciso com redação dada pela Emenda Constitucional nº 16/2005. Redação Anterior: “VIII - julgar, em grau de recurso, as causas não atribuídas por esta Constituição expressamente à competência do Tribunal de Alçada, ou, por lei, órgãos recursais dos juizados especiais;
-JUSTIÇA FEDERAL
CF 109,§§1 E 2 repetição do artigo CPC-51
Art. 51.  É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autora a União.
Parágrafo único.  Se a União for a demandada, a ação poderá ser proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de situação da coisa ou no Distrito Federal.
Se a união for autora é o domicilio do réu, se for o autor contra a união, é do réu, do autor e da localização da coisa e este da situação da coisa é de incompetência absoluta
Tanto a CF quanto o CPC só fala em União (empresa publica e autarquia) mas quando se fala em território só fala União e não fala em autarquia, o STJ veio dizendo que não se aplicava o 51 também as autarquias mas o STF manda interpretar extensivamente. E se aplica sim extensivamente as autarquias e empresas publicas, mas o STJ continua não aplicando.
Sociedade de economia mista não tem foro na justiça federal, pois não é empresa publica e não cabe o artigo anterior.
CPC-52 SIMETRIA entre os entes federados, a mesma regra da união se aplica igualmente aos estados, regra nova.
Art. 52.  É competente o foro de domicílio do réu para as causas em que seja autor Estado ou o Distrito Federal.
Parágrafo único.  Se Estado ou o Distrito Federal for o demandado, a ação poderá ser proposta no foro de domicílio do autor, no de ocorrência do ato ou fato que originou a demanda, no de situação da coisa ou na capital do respectivo ente federado.
06-05-2016
COMPETÊNCIA (CONTINUAÇÃO)
-MOMENTO DE FIXAÇÃO
Perpetuação jurisdicione: já existia regra no ordenamento anterior art. 43
Art. 43.  Determina-se a competência no momento do registro ou da distribuição da petição inicial, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem órgão judiciário ou alterarem a competência absoluta. 
Comarcas com mais de um juízo com as mesmas competências, o caso vai a um juízo que vai fazer um sorteio que vai distribuir. Mas onde tem uma única vara, lá também tem um cartório distribuidor nestes tem o registro de todas os processos. Mas onde há vara única apenas registra, onde tem várias varas, distribui-se. Este o momento que o juiz vai analisar os critérios de distribuição de competência. O juiz leva em consideração os critérios no momento da distribuição
Se houver modificação da vara, ele deixar de existir, foi suprimido o órgão judiciário, ou alterou a competência absoluta. Antes que julgava acidentes de trabalho ou assédio eram julgados na justiça comum, mas por emenda foi transferida para a justiça do trabalho, então a justiça do trabalho se tornou absolutamente competente e os casos foram transferidos para a justiça do trabalho.
Se a lei não alterar a competência absoluta ou não suprimir o órgão judiciário, outros casos não são relevantes
Art. 62.  A competência determinada em razão da matéria, da pessoa ou da função é inderrogável por convenção das partes. A competência absoluta não está a disposição