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DIREITO PROCESSUAL CIVIL  2° bimestre

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das partes, não importa o negócio, neste caso são cláusulas nulas.
-MODIFICAÇÃO DA COMPETÊNCIA RELATIVA
Art. 63.  As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações. Em relação a competência relativa a clausula de foro é opcional, se nada for tratado em contrato se usa a regra geral
§ 1o A eleição de foro só produz efeito quando constar de instrumento escrito e aludir expressamente a determinado negócio jurídico. O contrato deve ser escrito e o foro deve estar determinado
§ 2o O foro contratual obriga os herdeiros e sucessores das partes. Mesmo que ocorra falecimento vale as clausulas
§ 3o Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz, que determinará a remessa dos autos ao juízo do foro de domicílio do réu. Uma exceção de controle do juiz em relação a competência relativa, o juiz pode alegar que foi de forma abusiva e não reconhecer a clausula e usa a regra geral.
§ 4o Citado, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, sob pena de preclusão. Se o juiz não reconhecer de oficio se o juiz não fizer ou não controlou, se o réu não alegar preclui, mesmo que a causa tenha sido abusiva –precluir 
É uma cláusula de eleição de foro, em regra pode em qualquer contrato, desde que es partes acordem
Primeira hipótese é anterior ao processo 
+VONTADES DAS PARTES CPC63 antes não se falava em disposição de normas processuais as partes. A competência relativa pode ser modificada, essa modificação pode derivar da vontade das partes ou de imposição legal. A modificação voluntária pode ser expressa ou tácita, expressa quando ocorre convenção de eleição de foro e tácita quando o autor propõe ação em juízo relativamente incompetente e o réu não alega a incompetência.
+CONEXÃO: constitui liames de afinidades existentes entre duas ou mais ações, que faz com que justifiquem a reunião dos processos. Isso faz com que o juiz que não tinha a competência relativa passe a tê-la.
 definições legais conexas duas ou mais ações. devem ter identidade o pedido e a causa de pedir. Existem no processo: Partes, causas e pedido. Caso quando a pessoa foi atropelada e pediu perdas e danos e entrou com o pedido, mas depois de um tempo houve depressão e pode se entrar na mesma demanda com dano moral. As partes são as mesmas, as causas foram as mesmas e acrescentou o pedido que foi diferente, se fosse tudo igual seria litispendência. 
Foram dois os objetivos do legislador a determinar a possibilidade de reunião, o primeiro é o principio de economia processual, já que em função de mencionada afinidade, é comum que a mesa fase probatória possa ser partilhada por ambas as ações e as provas, que deverão dar origem a duas sentenças, o segundo objetivo é evitar existência de decisões logicamente contraditórias.
Art. 55.  Reputam-se conexas 2 (duas) ou mais ações quando lhes for comum o pedido ou a causa de pedir.
§ 1o Os processos de ações conexas serão reunidos para decisão conjunta, salvo se um deles já houver sido sentenciado. Sentença é decisão de juiz de 1 grau. Então julga separado
§ 2o Aplica-se o disposto no caput:
I - à execução de título extrajudicial e à ação de conhecimento relativa ao mesmo ato jurídico; ex. uma ação de execução de penhora de imóvel e a parte alega que fez o negócio coagida, o mesmo juiz julga os dois casos
II - às execuções fundadas no mesmo título executivo. Existem títulos que preveem mais de um tipo de obrigação, fazer e pagar quantia e até com datas diferentes e as duas serão reunidas por conexão
§ 3o Serão reunidos para julgamento conjunto os processos que possam gerar risco de prolação de decisões conflitantes ou contraditórias caso decididos separadamente, mesmo sem conexão entre eles. O juiz fundamenta a necessidade de julgamento conjunto.
+CONTINECIA: no causa de continência é a mesma coisa, o objeto é mais amplo e engloba o da primeira demanda.
Art. 56.  Dá-se a continência entre 2 (duas) ou mais ações quando houver identidade quanto às partes e à causa de pedir, mas o pedido de uma, por ser mais amplo, abrange o das demais.
O objeto da segunda demanda é maior e engloba o da primeira, repete o mesmo pedido, porém desta vez engloba mais pedidos. Ex. Primeiro você pede dano material e depois você repete o mesmo pedido e adiciona o dano moral.
A conexão é mais comum pois é mais lógico acrescentar o pedido do que ficar repetindo.
Art. 57.  Quando houver continência e a ação continente tiver sido proposta anteriormente, no processo relativo à ação contida será proferida sentença sem resolução de mérito, caso contrário, as ações serão necessariamente reunidas. Quando um caso maior for distribuído ele permanece e engloba o menor, ou este se extingue.
+juízo prevento: aquele para que a petição inicial foi registrada em primeiro lugar
Quando surge a necessidade de reunião de diferentes processos (conexão ou continência) é comum que os casos se distribuam em diferentes juízos, mas eles devem ser reunidos e o juiz é aquele que em primeiro lugar correu a prevenção, ele atrai para junto de si as outras ações.
Art. 58.  A reunião das ações propostas em separado far-se-á no juízo prevento, onde serão decididas simultaneamente.
Art. 59.  O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo.
Dá se a prevenção em razão de dois critérios ambos cronológicos, o registro ou distribuição da petição e no juízo em que houver havido distribuição a petição inicial, e a prevenção ocorrem tanto em primeiro com em segundo grau de jurisdição. A pretensão é impedir que a ação tenha sorteio por uma vara que decida de forma contraria a tese veiculada a ação este desista da ação e ajuíze uma nova, idêntica. Esta ação vai ser distribuída para o mesmo juízo. Além disso a parcial alteração dos réus não afasta a necessidade de distrubuição por dependência.
ROTEIRO PRÁTICO PARA DEFINIÇÕES DE COMPETÊNCIA
Verifica-se se a causa compete a alguma jurisdição estatal ou se houve convenção arbitral;
Não havendo convenção arbitral, verifica se a causa está entre aquelas que se submetem com exclusividade ou em caráter concorrente, a jurisdição brasileira
Submetendo-se a jurisdição brasileira, cabe examinar se a matéria de litigio implica a competência de um dos ramos especializados do judiciário (trabalho, militar);
Verifica-se a causa insere-se entre as de competência originária do STF ou STJ
Se não for, consiste em examinar se a União, autarquia, fundação, ou empresa publica federal é parte na ação- (será da Justiça Federal caso contrario, estadual ou do Distrito Federal;
Seja de competência da Justiça Federal ou da Estadual, deve se verificar as regras de competência territorial (em qual região federal ou ente federado) está o órgão competente;
A seguir é preciso observar se a causa é de competência originária de juiz de primeiro grau ou de tribunal (TRF no caso de justiça federal e tribunal de justiça no caso de justiça estadual)
Sendo a competência originária de um juiz de primeiro grau, deve –deve se definir o for competente com critérios de competência territorial- deve se observar a clausula de eleição de foro ou foro prevento se houver;
Definido o foro a etapa subsequente é a identificação do juízo (vara) competente, quando houver mais de uma naquele foro (desde já não esteja definida por prevenção); isso de faz por verticalização da matéria (vara de família, vara de falência) ou da pessoa (vara da fazenda publica). Havendo mais de um juízo competente no mesmo foro a distribuição é feita por sorteio para um deles.
+INCOMPETENCIA: será alegada com uma questão preliminar de contestação. O réu deve contestar toda a matéria de defesa no mesmo ato. As defesas processuais também deve ser feitas na contestação
 Todo o juiz tem competência para primeiramente pronunciar sua incompetência, por manifesta e obvia cabe a ele primeiro decidir a questão (cabe recurso)
Instrumento de controle de competência: